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Gilberto Carvalho

20/05/2013

às 18:23 \ Política & Cia

Políticos do Ceará querem pedir ao papa a reabilitação do Padre Cícero

Pela reabilitação de Padre Cícero, suspenso da Igreja Católica por heresia (Foto: Arquivo)

Políticos cearenses querem pedir ao papa a reabilitação do padre Cícero (Foto: Arquivo)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

EM DEFESA DO PADRE CÍCERO

O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, solicitou ao Vaticano que o Papa Francisco conceda uma audiência a uma comitiva de políticos cearenses durante sua visita ao Brasil.

Eles querem pedir a reabertura do processo de reabilitação do Padre Cícero, suspenso pela Igreja Católica em 1916 por desobediência e heresia.

O padre apontou como milagre a suposta transformação de uma hóstia em sangue na boca de uma fiel, o que foi considerado um embuste pela Igreja.

Desde 2006, a diocese de Crato tenta reverter a decisão, mas o processo foi suspenso no papado de Bento XVI.

20/03/2013

às 14:45 \ Política & Cia

J. R. Guzzo: roga-se às autoridades brasileiras a gentileza de responderem às perguntas apresentadas a seguir. Uma delas: ministro pode usar linguagem de bandido?

O que a presidente quis dizer com “fazer o diabo” nas campanhas? Essa é uma das perguntas que precisam ser respondidas (Foto: Evaristo Sá / AFP)

O que a presidente quis dizer com “fazer o diabo” nas campanhas eleitorais? O que vale? O que não vale? Perguntas como estas precisam ser respondidas (Foto: Evaristo Sá / AFP)

Artigo publicado na edição da VEJA que está nas bancas

O BRASIL DA CHIBATA

 

Roga-se às altas autoridades brasileiras, mais uma vez, a gentileza de responderem às perguntas apresentadas a seguir. É possível que o público leitor gostasse de fazê-las diretamente, mas não pode; cede-se a ele, a título de colaboração, o espaço desta coluna.

Poderia a presidente Dilma Rousseff ter a bondade de explicar, com um mínimo de clareza, o que é “fazer o diabo”? Dilma disse há pouco que nas campanhas eleitorais é permitido fazer exatamente isso, “o diabo”, mas não deu nenhuma informação sobre os atos concretos que os candidatos, a começar por ela própria, estão autorizados a cometer.

O que vale?

O que não vale?

Coisa do bem não deve ser. Nunca se ouviu dizer, por exemplo, que Madre Teresa de Calcutá fizesse “o diabo” em favor de suas obras de caridade. Pelo entendimento comum, fazer o diabo significa estar disposto a qualquer coisa, por pior que seja, para conseguir algo.

É isso?

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, acha que tem, sim ou não, o direito de chamar um cidadão de “palhaço” e mandá-lo “chafurdar na lama”?

Coragem, ministro: sim ou não? Dizer essas coisas, em público, não é crime de injúria? Ou presidentes do STF estão desobrigados de obedecer ao artigo 140 do Código Penal Brasileiro?

  ♦

Colocar um fotógrafo do Instituto Lula, entidade privada, a bordo do avião presidencial que levou Dilma Rousseff (e o próprio Lula) aos funerais do coronel Hugo Chávez na Venezuela, e apresentar o rapaz como “intérprete” da comitiva, não é um delito de falsificação?

Intérprete ele não é; como acaba de informar em VEJA o redator-chefe Lauro Jardim, sua ocupação é tirar fotos para a coleção pessoal do ex-presidente.

Há outras dúvidas.

Será que Dilma não entende nada de espanhol? Não há nenhum intérprete de verdade entre mais de 1 milhão de funcionários do governo federal?

Privatizar assentos a bordo do Aerodilma, para o Instituto Lula economizar um dinheirinho, já é um ato permitido pela doutrina de “fazer o diabo”?

 ♦

O que o dr. Gilberto Carvalho, que tem no seu cartão de visita o título de “ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República”, quer dizer quando afirma, como fez há pouco, que “o bicho vai pegar”?

Que bicho é esse? Pertence ao Patrimônio da União? Ele vai pegar quem? Já foi solto, por exemplo, contra a blogueira cubana Yoani Sánchez, que bandos de delinquentes a serviço do governo atacaram em sua recente passagem pelo Brasil?

Tem cabimento o ministro-chefe (a propósito: haveria algum ministro que não é chefe?) usar em público linguagem de bandido?

Por que será que tanta história esquisita (a de Yoani é apenas a última de uma longa série) começa, passa ou termina na sala do dr. Gilberto?

 ♦

Quais os nomes da “meia dúzia de famílias poderosas” que, segundo o presidente do PT, deputado Rui Falcão, decidem “o que o nosso povo pode ler, ouvir e assistir”?

