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Busquets

04/01/2014

às 16:15 \ Tema Livre

O grande Cruyff, um dos maiores craques da história, em entrevista: “Futebol é inteligência e qualidade, mas também um pouco de amor. Se não, só o dinheiro não funciona.”

Cruyff: genial como jogador, técnico e, hoje, inspirador do maior time do mundo, o Barcelona (Foto Claudio Versiani)

Publicado originalmente em 13 de fevereiro de 2011campeões de audiência 02

O maior time de futebol do mundo da atualidade, o Barcelona, recebeu por anos a fio a magia de seu jogo quase incomparável — para mim, só Pelé o superou — e, depois, sua genialidade também como treinador. A herança do grande Johan Cruyff, todos reconhecem, ficou. É ele o grande inspirador do futebol-espetáculo ganhador do Barça, que herdou muito da espetacular “Laranja Mecânica”, o supertime da Holanda que encantou o mundo na Copa de 1974, na Alemanha.

A serviço da excelente Revista ESPN, o jornalista Daniel Setti entrevistou esse gênio para a edição de janeiro. E sendo, além de um ótimo jornalista, também meu filho, resolveu fazer uma surpresa ao pai: comprou uma camisa oficial da seleção da Holanda e, ao final da entrevista, explicou a Cruyff minha admiração de décadas pelo craque, pelo treinador e pelo cidadão que ele é, e solicitou-lhe uma dedicatória. Cruyff gentilmente topou (veja na foto abaixo) e, no Natal, recebi do filho de presente-surpresa a camiseta, com os dizeres estampados em tamanho grande na frente: “Para Ricardo, Johan Cruyff”.

Leiam a entrevista, que vale a pena. Uma lição para nossos jogadores, técnicos e cartolas.

Cruyff com Daniel, autografando a camiseta… para mim

O senhor grisalho de 63 anos que cumprimenta a reportagem, rosto queimado de sol e rabiscado por sadias rugas, tem cadeira cativa ao lado de Pelé, Garrincha, Di Stefano e Maradona no camarote sagrado de imortais do futebol. Mesmo assim seus belos olhos azuis, que nesta fria e ensolarada manhã outonal de Barcelona combinam com uma camisa da mesma cor e um moderno casaco lilás, preferem transmitir respeito e seriedade a afetação e arrogância.

Ainda que seja rico, famoso e venerado desde que, há quatro décadas, revolucionou o futebol dentro de campo – com dribles, movimentação imprevisível e gols – e fora dele (foi o primeiro jogador a ter patrocínio individual, da marca Puma), anda literalmente com os pés no chão.

São suas próprias pernas que o levam diariamente de sua casa ao charmoso casarão-sede da fundação que tem seu nome, ambos no elegante bairro de Bonanova, na zona norte da cidade catalã. Pendurou as chuteiras há 26 anos, levando consigo 22 canecos, três Bolas de Ouro e 425 gols oficiais, e aposentou a prancheta de treinador há 14 (acumulando outros 14 troféus), mas suas opiniões a respeito do mundo da bola têm cada vez mais peso.

Não só pela agudeza e pela firmeza de suas ideias – expostas nos artigos que escreve no jornal catalão El Periódico –, mas principalmente por suas iniciativas em prol da educação e do estímulo ao esporte. Este senhor grisalho, um holandês que se recusa a se acomodar nos mimos da idolatria e rejeita o senso comum, chama-se Johan Cruyff.

O responsável pela eternização da camisa 14 é sinônimo de futebol moderno em qualquer capítulo de sua biografia. Como jogador, nos primeiros anos colocou a Holanda no mapa ao ganhar incríveis três Copas dos Campeões da Europa (hoje Champions League) seguidas com o então pouco expressivo Ajax (1971, 72 e 73) para depois encabeçar a Laranja Mecânica, mitológica seleção de seu país na Copa de 1974.

