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Baixinho

31/03/2013

às 16:00 \ Política & Cia

ROMÁRIO ATIRA DE NOVO — e bate duro: “A eleição na CBF vai ser comprada”

O deputado Romário, o "Baixinho" tetracampeão mundial em 1994, em seu gabinete na Câmara (Alan Marques / Folhapress)

Do site de VEJA

O deputado federal Romário de Souza Faria (PSB-RJ) fez duras críticas à cúpula da CBF e chamou o vice-presidente da entidade, Marco Polo del Nero, de chefe do “cartel” da entidade.

Também acusou os dirigentes da confederação de superfaturamento na compra de terreno para a nova sede da CBF e afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que a próxima eleição presidencial da CBF “vai ser comprada”.

No final do ano passado, Romário protocolou na Câmara o pedido de uma CPI da CBF. E, ao ser questionado se acredita não haver interesse do governo em investigar a entidade, ele respondeu:

– Estou aqui há pouco mais de dois anos e já pude reparar que não existe interesse do governo em abrir CPI nenhuma. Não me pergunte por quê. Com uma CPI do futebol, iniciada agora, o Brasil teria condições de chegar ao ano do Mundial limpo, de cara nova. Reina muita bagunça no nosso futebol. O estatuto da CBF, até onde eu sei, incentiva os investimentos nas bases, na formação de atletas femininas, tantas outras coisas. E não se vê isso.

O ex-jogador, campeão mundial pelo Brasil em 1994, destacou que “é tudo muito nebuloso na CBF” e, ao comentar o fato de que as eleições na entidade são marcadas por denúncias de compra de votos há décadas, soltou: “A próxima eleição (em 2014) vai ser comprada também. Torço e acredito que apareça algum candidato avulso, contrário aos métodos atuais e que possa incomodar os atuais dirigentes.”

Romário ainda apontou Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e ex-diretor de seleções da CBF, como um nome de sua preferência para assumir a CBF. Ele disse que o dirigente “tem seus defeitos e problemas, como todos nós, mas já deu provas de que é um ótimo administrador e botou o Corinthians no topo”. “Se ele se candidatasse à presidência da CBF, muito provavelmente teria meu apoio. Outro nome que também seria excelente é o Raí, um cara íntegro, inteligente, muito respeitado. O ideal seria uma chapa unindo eles dois.”

Chega até “a ter saudades” de Ricardo Teixeira

Romário também disse que chega até “a ter saudades” de Ricardo Teixeira no comando da CBF, embora o tenha criticado muito. “É impressionante a quantidade de coisas erradas na CBF a cada dia. O Teixeira, nos últimos dez anos, foi muito prejudicial à CBF, envolvido em muitos escândalos de corrupção. Mas, por outro lado, olhou muito para o futebol da seleção. Hoje, nós somos o 18.º no ranking da Fifa. É por isso que falo de saudades dele, mas só por isso.”

Sobre a possibilidade de Del Nero assumir a CBF, na eventualidade da saída de José Maria Marin, Romário fez sérias acusações ao dirigente: “Ele (Del Nero) é o pior dos três. É o cabeça do atual cartel que virou a CBF. É quem faz os negócios, as negociatas da entidade. É ele quem manipula os presidentes de federações, de clubes. Se chegar à presidência da CBF, vamos viver um inédito período de ditadura no nosso futebol.”

Leia também:
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Romário diz que obras da Copa de 2014 serão maior roubo da história do país

Romário disse defender o voto das federações e dos “mais de 200 clubes” filiados à CBF para eleger o presidente da entidade, e não apenas dos times que fazem parte da Série A do Brasileiro, conforme prevê o estatuto do organismo.

“Deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa”

Romário admitiu estar descrente com a possibilidade de Marin ser afastado da presidência da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, após ter pedido para a Fifa tirá-lo destes cargos.

“Pedi, não obtive nenhum retorno nem vou obter. Quem dá as cartas do futebol não se interessa pelas minhas denúncias. Mas a população reconhece e cobra lisura e honestidade cada vez mais. O Marin tem de sair e deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa”. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

21/03/2012

às 17:44 \ Política & Cia

Romário bota para quebrar: “Na Copa 2014, a corrupção vai correr solta. Como deputado, vou acompanhar e escancarar a bandalha”

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"Prefiro esbarrar com essa turma só mesmo nos corredores do Congresso" (Foto: VEJA.com)

Amigos, o Baixinho fala por si. Confiram essa ótima entrevista concedida à jornalista Renata Betti, de VEJA, publicada na edição da revista que está nas bancas.

