Blogs e Colunistas

Eike Batista

20/11/2014

às 6:00 \ Disseram

Sonho megalomaníaco

“Ele sempre foi o garoto-propaganda das suas próprias empresas e com um sonho megalomaníaco de se tornar o homem mais rico do mundo.”

Flavio Roberto de Souza, juiz responsável pelo julgamento de Eike Batista, sobre o ex-bilionário

20/09/2014

às 13:00 \ Política & Cia

SPONHOLZ e a volta de Eike Batista à classe média

a charge de volta à classe média

18/09/2014

às 12:00 \ Disseram

O baque da classe média

“Nasci na classe média, e você voltar para isso é um negócio, sabe, é um baque gigantesco na família.”

Eike Batista, o homem mais rico do Brasil até 2012, que agora tem patrimônio negativo de 1 bilhão de dólares

06/07/2014

às 16:00 \ Política & Cia

J. R. Guzzo: Lula tem vidão de rico, e continua denunciando “as elites”, às quais hoje ele gostosamente pertence

Lula saiu do povo e não voltou mais. Anda com bilionários, exige jato particular para ir às suas conferências e Johnnie Walker Rótulo Azul no cardápio de bordo ( Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula)

UMA DOCE VIDA DE RICO — Lula saiu do povo e não voltou mais. Anda com bilionários, exige jato particular para ir às suas conferências e Johnnie Walker Rótulo Azul no cardápio de bordo ( Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula)

Publicado originalmente em 8 de junho de 2013

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

O ENIGMA DAS ELITE

campeões de audiência 02A elite brasileira é acusada todo santo dia pelo ex-presidente Lula de ser a inimiga número 1 do Brasil – uma espécie de mistura da saúva com as dez pragas do Egito, e culpada direta por tudo o que já aconteceu, acontece e vai acontecer de ruim neste país.

É possível até que tenha razão, pois se há alguma coisa acima de qualquer discussão é a inépcia, a ignorância e a devastadora compulsão por ganhar dinheiro do Erário que inspiram há 500 anos, inclusive os últimos dez e meio, a conduta de quem manda no país, dentro e fora do governo.

O diabo do problema é que jamais se soube exatamente quem é a elite que faz a desgraça do Brasil. Seria indispensável saber: sabendo-se quem é a elite, ela poderia ser eliminada, como a febre amarela, e tudo estaria resolvido.

Mas continuamos não sabendo, porque Lula e o PT não contam.

Falam do pecado, mas não falam dos pecadores; até hoje o ex-presidente conseguiu a mágica de fazer discursos cada vez mais enfurecidos contra a elite, sem jamais citar, uma vez que fosse, o nome, sobrenome, endereço e CPF de um único de seus integrantes em carne e osso. Aí fica difícil.

Mas a vida é assim mesmo, rica em perguntas e pobre em respostas; a única saída é partir atrás delas. Na tarefa de descobrir quem é a elite brasileira, seria razoável começar por uma indagação que permite a utilização de números: as elites seriam, como Lula e o PT frequentemente dão a entender, os que votam contra eles nas eleições?

Não pode ser. Na última vez em que foi possível medir isso com precisão, no segundo turno das eleições presidenciais de 2010, cerca de 80 milhões de brasileiros não quiseram votar na candidata de Lula, Dilma Rousseff: num eleitorado total pouco abaixo dos 136 milhões de pessoas, menos de 56 milhões votaram nela.

É gente que não acaba mais. Nenhum país do mundo, por mais poderoso que seja, tem uma elite com 80 milhões de indivíduos. Fica então eliminada, logo de cara, a hipótese de os inimigos da pátria serem os brasileiros que não votam no PT.

As elites seriam os ricos, talvez? De novo, não faz sentido: os ricos do Brasil não têm o menor motivo para se queixar de Lula, dos seus oito anos de governo ou da atuação de sua sucessora.

Ao contrário, nunca ganharam tanto dinheiro como nos últimos dez anos, segundo diz o próprio Lula. Ninguém foi expropriado sequer em 1 centavo, ou perdeu patrimônio, ou ficou mais pobre em consequência de qualquer ato direto do governo.

