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Beatles

02/04/2014

às 20:04 \ Música no Blog

BEATLES: Por que é que ninguém consegue pisar o território de divindade dos quatro de Liverpool

COMO NOS VELHOS TEMPOS: Em Los Angeles, Paul e Ringo tocam juntos, lembram John e George, "a noite que mudou os Estados Unidos" e a maior banda que já existiu (Foto: telegraph.co.uk)

COMO NOS VELHOS TEMPOS: Em Los Angeles, Paul e Ringo tocam juntos, lembram John e George, “a noite que mudou a América” e a maior banda que já existiu (Foto: telegraph.co.uk)

A MÁQUINA DO TEMPO

Por Heraldo Palmeira, documentarista e produtor musical

No centro da sala pré-televisão, um solene rádio Franklin (marca da Philips argentina), valvulado, caixa mista de madeira e baquelita, trazia o mundo para dentro de casa por meio de duas emissoras AM de cidades vizinhas.

Havia sempre um disc-jóquei ocupando manhã ou tarde inteiras com seus programas. Depois da escola, eu “entrava no ar” a partir das 11h e seguia até A Hora do Angelus, quando a Ave-Maria de Gounod anunciava suavemente que era hora do banho, porque em pouco tempo meus pais chegariam do trabalho e o jantar seria servido sem atrasos.

Logo na abertura do programa, a voz impostada do locutor lançava a isca fatal: “Daqui a pouco, The Beatles!”.

E o embusteiro ficava embromando a tarde inteira para, quase noite, enfim liberar a magia – estou ouvindo lembranças de 1966, quando já estávamos completamente contaminados pelo som repetido naquela espécie de cadeia de rádios em várias casas, espalhando o vírus a todo volume na cidade inteira.

A contaminação começou em 9 de fevereiro de 1964, quando uma América perplexa sediou um surto de histeria até então desconhecido, que dera os primeiros sinais dois dias antes com a paralisação do aeroporto JFK, em Nova York.

Naquela noite de domingo, a rede CBS levaria ao ar mais um programa The Ed Sullivan Show, até então um mamute de popularidade. Ali, descobriu-se que a audiência monumental era apenas um elefantinho, já que 73 milhões de pessoas (34% da população americana da época) se postaram diante de suas tevês, eletrizadas pelos rapazes de Liverpool.

Foi o instante em que aqueles quatro garotos que enlouqueceram o aeroporto ao desembarcar, conquistaram definitivamente a América e o mundo, inauguraram a beatlemania e começaram a consolidar a maior banda de todos os tempos.

Passados 50 anos, a mesma CBS produziu um especial ao vivo em Los Angeles para comemorar aquela noite memorável.

A Noite que Mudou a América é mais um marco para uma banda acostumada a feitos estratosféricos. E deixa claro que, por mais que alguém com muito talento entre na fila, ninguém consegue pisar o território de divindade dos Beatles. Uma divindade obtida exatamente porque eles pisaram juntos céus e infernos humanos enquanto mudavam o comportamento do mundo amparados pela obra genial que produziram.

O show contou com releituras de clássicos da banda feitas por uma constelação de astros da música mundial. Tudo já seguia imperdível, até que Ringo Starr pisou o palco e elevou tudo para outro patamar, o reino do sobrenatural.

A ponto de a sempre estranha Yoko Ono, agora oitentona, cair na gandaia enlouquecida numa dança estranhíssima, parecendo possuída por alguma entidade!

Logo depois, com a entrada de Paul McCartney em cena, veio a comprovação de que até o sobrenatural tem graduações. Ao lado do velho comparsa, e invocando as memórias de John e George, o cavaleiro de Sua Majestade abriu as portas da máquina do tempo.

Diante daquela apoteose, a gente se pergunta: por que ninguém cansa de ouvir as velhas, insuperáveis e eternas canções de sempre? Por que elas seguem tocando com frescor?

Talvez porque sejam guardadas até por crianças muito pequenas, que se esgoelam em cada palavra das letras para engrossar o coro dos pais e avós.

No panteão dos maiores da música de todos os tempos, The Beatles vive acima do topo. E a distância entre o primeiro lugar e o topo é dimensão de Universo.

