07/12/2012
às 15:00 \ Política & CiaGoverno leva susto com baixo crescimento, e pode “soltar” o dólar
Amigas e amigos do blog, duas preocupantes notas do blog Política & Economia Na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros.
A decepção do PIB e a ação do governo
Para quem acompanha o mundo real da economia e não apenas o mundo das estatísticas, não foi de todo surpresa do PIB de apenas 0,6% no terceiro trimestre em comparação com o período maio-junho.
No entanto, para o governo parece ter sido, tal o susto e o estupor que tomou conta de Brasília. De todas as decepções oficiais, a maior foi em relação aos investimentos: 2% menos entre julho e setembro, o quinto semestre consecutivo de queda, mais de 5% menos em relação ao mesmo período do ano passado.
Mas estava escrito nas estrelas esse desempenho : as inversões oficiais estão empacadas por inapetência; e as privadas, por falta de confiança, em parte pelos temores do intervencionismo oficial, tema comentado mais de uma vez nesta coluna. Haja vista a confusão do setor elétrico.
Quem conversa com empresários sob a garantia de sigilo, não ouve palavras de entusiasmo. Há até boas expectativas, mas o lema é “esperar para ver”.
É isso que explica o que está deixando perplexa a presidente Dilma : o porquê, apesar de todos os incentivos, a economia brasileira continua quase de ré.
E ainda tem o dólar
O mercado começa a apostar que o governo vai “soltar” um pouco mais a moeda norte-americana — ou seja, deixar o real se desvalorizar, para ajudar a empurrar a economia.
Os empresários do setor industrial voltaram a falar abertamente na necessidade de um câmbio de 2,40 reais por dólar.
O problema é saber como isso vai bater na inflação. A redução da conta de luz daria uma folga para alguns reajustes, mas a prioridade é acertar a conta da Petrobras com a gasolina e o diesel.
De tantos artificialismos aplicados na economia nos últimos tempos, o governo está ficando na situação de “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.
Tags: crescimento, decepção, Dilma Rousseff, dólar, empresários, inflação, intervencionismo oficial, Petrobrás, PIB, real, setor elétrico, susto































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