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Ferrari

01/06/2014

às 16:30 \ Tema Livre

FOTOS DE VER PARA CRER: novo blog mostra jovens mimados e milionários torrando dinheiro e exibindo luxo alucinante

Uma conta de restaurante em St Tropez, na França, de mais de 100 mil euros!!!!!

Uma conta de restaurante em St Tropez, na França: quase 300 mil reaizinhos. “Mathu”, exibida no ticket, é abreviatura de Mathusalem, uma garrafa de champenha Dom Pérignon que, como se pode ver ali, custou 50 mil euros (126 mil reais). “Jero” é Jeroboam, garrafa de 3 litros. Talvez pela safra, custou proporcionalmente mais — 40 mil euros (

Publicado originalmente em 20 de agosto de 2012.

Amigas e amigos do blog, o que vocês estão vendo na foto acima não é invenção, nem nada: é uma conta de restaurante no valor de espantosos 107.524 euros — algo perto de 270 mil reais. A turma de 16 jovens que foi ao caríssimo Nikki Beach de Saint-Tropez, na Côte d’Azur francesa, se espalhou mesmo: só de caviar russo, mais de 36 mil reais; uma unica garrafa de champanhe Dom Pérignon certamente de exclusivíssima safra, 125 mil reais, quase a metade da conta. E por aí vai.

Essas e outras loucuras extravagantes, de jovens que torram dinheiro de forma alucinada — e, em plena crise econômica que afeta centenas de milhões de pessoas, mostram sem qualquer pudor o que possuem e o que gastam –, estão num blog recém-iniciado, que á uma das últimas febres da web, e está dando o que falar: o Rich Kids of Instagram.

Percorram-no, passem da home page e vejam com seus próprios olhos. Nem preciso comentar mais nada.

Confiram algumas das fotos de exibição de luxo e riqueza:

Para os amigos do blog que lêem inglês, é interessante ver pelo menos uma das matérias que vêm sendo publicadas sobre o fenômeno — esta, da CNN.

A dica deste post é do amigão do blog Hugo Sterman Filho, de São Paulo.

Festinha na piscina

Festinha na piscina da mansão

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Até a metralhadora é de ouro

Este exibicionista revestiu de ouro até um fuzil — e postou no Instagram

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Farra na Ferrari

Farra na Ferrari conversível

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Lazer no iate

A dona do iate postou no Instagram seu roteiro — todinho ele na Côte d’Azur

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Pulseirinhas da Hermès

Pulseirinhas da Hermès: seu valor, somado, daria para comprar um bom apartamento

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Voo exclusivo

Esses vão passear no jato particular de um deles

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Um pequeno closet, com milhares de peças

O closet da ricaça, com milhares de peças, é tão grande que, dentro dele, cabem até um sofá, cadeiras e puffs

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Vidão

O tatuado mostra a mãnsão em que leva uma vida mansa

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Continência, sim senhor

O Rolls-Royce é baratinho: por que não pisar no capô do carrão para a foto?

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Ostentação

Uma fotinha para postar no Instagram antes de embarcar no iate

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Quando chega o tédio

Na casa desse garoto não falta nada, nem a cabeça de um elefante africano empalhada — mas que tédio, não?

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23/05/2014

às 16:46 \ Tema Livre

O maior playboy do mundo e sua vida de excessos delirantes, como gorjetas de 200 mil reais: o príncipe saudita Abdul Aziz Bin Fahd

Abdul Aziz Bin Fahd bin Abdul Aziz Al Saud, com a prima Sara bint Talal bin Abdulaziz Al Saud, em evento beneficente, Washington, EUA, 20 de setembro de 2012: sem brincar em serviço na hora de gastar (Foto: Leigh Vogel - Getty Images)

Abdul Aziz Bin Fahd bin Abdul Aziz Al Saud, com a prima Sara bint Talal bin Abdulaziz Al Saud, em evento beneficente, em Washington, EUA, 20 de setembro de 2012: sem brincar em serviço na hora de gastar (Foto: Leigh Vogel – Getty Images)

Publicado originalmente em 30 de outubro de 2013 às 18h45.

Campeões-de-audiênciaMoradores de Ibiza, a mais turística das deslumbrantes Ilhas Baleares, na costa noroeste da Espanha, já estão acostumados: quando chega o verão, pousarão por ali os três aviões que o príncipe saudita Abdul Aziz Bin Fahd bin Abdul Aziz Al Saud utiliza em suas viagens.

As aterrissagens fazem brilhar os olhos dos donos de hotéis de luxo insulares, já que pelo menos quatro deles lotam para abrigar os até 200 membros do entourage do maior playboy do mundo.

Um grupo mais seleto deles, cerca de 20 ou 30, se hospeda no Gran Hotel de Ibiza, pagando até 4.200 euros (mais de 12 mil reais) a diária em temporadas que podem durar dois meses. Lar de um grande cassino, o hotel vê como os convidados do príncipe deixam, em mais de uma ocasião, milhões em uma mesa de jogos, contando gorjetas de até 30 mil euros aos crupiês.

Eterno adolescente aos 40 anos, Bin Fahd carrega sua equipe e todos os pertences que julga necessários para as férias em nada menos que um Boeing 777 adaptado para ter dez banheiros, alguns deles com banheira de hidromassagem, e até uma sala de cirurgia, além, é claro, de seu jato privado Bombardier Chalenger.

O time multinacional de aeromoças do jato do príncipe (Foto: Ravenna Mashburn)

O time multinacional de aeromoças do jato do príncipe (Foto: Ravenna Mashburn)

Nas tripulações, destaca-se o time exclusivamente feminino de comissárias recrutadas em diferentes países ocidentais como Estados Unidos, Grécia e Suécia — até pela excelente razão de que às mulheres sauditas é inteiramente vedado esse tipo de trabalho, como uma série de outros, além de outros direitos elementares, como o de dirigir automóveis.

As comissárias devem estar disponíveis as 24 horas do dia por seis semanas seguidas, e depois contam com o mesmo período de férias; precisam se virar para atender aos desejos do chefe, que só faz seus pedidos em árabe.

