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escândalo

20/02/2015

às 22:51 \ Política & Cia

J. R. GUZZO a Joice Hasselmann: Encontros secretos de Cardozo são ofensiva da corrupção contra a democracia

Guzzo para Joice: ministro Cardozo não integra o Judiciário, e, portanto, não há sentido em que advogados o procurem (Foto: Reprodução TVEJA)

Guzzo para Joice: ministro Cardozo não integra o Judiciário, e, portanto, não há sentido em que advogados o procurem (Foto: Reprodução TVEJA)

As empreiteiras, que antes eram consideradas as grandes vilãs do país do Brasil pelo PT, hoje são tratadas como pobres vítimas por figuras do partido, e seus advogados — que ganha milhões — como heróis.

“Isso é uma tremenda hipocrisia”, diz o colunista J. R. Guzzo a Joice Hasselmann, de TVEJA.

Sobre a visita de advogados de empreiteiras ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, Guzzo lembra que o Ministério não integra o Judiciário, nada tem a ver com o processo do petrolão e diz: “Os advogados não poderiam ter ido procurá-lo, e o ministro não deveria tê-los recebido”.

“As empresas foram para a cama com a esquerda brasileira”, constata o colunista.

Confiram neste link.

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20/02/2015

às 18:39 \ Política & Cia

VÍDEO: AÉCIO, em entrevista sobre o petrolão, diz que há dois sentimentos no Brasil: a metade que votou em Dilma tem “frustração e vergonha”, a outra metade “indignação crescente”

O senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB e ex-candidato à Presidência, concedeu entrevista comentando as infelizes declarações da presidente Dilma Rousseff, tentando eximir seu governo do escândalo do petrolão, ladeado pelo senador Cássio Cunha Lima (PB), líder do partido no Senado, e pelo deputado Carlos Sampaio (SP), líder na Câmara.

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19/02/2015

às 19:22 \ Política & Cia

OPERAÇÃO LAVA JATO: Críticas pesadas ao juiz Sérgio Moro e ao ministro Joaquim Barbosa expõem o sólido, impressionante e onipresente corporativismo dos advogados

(Fotos: Wilson Dias/ABr :: JF Diorio/Estadão Conteúdo :: Nelson Jr./SCO/STF)

A ida ao gabinete do ministro Cardozo de advogados defensores de empresas envolvidas na Operação Lava Jato foi alvo de duro despacho do juiz Sergio Moro, como havia sido de críticas do ministro Joaquim Barbosa pelo Twitter (Fotos: Wilson Dias/ABr :: JF Diorio/Estadão Conteúdo :: Nelson Jr./STF)

Post atualizado às 3h38 do dia 20 de fevereiro de 2014

O jornalismo é uma atividade indispensável à sociedade, e, como todas as demais, tem defeitos, muitos deles graves — incluindo o corporativismo.

Mas um lado bom do jornalismo é que se trata de uma profissão que se auto-examina criticamente, e de forma severa — basta ver a quantidade de jornalistas que escrevem e já escreveram até hoje no implacável Observatório da Imprensa, sempre comentando o desempenho da própria atividade que exercem.

Em países mais avançados do que o nosso, há numerosas revistas, sites e blogs tocados por jornalistas que têm como principal objetivo cobrir o trabalho da imprensa, elogiando quando é o caso mas expondo da forma mais crua suas mazelas, inclusive o corporativismo.

Mas duvido um pouco de que nós, jornalistas, consigamos ganhar dos advogados nesse quesito.

Não sei se existe categoria profissional, pelo menos no Brasil, mais fechadamente corporativista, de um corporativismo sólido, impressionante, onipresente – e quem escreve, além de marido, irmão, sobrinho e primo de advogados, é filho de um grande advogado, maior do que todos os que poderei mencionar neste texto, e ademais um homem de ética de aço, desassombrado, que sempre esteve do lado certo nos embates da vida, até o final, não raro pagando caríssimo por isso.

Tendo tido a orelha puxada por uma simpática leitora advogada, devo esclarecer, aqui, que obviamente não me refiro a todos os advogados, indistintamente. Pode até ser que a maioria da categoria não vista essa camisa — de todo modo, o que sempre acaba vindo a público é a manifestação, mais barulhenta e perceptível, do corporativismo de quem o pratica.