Os empresários vivem encantados, na vida real, com o petismo; um dos seus maiores orgulhos é serem “chamados a Brasília” ou alcançarem a graça máxima de uma convocação da presidente em pessoa. No puro campo dos números, também aqui, não dá para entender como os ricos possam ser a elite tão amaldiçoada por Lula e seus devotos.

De 2003 para cá, o número de milionários brasileiros (gente que tem pelo menos 2 milhões de reais, além do valor de sua residência) só aumentou.

Na verdade, segundo estimativas do consórcio Merrill Lynch Capgemini, apoiado pelo Royal Bank of Canada e tido como o grande perito mundial na área, essa gente vem crescendo cada vez mais rápido.

Pelos seus cálculos, surgem dezenove novos milionários por dia no Brasil, o que dá quase um por hora, ou cerca de 7 000 por ano; em 2011, o último período medido, o Brasil foi o país que teve o maior crescimento de HNWIs – no dialeto dos pesquisadores, “High Net Worth Individuais”, ou “milionários”.

O resultado é que há hoje no Brasil 170 000 HNWIs – os 156 000 que havia no levantamento de 2011 mais os 14 000 que vieram se somar a eles, dentro da tal conta dos dezenove milionários a mais por dia.

Não dá para entender bem essa história. O número de milionários brasileiros, após dez anos de governo popular, não deveria estar diminuindo, em vez de aumentar?

Deveria, mas não foi o que aconteceu. A sempre citada frota de helicópteros de São Paulo, com 420 aparelhos, é a segunda maior do mundo; no Brasil já são quase 2000, alugados por até 3 000 reais a hora.

Os 800 000 brasileiros, ou pouco mais, que estiveram em Nova York no ano passado foram os turistas estrangeiros que mais gastaram ali: quase 2 bilhões de dólares. Na soma total de visitantes, só ficaram abaixo de canadenses e ingleses – e seu número, hoje, é dez vezes maior do que era dez anos atrás, início da era Lula.

O eixo formado pela Avenida Europa, em São Paulo, é um feirão de carros Maserati, Lamborghini, Ferrari, Aston Martin, Rolls-Royce, Bentley, e por aí afora.

Então não podem ser os ricos os cidadãos que formam a elite brasileira – se fossem, estariam sendo combatidos dia e noite, em vez de viverem nesse clima de refrigério, luz e paz.

Um outro complicador são as ligações de Lula com a nossa vasta armada de HNWIs, como diriam os rapazes da Merrill Lynch. É um mistério.

Como ele consegue, ao mesmo tempo, ser o generalíssimo da guerra contra as elites e ter tantos amigos do peito entre os mais óbvios arquiduques dessa mesmíssima elite?

Ou será que bilionários e outros potentados deixam de ser da elite e recebem automaticamente uma carteirinha de “homem do povo” quando viram amigos do ex-presidente?

Para ficar num exemplo bem fácil de entender, veja-se o caso do ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi, uma das estrelas do círculo de amizades políticas de Lula.

O homem é o maior produtor individual de soja do mundo, e a extensão das suas terras o qualifica como o suprassumo do “latifundiário” brasileiro. É detentor, também, do título de “Motosserra de Ouro”, dado anos atrás pelo Greenpeace – grupo extremista e frequentemente estúpido, mas que ainda faz a cabeça de muita gente boa pelo mundo afora.

É claro que não há nada de errado com Blairo: junto com seu pai, André, fundador da empresa hoje chamada Amaggi, é um dos heróis do progresso do Brasil Central e da transformação do país em potência agrícola mundial.

Mas, se Blairo Maggi não é elite em estado puro, o que seria? Um pilar das massas trabalhadoras do Brasil?

Lula anda de mãos dadas com Marcelo Odebrecht, presidente de uma das maiores empreiteiras de obras do Brasil e do vasto complexo industrial que crescerem torno dela.