O resto é galáxia!

15/02/2014

às 11:04 \ Disseram

Mais uma banda quer se comparar aos Beatles

“Nossa fama é provavelmente maior, mas nós não estamos próximos a eles em termos de música”

Harry Styles, astro da banda britânica One Direction, comparando-se seu grupo aos Beatles na revista Top of The Pops

11/02/2014

às 11:00 \ Música no Blog

FOTOS RARAS E IMPERDÍVEIS – O êxtase das fãs americanas dos Beatles no primeiro show da banda nos EUA, há exatos 50 anos

Loucura, loucura, loucura: há 50 anos começava a Beatlemania (Fotos: Stan Wyman - Time & Life Pictures/Getty Images)

Loucura, loucura, loucura: há 50 anos começava a Beatlemania (Fotos: Stan Wyman – Time & Life Pictures/Getty Images)

Em 11 de fevereiro de 1964 – há exatos 50 anos, portanto – os Beatles faziam, no Coliseum de Washington, o primeiro dos dois shows de sua inesquecível primeira turnê pelos Estados Unidos.

Iniciada quatro dias antes com uma recepção multitudinária no aeroporto JFK, a excursão, que incluiria também duas apresentações no Carnegie Hall de Nova York no dia 12 e um par de igualmente emblemáticas aparições no popularíssimo programa televisivo The Ed Sullivan Show, entrou para a história por “oficializar” a chamada Beatlemania.

Afinal, a partir do momento em que o quarteto de Liverpool – então já um verdadeiro fenômeno cultural no Reino Unido – conquistou o gigantesco mercado americano, a loucura ao redor das figuras de John, Paul, George e Ringo só iria aumentar exponencial e globalmente. A ponto de, apenas dois anos e meio depois, em 29 de agosto de 1966, eles se verem obrigados a abandonar os palcos enquanto banda.

Toda a histeria que um simples “yeah, yeah, yeah” cantado pelos rapazes causava nas fãs foi captada em grande estilo pelo fotógrafo americano Stan Wyman (1927-1973) no concerto inaugural em Washington.

E, para celebrar meio século do recital que mudaria o mundo, o site da Life divulgou uma série de imagens do show que nunca haviam saído na extinta versão impressa da revista. Cada uma vale por mil palavras. Divirtam-se:

16 15 14 1 Stan Wayman 13 12 11 10 9 8 7 6 Stan Wayman 5 Stan Wayman 4 Stan Wayman 3

01/02/2014

às 21:04 \ Política & Cia

Neil Ferreira: As notícias mais quentes deste século

"A 1ª notícia mais quente deste século até agora: Sir Paul McCartney, and Sir Ringo Starr, juntos no palco do Grammy 2014, quase mataram o véio aqui do coração" (fOTO: Matt Sayles / Invision / AP)

“A 1ª notícia mais quente deste século até agora: Sir Paul McCartney, and Sir Ringo Starr, juntos no palco do Grammy 2014, quase mataram o véio aqui do coração” (fOTO: Matt Sayles / Invision / AP)

Por Neil yeah yeah yeah Ferreira, publicado no Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo

AS NOTÍCIAS MAIS QUENTES DESTE SÉCULO

Neil Ferreira

Neil Ferreira

A 1ª notícia mais quente deste século até agora: Sir Paul McCartney, a.k.a Macca, and Sir Richard Starkey, a.k.a Ringo Starr, Knights of the British Empire, (KoBE), juntos no palco do Grammy 2014, quase mataram o véio aqui do coração.

A 2ª notícia mais quente deste século: a temperatura média desta semana em São Paulo, de uns 40 graus com sensação térmica de uns 70 e tantos, que não mataram este véio que vos fala de canícula porque foi uma friagem perto da 1ª, que esquentou corações e mentes dos velhinhos da geração Flower Power, a mesma que deu um nó mais do que irônico numa campanha presidencial dos Estados Unidos.

A campanha, chupada de Henri de Bourbon, da França, não o Louis 51, que você sabe quem é, prometia aos famintos sans-culottes “Uma galinha em cada panela”, em francês, na língua alonsanfã. Na campanha , o slogan era o mesmo em inglês, eu estava lá. Os marqueteros apareceram com a tradução: “A chick em every pot”, a mesma “Uma galinha em cada panela”.