“ELES NÃO QUEREM SABER DE NADA”

Ele foi craque nos gramados, mas quando chegou à Câmara dos Deputados viu que o jogo ali era mais bruto que o dos zagueiros desleais que enfrentou. O “baixinho”, porém, não desiste

Eleito com 147 mil votos pelo Rio de Janeiro, Romário, 46 anos, chegou à Câmara dos Deputados em Brasília, no ano passado, com o afiado instinto de artilheiro que fez dele um dos maiores craques do futebol brasileiro em todos os tempos. Romário, porém, logo descobriu que seria difícil jogar naquele campo.

“Aquilo ali é o palco que uma panelinha de políticos usa para dar show na TV”, diz o deputado de primeira viagem do PSB, que, descrente da política partidária, concentrou sua ação parlamentar na defesa da causa dos deficientes brasileiros.

São de sua autoria duas iniciativas que melhoram a renda e dão mais garantias a eles.

Desde que Ivy, sua sexta filha, fruto do terceiro casamento, nasceu com a síndrome de Down, há sete anos, Romário se entregou a ela e à luta para tornar melhor a vida das pessoas portadoras de necessidades especiais.

Disse Romário a VEJA: “Essa menina mudou minha vida”.

 

Como é sua vida como deputado em Brasília?

Evito frequentar os mesmos lugares que os políticos. Na verdade, fujo deles. Não é por nada, não, mas, com exceção de um ou outro, prefiro esbarrar com essa turma só mesmo nos corredores do Congresso.

 

Não são boas companhias?

Fiz amizade com um pessoal, mas, vou lhe dizer uma coisa, ali só uma minoria de gente vale a pena conhecer. De mais de 500 deputados, uns 400 não querem saber de nada. Nada mesmo. Dão as caras, colocam a digital para marcar presença e se mandam. Vejo isso o tempo todo.

Virou cena tão comum que ninguém demonstra um pingo de constrangimento em fazer o teatro. Muita gente ali ocupa cargo de líder, é tratada como autoridade, mas está no quarto, quinto mandato e nunca propôs nem uma emendazinha.

Como pode? Passam anos no bem-bom do poder sem cumprir uma vírgula do que prometeram. Mas, quando vão à tribuna, os caras falam bonito que só vendo.

 

Qual é o estilo Romário na tribuna?

Até hoje, consegui falar duas vezes porque fui sorteado. Tirando o sorteio, só dá para iniciantes como eu terem acesso à tribuna nos horários em que o plenário está às moscas. É a panelinha que manda.

Os donos do microfone são os líderes e os deputados com mais tempo de casa. Eu mantenho o estilo Romário, sem muita firula nem enrolação. Às vezes, me embaralho com o nome das coisas. É muita sigla e título para decorar: “Vossa excelência” para cá, “líder” para lá.

Se tenho dúvida, pergunto para alguém do meu lado ou procuro a resposta na internet. Até aí, tiro de letra. Mas a tribuna ainda é um lugar muito estranho para mim.

 

Estranho por quê?

O debate não segue uma linha lógica de raciocínio porque a maior preocupação ali é dar show para a televisão. Outro dia, um deputado começou a falar de salário mínimo. Aí, um outro chegou e ficou discursando sobre a ponte que tombou na cidade dele.

Ou seja, a conversa não chegou a lugar nenhum. Uma loucura.

Quando pisei lá pela primeira vez, aquilo me deprimiu. Queria fugir. Pensava o tempo todo: “Cara, me meti numa roubada”.

Mas fui me acostumando e, mesmo com essas esquisitices, estou gostando. No Brasil, falou que é político, as portas se abrem na mesma hora.

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Em seu primeiro discurso: "microfone só com sorteio" (Foto: Ailton de Freitas / O Globo)

Aconteceu com você?