Ainda há pouco foi fotografado em companhia do inevitável Eike Batista, cuja fortuna acaba de desabar para meros 10 bilhões de dólares, numa visita a um desses seus empreendimentos que nunca decolam; foi seu advogado, logo em seguida, para conseguir-lhe um ajutório do governo.

É um fato inseparável de sua biografia, desde o ano passado, o beija-mão que fez a Paulo Maluf, hoje um aliado político com direito a pedir cargos no governo – assim como Maggi, que ainda recentemente foi cotado para ser nada menos, que o ministro da Agricultura de Dilma.

Dize-me com quem andas e eu te direi quem andas e te direi quem és, ensina o provérbio. Talvez não dê, só por aí, para saber quem é realmente Lula. Mas, com certeza, está bem claro com quem ele anda.

As classes que Lula e o PT descrevem a “elite brasileira” não são suas amigas só de conversa – estão sempre prontas para abrir o bolso e encher de dinheiro a companheirada.

Nas últimas eleições presidenciais, presentearam a candidata oficial Dilma Rousseff quase 160 milhões de reais – mais do que deram a todos os outros candidatos somados.

Há de tudo nesses amigos dos amigos: empreiteiros de obras, é claro, banqueiros de primeira, frigoríficos empenhados até a alma no BNDES, siderúrgicas, fábricas de tecidos, indústrias metalúrgicas, mineradoras. É o que a imprensa gosta de chamar de “pesos-pesados do PIB”.

Ninguém, nessa turma, faz mais bonito que as empreiteiras, que dependem do Tesouro Nacional como nós dependemos do ar.

Foram as maiores doadoras privadas às eleições municipais do ano passado: torraram ali quase 200 milhões de reais, e o PT foi o partido que mais recebeu. Ficou com cerca de 30% da bolada distribuída pelas quatro maiores empreiteiras do país, e junto com seu grande sócio da “base aliada”, o PMDB, raspou metade do dinheiro colocado nesse tacho.

Todo mundo sabe quem são: Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa. Mas esses nomes não resolvem o enigma que continua a ocultar a identidade dos membros da elite.

Com certeza, nenhum dos quatro citados acima pertence a ela, já que dão tanto dinheiro assim ao ex-presidente, seu partido e seus candidatos. Devem ser, ao contrário, a vanguarda classes populares.

Restariam como membros da elite, enfim “inconformados” com o fato de que “um operário chegou à Presidência” ou que a “classe melhorou de vida. Mais uma vez, não dá para levar a sério.

Por que raios essa gente toda está inconformada, se não perdeu nada com isso? Qual diferença prática lhes fez a eleição de presidente de origem operária, ou por que sofreriam vendo um trabalhador viajar de avião?

Num país com 190 milhões de habitantes, é óbvio há muita gente que detesta o ex-presidente, ou simplesmente não gosta dele. E daí? Que lei os obriga a gostar? Acontece com qualquer grande nome da política, em qualquer lugar do mundo.

Ainda outro dia, milhares de pessoas foram às ruas de de Londres para festejar alegremente a morte da ex-líder britânica Margaret Thatcher – que já não estava mais no governo havia 23 anos. É a vida.

Por que Lula e seus crentes não se conformam com isso e param de encher a paciência dos de outros com sua choradeira sem fim? O resumo dessa ópera é uma palavra só: hipocrisia.

Lula bate tanto assim na “elite” para esconder o fato de que ele é hoje, na vida real, o rei da elite brasileira. O ex-presidente diz o tempo todo que saiu do povo. De fato, saiu – mas depois que saiu não voltou nunca mais.

Falemos sério: ninguém consegue viver todos os dias como rico, viajar como rico, tratar-se em hospital de rico, ganhar como rico (200 000 reais por palestra, e já houve pagamentos maiores), comer e beber como rico, hospedar-se em hotel de rico e, com tudo isso, querer que os outros acreditem que não é rico.

Onde está o operário nisso tudo? (Foto: Valter Campanato / ABr)

Onde está o operário nisso tudo? (Foto: Valter Campanato / ABr)

Lula exige jato particular para ir às suas conferências e Johnnie Walker Rótulo Azul no cardápio de bordo.