Os hippies destroçaram essa promessona, nível Miss Piggy, aqui na Banânia Mãe do Pac, Programa de Ajuda a Cuba, sendo Pai o notório Louis 51.

Com o slogan invertido, que foi parar nos noticiários de TV do fim da tarde, do horário nobre às 8h e 9h da noite, das “late news” da meia noite e os da manhã do dia seguinte, a ripongada gritava “A pot em every chick”; eu vi.

“A pot in every chick” é “Uma dose em cada galinha”, sendo “pot” uma “dose” do quer que alguém enfiasse na corrente sanguínea pra ir bater no cérebro, desde a Mary Juana, aos moranguitos (strawberries), aos brownies turbinados. “Chick” , galinha, também significava a menina enturmada (“groupie”) que dava pra todo mundo.

“Uma dose em cada galinha (cada menina)” acabou com o slogan “Uma galinha em cada panela”, com o humor e o teatro das ruas, usados como armas da revolução da inteligência. Como toda revolução da inteligência, essa também deu em nada.

“Interdit d´Interdire “, maio de 68 em Paris, acabou numa canção medíocre do Caetano Veloso, quem diria. Dany Le Rouge virou verde, Dany Le Vert, não mais barricadas na Rue de La Sorbonne, com Jean Louis Barrault como cumpanhero de lutas; verde politicamente correto, longe dos guerrilheiro das ruas. Nossos verdes, segundo meu entendimento, também não fedem nem cheiram, como se diz na cidadezinha onde nasci.

Eu me lembro das passeatas contra a guerra do Vietnã; dos “buttons” e cartazes “War is good business, invest your son”, “Guerra é bom negócio, invista seu filho” e “Oh Lee Harvey Oswald, where are you now we need you sou much” – “Oh Lee Harvey Oswald, onde você está agora que precisamos tanto de você”, este claramente contra o Presidente Lyndon Johnson.

Há nas redações um ditado interessante: “Quando um cachorro morde um homem não é notícia; quando o homem morde o cachorro é notícia”. Há outro: “Quando o cachorro balança o rabo não é notícia; quando o rabo balança o cachorro é notícia”.

O cachorro aqui mordeu o Chicão; e o rabo do cachorro aqui balançou o cachorro aqui, sob a violenta emoção que me assaltou e me domina até agora. Vimos ao vivo, eu e metade do universo, os dois Beatles remanescentes. Isso sim é que é notícia, não uma certa presidente mordendo cachorros por causa da sua foto com olheiras profundas, me lembrei do filme “Eyes Wide Shut”, “De olhos Escancaradamente Fechados” (1999, Kubrick). É o que ela deveria fazer, fechar os olhos e cair fora de fininho.

Separados há muitos anos, os dois ex-Beatles juntaram-se de “surpresa” para uma canja que colocou ajoelhados de puro êxtase meus olhos e ouvidos.

Vi ambos entrarem ao mesmo tempo, Sir Ringo vindo da esquerda do palco, lépido, feliz, nos seus mais de 70 anos e Sir Macca vindo da direita, ainda não chegado aos 70 , sob uma tempestade de aplausos das feras da música pop contemporânea e de big stars de todas artes. Até a Bruxa Japonesa do Mal Absoluto teve a cara de pau de ir à primeira fila chacoalhar seus ossos buchenwaldianos, especialmente pra me fazer uma desfeita pessoal; fez.

Esses músicos cresceram como eu envelheci: ouvindo e se perguntando o que esses caras têm que ninguém mais tem. Nem Elvis, nem Michael Jackson, nem Jagger, embora eu escute os Stones com os olho cheios d’água, cantando “She´s a rainbow” que me faz chorar por uma canção como quando era jovem.

Bob Dylan era e é o meu bardo; fantástica a “Tweeter and the Monkey Man”, que ele fez com os “Traveling Wilburys”, uma banda de gênios que durou apenas dois álbuns; perda irreparável.

