Blogs e Colunistas

Dubai

04/05/2013

às 16:00 \ Vasto Mundo

FOTOS e VÍDEO: alguns dos carrões incríveis da polícia de emirados árabes bilionários — inclusive Ferrari e Lamborghini

Polícia de Dubai ganha viatura Ferrari FF (Foto: Karim Sahib / AFP)

Polícia feminina de Dubai ganha Ferrari FF (Foto: Karim Sahib / AFP)

Os BMW da polícia alemã ou os Alfa Romeo da polícia italiana não chegam nem perto.

Vejam só: a polícia feminina que patrulha os bairros mais turísticos e mais ricos do riquíssimo emirado de Dubai está dirigindo uma Ferrari FF, e a masculina, um Lamborghini Aventador LP 700-4.

Embora o Aventador alcance uma velocidade máxima de 217 quilômetros por hora, e a Ferrari 335 quilômetros por hora, não se espera, realmente, perseguições cinematográficas nas ruas da cidade. O regime ditatorial do emirado não inspira a que se cometam muitas infrações graves.

Não é a primeira vez que um Lamborghini foi inscrito por uma força de polícia. Em 2008, um Lamborghini Gallardo LP 560-4 ingressou na Polícia italiana.

Não é a primeira vez que um Lamborghini foi inscrito por uma força de polícia. Veja na foto abaixo

De todo modo, são dois os motivos declarados da frota de supermáquinas recém-adquiridas: inibir alta velocidade nas ruas e estradas (porque na meca econômica do deserto, cidadãos e turistas também dirigem supermáquinas de alta potência) e promover a capital dos endinheirados.

Em 2008, um Lamborghini Gallardo LP 560-4 ingressou na Polícia italiana.

Em 2008, um Lamborghini Gallardo LP 560-4 ingressou na Polícia italiana

A Ferrari FF custa a bagatela de 550.000 dólares,  e o Lamborghini pouco mais de 375.000 — lá, onde tudo é muito mais barato pela ausência quase total de impostos. No Brasil, nem se fale.

Nenhuma alteração foi feita para o pacote mecânico dos carros, mas seus interiores estão equipados com um avançado sistema de monitoramento de vídeo, GPS, radares e outros dispositivos da polícia. Um conjunto obrigatório de luzes de alerta típicas também foi colocado no teto dos carrões.

Nissan GT-R, da polícia de Abu Dhabi

Nissan GT-R, da polícia de Abu Dhabi

Até agora, o título de mais rápido carro de polícia no Golfo Pérsico está sendo disputado com a Ferrari de Dubai por um Nissan GT-R, da frota de de Abu Dhabi, capaz de superar 315 quilômetros por hora. A polícia do emirado já contou entre seus recursos com alguns dos nada lentos Chevrolet Camaro.

O Camaro 2010 já fez parte da frota de Abu Dhabi

O Camaro 2010 já fez parte da frota de Abu Dhabi

 

LEIAM TAMBÉM:

O bilionário emirado de Dubai, “onde o dinheiro não tem qualquer outro objetivo que não seja sua multiplicação e endeusamento”

Vídeo trepidante: DUBAI, suas luzes, seu movimento e seus delírios de grandeza

Dubai, a “Disneylândia financeira”, acusa o golpe da crise e ensaia rever seu modelo econômico

05/03/2013

às 15:00 \ Política & Cia

Haddad quer a Exposição Universal de 2020 em São Paulo

Haddad na fila, para a Exposição Mundial de 2020 (Foto: Regis Filho / Valor)

Haddad na fila, para a Exposição Mundial de 2020 (Foto: Regis Filho / Valor)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição da VEJA que está nas bancas

CANDIDATURA CONTINENTAL

O prefeito Fernando Haddad apresenta nesta terça-feira um reforço à candidatura de São Paulo a sede da Exposição Mundial de 2020.

Sentindo que a cidade está atrás da favorita Dubai, Haddad decidiu dar um caráter continental ao pleito, chamando para um evento de apoio na sede da prefeitura os prefeitos de Buenos Aires, Caracas, Bogotá e Cidade do México.

A exposição, que ocorre a cada cinco anos e dura seis meses, jamais foi realizada na América Latina.

A expectativa da prefeitura é que a cidade fature até 2 bilhões de reais com o evento.

25/01/2013

às 14:00 \ Tema Livre

FOTOS E VÍDEO: os maiores iates reais do mundo

Post publicado originalmente em 1º de maio de 2011

Mais do que transportar a nobreza em segurança e servir como plataforma para as relações internacionais de governo, acolhendo chefes de Estado em visitas oficiais, os iates reais foram usados para ostentar poder, como símbolos da potência e da riqueza nacional.

