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campanha eleitoral

25/04/2013

às 17:30 \ Política & Cia

Aécio apresentará projeto que acaba com a reeleição

Cobrança. Em discurso no Senado, Aécio atacou o PT e propôs ‘reestatizar a Petrobrás’ (Foto: André Dusek / AE)

Cobrança. Em discurso no Senado, Aécio atacou o PT e propôs ‘reestatizar a Petrobras’ (Foto: André Dusek / AE)

Reportagem de Débora Bergamasco e João Bosco Rabello, publicada na seção Política do jornal O Estado de São Paulo

AÉCIO APRESENTARÁ PROJETO QUE ACABA COM A REELEIÇÃO

Mineiro defende mandato de 5 anos que teria validade já a partir de 2014; ideia contraria tese de FHC, que aprovou dois mandatos

O senador e pré-candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB-MG) está elaborando um projeto para propor no Senado que vai polemizar e alterar o atual cenário político: ele quer extinguir a possibilidade de reeleição presidencial, de governadores e prefeitos e ampliar de quatro para cinco anos os mandatos de todos os novos eleitos, aplicando, desde já, a regra que poderia afetar a si mesmo caso eleito.

Sua ideia é que, uma vez aprovada, a regra passe a valer já para os vencedores do pleito de 2014, impondo ajustes aos mandatos atuais de senadores e deputados, ampliando-os para forçar a coincidência nas eleições seguintes e fixando-os nos mesmos cinco anos estabelecidos para Presidente da República.

Aécio ainda matura o projeto, mas não esconde a convicção de que os quatro anos previstos na legislação vigente são insuficientes para uma gestão minimamente eficiente de um País ou Estado. A reeleição, por sua vez, condiciona a segunda metade do mandato à campanha eleitoral, submetendo o governo e, por extensão, a população, a uma gestão distanciada dos reais interesses do País. Ele chama de soluções bienais a falta de coincidência das eleições que considera nefasta para a administração pública. Com frequência, classifica de “loucura” eleições de dois em dois anos.

Aécio diz a seus pares estar ciente da dificuldade que seria emplacar um projeto desses no Congresso. Sabe o potencial de influência dos governadores, por exemplo, que têm planos de se manter o maior tempo possível no poder e do próprio governo Dilma Rousseff, que provavelmente exigiria postura contrária de sua bancada ao plano. Mas o mineiro tem seus motivos para entrar nessa batalha e acha que a proposta lhe dá cacife para campanha de 2014.

A seu favor, lembra que não é a primeira vez que defende o fim da reeleição e a mudança do tempo de mandato presidencial. Em 2007, deu entrevistas a favor dessa alteração, mas não tinha ainda força política para influenciar na condução desse processo. Na ocasião, não tinha a clareza que tem hoje sobre as chances de disputar a Presidência por seu partido. Seis anos depois, candidato do PSDB à sucessão presidencial e virtual comandante do partido – será eleito presidente nacional da legenda no dia 19 de maio – sente -se com o espaço necessário para liderar o movimento no PSDB e no Parlamento.

 

Desapego do cargo. Assim como a ex-ministra Marina Silva (sem partido), em segundo lugar nas últimas pesquisas de intenção de voto, o PSDB de Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso identificou uma insatisfação do eleitorado com o perfil do político disposto a se manter no cargo a qualquer custo. Defender essa ideia publicamente passa a ideia do desapego, já que a regra se aplicaria a ele próprio. Ironia histórica é que revoga o modelo implantado pelo líder mais carismático de seu partido, e entusiasta de sua candidatura, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que aprovou emenda para viabilizar sua reeleição em 1997.

O gesto, no entanto, se insere na estratégia de remoçar o PSDB, sinalizando com a presença mais efetiva da nova geração do partido, à qual pretende associar sua imagem.

 

Economia

No plano econômico, o senador mineiro já busca a assessoria de novos economistas, com qualificação atestada por grandes expressões do setor. Dessa forma, procura se desvincular do rótulo conservador aplicado pelos governistas aos candidatos de oposição.

Também já prepara o discurso contra as acusações de “privatista” que tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a presidente Dilma Rousseff utilizaram sobre os tucanos nas últimas campanhas.