Sir Ringo e Sir Macca fizeram em dueto mágico “It don´t come easy” um hino dedicado pelos ex-beatles Sires Paul, George e Lennon ao ex-Beatle Sir Ringo, para seu primeiro álbum solo, de 1972.

Era mais uma vez o humor contando uma história séria. Ao ser formada a banda que se transformaria nos Beatles pelos pouco mais que adolescentes Paul, George e Lennon, diz a lenda urbana que Paul e Lennon eram os líderes, singers song writers; George o talento musical e Ringo apenas disse “sim” quando procuravam um baterista.

Descobriu-se que Ringo deu um duro danado pra ser baterista dos Beatles, o que não é mole. É o que digo em casa cada vez que um problema duro de resolver se apresenta e ameaça os ânimos: “It dont come easy”, “Não é moleza”.

Sir Macca e Sir Ringo estão tão afinados como se tocassem juntos há 50 anos; e tocam. Por falar em 50 anos: eles gravaram uma participação no show de 50 anos de sua primeira aparição nos Estados Unidos, então apresentada no programa de Ed Sullivan. Esse show receberá o título de “A Noite que Mudou a América”; e mudou o resto do mundo.

Ofereço algumas lágrimas a “Hey Jude”, de Sir Paul, meu hino e de quem conhece o meu coração. Escrevo pra mim mesmo, eu mesmo ouço: “Hey Jude, don´t carry the world upon your shoulders”.

Não ligo a mínima se uma certa presidente torra nossos $urreais em Davos e em banquetes em Lisboa, berrando que paga suas contas. Paga, com o nosso dinheiro. Que se lixem pelo menos agora, que estou em estado de graça, amém.

28/12/2013

às 14:03 \ Música no Blog

BEATLES: “Please Please Me”, álbum inaugural da banda lançado há 50 anos, revolucionou a música pop, mesmo trazendo seis “covers”. Comparem as originais em VÍDEOS com as versões dos “Fab Four”

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A capa de “Please Please Me”, cujo lançamento completa 50 anos no dia 22: oito pérolas de Lennon e McCartney e seis releituras muito bem selecionadas

Publicado originalmente em 16 de março de 2013

Por Daniel Setti

campeões de audiência 02Entre as grandes revoluções pop causadas por Please Please Me, primeiro álbum dos Beatles cujo lançamento no Reino Unido completa 50 anos no próximo dia 22, está a consolidação de um novo formato: o da banda autossuficiente quanto às composições.

Até então, nenhuma gravadora ou produtor confiava tanto em seus jovens artistas a ponto de permitir que a maior parte do material gravado por eles fosse de sua autoria.

Linha de montagem

As grandes empresas discográficas funcionavam, portanto, como verdadeiras linhas de montagem, nas quais era imprescindível a presença de compositores experientes, não necessariamente artistas de palco. Aos astros propriamente ditos era designado apenas o papel de interpretar as canções.

Mas o talento criativo de Lennon e McCartney abundava de tal maneira que acabou por convencer os envolvidos na concepção da bolacha, como o produtor George Martin. Em parte, devido à boa resposta obtida pelos singles “Love Me Do” e “Please Please Me”, editados previamente ao LP.

As seis covers

Ainda assim, o disco de estreia dos Fab Four não ignorava o costume então vigente de incluir versões de outros compositores em seu repertório. Seis das 14 faixas não foram escritas pelos rapazes e já haviam sido lançadas comercialmente na voz de outros intérpretes.

Música no Blog separou todas as versões originais destas canções, comparando cada uma à versão dos Beatles. É muita música boa junta, já que, além das releituras serem excelentes, asfaixas escolhidas – em sua maioria gravada anteriormente por craques do rhythm and blues e dos girls groups – mostram que o quarteto tinha, antes de tudo, muito bom gosto. Escutem, curtam e digam quais acham as melhores:

Arthur Alexander (1962) – “Anna (Go To Him)”

De autoria do próprio Alexander (1940-19939).

Versão dos Beatles:

The Cookies – “Chains” (1962)

Da célebre dupla de compositores Gerry Goffin e Carole King, à época casados.

Versão dos Beatles:

The Shirelles – “Boys” (1960)

Composta por Luther Dixon (1938-2009) e Wes Farrell (1939-1996).

