23/05/2013
às 16:26 \ Política & CiaSanto Deus! Tá tudo dominado! Teremos um acusado de 3 crimes perante o Supremo ocupando a Presidência: Renan Calheiros
Amigas e amigos do blog, se é que faltava alguma coisa para justificar essa grande República de bananas metida a gente grande que é o nosso país, não falta mais.
Informa o repórter do site de VEJA Gabriel Castro, de Brasília, o seguinte:
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Nesta sexta-feira, a Presidência da República será comandada por alguém que responde a inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e que já esteve perto de ter o mandato cassado.
Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado e terceiro na linha sucessória, assumirá o comando do Executivo por um dia.
É o que manda a Constituição: a presidente Dilma Rousseff viaja para a Etiópia, o vice Michel Temer estará no Equador e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), está nos Estados Unidos.
Renan já havia ocupado a Presidência interinamente em maio de 2006, quando Luiz Inácio Lula da Silva era o chefe do Executivo. [Na época, não pesavam as acusações que levaram o senador a renunciar ao cargo de presidente do Senado no ano seguinte, envolvido num escândalo revelado por VEJA que incluía, entre outros problemas, o pagamento, por parte de uma empreiteira, de despesas da mãe de uma filha havida fora do casamento por Renan].
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Como não acredito em Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa, na Mula sem Cabeça ou em certas coincidências em política, fica claro que a mesa foi posta para o Planalto fazer um agrado a Renan, esse presidente do Senado tão prestativo ao lulopetismo.
Se a presidente Dilma quisesse evitar o constrangimento de ter um denunciado pelo Ministério Público Federal perante o Supremo ocupando sua cadeira, por 24 horas que fosse, poderia perfeitamente articular a viagem do vice Michel Temer para outra ocasião, ou gestionar junto ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, para que mudasse as datas de sua ida aos Estados Unidos — até transferir, com delicadeza diplomática, sua visita à Etiópia, que com absoluta certeza não é a coisa mais urgente sobre a face da Terra.
Qualquer jornalista que haja passado perto dos gabinetes de Brasília sabe que tal questão é absolutamente simples de resolver.
Mas, não. Vai estar lá o homem, empoleirado no cargo.
E, para refrescar a memória dos leitores, vamos lembrar o que aflige o senador junto ao Supremo Tribunal. No dia 1º de fevereiro passado, uma sexta=feira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, confirmou o que já vinha circulando em Brasília: ele apresentara denúncia contra o senador perante o Supremo pelos crimes de peculato (quando servidor público utiliza o cargo para desviar dinheiro público), falsidade ideológica e uso de documento falso.
Gurgel explicou na ocasião que a acusação de peculato contra o presidente do Senado baseia-se, “essencialmente”, no suposto uso de notas frias para comprovar despesas da verba de representação do gabinete. “Ele comprovou isso com notas frias”, afirmou Gurgel. “Os serviços [contidos nas notas], na verdade, não foram prestados. Isso caracteriza o peculato”. O procurador-geral alegou que os documentos apresentados na prestação de contas do senador não foram utilizados com a finalidade que as notas fiscais identificavam, mas para justificar renda. “Para justificar renda, ele usou de recursos da verba de representação e comprovou com notas frias. A prova documental é farta nesse sentido”.
O Código Penal prevê pena de 2 a 12 anos de cadeia para o crime de peculato. Se chegar a haver uma condenação pelos três crimes de que é acusado, Renan está sujeito a um total de penas que pode se situar entre 5 a 23 anos de prisão, além de multa que a decisão do tribunal cominaria.
Tags: Câmara dos Deputados, Dilma Rousseff, escândalo, falsidade ideológica, Henrique Alves, Michel Temer, notas frias, peculato, PMDB, Presidência da República, prestação de contas, Renan Calheiros, Senado, Supremo Tribunal Federal, uso de documento falso, verba de representação






































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