Quando tem problemas de saúde, interna-se no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, um dos mais caros do mundo.

Sempre chega ali de helicóptero. Vive cercado por um regimento de seguranças que só o típico magnata brasileiro costuma ter.

O ex-presidente sempre comenta que só falam dessas coisas porque “não admitem” que um “operário” possa desfrutar delas.

Mas onde está o operário nisso tudo?

É como se o banqueiro Amador Aguiar, que foi operário numa gráfica do interior de São Paulo e ali perdeu, exatamente como Lula, um dos dedos num acidente com a máquina que operava, continuasse dizendo, sentado na cadeira de presidente do Bradesco, que era um trabalhador manual.

Lula não trabalha, não no sentido que a palavra “trabalho” tem para o brasileiro comum, desde os 29 anos de idade, quando virou dirigente sindical e ganhou o direito legal de não comparecer mais ao serviço.

Está a caminho de completar iria 68 e, depois que passou a fazer política em tempo integral, nunca mais tomou um ônibus, fez uma fila ou ficou sem dinheiro no fim do mês.

Melhor para ele, é claro. Mas a vida que leva é um igualzinha à de qualquer cidadão da elite. O centro da questão está aí, e só aí. Todo o resto é puro conto do vigário.

21/02/2014

às 11:00 \ Política & Cia

J.R. GUZZO: Avanço para o passado

É SÓ ABACAXI -- Gilberto Carvalho fala do povo exatamente como os barões do café no tempo do Brasil do atraso (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr)

É SÓ ABACAXI — Gilberto Carvalho fala do povo exatamente como os barões do café faziam no tempo do Brasil do atraso (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr)

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

AVANÇO PARA O PASSADO

J. R. GuzzoImaginem por um curto instante o estado de choque em que ficariam o comitê central do PT, seus milhares de militantes e sua agressiva (e cada vez mais cara) máquina de propaganda, se esta revista, para dar um exemplo de entendimento bem fácil, publicasse um texto no qual o povo brasileiro fosse chamado de “essa gente”.

Mais: que “essa gente” está cometendo uma enorme “ingratidão” ao protestar contra o governo, depois de todos os presentes que tem ganhado das nossas mais altas autoridades. O mundo viria abaixo – eis aí, diria a esquerda nacional, a prova definitiva da sordidez sem limites da “grande mídia” brasileira.

Mas, graças ao bom Deus, quem disse isso não foi VEJA, e sim o secretário-geral (com nível de ministro) Gilberto Carvalho, descrito como homem de importância praticamente sobrenatural dentro e fora do Palácio do Planalto.

Será que foi mesmo ele? Sim, está provado que foi, numa viagem recente a Porto Alegre. “Fizemos tanto por essa gente”, queixou-se Carvalho, “e agora eles se levantam contra nós.”

Essa gente? Eles? Ingratidão? É um concentrado de insultos à população que parece ter saído diretamente da linguagem utilizada no Brasil antes da abolição da escravatura.

Está tudo errado nessa declaração, a começar pelo sujeito da frase. “Fizemos”? Quem “fizemos”? É como se o ministro e seus companheiros estivessem tirando dinheiro do próprio bolso para dar aos pobres; mas quem banca tudo é o povo, a cada tostão que tem de pagar em impostos quando compra um palito de fósforo que seja.

Ao mesmo tempo, está tudo certo, certíssimo: a frase do companheiro é provavelmente a tomografia mais fiel já feita até hoje dos verdadeiros sentimentos que os donos atuais do Brasil têm em relação à sociedade brasileira. O secretário, simplesmente, disse em público aquilo em que ele e os companheiros acreditam em particular.