Versão dos Beatles

The Shirelles – “Baby It’s You” (1961)

Do grande compositor Burt Bacharach em colaboração com Mack David (1912-1993) e Luther Dixon (creditado como Barney Williams)

Versão dos Beatles

Lenny Welch – “A Taste of Honey” (1962)

De Bobby Scott (1937-1990) e Ric Marlow

Versão dos Beatles

Top Notes – “Shake It Up Baby” (depois renomeada “Twist & Shout”, 1961)

Escrita por Phil Medley (1916-1997) e Bert Russell (1929-1967)

Isley Brothers – “Twist & Shout” (versão que inspirou a dos Beatles, 1962)

Versão dos Beatles

 

27/10/2013

às 13:07 \ Disseram

Yoko Ono, sobre declaração de Paul McCartney: “Eu fiquei em choque”

“Eu fiquei em choque e pensei: ‘Agora ele diz isso? Agora, depois de quarenta anos?’”

Yoko Ono, viúva de John Lennon, no inglês The Times, referindo-se à declaração de Paul McCartney de que ela não teria sido a responsável pela separação dos Beatles, conforme se disse durante décadas; Yoko afirmou estar agradecida a Paul pelo depoimento

20/10/2013

às 21:00 \ Disseram

Pelé: A comissão técnica não deixou os “cabeludos” nos fazerem um show…

“Eu estava na concentração e aí me ligou o empresário dos Beatles, falando que eles queriam fazer um show para a gente. Mas a comissão técnica não deixou (…) Um dirigente falou: ‘Não vou deixar esses cabeludos entrarem aqui’”

Pelé, em entrevista coletiva de lançamento de seu livro 1283, que trata de sua trajetória 

12/10/2013

às 14:00 \ Tema Livre

FOTOS: belos e melancólicos registros de locais “perdidos no nada”

Ed-Freeman

Motel abandonado no meio do Deserto da Califórnia; beleza e melancolia (Fotos: Ed Freeman)

Mudar radicalmente de rumo profissional e obter o mesmo reconhecimento que em seu primeiro trabalho é para poucos. Em vias de completar 71 anos, o americano Ed Freeman figura entre os exemplares desta espécie rara.

Até a década de 1970, ele foi um bem-sucedido produtor, arranjador e músico de estúdio, colaborando com artistas de grande projeção com Carly Simon, Don McLean e até eles, os Beatles (estava na equipe da última turnê da banda).

Mudança de rumo

Ed-Freeman

O fotógrafo americano Ed-Freeman (Foto: Arquivo pessoal)

Depois disso, porém, seus interesses mudaram em direção à fotografia. Uma escolha ousada, em se tratando de alguém que triunfava no mundo da música, mas que lhe renderia frutos: seus ecléticos trabalhos, que incluem de séries feitas em baixo d’água a registros de surf e experimentos com texturas, seriam publicados em dezenas de revistas e livros, além de expostos em galerias espalhadas pelos EUA.

Entre os seus ensaios de maior destaque estão Desert Reality, realizado em desertos da Califórnia e que rendeu livro homônimo em 2003, e Urban Reality, produzido em Los Angeles. Ambos partem da admiração estética e arquitetônica de Freeman pelas construções/ruínas escolhidas, mas também do potencial de isolamento e melancolia que os cenários de abandono em que estão inseridas possam transmitir.

Freeman, que é professor do software Photoshop no Santa Monica College, informa que todas as fotos foram propositalmente manipuladas com auxílio digital, embora não especifica em que detalhes mexeu. Abaixo, mais imagens de Desert Reality e Urban Reality:

Ed-Freeman

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Ed-Freeman

Ed-Freeman

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Ed-Freeman

Ed-Freeman

06/10/2013

às 15:00 \ Tema Livre

FOTOS: Encontros memoráveis entre personalidades famosas (IV): princesas, divas, reis, atores e cantores eternizados em imagens

Julie Andrews e Audrey Hepburn

Julie Andrews, a eterna “noviça rebelde”, e Audrey Hepburn

Divirtam-se e se encantam, uma vez mais, com a nossa série Encontros Memoráveis – belas fotos que registram encontros marcantes entre celebridades de diferentes setores que povoaram ou povoam o nosso imaginário.