Gorjeta de 80 mil euros

Bin Fahd é o caçula dos seis filhos homens do falecido rei Fahd bin Abdulaziz Al Saud (1921-2005), que ocupou o trono de 1982 até sua morte e era meio-irmão mais velho de Abdullah bin Abdulaziz al Saud, atual detentor da coroa da Arábia Saudita. Casado desde 2010 com Al Anoud bint Faisal bin Mishaal Al Saud, também de origem considerada nobre, tem ainda quatro irmãs e, segundo a lenda familiar, sempre foi o preferido do pai.

Formou-se em administração pela Universidade Rei Saud, de Riad, mas antes mesmo de obter o diploma, em 1998, já fora nomeado ministro de Estado – e o fato de ter ido morar na Suíça em 2005 não o impediu de continuar “exercendo o cargo” por seis anos.

O restaurante Lío, de Ibiza, em cuja frente há congestionamento de Ferraris e Lamborghinis e que, em meio a pratos caríssimos, exibe shows de cabaré (Foto: welcometoibiza.com)

O restaurante Lío, de Ibiza, em cuja frente há congestionamento de Ferraris e Lamborghinis e que, em meio a pratos caríssimos, exibe shows de cabaré (Foto: welcometoibiza.com)

Seu currículo político, porém, é bem menos conhecido do que sua reputação de excessos e ostentação, que vai muito além do trio de aviões que o transporta em caravana nos momentos de lazer, financiados pela riqueza do petróleo.

Com investimentos aberta ou dissimuladamente relacionados a uma série de empresas multinacionais, como a petroleira britânica British Petroleum, a construtora saudita Saudi Oger e a cadeia televisiva MBC, baseada em Dubai, nos Emirados Árabes, Abdullah não brinca mesmo em serviço quando quer se divertir. E, segundo pessoas que trabalham junto ao monarca, quase a totalidade de seu tempo é dedicada ao ócio.

Existem inúmeros relatos de noitadas memoráveis bancadas pelo playboy. Entre os mais folclóricos, a gorjeta de 80 mil euros (mais de 240 mil reais) que teria deixado após refeição no restaurante ibizenho Lío, após o pagamento de conta de 120 mil euros (superior a 360 mil reais). O Lío, à beira de uma piscina, é um lugar badalado da noite cujo estacionamento está sempre congestionado por Ferraris, Lamborghinis e Rolls-Royces e que apresenta, em meio a refeições caríssimas, números de cabaré.

Não é de se surpreender que 200 mil euros pareçam insignificantes a alguém que faz questão de transportar, em seus aviões, um Rolls-Royce branco pelo qual faz questão de transitar, até mesmo pelas estradinhas estreitas de Ibiza.

Outro episódio diz respeito aos quatro meses que passou, em 2010, em uma suíte de 1200 metros quadrados Hotel Plaza, em Nova York. A temporada, porém, ficou marcada pela acusação de estupro cometido – e que resultou em condenação à prisão – por um de seus empregados a uma mulher. O episódio contribuiu para alçar o nome do bilionário, até então pouco conhecido, às manchetes.

Frota de Mercedes-Benz e o iate mais luxuoso do século XX

O "maior iate do século 20" atracado em Ibiza (Foto: Sergio G. Cañizales - El Mundo)

O “maior iate do século XX” atracado em Ibiza (Foto: Sergio G. Cañizales – El Mundo)

Não é apenas Bin Fahd quem se locomove em carros luxuosos por ilhas mundo afora. A cada estadia em Ibiza, ele manda trazer, principalmente da Alemanha, uma frota de Mercedes-Benz novinhos em folha para que seus amigos, familiares e empregados passeiem.

Entre os caminhos mais percorridos pelo comboio está o que leva ao porto onde fica atracado o Prince Abdul Aziz, o megaiate de 147 metros de comprimento encomendado por seu pai que, ao longo de vinte anos, foi considerado o maior do mundo, e até hoje tido como o mais luxuoso entre os fabricados no século passado.

Dali partem expedições de homéricos excesso, escoltadas por mais cinco “barcos de apoio”, rumo a outros rincões baleares espetaculares, como a pequena ilha de Formentera (cenário do filme Lucía e o Sexo, de 2001), paraíso nudista com natureza preservada.

Os funcionários de Bin Fahd também não deixam de visitar as mesquitas de Ibiza, onde distribuem alimentos comprados pelo chefe em grande volume, a ponto de beneficiar os cerca de 9 mil muçulmanos da ilha, a maioria provinda do Marrocos e da Argélia. De acordo com o Centro Islâmico de Ibiza, o príncipe também realiza doações particulares a praticantes do islamismo, e chegou a financiar cirurgia avaliada em 25 mil euros de uma mulher.

A religião, ou pelo menos sua intenção de parecer religioso, é outra das características do bon vivant saudita. Uma réplica da esplendorosa Alhambra, em Granada, um dos conjuntos arquitetônicos mais bonitos do mundo e legado da ocupação muçulmana do sul da Espanha (711-1492), é uma de suas residências em Riad.

Entre as outras que figuram em um extenso patrimônio estimado em mais de 1 bilhão de dólares (algo como 2,2 bilhões de reais) está uma mansão em Beverly Hills, Califórnia, e mais de um palácio suntuoso em Jidá, Arábia Saudita.

Com tudo isso, ainda há gente pertencente ao séquito do príncipe que garante que ele é discreto e gosta de passar despercebido pelos lugares que frequenta.  De fato, não há muitas fotos dele disponíveis na internet. Haja ironia.

 

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12/05/2014

às 18:45 \ Tema Livre

FOTOS IMPERDÍVEIS: Exposição nos EUA mostra como gênios do passado imaginaram os carros do futuro

O Chrysler (Ghia) Streamline X “Gilda”, de 1955: o futuro visto do passado (Foto: Michael Furman)

O Chrysler (Ghia) Streamline X “Gilda”, de 1955: o futuro visto do passado (Foto: Michael Furman)

Considerar o design automobilístico uma arte é um hábito tão antigo quanto a existência dos próprios carros. Fervorosos crentes dessa concepção, os curadores do High Museum of Art de Atlanta, nos Estados Unidos, prepararam uma exposição que se converterá em peregrinação obrigatória a seus “correligionários”.

