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Cesare Battisti

06/03/2015

às 14:00 \ Política & Cia

TVEJA: Digo a Joice Hasselmann que o Ministério Público merece aplausos por tentar expulsar do país o terrorista Battisti — embora o assassino condenado na Itália infelizmente deva conseguir escapar desta

O ex-terrorista italiano Cesari Battisti, condenado pela Justiça de seu país à prisão perpétua por quatro assassinatos, recebeu como se sabe um confortável asilo no Brasil graças ao Grande Embusteiro, o ex-presidento Lula.

O governo brasileiro, no último dia do segundo mandato do Embusteiro, a 31 de dezembro de2010, aplicou uma bofetada no rosto de um país de democracia exemplar, do qual descendem 35 milhões de brasileiros — a Itália –, concedendo asilo político ao criminoso por suspeita de que ele seria “perseguido” em sua terra natal. Tratou a Itália como uma republiqueta de bananas, como se fosse uma Venezuela da vida, e não como o Estado de Direito que, percorrendo todas as instâncias da Justiça, condenou ao cárcere Battisti.

Depois de virar herói da esquerda brasileira, ser abrigado na casa de gente do lulopetismo e festejado por “intelectuais” e políticos, Battisti passou a gozar da boa vida no Brasil.

Agora, porém, como divulgado esta semana, graças a ação impetrada pelo Ministério Público da União, a juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, mandou cancelar o visto de permanência de Battisti no Brasil, por uma série de irregularidades, e decretou sua expulsão do país.

Este processo é DISTINTO do caso da extradição, como comentei e procurei explicar em conversa com a âncora da TVEJA, Joice Hasselmann. Eu me disse orgulhoso do Ministério Público, mas mostro que há várias formas de Battisti uma vez mais escapar da cadeia.

 

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04/03/2015

às 0:00 \ Disseram

Não é o fim

“O caso Battisti ainda não está encerrado. Não apenas para as vítimas do terrorismo na Itália, mas para toda a opinião pública italiana.”

Luca Guglielminetti, diretor internacional da Associação Italiana de Vítimas do Terrorismo, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, diante da decisão da Justiça brasileira de ordenar a deportação de Cesare Battisti

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21/12/2014

às 15:30 \ Política & Cia

MENSALÃO: Fuga do ladrão Pizzolato é um tapa na cara dos brasileiros decentes — e coisa de país mequetrefe

O delegado Marcelo Nogueira, da Polícia Federal, observado por colegas, recebe telefonema do advogado Marthius Lobato sobre a fuga de Henrique Pizzolato (Foto: Cecília Ritto)

O delegado Marcelo Nogueira, da Polícia Federal, observado por colegas, recebe telefonema do advogado Marthius Lobato sobre a fuga para a Itália do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato (Foto: Cecília Ritto)

Post publicado originalmente a 16 de novembro de 2013

Foi a crônica de uma fuga anunciada.

campeões de audiência 02Amigas e amigos do blog, é nisso que dá a legislação frouxa e as autoridades “compreensivas” que temos “neztepaiz”: o ladravaz condenado Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil durante o lulalato e personagem de proa do processo do mensalão, se manda para a Itália, lançando mão da dupla nacionalidade de que dispõe, para escapar da merecida cadeia a que foi condenado no Brasil.

Pergunto: adianta condenar, oito anos depois de denunciada a bandalheira, após ingente trabalho do Supremo Tribunal Federal consubstanciado em 50 mil páginas de processo, se não há a menor preocupação de manter vigilância sobre os condenados depois que se tornou claríssimo que haveria condenação?

Pergunto de novo: adianta confiar na palavra de réu condenado, que prometia se apresentar?

Pergunto ainda uma vez: se ele escapuliu de Ponta Porã (MS) para Pedro Juan Caballero, no Paraguai, de onde seguiu para a Europa, como fica a vigilância de nossas fronteiras?