Mesmo sendo o Romário, antes eu ligava cinco, dez vezes para o Ministério do Esporte, em busca de parceria para alguns projetos, e ninguém me retornava. Agora, é completamente diferente.

Às vezes, leva um pouco de tempo, mas as pessoas me recebem, me ouvem. O poder atrai. Para aprovar minhas propostas, falei com ministro, líder da oposição, todo mundo.

 

Recebeu tratamento de deputado ou de celebridade do futebol?

No começo, não teve jeito. Entrei para o grupo das “celebridadezinhas” do Congresso. Fazer o quê? Mas acho que já me distanciei bastante daquele grupo. Tem cara famoso ali só esquentando cadeira.

Nunca dá o ar da graça no plenário nem faz nada de útil. Até daria nome aos bois, e olha que não são poucos, mas, sabe como é, daqui a pouco preciso do apoio de um e outro e acabo pagando caro pela língua.

 

Você foi bem recebido pelo alto clero, os caciques da Câmara dos Deputados?

Me dou mais com os novatos e com o pessoal da pelada (entre eles, o ex-boxeador Popó, do PRB-BA, e o ex-goleiro do Grêmio Danrlei, do PSD-RS). Agora, vamos combinar que essa coisa de alto e baixo clero não tem valor nenhum.

De fora, todo mundo acha que lá no alto está a nata da nata, mas isso é balela. O que mais tem no andar de cima é gente que não se coça para nada, quando não sai por aí se metendo em pilantragem.

 

Pelo que você viu até agora, dá para fazer carreira na política?

Talvez. Fizeram, no ano passado, uma pesquisa de intenção de voto para a Prefeitura do Rio e eu apareci com 6% logo de saída. Fiquei animado, mas o meu partido decidiu apoiar o Eduardo Paes (PMDB) e eu desisti de concorrer desta vez.

Posso também seguir carreira de comentarista de futebol. É uma das profissões mais fáceis do mundo. O que mais tem por aí é palpiteiro que não entende nada do negócio se dando bem. Gente que, quando teve a chance de botar toda essa sabedoria em prática, no campo, só deu vexame.

 

O que acha da atual seleção brasileira?

Sempre gostei do trabalho do Mano Menezes, o atual técnico da seleção, mas se o time ficar nesse nível aí, jogando essa bolinha, talvez seja hora de pensar em mudar de treinador. Está duro ficar na frente da televisão vendo jogo do Brasil.

Ser técnico de futebol é bem mais complicado do que ser comentarista. Eu treinei o Vasco por dois jogos e saí com a certeza de que não levo jeito para a coisa. É muito ego de jogador para administrar.

Sinceramente, se aparecesse um Romário na minha frente, não conseguiria aturar o cara.

 

Por quê?

Eu era muito chato.

Para começar, me achava o máximo. Passava dos limites e não estava nem aí. Se era o melhor, queria os meus privilégios. Cada um que conquistasse os seus. Mulheres na concentração era o básico. Com 18 anos, virei milionário e fiquei completamente deslumbrado. Era um favelado e, de repente, podia escolher carro, casa, roupa de marca. Tinha a mulher que eu quisesse.

Por isso, entendo o comportamento de um jogador como o Neymar. Ele sou eu uns vinte anos atrás.

É um tipo diferente do Adriano, por exemplo.

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"O Adriano gosta de voltar para as raízes. O Neymar sou eu, 20 anos atras"

Em que o Neymar e o Adriano são diferentes?

O Adriano gosta de voltar para as raízes. Prefere viver na comunidade a morar no Leblon. Aliás, comunidade não. É favela mesmo. E ali, claro, tem mais risco de se envolver com problemas.

Eu às vezes visito a favela onde nasci, o Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, mas prefiro viver na Barra da Tijuca, com a rede de futevôlei a dez passos do meu apartamento e do lado do shopping onde compro meus ternos Armani.

 

Por que deixou de pagar a pensão de uma de suas ex-mulheres?

Por uma questão matemática. Para mim, dez dividido por dois é cinco. Para a Mônica [sua primeira mulher], é oito. Vai fazer o quê? Toda semana tenho de comparecer a alguma audiência porque ela me colocou na Justiça. Já virou rotina.