Batizada Dream Cars: Innovative Design, Visionary Ideas (tradução livre: “Carros de Sonhos: Desenho Inovador, Ideias Visionárias”), a mostra é coordenada pelo especialista Ken Gross, autor de diversos livros sobre o assunto, em cooperação com Sarah Schleuning, responsável pelo departamento de artes decorativa e design do museu. A abertura ocorre em 21 de maio e o encerramento em 7 de setembro.

São 17 modelos raros que, entre as décadas de 1930 e 2000, foram elaborados por grandes ou pequenas marcas europeias e americanas, contribuindo de alguma forma para a evolução conceitual, estética e tecnológica destas máquinas tão desejadas pelo ser humano moderno. Além dos próprios veículos, estarão em exibição os esboços e projetos que resultaram nas cultuadas criações.

Entre os destaques estão preciosidades como o Scarab, criado em 1936 pela Stout, uma pequena companhia baseada em Detroit, que antecipou em meio século o conceito das minivans, o Firebird I, lançado em 1953 pela General Motors, com formato claramente inspirado em foguete (o que se revelou, na verdade pouco eficiente para o cotidiano), e o Stratos HF Zero, da Lancia, que chegou em 1970 marcando um divisor de águas no design dos supercarros.

A seguir, mais algumas das fotos dos possantes expostos pelo High Museum of Art:

7

O Scarab, da americana Stout, lançado em 1936: a primeira “minivan” (Foto: High Museum)

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O descoladíssimo Stratos HF Zero, da italiana Lancia, de 1970 (Foto: Michael Furman)

5

A Ferrari 612 Modulo, criada pela grife de design italiana Pininfarina e lançada em 1970 (Foto: Michel Zumbrunn)

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O revolucionário Oeuf Électrique (“Ovo Elétrico”), do francês Paul Arzens, que no longínquo 1942 introduzia o conceito de carro elétrico a bateria (Foto: Michel Zumbrunn e Urs Schmid – Musée des Arts Et Métiers, Paris)

2

O foguete, quer dizer, autmóvel Firebird I XP-21, concebido pela General Motors em 1953 (Foto: Michael Furman)

3

O GINA Light Visionary, da BMW, 2001: inclui componentes de tecido (Foto: BMW)

13/03/2014

às 16:00 \ Política & Cia

Muito, mas muito rico mesmo, Neymar já comprou quatro bons apartamentos só no litoral de Santa Catarina

Neymar, o sexto jogador de futebol mais rico do mundo (Foto: Marcos de Paula / Estadão Conteúdo)

Neymar, o sexto jogador de futebol mais rico do mundo (Foto: Marcos de Paula / Estadão Conteúdo)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

DESTINO DOS MILHÕES

Agora solteiro, Neymar definiu Santa Catarina como refúgio de férias. Ele acaba de comprar uma cobertura em Balneário Camboriú por 8 milhões de reais, no condomínio Yacht House.

O condomínio leva a assinatura do Pininfarina, escritório de design italiano da Ferrari e da Maserati, e fica a 8 quilômetros da boate Green Valley, considerada em 2013 a melhor do mundo pela revista especializada em música eletrônica DJ Mag.

É o quarto apartamento adquirido por Neymar na região em menos de um ano. Um fica no mesmo prédio da cobertura e os outros dois na cidade vizinha de Itapema.

Neymar pode comprar quantos mais quiser.

Levantamento inédito do site Goal.com o coloca como o sexto jogador mais rico da atualidade, com patrimônio de 460 milhões de reais, em lista liderada pelo português Cristiano Ronaldo.

30/11/2013

às 14:00 \ Tema Livre

MASERATI — A marca legendária de carros magníficos quer voltar aos tempos românticos

Maserati, retorno aos seus tempos românticos

TRIDENTE DE NETUNO — Maserati, retorno aos seus tempos românticos (Foto: Commons wikimedia)

Reportagem de Fernando Valeika de Barros, publicado em edição impressa de Playboy

SOFISTICAÇÃO À ITALIANA

Com tecnologia e design para brigar com os alemães, a Maserati quer recuperar a força dos seus tempos românticos

Ela já fez a concorrência comer muita poeira. Foi a bordo de uma Maserati que o piloto argentino Juan Manuel Fangio ganhou seu quinto título mundial na Fórmula 1, em 1957.

Naqueles idos, os carros que exibiam o tridente de Netuno – símbolo da cidade de Bolonha, onde a marca foi fundada em dezembro de 1914 – no centro de sua grade dianteira impunham respeito e eram admirados por onde quer que passassem, fosse pelas pistas de corrida, fosse pelas ruas.

A mística do passado, no entanto, perdeu força diante da ferrenha competição do mercado. Mais de meio século depois, a fabricante, hoje sediada em Modena, pretende recuperar o prestígio.

Prestes a virar centenária, quer seduzir clientes jovens, catapultar as vendas e ombrear com Audi, BMW, Jaguar, Mercedes e Porsche. “Nossa meta é vender 50 mil automóveis no mundo todo em 2015″, declarou Sergio Marchionne, comandante em chefe da Fiat, dona da Maserati.

Trata-se de um número ambicioso, é verdade; no ano passado, por exemplo, foram vendidas 6,3 mil unidades. Mas, ao conhecer três das estrelas dessa ofensiva, que estão chegando ao Brasil, tais planos parecem bastante factíveis. Boa notícia: em breve a marca inaugurará seu primeiro showroom próprio no país; no Jardim América, em São Paulo.

 

GHIBLI

O novo Ghibli: com design ousado, o sedã vai de zero a 100 km/h em cinco segundos

O novo Ghibli: com design ousado, o sedã vai de zero a 100 km/h em cinco segundos

Visando clientes jovens, o modelo desembarcará no Brasil no fim do ano. Embora tenha herdado o nome de um cupê dos anos 1960, em nada se parece com o original.

