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escândalo

07/10/2014

às 18:00 \ Disseram

A culpa é de alguém, mas não dela

“Só porque eu sou uma pessoa pública, só porque eu sou uma atriz, não significa que eu pedi que isso acontecesse.”

Jennifer Lawrence, atriz americana que teve fotos íntimas vazadas na internet, junto com várias outras famosas, em um ataque hacker de proporções enormes e inéditas

28/09/2014

às 14:00 \ Política & Cia

ELEIÇÃO EM SÃO PAULO: Por que o “poste” que Lula inventou como candidato não emplacou — e continua atolado em um dígito das preferências do eleitorado

Lula com o candidato que inventou para o PT tentar chegar ao Palácio dos Bandeirantes. Alexandre Padilha, porém, não emplacou, e sua luta agora é sair de um dígito nas preferências do eleitorado (Foto: Felipe Cotrim/VEJA.com)

Lula com o candidato que inventou para o PT tentar chegar ao Palácio dos Bandeirantes. Alexandre Padilha (dir.), porém, não emplacou, e sua luta agora é sair de um dígito nas preferências do eleitorado (Foto: Felipe Cotrim/VEJA.com)

Campanha errática do neófito Alexandre Padilha pode repetir o desastroso desempenho do PT em 1990, o pior do partido até hoje no Estado: os 9,5% de votos obtidos por Plínio de Arruda Sampaio

Por Felipe Frazão, para VEJA.com

A menos que a eleição para o governo de São Paulo produza uma reviravolta histórica, o Partido dos Trabalhadores não chegará ao segundo turno – isso se houver segundo turno.

Segundo as pesquisas eleitorais, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, lançado na disputa como o “terceiro poste” do ex-presidente Lula — os outros foram a presidente Dilma, eleita em 2010, e o prefeito da capital, Fernando Haddad, em 2012 –, deve fracassar na tentativa de conquistar o eleitorado paulista e realizar a maior obsessão de seu padrinho político: desalojar o PSDB do Palácio dos Bandeirantes depois de quase duas décadas.

Após três meses de campanha, Padilha não conseguiu sequer atingir dois dígitos nas pesquisas. Contra o desempenho do PT, que nas eleições recentes amealhou 30% dos votos, o ex-ministro chega à última semana com 9%, segundo o Datafolha.

Se o prognóstico se confirmar nas urnas, o percentual representa apenas um quarto dos 35,21% dos votos atingidos em 2010 pelo ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), candidato do PT com o melhor desempenho até hoje, mas derrotado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno. Há doze anos (três eleições seguidas), o PT consegue mais de 30% dos votos no Estado.

Se permanecer abaixo dos dois dígitos, Padilha repetirá um resultado que o PT paulista não amarga desde 1990, quando o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio (morto em julho deste ano) teve o pior desempenho de um candidato petista, com 9,55% dos votos válidos.

Leiam também: Datafolha em SP: a uma semana da eleição, Alckmin seria reeleito
Em debate, Padilha e Skaf tentam ataque casado contra Alckmin

Dirigentes do PT admitem: eleição está perdida

Apesar de admitir reservadamente que a eleição está perdida, dirigentes do PT paulista ainda com alguma dose de otimismo apostam que Padilha conseguirá chegar a pelo menos 15% dos votos até o próximo domingo. As pesquisas internas são mais modestas: indicam 11%, resultado próximo ao obtido pelo mensaleiro José Dirceu, quando foi candidato ao Palácio dos Bandeirantes há vinte anos.

Padilha também entra na reta final fustigado por um novo escândalo em sua gestão no Ministério da Saúde. A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira uma operação contra locadoras de veículos da Bahia que fraudaram uma licitação da Secretaria Especial da Saúde Indígena – as apurações apontam para a atuação de uma consultora do ministério que falava em nome de Padilha e teria cobrado propina de 15% em contratos superfaturados em 6,5 milhões de reais.

O petista negou envolvimento e disse que ele mesmo pediu as investigações após verificar o sobrepreço no serviço. Ainda que nada tenha sido provado, o desgaste é inevitável para quem já havia sido alvejado pela PF na Operação Lava Jato, que descobriu as gestões do ex-petista André Vargas no ministério durante a gestão de Padilha, em prol de um convênio com um laboratório Labogen, ligado ao doleiro Alberto Youssef.