Há registros do uso de navios suntuosos por soberanos desde a Antiguidade – com Cleópatra, 222 anos antes de Cristo, e com os incas, no Lago Titicaca, antes da chegada dos espanhois à América, em 1492. Com o passar dos tempos, os barcos foram ficando cada vez maiores e mais luxuosos, até que a I Guerra Mundial impôs limites à ostentação das famílias reais. Mesmo assim, especialmente os britânicos continuaram tratando bem, nesse quesito, sua realeza.

Na lista abaixo, você pode conferir os seis maiores iates reais ainda em uso no mundo. O ranking não inclui o famoso Britannia – onde o casal Charles e Diana passou a lua-de-mel em 1981, servidos por 22 oficiais e 254 marinheiros –, que, obsoleto, foi desativado em 1997, após 44 anos de uso.

1 – Dubai

Dubai

Com 162 metros (531 pés) de comprimento,o iate Dubai, do sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum, governante do pequeno emirado do mesmo nome, é o maior barco real em uso atualmente. E o segundo maior iate do mundo, logo após o Eclipse, de 170 metros — dimensões de um navio de cruzeiro de pequeno porte –, pertencente ao bilionário russo radicado em Londres Roman Abramovitch.

Avaliada em 300 milhões de dólares, a embarcação, pronta em 2006 depois de 10 anos de construção, se destaca por sua decoração exclusiva e luxuosa, que inclui 5 quartos vips, 6 cabines de hóspedes, um heliporto, um submarino, um salão de beleza, uma moderna academia e uma sala com capacidade para 80 pessoas. Para completar, propicia aos viajantes uma piscina no convés principal, com uma queda d’água que cai no convés do piso inferior.

2 – Al Said

Com 155 metros de comprimento e capacidade para hospedar mais de 60 convidados, o Al Said, do sultão Qabus bin Said, de Omã, é o terceiro maior iate do mundo. Encomendado pela família real em 2006, o barco dispõe até de uma luxuosa sala de concertos com capacidade para 70 visitantes.

3 – Prince Abdulaziz

O iate Prince Abdulaziz, de propriedade da família real saudita, tem 147 metros de comprimento e foi considerado o maior do mundo durante mais de vinte anos. Desde sua construção, em 1984, circulam notícias, nunca confirmadas pela fechadíssima monarquia absolutista da Arábia Saudita, de que a embarcação possui os mais variados tipos de equipamento de defesa de última geração, incluindo lançadores de mísseis. Mas sabe-se que ele possui um heliporto e um potente motor que lhe permite navegar a mais de 22 nós de velocidade, cerca de 40 quilômetros por hora.

4 – Norge

O iate real da Noruega, construído em 1937, tem 80,2 metros de comprimento e 54 tripulantes durante a temporada de verão – no inverno, a equipe é reduzida a 20 pessoas. O barco é utilizado em visitas de Estado à Grã-Bretanha e às comunidades ao longo da costa norueguesa. Nos últimos anos, o rei Harald também tem usado o Norge em uma série de regatas em águas européias.

5 – Stargate

Este megaiate de 80 metros, entregue em 2001 ao monarca do Catar, o emir Hamad bin Khalifa Al-Thani, é cópia idêntica do Constellation – também de propriedade da família real do Catar. Os dois retiros ambulantes de luxo incluem uma suíte exclusiva para o proprietário, 4 suítes vips e 6 cabines de hóspedes.

6 – Dannebrog

Encomendado em 1932, o iate real da Dinamarca, batizado com o nome da bandeira nacional do país, tem 78,43 metros de comprimento e, apesar de carregar 57 tripulantes, não é essencialmente um navio para longas distâncias. Suas viagens se restringem ao Mar do Norte, em visitas aos países vizinhos ou às diversas ilhas dinamarquesas, como a Groenlândia. Assim como o Britannia exerceu no passado, o Dannebrog tem um papel duplo de iate real em tempos de paz e navio-hospital durante a guerra.

O ex-iate real Britannia, agora aposentado e ancorado no porto de Leith, em Edimburgo, na Escócia, virou um museu a céu aberto para turistas do mundo inteiro, como você pode conferir no vídeo abaixo:

13/01/2013

às 14:00 \ Tema Livre

Qual é o maior aeroporto do mundo, do tamanho de Nova York? E o mais movimentado? E o mais alto? Quanto voa em sua vida útil um avião comercial? Quantas pessoas viajam de avião por ano? Confiram esta compilação imperdível de estatísticas sobre a indústria da aviação

Damman-Aeroporto-Arábia Saudita

O Aeroporto de Damman, Arábia Saudita: maior do mundo (Foto: Divulgação)

Publicado originalmente em 27 de agosto de 2012.

Vocês sabem onde fica o aeroporto mais alto do mundo? E o mais isolado? Alguma ideia, por acaso, de quanto dinheiro movimenta a indústria da aviação em âmbito mundial?

Estas e outras várias perguntas hipotéticas sobre o universo composto por aviões, aeroportos, companhias aéreas e, claro, passageiros sugerem surpreendentes respostas. O site da rede norte-americana de notícias CNN compilou várias delas e as publicou em recente reportagem.