De todo modo, seja qual for o problema envolvendo advogados, um coro de colegas e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já partem da premissa de que eles estão com a razão. Os incontáveis casos de irregularidades cometidas por advogados e até a conivência de causídicos com a ilegalidade e o crime são, sim, punidos pela OAB, mas com lentidão, pouca publicidade e em número menor do que indica a prática de quem frequenta o dia-a-dia de fóruns e tribunais.

Moro: iniciativa de encontro com Cardozo é “intolerável”

Agora, está ocupando manchetes o coro e a gritaria de advogados para cima do juiz federal Sergio Moro, o até agora irretocável magistrado que vem conduzindo com firmeza, objetividade e técnica os delicadíssimos processos da Operação Lava Jato, que envolvem, pelos números já apurados, o maior caso de assalto à coisa pública no país desde a chegada das naus de Pedro Álvares Cabral à costa da Bahia, em 1500.

(Fotos: Leticia Moreira/Folhapress :: cabadvogados.com.br :: oabce.org.br)

Os advogados Alberto Toron, Dora Cavalcanti e Marcus Vinicius Coelho, presidente da OAB: críticas pesadas ao juiz, ao ministro ou a ambos (Fotos: Leticia Moreira/Folhapress :: cabadvogados.com.br :: oabce.org.br)

O tiroteio também se dirige a outra figura respeitável do mundo jurídico, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, relator do mensalão, o maior escândalo da história até surgir a barbaridade que é o petrolão.

As justas críticas feitas em despacho pelo juiz Moro sobre a absoluta inconveniência de advogados das empreiteiras envolvidas irem conferenciar com o ministro da Justiça — com o magistrado ecoando, nos autos, opinião que Joaquim Barbosa já expressara em sua conta no Twitter –, estão causando uma tempestade inteiramente injustificada. Vários dos encontros não constaram da agenda do ministro.

O despacho de Moro foi publicado ontem, quarta-feira, dia 18. No texto, o magistrado classifica como “intolerável” a iniciativa de advogados de empreiteiras que procuraram o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para discutir o andamento das investigações — embora alguns tenham chegado ao desplante de dizer que o respectivo encontro foi “um bate-papo entre velhos amigos”.

O que teriam conversado no “bate-papo” advogados com causas de bilhões de reais e o ministro que é hierarquicamente superior ao órgão que investiga, com eficiência, a roubalheira — a Polícia Federal?

Falaram sobre as chuvas em São Paulo? Sobre a situação do Botafogo na Segundona do Brasileirão? Sobre a nova novela da Globo?

Ora, parem de desrespeitar a inteligência dos brasileiros!

Tentativa de interferir nas investigações

Acertadamente, o juiz, repetindo parte da frase de Joaquim Barbosa, escreveu que os advogados devem recorrer ao magistrado da causa, “nunca a políticos”, caso queiram denunciar irregularidades ou excessos da polícia — uma vez que, fora dos autos, em declarações e artigos, vários deles reclamam de vazamento de informações sobre as investigações.

Como não avistaram-se com Cardozo para abordar as chuvas em São Paulo nem a situação do Botafogo, o juiz Moro foi ao ponto advertindo que os advogados, ao procurarem o ministro da Justiça, estariam buscando “interferência política” (o Ministério da Justiça é órgão do Executivo e seu titular exerce um cargo político, nada tendo a ver com o Judiciário) no processo judicial.

Consequentemente, o juiz decidiu manter em prisão preventiva quatro altos executivos de empreiteiras já encarcerados em Curitiba — foro da causa –, alegando que (via seus advogados) estão tentando interferir nas investigações.

Pergunto: e por acaso não estão? Foram conversar com Cardozo sobre poesia parnasiana, sobre o pôr do sol no Planalto Central?

Advogados: acho que eles devem à sociedade a discussão de vários problemas que não vejo serem abordados (Ilustração: americanlawyers.com)

Advogados: acho que eles devem à sociedade a discussão de vários problemas que não vejo serem abordados (Ilustração: americanlawyers.com)

O juiz não fez mais do que cumprir sua obrigação ao reafirmar que as prisões devem ser discutidas nos autos do processo, esclarecendo que jamais se recusou a receber advogados das empresas investigadas.