Pizzolato era o único dos réus com dupla nacionalidade.

Pizzolato já havia estado na Itália semanas atrás — provavelmente providenciando moradia e tomando outras medidas para instalar-se no país.

Passou a perna nas autoridades todas, fez a Polícia Federal de tonta, desmoralizou o Supremo, deu um tapa na cara dos brasileiros de bem.

Neste caso, como em tantos outros, agimos como o que somos: um país mequetrefe, de terceira categoria, que não leva nada a sério, que não se dá o respeito, cujas autoridades, por negligência, debocham do povo brasileiro — um país que agora é humilhado internacionalmente por um criminoso de colarinho branco se dizendo perseguido político em plena vigência de um regime democrático.

E — ironia das ironias — o condenado foragido alega buscar uma suposta “justiça” na Itália, a mesma Itália onde o lulalato alegava que o terrorista e assassino Cesare Battisti seria “perseguido” caso fosse, como deveria, extraditado do Brasil para lá pagar por seus crimes.

Agora, toca “eztepaiz” a lançar mão de toda uma série de providências jurídicas e diplomáticas intermináveis, de resultado incerto — uma vez que, sendo formalmente cidadão italiano, mesmo que ele desconheça por completo o idioma, é bem possível que a Itália não extradite Pizzolato para o Brasil –, para que o criminoso cumpra, aqui, sua pena.

Para ver a trabalheira que dará tentar trazer o ladrão de volta, e constatar o cinismo de quem, ainda por cima, critica a Justiça — e, naturalmente, a imprensa — do país, leiam a reportagem do site de VEJA intitulada Pizzolato foge para a Itália e debocha das autoridades brasileiras.

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26/10/2014

às 18:29 \ Política & Cia

RIO GRANDE DO SUL: Eleitores gaúchos fazem o “justiçamento” eleitoral do governador petista Tarso Genro, amigão e protetor do terrorista Battisti, que sofre derrota fragorosa

José Ivo Sartori, do PMDB, ex-prefeito de Caxias do Sul, está quase 20 pontos à frente do atual governador petista Tarso Genro (Fotos: Zero Hora)

José Ivo Sartori, do PMDB, vence por grande maioria o petista Tarso Genro na disputa pelo governo do RS. O ex-ministro que passou a mão na cabeça do assassino Battisti foi “justiçado” eleitoralmente pelos gaúchos (Fotos: Zero Hora)

Com 74,82% das urnas apuradas no Rio Grande do Sul, está matematicamente eleito, por maioria arrasadora, o candidato do PMDB a governador, José Ivo Sartori, com sonoros 61,34% dos votos contra minguados 38,66% para o governador petista Tarso Genro. Sartori, ex-prefeito de Caxias do Sul, a segunda maior cidade do Rio Grande depois de Porto Alegre, passou a maior parte da campanha situado em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto no primeiro turno.

Genro, ex-ministro da Justiça de Lula e, nesta condição, o grande defensor da concessão de asilo, em dezembro de 2010, ao terrorista e assassino Cesare Battisti, condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua por quatro assassinatos.

Na mesma gestão, o então ministro foi responsável, em julho de 2007, pela deportação para a ditadura cubana de dois pugilistas, Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que participavam dos Jogos Panamericanos do Rio e tentava escapar para a liberdade e o asilo na Alemanha.

Esta coluna comemora o justiçamento eleitoral promovido pelo eleitorado gaúcho do grande stalinista do PT, que, agora, como ele próprio previu já no começo da apuração, será obrigado a deixar o belo Palácio Piratini no dia 1º de janeiro e “voltar à militância” do partido do Petrolão.

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27/09/2014

às 20:30 \ Política & Cia

ELEIÇÕES NO RS: Vídeo mostra candidato do PT, Tarso Genro, associado à defesa dos mensaleiros, em favor da censura, praticando nepotismo… Vale conferir

Vídeo postado no canal de Alfredo Gomes no YouTube, obviamente produzido por adversários do governador petista Tarso Genro, candidato à reeleição no Rio Grande do Sul, mostra várias facetas do amigo do terrorista italiano Cesare Battisti que talvez estejam olvidadas pelo eleitorado.