Em uma das mensagens interceptadas, Vargas citou a indicação de um funcionário por Padilha – o que o ex-ministro nega. Além dos casos em âmbito nacional, Padilha viu seu discurso de combate ao crime organizado ser fragilizado pela descoberta de que o deputado estadual e ex-presidiário Luiz Moura (PT) havia sido flagrado em uma reunião na qual também estavam dezoito criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Expulso do partido e impedido de concorrer à reeleição, o deputado-bomba chegou a anular temporariamente na Justiça a candidatura de Padilha e de todos os candidatos do partido em São Paulo.

Campanha fracassada é planejada desde 2013

Desenhada por Lula, a campanha de Padilha começou a ser planejada em 2013, embora ainda em 2012 ele já sinalizasse que poderia despontar no partido, dada a sua dedicação em acompanhar as eleições municipais no Estado.

O PT elegeu para a presidência do Diretório Estadual o ex-prefeito de Osasco Emídio de Souza, que montou ampla base de partidos aliados e rendeu três vitórias seguidas ao PT na cidade da região metropolitana de São Paulo. Ex-coordenador da campanha de Mercadante, Emídio assumiu a mesma função com Padilha, com uma tarefa: popularizar o candidato no PT no interior do Estado – região mais refratária ao partido e simpática ao PSDB – e quebrar a base de apoio de Alckmin, atraindo para a coligação de Padilha partidos à direta do PT no espectro político brasileiro e que apoiavam, ao mesmo tempo, o governo Dilma Rousseff.

As duas principais metas traçadas pelo ex-presidente, porém, não foram atingidas. Padilha tem a menor coligação entre os três principais candidatos, ao lado apenas do PR e do PCdoB.

 

 

(Foto: Michel Filho/O Globo)

O apoio de Maluf ao candidato do PT: “foi a pior coisa possível, ficamos só com a foto”, admite um estrategista da campanha petista (Foto: Michel Filho/O Globo)

A adesão de Maluf 

Em junho, na última semana para formalizar as alianças, Padilha viu o PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab, e o PP, do deputado Paulo Maluf — alguém que o PT passou três décadas combatendo –, aderirem ao candidato do PMDB, Paulo Skaf. Padilha já tinha passado pelo desgaste público de anunciar, com fotos e abraços, uma aliança do PT com Maluf, que teria barrada sua nova candidatura à Câmara dos Deputados neste mês pela Lei da Filha Limpa.

“Foi a pior coisa possível, ficamos só com a foto do Maluf”, admitiu reservadamente um estrategista da campanha petista.

Ex-presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Skaf acumulava recall da eleição anterior e, com ampla exposição na TV em comerciais da entidade, já despontava como segundo colocado. O peemedebista também conseguiu apoio formal do Pros e do PDT, ambos da base governista – o que frustrou a estratégia recomendada por Lula. O site de VEJA apurou que um deputado estadual do PT chegou a sugerir pessoalmente a Padilha que ele “renunciasse e apoiasse Skaf no primeiro turno” – a aliança é tácita caso haja segundo turno entre Alckmin e Skaf.

Coube ao próprio Lula advertir, no início de setembro, que o candidato do PMDB estava “fazendo a campanha que o PT deveria fazer”. ”Como se explica numa fábrica que eu vi o Skaf estar na frente do Padilha? No meu tempo, era impensável imaginar um peão votar no seu empregador”, reclamou Lula em reunião pública do partido. ”Não tem explicação. Só pode ser falta de conhecimento e de motivação.”

Leia também: Para Alckmin não vencer em 1º turno, Padilha torce por Skaf

Quem é ele?

Dados de pesquisas internas encomendadas pelo PT indicam que Padilha ainda é um total desconhecido de 70% dos eleitores de São Paulo – a mesma taxa de seis meses atrás. O “desconhecimento” de Padilha, aliás, tornou-se a principal justificativa do partido para o iminente fracasso de um candidato estreante, que seguia a cartilha dos “postes”.

Saiu do governo federal com um programa para exibir como bandeira, o Mais Médicos, que espalhou em um ano 14.462 médicos generalistas por 3.771 municípios do país – capilaridade de 68% das prefeituras, atingida por meio de uma parceria destinada a repassar dinheiro para a ditatura cubana.