(Veja no vídeo abaixo uma sucessão de lances de Cruyff com a famosa camisa 14, que virou sua marca:)

Contratado pelo Barça em 1973, enlouqueceu os torcedores culés com não apenas seu jogo, mas também seu atrevimento – desafiava árbitros e policiais – e sua rebeldia (fumava e usava cabelo comprido). Identificou-se a tal ponto com as culturas barcelonesa e barcelonista que até hoje vive na cidade, fala espanhol com sotaque catalão (exagerando o som do “l”), viu o caçula de seus três filhos vestir o manto azul-grená (Jordi, hoje atuando em Malta) e apenas recentemente deixou de ser presidente de honra do clube por desavenças políticas com o novo presidente, Sandro Rosell.

Cruyff: 22 canecos, três Bolas de Ouro e 425 gols oficiais

Após passagem pelo futebol norte-americano e um retorno à Holanda, voltaria ao Camp Nou para fazer história como técnico do dream team do Barcelona no início dos anos 1990, enquadrando gênios indomáveis como Romário e Stoichkov e faturando quatro campeonatos espanhois consecutivos e a primeira das três copas europeias ostentadas hoje pela equipe.

“Cruyff deixou no Barcelona um testamento ideológico, trabalhado sobre o gosto futebolístico do espectador, a quem ele educou”, disse recentemente o argentino Jorge Valdano, diretor de esportes do maior rival do Barcelona, o Real Madrid. “A ponto de que hoje é impossível triunfar no Barcelona sem jogar bem o futebol. Em Barcelona, ele é como o Oráculo”, conclui.

Valdano não poderia ter sido mais preciso. O que Johan Cruyff fez em suas passagens pelo clube catalão como jogador (1973-1978) e técnico (1988-1996) reverbera indiretamente, por exemplo, na impressionante performance do Barça de Messi na humilhante goleada sobre os merengues por 5 a 0 quatro dias após esta entrevista.

Não fosse a propagação das convicções imutáveis de “El Flaco” (“O Magro”) de que o futebol deve ser jogado sempre de maneira ofensiva e artística, provavelmente o atual melhor time do mundo, comandado desde 2008 por seu pupilo Pep Guardiola, não existiria. O próprio técnico disse após a goleada que boa parte da “culpa” por seu Barça é e seu mestre. Algo aparentado com a definição de Cruyff sobre os futebolistas: “O jogador é uma espécie de artista, e o público tem de se divertir”.

Cruyff atuando como treinador do Barcelona

“O Barcelona definiu seu estilo de jogo desde que Cruyff se converteu em seu treinador, e este estilo ofensivo encantou a torcida e mudou a própria filosofia do clube, que desde então sempre procura respeitar este direcionamento”, teoriza o jornalista espanhol Jorge Ruiz Esteve. “E como jogador, Cruyff foi um símbolo, porque era um jovem europeu moderno, que tinha cabelo comprido e andava com uma mulher de minissaia em plena ditadura franquista espanhola”, ressalta o historiador do Barça Carles Santacana Torres.

Neste encontro exclusivo com a ESPN, na sala de estar de sua fundação, o astro repassou todas as fases de sua trajetória, falou sobre sua relação com Romário, elegeu a nova Laranja Mecânica e criticou a retranca de Brasil e Holanda em 2010. “O time que trai seu estilo de jogo não pode obter sucesso”. Com vocês, Johan Cruyff.

O senhor transformou-se em sinônimo de futebol moderno e ofensivo. Qual é a origem dessa definição?

Começou há muitos anos e não teve a ver só comigo, mas também com o Ajax dos anos 70. Na Holanda eles são muito exigentes, e as pessoas que vão ao estádio querem curtir. Tudo aconteceu muito rápido. Em 1964, 65 eu era apenas o segundo jogador profissional, tínhamos muitas limitações. E em 1969 já jogamos a final da Copa da Europa com o Ajax [perdeu a decisão para o Milan, em Madri]. Em três ou quatro anos houve enormes mudanças. Era algo totalmente diferente. Por exemplo, os zagueiros não se conformavam em apenas defender, também queriam atacar. O futebol que jogávamos era o de que todo mundo gostava e de que até hoje, 30 e tantos anos mais tarde, ainda gosta. E é praticado por times como o Barcelona.