Ah, o vídeo não menciona o apoio firme e decidido de Tarso, quando ministro da Justiça do lulalato, para que o condenado na Itália por quatro assassinatos obtivesse “asilo político” no Brasil — como se estivesse sendo “perseguido politicamente” pela exemplar democracia italiana.

Confiram algumas proezas de Tarso, candidato do PT à reeleição no Rio Grande:

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20/09/2014

às 18:30 \ Política & Cia

BOA NOTÍCIA PARA OS DEMOCRATAS: Governador Tarso Genro (PT), amigão do terrorista Battisti e candidato de Lula e Dilma no RS, está levando uma surra da senadora Ana Amélia (PP)

Ana Amélia (PP), crítica do lulopetismo e aliada de Ajécio Neves, e o governador Tarso Genro (PT) que, como ministro da Justiça, tudo fez para que o Brasil abrigasse o terrorista italiano Battisti (Fotos: Agência Senado::Governo do Ro Grande do Sul)

Ana Amélia (PP), crítica do lulopetismo e aliada de Ajécio Neves, e o governador Tarso Genro (PT) que, como ministro da Justiça, tudo fez para que o Brasil abrigasse o terrorista italiano Battisti (Fotos: Agência Senado::Governo do Ro Grande do Sul)

Alguns leitores desavisados que não sabem até hoje que esta é uma coluna de OPINIÃO, como tem sido desde seu início, há quatro anos, cobram “imparcialidade” ao titular. A imparcialidade e a objetividade jornalística foi algo que procurei com denodo e afinco durante décadas de carreira — como repórter, redator, editor-assistente, editor, redator-chefe e diretor de Redação.

A partir do momento em que assumi esta coluna, porém — uma coluna de OPINIÃO, de comentários sobre acontecimentos, e não de noticiário isento –, passei a expressar o que pensava sobre homens públicos, partidos políticos, instituições e governos.

E, sim, tenho claramente um lado: sou CONTRA o lulopetismo, sua conduta imoral, sua incompetência administrativa e sua tendência à hegemonia e ao totalitarismo.

O fato de ser um jornalista de OPINIÃO, porém, não me afasta um milímetro da ética, que faz, para começo de conversa, com que eu JAMAIS utilize para argumentar em meus textos opinativos fatos e dados que não sejam verdadeiros. 

Assim sendo, é com JÚBILO que registro o fato de ir muito mal nas pesquisas de intenção de voto para o governo do Rio Grande do Sul o atual governador e ex-ministro da Justiça Tarso Genro — o mesmo que concedeu “asilo político” a um terrorista condenado na Itália por quatro homicídios, como se a Itália fosse uma republiqueta de bananas que estivesse “perseguindo” politicamente a Cesare Battisti, e não um Estado de Direito onde vigoram plenamente as liberdades civis e os direitos individuais.

Tarso está, por enquanto, tomando uma lavada da senadora Ana Amélia (PP), que, embora integre um partido da base de sustentação ao governo Dilma, faz oposição ao lulopetismo e apoia o tucano Aécio Neves para a Presidência.

Leiam a matéria abaixo de VEJA.com:

Candidata do PP também lidera na simulação de segundo turno no embate contra o atual governador do Estado

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira aponta que a candidata Ana Amélia (PP) segue na liderança da disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, com 37% das intenções de voto, mesmo patamar do levantamento anterior. O atual governador, Tarso Genro (PT), oscilou de 28% para 27%, e José Ivo Sartori (PMDB) oscilou de 11% para 13%.