Confiram abaixo uma seleção com curiosas informações e estatísticas reunidas na matéria. A dica partiu do queridíssimo leitor do blog Hugo Sterman Filho.

INDÚSTRIA

-A aviação movimenta aproximadamente 2,2 trilhões de dólares por ano, o que corresponde a 3,5% do Produto Mundial Bruto e equivale ao PIB da Itália, a quarta maior economia da União Europeia e a oitava do mundo. Emprega direta ou indiretamente 56,6 milhões de pessoas.

AEROPORTOS

-Existem 3.846 aeroportos comerciais no mundo.

-O aeroporto de maior movimento internacional no mundo é o Heathrow, em Londres: em 2011, a principal porta de entrada da capital do Reino Unido gerenciou o trânsito de 64,7 milhões de usuários em voos internacionais.

No dia 13 deste mês, auge do verão na Europa, Heathrow registrou movimento recorde em sua história: 137 mil passageiros.

Heathrow-Londres-aeroportos

Check-in massivo em Heathrow: imbatível em fluxo internacional (Foto: Getty Images)

-O aeroporto de maior movimento no mundo (contando voos nacionais e internacionais) é o Hartsfield Jackson, em Atlanta, EUA: 92 milhões de pessoas o utilizaram em 2011.

Aeroporto de Hartsfield Jackson, em Atlanta: o mais movimentado (Foto: Getty Images)

Aeroporto de Hartsfield Jackson, em Atlanta: o mais movimentado (Foto: Getty Images)

-O maior aeroporto do mundo é o King Fahd, em Dammam, Arábia Saudita (foto de abertura do post): ocupando área de 780 quilômetros quadrados, tem praticamente o tamanho da cidade de Nova York.

Já o maior terminal é o 3 do Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes (388 quilômetros quadrados).

Dubai-Aeroporto-Terminal-3

O gigantesco Terminal 3, do Aeroporto de Dubai, aberto em 2008 (Foto: Dubai International Airport)

-Os aeroportos mais próximos entre si são os das ilhas vizinhas Papa Westray e Westray, na Escócia: apenas 2,83 quilômetros os separam, distância que pode ser percorrida por uma aeronave em 96 segundos.

Os aeroportos "vizinhos" das ilhas de Westray e Papa Westray, na Escócia (Imagem: Google Maps)

Os aeroportos "vizinhos" das ilhas de Westray e Papa Westray, na Escócia (Imagem: Google Maps)

- A menor pista de aeroporto comercial do planeta é a do Juancho E.Yrausquin, em Saba, uma das Antilhas Holandesas: 396 metros de comprimento.

Pista-decolagem-menor-mundo

A menor pista de pouso e decolagem do mundo, em Saba, nas Antilhas Holandesas (Foto: Fentener Van Vilssingen)

-O aeroporto mais alto do mundo é o Qamdo Bangda, no Tibete: 4.333 metros de altura. Com mais de 4 quilômetros de extensão, sua pista de pouso e decolagem é bem mais longa do que a média, porque as aeronaves custam mais a parar por causa da baixa resistência do ar, mais rarefeito a esta altitude.

Mataveri-aeroporto

Qamdo Bangda, no Tibete: aeroporto mais alto do mundo (Foto: Eric Finalyson)

-O aeroporto mais isolado do mundo é o Mataveri, na Ilha de Páscoa, que dista 3.759 quilômetros da cidade mais próxima (Santiago, Chile).

COMPANHIAS AÉREAS E AVIÕES

-Até o final de 2010, haviam em operação no mundo 1.700 companhias aéreas.

Naquele ano, lucraram um total de 7,9 bilhões de dólares. As empresas gastam cerca de 26% de seu orçamento em combustível, o que em 2011 representou um total de 177 bilhões de dólares em 2011.

-A vida útil de um avião comercial geralmente se estende por 20 a 25 anos, voando 40.274.144 quilômetros, o suficiente para dar 1.000 voltas completas na Terra.

PASSAGEIROS

-2,6 bilhões de passageiros viajam de avião anualmente.

Em média, os voos decolam com 77% de sua capacidade preenchida (índice bastante superior a todos os outros meios de transporte).

A superporvoada zona Ásia-Pacífico lidera o volume de tráfego (34%), seguida por América do Norte e Europa (27% cada).