O novo Ghibli é um três volumes com 4,97 metros de comprimento e linhas esportivas. “Seu design é bastante ousado para um sedã”, diz Benedetto Orvietani, diretor de produto da marca.

E se sobra estilo por fora, por dentro não é diferente. Os bancos e revestimentos em couro são obra da italiana Poltrona Frau, referência em móveis e estofados.

A versão mais potente – V6 e com 410 cavalos – vai de zero a 100 km/h em cinco segundos e crava 263 km/h de velocidade máxima. O câmbio, automático, tem oito marchas.

Concorrentes – Audi A6, BMW Série 5, Jaguar XF e Mercedes-Benz E-Class.

Preço no Brasil – Há, por enquanto, apenas uma previsão: 500 mil reais.

 

LEVANTE

Levante, da Maserati: o primeiro utilitário esportivo da marca reúne estilo e potência - são oito válvulas e 530 cavalos

Levante, da Maserati: o primeiro utilitário esportivo da marca reúne estilo e potência – são oito válvulas e 530 cavalos

Previsto para chegar ao mercado mundial no primeiro semestre de 2014 e ao Brasil poucos meses depois, o primeiro utilitário esportivo da Maserati será obra de um timaço – que tal chassi vindo do Jeep Grand Cherokee e motor projetado por engenheiros da Ferrari?

Quem viu o protótipo babou. Com 4,98 metros de comprimento, o Levante terá formas musculosas, grade ovalada e faróis com LEDs.

 

A versão mais cara deverá ter motor com oito cilindros e 530 cavalos (outros dados sobre desempenho não foram revelados), tração nas quatro rodas e câmbio com oito marchas.

Concorrentes – Audi Q7, BMW X6, Mercedes ML e Porsche Cayenne.

Preço no Brasil – Sem estimativa.

 

QUATTROPORTE

 

O Quattroporte chega à sua sexta geração com design de ponta: as formas arredondadas, os faróis com LEDs e a grade "oval" comprovam

O Quattroporte chega à sua sexta geração com design de ponta: as formas arredondadas, os faróis com LEDs e a grade “oval” comprovam

O sedã chega à sua sexta geração com uma silhueta moderna e 16 centímetros a mais que seu antecessor. Com 5,28 metros de comprimento e entre-eixos amplo (317 centímetros), tem ótimo espaço interno.

O painel do sedã marcado pela sofisticação do material: o couro, a madeira e a fibra de carbono

O painel do sedã marcado pela sofisticação do material: o couro, a madeira e a fibra de carbono

 

Dentro do carro se destacam o relógio analógico que adorna o painel e a central multimídia com sistema de navegação por GPS.

O motor da versão mais turbinada, que chegou recentemente ao país, tem oito cilindros e 530 cavalos. Bastam 4,4 segundos para o Quattroporte atingir 100 km/h; a velocidade máxima é de 307 km/h.

Concorrentes – Audi A8, BMW 760i, Mercedes-Benz S600 e Porsche Panamera.

Preço no Brasil – 950 mil reais.

 

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06/11/2013

às 19:35 \ Tema Livre

VÍDEO E TEXTO: O empresário que admite gastar até 300 mil reais por mês em baladas e outros torradores de dinheiro

Alexander de Almeida: "Gasto para chamar atenção das gatas" (Foto: Fernando Moraes)

Alexander de Almeida: “Gasto para chamar atenção das gatas” (Foto: Fernando Moraes)

Reportagem de João Batista Jr., publicada em edição impressa de VEJA-SP

OS SULTÕES DOS CAMAROTES

Eles aparecem de Ferrari, são escoltados por seguranças particulares dentro das boates e chegam a torrar 50 000 reais em uma só balada

O empresário Alexander de Almeida, de 39 anos, não faz parte do time das celebridades da capital. No universo das melhores casas noturnas daqui, porém, ele recebe tratamento digno de estrela. É conhecido como um dos paulistanos que mais esbanjam dinheiro nesse circuito boêmio.

 

Costuma chegar a endereços como a boate Pink Elephant, no Itaim, acelerando sua Ferrari avaliada em 1,2 milhão de reais. Do carro de trás, um Porsche Cayenne, saem três seguranças particulares. Na volta para casa, um dos profissionais assume o volante da Ferrari.

Todos eles entram sem passar por revista e se dirigem diretamente para o principal camarote, com capacidade para vinte pessoas.

Nome: Alexander de Almeida, 39 anos. Profissão: dono de uma empresa despachante que presta serviços a bancos. Gasto por balada: até 50 000 reais. “Saem da minha conta de 200 000 a 300 000 reais por mês apenas com as noitadas”. Bebidas: champanhe Cristal e vodca Cîroc (Foto: Mario Rodrigues)

Nome: Alexander de Almeida, 39 anos. Profissão: dono de uma empresa despachante que presta serviços a bancos. Gasto por balada: até 50 000 reais. “Saem da minha conta de 200 000 a 300 000 reais por mês apenas com as noitadas”. Bebidas: champanhe Cristal e vodca Cîroc (Foto: Mario Rodrigues)

Em uma balada recente por lá, o relógio marcava 0h30 e a pista ainda estava começando a encher quando a turma apareceu. “Hoje você vai ver o que é uma festa de verdade”, anunciou Almeida, enquanto mostrava no aplicativo Instagram algumas fotos de seu universo particular: casa de praia no Guarujá (“A Sabrina Sato gravou por lá para o programa Pânico na TV ”), viagem ao Rio em avião fretado (“Mais conforto, esquema top e sem fila”) e imagens em outras noitadas, muitas noitadas.

Ele abre os trabalhos, digamos assim, pedindo cinco garrafas de champanhe Veuve Clicquot e duas de vodca Cîroc, além de latinhas de energético. Aos poucos, algumas meninas começam a rondar. Vão se acomodando na mesa e, as mais espertas, cumprimentam o dono do pedaço como se fossem velhas amigas, mesmo sem conhecê-lo.