E continuou: “Intolerável, porém, [é] que emissários dos dirigentes presos e das empreiteiras pretendam discutir o processo judicial e as decisões judiciais com autoridades políticas. (…) Mais estranho ainda é que participem desse encontro, a fiar-se nas notícias, políticos e advogados sem procuração nos autos das ações”. (Refere-se, aqui, muito provavelmente ao ex-deputado do PT e advogado Sigmaringa Seixas, influente nos meios jurídicos de Brasília, que não defende empresa alguma mas que acompanhou um colega defensor em um dos encontros com Cardozo).

Despacho “truculento” e “repugnante”

A chiadeira dos advogados ocorreu de Norte a Sul. Este post ficaria gigantesco se fosse citar todas as manifestações, praticamente unânimes, de crítica ao juiz e de solidariedade aos colegas. O advogado Alberto Zacharias Toron, que defende a empreiteira UTC, chegou ao ponto de chamar de “repugnante” o despacho do juiz, que também classificou como “truculento”, alegando ser direito dos advogados “conversar com quem quiserem”.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcos Vinicius Coelho, voltou à inevitável tecla dos “direitos e prerrogativas” dos advogados, embora haja feito a ressalva de que toda audiência (no caso, com o ministro da Justiça) precisa ser “transparente, pública”, sem que a autoridade selecione “este ou aquele advogado”.

A seu favor diga-se que Coelho parece haver feito leve, levíssima referência ao fato de que pelo menos alguns dos encontros não constavam da agenda do ministro — nada tinham de público, portanto.

Em esquentado artigo na Folha de S. Paulo, a advogada Dora Cavalcanti, conselheira do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), escreveu que o ministro Joaquim “resolveu vociferar” contra Cardozo, classificando o ex-presidente do Supremo como “avesso ao direito de defesa”.

As discussões que não ocorrem

A advogada, que defendeu o empresário e bicheiro Carlinhos Cachoeira, envolvido em acusação de ligações com o crime organizado, faz, no texto, a gravíssima acusação de que há no país um “esforço concentrado liderado pela Operação Lava Jato para cravejar de morte o Estado de Direito”. No final do texto, revela que linha de atuação admira ao mencionar “a falta que me faz aquele que foi meu ministro de vocação, Márcio Thomaz Bastos” (o ex-ministro da Justiça de Lula, falecido em novembro passado).

Defensora da Odebrecht na Lava Jato, Dora esteve com o ministro da Justiça no começo do mês.

Outro que enxergou conspirações foi o defensor da Camargo Corrêa, Celso Vilardi. Ele nega ter estado com Cardozo, mas considera normal encontros do tipo e opina que “estão confundindo as pessoas dos acusados com a dos advogados”.

Ou seja, estão tratando os advogados como suspeitos de crimes.

Será? Onde é que Vilardi enxergou isso? Não li um texto, não assisti a um vídeo, não ouvi uma declaração em lugar algum que pudesse levar a essa conclusão. Vai ver que o advogado enxerga mais longe.

O corporativismo leva profissionais a esse tipo de exagero. E impede discussões muito interessantes para a sociedade, que eu, formado em Direito, gostaria muito de presenciar. Os temas são muitos, a começar por este de que trato — o corporativismo. Não seria ótimo?

Há vários outros ligados à profissão, alguns candentes: por exemplo, como tratar de situações em que o advogado de determinado criminoso, pelas características do caso, recebe honorários inequivocamente oriundos do produto dos crimes cometidos?

Mas isso é uma outra história, que fica para outra vez.

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02/01/2015

às 18:24 \ Política & Cia

A charge de SPONHOLZ: os “predadores internos”

a charge predadores

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18/12/2014

às 15:30 \ Política & Cia

Lula bate recordes de cinismo e descaramento ao se declarar campeão de combate à corrupção diante de uma plateia de mensaleiros condenados pela Justiça e de ministros demitidos por corrupção

Lula com Dilma no evento em que se declarou campeão em tudo, até no combate à corrupção: cara de pau e cinismo (Foto: Folhapress)

Post publicado originalmente a 21 de fevereiro de 2013

Campeões-de-audiênciaO descaramento do lulopetismo e de seu sumo sacerdote não tem limites.

Vejam vocês, esse tal evento de ontem comemorando 10 anos de governo do PT num hotel de São Paulo.