Foi uma espécie de hora da verdade — por distração, ou sabe-se lá por quê, Carvalho esqueceu a regra-base de seu partido, que manda os chefes não falarem como pensam e, mais do que tudo, não agirem como falam. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

07/12/2013

às 18:00 \ Política & Cia

A Rainha Má e suas Fábulas Fabulosas

"E o espelho foi assentado pra convencer a Rainha Nociva de que ela não é tão bisca quanto pensa que é, embora boa bisca não seja" (Imagem: Disney)

“E o espelho foi assentado pra convencer a Rainha Nociva de que ela não é tão bisca quanto pensa que é, embora boa bisca não seja” (Imagem: Disney)

Por Neil esopo Ferreira, publicado no Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo

A RAINHA MÁ E SUAS FÁBULAS FABULOSAS

Neil Ferreira

Se você espera um final educativo como nas fábulas que conhecemos, pode tirar o unicórnio da chuva, aqui nada há de educativo. Começa com um afano: afanei do Millôr o título “Fábulas Fabulosas”,

“— Espelho espelho meu, existe alguma Rainha Má mais Rainha Maldosa do que eu ?” Ao que o espelho responde : “— Existe, minha Rainha Péssima”. O espelho finge que a bajula, mentindo que há piores do que ela. Não há.

No DataFalha, a Rainha Malíssima Malfeitora ganharia o trono no primeiro turno; correto, ganharia. Vivemos no país do quanto pior melhor. Se ela é a pior, melhor.

Nem La Loca de Buenos Aires é pior do que ela. Nem Genoino e seu “principio de infarto”, lenda urbana mais que desmentida, que renunciou ao cargo de deputado mas não sei se renunciou à aposentadoria de mais de 26 mil dinheiros e mordomias como o camarote de luxo no Hospital Circo Libanês.

A “grave doença” quadradamente desmentida pela junta médica independente que o examinou, e não a “runta” de esculápios cubanos não revalidados, foi diagnosticada como “stress psicológico”.

Talvez isso seja 00_171, com licença pra corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Se “stress psicológico” for o que penso que é, qualquer um de nós que enfrenta a corrupção desse governo, os impostos que a sustentam e o trânsito enlouquecedor, está apto a exigir igual benefício.

Você receberá milionários dois mínimos por mês, muito longe das 26 mil pilas dos heróis da Pátria, que metem nos bolsos os resultados do vergonhoso “Marketing Dos Mártires”.

O espelho teria tido participação intelectual no assassinato de alguém de muita importância, não tenho peito de sair falando o nome do de cujus. Num vi nada num çei di nada, afanei mais esta e seu sutaque castiço.

(“Sutaque”, do Lelélião: sotaque; Novílingua, ex.: “Noço mudelo de privataria é menas privataria du quê u delis”).

Você sabe quem é o espelho; era dono do notório Corsinha preto que ia do ABC a Sumpólo, supostamente levando bufunfa viva não sei pra quem . (Sei) e me faço de sonso. É alto quadro do PC – Partido do Caixa (caixa dois, três, quatro).

Disse o espelho “— Há ‘o’ Rainha, mandante do MST”, que não é “a” Rainha, mas é tão mau quanto a Rainha. Mandou invadir 25 propriedades para protestar contra a prisão do Vice-Chefão da Quadrilha, condenado e sentenciado.

Pega uma cana 5 estrelas, com assessora de imprensa que assina matérias super favoráveis a ele no Estadão, dá entrevista a toda hora, é o ai Jesus da Mônica Bérgamo, da Falha de S.Paulo.

O Poderoso Chefão de Todos os Chefões, estamos José Serra (carecas) de saber, é aquele cuja exceção no banco dos réus fez do Julgamento do Mensalão um “Julgamento de Exceção”, como os réus condenados e sentenciados não se cansam de afirmar.

O Vice-Chefão vai trabalhar no hotel 5 Saint Peters (não vai mais), onde passará o dia, comerá e beberá do bom e do melhor e fumará charutos Cohiba de 30 dólares a baforada fedida — não sei se terá toda essa mordomia na cana que vai ter que puxar, acho que terá.

Presos sem pedigree, não mensaleiros, exibem cartazes tipo: “Queremos Prisão Padrão Mensalão!”

Fernandinho Beira-Mar e Marcola também exigem Padrão Mensalão; nos seus embargos infringentes alegam que a Isonomia está na Constituição.

