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Fernando Collor

13/10/2014

às 18:15 \ Política & Cia

REYNALDO-BH: Não precisamos de mais leis, precisamos é de mais decência!

(Foto: Joel Silva/Folhapress)

Chega de leis: combater a corrupção, algo que Dilma considera virtude, é apenas obrigação de um presidente da República (Foto: Joel Silva/Folhapress)

Post do leitor e amigo do blog Reynaldo-BH

Post do LeitorO PT está há doze anos no poder. E neste tempo todo, NUNCA propôs uma ação contra FHC e os governos anteriores.

Se tinha razão para propor, e não fez, traiu o povo. Era obrigação ir à Justiça. Ou não conseguiram nada?

Alguém duvida da resposta?

A ferocidade de hienas do PT, que transforma opositores em inimigos, nunca deixaria de agir assim. E, republicanamente, seria correto. Mas, sem ter o que provar, prefere a mentira, falsificações e ameaças. Típicas de protoditadores que se julgam poderosos.

Durante ANOS o PT deu abrigo a reconhecidos corruptos.

Quem – um dia, mesmo distante – poderia imaginar que o PT se renderia a Maluf? Quando os petistas históricos admitiriam que o partido fosse aliado fiel (e defensor) de Collor e Sarney? Não são acusações. São fatos!

Quem poderia imaginar, no nascimento do PT, que os principais líderes do partido seriam um dia condenados e presos por corrupção?

A saída empregada pelos milicianos? Entoar hinos enaltecendo BANDIDOS como sendo heróis do povo brasileiro. Por favor, sempre me incluam fora desta…

Agora, em plena campanha presidencial indicando que seu projeto de poder está prestes a acabar, Dilma propõe novas regras (leis) de combate à corrupção. Que seria muito menor se em cada dez escândalos de roubos, o PT não estivesse nos dez!

Teve 12 anos para não tergiversar com os malfeitos, para usar dilmês castiço. E somente agora resolve propor o que já existe.

Não há necessidade de novas leis. Chega de leis.

Que haja punição.

Decência.

Menos corrupção.

Maior participação JUSTA E LIMPA das forças produtivas que não se vendem às aberrações lulopetistas.

Empresas existem para gerar renda, emprego e crescimento. São, sim, CULPADAS quando usam de atalhos para conseguir lucros. Seja pagando 10 bilhões (inacreditável!) para uma corja de bandidos na Petrobras ou financiando viagens internacionais de um ex-presidente que não se dá ao respeito, em jatinhos intercontinentais.

Agora é tarde, Dilma. A gerenta passou de espectadora dos espetáculos dantescos ao centro do palco.

Não se conhece caso, no mundo, de raposas ditando leis que protejam o galinheiro. Não faz sentido.

Em nome do Estado de Direito – e dos operadores do Direito – pedimos menos leis. Basta as que temos. O que é preciso é menos bandidos. E que nunca mais sejam chamados de heróis, em uma intensa ofensa aos brasileiros decentes. Que Paulinhos da vida, tão carinhosamente recebidos pelo PT e por Lula, sejam condenados.

Dilma nisso pode contribuir. Mesmo a contragosto. No próximo dia 26, o Brasil não promulgará mais uma lei de faz-de-conta. Preferimos a execução – democrática – como pena maior dos crimes cometidos. A melhor ação – em substituição a qualquer lei que venha a ser proposta como promessa (???) de campanha – é a deposição pelas urnas de quem usou, abusou e roubou deste país.

Prometer combate a corrupção não é virtude. É obrigação! A ironia é que quem promete, patrocina ou consente com a corrupção.

Não precisamos de mais leis. Precisamos é de mais decência!

30/09/2014

às 15:00 \ Política & Cia

Completa escuridão… Dá até desânimo, não é mesmo?

escuridãoTodo mundo sabe — ou deveria saber –, em Alagoas, quem é o senador Renan Calheiros (PMDB), de loooooooooonga folha corrida na política.

Sabe o que fez, como age, como são seus aliados, qual é sua linha política.

Todo mundo sabe, em Alagoas, quem é o senador Fernando Collor (PTB), ex-presidente, escorraçado do Palácio do Planalto por um processo de impeachment que mobilizou o país.

Jornais, revistas, emissoras de rádio, redes de TV, sites na internet, blogs e colunas já expuseram todos os detalhes pouco edificantes da vida pública dessa turma.