Daria para o deputado, por cortesia, informar de onde ele tirou este número, “meia dúzia”, num país que tem no momento quase 10 000 estações de rádio, mais de 500 emissoras de televisão, cerca de 5 500 revistas e 2 700 jornais?

Estaria ele reprovando o fato de que há veículos com audiência e circulação muito maiores que os demais, porque o público, por sua livre e espontânea vontade, prefere ver, ouvir e ler mais uns do que outros?

Que culpa têm os veículos que fazem mais sucesso, ou que ilegalidade cometem por serem os preferidos ela maioria do público?

 ♦

Por que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, não guardou um tostão dos bilhões de reais que seu estado recebeu em royalties de petróleo nos últimos anos?

Desde 2007, quando assumiu o governo, até 2012, mais de 130 bilhões de reais foram arrecadados das empresas exploradoras de petróleo, e a parte do leão dessa montanha de dinheiro ficou com o Rio e seus municípios.

Agora, com as perdas trazidas pela mudança na lei dos royalties, o governador se vinga atirando nos cidadãos do seu próprio Estado: suspendeu pagamentos a fornecedores, ameaça criar mais impostos, fala em corte de serviços. [O governador obteve do Supremo Tribunal Federal liminar em mandado de segurança que suspende, temporariamente, a vigência da nova lei dos royalties.]

Se não guardou nada do que recebeu, o que fez de útil com o dinheiro gasto?

 ♦

O que há de comum entre essa gente toda é a convicção de que mandam — e quem manda não precisa explicar nada a quem está embaixo.

Falam em banda larga e pré-sal, mas continuam agindo como se vivessem no Brasil dos engenhos, dos capitães do mato e da chibata.

São os senhores do “Brasil para todos”.

19/03/2013

às 15:00 \ Política & Cia

Dilma não queria ir à posse do papa Francisco

Gilberto Carvalho: ministro, conselheiro e ex-seminarista (Foto:  José Cruz / ABr)

Gilberto Carvalho: ministro, conselheiro e ex-seminarista (Foto: José Cruz / ABr)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

MINISTRO CONSELHEIRO

Dilma Rousseff tinha decidido não comparecer à posse do novo papa, alegando que sua agenda estava carregada. Aí entrou em campo o ministro e ex-seminarista Gilberto Carvalho.

Em uma reunião na manhã de quinta, ele argumentou que a ausência iria piorar a já conturbada relação de Dilma com a Igreja Católica, ainda mais porque o primeiro evento internacional de Francisco será no Brasil, em julho.

A presidente aceitou os argumentos e confirmou a presença [para a solenidade de hoje. Dilma embarcou para Roma na noite de sábado] .

16/02/2013

às 20:05 \ Política & Cia

Oposição quer que governo explique dossiê montado em coordenação com a embaixada de Cuba para difamar a blogueira dissidente Yoani Sánchez

Yoani: um amontoado de mentiras e calúnias contra a blogueira dissidente cubana (Foto: abcnews.com)

Post publicado originalmente às 16h39

VEJA desta semana revela que Cuba convocou militantes de esquerda para difamar a blogueira cubana nas redes durante a visita que ela fará ao Brasil

Do site de VEJA 

Partidos de oposição no Congresso Nacional informaram neste sábado que vão apresentar na próxima semana requerimentos de convocação dos ministros de Relações Exteriores, Antonio Patriota, e da Secretaria-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para que os dois expliquem a participação do corpo diplomático, de dirigentes partidários e de funcionários do governo na distribuição de um dossiê contra a blogueira cubana Yoani Sánchez.

Os oposicionistas também vão protocolar um pedido de informações para que o embaixador cubano no Brasil, Carlos Zamora Rodríguez, esclareça a perseguição que emissários do governo de Raúl Castro pretendem fazer à ativista. Yoani Sánchez desembarca em território brasileiro na próxima semana para divulgar o livro De Cuba, com Carinho.

Reportagem de VEJA desta semana mostra as articulações da Embaixada de Cuba no Brasil para monitorar a passagem de Yoani Sánchez pelo país.

A proposta de desqualificação da dissidente cubana inclui a distribuição de um dossiê com informações distorcidas sobre o que seria uma suposta vida de luxo dela. Em meio a montagens com fotos da ativista estão insinuações de que ela teria “se rendido ao dinheiro” porque bebe cerveja, come banana e vai à praia.

O pedido para a distribuição do dossiê e a estratégia de desqualificação de Yoani foram orquestradas no dia 6 de fevereiro em uma reunião organizada pelo conselheiro político da embaixada de Cuba em Brasília, Rafael Hidalgo.

Conforme revelou VEJA, um grupo de militantes de esquerda, incluindo filiados do PT e PCdoB e integrantes da CUT, se reuniu com o embaixador cubano Carlos Zamora Rodríguez para ouvir o projeto de desqualificação da blogueira.

Entre os presentes no encontro estava Ricardo Poppi Martins, coordenador-geral de Novas Mídias da Secretaria-geral da Presidência e subordinado ao ministro Gilberto Carvalho.