Esse foi meu primeiro casamento. Eu tinha 20 e poucos anos. Pode ter gente que não bota fé nisso, mas mudei muito com o nascimento da minha filha caçula, a Ivy.

 

Qual foi sua reação quando soube que ela nasceu com síndrome de Down?

Fiquei em choque nas primeiras horas depois do parto. A Isabella [mãe da menina] tinha feito dois exames no pré-natal. O primeiro indicava que o bebê tinha um risco razoável de nascer com Down. O segundo praticamente descartou a hipótese. Então, não estava preparado para aquilo.

Quando o médico me avisou, eu me perguntava: “Por que isso foi acontecer logo comigo? O que eu fiz de errado?”. Já tinha cinco filhos, todos eram normais.

Eu mesmo quis dar a notícia à Isabella. Disse: “Nossa menininha nasceu diferente”. Ela sorriu, emocionada, e respondeu: “Calma, vai ficar tudo bem”. A reação dela me deu muita força.

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"Essa menina mudou minha vida" (Foto: VEJA.com)

Em algum momento você pensou em esconder a situação?

Nunca. O médico ainda não tinha nem diagnosticado qual era a síndrome de Ivy quando deixei o hospital e fui treinar. Naquele tempo eu jogava no Vasco. Convoquei a imprensa e contei: “Minha filha nasceu. Ela não é perfeita, mas estou muito feliz”.

Desde o começo, tive o instinto de deixar tudo bem transparente. Se o próprio pai age com preconceito, escondendo a criança, ela vai ter pouca chance de ter uma vida legal.

Sei de muitos pais que rejeitam o filho com Down, a ponto de não saírem de casa com ele. Pagam uma babá e deixam a criança de lado, como se não fosse sua.

Depois que comecei a me envolver nesse mundo, descobri umas celebridades que têm filhos assim e jamais trouxeram o assunto à tona. Não dou os nomes por respeito, mas acho uma pouca-vergonha.

 

É angustiante perceber limitações em sua filha?

As expectativas precisam se ajustar, claro. A Ivy tem o tipo mais brando de Down, a síndrome de mosaico, e se vira muito bem.

Os primeiros quatro anos de vida foram os mais difíceis. Ela fez fisioterapia intensiva, porque tinha a musculatura mais fraca. Ainda vai à fonoaudióloga e à natação. Fiz e faço tudo o que posso pela Ivy.

Hoje com 7 anos, conta até 100 em português, até 20 em inglês, identifica as cores e até as marcas de carro. Na escola, está só um ano atrasada.

 

O que sabia sobre a síndrome de Down antes de ela nascer?

Nada. Quando o problema não é com você, ele não o sensibiliza. Depois que ela nasceu, comecei a conversar com outras famílias e a ler tudo sobre o assunto.

Ainda bem que tive minha filha numa fase menos baladeira. Crianças assim precisam de muito carinho.

 

Ela sofre preconceito?

Na minha frente, ninguém nunca teve coragem de manifestar. Mas as pessoas no Brasil ainda olham diferente para os deficientes. Felizmente, o assunto está aos poucos deixando de ser tabu.

É uma de minhas bandeiras no Congresso e em casa. A Ivy é a primeira a falar sobre sua síndrome. Outro dia, a gente estava andando na rua quando cruzamos com uma menina que também tinha Down.

Minha filha comentou na mesma hora: “Papai, olha, essa garota é igual à Ivy?”. Perguntei como sabia disso, e ela apontou para o próprio rosto, orgulhosa, dizendo: “Porque ela é assim”.

 

O que muda na CBF com a renúncia do presidente Ricardo Teixeira?

Nada.

Basta dizer que o novo presidente, o José Maria Marin, surrupiou uma medalha dos meninos do Corinthians na caradura. Botou no bolso e levou para casa.

Não tenho nenhuma ilusão. Trocamos um ruim por outro pior. Que diferença faz? Eu nunca escondi minha aversão à figura do Ricardo Teixeira e não é agora que vou dar uma de elegante.

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"Para mim, não muda nada na CBF. Foi a troca de um ruim por outro pior"

Por que você brigou com Ricardo Teixeira?