Vieira da Cunha (PDT) tem 3%, e Roberto Robaina (PSOL), Humberto Carvalho (PCB) e Estivalete (PRTB) não pontuaram. Brancos e nulos somaram 5% e 14% não sabem ou não responderam.

Segundo turno - Na simulação de segundo turno entre Ana Amélia e Tarso Genro, a candidata do PP tem 48% das intenções de voto ante 34% do petista. Brancos e nulos são 7% e 11% não sabem ou não responderam.

O Datafolha também aferiu a taxa de rejeição dos candidatos e mostrou Tarso Genro na frente, com 24% de rejeição, enquanto Ana Amélia tem 13% e Sartori, 6%.

O instituto entrevistou 1.300 eleitores em 50 municípios do Estado entre os dias 17 e 18 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo RS-00018/2014.

(Com Estadão Conteúdo)

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26/07/2014

às 16:00 \ Política & Cia

Radicais de rua: eles não estão cometendo crime político, não!

Protestos a favor de Eloisa Samy, que pediu asilo político ao Uruguai: "o ato de baderna, de atirar bombas contra policiais, cometer homicídio com o uso de rojões não será jamais reconhecido como crime político"(Foto: Daniel Haidar/VEJA.com)

Aloísio de Toledo César: “o ato de baderna, de atirar bombas contra policiais, cometer homicídio com o uso de rojões não será jamais reconhecido como crime político” (Foto: Daniel Haidar/VEJA.com)

RADICAIS DE RUA: CRIME NÃO POLÍTICO

Texto de Aloísio de Toledo César publicado no jornal O Estado de S. Paulo *

Crime político, sim, crime político. Aqueles radicais de rua do Rio de Janeiro que jogaram bombas, coquetéis molotov, contra policiais, assassinaram um cinegrafista da TV Bandeirantes, quiseram incendiar a Câmara Municipal, arrebentaram bancos e outras propriedades privadas, com a maior caradura, pretendem que os seus crimes sejam considerados políticos.

Enfim, a exemplo daquele homicida sem nenhum escrúpulo chamado Cesare Battisti, pretendem que seus atos criminosos sejam reconhecidos como crimes políticos, na esperança, talvez, de que surja outra pessoa inculta, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para escandalizar o país e absolvê-los. Chegaram ao extremo de pedir asilo ao Uruguai, como se fosse usual asilar criminosos comuns, que naquele país certamente também estariam na cadeia.

A diferença que se procura fazer entre crime comum e crime político não é muito diferente daquela que se faz entre blenorragia e gonorreia. São a mesma coisa. Sempre que a ordem jurídica é violada por uma conduta tipificada, prevista na legislação penal, configura-se a ocorrência de crime.

A adjetivação que se dá – seja passional, hediondo, político ou outros – vai ao gosto do freguês e não apaga a conduta criminosa nem os efeitos danosos ao patrimônio público e pessoal, ou até mesmo ao estado.

É verdade que a Constituição de 1988 selecionou algumas espécies de delitos reconhecendo a sua criminalização, como os hediondos, o tráfico ilícito de entorpecentes, o terrorismo e a tortura, com a ressalva de serem eles inafiançáveis e insusceptíveis de graça ou anistia.

A prática de racismo e a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o estado democrático são igualmente consideradas crimes inafiançáveis e imprescritíveis. Porém a mesma Carta Magna de 1988 mencionou a figura dos crimes políticos e de responsabilidade, sem, no entanto, conceituá-los ou defini-los, de tal forma que cabe aos intérpretes e doutrinadores fazê-lo diante do caso concreto.

Não se haverá de admitir que alguém, além dos parlamentares radicais do PSOL, possa entender que matar, fabricar e atirar bombas, arrebentar e destruir o patrimônio público sejam considerados crimes políticos.

O juiz carioca com competência para julgamento do processo envolvendo aqueles radicais, tristemente jovens e sem miolo, entendeu, com razão, ser inaceitável a tentativa que se faz de politizar a decisão judicial, tendo em vista tratar-se de crimes corriqueiros, previstos pela legislação penal.