Senador Álvaro Dias: "Uma conspiração cubana no Brasil com agentes públicos instalados no Palácio do Planalto" (Foto: Agência Senado)

“O uso de dossiês tem sido recorrente no governo do PT. Agora há uma conspiração cubana em território nacional com a participação de agentes públicos instalados no Palácio do Planalto”, disse o vice-líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PSDB-PR).

“O governo federal tem que esclarecer sua participação em um monitoramento inadmissível como esse contra Yoani Sánchez”, completou o líder tucano na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (PSDB-SP).

Além dos pedidos de convocação dos ministros de Relações Exteriores e da Secretaria-geral, os partidos de oposição vão requisitar esclarecimentos por escrito de autoridades do governo.

Na próxima terça-feira, o PSDB vai encaminhar um pedido de informações a Gilberto Carvalho. O Democratas deve fazer o mesmo também na próxima semana.

“É um assunto muito grave. É um ‘mal combinemos’ para evitar a liberdade de expressão e de manifestação da cubana. Fere totalmente o princípio da convivência democrática”, afirmou o presidente do Democratas, senador José Agripino (DEM-RN).

Na avaliação do parlamentar, a participação de Poppi Martins na reunião “por si só já justifica um pedido de informações” ao ministro Gilberto Carvalho. “Se for o caso, eu mesmo vou levar ao plenário a discussão sobre um pedido de informações ao ministro”, informou o senador.

“O Gilberto Carvalho tem tantas explicações para dar, inclusive para a própria Justiça, que essa é só mais uma. Infelizmente, falta de compromisso democrático é proverbial nesse governo”, disse neste sábado o presidente nacional do PPS, Roberto Freire.

LEIA MAIS SOBRE A CONSPIRAÇÃO SUJA CONTRA YOANI SÁNCHES AQUI

03/02/2013

às 10:09 \ Disseram

Gilberto Carvalho e a ladainha do desespero

“É muito importante que a gente não baixe a cabeça, não aceite a pecha de que o PT é o partido que inventou a corrupção, governa mal ou é o partido da boquinha.”

Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, que tem uma árdua missão pela frente

18/12/2012

às 17:08 \ Política & Cia

Dora Kramer: Gilberto Carvalho, o PT e a contínua apropriação indevida da coisa pública

Gilberto Carvalho: ao convocar a "militância" do PT para um "ano brabo" e para blindar Lula, deixou de lado a liturgia do cargo público que ocupa (Foto: veja.abril.com.br)

Publicado hoje, 18 de dezembro de 2012, no jornal O Estado de S.Paulo

APROPRIAÇÃO INDEVIDA

A falta de limite entre o público e o privado ficou patente já nos primeiros acordes do governo do PT quando a estrela vermelha virou adorno dos jardins de Palácio da Alvorada, a fox terrier Michelle era transportada em carro oficial e 14 amigos dos filhos do então presidente Lula passavam duas semanas de férias em Brasília com direito a carona em avião da Força Aérea Brasileira, hospedagem no Alvorada, churrasco na Granja do Torto, tudo pago pela União.

De lá para cá ocorreram episódios bem mais graves de apropriação indevida da coisa pública, seja no campo da política partidária ou no terreno da ilegalidade comprovada.

Nada para o PT tem importância, todas as críticas a essa falta de cerimônia são vistas como manifestação de mesquinharia ou como evidências de conspiração.

Resultado: banalizaram-se os valores, derrubaram-se as divisas entre o certo e o errado, interditou-se o exercício do contraditório.

Tudo passou a ser permitido

Ao PT, a Lula e companhia tudo passou a ser permitido porque ganham eleições e são vítimas de “preconceito”. Intocáveis, não se sentem obrigados a respeitar coisa alguma nem a pensar antes de falar.

Ao ponto de um ministro, Gilberto Carvalho, deixar de lado a liturgia do cargo e convocar às ruas a militância, avisando que 2013 será um ano “brabo” durante o qual “o bicho vai pegar”.

Pode-se alegar que o meio para a transmissão da mensagem foi o site do PT, agremiação de natureza particular. Mas a autoridade de um ministro é de Estado, delegada pela Presidência, sua voz tem abrangência, diz respeito a todo o País.

Nessa perspectiva, tal convocação em tom provocativo e de conteúdo intimidador é indevida e significa uma apropriação de prerrogativa pública para uso partidário.

Se o ministro fez ameaça, abusou do poder. Se foi bravata, perdeu boa oportunidade de ficar quieto

Seria diferente se o ministro alertasse que o ano de 2013 será “brabo” tendo em vista o cenário difícil da economia. Mas, não, na visão dele, o “bicho vai pegar” devido às agruras de seu partido e à necessidade de preservar a mítica da figura de Lula.