Um promoter chega ainda com mais moças. Como em um passe de mágica, Almeida, que tem mais pinta de personagem de comédia adolescente americana na linha American Pie do que de Cauã Reymond, parece virar um galã global, tamanho o assédio ao seu redor. “Não vou ser hipócrita, gasto dinheiro para chamar a atenção das gatas”, assume. “E tem uma coisa: eu gosto de vodca, mas elas ficam impressionadas mesmo é com champanhe.”

Almeida e amigos (ou recém-conhecidos) no camarote (Foto: Mario Rodrigues)

Almeida e amigos (ou recém-conhecidos) no camarote (Foto: Mario Rodrigues)

Para comprovar sua tese, ele estala os dedos, chama a garçonete e encomenda de uma tacada só outras quinze garrafas de Veuve Clicquot e duas de Cristal. Todas chegam à mesa com velas acesas irradiando fogos, como ocorre sempre que alguém faz um pedido extravagante como esse na Pink Elephant. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

10/10/2013

às 14:00 \ Política & Cia

A GANGUE DAS LOIRAS: circulando no Congresso com minissaias minúsculas e decotes profundos, elas eram iscas para dar golpes em dinheiro de prefeituras. Vejam como agia a quadrilha

Chefe da quadrilha, o doleiro Fayed Traboulsi (no destaque), investia o lucro em carros como o Lamborghini da foto (Foto: Pedro Ladeira / Folhapress)

Chefe da quadrilha, o doleiro Fayed Traboulsi (no destaque), investia o lucro em carros como o Lamborghini da foto (Foto: Pedro Ladeira / Folhapress)

Reportagem de Alana Rizzo e Bela Megale, publicada em edição impressa de VEJA

GANGUE DAS LOIRAS — ISCAS DE POLÍTICO

Quem eram as mulheres que seduziam prefeitos do Norte e do Centro-Oeste para que caíssem no conto dos fundos de investimento, que rendeu à quadrilha 50 milhões de reais

Qualquer um que tenha visitado o Congresso Nacional certamente reparou nelas. Destoando do figurino dominante, as “pastinhas” circulam pelos corredores com saias mínimas, maxissaltos e decotes mesmerizantes.

Sua função é chamar a atenção dos congressistas para convencê-los a incluir sua assinatura em listas de apoio a projetos de lei. Têm sempre uma prancheta na mão e, para guardar as assinaturas colhidas, carregam o acessório que deu origem ao apelido. Quanto maiores os predicados da pastinha, menor é a atenção que os políticos costumam dar ao teor dos textos.

Há pouco mais de dez dias, a Polícia Federal desbaratou uma quadrilha que usou a mesma tática e mão de obra para arrancar, em um ano e meio, 50 milhões de reais de prefeitos distraídos.

A pastinha Luciane Hoepers é apontada como a arma mais letal do grupo. Catarinense de 33 anos, loira de muitas tatuagens e olhos verdes, ela chegou a atuar em programas de televisão, como um reality show em que declarou sua filosofi a de vida: “Nascer pobre é destino, mas morrer pobre é burrice”.

ARMA LETAL -- Amante do chefe, Luciane Hoepers trabalhava também como “pastinha” (Foto: Alexandre Peregrino)

ARMA LETAL — Amante do chefe, Luciane Hoepers trabalhava também como “pastinha” (Foto: Alexandre Peregrino)

O destino de Luciane começou a mudar quando conheceu o doleiro Fayed Traboulsi, de quem se tornou amante em 2012. Com uma carteira de clientes que inclui diversos políticos de Brasília, ele é apontado pela PF como o articulador do esquema. Cabia ao doleiro, além de comandar o desfalque, arregimentar as mulheres.

A maioria chegava a ele por meio de amigos. Cynthia Cabral Soares da Cruz, por exemplo, exceção morena num grupo de loiras, é filha de um conhecido agiota do Distrito Federal.

Outra ex-pastinha que, segundo as investigações, atuava na quadrilha é Fernanda Cardoso. Ela teria entrado para o bando depois de ser apresentada a Fayed por uma assessora do senador Magno Malta (PR-ES), Marta Lança, também detida na ação da PF. Todas foram acusadas, entre outras coisas, de crime contra o mercado de capitais, formação de quadrilha e corrupção ativa.

As transcrições das conversas gravadas pela polícia mostram que a relação entre as beldades de Fayed não era propriamente harmoniosa. Em um dos diálogos, Fernanda sugere ao chefe que Cynthia se veste mal: “Tem que botar ela para comprar roupa”. Um pouco antes, o doleiro já havia dado mostras de que tinha perdido a paciência: “Não quero mais fofocas por aí. Vamos parar com isso. Pronto e acabou, tá?”.

Completava a equipe a estudante de direito Isabela Barros, de 24 anos, apresentada ao grupo quando fazia um curso sobre fundos de investimento, segundo sua mãe.

A tarefa das meninas de Fayed consistia em convencer prefeitos a investir o dinheiro de fundos municipais de previdência em fundos de investimento falsamente rentáveis indicados por elas — e controlados por cúmplices da quadrilha. Obtido o aporte, o grupo retirava a maior parte do dinheiro e deixava o negócio “quebrar”. Os fundos municipais amargavam o prejuízo. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

21/09/2013

às 16:30 \ Livros & Filmes

Clássico desde o grid de largada — um filmaço com base na rivalidade histórica de dois ases da Fórmula 1. Confira os vídeos

Chris Hemsworth, como James Hunt e Daniel Brühl como Niki Lauda, no filme "Rush"

Os atores Chris Hemsworth e Daniel Brühl como os pilotos de Fórmula 1 James Hunt e Niki Lauda no filme "Rush -- no Limite da Emoção"

Post de Jean Tosetto, arquiteto e urbanista em Paulínia (SP)

 

SURGE UM CLÁSSICO, DESDE O GRID DE LARGADA

Rush – no Limite da Emoção acaba de ser lançado no circuito brasileiro de cinemas e não será um campeão de bilheteria.

