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Blunderbuss

17/04/2012

às 12:00 \ Música no Blog

Jack White, o homem dos mil e um projetos, estreia por fim em carreira solo; disco sai na próxima segunda-feira

Jack-White-Blunderbuss

White em companhia de um amigo abutre (?) na capa do álbum

 

Por Daniel Setti

No começo da década passada, quando o rock mais cru e direto voltou – pela enésima vez – a estar em voga, Jack White foi, junto com sua ex-mulher Meg White à frente do White Stripes, a principal sensação, ao lado dos Strokes.

A partir de então, o talentoso compositor, vigoroso intérprete e endiabrado guitarrista nascido há 36 anos em Detroit se transformou em um dos queridinhos do meio musical. Recebeu convites para produzir discos – como por exemplo Van Lear Rose (2004), da veterana cantora country Loretta Lynn  – e participou de tantos outros (só de outra entidade vocal americana, Wanda Jackson, foram dois).

JackWhite_Nashville

Em recente show realizado em Nashville, EUA (Foto: jackwhiteiii.com)

E não só: montou mais pelo menos duas bandas de porte – Raconteurs e Dead Weather, nesta última atuando como baterista -, compôs e gravou “Another Day to Die” em dueto com a gata Alicia Keys para a trilha de Quantum of Solace, da série 007, trocou figurinhas com os gênios da guitarra Jimmy Page (Led Zeppelin) e The Edge (U2) no DVD It Might Get Loud (2009) e até deu uma de ator, sem muito sucesso, em filmes como Cold Mountain (2003), do finado Anthony Minghella, e Coffee and Cigarettes (no Brasil, Sobre Café e Cigarros, 2003), de Jim Jasmusch. Virou um “Homem-Projetos”, como muitos artistas de sua geração.

Faltava o disco solo. E Blunderbuss, a esperada estreia individual, chega às lojas (reais e virtuais) na próxima segunda-feira prometendo alcançar boas posições nas listas de rock do ano.

Ou pelo menos assim esperam os que criticavam o conceito de sua principal banda até hoje, o White Stripes (aposentada desde o ano passado), que combinava Jack, um guitar heroe nato e grande criador de canções poderosas, a Meg, cuja simpatia, estranheza e carisma eram tão inegáveis quanto a sua maneira rudimentar de tocar bateria. E mais ninguém.

White-Stripes

Com Meg, à frente do White Stripes

Não foram poucos os que bradaram “ah, se Jack tivesse um baterista melhor, e se montasse uma banda completa…”. Pois bem, agora é para valer. Cercado de competentes músicos – incluindo a vocalista de apoio Ruby Amanfu – e 100% no comando do barco – sem dividir a responsabilidade com Brendon Benson como fazia no Raconteurs, ou se ater às baquetas no Dead Weather -, Jack cai na estrada em maio para três meses de shows entre EUA e Europa para divulgar o novo trabalho. Enquanto isso, ficamos com algumas amostras do que vem por aí.

Clipe de “Love Interruption”, o primeiro single, lançado em janeiro (com Ruby nos vocais, mostra a faceta mais melódica de White):

Apresentação de “Sixteen Saltines”, segundo single, em edição de março do mítico programa televisivo Saturday Night Live, (lembra mais o White Stripes pelo riff de guitarra e o vocal enérgico, mas o refrão vai mais para o caminho do soul):

(Mais sobre música neste link)

 

 

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