Aflições que nem a todos brasileiros comovem e, portanto, não faz sentido que o ministro tome a parte pelo todo e confunda o Brasil com o PT.

É de se perguntar o que afinal de contas Gilberto Carvalho quis dizer com isso. Se ele fez uma ameaça, abusou do poder. Se o caso foi de pura bravata, perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado.

Cumpra-se

Na conclusão do processo do mensalão, o ministro Celso de Mello como sempre foi definitivo. Lembrou em seu voto decisivo sobre a perda de mandatos dos condenados que o monopólio da palavra final em matéria constitucional pertence ao Supremo Tribunal Federal

Na conclusão do processo do mensalão, o ministro Celso de Mello como sempre foi definitivo (Foto: Nelson Jr / STF)

Na conclusão do processo do mensalão, o ministro Celso de Mello como sempre foi definitivo (Foto: Nelson Jr / STF)

Condição esta conferida pelo Congresso reunido em Assembleia Nacional Constituinte, nos anos de 1987 e 1988.

Portanto, não há crise em decorrência desse assunto. Se a Câmara quiser reagir, aguarde os embargos infringentes e aposte na alteração da composição da Corte quando do julgamento dos recursos que terá, então, mais dois ministros em condição de votar.

Qualquer atitude diferente é, para citar outra vez Celso de Mello, “politicamente equivocada e juridicamente inaceitável”.

A conferir

Em princípio, Paulo Vieira, demitido da Agência Nacional de Águas por suspeita de chefiar um esquema de pareceres técnicos fraudulentos, fala com conhecimento de causa:

– A ANA é um dos maiores cabides de emprego e cargos comissionados do governo, um orçamento milionário, gasto com ONG, a maioria sem licitação.

O governo desqualifica, mas daria uma resposta mais qualificada se demonstrasse que Vieira, cuja indicação para a agência mereceu do Planalto a mobilização de mundos e fundos no Senado, mente.

17/12/2012

às 16:09 \ Política & Cia

“Ele pagava tudo!”

O PC de LULA -- Marcos Valério disse que Freud Godoy era uma espécie de tesoureiro pessoal de Lula, encarregado, entre outras coisas, de pagar as contas do ex-presidente (Fotos: Paulo Filgueira / A. Press :: Eraldo Peres / AP :: JF Diorio / Estadão Conteúdo)

O PC de LULA -- Marcos Valério disse que Freud Godoy era uma espécie de tesoureiro pessoal de Lula, encarregado, entre outras coisas, de pagar as contas do ex-presidente (Fotos: Paulo Filgueira / A. Press :: Eraldo Peres / AP :: JF Diorio / Estadão Conteúdo)

Reportagem de Rodrigo Rangel, com colaboração de Robson Bonin, publicado na edição impressa de VEJA que está nas bancas

“ELE PAGAVA TUDO!”

Dizendo-se ameaçado, o publicitário Marcos Valério revelou ao Ministério Público os segredos que guardou durante os últimos anos. A acusação mais forte foi que o dinheiro do mensalão pagou despesas pessoais do ex-presidente Lula

Durante sete anos, o empresário Marcos Valério assombrou os petistas com a possibilidade de revelar segredos que guarda do tempo em que era recebido com todas as honras de autoridade nos gabinetes mais exclusivos de Brasília.

Condenado a quarenta anos de prisão, ele foi à Procuradoria-Geral da República e prestou um longo e estarrecedor depoimento. Contou que o PT cobrava propina de empresas que tinham contratos com o Banco do Brasil, que o partido recebeu dinheiro ilegal do exterior, que o governo foi chantageado por criminosos e que ele, que sabia de tudo isso, foi ameaçado de morte para manter o silêncio ─ informações verossímeis, mescladas com acusações graves, que permitem supor que a quadrilha do mensalão era maior, movimentou muito mais dinheiro do que se descobriu até hoje e tinha tentáculos fora do Brasil.

A revelação mais surpreendente, no entanto, envolveu o ex-presidente Lula. Marcos Valério já havia dito que Lula não só sabia como autorizara o funcionamento do maior esquema de corrupção política da história. Agora, o publicitário afirma que dinheiro do mensalão também pagava contas pessoais do ex-presidente.

Marcos Valério era o principal operador da quadrilha que desviou 150 milhões de reais dos cofres públicos para subornar parlamentares e comprar apoio político no Congresso. Pagará na cadeia pelos crimes que cometeu. Parceiro preferencial do PT que ascendeu ao poder, o publicitário também é um exímio jogador, um especialista na arte da ameaça.

Quando o mensalão foi descoberto, ele cobrou dos petistas milhões de reais em troca do seu silêncio. Quando o caso se tornou um processo judicial, mercadejou o mesmo silêncio em troca de ajuda no STF ─ se não a absolvição, pelo menos a condenação a penas brandas. O ex-presidente Lula, que se comprometera a redimir os mensaleiros, não conseguiu cumprir a promessa.