 

Petrobrás

Nas eleições passadas, o PSDB teve dificuldade para administrar o tema e os próprios tucanos reconhecem que a estratégia dos adversários funcionou bem, especialmente na campanha de 2006, na disputa de Lula contra Geraldo Alckmin. Agora, Aécio vai adotar o discurso de que quer “reestatizar a Petrobrás”, usando o mote para criticar o suposto aparelhamento da empresa e o suposto uso de seus recursos para fins que seriam prejudiciais à boa gestão da empresa.

05/04/2013

às 17:08 \ Vasto Mundo

IMAGENS: as redes sociais se esbaldam com o passarinho de Maduro, da Venezuela

O "pajarito chiquitito" de Maduro rendeu algumas risadas nas redes sociais

O "pajarito chiquitito" de Maduro rendeu algumas risadas nas redes sociais

A suposta reencarnação do falecido caudilho Hugo Chávez como um “pequeno passarinho” que transmitiu eflúvios para Nicolás Maduro, o presidente interino e biônico da Venezuela que é candidato a presidente efetivo na eleição do próximo dia 14, embora configure episódio em que os venezuelanos foram tratados como idiotas, foi mais uma manobra de exploração da figura do morto para eleger seu sucessor de qualquer jeito.

Maduro, com se sabe, estaria rezando numa “igrejinha de madeira”. Daí, como ele próprio contou: “De repente entrou um passarinho, pequenininho, e me deu três voltas por cima”, disse, mostrando a cabeça e imitando umas voltas por cima. “O pássaro”, continuou Maduro emocionado, “pousou em uma viga de madeira e começou a assobiar, um assobio bonito. Parei para olhá-lo e também assobiei, pois se ele assobia, eu assobio, e assobiei. O passarinho me olhou esquisito, assobiou mais um pouco, deu uma volta sobre mim e se foi, e eu senti o espírito dele [Hugo Chávez]”.

As declarações de Maduro, feitas no lançamento da campanha presidencial não por acaso no Estado natal do caudilho, Barinas, ganhou, naturalmente, uma onda de piadas e provocações na web.

Maduro respondeu às piadas com um sentido de humor digno do velho e cinzento Politburo soviético, chamando de “burgueses insensíveis” os seus detratores: “Tenho o direito de sentir o que eu senti”, respondeu

Confiram algumas das brincadeiras que rodam pela internet:

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"Longas filas para falar com Maduro"

 

LEIAM TAMBÉM:

VEJAM O VÍDEO: Maduro, na Venezuela, usa de todos os recursos para esmagar a oposição — e até jura ter recebido mensagem de Chávez reencarnado num passarinho

VÍDEO: Ao fazer propaganda de Maduro nas eleições da Venezuela, Lula se lança como líder do “bolivarianismo” — e mente sobre Hugo Chávez

29/01/2013

às 18:46 \ Política & Cia

A oposição fala em “crime de responsabilidade” por Dilma utilizar um pronunciamento à nação para fazer campanha eleitoral. O fato é que a maior proximidade com Lula está fazendo mal à compostura da presidente

Dilma, em sua fala à nação sobre a redução dos preços da energia elétrica: campanha eleitoral com recursos públicos, não (Foto: Presidência da República)

Talvez os tucanos estejam exagerando ao falar em “crime de responsabilidade” no famoso discurso em que a presidente Dilma requisitou uma rede nacional de TV para falar da redução nos preços da energia elétrica mas aproveitou para fazer propaganda eleitoral e criticar a oposição, como se estivesse num palanque — ou seja, como se fosse Lula.

Essa proximidade com o mentor está fazendo mal à compostura que, em geral, a presidente demonstra no exercício do cargo.

De todo modo, é preciso, mesmo — e é salutar para a democracia — denunciar o perigoso contágio demagógico que Lula parece vir passando à presidente.

Tem razão o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP):

– Não é possível que ela use um pronunciamento público para fazer campanha eleitoral às custas do erário — disse.

Com a velha lenga-lenga lulista de que fazer oposição ao lulo-petismo é estar “contra o Brasil”, segundo Sampaio, a presidente “confundiu o governo com a nação”.

Não sei, não, mas acho que esse tipo de coisa vai se repetir, à medida em que nos aproximamos de 2014.

17/11/2012

às 15:00 \ Política & Cia

Das grandes definições em política

Mario Cumo, ex-governador de Nova York: campanha eleitoral é poesia. Já governar... (Foto: csmonitor.com)

– Político faz campanha em poesia e governa em prosa.

