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Gleisi Hoffmann

20/07/2014

às 14:50 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Álvaro Dias está disparado na frente na corrida pelo Senado no Paraná

O senador  (Foto: tucano.org.br)

O senador Álvaro Dias: na corrida para o Senado no Paraná até agora, muitos corpos à frente dos candidatos do PMDB e do Partido Comunista (Foto: tucano.org.br)

A legislação eleitoral impede que eu divulgue números precisos, mas é ótima a situação do senador Álvaro Dias (PSDB) na corrida pela única vaga pelo Paraná no Senado na eleição de 5 de outubro.

A constatação vem do conhecimento de pesquisa realizada por encomenda da coligação de partidos que apoia a reeleição do governador tucano Beto Richa, da qual o senador — limadas diferenças que o afastavam do governador — faz parte.

A pesquisa é para uso interno e não foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral, com manda a lei, e por isso seus resultados não podem ser divulgados. Mas ela deixa claríssimo que o senador está em situação confortável, com várias vezes mais votos que o segundo colocado, o empresário Marcelo Almeida, da empreiteira CR Almeida, que concorre pelo PMDB do ex-governador Roberto Requião, ficando na rabeira o candidato apoiado pelo PT e pela candidata petista ao governo do Estado, Gleisi Hoffmann — o deputado comunista Ricardo Gomide.

Os admiradores de Álvaro Dias, que liderou a bancada do PSDB no Senado por longo período, o consideram uma das vozes oposicionistas mais fortes a ressoar no Congresso e temiam por sua situação no PSDB. O senador cogitou de desligar-se do partido e até de aventurar-se em uma campanha presidencial simbólica, por se sentir “sem espaço” — leia-se, dificuldades com o governador Richa –, mas uma mediação do presidenciável Aécio Neves aparou arestas e garantiu sua presença na chapa.

Até agora, parece que valeu a pena para o PSDB.

13/04/2014

às 19:00 \ Política & Cia

Um ex-assessor é suspeito de pedofilia. Outra, de roubalheira. E a ex-ministra Gleisi tinha escolhido André Vargas — agora na mira da Polícia Federal — para chefiar sua campanha ao governo do Paraná. Ela não acerta uma?

A ex-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, candidata do PT ao governo do Paraná: está difícil fazer uma indicação de alguém que não tenha um problemaço com a Justiça (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

A ex-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, candidata do PT ao governo do Paraná: está difícil fazer uma indicação de alguém que não tenha um problemaço com a Justiça (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

Nota da coluna dominical do jornalista Carlos Brickmann, publicada em vários jornais

Dedo podre 

A ex-ministra Gleisi Hoffmann, candidata do PT ao governo do Paraná, não tem sido exatamente feliz em suas indicações.

Seu assessor mais próximo, favorito para coordenar a campanha, era Eduardo Gaievski, agora preso pela acusação de pedofilia.

A coordenadora da campanha na região de cidades importantes como Cianorte e Cascavel, Regina Dubay, PR, prefeita de Campo Mourão, é suspeita de comandar o esquema que obriga funcionários públicos comissionados a devolver parte dos salários para uma quadrilha que, segundo o Ministério Público, está “instalada no alto escalão”.

Um diretor da Secretaria Municipal da Saúde foi preso em flagrante após recolher o dinheiro dos funcionários. O delegado Elmano Ciriaco diz que haverá novas prisões, inclusive no alto escalão.

Em tempo: até há poucos dias, o coordenador da campanha de Gleisi, no lugar de Gaievski, era o deputado André Vargas – aquele do jatinho do doleiro.

Ainda tem mais…

A 10 novembro passado, Brickmann publicou nota aqui reproduzida em que, a certa altura, dizia:

“Há mais casos estranhos. Gleisi Hoffmann, quando senadora, nomeou Gláudio Renato de Lima, PT, para assistente parlamentar.

Quando virou ministra, seu sucessor, Sérgio Souza, PMDB, o recebeu como herança e o mantém até hoje no Senado – embora Gláudio tenha sido condenado em dois processos pela Justiça do Paraná, um por improbidade administrativa, outro por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e concussão.”