Como escreveu muito corretamente o repórter Jean-Philip Struck, do site de VEJA, tratava-se de “um evento com a presença de mensaleiros condenados pela Justiça e ex-ministros defenestrados por envolvimento em escândalos de corrupção” — e Lula, com a cara de pau costumeira, voltou a riscar do mapa tudo o que seus antecessores fizeram, atacou a oposição e lançou Dilma (oh, surpresa!) como candidata à reeleição.

Mas cara de pau brilhava mesmo, lustrosa, neste trecho relatado pelo repórter. Vejam só o descaramento do “deus” de Marta Suplicy e do lulalato:

“Nós não temos medo da comparação, inclusive no debate da corrupção”, disse Lula, sem citar o maior escândalo de desvios de recursos públicos ocorridos no país, o MENSALÃO, ocorrido justamente durante o seu governo. Na plateia, mensaleiros condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como seu ex-ministro e “ex-capitão do time”, José Dirceu, e os deputados José Genoino (SP) e João Paulo Cunha (SP) aplaudiram. Lula também não citou a recente operação da Polícia Federal, batizada de Porto Seguro, que flagrou sua mulher de confiança, a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, como integrante de uma quadrilha especializada em fraudes de pareceres técnicos em órgãos federais.

Justamente ontem, completavam-se 89 dias de absoluto silêncio de Lula — que, como sabemos, fala pelos cotovelos, e sobre tudo — a respeito do escândalo protagonizado por sua protegida Rosemary, a “Rose”. Como indica, implacável, o blog de Augusto Nunes, hoje estamos, pois, no 90º dia de silêncio absoluto do grande campeão anticorrupção que Lula tem o cinismo de se considerar.

Até o José Dirceu estava lá — e aplaudindo, feliz, enquanto aguarda os trâmites finais do Supremo antes de passar longa temporada na cadeia!

O ato de celebração do PT foi um acinte aos brasileiros de bem, esta é que é a verdade. Gente que irá em breve para penitenciárias cumprir pena não apenas se aboletava na plateia como ostentava o mandato de deputado federal. Até onde a pouca-vergonha nacional vai chegar?

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10/12/2014

às 14:00 \ Vasto Mundo

BÉLGICA: Abdicação do rei põe a nu escândalos que jogam por terra a tese de que o papel da monarquia é “dar exemplo” à sociedade

O rei Albert II dando o braço a Fabíola, com a rainha Paola à direta. Em segundo plano, o príncipe Felipe e a mulher, Matilde (Foto: neurope.eu)

Post publicado originalmente a 5 de julho de 2013

Campeões-de-audiênciaA linhagem do rei Alberto II, da Bélgica, que anunciou sua abdicação para o próximo dia 21, data nacional do país, é negra: seu bisavô, o rei Leopoldo II (que reinou de 1865 a 1909), foi responsável por uma colonização espantosamente predatória, cruel e genocida do Congo (atual República Popular do Congo), que deixou um saldo de milhões de mortos — o número exato jamais se saberá.

Com o desenvolvimento da monarquia parlamentar na Bélgica, porém, os poderes dos monarcas foram reduzidos a pouco mais do que simbólicos, sendo sua principal função não escrita a de constituírem “um exemplo para a sociedade”. Ainda assim, e apesar de todo o palavrório oficial elogioso ao rei e a seus 20 anos de “serviços prestados ao país”, Alberto II e seu entorno pouco podem oferecer como exemplo às famílias belgas tradicionais.

O rei, que ascendeu ao trono com a morte de seu austero e popular irmão mais velho Balduíno, havia se casado com uma belíssima nobre italiana, que se tornou a princesa Paola de Liége, badalada nos circuitos internacionais dos ricos e bem-postos e, depois, rainha Paola. Mesmo assim, Alberto II divertiu-se a valer fora do leito conjugal, chegando a manter um romance ao longo de 18 anos com uma baronesa, da qual teve uma filha.

Da mesma forma, a bela Paola levou uma movimentada vida amorosa paralela ao casamento.

E justo agora, quando o rei resolveu abdicar em favor de seu filho, o quietarrão e meio esquisito príncipe Felipe, de 53 anos, sua filha bastarda, Delphine Boël, resolveu vir a público exigindo um teste de DNA para comprovar a descendência de sangue azul e habilitar-se a uma parte da futura gorda herança real.