(Mario Cuomo, político democrata norte-americano, governador de Nova York entre 1984 e 1993e pai do atual governador, Andrew M. Cuomo)

06/10/2012

às 19:00 \ Política & Cia

VÍDEO que vai ao ponto: as bobagens, os chavões e as mentiras de uma campanha eleitoral pela TV

Amigas e amigos do blog, com as eleições municipais em todo o país, amanhã, não custa lembrar que não devemos nos basear apenas no que dizem as campanhas pelo horário eleitoral da TV para escolher um candidato.

O ideal é informar-se — como for possível, por meio de jornais e revistas, de pesquisas na internet, de amigos, de parentes, de programas independentes no rádio e na TV (difíceis de ocorrer durante a campanha, pelas restrições legais) sobre os candidatos, seu passado, sua trajetória, sua formação, o que já prometeu antes, o que já realizou etc etc.

Porque campanha pela TV no horário eleitoral, como se pode ver no vídeo abaixo, é um esquemão biônico, artificial, em que está tudo prontinho de antemão: a maioria dos candidatos recheia de maneira um pouco diferente aquela que é praticamente a mesma fôrma — com chavões, promessas vazias e, sim, mentira pura e simples, a seu próprio respeito e a respeito dos adversários.

04/10/2012

às 16:30 \ Política & Cia

ELEIÇÕES: Dilma entrou na campanha porque o PT e os aliados precisaram

Dilma Rousseff, Aécio Neves, Eduardo Campos e Marina Silva: eles só pensam naquilo

Dilma Rousseff, Aécio Neves, Eduardo Campos e Marina Silva: eles só pensam naquilo

Amigas e amigos do blog, a nota foi publicada no blog Política & Economia na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros.

2012 … 2014

Não foi por “boniteza” ou para atender aos insistentes apelos dos aliados, especialmente do ex-presidente Lula e do PT, quase em desespero em alguns lugares como São Paulo, que a presidente Dilma acabou se envolvendo na campanha eleitoral no primeiro turno com muito mais afinco do que deu sinais de que o faria. A ponto de subir no palanque em SP e terçar armas com a oposição em terreno não propriamente institucional.

Foi por “precisão” mesmo. Dilma, que daquela principiante em micropolítica do início do governo não tem mais nada, percebeu que seus potenciais adversários em 2014 estavam à vontade para firmar suas posições. Aécio Neves, Eduardo Campos e até Marina Silva estão aproveitando a campanha para ampliar sua visibilidade, a ter contatos com eleitores em pontos chaves.

Aécio e Marina peregrinam pelo Brasil de Norte a Sul, e Campos, mesmo com suas obrigações de governador, não perde oportunidade de fazer campanhas para aliados. Dilma precisava então confrontá-los, especialmente Aécio e Marina, que tem aproveitado a campanha para fazer duras críticas a seu governo.

O eleitor está pensando somente nas prefeituras. Os figurões só pensam naquela coisa : em Brasília.

 

O verdadeiro peso

Veja-se o PMDB. Ele tem seus candidatos às prefeituras nas capitais e em grandes cidades, mas não demonstra a mesma ansiedade que seu rivais como o PT, o PSDB e o PSB para fazer muitos prefeitos nesta área. O negócio do PMDB é o micro, onde ele ainda é imbatível – deve sair das urnas de domingo ainda como o partido com maior número de prefeitos e de vereadores do país.

É isto que interessa aos peemedebistas, para manter o seu poder no âmbito Federal. As eleições municipais são determinantes para as eleições para as casas legislativas – a Câmara, o Senado e as Assembleias Legislativas. Em grande parte, com raras exceções de figuras de porte nacional, quem faz o deputado é o prefeito e a máquina municipal – a formiguinha. E nisso o PMDB parece que vai continuar imbatível.

28/09/2012

às 19:00 \ Política & Cia

J.R. Guzzo: Quando o silêncio — inclusive da presidente Dilma — é de ouro

VOTO E VERBA -- para promover o candidato Fernando Haddad, Dilma acenou com recursos federais para São Paulo (Foto: Agência Brasil)

VOTO E VERBA -- para promover o candidato Fernando Haddad, Dilma acenou com recursos federais para São Paulo (Foto: Agência Brasil)

Artigo do jornalista J. R. Guzzo publicado em edição impressa da revista Exame que está nas bancas

 O SILÊNCIO É OURO

A presidente Dilma se mostra boa chefe de Estado quando prefere não falar sobre temas delicados. Mas, ao sugerir que eleitores do PT têm preferência em seu governo, ela perdeu uma ótima chance de ficar calada.