Condenado, Valério passou a revelar seus segredos. À medida que a prisão se aproxima, ele conta mais detalhes desse enredo criminoso. Valério pode estar mentindo? Pode. Mas pode estar falando a verdade, como quando listou os beneficiários do mensalão.

Na semana passada, o jornal O Estado de S. Paulo divulgou o teor do depoimento prestado pelo empresário à Procuradoria-Geral da República, em setembro, no qual ele afirma que o mensalão pagou despesas pessoais do então presidente. É a primeira vez que um dos protagonistas do esquema faz essa acusação direta.

Valério contou aos procuradores que fez dois pagamentos no início de 2003. Em ambos os casos, disse ele, o dinheiro foi depositado na conta de uma empresa de segurança cujo dono é Freud Godoy, amigo e segurança de Lula desde os tempos de sindicalismo.

Valério não detalhou os pagamentos. Disse apenas que um deles foi de cerca de 100000 reais. A CPI dos Correios, que investigou o mensalão, já havia mapeado uma dessas transferências feitas por uma das agências de Marcos Valério para a empresa de Freud Godoy, mas até hoje não se sabia o destino do dinheiro.

Em depoimento à Polícia Federal, Godoy disse ter prestado serviços de segurança à campanha presidencial de 2002, embora tenha admitido que sua empresa não possuía um funcionário sequer. Quando foi receber o pagamento devido, o PT teria recomendado que ele procurasse Marcos Valério. O publicitário agora desmente essa versão. O dinheiro, segundo ele, tinha o ex-presidente Lula como destino.

Freud Godoy gozava da intimidade de Lula. No primeiro mandato, ele chegou a ter uma sala dentro do Palácio do Planalto. Também transitava com desenvoltura pela máquina partidária. Sua empresa de segurança, a Caso, a mesma que recebeu dinheiro de Valério, virou uma espécie de sucursal do partido e aparece como destinatária de dinheiro da Bancoop, uma cooperativa habitacional dirigida por petistas, e de recursos da verba indenizatória à disposição dos parlamentares.

Godoy se tornou um receptor privilegiado de dinheiro público e privado. Segundo Valério, ele era apenas um caixa intermediário: “Ele (Freud) é cozinha desse sujeito (Lula). Ele pagava tudo! Era o cara que carregava tudo pra ele”, disse o operador do mensalão, com a credencial de quem, como Godoy, tinha trânsito livre nos escaninhos do poder. Além de afirmar que o mensalão pagou despesas pessoais de Lula, Valério confirmou no depoimento à Procuradoria informações divulgadas por VEJA em setembro.

Ele manteve a versão de que o ex-presidente avalizou os empréstimos fraudulentos contraídos pelo PT para subornar parlamentares e acusou Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula, de ameaçá-lo, inclusive de morte, caso implicasse o ex-presidente no esquema.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ainda não anunciou que providências tomará a partir das revelações de Valério. Só deve fazer isso depois de encerrado o julgamento do mensalão no STF. Marcos Valério, agora oficialmente delator e em busca de proteção das autoridades, se define como um alvo ambulante. “Eles vão me matar”, disse, aos gritos, referindo-se aos integrantes da cúpula petista, antigos parceiros e agora seus inimigos íntimos.

Só uma investigação rigorosa será capaz de tirar essa dúvida ─ e verificar até que ponto a biografia do ex-presidente da República foi maculada. Para passar a história a limpo, porém, basta respeitar a velha máxima e seguir o rastro do dinheiro que foi depositado pelo operador do mensalão nas contas da empresa de Freud Godoy.

Já houve uma tentativa nesse sentido. O elo entre Valério e Godoy fora objeto de investigação no inquérito em curso no STF para apurar aquilo que não ficou esclarecido no processo do mensalão. O ministro Joaquim Barbosa, relator também desse inquérito, chegou a autorizar a quebra do sigilo bancário da empresa de Freud.

O extrato da conta poderia indicar o destino dado ao dinheiro. Mas, num lapso, o número da conta enviado ao banco junto com a ordem judicial de quebra de sigilo estava errado. Resultado: a polícia encerrou o inquérito sem receber os extratos da empresa de Freud. A falha foi atribuída a um perito que integrava a equipe encarregada do inquérito.

O ex-presidente Lula não quis falar sobre o caso. Em Paris, disse apenas que eram “mentiras” as declarações de Valério. A presidente Dilma Rousseff foi-lhe solidária: “Considero lamentáveis as tentativas de desgastar a imagem do presidente Lula”.

Estimulados pelos dois maiores líderes do partido, os petistas foram a campo para evitar uma investigação sobre as novas informações. Lançaram mão de dois argumentos. Valério, por ser condenado, por ser um “delinquente”, não merecia crédito. Pelo mesmo raciocínio, não merecem crédito as críticas que faz à Justiça o mensaleiro condenado à prisão José Dirceu.