Afinal de contas o filme dirigido por Ron Howard, com roteiro de Peter Morgan, não segue a receita dos blockbusters do século XXI, centrada em super-heróis que se vestem de armaduras negras tentando salvar o mundo de supervilões igualmente taciturnos, que provocam estragos capazes de inverter o eixo de rotação do globo terrestre, quando os efeitos especiais se tornam a principal atração na tela, funcionando como promotores de jogos de vídeo games para um público adolescente.

Em Rush não existem heróis com superpoderes. A história é baseada em fatos reais e relata a rivalidade de dois pilotos de Fórmula 1, Niki Lauda e James Hunt, que usam macacões coloridos resistentes ao fogo intenso por alguns segundos, capacetes com pintura personalizada, e só.

"o britânico James Hunt era famoso por ser um bon vivant: fumante, mulherengo e chegado a uma bebida"

"O britânico James Hunt era famoso por ser um bon vivant: fumante, mulherengo e chegado a uma bebida" (Foto: Getty Images)

Não há vilões querendo dominar o mundo: apenas esportistas buscando ser campeões mundiais, enfrentando a tragédia a cada curva. Os efeitos especiais estão presentes também, mas como coadjuvantes na reconstrução de cenários pouco inspiradores: os tacanhos e inseguros autódromos utilizados pela Federação Internacional de Automobilismo na década de 1970.

Por isso, a reconstituição dos acidentes provoca um impacto tão grande no espectador, principalmente entre os entusiastas das corridas. Lauda e Hunt testemunham o resultado do acidente de um piloto que é decapitado por um guard rail e, pouco depois, estão em seus carros, dispostos a derrotar um ao outro.

A princípio você condena esta decisão, mas então se vê no mesmo dilema moral dos torcedores da época, desejando que o Grande Prêmio prossiga. É difícil compreender que um piloto possa aceitar os riscos do esporte a cada largada – o que faz você respeitá-lo por ter a coragem de enfrentar a morte e com isso sentir-se vivo numa intensidade que uma pessoa comum nunca experimentará.

Adrenalina na corrente sanguínea

Mesmo quem nunca se interessou por automobilismo é capturado pela atmosfera nostálgica e romântica do circo das corridas dos anos 70, recriada com maestria pelos produtores do filme logo nas primeiras cenas.

O ronco dos motores, os closes nas partes mecânicas dos carros (idênticos aos originais), com os cilindros trabalhando de forma alternada, e os canecos sobre carburadores sendo inundados de gasolina despejam a adrenalina na corrente sanguínea que até pilotos profissionais afirmam terem sentido durante as sessões de pré-estreia da película.

Tudo poderia ser entediante para os leigos se fosse resumido a isso, mas Rush é muito mais do que uma celebração ao esporte a motor: é uma ode às pessoas abnegadas. Niki Lauda e James Hunt não chegaram ao topo da Fórmula 1 com o apoio de suas famílias e de patrocinadores: Lauda fez um empréstimo pessoal para alugar um carro da equipe BRM e Hunt chegou a correr de graça para a equipe Hesketh.

Foi o talento de ambos que os levaram para as melhores equipes da época, como Ferrari e McLaren, apesar de suas personalidades serem diametralmente opostas.

O austríaco Niki Lauda, (interpretado pelo alemão Daniel Brül), era obcecado pelo trabalho

O ator alemão Daniel Brüh (esq.) como Niki Lauda: "O austríaco Lauda era obcecado pelo trabalho"

O austríaco Niki Lauda, interpretado pelo alemão nascido em Barcelona Daniel Brühl com notável fidelidade e impressionante caracterização física, era um piloto obcecado pelo trabalho além das pistas, como o acerto dos carros, o reconhecimento antecipado dos traçados dos Grandes Prêmios e a interação com os projetistas e mecânicos de sua equipe.

Já o britânico James Hunt era famoso por ser um bon vivant: fumante, mulherengo e chegado a uma bebida, era o tipo de piloto que apenas esperava o momento de entrar no carro e acelerar o máximo possível – teoricamente terá sido um personagem mais fácil para o australiano Chris Hemsworth encarnar, dada a semelhança física natural.

O auge da rivalidade entre ambos ocorre na temporada de 1976, quando Niki Lauda já era campeão do mundo pela Ferrari e James Hunt acabara de herdar o lugar de Emerson Fittipaldi na McLaren.

O (aparentemente) monogâmico Lauda despontava como franco favorito na primeira parte do campeonato, até que um terrível acidente na pista de Nürburgring, na Alemanha, que incendeia seu carro, queima-lhe o rosto e os pulmões. No hospital um padre chega a lhe dar a extrema unção, enquanto a Ferrari anuncia um piloto substituto.

O vídeo abaixo, embora de pouca qualidade, dá uma ideia do tenebroso acidente e do milagre que foi Lauda — mesmo com feias e profundas cicatrizes — ter sobrevivido:

Lauda assiste pela TV a trajetória ascendente de Hunt pela disputa do título, enquanto os médicos limpam seus pulmões. Lauda volta a correr ainda no Grande Prêmio da Itália, para surpresa dos jornalistas e delírio dos tiffosi italianos. Para uns, uma prova de amor incondicional ao esporte. Para outros, um sinal de obsessão baseada em extremo profissionalismo. De qualquer modo, algo digno de ser roteirizado para o cinema.

"Hunt se mostra tão competitivo quanto o seu adversário Lauda"

"O contraponto de personalidades entre Lauda e Hunt, e a paixão que os dois possuem pelo esporte, é o tom do filme" (Foto: Getty Images)

A tendência natural é para que torçamos por Niki Lauda neste ponto da história, mas devemos lembrar que o enredo é real e, por outro lado, a reação de James Hunt é cativante e compreendemos que seu apego pelas conquistas sexuais é uma forma de equilibrar o domínio da tensão envolvida num esporte de extremo risco.

A seu modo, Hunt se mostra tão competitivo quanto o seu adversário Lauda, e ambos chegam até a última corrida com o título em aberto.