 

13/04/2014

às 18:00 \ Política & Cia

NEIL FERREIRA: Fora da rebelião não há salvação

O empresário Jorge Gerdau: para Neil Ferreira, sua entrevista é um programa de governo inteiro à disposição da oposição (Foto: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

O empresário Jorge Gerdau: para Neil Ferreira, sua entrevista é um programa de governo inteiro à disposição da oposição (Foto: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

Neil conte comigo nessa Ferreira, publicado no Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente da Câmara de Políticas de Gestão do governo da Miss Piggy, parece que perdeu a paciência e falou o que todos pensamos sobre os rumos da administração do nosso País Deles.

Nosso ridículo Pibinho foi alvo de críticas feitas por quem entende do assunto e pra nossa vergonha citou os de 5 ou 6% dos países do Pacífico. Vai lá saber por que os do Mercosul estão no fundo do poço e afundando. Claro que sabemos.

Acham que sou da direita agonizante; quem é contra Lula e Miss Piggy é “direitaço”. Quem está do lado oposto ao do espectro político em que me situo ? A turma da PTbras. Não dá pra viver sem se indignar com a roubalheira na PTbras, é tudo de bilhão pra cima.

Por falar na turma da PTbras, a cambada aprovou o chamado “combo”: CPI da PTbras, amarrada na batizada de o “ Cartel de Trens de São Paulo” e mais outra aí cujo nome esqueci, como uma vitória do PT e da base comprada. O “Combo” mascara o vamos ver da PTbra.

Eles são maioria e estão trabalhando na “blindagem” dos sem escrúpulos. Aposto o minguado valor das minhas ações da PTbras, compradas com o Fundo de Garantia e embromado pelo governo, que vai dar em nada como toda CPI. Combo ou não combo.

O sorrisão feliz e vitorioso da encenadora Gleisi Hoffmann, a do narizinho arrebitadinho publicado nos jornais de ontem, me fez lembrar da repugnante dancinha vitoriosa daquela deputada federal, PT/SP, que foi uma vergonha para a Câmara Federal, só suplantada pela foto do encenador Suplicy vestindo uma calcinha feminina por cima da sua calça. Falta de decoro está aí e os bicos tucanos continuaram fechados.

Numa entrevista que foi a rebelião do altíssimo quadro de conselheiro oficial do governo, dada ao Estadão de 9/4, pra mim foi quase um completo programa, primeiro de campanha e depois de governo doado à oposição. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

11/04/2014

às 14:00 \ Política & Cia

ANDRÉ VARGAS: Na mira da Polícia Federal renunciou à vice-presidência da Câmara, se licenciou como deputado… Mas continuará coordenando a campanha de Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná?

Gleisi com o deputado envolvido com o doleiro preso: fica ou continua na campanha? (Foto: Gazeta do Povo)

Gleisi com o deputado envolvido com o doleiro preso: fica ou continua na campanha? (Foto: Gazeta do Povo)

Investigações da Polícia Federal na chamada “Operação Lava-Jato” identificaram o deputado André Vargas (PT-PR), então vice-presidente da Câmara, como atuando em sintonia com o doleiro Alberto Youssef na captação de verbas em projeto do Ministério da Saúde. Além disso, o deputado usou em janeiro jatinho fretado pelo doleiro para viajar de férias com a família.

A operação Lava Jato envolve atividade gravíssimas: deflagrada no dia 17 do mês passado, em Curitiba e outras 16 cidades do Paraná, de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Distrito Federal, já levou a duas dezenas de prisões, inclusive à do doleiro.

A Polícia Federal informa estar atrás dos operadores de um mercado clandestino de câmbio no Brasil que envolve 10 bilhões de dólares e é responsável pela movimentação financeira e a lavagem de ativos de pessoas e empresas envolvidas em vários crimes — coisa do porte de tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração e contrabando de pedras preciosas e ladroagem de dinheiro público.

Apanhado segurando o pincel, o deputado André Vargas primeiro afirmou ser vítima de uma “campanha pela mídia”, o velho recurso petista de negar tudo quando se trata de bandalheira. Em seguida, decidiu tirar licença do mandato para cuidar de “interesses particulares” — a ponto de eu haver perguntado, aqui, se ele já não fazia isso, em seu envolvimento com o doleiro. Mais adiante, renunciou à vice-presidência da Câmara, oficialmente para “preservar a instituição”.