Os petistas também ecoaram a cantilena da necessidade de defesa do legado de Lula no combate à miséria e à desigualdade social. Não é disso que se trata. O ex-presidente está sendo acusado de beneficiar-se pessoalmente de um esquema de corrupção. O foro, portanto, é o criminal. Como ninguém está acima da lei, nem mesmo os recordistas de popularidade, só uma investigação rigorosa será capaz de demonstrar se Valério fala a verdade ou age como um desesperado diante da iminência de passar boa parte da vida na prisão.

 

AS CONTAS DO PRESIDENTE

Valério diz que repassou dinheiro para pagar contas pessoais de Lula

“Ele (Freud) é cozinha desse sujeito(Lula). Ele pagava tudo! Era o cara que carregava tudo pra ele.” Marcos Valério, operador do mensalão, sobre as atribuições de Freud Godoy (Foto: Beto Barata / AE)

“Ele (Freud) é cozinha desse sujeito(Lula). Ele pagava tudo! Era o cara que carregava tudo pra ele.” Marcos Valério, operador do mensalão, sobre as atribuições de Freud Godoy (Foto: Beto Barata / AE)

Já se sabia que, em 2003, a empresa Caso, de Freud Godoy, amigo e assessor do ex-presidente Lula, recebera um depósito de 98 500 reais da SMPB, a agência usada por Marcos Valério como caixa clandestino do mensalão. Perguntado, Godoy jurou que o dinheiro era um simples ressarcimento por serviços de segurança prestados à campanha presidencial do PT de 2002.

No depoimento à Procuradoria-Geral da República, no entanto, Marcos Valério revelou que o dinheiro enviado por ele ao amigo de Lula tinha outra finalidade: quitar despesas pessoais do ex-presidente. Se o publicitário exibir provas de que fala a verdade, Lula também teria se beneficiado dos recursos públicos desviados pelos petistas para o caixa do mensalão. Valério conta mais. Segundo ele, Freud Godoy pagava todas as despesas do ex-presidente.

 

AMEAÇA DE MORTE

O braço-direito de Lula teria ameaçado Valério para que ele mantivesse o silêncio

Na versão de Valério, Paulo Okamotto deu-lhe um recado: “Ou você se comporta, ou você morre” (Foto: ABr)

Na versão de Valério, Paulo Okamotto deu-lhe um recado: “Ou você se comporta, ou você morre” (Foto: ABr)

Marcos Valério também revelou em depoimento que foi ameaçado de morte por Paulo Okamotto, o atual diretor do Instituto Lula e amigo do ex-presidente. Valério relatou no depoimento que Okamotto o procurou em 2005, dias depois das primeiras revelações sobre a existência do escândalo do mensalão.

No encontro, o braço-direito do presidente teria dito que procurava o publicitário por ordem de Lula com o objetivo de transmitir-lhe um recado: “Ou você se comporta, ou você morre”. Traduzindo: para continuar vivo, Valério deveria manter segredo de tudo o que sabia sobre o mensalão.

Além da ameaça, ele garante que recebeu uma contrapartida financeira pelo silêncio. O PT teria repassado 4 milhões de reais para bancar as despesas com os advogados do publicitário.

 

CASO SANTO ANDRÉ

Lula e Gilberto Carvalho eram vítimas de chantagem

O empresário Ronan Maria Pinto, segundo o publicitário, ameaçava envolver o partido, o presidente e o chefe de gabinete no até hoje misterioso assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (na foto). (Foto: Itamar Miranda / Estadão Conteúdo)

O empresário Ronan Maria Pinto, segundo o publicitário, ameaçava envolver o partido, o presidente e o chefe de gabinete no até hoje misterioso assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (na foto). (Foto: Itamar Miranda / Estadão Conteúdo)

Reportagem de VEJA já havia revelado que Marcos Valério contava que fora convocado pelo PT, em 2003, para dar fim a uma chantagem contra o governo Lula e, principalmente, contra o seu então chefe de gabinete, Gilberto Carvalho.

O empresário Ronan Maria Pinto, segundo o publicitário, ameaçava envolver o partido, o presidente e o chefe de gabinete no até hoje misterioso assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel.

No depoimento, Valério confirmou que o então secretário-geral do PT, Silvio Pereira, lhe pediu 6 milhões de reais para resolver o problema. Ele reafirmou que não quis se envolver na história, mas que o dinheiro da chantagem acabou sendo pago pelo pecuarista José Carlos Bumlai, outro amigo do ex-presidente Lula, por meio de um empréstimo contraído no Banco Schahin.

