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conservadores

08/05/2012

às 18:04 \ Vasto Mundo

Grã-Bretanha: com aliados assim, o primeiro-ministro David Cameron não precisa de adversários

O prefeito reeleito de Londres, Boris Johnson, com a mulher, Marina: de olho no cargo de Cameron (Foto: thesun.co.uk)

Os conservadores britânicos estão aliviados porque, na derrota eleitoral que sofreram nas eleições municipais de dias atrás, se salvaram em Londres, onde o excêntrico prefeito Boris Johnson se reelegeu.

É verdade que a coisa foi apertadíssima: Johnson, numa cidade gigantesca como Londres, venceu por apenas 62 mil votos ao duas vezes ex-prefeito trabalhista Ken Livingstone.

Se os conservadores respiram, o mesmo não se pode dizer do primeiro-ministro e líder do partido, David Cameron – já que Johnson está de olho comprido em seu cargo, tanto no partido como no governo, para o futuro próximo.

Vejam a declaração ferina que ele fez sobre sua vitória:

– Nós sobrevivemos à chuva, à BBC [que ele acusou de ser parcial na cobertura das eleições], ao Orçamento [extremamente severo, porque o primeiro-ministro está precisando cortar despesas devido à crise] e ao apoio de David Cameron.

Curiosamente, Johnson, que é jornalista com carreira de sucesso, nasceu em Nova York, tem um bisavô turco e ancestrais judeus, é primo em oitavo grau de Cameron.

09/02/2012

às 14:00 \ Vasto Mundo

Se Gingrich chegar à Casa Branca, sua mulher será a primeira das primeiras-damas dos EUA a ter sido amante do presidente

 Newt Gingrich com a esposa Callista Bisek (Foto: Rick Wilking/Reuters)

Newt Gingrich com a mulher, Callista, e seus cabelos louros que parecem um capacete, sem um único e escasso fio fora do lugar: a ex-amante agora é esposa (Foto: Rick Wilking/Reuters)

As vitórias do conservador ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum esta semana em eleições primárias realizadas nos Estados de Missouri, Minnesota e Colorado eclipsaram, ao menos momentaneamente, o brilho daquele que se auto-intitula “o” candidato conservador à indicação à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano: News Gingrich, 68 anos, ex-deputado, autor de livros e comentarista de TV e, até há dias, o principal concorrente do atual favorito da corrita, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney.

Gingrich foi, durante muito tempo, o rei dos conservadores republicanos americanos, o grande artífice da vitória republicana que recuperou em 1994, para o partido, o controle da Câmara de Representantes, depois de 40 anos de domínio do Partido Democrata.

Deputado pela Geórgia, ex-líder republicano na Câmara, ex-presidente da Câmara entre 1995 e 1999 – período em que aumentou os cabelos brancos do presidente democrata Bill Clinton –, Newt Gingrich diz não ter se abalado com o sucesso de Santorum e que irá até o fim nas primárias dos republicanos em busca do lugar que pertenceu a Clinton, na Casa Branca.

Sólidos princípios conservadores, mas a vida pessoal é um nervo exposto

Seus sólidos princípios conservadores até então vinham lhe garanatindo uma boa fatia do partido, na disputa que trava com o mais moderado Romney.

O problema, para Gingrich, são detalhes de sua vida pessoal que cada vez mais vêm à tona à medida que a campanha transcorre. Não se sabe o quanto eles influíram nos resultados desta semana. Mas, como nos Estados Unidos a vida pessoal dos políticos é considerada um indicador de seu caráter e, portanto, relevante como requisito para o exercício da vida pública, esses detalhes são um inegável nervo exposto para o ex-presidente da Câmara.

O homem sempre fez escolhas, digamos, muito peculiares em seus três casamentos, e não se pode dizer que saiu com cavalheirismo dos dois primeiros.

Diferença de idade e doenças graves

A primeira mulher, Jackie Battley, mãe de suas duas únicas filhas, era sua professora de geometria no ginásio. Quando se casaram, em 1962, ele tinha 19 anos e ela, 26. Deixou-a, após 18 anos de casado, quando já iniciara um caso com Marianne Ginther, funcionária do governo federal que também ostentava boa diferença de idade, só que para menos: 15 anos mais nova.

Jackie tinha sido recentemente diagnosticada como portadora de câncer.

Gingrich se casaria em 1981 com a amante, Marianne. No curso do casamento, ela equilibrou as finanças do deputado, endividado até a testa, e ainda colaborou intensamente na elaboração de um de seus vários livros best-seller.

Outra recaída, outra amante mais jovem, outra esposa doente abandonada

Gingrich, porém, treze anos depois, teve outra recaída e passou a manter um relacionamento com uma funcionária do Congresso, Callista Biseck, batendo seu recorde anterior de diferença de idade, que passou agora para 23 anos.

O divórcio de Marianne só ocorreria sete anos depois do começo do affaire com Callista — e a segunda mulher alega que ocorreu depois de ela sucessivamente negar-se a ter um “casamento aberto” que incluísse a namorada do marido, o que Gingrich diz não ser verdade.

De todo modo, é certo que quando ele deixou Marianne, no ano 2000, ela, repetindo o que ocorrera com Jackie, havia pouco tempo descobrira ser portadora de esclerose múltipla, doença incurável, que tolhe aos poucos os movimentos e a força muscular do portador até levá-lo à morte.

Se os historiadores não descobrirem um precedente…

No mesmo 2000, com o divórcio resolvido, ele casou-se com Callista, hoje a impecável esposa do candidato que se considera o mais conservador à Casa Branca.

Com seu sorriso automático e cabelos louríssimos, firmes como um capacete, sem um só fio solto, jamais, Callista, caso Gingrich venha a chegar à Casa Branca, se tornará muito provavelmente — a menos que historiadores descubram um precedente — a primeira das primeira-damas dos Estados Unidos que, um dia, foi amante do presidente.

 

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