Marlon Brando e a cantora sul-africana Mirian Makeba, grande ativista pelos direitos humanos e contra o apartheid na sua terra natal

Marlon Brando, no auge da forma, e a cantora sul-africana Mirian Makeba

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Michael Caine, Morgan Freeman e Liam Neeson

Gigantes da tela, de distintas gerações: o inglês Michael Caine, o norte-americano Morgan Freeman e irlandês Liam Neeson

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Mick Jagger e Bruce Springsteen

Mick Jagger e Bruce Springsteen

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Mick Jagger, Madonna e Tony Curtis

Mick Jagger, Madonna e Tony Curtis

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Muhammad Ali e Martin Luther King

Muhammad Ali e Martin Luther King

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Robert Downey Jr. e Johnny Depp

Robert Downey Jr. e Johnny Depp

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Salvador Dali e Coco Chanel

 Salvador Dali e Coco Chanel

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Salvador Dali e Rachel Welch

Dali rende homenagem à beleza boliviana-norte-americana de Raquel Welch

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Sean Connery e Brigitte Bardot

Sean Connery e Brigitte Bardot

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As divas Sophia Loren e Jane Mansfield

Sophia Loren e Jane Mansfield

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Steve McQueen, Paul Newman, Barbra Streisand e Sidney Poitier

Steve McQueen, Paul Newman, Barbra Streisand e Sidney Poitier

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Little Richard em meio aos Beatles

Little Richard em meio aos Beatles

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Vivien Leigh, a eterna Scarlett O'Hara, e Ringo Starr

Vivien Leigh, a eterna Scarlett O’Hara de “E o Vento Levou…”, e Ringo Starr

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Wood Allen e Michael Jackson

Woody Allen e Michael Jackson

 

Pelé e Sylverter Stallone

Pelé e Sylverter Stallone

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Princesa Diana e Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá e Diana, princesa de Gales

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Ringo Starr e David Bowie

Ringo Starr e David Bowie

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FOTOS RARAS E EXTRAORDINÁRIAS: nada como um dia na praia — com Marilyn e Garrincha, com Einstein e a princesa Grace, ou Elvis, Catherine Deneuve, Tom Jobim e Picasso

Encontros memoráveis entre personalidades famosas — II

21/09/2013

às 19:04 \ Política & Cia

Neil Ferreira, depois da “Sexta-Feira Negra” no Supremo (que caiu numa quarta-feira), lança a candidatura “de FHC e Joaquinzão” para 2014

FHC pousado numa das jabuticabeiras carregadas do meu jardim, com toda elegância (Foto: Ju)

"FHC segura Joaquinzão no bico, em uma das jabuticabeiras carregadas do meu jardim, com toda elegância" (Foto: Ju)

Por Neil celsodemellou geral  Ferreira, publicado no Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo

LULA, AO SABER QUE O MINISTRO FUX FOI SORTEADO RELATOR: “NÓIS SIFUX”

Eles se fuxaram e eu mando minha bola pra frente:

Na foto, meus candidatos FHC e Joaquinzão

(Antes Scripto) Como todo mundo está José Serra (careca) de saber, o Ministro Celso de Mellou e votou pela Afundação da República, um ano depois do seu voto histórico, que está na minha parede, considerado o da Refundação da República.

Não fez na entrada, fez na saída. Desculpe a linguagem chula, não consigo expor com finesse a frustração que sinto com essa situação chula.

“Sexta- Feira Negra” tem sido o dia das grandes liquidações das lojas de varejo, para esvaziar suas prateleiras das mercadorias com prazos de validade quase vencidos, portanto desvalorizadas. Same here.

Hoje, olhando pra Quarta-Feira, vejo nela a “Sexta-Feira Negra” em que passamos a viver, quando tivemos a certeza do que já desconfiávamos:  para os poderosos não há punição.

