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horário nobre

13/06/2012

às 19:17 \ Tema Livre

Fátima Bernardes fala a VEJA: seu novo programa na Globo, os rumores (falsos) sobre problemas no casamento com Bonner, seus filhos, suas manias — e seu tratamento para perder o medo de avião

Fátima Bernardes (Foto: Jairo Goldflus)

HORA DA VIRADA -- Perto dos 50 anos e depois de 14 anos jo "Jornal Nacional", Fátima estreia seu novo programa no dia 25: "Quero que o público em casa se sinta como se estivesse ali trocando ideias e comentando as notícias do dia com a Fátima", diz a jornalista, usando a terceira pessoa (Foto: Jairo Goldflus)

(Entrevista a Marcelo Marthe, publicada na edição de VEJA que está nas bancas)

ANSIOSA POR UM BATE-PAPO

 

A ex-âncora do Jornal Nacional explica por que elegeu a arte da conversa como trunfo nas manhãs da TV. E dá uma amostra disso ao falar com franqueza de sua fobia de avião

Às vésperas de fazer 50 anos, em setembro, Fátima Bernardes está concluindo um ciclo de mudanças. Sete meses depois de deixar o Jornal Nacional, a jornalista e apresentadora estreará no próximo dia 25 seu novo programa de variedades na Rede Globo.

Encontro com Fátima Bernardes, que vai ao ar no fim da manhã, de segunda a sexta-feira, terá um cenário tecnológico, em 360 graus, que permite alterar a paisagem projetada no fundo. O espírito da atração, porém, é simples e direto: uma série de bate-papos com convidados.

Preparando-se para a foto acima, Fátima recebeu VEJA de bobes. O cabelo — um “patrimônio nacional”, nas palavras dela — foi um dos temas da entrevista. Fátima também falou do casamento com William Bonner, dos filhos e de sua fobia de avião.

 

O que a levou a se aventurar em um novo programa após catorze anos no Jornal Nacional?

Sou muito inquieta, e a Globo me acostumou mal. Eu ficava três a quatro anos em um projeto e já era convocada para novo desafio. Só que cheguei ao Jornal Nacional, um posto almejado por todo mundo. Não tem muito para onde ir depois dali.

Mas aí aquele bichinho dentro de mim começou a provocar: “Humm, Fátima, e se você quisesse fazer outra coisa da vida?” Quando revelei a intenção pela primeira vez, em 2007, a direção da emissora achou que era um sonho de verão. Mas, no ano passado, finalmente, apresentei uma ideia que foi aprovada pela Globo. Mudar foi a melhor decisão.

 

Não lhe causa ansiedade abandonar um telejornal de audiência cativa para se lançar na luta pelo ibope nas manhãs, faixa em que a Globo enfrenta sua concorrência mais acirrada?

Sei que as manhãs não são fáceis. Ao contrário do horário nobre, tem pouca gente vendo TV de manhã. Terei muito trabalho para convencer as pessoas a ligar seus aparelhos. Mas tenho esperança, sinceramente, de que os espectadores se deixem seduzir pelo programa da Fátima.

 

Com quais armas pretende conquistá-los?

Meu sonho é que a gente consiga ter um grande bate-papo sobre os temas mais variados, inclusive com pessoas comuns. Sou muito falante e adoro ouvir as histórias dos outros. Todo mundo gosta de uma boa conversa, né?

Quero que o público em casa se sinta como se estivesse ali trocando ideias e comentando as notícias do dia com a Fátima. Acho que o fato de as pessoas ficarem muito pertinho de mim no palco vai dar essa sensação.

 

O público verá uma outra Fátima?

É óbvio que, até pela liturgia que o cargo exigia, minha roupa no Jornal Nacional era sempre mais formal. Havia um cuidado de não ousar, para não desviar a atenção da notícia.

Agora, não. Vou estar ali de corpo inteiro. Está vendo esse vício de falar para caramba com as mãos? (Fátima agita os braços). Agora poderei ser mais assim, como sou na rua mesmo. Mas tenho certeza de que o público vai dizer: “Não é que eu imaginava a Fátima desse jeitinho?”. Nenhum elogio me deixa mais feliz, aliás, que ouvir a pessoa dizer que eu sou exatamente como ela pensava quando me via na televisão. Nunca fiz uma personagem no Jornal Nacional, entendeu? Eu era a Fátima mesmo.

 

Falou-se que a Globo queria transformá-la numa versão brasileira da apresentadora americana Oprah Winfrey. A comparação faz sentido?

A Oprah é um nome respeitável. Agora, eu não preciso ser uma nova Oprah. Eu quero ser a Fátima mesmo. O programa dela é muito voltado para o talk-show, muito engajado em causas. Não é isso que eu quero fazer.

 

Oprah Winfrey (Foto: Getty Images)

"Eu não preciso ser uma nova Oprah" (Foto: Getty Images)

 

Qual a sensação de ficar conhecida a ponto de até as mudanças no seu visual provocarem comoção?

Um dia ainda vou escrever um livro com o seguinte título: Como o Cabelo Marcou Minha Carreira.

Quando entrei na Globo, usava o estilo chanel. Depois, fiz permanente. Toda vez que a cabeleireira falava em cortar, eu tinha medo. Achava que ia ficar com a cara redonda. Um dia, fiquei tão revoltada com a insistência dela que, sem consultar nem o William, ordenei: “Então corta”.