 

O deputado federal Romário de Souza Faria, do Rio de Janeiro, destacou-se nos seus tempos de jogador profissional de futebol por ser um craque e por duas características pessoais. A primeira é que tinha o hábito de pensar. A segunda é que costumava dizer exatamente o que pensava. Entre o muito que disse, uma de suas melhores frases ficou gravada até hoje: “O Pelé calado é um poeta”. Foi a sua maneira de recordar um velho e sábio ditado: ” O silêncio é de ouro”.

As palavras do deputado poderiam ser perfeitamente aplicadas, hoje, à presidente Dilma Rousseff. Em diversas ocasiões, ela achou melhor não falar nada em relação a assuntos delicados – não chegou a ser, nesses casos, uma poeta, mas mostrou-se certamente uma boa chefe de Estado.

Nunca disse uma palavra, por exemplo, sobre a hostilidade contra a imprensa livre que o PT, guiado pelo ex-presidente Lula, faz questão de ficar exibindo em público o tempo todo.

Seu silêncio, aí, tem o peso de 1 tonelada – informa ao comitê central do partido, ao manter a boca fechada, que ela está fora dessa e que é melhor não contarem com seu apoio na cruzada pelo “controle social” da mídia. Tem guardado, também, um silêncio de carmelita sobre o julgamento do mensalão. O recado, no fundo, é o mesmo: não esperem que eu convoque as “forças populares” para pressionar o STF nem queiram que eu tente salvar o couro de ninguém.

Quando a presidente resolve falar, porém, muita gente logo lembra a frase de Romário em relação a Pelé. Dilma, em muitos desses momentos, continua não sendo uma poeta – e deixa de ser uma boa chefe de Estado.

Ainda recentemente, por exemplo, teve a ideia de vir com um documento oficial – uma nota da Presidência da República – para repreender um artigo do ex-presidente Fernando Henrique em O Estado de S.Paulo no qual ele refletia sobre a herança horrorosa que Lula deixou para o atual governo.

Para que isso? A nota até foi educada, mas Dilma perdeu, aí, uma bela oportunidade de acrescentar uma terceira medalha de ouro à sua coleção.

Sua função é presidir o Brasil, e não ficar respondendo a artigos de jornal – afinal de contas, Fernando Henrique pode ser um ex-presidente muito benquisto, mas, tecnicamente, é hoje um mero cidadão comum. Além disso, não escreveu nada de mais; deu apenas algumas opiniões, sem ofender ninguém. Se Dilma ficar aborrecida com esse tipo de coisa, vai passar o resto de seu governo escrevendo notas de protesto.

A maior chance recente que perdeu de ficar calada, porém, apareceu na presente campanha eleitoral. Dilma, no programa obrigatório de propaganda na televisão, e investida de toda a majestade de seu cargo, disse que há nos cofres do governo federal muita verba destinada a São Paulo – e que, se o candidato do PT à prefeitura ganhar, tais recursos serão entregues ao município.

Campanha do Haddad à prefeitura de São Paulo: foi aqui que a presidente perdeu, recentemente, uma das mais importantes chances de se calar

Campanha do Haddad à prefeitura de São Paulo: foi aqui que a presidente perdeu, recentemente, uma das mais importantes chances de se calar

Como assim? De duas, uma: ou esse dinheiro não existe, e aí a presidente mentiu; ou existe, e aí ela tem a obrigação de entregá-lo já, pois pertence à população de São Paulo, e não a seu patrimônio pessoal.

Segurar recursos públicos devidos a um município, sobretudo à sua população mais pobre, e ameaçar os eleitores de só soltar a verba se votarem em quem ela quer, é provavelmente contra a lei e certamente contra a decência comum.

Estaria a presidente dizendo que há dois tipos de pessoa no Brasil – as que votam no PT e são bem tratadas por seu governo e as que votam contra e tornam-se cidadãos de segunda classe? Dilma nunca se lembra de que quase 44 milhões de brasileiros não votaram nela na eleição presidencial, a única em que foi candidata.

Seria bom que lembrasse de vez em quando, pois essas pessoas não podem ser desintegradas e sumir no espaço; continuam sendo cidadãos do Brasil, pagam impostos e têm exatamente os mesmos direitos dos outros 56 milhões que lhe deram seus votos.