Beira-Mar é honesto traficante da puríssima Snow White e da prisão garante a qualidade da mercadoria. Marcola, intelectual, empresário que dá de dez no Eike, C.E.O do PCC, do qual é criador, e agudo crítico das forças oficiais “— Essas forças são fracas”, afirma; está certo, digo eu.

O espelho foi assentado pra convencer a Rainha Nociva de que ela não é tão bisca quanto pensa que é, embora boa bisca não seja. Querem baixar sua bola em matéria de malfeitorias porque sabem que quanto pior melhor.

"E o Capo di tutti capo é aquele cuja exceção no banco dos réus fez do Julgamento do Mensalão um 'Julgamento de Exceção'” (Foto: Gustavo Miranda / O Globo)

“E o Capo di tutti capo é aquele cuja exceção no banco dos réus fez do Julgamento do Mensalão um ‘Julgamento de Exceção’” (Foto: Gustavo Miranda / O Globo)

Sendo ela a pior, é a melhor e aí ambiciona passar uma rasteira no Poderoso Chefão Mensaleiro. No pasará!

Não há bisca mais bisca do que essa, que provou sua presença nas “Diretas Já” com foto tão fajuta que parecia os dossiês fajutos, pegos no pulo, fajutados pra sujar FHC , dona Ruth e Serra.

Pra mim o Chefão de Todos os Chefões breganhou sua alma com o Barzabu, em troca das fortunas política e da cantante e sonante. Fala-se em bilhões; dizem que nada de braçada na sua banheira expropriada do Tio Patinhas.

A Rainha Maligna cresceu mamando nas Fábulas Fabulosas d´antanho: “Nunca antes na história deçepaíz”, “Lulinha Paz e Amor”, “Fome Zero”, “Mensalão num ingistiu”, “Num çei di nada num vi nada”. E as recentes, da sua lavra: “Seis Mil Creches”, “16% de redução na conta da luz”, “Mãe do Pac”, “Minha casa minha vida” (parece que está dando a casa dela de presente), “Inflação sob controle”, “Pibinho de 0,9% sobe pra 2,5%”, depois sobe pra 1,5%, e sobe pra 1%, tudo palpite do Mago MerlínTega e suas poções (des)encantadas.

“— Numa eleição pode-se fazer o Diabo”, a Bruxa Rainha MáLigna ensinou e está fazendo. Você liga a tv e lá está ela crocitando blá blá blá. Os Crasse-Merdistas Emergentes a engolem com sofreguidão, temperada com o Bolsa família; votam nela e a elegem.

Rainha Má Luca Apaixonada – Por – Si – Mesma (só ela pra se apaixonar por ela mesma) berra para os 45 milhões que não votaram nela: “—Vocês vão ter que me engolir”.

“— Essa não! Essa é minha!” grita Zagalo com toda razão.

E os 45 milhões que não votaram e nem votarão nela, estão aí, 45.000.000.0 (2) Perdidos Numa Noite Suja, saravá Plínio Marcos.

05/11/2013

às 20:45 \ Política & Cia

VÍDEO: DIOGO MAINARDI enxergou há mais de dois anos o embuste, durante entrevista com Eike Batista: “Essas suas empresas existem mesmo?”

Post publicado a 31 de outubro no blog do meu querido amigo Augusto Nunes

HÁ DOIS ANOS E MEIO, DIOGO MAINARDI ENXERGOU O EMBUSTE DURANTE A ENTREVISTA COM EIKE BATISTA: ‘ESSAS EMPRESAS SÃO UMA ESPÉCIE DE CORRENTE DE SANTO ANTÔNIO DA BOLSA DE VALORES. AS EMPRESAS EXISTEM?’

Em março de 2011, Eike Batista irrompeu no programa Manhattan Connection fantasiado de Oitavo Mais Rico do Mundo no Ranking da Forbes.

Vacinado contra vigarices ainda no berço, o jornalista Diogo Mainardi recusou-se embarcar na tapeação. No vídeo, a partir de 1:45, Mainardi prepara com uma sequência de jabs o direto no queixo do entrevistado: “A gente tem a sensação de que essas empresas são uma espécie de corrente de Santo Antônio da Bolsa de Valores”, compara. “Essas empresas existem?”