Quando ela passou a navalha, fiquei chocada ao me ver parecendo um tomate. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

02/03/2012

às 16:00 \ Política & Cia

Falta algo no logotipo da Ancine: a foice e o martelo

 

O Congresso já fez sua parte, aprovando uma lei, a nº 12.485, de 12 de setembro de 2011, intervencionista e ajustada à ideologia lulo-petista de que o Estado deve meter o bedelho em tudo, inclusive na vida dos assinantes de TV a cabo. Se insatisfeitos, assinantes podem perfeitamente mudar não apenas o seu pacote de canais, mas também seu fornecedor.

Com o lulo-petismo, isso não é suficiente. O Estado, gordo, cada vez maior, com mais poder e gastando mais, é quem tem que “regular” tudo.

Mas não bastou o Congresso se curvar às direrizes do lulo-petismo. Agora, os camaradas comissários que controlam a Agência Nacional de Cinema (Ancine), encarregados de propor a regulamentação da lei, estão indo muito além do que a própria legislação pretendia.

Em sua proposta de regulamentação — contra a qual operadoras, como a Sky, estão reclamando publicamente, e com razão — a Ancine se auto-concede o poder de qualificar previamente os conteúdos audiovisuais transmitidos pelos canais de TV, decidindo o que deve ou não ser considerado o “conteúdo nacional” mencionado pela lei.

Os camaradas comissários já resolveram, por exemplo, que entrevistas (mesmo que feitas por jornalistas brasileiros, com personagens brasileiros) e comentários (mesmo se produzidos por especialistas ou jornalistas brasileiros) não são aptos para cumprir a quota semanal de três horas e meia de “conteúdo nacional” no horário nobre (das 19 às 23 horas).

Repito: brasileiros entrevistando brasileiros, ou brasileiros comentando a realidade brasileira, a Ancine não quer considerar “conteúdo nacional”.

As meninas do vôlei: na TV a cabo, suas partidas não são consideradas "conteúdo nacional"

Programas de auditório, mesmo com apresentadores brasileiros, e macacas de auditório pátrias, não preenchem o requisito de “conteúdo nacional”. (Nem o lixo televisivo autenticamente brasileiro é levado em conta pelos comissários da Ancine).

Canais de esporte, mesmo que, supostamente, passem 24 horas por dia tratando do Corinthians, do Flamengo, da seleção brasileira de vôlei feminino ou da equipe olímpica de nado sincronizado, não servem para os camaradas comissários. Isso, para eles, não é “conteúdo nacional”.

Entre outras barbaridades controladoras mais — e já vou parando por aqui –, os camaradas comissários querem reservar aos canais “brasileiros” posição de numeração entre os 50 primeiros do controle remoto, logo após os canais abertos — e, claro, os canais públicos, aqueles que o contribuinte paga para que existam, nele brilhem governantes, políticos e magistrados, mas que ninguém assiste.

A Ancine está com o símbolo errado, este que coloquei no começo do post. Deveria incluir, nele, a foice e o martelo.

28/02/2012

às 16:40 \ Política & Cia

Atletas denunciam absurdos impostos à TV paga. Eu dou razão a eles

Amigos do blog, a última imbecilidade estatista em vigor no país está bem explicada pelos atletas e técnicos de esporte no vídeo abaixo.

Reconheço que, sim, a lei 12.485, de 12 de setembrode 2011, aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma, contém aspectos positivos.

Acho bom, para o mercado de trabalho brasileiro e para a própria cultura nacional, que haja obrigatoriedade de um mínimo de 3 horas e meia de conteúdo nacional semanais no horário nobre — das 19 às 23 horas — para todos os canais a cabo, inclusive para os que hoje só retransmitem programação feita no exterior. Seria melhor que esse tipo de coisa não fosse obrigatória por lei, mas, mesmo assim, vá lá.

O que é incompreensível, inaceitável e burro é que programas jornalísticos produzidos no Brasil, por brasileiros, e transmissões esportivas de competições, mesmo que, hipoteticamente, seja um Corinthians x Palmeiras ou um Fla x Flu, não sejam considerados “conteúdo nacional” pela lei.

Assistam ao vídeo e julguem vocês mesmos:

30/07/2011

às 10:16 \ Disseram

Nem gay, nem anão no horário nobre!

“O grande inimigo do folhetim é o politicamente correto. Porque se você não pode mais dizer que alguém é anão, fica meio difícil fazer novela.”

Agnaldo Silva, autor de telenovelas, sobre diminuiçãodo do debate homossexual de Insensato Coração. 

30/09/2010

às 17:38 \ Política & Cia

Rede Globo contribui menos do que poderia para o esclarecimento dos eleitores fazendo debate tarde da noite

A Rede Globo prestaria um serviço público melhor e contribuiria mais para esclarecer o eleitorado nesta eleição se, pelo menos uma vez na vida, deixasse de lado sua sacrossanta “grade de programação” e, em vez de conceder o horário nobre para a novela Passione, realizasse às 21 horas o crucial debate de hoje à noite entre os principais candidatos à Presidência da República.

Crucial por ser na Globo, campeã de audiência, e por ser o último antes da eleição.

Como se sabe, e está exaustivamente comprovado, debates políticos que, como este, comecem às 22h30, por mais importantes que sejam, perdem um enorme público potencial porque milhões de trabalhadores brasileiros pegam cedo no batente e acordam às 4h00, 4h30 da manhã, sobretudo nas grandes regiões metropolitanas, com sua notória deficiência em transportes coletivos.

Sendo assim, precisam — e vão — dormir mais cedo. Perde-se, com isso, a possibilidade de que um grande contingente de brasileiros se some à esperada grande audiência da Globo que, porém, poderia ser maior.

Ganharia o país e ganharia a Globo.

 

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