Os 6 a 5 mostram que ainda há 5 a nos dar a esperança que perdi; mas 6 a 5 ou 11 a 0 são a mesma coisa. O que mais posso acrescentar ao que já foi dito pelo editor deste blog, quando definiu esta sexta-feira como “Sexta- Feira Negra” num e-mail que me enviou, depois de mostrar num texto primoroso o seu e o nosso luto ?

“Ainda nos resta Paris”, disse Bogart à Bergman; vou. Mas vou de B.A., com escala em Londres pra depois seguir de trem de alta velocidade, sob o Canal da Mancha. Ou de KLM, fazendo um pit-stop em Amsterdan. De TAM, nem pensar; 11 horas à base de barrinha de cereais murchos e água morna são um castigo demasiado pra quem já é castigado o suficiente.

Neil Ferreira

Neil Ferreira

Se eu pudesse, entraria com um Embargo Infringente contra o voto do Mellou a favor dos Embargos Infringentes.

Vamos infringir geral já que lavaram a cara do Dirceu, do João Paulo Cinquenta Conto Cunha, do Nosso Delúbio e do Genoíno o Coitadinho, agora de caras limpas.

Agora é tarde, Inês é morta, não adianta chorar. A Inês sempre morre antes do começo, no momento exato do “agora é tarde”. De luto por ela, chuto a bola pra frente; todos nós temos 2014 pra lutar.

Peço ao Reynaldo BH licença para somar o meu ao brilhante desabafo dele, publicado no blog do Augusto Nunes (NF).

O título é imenso, a abertura é maior ainda; tenho certeza de que os leitores do blog identificaram de cara o estilo do Reinaldo Azevedo, que imitei sem pedir licença.

Lulla, que não abre a boca nem pra falar “Rosegate”, escancarou-a pra lançar perdigotos e espalhar o bafo com esta barbaridade: “O Estado de Sumpolo num pode ficá pur conta de um bicho de bico grande e voo curto”. Pode e vai ficar.

Num ato falho, sua consciência culpada teria nos aberto um fio de esperança: ao saber que o Ministro Fux foi sorteado para ser o relator dos novo julgamento da Quadrilha do Mensalão, disse “Nóis sifux”. Si fuxaram.

Eu escancaro a minha boca pra apresentar aqui os meus candidatos, recebi sinais do céu escritos nas árvores. Os meus candidatos são FHC e Joaquinzão, pousados numa das jabuticabeiras carregadas do meu jardim, com toda elegância.

FHC lindamente emplumado, leva Joaquinzão no bico, fotografados na foto que não me deixa mentir; os dois em pessoa, sem o photoshop da Miss Piggy pra te enganar.

Levar no bico, please, não é levar na conversa; ninguém leva Joaquinzão na conversa. Lewandô tentou o quanto pode; seu office-capa, o Capinha Preta Dias Toffoli, suou a Capinha de tanto tentar obedecer às ordens do Lewandô pra engambelar o Jaquinzão.

Tá certo que eles levaram os Embargos Infringentes por 6 a 5, o gol do desempate marcado às 2 horas, 5 minutos e 1 segundo do jogo, tempo registrado pelo Augusto Nunes.

As expressões do Lewandô e do Dias Toffoli eram as que registro no meu corintiano de estimação quando joga até cara ou coroa comigo: pra eles ele vale gol de mão, impedido, aos 68 do segundo tempo. O gol do Celso de Mellou foi assim, não sei se foi roubado, não foi; mas foi.

Teve na maior parte do tempo as duas cabrinhas Capinhas Pretinhas como cúmplices leais. Rezingou, altercou, resmungou e de nada adiantou; exigiu desculpas e menos adiantou.

Tenho um jardim plantado com frutinhas de todas as estações (só temos duas estações, a poluída e a mais poluída) que servem de bandejão para os passarinhos e macaquinhos, que passam aos bandos fugindo das motosserras assustadoras; meu bairro é devastado à velocidade de uma Amazônia por semana.

Há fregueses habituais; os macaquinhos aparecem em bandinhos cada vez maiores, uns trombadinhas, tudo maninho dimenor, comem na minha mão bananas descascadas e partidas em pequenos pedaços, pra caberem nas mãozinhas deles, delicadas e geladinhas.