Está submetido a processo de cassação de mandato e a uma investigação interna no PT — esta, com certeza, resultará em nada. No final, acabarão dando uma medalha ao deputado, haja visto a verdadeira celebração que o partido faz com os mensaleiros condenados como criminosos.

De toda forma, um personagem como André Vargas não parece ser a criatura mais indicada para continuar coordenando a campanha da ex-chefe da Casa Civil da presidente Dilma Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná, pelo PT.

O homem na mira da Polícia Federal continua ou não com aquela que foi o braço direito da presidente Dilma?

Gleisi é casada com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo que, indagado a respeito, saiu de fininho:

– A Gleisi não tem campanha — alegou Bernardo, contra todas as evidências possíveis e imagináveis. — É só a partir de junho [que a campanha vai começar], portanto, não tem coordenação de campanha — jurou.

O PT promete realizar na semana que vem uma reunião para avaliar a situação de Vargas e seu papel na campanha eleitoral de Gleisi.

“Não sei se vai permanecer ou não na coordenação”, afirmou à Agência Estado o presidente do PT do Paraná, Ênio Verri. “Acredito que neste momento ele deve priorizar a defesa dele, o que acho natural. Consequentemente não terá tempo para ajudar na coordenação, essa é minha opinião” — o que é outra forma de sair de fininho.

Verri continuou: “O cenário muda, lógico, embora a posição do André é de não renunciar e fazer o debate com a sociedade sobre as acusações que está recebendo. Mas é cedo para dizer o que vai acontecer, a expectativa nossa é passar a Semana Santa, sentar e ver para onde nós vamos”.

Quanto a Gleisi, está quietinha.

23/03/2014

às 20:05 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Não é só a disputa presidencial, não. Pleitos estaduais trarão também muita emoção

Eleições (Foto: Sérgio Dutti)

Eleições: 2014 promete também emoção e surpresas em disputas estaduais — e algumas figuras marcantes deixarão a vida pública  (Foto: Sérgio Dutti)

Publicado originalmente a 20 de março de 2014

A tendência inexorável de que, no regime presidencialista, a escolha da figura imperial do presidente da República predomine sobre todas as demais em ano eleitoral é um fato.

Mas 2014 trará muitas emoções eleitorais, além, naturalmente, da disputa pelo Palácio do Planalto, envolvendo principalmente a presidente Dilma Rousseff, pelo PT e aliados, o senador Aécio Neves (PSDB, DEM e um ou outro partido ainda em negociação política) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que disputará o cargo tendo a ex-senadora Marina Silva de vice pelo PSB.

Confiram os sete casos abaixo:

A BATALHA PELO GOVERNO DE SÃO PAULO

geraldo-alckminA mais importante disputa estadual se dará pelo governo de São Paulo, Estado que concentra 22% da população e do eleitorado brasileiros.

Lula considera essa batalha quase tão importante quanto a que Dilma travará com Aécio Neves: desalojar os tucanos de um posto que ocupam, pelo voto, há quase 20 anos.

O governador tucano Geraldo Alckmin, bom de voto nas duas vitórias muito folgadas que já obteve pelo Palácio dos Bandeirantes — em 2002 e em 2010 (sua primeira passagem pelo cargo, entre 2001 e 2003, foi como vice que assumiu com a morte do governador Mário Covas) –, perdeu feio, no entanto, a disputa pela Prefeitura da capital em 2008, quando o então prefeito José Serra, também do PSDB, apoiou seu vice, Gilberto Kassab (DEM), que venceu a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) no segundo turno.

Este ano, Alckmin não só enfrentará todo o peso do governo federal colocado na candidatura do até recentemente desconhecido ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha como terá o ex-prefeito Kassab, agora pelo PSD, e o presidente da Federação das Indústrias, Paulo Skaf, pelo PMDB, pescando em suas águas eleitorais.

(LEIA MAIS SOBRE KASSAB CLICANDO AQUI)

SERÁ MESMO O OCASO DE SARNEY?