 

UM NEGÓCIO DA CHINA

O PT recebeu 7 milhões de reais clandestinamente da Portugal Telecom

Valério revela que o ex-presidente Lula e Antonio Palocci combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria 7 milhões de reais aos petistas (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Valério revela que o ex-presidente Lula e Antonio Palocci combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria 7 milhões de reais aos petistas (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Uma das evidências processuais mais contundentes para mostrar como se organizava a quadrilha chefiada pelo ex-ministro José Dirceu foi uma reunião ocorrida em Lisboa, que teve a participação de Marcos Valério e do então presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta. Já se sabia que o motivo do encontro era buscar dinheiro para entregar ao PTB de Roberto Jefferson.

Em seu depoimento, Valério acrescenta detalhes da operação. Ele revela que o ex-presidente Lula e o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria 7 milhões de reais aos petistas.

Valério disse que o dinheiro entrou no Brasil pelas contas de publicitários que prestaram serviços a campanhas do PT.

09/12/2012

às 19:22 \ Política & Cia

Neil Ferreira — A Outra e A Titular: é uma delícia falar mal da vida alheia

A Outra e A Titular eram Irmã Sol e Irmã Lua; quando a Uma aparecia no AeroLula, a Outra sumia (Fotos: Instituto Lula :: FolhaPress)

Neil: "A Outra e A Titular eram Irmã Sol e Irmã Lua; quando a Uma aparecia no AeroLula, a Outra sumia" (Fotos: Instituto Lula :: FolhaPress)

 

Por Neil maledicente confesso Ferreira, publicado no Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo.

A OUTRA E A TITULAR: É UMA DELÍCIA FALAR MAL DA VIDA ALHEIA

O Ministro Marco Aurélio Mella levantou uma bola na rede para o Melandowski cortar e quase a dupla dinâmica melou o Julgamento do Mensalão.

O nosso lado destruiu com tamanha competência a tentativa meladora, que demos o maior baile neles. Joaquinzão, Fux, Gilmar, Celso de Mello e até a Camarilha hoje dos Três, Toffoli, Weber e Carmem Lúcia, trocaram de lado.

Melandowski fez algo que até eu que nada entendo de STFquês percebi:

Ao abraçar a tese do Marco Aurélio Mella, que foi feita pra melar, foi incoerente com a absolvição que deu ao “Delito de Formação de Quadrilha”, Dirceu o Inocente Injustiçado inclusive. Ao absolver da “Formação de Quadrilha”, impediu que a “Continuidade Delitiva” se estabelecesse, como bem perceberam Toffoli, Weber e Carmem Lúcia, que se sentiram, por coerência, obrigados a votar contra a “Continuidade Delitiva”, que livrava a cara até do João Paulo Cunha.

Isso tudo explodindo, só se fala de Lula e Rose, sendo Rose “A Marilyn do Lula”, como se isso tivesse qualquer importância na ordem das coisas, numa compulsão inaudita pra se meter na vida alheia. Eu si meto.

O Gilberto Carvalho disse que esse monte de lixo voando por aí — J. R. Guzzo escreveu na VEJA que “há 10 anos, Lula trouxe um monte de batedores de carteira”– é tudo culpa do FHC; no tempo dele os federais “não tinham a independência que agora têm”. Deve estar certo, ele é o Rei da Cocada Preta, da maior sabença deste mundo de Deus, supostamente sabe tudo sobre a morte do Celso Daniel.

Lula chifrou A Titular com A Outra, deglutindo modesto PF (prato feito e não Polícia Federal) de um baião de três — arroz, feijão e ovo frito mole –, que virou escândalo nacional. A Falha de S.Paulo deu nome aos bois (bois? (boisas são femininas, se temos Presidenta, temos boisas, oras). Apenasmente deu nome aos chifres e à que foi chifrada.

A Outra, móvel do ato talvez digno de repreensão, teria estabilidade no cargo que detinha desde 1993. “Estabilidade” vai por minha conta; no meu tempo, atingia estabilidade quem completasse 10 anos di sirviço no mesmo emprego; A Outra tinha uns 20.

Ninguém tem nada de ficar enchendo os pacová do Lula porque manteve uma funcionária funcionando por esse tempo todo. Teria tanta confiança nela, como Segunda Dama, que ela virou Primeira; alegadamente (quem “alegou” foi o Deputado Garotinho) teria carregado na sua bagagem que viajava como Mala Diplomática, o troquinho de 25 milhões de Euros, uns 75 milhõezinhos de Reais, para depositar no Banco do Espírito Santo.

O Ministro Marco Aurélio Mella levantou uma bola na rede para o Melandowski cortar e quase a dupla dinâmica melou o Julgamento do Mensalão (Foto: Agência Brasil)

"O Ministro Marco Aurélio Mella levantou uma bola na rede para o Melandowski cortar e quase a dupla dinâmica melou o Julgamento do Mensalão" (Foto: Agência Brasil)

Uma gorja perto das quantias propinodutadas nas corrupções oficiais, privadas e “joint ventures” oficiais-privadas, e já querem CPI.