Os professores da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco sempre entenderam que crime político é aquele capaz de lesar a soberania, a integridade, a estrutura constitucional ou o regime político do país. Essa conceituação pode variar conforme o doutrinador, mas, sem nenhuma dúvida, o ato de baderna, de atirar bombas contra policiais, cometer homicídio com o uso de rojões não será jamais reconhecido como crime político.

Como a Constituição federal, no artigo 4.º, proclama o seu repúdio ao terrorismo, atos de feição terrorista não poderão jamais alcançar a qualificação de políticos, nem se prestar a livrar da pena criminosos comuns, como o caso dos radicais do Rio de Janeiro.

A tentativa de ver admitidos como políticos os crimes praticados por aquele grupo é um ato de esperteza e tem o claro propósito de livrá-los das penas, como se isso fosse possível.

Com a adoção de princípios liberais pelos Estados modernos, nos séculos 18 e 19, verificou-se a tendência de uma Justiça mais indulgente, com a previsão de um sistema penitenciário de feição profilática, corretiva, disciplinadora e punitiva. Essa foi uma tentativa de oferecer alternativa à pena de morte, que vigorava antes dos juristas iluministas, como Beccaria.

Assim, ao invés do crime de lesa-majestade, pouco abrangente e impreciso, surgiu a figura do crime político, mais compatível com a complacência da sociedade moderna.

(Foto: Nelson Almeida/AFP)

“O lado grave desses movimentos está na violação do direito das maiorias, que ficam privadas de transporte e de trabalho” (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Essa complacência, na maioria dos casos, costuma assumir a feição de impunidade e leva à repetição, em progressão geométrica, dos delitos. Assim, os baderneiros da atualidade, na medida em que percebem a ausência de punição para os delitos praticados, assumem repetidamente a mesma conduta delitiva, com enorme desprezo pelo sistema de segurança.

Exemplo disso está no movimento dessas infelizes pessoas chamadas de “sem-teto” que servem de massa de manobra para políticos espertos, os quais as usam com claros propósitos de alcançar notoriedade. Sim, em São Paulo os mais necessitados, sem se darem conta disso, são usados por esses políticos para obstruir as ruas e estradas da cidade e, dessa forma, chamar a atenção.

(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)

* Aloísio de Toledo César, jornalista, é desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo

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22/07/2014

às 18:01 \ Política & Cia

É um espanto que juristas invistam contra o Judiciário e a polícia por causa da prisão de baderneiros violentos. É um INSULTO aos democratas brasileiros que arruaceiros acusados de crimes sejam considerados “presos políticos”!

(Foto: Ernesto Rodrigues/Folhapress)

Em São Paulo, um bando de idiotas despreza as conquistas democráticas do povo brasileiro e pede a libertação de “presos políticos” inexistentes — o que há são pessoas violentas acusadas de crimes capitulados no Código Penal (Foto: Ernesto Rodrigues/Folhapress)

Estou perplexo e revoltado, como brasileiro e como democrata.

Quer dizer que uma advogada de baderneiros, ela própria baderneira e sob acusação de prática de crimes aceita PELA JUSTIÇA, se considera uma “perseguida política” e pede asilo ao consulado do Uruguai no Rio?

E o mesmo fazem dois jovens que a acompanhavam?

“Asilo político” como, cara pálida???

“Libertem nossos ‘presos políticos’ como, caras-pálidas — os palhaços que vêm se reunindo em São Paulo, portando faixas e cartazes, para “exigir” a soltura de baderneiros envolvidos em atividades criminosas, capituladas no Código Penal.

Como se o Brasil não fosse uma democracia, um Estado de Direito, com uma Constituição votada por representantes do povo, um Ministério Público que age em defesa do cumprimento da lei e um Judiciário independente e soberano?

Como se o Brasil fosse uma Cuba, uma Coreia do Norte, uma Síria?