Dois anos e meio depois, está claro que só existiram no mundo virtual.

Reveja outro grande e profético desempenho de Diogo Mainardi:

31/10/2013

às 19:40 \ Política & Cia

Celso Ming: Há que se cobrar também do governo do PT por Eike Batista, suas capitalizações gigantescas de empresas e negócios construídos, em grande parte de vento, quase sempre com recursos dos outros — inclusive do BNDES

"Diploma de idiota pode ser a expressão que ajude a explicar a meteórica construção e o desmonte do império do cidadão Eike Batista" (Foto: Aline Massuca / Valor Econômico)

“Diploma de idiota pode ser a expressão que ajude a explicar a meteórica construção e o desmonte do império do cidadão Eike Batista” (Foto: Aline Massuca / Valor Econômico)

Do colunista Celgo Ming, artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo

CIDADÃO EIKE

Rosebud (botão de rosa) é a chave que explica a criação e o esfacelamento do império do Cidadão Kane – na vida real, presume-se tenha sido o magnata norte-americano William Hearst, falecido em 1951.

Diploma de idiota pode ser a expressão que ajude a explicar a meteórica construção e o desmonte do império do cidadão Eike Batista.

O Cidadão Kane é o filme genial lançado em 1941, dirigido e estrelado por Orson Welles, marco da história do cinema mundial. Rosebud, só no incêndio final fica claro, é a marca do trenó com que o menino Charles Kane brincava no momento crucial em que se separou irremediavelmente de sua mãe, trauma nunca resolvido que tentou superar com a fantástica acumulação de riquezas e de poder.

Eike nunca escondeu de ninguém que um dos momentos decisivos de sua vida aconteceu quando comunicou à família a aquisição de concessões de minas de ouro no Pará. Foi quando o pai, Eliezer Batista, um dos grandes presidentes da Companhia Vale do Rio Doce e ministro de Minas e Energia no período João Goulart, deu um tapa retumbante na mesa da sala de jantar, riscou uma moldura imaginária no ar contra a parede de fundo, e perguntou diante da esposa, de Eike e dos outros seis filhos:

– Você quer tirar diploma de idiota?

A partir daí, as coisas na vida de Eike parecem ter-se passado de forma a provar para o pai, para si mesmo, para o país e para o mundo, que não era e jamais seria um idiota, o que de fato nunca foi. “Meus projetos são à prova de idiota”, declarou ele em 2012, relata a comentarista do jornal O Globo Míriam Leitão.

Ontem, a petroleira do grupo, a OGX, entrou com pedido de recuperação judicial. Aconteça o que acontecer, a história do império fará inevitavelmente parte dos estudos de caso nos cursos superiores de Administração de Empresas. E haverá lições a tirar de uma impressionante roda-viva que girou em torno de projetos mirabolantes, avaliações apressadas, seduções sistemáticas de mercados, banqueiros e políticos, de capitalizações gigantescas de empresas e negócios construídos, em grande parte de vento, quase sempre com recursos dos outros.

Mais ainda há a cobrar do governo do PT, que se lançou a exibir feitos e grandes acordos com representantes da chamada burguesia nacional. Foi o governo que catapultou Eike Batista a candidato a campeão da atividade econômica e grande exemplo a seguir pelo empresariado brasileiro. Depois o alimentou com recursos subsidiados do BNDES e empurrou a Petrobras para o seu colo, supostamente para parcerias com a OGX, que seriam irrevogáveis e desastrosas fossem elas levadas a cabo.

Como a sociedade e o país mergulharam de cabeça nesse jogo é outra narrativa potencialmente rica em ensinamentos, embora episódios parecidos com esse sejam permanentemente revisitados, desde as gigantescas pirâmides financeiras feitas com bulbos de tulipa ocorridas na Holanda do século 17.

Mas a grande história pode ser outra. Parece ter a ver com buracos negros interiores que precisam ser preenchidos com massas cósmicas que em seguida desaparecem misteriosamente. Ou reaparecem no outro lado do universo.