A presidente pode não gostar disso, mas tem pouco a ganhar deixando tão claro que não gosta. É só recordar as virtudes do silêncio.

19/09/2012

às 14:00 \ Política & Cia

Vídeo: candidato do PT, comprando votos, dá receita de feijoada indigesta — e criminosa

O candidato do PT a prefeito de Itamari, na Bahia, ensina no vídeo abaixo que a compra de votos é o tempero da feijoada eleitoral.

Faltou dizer que é crime, e dá, mais do que uma eventual indigestão, cadeia.

 

08/09/2012

às 19:15 \ Política & Cia

Envolvido em picuinhas como está, Lula corre o risco de sair das eleições municipais menor do que entrou

CABO ELEITORAL -- Em São Paulo, Lula passa mais tempo falando em propaganda que o próprio Haddad - que está em terceiro lugar nas pesquisas

CABO ELEITORAL -- Em São Paulo, Lula passa mais tempo falando em propaganda que o próprio Haddad - que está em terceiro lugar nas pesquisas

Amigas e amigos do blog, reproduzo nota do blog Política & Economia na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros.

LULA E SEUS RISCOS ELEITORAIS

A confissão é do próprio Lula, em entrevista na semana passada ao jornal The New York Times: “Não é fácil saber como agir no papel de ex-presidente”.

Por esta razão, não saber ficar fora do varejo da política e também por exigências do PT e outros aliados que têm nele o mais espetacular e eficiente cabo eleitoral, Lula está se metendo na campanha eleitoral mais do que a prudência – a política, não a médica – aconselham.

Envolvido em picuinhas e filustrias como está, Lula corre o risco de sair das eleições menor do que entrou, principalmente se algumas de suas apostas, como em São Paulo, Recife e Belo Horizonte, derem errado.

Político de grande faro, não dá para entender como Lula, mesmo em solidariedade aos amigos e companheiros, se envolveu com tanto ardor nas eleições.

Há, porém, quem entenda que o ex-presidente age assim porque sente necessidade de reafirmar sua ascendência sobre a aliança governista, em parte ameaçada pela ascensão de Dilma.

Lula se acostumou com o papel de prima donna da companhia e não aceita cedê-lo a quem quer que seja. Não se pense que na aliança governista, apesar (ou em que pesem elas) das afirmações de Lula, o jogo de 2014 já esteja jogado.

05/07/2012

às 15:30 \ Vasto Mundo

Reunião do Foro de São Paulo em Caracas é parte da propaganda para reeleger o caudilho Chávez, no poder há 13 anos

O caudilho em campanha eleitoral: a reunião de esquerdas em Caracas é parte de sua propaganda (Foto: laprensa.hn)

Por Duda Teixeira, de Caracas

Às vésperas de enfrentar o julgamento do Mensalão, o petista Jose Dirceu chegou na manhã desta quinta-feira ao Foro de São Paulo, o encontro anual de partidos de esquerda de todo o mundo.

Realizado no hotel Alba, em Caracas — ex-Hilton expropriado pelo regime de Hugo Chávez –, o foro se transformou em um evento da campanha chavista para as eleições presidenciais, marcadas para outubro. [O caudilho está no poder desde fevereiro de 1999. Se vencer, permanecerá no Palácio Miraflores, salvo imprevistos, até 2019].

O PT já deu apoio total à candidatura do caudilho.

Nos corredores do foro, corre o rumor de que Dirceu vai aproveitar o ambiente amigável para falar de sua defesa no caso do mensalão, cujo julgamento no STF começa em agosto.

Será um dia cheio na capital venezuelana. De manhã, haverá uma reunião na Assembleia Nacional. A casa é dominada por deputados chavistas que, embora tenham recebido uma quantidade menor de votos na ultima eleição parlamentar, levaram a maior parte das cadeiras por meio de uma mudança nas regras eleitorais.

O orador principal será o chanceler Nicolas Maduro, que foi acusado de ter incitado os militares paraguaios a dar um golpe em Assunção para evitar a queda do ex-presidente Fernando Lugo.

Em seguida, Dirceu deve acompanhar o desfile militar do Dia da Independência.

As atrações deste ano são as armas russas e chinesas compradas recentemente pelas Forcas Armadas da Venezuela. Civis que receberam treinamento militar e hoje integram as milícias bolivarianas também serão destaque.

Todos compartilham a missão de defender a “revolução chavista”.

 

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