Também vieram à tona outros fatos pouco edificantes de outros setores da família real. Descobriu-se, por exemplo, que a viúva de Balduíno, a venerada rainha (manteve o título) Fabíola, criou uma fundação que não apenas apoia valores tidos como de extrema direita em sua Espanha natal — algo impensável para a neutralidade da família real — como, do ponto de vista jurídico, permitiria que seus sobrinhos e herdeiros recebessem uma vasta lista de bens e dinheiro sem pagar impostos.

Já Lorenzo, o caçula dos três filhos do casal real (dois homens e uma mulher), integrante de uma ONG pró-meio ambiente, deu sua contribuição às encrencas dos últimos dias quando se descobriu que uma viagem a Israel com o generoso objetivo de reflorestar áreas desérticas havia incluído território palestino.

O caso de Fabíola e sua tentativa de passar a perna no fisco, porém, foi o que bateu mais fundo entre os belgas, divididos perigosamente do ponto de vista cultural, político e econômico entre valões, de fala francesa, e os flamengos, de língua holandesa, e que têm como raro terreno comum o respeito à monarquia. A rainha, querida e respeitada aos 84 anos, dedicada a causas sociais, catolicíssima e ligada à organização Opus Dei, até então era vista como um baluarte de virtudes.

De todo modo, se não anda fornecendo bons exemplos aos belgas, justo às vésperas de se trocar um rei por outro, a monarquia em crise levou a mudanças importantes. O primeiro-ministro social-democrata Elio di Rupo conseguiu um raro acordo entre forças políticas de todas as tendências no Parlamento e aprovou uma legislação que corta drasticamente as mordomias financeiras da realeza, além de obrigar todos, com exceção do rei, a pagar impostos como os demais cidadãos.

A rainha Fabíola, que renunciou à direção da tal fundação, foi a primeira a ser atingida, com o corte da real mesada de 1,1 milhão de euros anuais (algo como 3 milhões de reais) para 460 mil (pouco mais de 1,35 milhão). Os príncipes Lorenzo e Astrid, irmãos do futuro rei, continuarão a receber do Estado belga 300 mil euros anuais (em torno de 900 mil reais), mas os futuros príncipes não herdeiros serão obrigados a trabalhar para viver.

Há, portanto, escândalos que vêm para o bem.

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18/11/2014

às 19:46 \ Política & Cia

Tentativa de vender escola pública quando prefeita vira bomba-relógio para Marta Suplicy

Post publicado originalmente a 16 de setembro de 2010

Tramita na 8ª Vara da Fazenda Pública, na capital paulista, uma bomba-relógio que poderá atingir a atual candidata favorita ao Senado por São Paulo, Marta Suplicy (PT). Se condenada, Marta poderá sofrer as penas da Lei da Improbidade Administrativa, inclusive perda de seu possível mandato, suspensão dos direitos políticos, pesada multa e ressarcimento de prejuízos que possa haver causado aos cofres públicos.

Marta não está sendo processada por um partido político rival, ou por grupos anti-petistas nem algo do gênero, mas pelo Ministério Público, cujo dever, segundo a Constituição, é zelar pelo cumprimento da lei e pelos direitos dos cidadãos.

Duas vistas do complexo que abriga a Escola Estadual Martim Francisco e o centro de saúde

No final de seu mandato como prefeita da capital, em dezembro de 2004, ela armou um negócio que, revestido de formalidades legais, foi do ponto de vista moral um escândalo, equivalente à venda de uma praça pública que tornou famoso um governador de outro estado nos anos 50.

História cabeluda, que à frente acabou não se consumando – não por causa de Marta, mas a despeito dela.

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12/11/2014

às 0:00 \ Disseram

Maior da história

“Caso Petrobras é o maior escândalo da história do TCU.”

Ministro Augusto Nardes, presidente do Tribunal de Contas da União, ao afirmar que as irregularidades encontradas até agora em obras da estatal já somam 3 bilhões de reais

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02/11/2014

às 16:30 \ Política & Cia

A charge de SPONHOLZ: Pedra no sapato

a charge pedra ou calo

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07/10/2014

às 18:00 \ Disseram

A culpa é de alguém, mas não dela

“Só porque eu sou uma pessoa pública, só porque eu sou uma atriz, não significa que eu pedi que isso acontecesse.”

Jennifer Lawrence, atriz americana que teve fotos íntimas vazadas na internet, junto com várias outras famosas, em um ataque hacker de proporções enormes e inéditas

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