Como treinador, quem foi ou é o “novo Cruyff”?

Bom, agora o mais conhecido é o Guardiola. Porque tem a mesma filosofia e administra com sucesso o mesmo problema que tinha como jogador. Era um volante defensor assim [faz um sinal com um dedo indicando a magreza de Guardiola], mas quando tinha a posse de bola, podia ser muito bom. E o Barcelona de agora é um exemplo a ser seguido na mesma linha, porque o Xavi é baixinho, o Iniesta é baixinho e o Busquets é alto, mas também é assim [faz o mesmo gesto com o dedo].

O que um técnico tem de trabalhar em um jogador “assim”?

Em primeiro lugar, a técnica e a qualidade. Então a bola tem de ser sua amiga, mas muitas vezes ela é sua inimiga, porque está em todas as partes. Isso é importante. E, digo outra vez, você está jogando para o público, e o público paga. É uma espécie de artista, e as pessoas têm de se divertir.

Mas futebol é só diversão?

Bom, como se trata de um esporte – e isso é o principal problema que enfrentam os dirigentes –, temos um negócio nas mãos, um negócio em que colocamos emoções, portanto muito difícil de administrar. Por isso você tem que conhecê-lo bem de dentro. Se você não o viveu, é muito difícil saber administrar bem. Passei por todas as etapas para conhecer todos esses detalhes com destaque. Por exemplo, nos Estados Unidos [NR: Cruyff jogou no país entre os anos 1978 e 1982, passando por três equipes], o marketing esportivo estava muito mais à frente que no resto do mundo. E ali se podia aprender a respeito do que é o negócio do futebol. É uma questão de educação. Nos Estados Unidos você vai para a Universidade por fazer esporte, enquanto na Europa ou na América do Sul, estudar e praticar esportes ao mesmo não é possível. É o maior absurdo que há. Com nossas organizações, estivemos em São Paulo. Os números são chocantes. Por exemplo, entre 80 jogadores que já haviam participado de alguma Copa do Mundo, cerca de 15, ou seja 20%, se encontravam abaixo da linha de pobreza! E estou falando do país do mais alto nível [futebolístico]. É um desastre total, não só para o jogador, mas para qualquer criança que o tenha como um herói e o veja caindo.

No Brasil os jogadores planejam ganhar todo o dinheiro que possam enquanto estão em atividade, a chamada “independência financeira”, porque acreditam que não têm como garantir o que vem depois…

Se você não tem inteligência por não ter sido educado… ou melhor dizendo, se você não está acostumado a viver fora do futebol, é muito difícil. Porque o futebol é uma vida irreal: todos os dias você está em um jornal; todos querem saber sobre a sua vida; e você não sabe nada, sabe só jogar futebol. Mas a carreira termina quando você tem 35 anos. O que fará depois? Não há nenhum clube que se preocupe com isso. É um desastre pela simples razão de que o futebol no mundo, sobretudo no Brasil, é um aspecto importantíssimo da vida. Eu estive lá e vi todo mundo correndo, fazendo exercícios, praticando esportes. E deixam cair todos os seus heróis!

Qual é o perfil dos alunos de seu instituto? Ex-jogadores?

Ex-esportistas, não só do mundo do futebol. Os ex-jogadores são os mais difíceis, ganham muito dinheiro. Sobretudo para esses a necessidade de saber algo é importantíssima. Sempre você pode gastar dinheiro para viver bem, mas jogar dinheiro fora é absurdo.

Que lembranças o senhor tem da partida em que a Holanda eliminou o Brasil na Copa de 1974 por 2 x 0?

Muito boas porque ganhamos [risos]! Não, é que jogamos muito bem aquele mundial. Foi mais ou menos a consolidação do futebol holandês. Ainda se assistia pouco ao futebol de clubes porque haviam menos aparelhos de TV. As pessoas conheciam muito pouco a nossa seleção, foi a revolução total. Já estávamos jogando daquela maneira havia quatro ou cinco anos.

Mas e como foi chegar para enfrentar a então tri-campeã mundial, mesmo com essa bagagem de vários anos de futebol bem jogado?