O programa, porém, foi apenas tema de propagandas no horário eleitoral na TV, sem grande repercussão a favor ou contra Padilha, ainda que São Paulo tenha recebido o maior contingente – 2.187 profissionais. A suposta desatenção de sete em cada dez eleitores, porém, não impediu que a rejeição de Padilha batesse a casa de 36% na última pesquisa Datafolha.

Segundo aliados, também faltou ao candidato uma articulação fina com o comitê de Dilma em São Paulo. A primeira evidência ocorreu em junho, quando a presidente faltou à Convenção Estadual que homologou a candidatura de Padilha. Alegando estar gripada, Dilma só gravou de última hora uma mensagem em vídeo exibida nos telões do Ginásio do Canindé.

Padilha cumpriu agenda distinta – e distante – da presidente em pelo menos mais quatro atos de grande exposição de Dilma no Estado: caminhada em Campinas e em São Bernardo do Campo, visita à Assembleia de Deus Ministério do Brás e um comício em Jales (promovido pelo PMDB com a presença de Skaf). Em outros três encontros de Dilma – com centrais sindicais, mulheres e taxistas –, Padilha compareceu, mas não teve destaque no palanque.

O Palácio do Planalto hesitou em privilegiar a campanha do petista, já que a presidente dizia ter “dois candidatos” na disputa paulista (Padilha e Skaf), o que considerava uma fórmula para derrotar o tucanato. Mas Skaf evitou se associar a Dilma por causa da rejeição da presidente, que chegou a 47% entre o eleitorado paulista. Só nesta semana, Dilma apareceu em depoimentos do programa de TV de Padilha – e defendendo investimentos do governo federal no Estado.

Falta de dinheiro

Coordenador da campanha de Dilma no Estado, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), reconheceu mais um complicador na campanha estadual: a falta de dinheiro, que represou a produção de material de campanha, como cavaletes, bandeiras e adesivos. Uma das críticas é que Padilha gastou demais na fase da pré-campanha, quando percorreu 126 cidades no interior, de ônibus e avião.

Além da ínfima repercussão, o candidato e o PT acabaram multados em 50.000 reais por propaganda antecipada com as caravanas. Os gastos com a empresa Sales Táxi Aéreo durante a campanha, mais um item de valor elevado, ainda não foram declarados, correspondentes aos voos num bimotor turbohélice King Air B200, para oito passageiros. “A escassez de recursos, como nunca visto em campanha eleitoral, fez com que o nível de campanha de Padilha, a intensidade, fosse muito sofrível no começo”, disse Marinho na semana passada.

Segundo dados da Justiça Eleitoral, Padilha arrecadou 4,1 milhões de reais, mas gastou 35 milhões de reais – um rombo de 30,9 milhões de reais numa conta parcial até agosto. No mês passado, as equipes de comunicação e marketing, que consumiram cerca de 27 milhões de reais do borderô de campanha, chegaram a ser temporariamente reduzidas por causa de atrasos nos pagamentos.

Padilha investiu pesado em transmissões na internet ao vivo das agendas de campanha, o que demandou uma equipe paralela dedicada a web e redes sociais. Como ficou empacado no terceiro lugar e com previsão de arrecadação baixa em setembro, o comitê passou a concentrar a campanha nos maiores colégios eleitorais, ou seja, nas regiões metropolitanas da capital paulista, de Campinas e da Baixada Santista, onde o PT costuma obter melhor desempenho nas urnas.

A coordenação pediu empenho total até ao senador Eduardo Suplicy, que se tornou um fiel acompanhante de Padilha, a ponto de protagonizar uma cena símbolo da campanha: carregou o ex-ministro nas costas durante uma caminhada.

A estratégia de priorizar os grandes centros urbanos também visa a dar a Padilha uma identidade maior com o eleitorado que passou a votar no PT a partir da primeira eleição de Lula – aqueles 30% de votos válidos dos paulistas. Nas últimas semanas, Padilha endureceu o discurso e buscou polarizar com Alckmin – estratégia usada desde o início da campanha por Skaf.

Com jeito bonachão, fala mansa e ainda sem muita familiaridade com as câmeras, Padilha começou a campanha com um discurso que soou tímido e tentava atrair eleitores mais conservadores: foi apresentado como “bom moço” e “esperança da família”. O estilo levou Lula a taxá-lo como o petista com mais “cara de tucano”.

