05/04/2013
às 18:34 \ Tema LivreENTREVISTA: Ronaldo Fenômeno, a caminho de temporada de trabalho em Londres, diz que apoia Andrés Sanchez para a presidência da CBF

Ronaldo é o maior artilheiro em Copas do Mundo. O atacante guarda até hoje a camisa, autografada por todos atletas, da conquista do pentacampeonato (Foto: Fábio Motta / Estadão)
Entrevista a Marilia Neustein, da coluna “Direto da Fonte”, publicada no jornal O Estado de S.Paulo
“APOIO O ANDRÉS SANCHEZ PARA PRESIDENTE DA CBF”
Ex-jogador diz que as denúncias contra Marin são graves e elogia o amigo corintiano, desafeto do mandatário da entidade
De malas prontas para Londres, onde vai morar a partir de terça-feira, Ronaldo está de olho na sua carreira “político-esportiva”. Preparado para “estagiar” em uma das empresas da WPP – grupo de comunicação internacional da qual sua 9ine faz parte – o ex-jogador pretende sofisticar seus conhecimentos de negócios e publicidade.
Membro do Comitê Organizador da Copa, o Fenômeno recebeu a coluna em seu escritório na Barra da Tijuca, no Rio. Cercado de fotos de quando era jogador – acompanhado de personalidades como Nelson Mandela, João Paulo II, FHC e Shakira – entre outros, ele discorreu sobre os rumos do futebol brasileiro e suas aspirações profissionais.
Questionado sobre o futuro da CBF, Ronaldo afirmou, assim como Romário, que apoiaria Andrés Sanchez – desafeto do presidente José Maria Marin – para o cargo e que não fala há muito tempo com o ex-presidente Ricardo Teixeira. “Ele sumiu”, disse. Disse também, categoricamente, que o Itaquerão não fica fora da abertura do Mundial de 2014. Abaixo, a entrevista.
O que exatamente você vai fazer na Inglaterra?
Vou, em primeiro lugar, estudar inglês porque o meu é bem medíocre. Depois quero trabalhar. A gente já tem o grupo WPP como sócio aqui na 9ine, e vou me infiltrar em alguma empresa e trabalhar estagiando. Quero aprender mais sobre publicidade, business, esporte. Eles têm uma agência de esporte lá também que é muito boa.
Esse movimento de ir para a Europa pode ser um caminho para negociar uma posição na Fifa?
Já trabalho para a Fifa dentro do Comitê que organiza a Copa do Mundo.
Mas é algo que você deseja mais pra frente, seguir um caminho parecido com o de Michel Platini [ex-grande craque francês que preside a Uefa] ou de Beckenbauer [o fantástico ex-craque alemão que é presidente de honra do Bayern de Munich], que trilhou carreira em órgãos de esportes internacionais?
Tenho o desejo de continuar, porque já estou nessa carreira, digamos, política do futebol. Já está engatada. Então, quero continuar e entrar em bons projetos. Tenho de me preparar bem para poder exercer uma função importante.
Qual é, exatamente, sua função no Comitê da Copa? Você transita no governo, tem contato com as empreiteiras que estão na construção dos estádios?
Como estou no Comitê, no Conselho de Administração, tenho contato com todo mundo. Principalmente nas visitas aos estádios. Mas não entro nas negociações. E o Comitê também não. A gente quer só realizar tudo, deixar o padrão Fifa bem esclarecido para todas as cidades-sede.
Como membro do Comitê, você acha que existe chance de o Itaquerão não ficar pronto para a abertura da Copa?
Não, nenhuma chance. Como [a cidade de] São Paulo ficaria fora da Copa do Mundo? A negociação entre Corinthians, quem está fazendo o financiamento e a empreiteira terá alguma dificuldade natural, mas o estádio do Corinthians também está no tempo de construção.
Então, não vejo nenhum problema. Lógico que a gente gostaria que estivesse já tudo acertado, as negociações finalizadas e que tudo fosse muito transparente para todo mundo ficar tranquilo. Mas não tenho dúvida de que logo, logo vão encontrar uma solução.
No Brasil há um grande problema com a violência das torcidas organizadas. Na Inglaterra, o futebol acabou com a violência nos estádios. Como deixar o estádio um lugar mais seguro?
Acho que a partir de 2014 o futebol brasileiro vai mudar em vários sentidos. Não só tecnicamente, mas também quanto à segurança nos estádios.
Hoje há estádios que não são preparados nem para a segurança do torcedor nem para o jogador. Acho que o legado da Copa será esse também: ter uma estrutura nova, legislação nova, para que o torcedor que for ao estádio com a intenção de fazer baderna possa ser punido e responsabilizado criminalmente. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário
Tags: 9ine, Aldo Rebelo, Andrés Sanchez, Beckenbauer, CBF, Comitê Organizador da Copa, Copa do Mundo de 2014, Corinthians, ditadura militar, Ferrari, FHC, FIFA, Gavioes da Fiel, Itaquerão, João Paulo II, José Maria Marín, Michel Platini, Nelson Mandela, Neymar, Ricardo Teixeira, Romário, Ronaldo Fenômeno, Shakira, Torcidas Organizadas, violência, WPP



































































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