27/12/2012

às 14:00 \ Vasto Mundo

O bilionário emirado de Dubai, “onde o dinheiro não tem qualquer outro objetivo que não seja sua multiplicação e endeusamento”

Burj Al Arab, em Dubai: o hotel mais caro do mundo tem suítes de dois andares e uma frota de Rolls-Royces à disposição dos hóspedes

 Publicado originalmente em 20 de abril de 2011

Campeões de Audiência

Amigos, foi só falar no emirado de Catar (leia post) e, por coincidência, dei com um texto extraordinário sobre outro emirado bilionário, Dubai – aquele das gigantescas ilhas artificiais com milhares de casas de luxo, dos edifícios altíssimos, do hotel em forma de vela, o Burj Al Arab, que se diz o mais luxuoso do planeta e coloca à disposição dos hóspedes uma frota de Rolls-Royces, do hipódromo de 3 bilhões de dólares, da pista de esqui, com neve e tudo, funcionando enquanto fora há um calor de 50 graus.

ilhas-artificiais-dubai

Ilhas artificiais em Dubai

Trata-se de um artigo do jornalista escocês A. A. Gill, crítico de gastronomia do jornal britânico The Sunday Times e da revista norte-americana Vanity Fair.

A Vanity Fair enviou-o a Dubai e o resultado, na edição de abril, é uma pequena obra-prima sobre a insânia de tentar construir um paraíso artificial inteiramente descolado de sua realidade social, política, histórica e geográfica – que, além de tudo, está entrando em colapso financeiro.

Gill se horrorizou com a arrogância e o vazio da vida dos jovens milionários nativos, com a vida difícil e a situação precária dos trabalhadores estrangeiros, sem os quais Dubai ainda seria a aldeia de pescadores que era há 20 anos, com um país sem identidade e sem valores, onde os forasteiros com dinheiro podem muito, mas cujo regime político, sob o brilho, o luxo e o desperdício de um capitalismo delirante, é totalitário, retrógrado e corrupto.

"Dubai é Las Vegas sem os cassinos, as dançarinas ou Elvis"

Leiam esse trecho do texto:

“Dubai é a história dos três desejos na qual, como todo garoto sabe, com o terceiro desejo você tem direito a exprimir três novos. E, como todo gênio da lâmpada sabe, mais desejos levam a mais ambição, a mais miséria, a mais créditos podres, e a muito, muito, muito mais mau gosto.

“Dubai é Las Vegas sem as dançarinas, sem os cassinos e sem Elvis.

“Dubai é uma Disneilândia financeira sem a diversão. É um resort de férias com o pior clima no planeta.

“(…) Dubai é a parábola do que o dinheiro é capaz de fazer quando não tem qualquer outro objetivo que não seja sua própria multiplicação e endeusamento.

“(…). Dubai é um lugar que não toma conhecimento do preço de nada, nem conhece o valor de nada – mas faz com que tudo deixe de ter qualquer valor”.

Infelizmente não há versão do artigo que não seja em inglês.

Se você quiser ler o artigo e apreciar as ótimas fotos clique aqui.

LEIA TAMBÉM:

Dubai: a “Disneylândia financeira” acusa o golpe da crise e ensaia rever seu modelo econômico


dubai163

Dubai à noite

01/09/2012

às 15:30 \ Tema Livre

Vídeo trepidante: DUBAI, suas luzes, seu movimento e seus delírios de grandeza

As luzes mágicas de Dubai (Foto: Geoff Tompkinson)

As luzes de Dubai (Foto: Geoff Tompkinson)

Geoff Tompkinson é fotógrafo e cinegrafista. Cidadão do mundo, mais que inglês, há 30 anos vem colecionando os melhores ângulos de diversas cidades ao redor do mundo.

dubai-

Seu projeto ”Round the World in Timelapse” (ou Volta ao Mundo em timelapse, em tradução livre), chegou a Dubai, e arrasou!

Imprimiu, em um vídeo dinâmico, alegre, com uma trilha de sacudir o espectador, aquele ar de mistério e modernidade que ronda a cidade destino de VIPs e que mais mexe com o imaginário dos meros mortais.

dubai-marina

Confira:

 

LEIAM TAMBÉM:

Dubai, a “Disneylândia financeira”, acusa o golpe da crise e ensaia rever seu modelo econômico

O bilionário emirado de Dubai, “onde o dinheiro não tem qualquer outro objetivo que não seja sua multiplicação e endeusamento”

Vídeo para não perder: em três minutos frenéticos, a transição do dia para a noite na gigantesca Los Angeles

Vídeo espetacular: A Terra vista do céu, como se você estivesse parado e ela, girando

Vídeo realmente espetacular: “TimeScape”, o filme – o primeiro do mundo em tecnologia 4k, com cinco vezes mais definição do que a do cinema atual

Vídeo para melhorar o seu dia e que é uma obra de arte: Veneza, do amanhecer à noite, em pouco mais de 3 minutos

18/08/2012

às 16:00 \ Vasto Mundo

O paradoxo de haver 64 milhões de imóveis vazios na China

SEM VIVALMA Em Ordos, há apenas 30000 moradores em condomínios com casas prontas para receber 300000 pessoas (Foto: Michael Cristofpher Brown / Corbis / Latinstock)