Este contraponto de personalidades entre Lauda e Hunt, e a paixão que os dois possuem pelo esporte, é o tom do filme. Não cabe aqui mencionar quem foi o campeão do mundo em 1976, e como isso se deu sob as chuvas torrenciais no Grande Prêmio do Japão.

Para quem não se lembra do resultado ou não conhece a história, é melhor ver e se emocionar pela primeira vez na tela do cinema – e a propósito: não deixe para ver este filme em DVD, ele merece ser visto na telona mesmo.

Se Rush não será um campeão de bilheteria, mesmo assim devemos agradecer aos financiadores do projeto, por permitir que Ron Howard e Peter Morgan nos brindassem – por meio de paixão e entusiasmo semelhante ao demonstrado nas pistas – com um filme pouco atraente para os adolescentes acostumados com o Homem de Ferro e o Wolverine, mas desde já um entretenimento de primeira grandeza para adultos, saudosos de westerns épicos onde os duelistas se respeitavam nas trocas de olhares antes de apertar o gatilho.

Vale notar que Rush foi concebido como uma grande corrida com duração aproximada de duas horas, com direito à volta de apresentação, à emoção da largada, às paradas nos boxes, às ultrapassagens e à volta de desaceleração, quando você percebe que o filme está próximo de seu fim e fica torcendo para que ele continue mais um pouco.

Para quem não se lembra do resultado ou não conhece a história, é melhor ver e se emocionar pela primeira vez na tela do cinema

"Para quem não se lembra do resultado ou não conhece a história, é melhor ver e se emocionar pela primeira vez na tela do cinema" (Foto: Getty Images)

Quando os créditos começarem a subir, muitos ficarão na poltrona, até que as luzes indicando a saída da sala sejam acesas, com aquela sensação de que o bilhete valeu cada centavo.

Veja aqui o emocionante trailer do filme:

11/08/2013

às 14:00 \ Tema Livre

Conheça o maior e mais caro iate já feito no Brasil: 25 metros de comprimento, 50 toneladas de peso — e preço de 12 milhões de reais

Essa belezinha brasileira custa apenas R$ 12 milhões

Essa belezinha brasileira custa apenas R$ 12 milhões

Matéria de Rodrigo Brancatelli, publicada na revista ALFA

80 PÉS MADE IN BRAZIL

O maior iate já fabricado no Brasil custa R$ 12 milhões e já conta com quatro compradores

O mercado de luxo que mais cresce hoje em dia não é medido em metros quadrados, muito menos em recordes de velocidade. É tratado em “pés”, unidade de comprimento que normalmente pede a ajuda de uma calculadora para ser compreendida.

E não passa dos acanhados 70 km/h, o mesmo que uma girafa ou, talvez, um coelho correndo. Ainda assim, com o perdão do trocadilho, o Brasil virou o porto seguro para os negócios da indústria náutica.

Desde 2010, o segmento cresce em torno de 15% ao ano, o triplo que o PIB, e empresários apostam em uma alta de 50% nas vendas de iates até dezembro. Na disputa por esse mercado que vende 150 embarcações de grande porte e movimenta R$ 900 milhões por ano, o país agora conta com o primeiro megaiate totalmente nacional, construído em um estaleiro de Santa Catarina.

Os seus 80 pés ou 66 km/h de velocidade máxima podem não dizer muito para um leigo, mas seu preço na casa dos R$ 12 milhões ajuda a entender a efervescência do setor.

Conforto e elegância

Parte do interior do Schaefer 800: 50 toneladas de peso total

“A concorrência tem aumentado muito nos últimos tempos. E precisamos sempre oferecer o que há de melhor e mais exclusivo ao cliente brasileiro”, diz o empresário e designer de iates Márcio Luz Schaefer, responsável pelo Schaefer 800 – com quase 25 metros de comprimento e 50 toneladas de peso, seu barquinho é o maior construído por uma empresa nacional e já conta com quatro pedidos fechados.

“O brasileiro que compra iate é muito diferente do europeu, por exemplo. O estrangeiro normalmente compra barcos com financiamento, para velejar durante as férias sozinho ou com a esposa, no máximo. Já por aqui, o mercado náutico é para clientes de alta renda, mas que têm famílias grandes, muitos amigos, sempre estão rodeado de várias pessoas. Então sempre temos que ter um cuidado a mais com o luxo e estrutura dos iates.”

 

4 desses já estão vendidos

A cabine do grande iate. Quatro deles já estão vendidos

Apaixonado por velejar e desenhar barcos desde os 15 anos de idade, Márcio Schaefer foi quatro vezes campeão brasileiro na classe oceano e estudou arquitetura naval em Buenos Aires. Desde que criou seu estaleiro em uma área de 15 mil m² no município de Palhoça, na região metropolitana de Florianópolis, em 1992, já construiu mais de 2,5 mil barcos – seu maior sucesso é o Phantom 300, com 1,5 mil unidades vendidas.

A empresa não divulga dados sobre a evolução do faturamento, mas o número de embarcações fabricadas cresceu de 150 em 2007 para 256 iates no ano passado. “Obviamente eu trabalho muito mais agora, viajo mais para reuniões de negócios, mas ainda sou apaixonado por desenhar, da mesma forma que era quando tinha 15 anos”, diz Schaefer.

Até a cozinha é um luxo

Uma visão da cozinha do Schaefer 800

O iate de 80 pés (24, 3 metros) tem autonomia de 300 milhas marítimas (555 quilômetros) e capacidade para 23 pessoas, incluindo a tripulação. Conta com três motores de 1,2 mil HP, quatro suítes, sala de estar, sala de jantar e garagem para jet ski, além de mimos como televisores em todos os cômodos, geladeira e ar-condicionado.

Ah, e quem quiser um bocadinho a mais de luxo, é possível ainda optar por uma customização do interior feita pelo grupo Pininfarina, estúdio italiano responsável pelo design de 80 modelos da Ferrari.

Em águas nacionais, pouquíssimos iates são maiores que o Schaefer 800 – nesta seleta lista, há o Pershing 115, de Eike Batista, com 35 metros e produzido pela fabricante italiana Spiriti Ferretti; o Azimut 100, modelo top de linha do estaleiro italiano Azimut, com 30 metros, e o Falcon 115, do cantor e composior Roberto Carlos, com 35 metros.