Ele fez questão de exacerbar a religiosidade, citando Deus e a Bíblia na TV e em entrevistas. Sempre apareceu em público ao lado da mulher, a jornalista e ex-assessora de imprensa Thássia Alves, o que provocou uma série de críticas no comitê, principalmente dos deputados que buscavam aparecer ao lado dele. Os políticos reclamavam que a candidata a primeira-dama aparecia demais e dispersava a atenção ao candidato.

Thássia se afastou dos palanques ao longo da campanha. Na quarta-feira, o ex-presidente Lula mostrou que a reclamação chegou até seus ouvidos, e que o desconhecimento de Padilha, de fato, ainda preocupa. Durante comício em Guarulhos, na Grande São Paulo, orientou cabos eleitorais e militantes petistas para a ordem de votação nas urnas no dia 5 de outubro e pediu que confirmassem o voto só quando reconhecessem o rosto de Padilha: ”Olhem a cara dele para vocês não esquecerem. A mulher dele não vai aparecer junto, é só ele”.

Âncora

O fraco desempenho surpreende também porque ele sempre se mostrou à vontade entre militantes, andando nas ruas, pulando e cantando gritos e saudações típicas do partido durante caminhadas com juventude. O jeito “boa praça” agradou os militantes, mas não emplacou na TV.

O prefeito Fernando Haddad, que não tinha a mesma desenvoltura entre cabos eleitorais e militantes nas eleições de 2012, apresentou um discurso mais claro e objetivo, contrapondo-se como um candidato “novo” contra o tucano José Serra e o fenômeno Celso Russomanno (PRB).

Pouco adepto a reuniões partidárias, Haddad demorou a aderir à campanha de Padilha porque durante a maior parte do pleito ostentou baixíssima popularidade: chegou a ser aprovado por apenas 15% dos paulistanos, e sua gestão, reprovada por 47%. Depois de ter sido cobrado por Lula, Haddad apareceu na TV pela primeira vez nesta semana pedindo votos para a chapa de deputados do PT.

A entrada de Haddad na campanha coincide com sua recuperação de popularidade, agora na casa dos 22%. A reprovação de sua administração diminuiu para 28% após a inauguração de ciclovias na cidade. A campanha de Padilha também mandou rodar um panfleto distribuído nas ruas com promessas de campanha de Haddad já atingidas – ainda que nem todas tenham sido de fato cumpridas como aparece no panfleto. A assinatura é da coligação PT-PCdoB-PR, embora não atenda as exigências da Lei Eleitoral: não há CNPJ registrado, tampouco a tiragem.

Para o PT, a cara campanha de Padilha – ao menos 35 milhões de reais declarados à Justiça Eleitoral até agora – serviu apenas para tirar Haddad do buraco.

27/09/2014

às 15:36 \ Política & Cia

AÉCIO NEVES: Petrolão na campanha eleitoral de Dilma em 2010 é grave e assustador

Aécio com Ronaldo Fenômeno durante caminhada em Osasco (SP), hoje: forma de o PT lidar com a corrupção é "indecorosa" (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Aécio com Ronaldo Fenômeno durante caminhada em Osasco (SP), hoje: “Tudo o que aprendemos com nossos pais e avós — como não roubar e não mentir, ter decência (…) –, tudo isso o PT está jogando pela janela, por sua sanha por poder e dinheiro” (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

O candidato, que corre contra o tempo para angariar votos e chegar ao segundo turno, ainda classificou como “indecoroso” o modo de o PT administrar a corrupção

Por Bruna Fasano, de VEJA.com

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, classificou de “assustadora” a informação de que a campanha que elegeu Dilma Rousseff em 2010 pediu dinheiro ao esquema do ‘petrolão’. ”É assustador o que vem acontecendo no Brasil. A cada semana, a cada dia, uma nova denúncia de corrupção. É extremamente grave”, afirmou o candidato na manhã deste sábado.

Reportagem publicada na edição desta semana de VEJA informa que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, no processo de delação premiada, disse às autoridades que, no fim do governo Lula, o ex-ministro Antonio Palocci o procurou para pedir 2 milhões de reais para a disputa de então à Presidência da República.

“É urgente que essas investigações sejam aprofundadas”, disse Aécio, que prometeu, caso eleito, “tirar a Petrobras das garras desse grupo político que se apoderou da nossa maior empresa pública para fazer negócios”.