Pois bem, a menos que ocorra um cataclismo ou um milagre, os alagoanos vão eleger Renan Filho, filho de Renan, governador do Estado.

E Collor, disparado, senador da República, uma vez mais.

Desculpem a minha enorme sinceridade, que me doi — mas, se assim for, os alagoanos merecem os Renans e Collors da vida.

28/09/2014

às 6:00 \ Disseram

Problemas fraternais

“A psiquiatria aponta muitos casos em que um irmão se incomoda com a ascensão do outro. Existe até quem mata uma pessoa só para sair numa manchete de jornal.”

Antonio Carlos Magalhães, sobre as denúncias de Pedro Collor sobre o governo do irmão, em 1992

15/09/2014

às 19:30 \ Política & Cia

COMO É POSSÍVEL ISSO, DE PARTE DE UMA PRESIDENTE??? As seis principais MENTIRAS que a campanha de Dilma tenta colar em Marina

(Fotos: Agência Brasil)

Os programas eleitorais de Dilma têm focado em espalhar falsas acusações sobre o que Marina faria como presidente  (Fotos: Agência Brasil)

Na tentativa de tirar votos de Marina Silva, a campanha do PT usa o programa eleitoral na TV para divulgar falsas ameaças que a candidata do PSB representaria. As principais mentiras são estas:

Amigas e amigos do blog, a reportagem de capa de VEJA desta semana versa sobre a artilharia pesada que a campanha em prol da reeleição da presidente Dilma vem despejando, sem o menor pudor de mentir, sobre a provável adversária no segundo turno, Marina Silva (PSB).

Para este comentário, estou me valendo como ponto de partida das seis principais mentiras que VEJA pinçou da campanha de Dilma.

Vamos às mentiras mais grossas:

Vai abandonar o pré-sal

Em entrevista, Dilma disse que Marina “ameaça essa grande riqueza nacional” e que essa postura teria “consequências terríveis”. Seu programa anunciou em letras garrafais: “Ser contra o pré-sal é ser contra o futuro do Brasil”.

(Foto: Felipe Dana)

Dilma afirma que um eventual governo Marina se oporia ao pré-sal. Nunca se falou nada do tipo na campanha do PSB (Foto: Felipe Dana)

Marina não apenas jamais disse ser “contra” o pré-sal — uma imbecilidade que nenhum candidato cometeria –, como já explicou detalhadamente que seu eventual governo pretende explorar adequadamente essa grande fonte de riqueza. A única ressalva não tem nada a ver com ser “contra” o pré-sal (como alguém poderia ser “contra” uma enorme riqueza que o país detém?).

A ressalva é que Marina tem insistido em que a exploração regular do petróleo se dará sem prejuízos de algo que ela considera essencial para o país (e é): a busca de fontes alternativas de energia, com recursos de que o Brasil é farto e que está longe de aproveitar como poderia, como a proveniente do calor do sol e a eólica (ventos).

Será um novo Collor

Um programa do PT na TV chegou a comparar Marina com os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor, sugerindo que ela teria uma base parlamentar pequena e que isso leva a “crises institucionais”.

A comparação acabou irritando o próprio Lula — inclusive porque seu ex-inimigo figadal Collor hoje é um dos firmes aliados do lulopetismo, tal como outros representantes da velhíssima política como José Sarney, Paulo Maluf, Renan Calheiros e Jader Barbalho.

A comparação absurda foi abandonada depois de ter sido rejeitada por outros petistas.

É sustentada por banqueiros

Em entrevista, a presidente disse não ser “sustentada por banqueiros”, uma referência a Neca Setúbal.

Neca Setúbal, porém, uma dos sete filhos do falecido banqueiro Olavo Setúbal, é apenas acionista do Itaú-Unibanco (0,5% das ações controladoras), nunca exerceu qualquer cargo no banco, tem dois filhos no mercado financeiro que NÃO trabalham no Itaú e uma filha que é psicanalista e trabalha há muitos anos como educadora. Além disso, outras duas famílias compartilham o controle do banco — a dos descendentes do banqueiro Eudoro Vilela e os quatro irmãos Moreira Salles.

Quanto a Marina, ela se mantém — e muito bem, segundo sua declaração de renda — com o dinheiro que recebe dando palestras, no Brasil e no exterior, embora também faça palestras não remuneradas. Segundo ela, proferiu gratuitamente duzentas nos últimos anos.