SEM VIVALMA -- Em Ordos, na região chinesa da Mongólia Interior, há apenas 30 mil moradores em condomínios com casas prontas para receber 300 mil pessoas (Foto: Michael Cristofpher Brown / Corbis / Latinstock)

 

(Reportagem de Tatiana Gianini publicada na edição impressa de VEJA)

 

O PARADOXO DOS BAIRROS FANTASMAS

Na China existem 64 milhões de residências vazias, além de centenas de prédios comerciais sem uso. Especialistas acham que pode vir a estourar uma bolha imobiliária, como a que levou a Espanha a pique

As fotos panorâmicas das metrópoles da China, com seus novíssimos arranha-céus envidraçados, são um símbolo da pujança econômica do país. Não é só uma imagem. A construção de imóveis de fato tem peso no crescimento chinês, respondendo por nada desprezíveis 12% do PIB nacional e por uma parcela expressiva da demanda internacional por matérias-primas como aço e cobre.

O cenário é menos esplendoroso do lado de dentro dos imóveis. Muitas casas, torres de escritórios e lojas estão vazias. Em algumas cidades, há distritos comerciais e residenciais inteiros que nunca chegaram a ser ocupados. O mais desolador bairro fantasma fica em Ordos, na Mongólia Interior, ao norte do país. Cerca de 1 bilhão de dólares foram investidos na construção dos condomínios residenciais e dos espigões que compõem o horizonte do distrito de Kangbashi.

Uma Dubai — só faltam as pessoas

O plano dos empresários e da prefeitura era usar os lucros da indústria de carvão local, uma das maiores do país, para transformar a cidade em uma versão chinesa de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Só faltam as pessoas – um paradoxo num país com 1,3 bilhão de habitantes e algumas centenas de milhões morando muito mal. O bairro foi projetado para abrigar 300 000 moradores, mas apenas 30 000 vivem lá.

Outra cidade, Dongguan, sedia o shopping New South China Mall, que deveria ser o maior centro de compras do mundo, com capacidade para receber 70 000 visitantes diários. Sete anos após sua inauguração, 99% das lojas seguem desocupadas.

Boa parte dos imóveis vazios da China pertence a investidores privados da classe média em ascensão. Eles preferem colocar suas poupanças no mercado imobiliário, pois o rendimento das aplicações nos bancos é baixo e apostar em ações é arriscado demais para o perfil conservador das famílias chinesas. Nos últimos anos, comprar casas, apartamentos e escritórios foi a opção mais promissora, entre outros motivos porque os impostos sobre a propriedade eram baixos e porque, como medida de estímulo econômico, houve um aumento na oferta de crédito após a crise mundial de 2008.

Com isso, estima-se que 30 milhões de chineses tenham hoje mais de um imóvel.

Construtoras ergueram mais propriedades do que são capazes de vender por preços altos

Enquanto havia procura e os preços disparavam, ninguém estranhava o surgimento de mais arranha-céus, condomínios e shoppings. O problema é que, seduzidas pela ideia de uma demanda imobiliária chinesa infinita, as construtoras ergueram mais propriedades do que são capazes de vender a preços altos.

Os dados oficiais mostram que 3 bilhões de metros quadrados de imóveis residenciais estavam em construção em fevereiro passado na China, o suficiente para suprir a demanda por quase três anos sem que uma única nova casa seja erguida. Até as obras de infraestrutura foram exageradas. Na ponte marítima que liga a cidade de Qingdao à Ilha de Huangdao e que é a maior do mundo, com 42 quilômetros de extensão, o fluxo de veículos é apenas um terço do esperado.

No mês passado, o governo anunciou a construção de 82 aeroportos até 2015. Embora Pequim diga que as obras são necessárias para atender aos investimentos feitos por inúmeras empresas no interior do país, há o temor de que se tornem elefantes brancos, já que, no ano passado, 130 aeroportos tiveram prejuízos.

GRAF-CHINA-imovel

Até agora, os investidores em imóveis têm se recusado a vendê-los por valor menor do que o que pagaram e também não querem alugá-los, o que explica por que a fartura de casas não servirá para reduzir o déficit habitacional de 75 milhões de residências.

“Ninguém quer ter prejuízo, nem as construtoras, nem os investidores, muito menos o governo, que teria de admitir a existência de uma bolha e de uma correção dos preços que levaria a uma diminuição dos investimentos no setor, aumentando a pressão sobre uma economia que já está em desaceleração”, diz o americano Patrick Chovanec, professor de negócios da Universidade Tsinghua, em Pequim.

Cidades fantasmas ainda podem vir a assombrar a segunda maior economia do mundo

Nos últimos meses, o governo iniciou uma tentativa de dar mais equilíbrio ao mercado imobiliário, com medidas como a que impõe restrições à compra de mais de uma residência pelos cidadãos. O objetivo é conter a especulação imobiliária e evitar que, numa eventual queda de preços, o setor se transforme num pesadelo mergulhado em dívidas como o espanhol.