O Brasil naquela época estava mudando. Quer dizer, nos anos 50 e 60 mandavam os peloteros (NR: expressão espanhola para jogadores habilidosos), e em 1974 dominava a força. Havia uma grande diferença com a gente, que íamos na direção contrária à força, fomos com a técnica. Técnica e inteligência.

Não chegou nem a ser um jogo difícil?

Bom, era o Brasil. Mas nós éramos muito melhores futebolisticamente, éramos o que eles haviam sido antes. Eles passavam por uma mudança de mentalidade, indo mais para o lado físico. É preciso ter em conta que, quando você tem sucesso, há muitos outros garotos te assistindo, e eles sempre pensam que podem fazer melhor do que você.

Na opinião do senhor, existiu ou existe algum time ou seleção com estilo de jogo parecido ao da Laranja Mecânica?

Agora o Barcelona é mais ou menos assim. Sempre com a combinação entre jogar bem, dar espetáculo e ganhar. Muitas vezes uma ou duas dessas três fases falha. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

04/05/2012

às 18:02 \ Tema Livre

10 fatos que os amantes do futebol talvez não saibam sobre o Real Madrid que foi campeão da Espanha

Os jogadores do Real Madrid comemoram o título em San Mamés, o estádio do Athletic Bilbao, lançando ao ar o técnico José Mourinho (Foto: thesun.co.uk)

Os principais números ligados ao recém-conquistado título de campeão espanhol do Real Madrid foram divulgados pela mídia esportiva do mundo inteiro.

Que, por exemplo, além de 32 títulos da Liga Espanhola, o Real já levantou 9 Copas da Europa e 18 Copas do Rei, que Cristiano Ronaldo havia marcado 44 gols até o jogo em que seu clube matematicamente se sagrou campeão, nesta quarta, 2 de maio, ao derrotar o Athletic Bilbao por 3 a 0, em Bilbao, no País Basco – e por aí vai.

Para os amantes do futebol, porém, relaciono 10 fatos que não foram tão divulgados e que podem ser interessantes. Vamos lá:

Cristiano Ronaldo e Casillas, os dois únicos a disputar as 36 partidas até agora. Mas o goleiro tem mais minutos jogados (Foto: estadao.com.br)

1. O único jogador a disputar todas as 36 partidas do certame, completas, até agora (ainda faltam duas para o campeonato acabar) foi o goleiro Casillas, capitão do time: um total de 3.367 minutos de futebol.

2. O artilheiro Cristiano Ronaldo participou de 36 partidas, mas em uma delas começou no banco de reservas: tem 3.293 minutos.

3. O único jogador que não recebeu nenhum cartão – amarelo ou vermelho – em todo o campeonato até agora foi, justamente, um dos mais caçados pelas defesas adversárias: o atacante francês Karim Benzema, que disputou 31 partidas.

4. Na partida em que o Real Madrid praticamente matou o campeonato por antecipação, no dia 21 de abril, ao enfim vencer o Barcelona por 2 a 1 no terreno adversário , o Camp Nou, os bastidores dos vestiários antes da entrada dos times em campo – aqueles momentos tensos em que os jogadores ou mal se olham, ou se encaram com ar de lutadores de vale-tudo ao ouvir instruções do árbitro – revelaram uma cena de cavalheirismo explícito: Casillas, também capitão da seleção espanhola, saiu da fila de seu time, aproximou-se dos arquirrivais, abraçou o meio-campo Busquets, do Barça, seu colega de título mundial na Copa de 2010, e deu-lhe um beijo no rosto.

A multidão de torcedores que esperava a chegada do ônibus dos campeões à Praça de Cibeles, no coração de Madri (Foto: abola.pt)

5. Desde que o Athletic Bilbao foi fundado, em 1898 – há 114 anos, portanto –, nunca um clube visitante havia sido campeão em seu território.

6. O time do Real chutou 689 bolas a gol até agora.

7. O jogador que mais passes deu foi o meio-campo Xavi Alonso – 2.891, dos quais 2.471 certos.

8. Pouco ou nada se comenta na imprensa, mas o excelente zagueiro português Ricardo Carvalho, titular absoluto até o começo do campeonato, desapareceu de cena não apenas em virtude de uma contusão: ele apresenta também problemas psicológicos.