O ser humano e a sociedade não são, por acaso, feitos desse material?

21/10/2013

às 13:00 \ Política & Cia

Desempregada, Rosemary Noronha, a amigona de Lula, consegue manter um batalhão de 40 advogados para defendê-la na Justiça. Vejam detalhes do milagre

A poderosa Rosemary Noronha (Ilustração: Lézio Júnior)

A poderosa Rosemary Noronha (Ilustração: Lézio Júnior)

 

Reportagem de Robson Bonin, com colaboração de Bela Megale, publicada em edição impressa de VEJA

A MILIONÁRIA EQUIPE DE ROSE
Desempregada, a ex-chefe do escritório da Presidência da República tem quase quarenta advogados a sua disposição. Especialistas estimam que os honorários já beirem 1 milhão de dólares

Ao longo dos quase cinco anos em que comandou o escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha conheceu o céu e o inferno. Ex-secretária do Sindicato dos Bancários de São Paulo, ela nunca foi uma mulher de posses. Mas mudou radicalmente nos últimos tempos.

Com um salário de quase 12.000 reais, comprou dois apartamentos, trocou de carro, criou uma empresa de construção civil e rodou o mundo em incontáveis viagens, até ser apanhada surfando na crista da onda de uma quadrilha que negociava facilidades no governo. Rosemary escapou da prisão por um fio. Talvez estivesse no lugar certo, na hora errada. Talvez o contrário.

Um fato, porém, é indiscutível: ela conhece e tem acesso a quem dá as ordens, conta com amigos influentes que se preocupam com seu destino. Desde que foi flagrada traficando interesses no gabinete presidencial, Rosemary vem sistematicamente conseguindo driblar os processos a que responde. Para isso, a ex-secretária dispõe do apoio de três grandes bancas de advocacia do país. Escritórios que têm em sua carteira de clientes banqueiros, corporações, figurões da República, milionários dispostos a desembolsar o que for preciso para assegurar a melhor defesa que o dinheiro pode comprar. Rosemary, apesar do perfil diferenciado, faz parte desse privilegiado rol de cidadãos.

Desde que a polícia fez uma busca em seu escritório e colheu provas contundentes de que a ex-secretária levava uma vida de majestade, ela cercou-se de um batalhão de quase quarenta advogados para defendê-la. São profissionais que, de tão requisitados, calculam seus honorários em dólares americanos, mas que, nesse caso, não informam quanto estão cobrando pela causa, muito menos quem está pagando a conta. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

09/10/2013

às 16:30 \ Política & Cia

O que é que o Congresso está esperando para investigar o BNDES?

BNDES: "operações motivadas pela duvidosa 'política dos campeões' forjada a partir da cabeça do presidente do BNDES Luciano Coutinho" (Foto: ABr)

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho: “operações muito estranhas e de resultados duvidosos” (Foto: ABr)

Do blog Política & Economia Na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros

BNDES MERECE SER INVESTIGADO

Se o Congresso valoriza o seu papel de fiscalizador das políticas do Poder Executivo, há uma tarefa republicana a ser realizada: trata-se de investigar como opera o BNDES e quais os resultados que obteve nos últimos anos.

É inegável que o banco de desenvolvimento tem de ter papel central na configuração das políticas econômicas do Brasil.

O que se vê, contudo, são operações muito estranhas e de resultados duvidosos. Nas últimas semanas soube-se um pouco mais sobre o passivo do banco com o Grupo X de Eike Batista, os ex-superbilionário mundial.

Na semana passada, verificou-se a operação do Grupo Oi, cliente prime do BNDES, com a Portugal Telecom.

Há ainda financiamentos aos frigoríficos, bem como outras operações motivadas pela duvidosa “política dos campeões” forjada pelo presidente do BNDES Luciano Coutinho.

Se quisermos avançar, precisaríamos também entender a política do BNDES na área de cultura, sobretudo no cinema nacional.

Como pode uma instituição com o porte orçamentário do BNDES [algo como 200 bilhões de reais] permanecer sem uma avaliação do Congresso?

 

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