Como se toda a luta dos brasileiros para colocar um fim a uma ditadura de 21 anos não tivesse valido nada?

Isso é uma OFENSA contra incontáveis brasileiros que lutaram pela democracia. Uma ofensa e um INSULTO!

E quem são os que inventaram ser perseguidos políticos”, santo Deus?

No Rio, essa advogada — nem vou citar o nome dela!!! — se considera uma “ativista de direitos humanos”, mas há contra elas provas levantadas pela Polícia, sustentadas pelo Ministério Público e ACEITAS PELA JUSTIÇA segundo as quais, junto a outros 22 réus, se associaram para a prática de crimes em protestos públicos, INCLUINDO DEPREDAÇÕES DE BENS PÚBLICOS E PARTICULARES E AGRESSÕES A POLICIAIS.

O grupo, conforme a denúncia que a Justiça aceitou, fabricava coquetéis molotov e outros artefatos explosivos para uso em manifestações, inclusive contra a Copa do Mundo.

Baderneiros mascarados (Foto Estadão)

Baderneiros mascarados: gente que sai à rua mascarada pode ter boa intenção? É um “manifestante” quem fabrica coquetéis molotov, depreda bens públicos e privados e investe contra agentes da lei? (Foto: Estadão)

Para espanto dos brasileiros democratas, um esquadrão de quase 100 advogados, desta vez em São Paulo, estão investindo contra a Polícia, o Ministério Público e a Justiça devido à prisão — decretada com base NA LEI — de dois “manifestantes”, integrantes dos arruaceiros violentos black blocs, por acusações inocentes e leves como as de “associação criminosa, porte ilegal de armas e incitação ao crime”, entre outros delitos.

Os advogados signatários acham que as autoridades, inclusive o Judiciário, estão “criminalizando” ativistas, “em claro vilipêndio ao direito constitucional de se reunir e de se manifestar”.

Como se dizia nos Estados Unidos nos anos 60, um liberal é um conservador que ainda não foi assaltado.

Aqui no Brasil, espero em Deus que certas pessoas — defensoras de suposto “direito à livre associação” de criminosos e arruaceiros, que desprezam o Estado de Direito e a democracia e zombam da lei e de seus agentes — não precisem perder um filho atingido por um coquetel molotov, um tiro ou um rojão (como ocorreu com o cinegrafista Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, morto assim em fevereiro, no Rio) para rever sua posição absurda e espantosa.

Para nenhuma surpresa, está do lado dos que criticam a repressão a criminosos travestidos de manifestantes o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos — o mesmo que defendeu a concessão de asilo ao terrorista assassino italiano Cesare Battisti e disse que “o mensalão não existiu”.

Em compensação, o jurista Ives Gandra Martins disse o que o bom senso dita ao afirmar, sobre o caso todo:

– A polícia não está violando a Constituição, está buscando proteger a sociedade.

Mas quem de fato encerrou o assunto não foi um brasileiro — foi a cônsul do Uruguai no Rio, Myriam Fraschini Chalar.

Ela recusou receber a advogada e os dois jovens que buscavam “asilo político” informando-os que seu país reconhece o Brasil como um Estado democrático — e, por isso, não poderia conceder a medida.

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22/02/2014

às 22:16 \ Política & Cia

Artigo de NEIL FERREIRA: “Aê, seo dotô, vai um cafezinho aê?”

"Nós vamos pagar 27 mil garrafas térmicas, que mandaram licitar"

“Nós vamos pagar 27 mil garrafas térmicas, que mandaram licitar”

Por Neil aqui vai Ferreira, publicado no Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo

Antes Scriptum:

“Você carrega 16 toneladas E o que você ganha?

Outro dia mais velho E mais profundo em dívida

São Pedro, não me chame Porque eu não posso ir

Eu devo minha alma à loja da empresa”. (Sixteen Tons)

 

AE SEO DOTÔ VAI UM CAFEZINHO AE?