Na política há 59 anos — começou como suplente de deputado federal que assumiu o mandato em 1955 — e um dos homens mais poderosos do país há décadas, o senador e ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), 84 anos, prometeu deixar a atividade pública no final de seu mandato, em fevereiro do próximo ano, e está trabalhando para eleger o neto, Adriano Sarney, filho do deputado federal Sarney

jose_sarneyFilho, deputado estadual pelo PV do Maranhão. Sarney jura que suas pretensões agora limitam-se a eleger o neto e tornar-se presidente da Academia Brasileira de Letras. A saída do Congresso, porém, não impedirá que suas influências políticas tentaculares — que vão de ministérios a cargos em bancos estatais e agências reguladoras e até na CBF — prossigam.

Como já escreveu Roberto Pompeu de Toledo, não estamos nem estivemos em uma “era Lula” — a verdadeira era vivida ainda hoje pelo Brasil é a era Sarney. Ou alguém tem dúvida de que o veterano cacique continuará dando as cartas no PMDB e, portanto, tendo peso específico fundamental na vida política do país?

FERNANDO COLLOR CONSEGUIRÁ MANTER-SE NO SENADO POR MAIS 8 ANOS?

Fernando-Collor-de-MelloSua impressionante ascensão até a Presidência da República, em 1989, só foi proporcional em impacto à sua queda espetacular, renunciando para não ser objeto de impeachment por acusações de corrupção.

Depois da queda, em 1992, Fernando Collor fez uma tentativa canhestra de candidatar-se à Prefeitura de São Paulo e perdeu em 2002 uma disputa pelo Estado de Alagoas, que governara de 1987 a 1989.

Elegeu-se em 2006 em uma disputa muito apertada contra o mesmo adversário que o derrotara em 2002, o então ex-governador Ronaldo Lessa (PSB), contra o qual fez uma campanha não isenta de ataques pessoais e baixarias. Caminhando para os 65 anos de idade, uma derrota agora o alijará da política por um longo período e poderá significar seu fim de carreira.

FIM DE LINHA PARA UMA GRANDE REFERÊNCIA MORAL

pedro simon _ Agência SenadoNão apenas por estar com 84 anos, como Sarney, mas por desencanto com o andar das coisas no Brasil, deixará o Senado e a vida pública um político que tem sido uma referência moral no Congresso — o senador Pedro Simon (PMDB-RS), com seus discursos emocionais e voz trovejante.

Eterno dissidente da fisiologia que tomou conta de seu partido, Simon começou a carreira como vereador em Caxias do Sul pelo antigo PTB, em 1958, elegendo-se em 1962 deputado estadual e, a partir da extinção dos antigos partidos pela ditadura, em 1965, jamais afastou-se do MDB e, depois, do PMDB. Foi ministro da Agricultura (1985-1986), governador do Rio Grande do Sul (1987-1990) e líder do governo do presidente Itamar Franco no Senado.

(LEIA ENTREVISTA DO SENADOR SIMON AO SITE DE VEJA CLICANDO AQUI)

EX-BRAÇO DIREITO JOGA PRESTÍGIO DE DILMA NO PARANÁ

Gleisi-HoffmannSenadora com ainda quatro anos de mandato pela frente (PT-PR), Gleisi Hoffman deixou a Casa Civil da Presidência, onde era a mais importante auxiliar da presidente Dilma Rousseff, para enfrentar uma parada difícil que é disputar o governo de seu Estado com a poderosa máquina montada pelo governador tucano José Richa.

Mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (ex-ministro do Planejamento de Lula), não tem como uma derrota de Gleisi não significar um baque para a presidente Dilma, mesmo se reeleita.

CABRAL TENTA FAZER O SUCESSOR E, COM PRESTÍGIO EM BAIXA, QUER O SENADO

sergio_cabralEleito e reeleito governador do Rio de Janeiro com certa facilidade em 2006 e 2010, quando, em aliança com o PT de Lula, surfou na popularidade do ex-presidente, o governador Sérgio Cabral despencou nas profundezas do inferno em matéria de popularidade com as manifestações de protesto de 2013 no Rio.

Teve sua residência particular acossada por baderneiros, viu sua família sofrer constrangimentos e agora, com o ibope baixíssimo, dedica-se a uma dupla tarefa hercúlea: eleger-se senador e ajudar o vice-governador Luiz Fernando de Souza, o Pezão, a sucedê-lo no Palácio Guanabara, após a ruptura de oito anos de alianças com o PT, por obra e graça da insistência (legítima) do senador Lindbergh Farias em concorrer ao cargo.

