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Hélio Bicudo

12/11/2014

às 19:30 \ Política & Cia

VÍDEO: O jurista Hélio Bicudo, homem íntegro e corajoso, que enfrentou o Esquadrão da Morte durante a ditadura e foi fundador do PT, fala sobre o Bolsa Família como fábrica de votos para o partido — que ele, desiludido, abandonou

Hélio Bicudo é jurista, professor e tem sido um militante pelos direitos humanos em toda a sua vida adulta. Homem respeitado internacionalmente por sua integridade e coragem, fez uma trajetória raríssima para alguém quando, já na idade madura, migrou de editorialista do jornal O Estado de S. Paulo para fundador e militante do PT, pelo qual foi deputado federal e obteve grande votação na disputa para o Senado em 1986 — perdendo para a dupla do então PMDB Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso.

Foi vice-prefeito de São Paulo na gestão da prefeita Marta Suplicy (2001-2005) e presidente da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos.

Durante o regime militar, exibiu coragem exemplar como membro do Ministério Público no combate ao Esquadrão da Morte.

Deixou o PT, desiludido com os rumos do partido, em 2005, ano em que explodiu o mensalão, e apoiou Marina Silva (então no PV) no primeiro turno das eleições presidenciais de 2010 e José Serra (PSDB) no segundo turno.

Neste vídeo, ele conta uma significativa conversa com o então ministro José Dirceu sobre o significado eleitoral do Bolsa Família para o PT.

16/12/2012

às 15:00 \ Política & Cia

VÍDEO HISTÓRICO, a pedidos: Homem de vida impecável, ex-amigo de Lula, Hélio Bicudo, 90 anos, explica por que se afastou do PT, critica Lula por ambição de poder e pergunta como é que o ex-presidente ficou tão rico

Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, detonando o mito Lula (Foto: DEDOC)

Hélio Bicudo, o corajoso homem da lei que enfrentou o Esquadrão da Morte durante a ditadura: vida pessoal impecável, longa militância no PT e desilusão com o partido e com Lula (Foto: Dedoc/Editora Abril)

Hélio Bicudo, 90 anos, advogado e procurador de Justiça aposentado de São Paulo, é o que se costumava chamar de homem de bem. Católico, vida pessoal impecável, foi ele quem teve a coragem de enfrentar o esquema macabro do Esquadrão da Morte em plena vigência da ditadura, pondo a nu seus crimes e levando integrantes à cadeia.

Ligado originalmente à democracia cristã e ao falecido governador Carvalho Pinto, o editorialista do Estadão que eu, então jovem redator do Jornal da Tarde, cumprimentava no elevador da velha sede dos dois jornais na Rua Major Quedinho — olhos muito azuis, físico diminuto e sempre ereto, levando uma invariável pastinha de couro repleta de papéis –, para surpresa de muitos filiou-se ao PT em seus primórdios.

Chegou a ser candidato a vice-governador de São Paulo na chapa de Lula, em 1982, e sua ligação com o ex-presidente era tão profunda que após a derrota abrigou o abatido companheiro em sua própria casa durante um mês. Foi secretário da prefeita Luiza Erundina, candidato ao Senado pelo PT, vice-prefeito de Marta Suplicy.

Mas se desiludiu com o PT e com Lula. Desligado há anos do partido, hoje acha que Lula só queria o poder para se locupletar, considera que os apregoados ideais do começo do PT não eram verdadeiros, que Lula nunca quis ser “Pai dos Pobres”, mas, sim, tutelar os pobres em seu próprio benefício.

Critica o aparelhamento do Estado promovido pelo ex-presidente, sua sede de poder e põe em questão até a riqueza pessoal que Lula teria acumulado.

Um espanto.

O vídeo foi gravado pelo blog Revoltados On Line, e tem 35 minutos e 29 segundos. Quem não tiver paciência para assisti-lo todo pode ficar sossegado que já nos primeiros 2 ou 3 minutos há material suficiente para meditar muito sobre o “fenômeno Lula”.

Mas no vídeo inteiro não há 30 segundos que possam ser considerados irrelevantes. Vale a pela conferir.

Há versões mais curtas, de 2 minutos e pouco, de 7 minutos e outras extensões. Muitos leitores, porém, vêm solicitando a postagem desse vídeo histórico. Então, aqui está ele:

06/12/2010

às 15:41 \ Política & Cia

Cardozo pode ter sido o primeiro ministro indicado por Dilma contra a opinião de Lula

Amigos do blog, eu arriscaria dizer que o novo ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, deputado pelo PT de São Paulo em final de mandato, é a primeira designação que a presidente eleita da República, Dilma Rousseff, faz de forma inteiramente independente de Lula e, talvez, até contra a opinião do presidente.

Veja se não tenho razão lendo a matéria ab aixo, publicada pelo Estadão a respeito, a cargo da repórter Vera Rosa, da sucursal de Brasília do jornal:

“Cardozo supera resistência e é indicado”

“Procurador e secretário-geral do PT, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP) foi confirmado para o Ministério da Justiça do governo Dilma Rousseff, depois de ter amargado longo período de dificuldades de relacionamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O motivo para Cardozo nunca ter conseguido chegar à Esplanada na gestão Lula foi o caso CPEM.