Neil Ferreira

Nós vamos pagar 27 mil garrafas térmicas, que mandaram licitar. Bom, deve ter sido o Planalto; é lá em cima que vai tanta gente de fino trato pra, digamos, visitar e quem sabe negociar na Casa Civil, como nos bons tempos do Dirceu.

Também pode ser em Brasília, onde tudo que envolve verbas oficiais e dinheiro vivo, acontece pra frente, pra trás, de ladinho e por cima. Parece inocente noitada debaixo do edredom do BBB14.

Falei “nós pagamos” porque somos nós mesmos, o governo não tem dinheiro; pega do BNDES, que pega da gente; pega dos impostos que nos arrancam a pele. 27 mil garrafas térmicas são uma quantidade talvez maior do que o estoque da Twenty Five of March St, na temporada do Natal.

Sonhei um pesadelo sem mundos nem fundos: as garrafas térmicas tinham tudo pra eu pensar em superfaturamento. Claro que você sabe que é maldade minha, até eu sei que não é superfaturamento; isso não existe, sabe-se.

A turma lá de cima é tudo menos superfaturadora, veja os estádios da Copa do Mundo, que ao trocarem o nome para “arenas” saíram mais em conta.

O Itaquerão, por exemplo, orçado no começo em absurdos 300 milhões, está em somente Um Bilhão e Duzentos Milhões e como não está pronto pode ficar mais barato ainda, talvez em apenas Um Bilhão e Quinhentos Milhões, dinheiro privado garfado pelo BNDES e renúncia fiscal da Prefeitura e do Estado de São Paulo.

As garrafas térmicas vêm, eu imagino, acompanhadas de centenas de colherinhas, toneladas de açúcar, adoçantes e máquinas de lavar louça. Máquinas de fazer cafezinho com a cara do George Clooney.

Eu, grisalho, já me apelidaram de Clooney; e foi aqui mesmo nesta coluna (admito que eu mesmo me apelidei). Veja minha foto ali no canto, à esquerda.

Cursos de aperfeiçoamento em Roma para a diretoria, nos mesmos modestos hotéis em que se hospedaram Miss Piggy e sua caravana, tão simplesinha quanto o Papa Chico de Deus, quando vieram assistir à sua entronização.

Doceiras para os salgadinhos acompanhantes do cafezinho, “nível” coffee breaks de meia hora do STF, que duram uma hora e meia. Aventais, faxineiras e vassouras, tudo gente miudinha de Sumpólo.

Vêm anexados Diretor Presidente, Vice Presidente e Diretor de Marketing do Setor de Compras e Comunicações de Cafezinho, Xícaras e Quejandos, com justos supersalários. Que mente injusta me faz ter esse tipo de pesadelo.

Diretor de Marketing era o cargo do mensaleiro Pizzolato, o da gravatinha borboleta, julgado, condenado e sentenciado pelo STF, pelo desvio 70 milhões de reais do Visanet.

Recebeu, dentro de um saco de supermercado, dinheiro vivo pelos relevantes serviços prestados à nobre causa proletária, suficiente pra comprar à vista um apartamento de luxo na Zona Sul do Rio de Janeiro, para ser aparelho de sua família.

Falsificou documentos do irmão falecido, fugiu para a Itália e foi preso em Maranello.

Não se sabe quem é mais cara de pau: ou o fugitivo ou o Banco do Brasil, onde trabalhava(?). Durante a fuga, recebeu religiosamente o salário de 25 mil reais mensais, mais as mordomias do cargo, que não são poucas. Brasil sil sil !