“Muitas das dívidas dos bancos chineses estão relacionadas com o mercado imobiliário, e, em geral, as garantias desses empréstimos são terrenos e outras propriedades cujos preços estão supervalorizados”, afirma Chovanec. Se chegar o momento em que essas dívidas tiverem de ser pagas com as garantias, como ocorreu na Espanha, o castelo de cartas poderá cair”.

As cidades e os prédios fantasmas ainda podem vir a assombrar a China.

LEIA TAMBÉM:

Vídeo ESPANTOSO: na China, cidades inteiras, novinhas em folha, construídas para ninguém morar. Há 64 milhões de imóveis vazios, e centenas de milhões de pessoas sem ter onde morar

14/04/2012

às 15:00 \ Tema Livre

Fotos: paisagens incríveis — com ou sem a mão do homem

Por Rita de Sousa

Imaginem trabalhar no meio da floresta?

E parar num cruzamento enquanto espera o avião — até um Jumbo — pousar?

Que tal tomar um cafezinho na Bélgica e uma água na Holanda com a diferença de segundos?

Já viu um restaurante que depende da maré para o cliente escolher o tipo de transporte?

Observem as  fotos na sequência, e se admirem do que é capaz o trabalho do homem!

 

aeroporto-maldivas

O aeroporto das Maldivas é localizado em uma ilha artificial no meio do Oceano Índico

-

aeroporto-gibraltar

A pista do aeroporto de Gibraltar cruza uma avenida

-

divisa-belgica-holanda

A divisa entre a Bélgica e a Holanda se dá em um café!

-

escritorio-madri

“Cano-escritório” da Selgas, em Madri, Espanha

-

baloes-na-capadocia

Balões sobrevoando a inacreditável paisagem da Capadócia, na Turquia

-

estatua-franca

A estátua, criada por Bruno Catalano, está localizada no litoral norte da França.

-

monumento-kaunas-lituania

O mesmo monumento em Kaunas, Lituânia, de dia e de noite

-

farol-mar-do-norte

Guarda de Farol no Mar do Norte, França. O cara é muito corajoso de ir fumar, com esse tempo nesse lugar

-

restaurane-em-falesia-zamzibar

Restaurante em falésia, na costa leste de Zanzibar, Tanzânia. Dependendo da maré, o restaurante poderá ser alcançado tanto a pé, quanto de barco.

-

varanda-chicago

Varanda no 103º andar da Sears Tower, em Chicago, EUA

-

predio-dubai

Arranha-céu em formato de lua crescente, em Dubai

-

dubai-vista-de-cima

Dubai, vista de cima do edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa, com 160 andares, mais terraços e outras dependências -- e incríveis 828 metros de altura

-

arranha-ceus-em-dubai

Dubai, vista do alto do Burj Khalifa, fica tão distante que às vezes boa parte da cidade permanece sob as nuvens

-

Em meio aos grandes arranha-céus de Dubai, o colossal Burj Khalifa

 

nevoeiro-sidney

Nevoeiro em Sidney, Austrália

-

carrossel-suspenso

O carrossel suspenso mais alto do mundo, com 117 metros, em Viena, Áustria

 

Leia também:

Uma pausa para relaxar: fotos muito, muito divertidas

Ira de Deus ou portões do inferno: veja fotos desses incríveis buracos gigantes

Encantador: vejam como a leoa se arrisca para resgatar o filhote

Um trabalho belo, minucioso e comovente: quatro irmãs fotografadas, juntas, ano a ano, da juventude à maturidade

Fotos: as estradas mais incríveis do mundo

14/02/2012

às 15:00 \ Tema Livre

Havaí, Itália, Grécia: confira algumas alucinantes casas de alto luxo que são alugadas para os muito ricos

Rita de Sousa

Pois é, se você tiver uma conta bancária de mais de cinco dígitos, pode ter uma viagem de rei, ou de magnata, ou de califa…

É que, com crise e tudo, os muito ricos continuam muito ricos, ou estão ainda mais, e maravilhosas casas, villas, ilhas, castelos – ufa! – como os abaixo continuam sendo oferecidos por empresas especializadas em aluguéis de imóveis de altíssimo luxo.

Pode olhar, sonhar não custa nada!

Villa em Cancún, Península de Yucatán, México

Uma ilha em Cancún, no México, todinha para chamar de sua

Uma villa em Cancún, no México, todinha para chamar de sua, com 300 metros de praia exclusiva. Nada mal, não?

A Villa Real vale 15 milhões de dólares, mas por 7,5 mil dólares por dia é possível desfrutar de suas delícias exclusivas, ao longo de 300 metros de praia.

O locatário tem à disposição onze funcionários, incluindo um chef especializado em culinária maia e um chef internacional, e ainda pode desfrutar de um Porsche, um Jaguar e uma Mercedes, com os respectivos motoristas.