O presidente sempre guardou mágoa do deputado por ele ter vasculhado sua vida e por tentar incriminar seu compadre Roberto Teixeira. Tudo ocorreu em 1993, quando Cardozo integrou a comissão especial criada pela Executiva Nacional do PT para investigar denúncias feitas pelo petista Paulo de Tarso Venceslau, ex-secretário de Finanças de São José dos Campos, contra uma empresa chamada CPEM.

A acusação de Venceslau era grave. Segundo ele, Teixeira propunha a prefeituras do PT contratar a CPEM, sem licitação, para que a empresa prestasse assessoria na área de arrecadação de impostos. Em troca, a CPEM contribuiria com campanhas petistas.

Ao lado do então deputado Hélio Bicudo, que deixou o PT após o escândalo do mensalão, em 2005, Cardozo concluiu que tanto o compadre de Lula como Dirceu Teixeira – irmão do advogado – atuaram em nome da CPEM, vendendo seus serviços.

“Tal comportamento não qualificaria nenhum problema ético, se não fôssemos levados a concluir pelas evidências de que Roberto Teixeira não poderia deixar de saber (…) que os contratos firmados pela empresa CPEM apresentavam graves problemas. Atuou, a nosso ver, inclusive com evidente abuso da confiança de que desfrutava no partido em face da notória relação de amizade que mantém com o presidente de honra do PT”, escreveu Cardozo, em referência a Lula, quatro anos depois da investigação.

Ressentimento. Lula foi inocentado da sindicância, mas nunca perdoou Cardozo. No fim, a cúpula do PT decidiu expulsar o Paulo de Tarso Venceslau, sob a alegação de que ele, ao se dirigir à imprensa, empregou adjetivos que desqualificaram Lula e outros dirigentes petistas.

Integrante da corrente Mensagem ao Partido – a segunda maior tendência no mosaico ideológico do petismo -, Cardozo era cotado para ocupar o Ministério da Justiça em fevereiro, quando Tarso Genro deixou a pasta para se candidatar ao governo do Rio Grande do Sul. Tarso indicou Cardozo e Dilma, então ministra da Casa Civil, também defendia sua nomeação. Lula, porém, vetou o nome do deputado.

No ano passado, Cardozo redigiu o Código de Ética do PT. O documento define critérios para atuação de filiados, vedando práticas como caixa 2 nas campanhas.”

Veja um resumo do currículo do novo ministro aqui.

22/09/2010

às 19:09 \ Política & Cia

Aliado de primeira hora de Lula lê manifesto contra ameaças à democracia

O blog presta suas homenagens e tira seu chapéu para o bravo jurista Hélio Bicudo, corajoso promotor de Justiça que enfrentou o Esquadrão da Morte durante a ditadura e, mais tarde, seria fundador do PT e vice-prefeito de São Paulo na gestão de Marta Suplicy (2001-2005).

Bicudo lendo o Manifesto

Bicudo, aos 88 anos, lendo o Manifesto

Sua coerência pessoal e seu compromisso com a liberdade o fizeram um dos coordenadores do Manifesto em Defesa da Democracia, divulgado ontem diante da história Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, ao lado de personalidades de diferentes orientações políticas como o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo e baluarte em defesa dos direitos humanos, o poeta Ferreira Gullar, intelectuais, atores e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Velloso.

O manifesto é uma resposta, em termos duríssimo, à crescente agressividade do governo Lula contra a mídia e as críticas que recebe de diferentes setores, e à utilização da máquina governamental em proveito partidário. Leia matéria a respeito no site de VEJA.

Bicudo, forte e rijo aos 88 anos, foi quem leu o manifesto. O fato de um aliado de primeira hora de Lula ler o manifesto mostra a gravidade da situação que vivemos.

Por sua importância, transcrevemos seu texto na íntegra. Leia a seguir.

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22/09/2010

às 17:02 \ Política & Cia

“Me senti um grãozinho de arroz-de-festa nas demonstrações contra a ditadura (…) e contra o perigo de uma nova”

Vou postar aqui texto produzido por meu colega e amigo Sérgio Vaz, jornalista de primeira, companheiro por longos anos de juventude no Jornal da Tarde.

Ele esteve presente hoje ao lançamento do Manifesto em Defesa da Democracia.

Leiam, que vocês vão gostar.

“Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos.”

Do Manifesto em Defesa da Democracia, setembro de 2010

“Aqueles velhos reaças e golpistas Hélio Bicudo e Dom Paulo Evaristo estão assinando o manifesto pela democracia. Aí tem…”

A frase deliciosa que Sandro Vaia botou no Twitter na noite de ontem, terça, 21 de setembro, me voltou à cabeça assim que vi – ao chegar hoje ao Largo São Francisco, onde haveria o lançamento do Manifesto em Defesa da Democracia – o solidéu e a cabeleira do rabino Henry Sobel.

Era impossível não lembrar do culto ecumênico concelebrado ali pertinho, na Catedral da Sé lotada e silenciosa, por Dom Paulo Evaristo Arns, o rabino Sobel e o reverendo Wright, em 1975, logo após o jornalista Vladimir Herzog ter sido assassinado nos porões do Doi-Codi. Não me lembro, mas seguramente Hélio Bicudo também estava lá, naquele dia de 1975, em que lotar a Catedral da Sé, diante da praça fortemente policiada, era uma das únicas formas de protestarmos contra a ditadura militar.

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