BC independente significará miséria para os brasileiros

Um dos programas do PT mostrou uma reunião de banqueiros que ocorria ao mesmo tempo em que uma família jantava. À medida que os primeiros falavam, os pratos da família iam se esvaziando: “A autonomia do BC significaria entregar aos banqueiros um grande poder de decisão sobre a sua vida e a da sua família”.

Por meio de um ator, em outro programa, a campanha de Dilma cometeu a barbaridade espantosa de dizer que um Banco Central independente concederia “aos bancos” até o controle da política externa brasileira!!!

(Foto: Reprodução/YouTube)

Um programa eleitoral do PT relaciona a independência do Banco Central à falta de comida para as famílias brasileiras; a causa já foi defendida por Lula e Dilma (Foto: Reprodução/YouTube)

Dilma está cansada de saber que BC independente é sinal de segurança técnica no combate à inflação e na defesa da moeda, e que os países mais desenvolvidos do MUNDO adotam essa instituição: os Estados Unidos, o Canadá, o Reino Unido, o Japão e os 19 países europeus que adotam o euro como moeda, a começar pela rica e poderosa Alemanha, cuja política monetária é ditada pelo Banco Central Europeu, com sede em Frankfurt, na Alemanha, e presidida por um economista da Itália.

Além do mais, a autonomia operacional do BC já foi bandeira de Lula e Dilma. Lula a praticou durante seus 8 anos no poder e, mais que isso, antes de ser eleito, pediu estudos sobre a total independência do BC, no período em que, como “Lulinha paz e amor”, queria aplacar os temores do mercado com sua possível eleição, em 2002.

Vai acabar com o Bolsa Família

Embora essa informação não tenha aparecido na propaganda oficial do PT, no Nordeste carros de som alardeiam que Marina vai acabar com o Bolsa Família. Candidatos do PT e aliados em toda a região continuam apregoando a mentira.

Marina, naturalmente, defende a manutenção do programa, e já mencionou a possibilidade de torna-la uma “política de Estado”, que não dependa de governos, ideia defendida em projeto apresentado pelo tucano Aécio Neves no Senado e que está engavetado. A candidata do PSB também diz se preocupar com fórmulas que permitam aos beneficiários se aperfeiçoarem durante o período em que recebem o auxílio do governo para, mais tarde, terem condições de ingressar no mercado de trabalho.

Vai tirar 1,3 trilhão de reais da educação e da saúde

O programa eleitoral de Dilma que foi ao ar na quinta-feira anunciou que a redução na exploração do petróleo poderia tirar 1,3 trilhão de reais da educação. No vídeo, crianças apareceram lendo livros. Enquanto as alegadas propostas de Marina contra a exploração do petróleo eram enumeradas, as letras dos livros desapareciam e as crianças ficavam cabisbaixas.

Não há qualquer comprovação de que Marina pretenda nada parecido com isso. E a destinação dos recursos do pré-sal ESTÁ DETERMINADA POR LEI!!!

Dilma omite esse “detalhe” fundamental: há uma LEI que OBRIGA a destinar os recursos do pré-sal para diferentes áreas. Basta consultar a lei para consultar a péssima intenção da campanha da presidente. É a lei nº 12.858, de 9 de setembro de 2013. Cliquem aqui e vejam vocês mesmos.

12/09/2014

às 16:15 \ Política & Cia

É O FIM DA PICADA: Propaganda de Dilma na TV dizendo que proposta de Marina faria brasileiros passar fome é mentirosa e indecente, comparável à de Collor em 1989, ao acusar Lula — mentirosamente — de querer abortar sua filha

A propaganda

A peça sórdida de propaganda de Dilma: Banco Central independente tiraria a comida do prato dos brasileiros (Foto: Reprodução da TV/Programa eleitoral do PT)

É mentirosa, hipócrita, sórdida, asquerosa, indecente, imoral e provavelmente ilegal a peça de campanha de Dilma no horário eleitoral inventando o espantoso cenário de que faltará comida na mesa dos brasileiros caso se torne real a proposta da candidata Marina Silva (PSB) de tornar o Banco Central independente.

É tão mentirosa como dizer que correram o risco de ficar sem comida na mesa norte-americanos, alemães, japoneses e cidadãos de dezenas de países cujos Bancos Centrais sejam independentes para tomar decisões TÉCNICAS de combate à inflação e defesa da moeda, sem a interferência da POLITICAGEM, como ocorre no governo Dilma.