Ae seu dotô vai um cafezinho ae? Depois do cafezinho, ou mesmo durante, vem a bonança, sabe-se. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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09/02/2014

às 19:32 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: Raios que nos partam

Raios, mesmo proibidos por decreto presidencial, não provocam gargalhadas (Foto: Demétrio Aguiar / Cemig)

Raios, mesmo proibidos por decreto presidencial, não provocam gargalhadas (Foto: Demétrio Aguiar / Cemig)

Notas da coluna que o jornalista Carlos Brickmann publica hoje, domingo, em vários jornais

RAIOS QUE NOS PARTAM

O apagão de Fernando Henrique, em 1999, segundo a explicação oficial, foi causado por um raio que atingiu o sistema elétrico em Bauru, SP. Era um dia ensolarado, seco, sem chuvas, nem uma garoinha sequer. Mas foi o raio, e pronto.

A presidente Dilma, que se considera especialista em eletricidade, disse em 2012 que raios não afetam nem produção nem distribuição de energia. “No dia em que falarem para vocês que foi raio, gargalhem”.

E não é que o Operador Nacional do Sistema, Hermes Chipp, disse que o apagão da terça-feira pode ter sido causado por um raio?

Nem deu tempo de gargalhar: Dilma arranjou espaço na sua irritação geral para ficar irritada com Chipp, e mandou seu ministro Thomas Traumann dizer que se o problema foi causado por raio é preciso apurar se os operadores estão fazendo a manutenção adequada da rede de para-raios.

Aguarde: um eletricista daqueles que sobem no poste vai levar a culpa.

Há detalhes interessantes nessa história. Na véspera do apagão, o ministro das Minas e Energia, Édison Lobão, disse que o aumento no consumo da energia não criaria problemas no abastecimento.

Lobão é especialista em eletricidade: em sua casa, aperta um botão e a luz se acende; aperta outro, a luz se apaga.

Já de coincidências, não entende muito: nunca entendeu, por exemplo, porque o espelho de sua casa quebra assustado, por coincidência, tão logo ele se olha para fazer a barba. E, veja só, o apagão aconteceu exatamente um minuto depois que se registrou o pico de consumo de energia.

Pura coincidência, claro.

 

“Planejaumento”

O Governo Federal sabe que o preço influencia, e muito, o consumo – tanto que, para ampliar a produção de automóveis, baixou impostos, reduzindo o preço e levando mais gente a comprar seu carro.

Mas, na área de energia, acha que preço não funciona: baixou na marra a conta de luz e estimulou o aumento do consumo, sem elevar no mesmo ritmo a produção de eletricidade.

Deu azar: o consumo, já em alta, foi impulsionado por um calor sem precedentes, e há a estiagem que esvaziou as represas. A solução foi imitar mais uma vez os defeitos de Fernando Henrique e culpar o raio que ninguém viu (e que Dilma já proibiu).

 

Pizzolato, 1, 2, 3

Fuga de Pizzolato, além de mostrar fragilidade no sistema de obtenção de documentos no Brasil, pode ser a grande oportunidade da Itália se vingar por Battisti (Charge: Paixão)

Fuga de Pizzolato, além de mostrar fragilidade no sistema de obtenção de documentos no Brasil, pode ser a grande oportunidade da Itália se vingar por Battisti (Charge: Paixão)

Henrique Pizzolato, importante petista condenado no processo do Mensalão, foi preso na Itália, com passaporte falso, em nome de seu falecido irmão. Extradição ou não, não é a questão: ele será julgado lá pelo passaporte falso.

1 – Pizzolato votou duas vezes nas últimas eleições: uma como Henrique, outra como Celso, o falecido irmão. Se é fácil assim, quantos terão feito o mesmo?

2 – Pizzolato disse que queria ser julgado por tribunais democráticos como os italianos. Pois não é que agora está tendo sua oportunidade?

3 – O Governo italiano tem uma chance de ouro de vingar-se das sucessivas afrontas cometidas por Brasília no caso Césare Battisti: um tapa com luvas de pelica. Retribuir as afrontas com uma gentileza, enviando Pizzolato de volta ao Brasil. Dizem que ele está furioso por ter sido abandonado e tem coisas a contar.

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