O ENIGMA DE SEMPRE, SERRA NÃO QUER O SENADO E NÃO SE SABE SE AJUDARÁ AÉCIO

José_SerraSerá interessante, no correr do ano, observar as ações do duas vezes ex-presidenciável José Serra. Depois de, amuado, desistir de sua pretensão ao Palácio do Planalto pelas redes sociais — nem entrevista concedeu sobre o tema –, muita gente no PSDB esperava que Serra, ainda com bom cacife, disputasse o Senado e tentasse arrebatar o posto ocupado há 24 longos anos pelo senador Eduardo Suplicy (PT).

Serra, porém, segundo tudo indica, concorrerá à Câmara dos Deputados, e sua votação poderá aumentar a bancada tucana paulista. Aos 72 anos de idade, um mandato de quatro anos tem a vantagem adicional de deixa-lo mirar, como uma espécie de prêmio de consolação eleitoral, a batalha pelo governo de São Paulo em 2018.

O mais interessante será observar seu comportamento na campanha de Aécio Neves, a quem os serristas acusam de ter “traído” o candidato na eleição de 2010, quando, apesar de vencer as eleições para o Senado e fazer com facilidade seu sucessor, o hoje presidenciável tucano não impediu uma estrepitosa vitória de Dilma em Minas Gerais.

12/03/2014

às 15:15 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Os candidatos a governador que mais merecerão esforços de Lula e Dilma

Campanha ao governo de ex-ministros Gleisi Hoffmann, Alexandre Padilha e Fernando Pimentel foram definidas, junto com a reeleição de Dilma, como prioridades do PT neste ano (Fotos: Robert Stuckert Filho / PR)

Campanha ao governo de ex-ministros Gleisi Hoffmann, Alexandre Padilha e Fernando Pimentel foram definidas, junto com a reeleição de Dilma, como prioridades do PT neste ano (Fotos: Robert Stuckert Filho / PR)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

CANDIDATOS FAVORITOS

Lula encontrará prefeitos e vereadores do PT do Paraná nesta sexta-feira, em São José dos Pinhais.

O evento servirá como lançamento da candidatura de Gleisi Hoffmann ao governo, como já ocorreu em São Paulo com Alexandre Padilha e em Minas com Fernando Pimentel — todos ex-ministros.

Essas campanhas foram definidas, ao lado da reeleição de Dilma, como as prioridades do PT neste ano.

E serão as únicas que terão a presença intensiva de Lula e de João Santana.

05/02/2014

às 17:00 \ Política & Cia

Governo teme aumento do risco Brasil caso cobrança da dívida dos estados seja flexibilizada

Eduardo Braga (dir.), com o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) e as ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann, após reunião para tratar da questão das dívidas dos Estados (Foto: Pedro França / Agência Senado)

Eduardo Braga (à dir.), com o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) e as ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann, após reunião para tratar da questão das dívidas dos Estados: renegociar a dívida dos Estados diminuirá recursos do Tesouro Nacional e comprometerá a credibilidade do país (Foto: Pedro França / Agência Senado)

Da Agência Senado

O governo pisou no freio em relação ao projeto, em pauta no Senado, que facilita o pagamento das dívidas de estados e municípios com a União por temor da próxima classificação de risco do país, entre outros motivos. No ano passado, a agência Moody´s rebaixou  o Brasil de uma perspectiva “positiva” para “estável” e, em janeiro, a direção da Standard & Poors sinalizou que a nota do Brasil também poderá ser menor neste ano, embora não saia do grau de investimento.

Uma eventual redução no pagamento das dívidas dos Estados e municípios para a União – de R$ 400 bilhões e R$ 68 bilhões, respectivamente – reduziria o volume de dinheiro disponível para o país honrar seus compromissos ou investir, e o pior: revelaria uma “contabilidade criativa” do governo federal que pode acabar por ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

De acordo com o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), a orientação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, é ter cautela na avaliação da oportunidade de votar o projeto que altera a indexação da dívida dos estados e dos municípios com a União, atualmente regida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) [mix de outros índices calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas].

- Há uma manifestação clara do ministro da fazenda no sentido de não haver a votação dessa matéria neste momento, em atenção aos indicadores macroeconômicos – reconheceu.