É uma história antiga. Um dia, antes da Copa do Mundo de 2002, ele apertou minha mão bem firme, olhou nos meus olhos e disse, com aquela pose de mandachuva: “Romário, você está dentro do time”.

Ainda perguntei se o Felipão [o então técnico da seleção Luiz Felipe Scolari] não ia se opor. Era direito dele não querer me escalar. Teixeira respondeu: “Eu mando nisto aqui. Pode fazer as malas”.

Três dias depois, meu nome estava fora da lista de convocados. Nunca mais me dirigi ao Ricardo Teixeira. O cara não tem palavra.

 

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, exagerou nas críticas que fez à organização da Copa no Brasil?

Ele foi arrogante e mal-educado, o que não me surpreende, mas está certo no que diz.

Nosso atraso é absurdo mesmo. A Copa até vai sair do papel, mas vão erguer uns puxadinhos aqui, fazer umas maquiagens ali. Tudo mais caro do que deveria por causa da pressa. Muita gente se beneficiará disso. Pode escrever.

Vai chover obra emergencial sem licitação e a corrupção vai correr solta. Como deputado, pretendo acompanhar o processo de perto e escancarar a bandalha.

12/03/2012

às 17:02 \ Tema Livre

Grande Romário: vejam o que ele diz da saída de Ricardo Teixeira — e sobre o novo vice da CBF, José Maria Marin

O deputado Romário: pondo os pingos nos "ii" (Foto: Agência Câmara)

É o velho e bom Baixinho de sempre. Craque espetacular, dos melhores de todos os tempos, nunca deixou de dizer o que pensava, volta e meia pagando um preço por isso, e agora, deputado (PSB-RJ) muito bem avaliado por seu trabalho na Câmara, não perdeu a característica.

Enquanto grandes jogadores do passado como Ronaldo Fenômeno e Bebeto, integrantes do Comitê Organizador da Copa de 2014, contemporizam com o carcomido cartola Ricardo Teixeira, Romário não deixou por menos: com a saída de Teixeira da CBF, disse ele, “exterminamos de um câncer”.

E o Baixinho bateu duro também no veterano cartola José Maria Marin, ex-vice-governador biônico de São Paulo, aquele que enfiou no bolso a medalha de campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior que cabia ao goleiro Matheus Caldeira, do Corinthians: conforme seu comportamento como presidente interino da CBF, disse Romário, será preciso “exterminar também a AIDS”.

Falou e disse. Grande Baixinho!

02/01/2012

às 17:26 \ Política & Cia

Patrulharam e patrulham Romário, mas ele é um deputado exemplar. Deixem o Baixinho trabalhar!

Romário (PSB-RJ) em ação na Câmara: o Baixinho trabalha, e muito

Publicado originalmente em 14 de julho de 2011

Amigos, desde a candidatura do baixinho Romário a deputado federal pelo PSB do Rio ele se viu envolvido por uma aura de patrulhamento preconceituoso vindo de determinados setores.

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

Colocaram desde o início o ex-craque num rol de candidatos folclóricos, parte do rol de aventureiros que toda eleição tentam a sorte com base em sua notoriedade. Os Tiriricas da vida. E não é nada assim.

Por ser uma personalidade muito conhecida, o Baixinho tem menos legitimidade como candidato e, agora, como deputado eleito do que outros? Por acaso lhe são superiores, moralmente, os mensaleiros que continuam na Câmara, por ora impunes? Ou os ladravazes que se beneficiaram do esquema de roubalheira do pouquíssimo republicano Partido da República no Ministério dos Transportes? Ou, ainda, os oportunistas que usam igrejas fabricantes de dinheiro para fazer carreira política? Ou deputados tucanos, do DEM, do PPS, do PT, de qualquer partido?

Romário não é santo, todo mundo sabe, mas é um homem inteligente, um ex-favelado que abriu caminho na vida com sua arte nos pés, viveu e trabalhou em diferentes países , passou por experiências ricas, dispõe de uma personalidade forte e, tendo ganho (e perdido) muito dinheiro, nunca deixou de manter uma aguda consciência social.

Não estou dizendo nenhuma novidade para quem já leu ou ouviu alguma entrevista mais longa com o ex-craque.