Banco Central independente significaria que o presidente e os diretores do BC seriam indicados PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, passariam depois pelo CRIVO DO SENADO e teriam mandatos fixos, não coincidentes com o do presidente, justamente para não ter vínculos de servidão ou gratidão para com quem os designou, e disporem de liberdade para agir conforme mandam a Constituição, as leis e as regras do próprio BC.

UM BC independente é, justamente em sentido oposto ao que mente a propaganda lulopetista, uma garantia mais de que sim, haverá comida na mesa das pessoas, em razão de uma situação em que a inflação é combatida eficazmente e na qual, inclusive por isso, a economia tende a ser mais saudável.

A propaganda de Dilma é asquerosa pelo nível de mentira e demagogia que contém, e ultrapassa os limites toleráveis de decência numa disputa eleitoral.

Para mim, equivale a Collor levando Miriam Cordeiro à TV, em 1989, para acusar Lula — sem fundamento, como se sabe — de ter querido que ela, Miriam, abortasse a filha que o então candidato do PT concebeu durante o período em que foi viúvo.

A propaganda é tão mentirosa quanto hipócrita: como já mostrei aqui, com todas as letras, O PRÓPRIO LULA cogitou de propor um Banco Central independente quando tentava acalmar os mercados, na campanha eleitoral de 2002.

Leia a respeito aqui.

09/09/2014

às 15:48 \ Política & Cia

Lula não gostou que Dilma comparasse Marina e Collor

(Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo)

Lula não pretende “bater” em Marina, sua ex-colaboradora, e também não gostou que ela tivesse sido comparada Collor, ex-desafeto que hoje está ao lado do lulopetismo (Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo)

A LEALDADE DO EX

Nota publicada na seção “Holofote” de edição impressa de VEJA

A presidente Dilma Rousseff recuperou terreno nas pesquisas, mas ainda sofre com as críticas dos colegas de PT.

Lula, que não gostou da comparação feita entre Marina Silva e Fernando Collor, já avisou à sucessora que não baterá na candidata do PSB, que foi sua ministra e teve longa história política no partido.

E Collor, seu antigo desafeto, hoje é um aliado de primeira hora.

O ex-presidente e os petistas de São Paulo, que mandam na legenda, reclamam de que não são ouvidos pela coordenação de campanha e afirmam que Dilma precisa conversar com pessoas além de João Santana e Aloizio Mercadante.

26/08/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Candidatura de Marina dá impulso a Heloísa Helena para o Senado em Alagoas. Seu principal adversário: a dinheirama de Fernando Collor

(Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

A ex-senadora Heloísa Helena, em busca de seu antigo cargo de volta, pode se beneficiar pela campanha de Marina Silva (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

NOVO IMPULSO

Nota publicada na seção “Holofote” de edição impressa de VEJA

Heloísa Helena (PSOL) tenta reconquistar a cadeira que ocupou no Senado por Alagoas entre 1999 e 2006, quando deixou a Casa e disputou a Presidência da República.

Até agora tem enfrentado dificuldades por causa do poderio financeiro do seu principal concorrente, Fernando Collor (PTB), que é apoiado pelo PT.

A entrada de Marina Silva (PSB) na disputa pelo Palácio do Planalto deve dar um belo empurrão na campanha de Heloísa.

A presidenciável não pretende subir no palanque de nenhum dos candidatos a governador do estado.

Com isso, Heloísa acabará por se tornar a principal representante de Marina Silva em Alagoas.

25/08/2014

às 19:44 \ Política & Cia

A VOLTA DE REYNALDO-BH: O “Caçador de Marajás” já saiu, escorraçado a pontapés. Agora, chega a Protetora das Saúvas. Ambos são engodos

(Foto: Agência Brasil)

Marina Silva é uma política profissional que, qual Collor repaginado, também diz que é preciso cuidado com os políticos — os outros (Foto: Agência Brasil)

 

Post do leitor e amigo do blog Reynaldo-BHPost do Leitor

Se cercar é hospício. Se cobrir vira circo.

Um dia um prefeito da maior capital do país se definiu como não sendo de centro, nem direita ou esquerda. Entendi que ele era de baixo.

Agora temos uma política profissional – sempre viveu disto – repetindo o discurso de Collor; cuidado dom os políticos (os outros). Quando na verdade o perigo maior acaba sendo ela própria.

Messiânica, com ar de retirante de boutique, seringueira de Brasília e acusadora de todos que ousam discordar, Marina Silva faz lembrar o que de pior temos nestas terras tupiniquins. O antigo PT, dono de ética e das verdades, há 12 anos. Deu no que sabemos. Difícil escolher entre o descaramento explícito e a desfaçatez silenciosa.

Uma escolha entre Dilma e Marina não é sequer um plebiscito. É uma roleta russa. Envolta em panos (caros) e echarpes (mais ainda), se porta frente aos marineiros como um guru a ser idolatrado. Concorda com tudo e não assume nada. Diz platitudes que, se não têm consistência, ao menos entendemos. Entendemos mesmo?

Como uma Madre Teresa, cultiva a figura que tenta ser uma Quixote de saias. Mesmo sendo um Sancho Pança emagrecido.

Não é contra nada. Mas longe de ser a favor de algo, pois para ser a favor é preciso ter ideias.

Dizer-se sucessora de dois ex-presidentes é o cúmulo da prepotência. Marina quer ser a continuidade e oposição ao mesmo tempo. Quer ser herdeira sem ter sido aliada de um deles, FHC. Do outro, foi usada e usou a imagem de pobres e nordestinos. Em uma falta de vergonha e compostura que envergonha qualquer povo da floresta, cidade ou de butequim.

Quem em sã consciência é contra a luz elétrica? Ter como programa a afirmação que apoia a luz elétrica é tanto assustador quanto ter a pretensão de ser presidente e contar com quadros (que a Rede de Embalar Idiotas não tem) de outros partidos.

Um ministério com Aloysio Nunes Ferreira e José Dirceu? Com Álvaro Dias e Ideli? Todos irmanados em mantras matinais quando a salvadora e casta presidente adentrar qualquer ambiente?

Marina Silva é um engodo. A Rede sabe disto. Eduardo Campos também sabia. O que ela tem de valioso são os votos de 2010 de quem, sem entender o que diz, prefere uma frase com pé e sem cabeça a outras frases – as de Dilma – sem ambas. É pouco. Muito pouco.

Collor ao lado da então mulher, Rosane, após assinar o documento de seu afastamento da Presidência, na saída do Palácio do Planalto (Foto: Roberto Stuckert Filho/Agência O Globo)

Collor ao lado da então mulher, Rosane, na saída do Palácio do Planalto, após assinar documento se afastando do poder (Foto: Roberto Stuckert Filho/Agência O Globo)

Tancredo morreu e herdamos Sarney. Eduardo deixou-nos esta figura amorfa e arrogante na mesma medida de julgar-se a nova dona do Brasil

Triste destino tem nos dado a Velha Senhora. Joga com a vida e morte escolhendo o absurdo para além da morte em si.

Marina escolheu o PSB por falta absoluta de opção. Continua apoiando petistas do Acre e do Rio de Janeiro. Continua sem saber que economia é ciência matemática e não slogan de sonháticos e pesadeláticos.

Continua a criar uma seita, que neste início de composição, é ainda mais sectária que o PT.

Acha que em se plantando tudo dá, mesmo que seja no quintal das casas dos protegidos pela falta de estrutura. Não enxerga o agronegócio. Assim como o idiotizado Suplicy (isto explica a amizade) é monotemática.

Alguém se lembra de UMA ÚNICA palavra dela acerca da saúde e dos médicos cubanos?

Da agressão a Yoani Sánchez?

Política fiscal?

Inflação?

Política de desenvolvimento da indústria?

Agências reguladoras?

Sobre os 39 ministérios?

Sobre a amante Rosemary?

Sabe-se o que ela pensa sobre política externa?

Infraestrutura?

Exportações?

Política de emprego e renda?

Para os marineiros, parece que são apenas detalhes. O importante, na visão tacanha deste grupo que lembram os hippies de Arembepe, são os povos da floresta, a plantação de mandioca e a sustentabilidade, que NUNCA definiu com precisão o que seja. Quem não quer a sustentabilidade? Aponte UM ser humano.

Marina é insustentável. Insuportável. Despreparada. Fruto de um destino cruel para com Eduardo Campos. Dona da verdade. Aproveitadora de partidos e lutas que não são dela.

Marina é – esta sim – um Collor repaginado.

Saiu o Caçador de Marajás a pontapés do Planalto (aliás, onde estava Marina nesta luta?).

E entra a Protetora das Saúvas. Mesmo que esta praga esteja atuando em rede.

12/08/2014

às 15:30 \ Política & Cia

MERVAL PEREIRA: Governistas e sua vasta rede de militantes que atuam na internet procuram banalizar ações criminosas na web, como se fossem corriqueiras

Não faz sentido que o ministro Gilberto Carvalho tome a parte pelo todo e confunda o Brasil com o PT (Foto: Richard Casas / PT)

Como é que o ministro Gilberto Carvalho pode afirmar que é uma “bobagem” a alteração maldosa de perfis de críticos do governo na Internet por computadores situados em instalações do governo e ficar tudo bem? (Foto: Richard Casas / PT)

 A BANALIZAÇÃO DO CRIME

Artigo de Merval Pereira publicado no jornal O Globo

Sem ter como desmentir as recentes denúncias de manipulação criminosa, os governistas e sua vasta rede de militantes que atuam na internet passaram a uma bem orquestrada ação de banalização dessas atividades ilegais, como se fossem corriqueiras.

É o caso da preparação dos ex-diretores da Petrobras para depoimentos na CPI que apura a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, acusada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de prejudicial aos cofres da empresa.

A própria presidente Dilma abriu essa discussão ao acusar publicamente o ex-diretor Nestor Cerveró de ter produzido um relatório falho tecnicamente, que induziu o Conselho Administrativo da Petrobras, presidido por ela na ocasião, ao erro de aprovar uma transação que se mostrou equivocada. Pois bem, como é sabido a Petrobras demitiu Cerveró, que à época trabalhava na BR Distribuidora, e a própria presidente da estatal, Graça Foster, admitiu no Congresso que aquela não fora uma boa compra.

Descobre-se agora que a Petrobras está pagando as multas com que os ex-diretores foram punidos pelo TCU, e que todos eles, inclusive o culpado pelo prejuízo, estavam recebendo orientações especiais e treinamento para o depoimento na CPI da Petrobras.

Não bastasse a estranheza de a estatal prejudicada bancar a defesa de ex-diretores acusados de malversação de dinheiro público, gravações de uma reunião na sede da Petrobras revelaram que a chegada de Cerveró à sede da empresa foi cercada de preocupações e cautelas para que sua presença não fosse notada.

E que as perguntas que seriam feitas a ele e a outros diretores já estavam previamente preparadas pelos próprios membros da CPI da base aliada do governo.

O ministro das Comunicações Paulo Bernardo, para justificar essa tramoia, deu uma declaração absolutamente absurda: segundo ele, desde Pedro Álvares Cabral, as CPIs são arranjadas.

Esqueceu-se de que a CPI que derrubou o então presidente Collor foi liderada pelo PT, e que outras, como a dos Correios, acabaram levando à cadeia diversos líderes petistas envolvidos no mensalão.

(PARA TERMINAR DE LER, CLIQUEM AQUI)

01/08/2014

às 17:00 \ Política & Cia

Crescimento do país sob governo Dilma só é melhor do que o de dois presidentes: Floriano Peixoto (1891-1894) e Fernando Collor

Eduardo Gianetti: crescimento sob Dilma é um dos piores da história da República (Foto: TV Cultura)

Eduardo Gianetti: crescimento econômico sob Dilma é um dos piores da história da República (Foto: TV Cultura)

É espantosa a constatação feita pelo respeitado economista Eduardo Gianetti da Fonseca: o crescimento do Produto Interno Bruto do país durante os quatro anos do governo Dilma será o mais baixo — o pior, portanto — em quase 125 anos de história da República, excetuados os verificados em dois governos.

O primeiro é o longínquo período de Floriano Peixoto, o “Marechal de Ferro”, o segundo presidente da República, que governou entre 1891 e 1894.

Floriano Peixoto (1891-1984): o governo do "Marechal de Ferro" conseguiu fazer o país crescer menos do que no período Dilma (Foto: planalto.gov.br)

Floriano Peixoto (1891-1984): o governo do “Marechal de Ferro” conseguiu fazer o país crescer menos do que no período Dilma (Foto: planalto.gov.br)

O segundo é o catastrófico governo de Fernando Collor, aquele do plano econômico que confiscou a poupança da população e, entre 1990 e 1992, levou o país à hiperinflação.

Eduardo Gianetti, principal assessor econômico do candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB), é um dos economistas mais respeitados do país. Formou-se em economia e em ciências sociais pela Universidade de São Paulo e doutorou-se pela Universidade de Cambridge, onde foi professor. É autor de vários livros, inclusive no exterior, e dois deles obtiveram o mais importante prêmio literário do Brasil, o Jabuti.

 

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