"O gol do Celso de Mellou foi assim, não sei se foi roubado, não foi; mas foi. Teve na maior parte do tempo as duas cabrinhas Capinhas Pretinhas (Lewando e Dias Toffoli) como cúmplices leais" (Foto: STF)

"O gol do Celso de Mellou foi assim, não sei se foi roubado, não foi; mas foi. Teve na maior parte do tempo as duas cabrinhas Capinhas Pretinhas (Lewandô e Dias Toffoli) como cúmplices leais" (Foto: STF)

Os jacus que parecem umas galinhonas, comem maçãs, aprendi. Os papagaios com ninho num tronco de palmeira abatido por um raio, me acordam às 5h30 ou 6 da manhã; a algazarra pra mim é puro Mozart.

Ok, não sou lá essas coisas em Mozart, falei por granfininsmo; equivalem aos Stones, com esses sou mais familiarizado, quem gosta de “She’s a Rainbow” como eu, gosta da canção mais bela dos anos 70 (Jagger e Richards, tenho a gravação de 1972).

Não tenho coragem de cortar esse tronco. Se cortá-lo vou criar uma categoria nova, a dos Papagaios Sem Ninhos; não vou contribuir pro fortalecimento da esquerda cantante, vai que tem lá um Papagaio Stédeli, repetindo as palavras de ordem do Foro de Sumpolo.

FHC tem bicão pra bicar a eleição de 2014, se tiver o juízo de concorrer e com Joaquinzão de vice. Não sei como fazer pra conseguirmos isso, talvez você saiba; fale, num deixa quieto.

A necessidade das suas candidaturas é um caso de segurança nacional. Os dois, soma de um mais um, somam quatro – o todo é maior do que a soma das partes. São os Beatles da política, sabem disso, não são os Dois Patetas.

Minha filha estava de câmera na mão e só uma única ideia na cabeça: a bebezinha que tem dentro dela, mais uma netinha pra mim.

Ela viu o momento chegar batendo asas, que parecem desajeitadas; não sei como tucano voa, não sei como besouro voa, não sei como avião voa.

FHC pousou na jabuticabeira carregada. As patinhas agarradas firmezinhas num galho, o bicão faz um safári entre as folhas, reaparece com o Joaquinzão escolhido a bico no bicão; a foto pedindo pra ser tirada agora.

Valeu o dia de intenso calor e a espera de que algo de sobrenatural houvesse. Houve.

Obediente ao mantra de Cartier Bresson, “Vale mais o momento do que a técnica”, por mim a ela transmitido quase como uma oração ao Nosso Senhor dos Fotógrafos, aguardou o momento com paciência zen.

De Anjo da Guarda, David Seymour, o “cabeça de melão”, famoso fotógrafo de várias guerras e morto em uma delas, co-fundador da Agência Magnum, brindando a todos com Champagne Crystal, como na vida inteira.

  "Pode ser a vez do Aécim, concordo mas discordo; pra mim não é. Aécim é jovem e pode esperar mais um tiquim" (Foto: Ag. Senado)

"Pode ser a vez do Aécim, concordo mas discordo; pra mim não é. Aécim é jovem e pode esperar mais um tiquim (...) A chapa fictícia passou a ser a minha realidade, FHC e Joaquinzão" (Foto: Ag. Senado)

Minha filha procurou o ângulo e tentou compensar a luz. Há grande dificuldade em conseguir registrar as cores do FHC contra um fundo de pequenas folhas verdes, com o Joaquinzão sustentado cuidadosamente, quase amorosamente pelo bicão do bicudo. O resultado está aqui, não vou oferecer ao PSDB, não vão entender, se entenderem não merecem.

A chapa fictícia passou a ser a minha realidade, FHC e Joaquinzão. Vamos ter que engolir alianças espúrias em troca do tempo na TV? Isso é coisa de profissa, somos amadores, há algum jeito pra quem tem vergonha na cara concorrer, o jeito é achar. Serjão, baixe daí e nos ilumine.

Pode ser a vez do Aécim, concordo mas discordo; pra mim não é. Aécim é jovem e pode esperar mais um tiquim. Vamos entrar pra ganhar.

Quem sabe faz a hora: Seu voto sua arma, atire para matar.

 

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