9. O primeiro jogador do arquirrival Barcelona a felicitar pelo Twitter o time do Real Madrid pela conquista foi o zagueiro Piqué.

10. O valor de estimado mercado do plantel do clube madrilenho é de 530 milhões de euros (1,32 bilhão de reais).

 

27/12/2011

às 14:31 \ Tema Livre

O Barcelona, melhor time do mundo, tem patrimônio negativo. Mas há uma “pegadinha” nesta história

Publicado originalmente em 28 de maio de 2011

Amigos, podem acreditar: o melhor time de futebol da atualidade, o Barcelona, da Espanha, que disputa com o Manchester United inglês o título da Liga de Campeões da Europa — o principal torneio interclubes do mundo –, o badaladíssimo, famosíssimo e riquíssimo Barça, é um clube que ostenta um patrimônio negativo. Para ser exato, um patrimônio negativo de 59 milhões de euros, algo como 135 milhões de reais.

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

Isso mesmo, amigos. O Barça, que além da fortuna que embolsa pelas transmissões de TV, os direitos de imagens, os gordos patrocínios e a enorme renda obtida com produtos licenciados em suas próprias lojas e em uma ampla rede na Espanha e no exterior, que dispõe de um estádio espetacular, o Camp Nou, somando tudo com suas dívidas, fica devendo. Isso tudo do ponto de vista estritamente técnico. Já explico.

O arquirrival do Barça, o Real Madrid, apesar de dever mais do que o Barça, apesar dos delirantes gastos efetuados por seu presidente, Florentino Pérez, no afã de tentar barrar a hegemonia do time catalão, ostenta patrimônio líquido de 220 milhões de euros (cerca de meio bilhão de reais).

O surpreendente resultado foi obtido pelo professor de Economia Financeira e Contabilidade da Universidade de Barcelona José Maria Gay, com base no que existe de concreto sobre o patrimônio dos dois clubes: as contas anuais até o final de 2010. O estudo indica que, tudo somado, inclusive os investimentos na compra de jogadores, o Barça tem um ativo de 490 milhões de euros e uma dívida de 549 milhões de euros — daí o patrimônio negativo de 59 milhões.

A “pegadinha” no estudo do professor é que, para efeito contábil, como o Barça não investiu dinheiro na compra dos direitos federativos de craques formados em suas divisões de base, como o melhor do mundo Messi, os ótimos Xavi e Iniesta, o capitão Puyol ou revelações mais recentes como Pedro e Busquets, eles não entram no balanço contábil do clube.

Já o Real Madrid, que deve uma fábula aos bancos — 660 milhões de euros, ou 1,5 bilhão de reais, em curto, médio e longo prazo –, dispõe, por outro lado, de ativos de 880 milhões de euros (cerca de 2 bilhões de reais). Um patrimônio líquido, portanto, dos já citados 220 milhões de euros (meio bilhão de reais). Isso porque o clube, como a cobra mordendo o próprio rabo, se endividou para gastar 330 milhões de euros na compra de craques como Cristiano Ronaldo, Kaká e Xabi Alonso (outros, como Özil ou Khedira, vieram em 2011) que, porém, contabilmente ingressam nas contas como patrimônio daquele que, segundo a FIFA, foi o melhor time do século XX.

E, por falar em dívidas ou prejuízos, vejam vocês: também o timaço do Milan, da Itália, pertencente ao primeiro-ministro e bilionário Silvio Berlusconi, está no vermelho. Não se divulgaram dados patrimoniais sobre o clube, mas o balanço financeiro de 2010 não foi bom: o clube faturou 253,2 milhões de euros (582 milhões de reais), contra os 307,3 milhões (710 milhões de reais) do ano anterior, apresentando um déficit de 69,8 milhões de euros (160 milhões de reais), contra perdas menores no ano anterior: 9,8 milhões (22,5 milhões de reais).

 

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