Reunião de Guido Mantega com os líderes está agendada para esta quarta-feira. No encontro, será discutido o projeto (PLC 99/2013), que faz do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) o novo indexador e reduz os juros (que variam de 6% a 9%) para 4%, tendo como teto a taxa Selic.

Além disso, retroage à assinatura dos contratos para beneficiar Estados e municípios.

– Tendo em vista o rating [classificação] do país, que está sendo neste momento avaliado, e obviamente, os controles e indicadores macroeconômicos, o Brasil precisa estar atento em um momento de crise internacional – frisou Braga.  » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

16/01/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Empacada nas pesquisas, Gleisi tenta sufocar economicamente jornalista que publica informações incômodas

Gleisi em foto com o governador tucano Beto Richa, seu adversário na eleição de outubro: o velho truque de processar jornalista em vez de enfrentar o problema (Foto: Usina Hidrelétrica de Mauá)

Gleisi em solenidade com o governador tucano Beto Richa, seu adversário na eleição de outubro: o velho truque de processar jornalista em vez de enfrentar o problema (Foto: Usina Hidrelétrica de Mauá)

Nota publicada na coluna semanal do jornalista Carlos Brickmann no Observatório da Imprensa:

DESVIANDO O FOCO

A quase ex-ministra da Casa Civil da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, vê sua candidatura ao governo do Paraná ainda empacada nas pesquisas.

Seu principal assessor, que deveria coordenar sua campanha, era Eduardo Gaievski, que está na cadeia acusado de estuprar menores.

Como sair desse círculo de horrores?

Gleisi optou pelo sistema mais simples: abriu processo contra o jornalista Ucho Haddad (clique aqui para acessar o blog), que revelou uma série de problemas em sua gestão.

E, utilizando o velho truque de tentar sufocar economicamente o jornalista, que publica seu blog em São Paulo, abriu o processo no Paraná, para obrigá-lo a enfrentar custos maiores.

É mais provável que a truculência da ministra dificulte sua tentativa de chegar ao governo.

E, claro, contribuirá para que os jornalistas não comprometidos continuem lembrando os estupros de seu assessor de confiança.

Quem sabe, com o tempo, ela descubra que é melhor deixar de recorrer à superioridade de poder político e econômico e enfrentar um debate limpo, em condições de igualdade?

02/12/2013

às 20:10 \ Política & Cia

Gleisi vai processar o governador do Paraná, seu adversário nas próximas eleições

Beto Richa e Gleisi Hoffmann (Foto: usina hidrelétrica de Mauá)

Beto Richa e Gleisi Hoffmann (Foto: usina hidrelétrica de Mauá)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, vai processar o governador do Paraná, Beto Richa, por abuso de poder político e improbidade administrativa.

Uma investigação mostrou que saíram de computadores do governo, em horário de expediente, ataques à ministra na página do Facebook: Gleisi Não!.

Ela [candidata do PT] enfrentará [o tucano] Richa na eleição para o governo em 2014.

28/11/2013

às 16:15 \ Política & Cia

PT quer Requião, do PMDB, candidato a governador do Paraná para atrapalhar o tucano Richa. Requião não está gostando

Beto Richa, governador do Paraná, Roberto Requião,senador e ex-governador do Paraná, e Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil (Fotos: AENotícias :: Arnaldo Alves / AE Notícias :: Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr)

Beto Richa, governador do Paraná: o PT quer que o senador e ex-governador Requião entre no páreo para atrapalhar sua eleição e beneficiar a candidatura da chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (Fotos: AE Notícias :: Arnaldo Alves / AE Notícias :: Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr)

EMBALE QUE O FILHO É TEU

Nota publicada na coluna de Ilimar Franco, do jornal O Globo

O PT concluiu que precisa da candidatura do senador Roberto Requião (PMDB) ao governo do Paraná para evitar que o governador Beto Richa (PSDB) vença a eleição no primeiro turno.

[Requião, além de pertencer à base de apoio do governo no Congresso, há muitos anos é próximo ao ex-presidente Lula.]

Mas como a maioria do seu partido integra o governo tucano do Paraná e apoia a reeleição de Richa, Requião tem dito que quem deve viabilizá-lo é a candidata petista, a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

 

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