Ter a mesma cumpanhera, esposa ou amante, por toda essa eternidade de 20 anos, é um feito admirável que por si só mereceria um troféu. Um dos dois, ou os dois em conjunto, devem possuir algo muito fora do comum; A Força deve estar com eles, que os proteja e guarde.

A discussão é se os honorários d´A Outra foram satisfeitos com dinheiro privado ou público; fora disso, nada tenho a declarar. Se você tiver, conte com todo o meu respeito. Vivemos num país em que enquanto não houver o “Controle Social da Mídia”, que é o codinome da Censura Cumpanhera, a livre expressão do pensamento ainda é livre; aproveite que está pra acabar.

Cito de memória alguns figurões do maior respeito, homenageados com votos, biografias, estátuas, nomes de cidades, ruas, praças, avenidas, estradas, aeroportos, que trilharam os mesmos caminhos ínvios trilhados por Lula e que levavam aos leitos Caixa Dois das suas respectivas Casas Civil e Militar, como diz o outro (quero ser apresentado a esse “o outro” que diz coisas tão sábias).

Getúlio Vargas, Franklin Delano Roosevelt, Perón, JK, JFK, Miterrand, Bill Clinton, Tancredo, FHC e não ponho minha mão no fogo pela Kirchner, ela carrega a tiracolo pra cima e pra baixo um jovem economista que é um gato, talequá Lula carregava A Outra no AeroLula. Lula pode contar com a aprovação e saudável inveja do “país dos mais 80%”: “U ômi papa todas.”

Serra e A. de Barros cabem no rol; não eram Chefes de Estado como os outros, mas chefiaram nas suas respectivas épocas um Estado muito mais rico e poderoso do que esses Estados mequetrefes, que só existem pra dar diplomas de “Doutor Honoris Causa” para PhDs em Ignorância Magna cum Laude.

Como sói suceder com todo segredo de alcova, estes eram tão secretos quanto “secreto” era o de JFK com a Monroe, que só a Máfia, eu e a torcida do Washington Redskins sabíamos.

A Outra e A Titular eram Irmã Sol e Irmã Lua; quando a Uma aparecia no AeroLula, a Outra sumia. A Outra fez umas 30 viagens internacionais, com passaporte oficial e todas as regalias do ramo, sempre que A Titular não estivesse na tripulação, e vice versa.

Fala-se agora que A Titular, na sua boa-fé, nunca teria se aproveitado da cansativa posição na relação com Lula, a não ser para nomear Melandowski para o cargo de Ministro do STF, é só o que se sabe. Fala-se que A Outra nomeou muito mais e conquistou mais vultosos benefícios, prestando sirviços. Não teria muito tempo pra enfiar o pé na jaca, o que fez com competência.

As más línguas matraqueiam 24 horas por dia, tacando mais veneno no “Rosegate”. Esquecem-se de que amanhã será outro dia e o escândalo do dia será outro e mais escandaloso ainda, como sói suceder nestes anos “DL”. “Anos DL” são os “Anos Depois de Lula.

O adeus ao Arquiteto de Brasília, no Palácio do Planalto, talvez o tenha deixado constrangido com o ninho de cobras em que a sua Brasília foi transformada. Comunista histórico, era um homem honrado.

09/12/2012

às 17:20 \ Disseram

Cauê Macris: A corrupção do governo PT não está embaixo do tapete, mas sim na chefia de gabinete da Presidência da República

“O ministro Gilberto Carvalho tem toda razão ao dizer que no governo do PT a corrupção não está debaixo do tapete. Na verdade, estava há anos na chefia de gabinete da Presidência da República.”

Cauê Macris, vice-líder do PSDB na Assembléia Legislativa paulista, ao comentar as declarações do ministro e a queda da chefe de gabinete da Presidência em São Paulo

30/11/2012

às 15:56 \ Política & Cia

Lá vem de novo o ministro Gilberto “Capachildo” Carvalho…

Ministro Gilberto Carvalho: tudo sempre se justifica, se se trata de Lula (Foto: veja.abri.com.br)

A capacidade de subserviência de certos políticos supera a imaginação mais fértil.

Um dos grandes defensores de figuras do lulopetismo sob quaisquer circunstâncias é o secretário-geral da Presidência e ex-secretário particular de Lula durante o lulalato, Gilberto Carvalho — aquele mesmo dos estranhíssimos telefonemas gravados pela polícia após o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002.

Vejam esta de hoje, parte de matéria do site de VEJA:

“O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta sexta-feira não ver ‘nenhuma complicação para Lula’ no fato de a ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary de Noronha, usar o nome do ex-presidente para barganhar cargos.”

A tal Rose mantinha-se no cargo desde há sete anos por designação de Lula, integrou comitivas presidenciais ao exterior em mais de duas dezenas de viagens e por aí vai.

Mas seu comportamento não representa “nenhuma complicação para Lula”, diz o ministro Capachildo Carvalho.

Então a complicação é para quem, além da própria Rose?

Para o bispo?

 

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