No Twitter do deputado, um cretino fundamental

Pois bem, agora vem a público uma suposta polêmica com a troca de mensagens do deputado Romário com alguns de seus seguidores no Twitter por ter o ex-craque se recusado a fazer o teste do bafômetro numa blitz da Lei Seca no Rio.

Quem se inteirou do caso percebe que o Baixinho começou bem, dizendo que ali é um espaço democrático, que as pessoas podem opinar e criticar à vontade etc. Suas respostas atravessadas começaram com a intervenção de internautas grosseiríssimos e ignorantes, que partiram para o palavrão e a ofensa pessoal. Um, especialmente boçal, xinga Romário de “m…” e conclui: “Ainda diz que é deputado, que faz medida provisória, por que não definitiva?”

Romário e sua filha Ivy, de 6 anos

Romário e a filha Ivy

Esse cretino fundamental naturalmente não faz a menor ideia do que é a medida provisória com força de lei prevista na Constituição, proposta do Executivo ao Congresso que pode ser emendada, alterada, aprovada ou rejeitada pelo Legislativo. E deve estar se referindo, na verdade, a algo positivo realizado pelo deputado-craque, que conseguiu, na semana passada, ver a Câmara aprovar uma emenda sua à Medida Provisória nº 529/2011 que beneficia portadores de deficiência, ampliando a concessão do chamado Benefício de Prestação Continuada, destinado a idosos e pessoas incapacitadas para a vida independente.

O Baixinho tem a defesa dos portadores de deficiência como um de seus pilares de atuação, espécie de homenagem que presta à filha Ivy, de 6 anos, que nasceu com a Síndrome de Down e que Romário qualifica como “um anjo que Deus me deu de presente”.

Criticam sem saber o que ele faz em Brasília

Ficam patrulhando o Baixinho — já lhe baixaram o sarrafo na primeira semana como parlamentar, com críticas por ter passado uma tarde na praia, no Rio –, mas deveriam se informar melhor sobre sua atuação parlamentar. Ela é simplesmente EXEMPLAR.

Romário foi um dos raríssimos deputados, entre o 513 da Câmara, a ter 100% de presença nas 55 sessões deliberativas realizadas no primeiro semestre no plenário e 100% de presença nas reuniões das duas Comissões que integra, as de Turismo e Desporto e de Educação e Cultura, além de haver apresentado 32 projetos ou emendas.

Visite você mesmo a página de Romário na Câmara e confira nos diversos links em azul sua atuação, sua presença no plenário e nas comissões de que faz parte e outras atividades.

Que parem de patrulhar o deputado. Deixem o Baixinho trabalhar!

25/08/2011

às 15:53 \ Política & Cia

Fizeram pouco caso do Baixinho. Mas o desempenho de Romário como deputado é aclamado pelo eleitor

Romário-Deputado-Votação

Romário: 1006 gols - segundo ele - e 1046 votos (Foto: Placar)

Repercutiu muito o post que publiquei no dia 14 de julho elogiando a atuação de Romário (PSB-RJ) como deputado federal. Entre os 68 comentários, vários leitores concordavam comigo, enquanto outros tantos criticavam, zombavam e, em alguns casos, acusavam o Baixinho e e ofendiam.

Pois bem. O site Congresso em Foco, especializado na cobertura das atividades do Congresso Nacional, publicou ontem (24) a segunda parcial da enquete virtual que promove para avaliar e premiar os desempenhos de 25 deputados e 11 senadores, já devidamente pré-selecionados por votação entre jornalistas.

E não é que o ex-craque aparece em 4º lugar na lista dos deputados? Romário, que no primeiro boletim ocupava a 8ª posição, já recebeu 1046 votos, e por enquanto perde apenas para Jean Wyllys (PSOL-RJ), com 1543, Chico Alencar (PSOL-RJ), com 1531, e Manuela D’Ávila (PC do B-RS), com 1069. Se continuar deste jeito, a aclamação popular pelo Baixinho político poderá, quem sabe um dia, até rivalizar com o quase unânime status de ídolo do Baixinho jogador, infernal na área, preciso nos passes e nos arremates e artilheiro implacável.

O resultado do prêmio será divulgado em 7 de novembro. A votação ocorre até 9 de outubro.

 

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