Villa Cancún: deliciosamente confortável

Detalhe de decoração da Villa Real: onze funcionários à disposição

-

Villa Cancún: luxo e luxúria

A grande banheira de hidromassagem é só um detalhe

-

Villa próxima ao Lago de Como, Itália

Villa Lago do Como

A portentosa frente da propriedade, em uma das regiões mais lindas da Itália

Localizada na Lombardia, ao norte da Itália, esta villa está avaliada em 60 milhões de dólares. É acessível apenas por barco, e seu jardim ocupa uma area de 30 mil metros quadrados, que abrigam quatro diferentes casas, campo de tênis, piscina aquecida, ginásio e cinema. Nove funcionários estão no pacote, que em alta temporada custa no mínimo 100 mil euros (algo como 230 mil reais) mensais.

Pede-se não levar mais que duas crianças.

Villa Lago do Como, na Lombardia

O imenso salão de estar da casa principal

-

Villa Lago do Como: pede-se não levar mais que duas crianças

Uma visão noturna da área da piscina

 

Marrakech, Marrocos

Mansão no Marrocos: em clima de Mil e uma noites

Mansão no Marrocos: em clima de Mil e uma noites

Por cerca de 1.900 euros a diária (pouco mais de 4,5 mil reais), com o mínimo de três diárias, é possível viver o sonho de um sultão, ou califa.

Essa bela casa é uma das mais notáveis propriedades privadas do Marrocos, segundo a propaganda. No sopé da cadeia Atlas de montanhas, inclui entre seus confortos nada menos que dez suítes, todas, como os demais cômodos, com decoração opulenta.

Marrakech: sonhos de Sherazade

A villa em Marrakech: decoração opulenta

-

Marrakech

No exterior da mansão, as características que fazem de Marrakech a "Cidade Vermelha"

 

Villa Kauai, Havaí, Estados Unidos

Villa Kauai Luxury

Villa Kauai Luxury, no Havaí

De frente para o mar na maior das ilhas que compõem o Estado do Havaí, nos Estados Unidos, a Villa Kauai ocupa 3 hectares de tirar o fôlego. A casa, de 8.700 metros quadrados, localiza-se nas proximidades do grande vulcão Kilauea, do qual tem uma visão majestosa.

Dispõe de praia particular e todos os cômodos dão vista para o mar.

Villa Kauai: com praia particular

Villa Kauai: deck com jacuzzi, vista magnífica e praia particular

-

Villa Kauai, no Havaí

A Villa Kauai, vista de outro ângulo

Dalmácia, na Croácia

Villa Croatia, à beira-mar

Villa Croatia, à beira-mar

Recentemente reformada, essa magnífica propriedade mantém sua arquitetura original, de pedra branca. Tem acesso direto às águas cristalinas do Mar Adriático, sempre protegida por seus enormes muros de pedra.

A curta distância de Dubrovnik, cidade considerada patrimônio histórico da Humanidade pela Unesco, no extremo sul da Dalmácia, na Croácia, tem fácil acesso a museus, igrejas, casarões, cafés e restaurantes.

Villa Croatia, com vista para o Mar Adriático

O imponente complexo tem ampla vista para o Mar Adriático

-

Villa-Croatia, na cidade patrimônio histórico de Dubrovnik

O charme adicional de estar numa cidade patrimônio histórico da Humanidade

 

Versailles, França

Um castelo a 30 minutos de Paris

Um castelo do século XVII, a 30 minutos de Paris

Projetado pelo arquiteto François Mansart em torno de 1668 para Jean Dyel, o conde d’Aufflay, embaixador de Luís XIV em Veneza, este castelo foi cenário do filme O Código DaVinci.

É um dos castelos históricos mais significativos na França, ao mesmo tempo simples e suntuoso, que mantém elegantemente o estilo original do século XVII, aliado ao que há de mais moderno em matéria de infraestrutura e tecnologia voltada ao conforto.

Excepcionalmente, é uma propriedade que admite o aluguel de quartos, desde que por no mínimo três diárias.

Versailles

O castelo em Versailles tem decoração... à Versailles

-

Versailles

Não apenas o castelo, mas os móveis e obras de arte são do século XVII

-

 

Mykonos, Grécia

Villa Mykonos: um cantinho numa ilha grega

Em Mykonos, a casa faz parte de um complexo de quatro propriedades, todas de frente para o azul incomparável do Mar Egeu

A casa integra um complexo com mais três propriedades, e fica numa bela encosta nessa magnífica ilha da Grécia. Três dos quatro quartos têm varanda com vista para o mar. Entre seus atributos artísticos estão os telhados de interiores decorados por toras de madeira de estilo tradicional.