O candidato, que corre contra o tempo para angariar votos e chegar ao segundo turno, ainda classificou como “indecoroso” o modo de o PT ‘administrar a corrupção’. “Vamos estabelecer um combate sem tréguas à corrupção. No meu governo, independente de partidos políticos, se alguém for pego tendo cometido qualquer irregularidade não será tratado como herói nacional, como gosta de fazer o PT, será tratado com o rigor da lei”, afirmou Aécio.

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Dilma sai pela tangente ao comentar denúncia contra campanha de 2010

Durante entrevista na associação de jornais do interior de São Paulo, em Osasco, região metropolitana da capital paulista, o tucano afirmou que pretende “reestatizar e profissionalizar” a administração da Petrobras e tirá-la das “mãos de aliados políticos que usam os recursos do povo brasileiro para sustentar a base de apoio do governo”.

Questionado sobre a importância da família para a sua formação, Aécio lembrou a influência do avô, o ex-presidente Tancredo Neves. E afirmou que na noite deste sábado irá “dormir em seu berço”, a cidade mineira de São João Del Rei, para “buscar energias” e enfrentar a reta final da campanha. “Tudo que nós aprendemos nas nossas casas, com nossos pais e avós, como não roubar e não mentir, ter decência, respeitar os mais velhos e os próximos, tudo isso o PT está jogando pela janela pela sua sanha e obsessão pelo poder e pelo dinheiro”, afirmou.

Acompanhado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, e pelo ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno, Aécio reforçou que está confiante de que chegará ao segundo turno da disputa presidencial. Ronaldo fez coro com o presidenciável: “Vamos chegar lá e mostrar que de virada é mais gostoso. E a gente vai virar esse jogo”.

Na última pesquisa de intenção de voto, divulgada pelo instituto Datafolha nesta sexta-feira, o tucano aparece com 18% das intenções, em terceiro lugar. A presidente Dilma abriu treze pontos de vantagem sobre a adversária do PSB, Marina Silva. Dilma tem 40% dos votos válidos e Marina, 27%.

24/09/2014

às 17:55 \ Política & Cia

Situação do ex-senador Clésio Andrade em escândalo de desvio de dinheiro na Confederação do Transporte pode facilitar briga dos caminhoneiros para formar sua própria entidade

Clésio depois de seu depoimento em Belo Horizonte: "nada a ver" com desvio de 20 milhões de reais (Foto: João Godinho/Estadão Conteúdo)

Clésio depois de seu depoimento em Belo Horizonte: “nada a ver” com desvio de 20 milhões de reais (Foto: João Godinho/Estadão Conteúdo)

A tradicional Confederação Nacional do Transporte (CNT) – que até hoje tem a peculiaríssima característica de representar, ao mesmo tempo, patrões e prestadores de serviços – está tentando impedir a organização da nova entidade confederativa  dos transportadores rodoviários autônomos, denominada Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA)>

Com os documentos para registro  já validados pelo Ministério do Trabalho resta no momento apenas decidir sobre a impugnação feita pela CNT.

CNTAO que está em jogo são direitos dos mais de 820 mil caminhoneiros autônomos existentes no país, segundo a Agência Nacional  de Transportes Terrestres (ANTT), que são responsáveis por 50 por cento do transporte  rodoviário  do país e reclamam de fretes baixos, estradas malcuidadas e outros problemas, como a insegurança.

Os caminhoneiros que querem ter voz ativa e direta junto aos empresários do setor e às autoridades.

Não sei, não, mas quem sabe a situação complicada em que se meteu o presidente da CNT, o ex-senador Clésio Andrade, possa aplainar o caminho dos caminhoneiros.

Clésio renunciou no mês passado ao mandato de senador pelo PMDB de Minas por supostas “razões de saúde” — na verdade, quis retirar do Supremo e passar para a Justiça comum de Minas o julgamento de seu envolvimento no escândalo do valerioduto mineiro.

O ex-senador reassumiu na na sexta-feira, 19, hoje a presidência da CNT, de onde estava afastado desde abril, pouco depois de prestar depoimento ao Ministério Público, em Belo Horizonte, por suspeita de envolvimento em desvios de verbas investigados na Operação São Cristóvão, comandada pela Polícia Civil do Distrito Federal.

A operação apura desvio de algo como 20 milhões de reais nos ultimos dois anos do Serviço Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), administrados pela CNT. O grau de suspeita envolvendo Clésio Andrade é tal que a Justiça ordenou — e foi cumprido — mandado de busca e apreensão pela polícia em sua residência em Belo Horizonte.

21/09/2014

às 14:00 \ Política & Cia

MAIS UM ESCÂNDALO: Senador do PT acusado de ter feito campanha com dinheiro roubado dos pobres culpa o partido por novo caso de corrupção

Walter Pinheiro (de frente), junto com seu colega Humberto Costa (PT-PE): acusado de usar caixa 2 com dinheiro destinado a pobres, acusa   (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Walter Pinheiro (de frente), junto com seu colega Humberto Costa (PT-PE): acusado de usar caixa 2 com dinheiro do Fundo de Combate à Pobreza, acusa o próprio partido pelo escândalo (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

‘É mais uma vez o PT pregando peça para cima de mim’, afirma Walter Pinheiro, acusado de caixa dois eleitoral em sua campanha à prefeitura de Salvador

De VEJA.com

O senador Walter Pinheiro  (PT-BA) sempre se orgulhou de estar do lado certo nas disputas políticas. Quando o PT mergulhou no mar de lama do mensalão, ele foi uma das poucas vozes petistas a falar contra a prática, batendo de frente inclusive com a cúpula mensaleira e seu próprio partido.

Na edição desta semana de VEJA, porém, o senador aparece no lado oposto do enredo. Dalva Sele, a presidente do Instituto Brasil, uma ONG criada por petistas para desviar recursos públicos, disse que parte da campanha dele foi financiada com dinheiro roubado dos pobres – recursos do Fundo de Combate à Pobreza que deveriam ter sido usados para construir casas para a população carente da Bahia.

Leiam também: PT da Bahia desviou milhões de programa habitacional

Segundo Dalva, a campanha de Walter Pinheiro à prefeitura de Salvador, em 2008, foi bancada com o dinheiro sujo. Os móveis do comitê, as refeições dos cabos eleitorais, os carros de som, faixas, panfletos e o aluguel de uma Parati que transportava o candidato – tudo foi pago pelo  Instituto.

Atual vice-líder do PT no Senado, Pinheiro nega as acusações, diz que foi enganado e culpa seu partido, o PT, pelo escândalo. A presidente do Instituto disse que a mulher de Pinheiro era quem buscava o dinheiro durante a campanha.

Em entrevista a VEJA, ao reconhecer a montagem do esquema, ele condenou o próprio partido por tê-lo atirado num clássico esquema de caixa dois eleitoral. “Essa mulher (Dalva) pertencia às correntes do PT, as mesmas correntes que nacionalmente viviam se estapeando comigo por causa do negócio do mensalão. Ela não veio para a minha campanha pelas minhas mãos, ela veio a partir das relações delas dentro do PT.”

A seguir, o senador apresenta a sua versão para as acusações da presidente do Instituto Brasil.

INSTITUTO BRASIL – “Quando eu cheguei para a campanha de 2008 essa mulher já prestava serviço ao Estado. Nunca aceitei sentar para negociar com ninguém nada a respeito do que essa mulher fez ou deixou de fazer. Pelo que eu entendi, essa mulher utilizava esse negócio de campanha para traficar as coisas dela”

RELAÇÃO COM DALVA – “Você me perguntou se eu a conhecia essa mulher. Eu disse: óbvio! Ela chegou na minha campanha trazida pelo PT. Essa mulher não veio para a campanha pelas minhas mãos ou pelas mãos da minha mulher, por ninguém. Ela veio a partir das relações dela dentro do PT.

CARRO ALUGADO – “Eu  peguei o pessoal todo da campanha e perguntei sobre essa história da Parati (carro que Dalva Sele afirma ter alugado com dinheiro de caixa dois do Instituto). Esse carro foi trazido, como qualquer outro, por um militante do PT que chega lá e diz: tá aqui um carro para rodar. Qual é o benefício que eu iria extrair daí?”

DINHEIRO PARA A CAMPANHA – “Esse dinheiro não veio para a minha campanha.  Um dos caras que trabalhou comigo me diz agora que foi funcionário do Instituto Brasil.  Essa pessoa veio na época da campanha, era funcionário do governo do Estado e tinha relação pessoal com ela. Eu nem sabia”

MULHER – “A minha mulher não tem nenhuma militância de PT. É óbvio que ela se envolve nas campanhas. É natural que se jogue na campanha, mas ela nem sabe onde essa Dalva mora. Essa acusação me dói na alma”.

DEDO DOS MENSALEIROS – “Essa mulher pertencia às correntes do PT, as mesmas correntes que nacionalmente viviam se estapeando comigo por causa do mensalão. Todo mundo sabe o quanto eu apanhei dentro do PT por causa disso. Quase fui expulso naquela época do mensalão. É mais uma vez o PT pregando peça para cima de mim. Você confiar numa história de um partido…”

INDIGNAÇÃO – “Isso me dói muito. Você ser enganado, ludibriado por um esquema desses, por alguém que vem como militante, se aproveitando. Ela (Dalva) está querendo, no fundo, é extorquir o governo do estado. Aí vai jogando lama na vida de todo mundo”

13/09/2014

às 22:00 \ Política & Cia

“A marca do governo do PT é um escândalo por semana”, diz Aécio

Aécio em carreata em Belo Horizonte com Pimenta da Veiga, candidato tucano ao governo de Minas (esq.) e o ex-governador Antonio Anastasia (dir.), que concorre ao Senado (Foto: Bruna Fasano/VEJA.com)

Aécio em carreata em Belo Horizonte com Pimenta da Veiga, candidato tucano ao governo de Minas (esq.) e o ex-governador Antonio Anastasia (dir.), que concorre ao Senado (Foto: Bruna Fasano/VEJA.com)

Por Bruna Fasano, de Belo Horizonte, para VEJA.com

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, fez um grande carreata na manhã deste sábado em seu berço político, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em sua segunda visita a capital mineira em menos de três dias, o tucano comentou a denúncia feita por VEJA na edição desta semana que aponta que o PT teria pago propina a um grupo de criminosos para evitar que o nome do ex-presidente Lula e de outras lideranças do partido fossem associados ao megaesquema de corrupção na Petrobras.

“É mais uma denúncia extremamente grave que tem de ser investigada em profundidade. A marca do governo do PT é essa, uma denúncia por semana. Cada uma mais grave do que a outra. O Brasil não merece viver com sustos como esse”, afirmou o tucano.

O candidato repetiu o ataque duplo feito às adversárias Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff (PT) na noite de sexta-feira, em sabatina na Rede TV!: “O governo não é local para aprendizado”. E continuou: “O Brasil não pode correr o risco de viver daqui a quatro anos a mesma frustração que está vivendo hoje com uma presidente da República que resolveu aprender no exercício do cargo.”

Marina nunca exerceu mandato à frente do Executivo. Dilma nunca havia enfrentado uma eleição até ser eleita presidente. “Governar é muito mais do que ter boas intenções, até porque todos nós as temos”, disse Aécio.

“Hora da grande virada” em Minas

Aécio fez um aceno enfático ao eleitorado mineiro, que o elegeu duas vezes governador e uma vez senador, mas, segundo pesquisas, nestas eleições não alavancou sua candidatura – ele está em terceiro lugar nas pesquisas no Estado, e seu candidato ao governo, Pimenta da Veiga (PSDB), em segundo, atrás do petista Fernando Pimentel. “Estou iniciando hoje essa caminhada na reta final da campanha extremamente otimista de que chegou a hora da grande virada, chegou a hora da onda da razão”, afirmou.

Durante mais de uma hora o presidenciável percorreu as ruas do centro de Belo Horizonte em carreata que contou com três carros de som e um gigantesco aparato de campanha. Esperando convencer o segundo maior colégio eleitoral do país, que equivale a 10,7% dos votos nacionais, o PSDB tem como questão de honra vencer no estado. “Vamos até o final buscando inspiração aqui, percorrendo Belo Horizonte. Temos certeza de que a virada começa em Minas Gerais”, afirmou o tucano.

Acompanhado pelo ex-governador Antônio Anastasia, que concorre ao Senado, e por Pimenta da Veiga, Aécio cumprimentou eleitores e tirou centenas de selfies. No fim, na principal avenida da capital mineira, desceu do carro aberto e percorreu as ruas a pé, empunhando uma bandeira do Brasil.

Pela manhã, em um encontro reservado com a juventude do partido, prometeu, caso eleito, criar um fundo de promoção da igualdade racial e assinou um pacto pela juventude e pela igualdade racial. “Estamos lançando um conjunto de compromissos que visam permitir o combate sem tréguas a qualquer tipo de discriminação ou de racismo. Descriminação, qualquer tipo de descriminação e racismo é crime e deve ser punido como tal”, disse.

10/09/2014

às 14:00 \ Política & Cia

VÍDEO: No “Aqui entre nós”, digo a Joice Hasselmann: “Se Dilma sabia do Petrolão, é cúmplice; se não sabia de nada, é incompetente”

18/07/2014

às 16:00 \ Política & Cia

A habilidade que políticos — como Arruda, do DF — têm de driblar leis é de fazer inveja a qualquer jogador de futebol

(Foto: Agência Estado)

José Roberto Arruda: a arte de passar por cima de condenações (Foto: Agência Estado)

CRAQUES EM SE SAFAR

Editorial publicado no jornal O Estado de S. Paulo na segunda-feira, 14

Ah, se os jogadores da seleção conseguissem driblar os adversários como os políticos driblam as leis e a Justiça.

O artista da hora nessa categoria é o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, principal protagonista do chamado “mensalão do DEM”, detonado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, em novembro de 2009.

Quando senador — chegou a ser líder do governo Fernando Henrique na Casa —, tinha construído uma imagem de Catão do Congresso, pela contundência com que denunciava os malfeitos da política local e nacional. Era, como se diz no futebol, uma promessa.

Mesmo depois de ter renunciado ao mandato para não ser cassado por sua participação no escândalo da quebra do sigilo do painel de deliberações do Senado, elegeu-se deputado em 2002 com a maior votação do país em termos proporcionais: 1 em cada 4 eleitores do Distrito Federal sufragou o seu nome.

No pleito seguinte, confirmou a escrita ao se eleger governador já no primeiro turno. Delatado por desvio de dinheiro público, foi parar na cadeia. Entrou para o folclore por ter alegado que o dinheiro se destinava a comprar panetones para os pobres.

Na quarta-feira, já tendo pedido à Justiça Eleitoral o registro de sua candidatura a um novo mandato, desta vez pelo PR, foi condenado em segunda instância, no caso pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ), por improbidade administrativa. Segundo a lei da ficha limpa, é o necessário e o suficiente para removê-lo da vida pública.

Mas o bom político de mãos sujas precisa mais do que ser descarado: precisa conhecer a letra miúda da legislação para se escafeder entre as suas frestas. De fato, o texto da ficha limpa veda a participação eleitoral dos réus condenados duas vezes (a segunda por um colegiado) só quando a sentença fatal for promulgada antes do registro das respectivas candidaturas.

Arruda e os seus advogados fizeram então o óbvio: trataram de retardar o julgamento que o fulminaria. Recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para sustar o processo no TJ, já com data marcada, e obtiveram a liminar que pleiteavam.

Quando, na semana passada, o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, derrubou a decisão, era tarde — ou assim poderá ser. A esperança de que a legislação moralizadora não acabe virada de ponta-cabeça é o recurso do Ministério Público.

Os procuradores argumentam, cobertos de razão, que a condenação de Arruda, embora posterior ao pedido de registro da candidatura, precedeu a análise da solicitação, que ainda nem sequer ocorreu. Eles pretendem ir até o Supremo Tribunal, se for preciso.

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11/06/2014

às 12:00 \ Disseram

É hora de virar a página

“Ela é perfeitamente livre para falar sobre o escândalo. Vejo-a como uma americana que se expressa como bem entende. Mas não é algo sobre o qual eu pense demais.”

Hillary Clinton, ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama americana, sobre Monica Lewinsky, a ex-estagiária da Casa Branca que teria tido um caso com seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, em entrevista à emissora ABC

29/04/2014

às 18:00 \ Disseram

Escondido à vista de todos

“É um escândalo de proporções épicas, escondido à vista de todos.”

Charmian Gooch, cofundadora da ONG Global Witness, em palestra no Canadá, ao condenar a profusão de companhias que se valem do anonimato para agir contra interesses públicos, numa prática, enfatizou ela, que favorece a corrupção

 

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