O iate de 80 pés tem autonomia de 300 milhas e capacidade para 23 pessoas, incluindo a tripulação.

O iate de 80 pés tem autonomia de 300 milhas e capacidade para 23 pessoas, incluindo a tripulação. As suítes com cama de casal lembram um hotel

Em um país com 7 400 quilômetros de litoral, não é só o estaleiro catarinense que aproveita a boa maré para negócios náuticos. Há 150 empresas atualmente em atividade, com uma produção anual de cerca de 5 mil barcos dos mais diversos tamanhos.

Esses números, no entanto, ainda parecem tímidos perto de outros mercados – o Brasil tem um barco para cada 293 habitantes, enquanto nos Estados Unidos existe um barco para cada 23 habitantes, e na França há uma embarcação para cada 63 habitantes.

 

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21/07/2013

às 16:00 \ Tema Livre

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Reportagem de Denise Bobadilha, publicada em edição impressa especial de VEJA Luxo

 NA ROTA DO TEST-DRIVE

Brasileiros esquentam o mercado de aluguel de carros de luxo no exterior

Funciona mais ou menos assim: uma montadora – a alemã Porsche, digamos – coloca na vitrine um novo Carrera ou Boxster. No Brasil, começa o burburinho entre um grupo seleto de aficionados de carros. O primeiro a pisar no acelerador do lançamento conta a experiência aos camaradas e atiça ainda mais a curiosidade dos demais.

Mas que ninguém espere ouvir esse Carrera zero-quilômetro rugindo pelos Jardins, em São Paulo, na Barra, Rio, ou em plena Savassi, em BH. O vrumm-vrumm reverbera a milhares de quilômetros do Brasil. De preferência, nas autoestradas da Alemanha, onde o limite de velocidade é determinado apenas pela potência dos motores, ou nas estradas da Provença ou da Toscana, de curvas desafiadoras.

É no exterior que o mercado de aluguel de carros produzidos pelas fábricas dos sonhos de pilotos amadores vem crescendo – e os brasileiros ajudam a fazer essa roda girar.

“Não são máquinas para o asfalto brasileiro”, diz o empresário paulistano André Soares, 44 anos. Ele viaja algumas vezes por ano para testar modelos inéditos. Chega a trocar de automóvel diariamente: de uma Ferrari 458 para um Mercedes SLS e depois para um Aston Martin DBS. Esse último, aliás, foi submetido ao crivo duas vezes. “Eu havia acabado de ver Daniel Craig, na pele de James Bond, dirigi-lo em Quantum of Solace e quis colocá-lo à prova em meio aos campos verdes do interior da Inglaterra”, conta.

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O segundo giro foi no sul da França, um roteiro bem explorado pelos fãs de carrões. O cardápio de caminhos ali é variado – vicinais, entre os vilarejos; estradas com estrutura, entre as cidades; e as grandes rodovias, para cortar trechos maiores.

Nas duas primeiras alternativas, a presença de castelos e vinhedos é garantida, como na região de Haute-Provence ou nos Alpes-Maritimes. Como a locação vip faz o carro chegar até o cliente, dá para correr nas mesmas estradas com modelos diferentes.

As oportunidades para dirigir sempre aparecem, segundo Soares. “Na viagem que fiz no ano passado para a Rússia e a Itália, dei um jeito de encaixar uma escala em Munique para poder pilotar o Lamborghini Aventador”, diz ele.

A Alemanha é o destino mais procurado para o primeiro aluguel. A maioria das estradas do país permite velocidade livre na pista da esquerda – e o motorista aproveita para fazer os ponteiros do acelerador chegar quase ao limite. Quando há muito que ver no caminho, tanto melhor.

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Na chamada “rota romântica”, entre Würzburg e Füssen, ficam três cidades medievais muradas e um dos castelos mais famosos do mundo, o Neuschwanstein. A Estrada Alpina, perto da fronteira da Áustria, serpenteia montanhas por 450 quilômetros.

Em viagens como essa, é possível curtir roteiros diferentes – um com o carrão, outro com a família. “Quem tem paixão por automóvel costuma alugar mais de um modelo no exterior, primeiro pela curiosidade de provar diversas máquinas, segundo por uma questão prática, já que os esportivos não acomodam todas as malas dos passageiros”, explica Gabriela Figueiredo, consultora da Matueté, agência especializada em viagens exclusivas. O mais usual, de acordo com Gabriela, é escolher um utilitário do tipo SUV para o trajeto do aeroporto até a primeira parada e pegar o carro desejado em seguida.

Tanto a Matueté como a Teresa Perez, outra operadora de turismo paulistana, recorrem no exterior às empresas Elite Rent-a-Car e Red Travel, essa última voltada aos fãs da Ferrari. No Brasil, a agência com foco principal na locação de carros classudos é a Mobility, que providencia não apenas modelos esportivos recém-lançados mas também motos, motorhomes e SUVs nas versões mais sofisticadas.

O empresário paulistano Oskar Kedor percebeu que aqui havia um nicho inexplorado – justamente esse dos aficionados de carros – e abriu a agência de locação há doze anos. Seu primeiro cliente foi um grande empresário brasileiro, que queria alugar modelos específicos, pegando o carro no Porto e devolvendo em Lisboa, em Portugal. As locadoras tradicionais não eram flexíveis a esse tipo de arranjo. Nem sequer ofereciam os veículos nas condições em que o cliente desejava.

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Hoje, quem quiser pode sair com o carro do hotel, no horário que escolher, trocar de automóvel ou recorrer a um motorista. “Mais gente vem percebendo a vantagem de contar com esse prazer numa viagem”, diz Kedor. Entre os modelos preferidos dos brasileiros estão o Range Rover, da Land Rover, o Cayenne Turbo, da Porsche, e o X5, da BMW, todos grandões. Além, é claro, da última novidade no mundo dos esportivos de luxo.

 

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