Villa Mykonos: terreno compartilhado, privacidade total

Um detalhe de sofisticação são os forros de madeira com toras naturais

-

Villa Mikonos, numa ilha grega

De novo, a inevitável combinação mar-piscina

-

Dubai, Emirados Árabes Unidos

Dubai: o luxo dos luxos

A mansão fica na famosa ilha artificial de Palm Jumeirah

Um sonho no que a propaganda vende como “o mais luxuoso dos destinos turísticos, em uma praia exclusiva”. Fica na famosa ilha artificial de Palm Jumeirah (a ilha foi construída em formato de palmeira), destino de celebridades de todo o mundo.

Para conforto dos hóspedes, conta com piscina, sala de bilhar com bar, churrasqueira, campo de golfe, caiaques e outros mimos. Acompanha governanta e motorista, além de o preço incluir um lauto café da manhã.

Vista para o delirante mar de Dubai

Da sala de jantar, vista para a delirante paisagem artificial de Dubai

-

Um luxo só: destino de celebridades

O mar fica em frente, mas há, claro, também uma piscina

 

 

09/10/2011

às 16:00 \ Vasto Mundo

Dubai, a “Disneylândia financeira”, acusa o golpe da crise e ensaia rever seu modelo econômico

The-World-Dubai-afundamento-ilhas-artificiais

Vista de satélite das ilhas artificiais formando o The World, em Dubai: afundamento e "mico" financeiro monumental

Por Daniel Setti

Quando, no final do ano passado, inundaram as manchetes internacionais relatos sobre o processo de afundamento das ilhas artificiais do The World, megaempreendimento existente em Dubai, no Golfo Pérsico, avaliado em 14 bilhões de dólares, foi como se uma mesma pergunta passasse pela cabeça dos governantes e investidores do emirado: não estaria na hora de revermos alguns conceitos sobre como gastar nosso rico dinheiro?

Um mundo fajuto flutuante

Concebido pela Nakheel, braço da Dubai World, empresa do governo do xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, o The World é talvez o mais mirabolante entre os diversos projetos estapafúrdios desenvolvidos nos últimos anos para ostentar as riquezas da cidade e atrair turistas. (Outro exemplo? A iniciativa do xeque Hamad Bin Hamdan Al Nahyan, que mandou “cavar” o seu nome em uma faixa de 3,5 quilômetros de areia de sua ilha particular, para que pudesse ser visto da lua — grotesco e egocêntrico desperdício de trabalho, dinheiro e tempo).

xeque-Hamad-satélite

A "obra" do xeque Hamad: grotesco desperício de trabalho, dinheiro e tempo

Mas voltemos ao The World. Trata-se de um arquipélago postiço situado a cerca de 4 quilômetros da costa de Dubai e cujas ilhas, forjadas com areia retiradas do fundo do mar por gigantescas dragas, a um custo brutal, têm a forma dos países do mundo, além de serem dispostas entre si como se tratassem de um colossal mapa mundi.

O “planeta flutuante” só pode ser enxergado como tal de um satélite ou do alto do Burj Khalifa, o prédio mais alto da Terra com seus 163 andares e 828 metros.

Burj-Khalifa-mais-alto-mundo

O Burj Khalifa, de 163 andares, o edifício mais alto do mundo

Com a crise econômica mundial de 2008, a empreitada já sofrera um duro golpe, confirmado com o resgate financeiro ao qual teve que ser submetido a própria Dubai World no ano seguinte, em boa parte com dinheiro do vizinho Abu Dhabi, ainda muito rico em petróleo.

Em 2009, as obras tiveram que ser paralisadas. E, embora a empresa garanta que pelo menos 70% das 300 ilhas já tenham sido vendidas, na ocasião do escândalo do afundamento todas estavam “inabitadas”, com exceção da Groenlândia, do próprio xeque.

Revisão do modelo

A revelação sobre a pane insular, feita por uma comissão independente – segundo a qual a base arenosa das ilhas vinha sofrendo erosão, o que transformou os canais de interligação em verdadeiros pântanos -, revelou-se, portanto, como um oportuno sinal de que a mentalidade local deve mudar.

Consultor de planejamento estratégico a serviço de uma multinacional norte-americana em Abu Dhabi, a “rival” de Dubai, o paulistano Aldo Labaki, 32, colaborador e amigo deste blog, acha que falar em crise é “relativo” quando o assunto são os Emirados Árabes. Mas tem interessantes perspectivas sobre o seu atual momento e de como poderia ser alterado.

Burj Al Arab, o hotel mais caro do mundo: frota de Rolls-Royces para os hóspedes

“Vi alguns indícios de afetação pela crise mundial de 2008: carros abandonados na rua, a grande quantidade de imóveis vazios, preços de aluguel em queda e muitas obras paradas, mas nada parecido com o que está acontecendo na Europa ou o que já vimos acontecer muitas vezes no Brasil; aqui o dinheiro brota da areia”, diz Labaki, há um ano e meio morando em Dubai, de onde parte a cada dia, de carro, em direção ao escritório em Abu Dhabi, a 150 quilômetros. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados