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Baden Powell

08/04/2012

às 14:04 \ Tema Livre

Comovente depoimento de Milton Nascimento: “Elis Regina foi o amor da minha vida”

"Eu tinha um amor dentro de mim por aquela baixinha" (Foto: Cláudio Edinger)

"Eu tinha um amor dentro de mim por aquela baixinha" (Foto: Claudio Edinger)

ELIS, AMOR DA MINHA VIDA

A partir do momento em que a conheci, todas as minhas músicas foram feitas para ela. Nunca foi diferente. Nossa relação é uma coisa que me arrebata até hoje

(Depoimento de Milton Nascimento à revista Lola, da Editora Abril, edição de março)

Minha relação de amizade com Elis foi uma das coisas mais fortes que já aconteceram na minha vida. E eu me lembro até hoje de cada detalhe e também de tudo que a gente viveu juntos. Tudo começou por volta de 1963, quando Wagner Tiso e eu estávamos no Rio de Janeiro para gravar um disco a convite do compositor Pacífico Mascarenhas.

Depois de uma viagem de carro que durou quase o dia inteiro entre Belo Horizonte e o Rio, fomos direto para o estúdio Musidisc.

Quando a gente chegou lá, uma cantora chamada Luiza estava gravando a última faixa de seu primeiro disco. Naquele dia, o famoso maestro Moacir Santos estava fazendo os arranjos e precisava de um coro, então, o Pacífico colocou a gente para gravar ali mesmo, na hora.

Depois da gravação, teve uma festa na casa da Luiza.

“Para mim ela já era a rainha”

Eu conhecia Elis pelo nome, porque seus primeiros discos já eram conhecidos desde a época em que eu tinha um programa de rádio em Três Pontas (MG). E Elis também estava na casa da Luiza, onde havia vários músicos conhecidos da bossa nova. Então resolvi falar com ela, fiz uma brincadeira e cantei um rock que ela tinha gravado. Ela respondeu:

- Cala a boca! Esquece isso! – foi a primeira coisa que ela me disse na vida. Fiquei fascinado por ela. E nós ficamos andando pelas ruas de Ipanema até de manhã.

Em 1965, fui classificado com uma música de Baden Powell para o 2o Festival Nacional da Música Popular, e Elis estava escalada para fazer o show do último dia – pois havia levado o primeiro lugar na edição anterior com Arrastão.

E, no fim de um ensaio, eu a encontrei num corredor quando ela estava chegando. Eu, muito tímido, abaixei a cabeça, porque para mim ela já era a rainha. Ela passou, bateu o tamanco no chão e disparou:

- Escuta aqui! Mineiro não tem educação não? As pessoas educadas costuman cumprimentar as outras. Quando é de manhã, falam “bom dia”, quando é de tarde, falam “boa tarde”, quando é de noite, falam “boa noite”.

Eu parei, pedi desculpas e disse que eu não queria incomodar, porque eu estava vendo o tanto de gente que queria falar com ela. Conversamos mais um pouco e ela me convidou para ir à sua casa. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

29/03/2012

às 12:00 \ Música no Blog

Encontro de gigantes: Chico Anysio e Elis Regina

Chico-Anysio-Elis-Regina

Elis e Chico: rindo de grandes clássicos da MPB

Por Daniel Setti

No post anterior relembramos os talentos musicais de Chico Anysio, aplicados tanto na hora de satirizar (à frente da banda Baiano e os Novos Caetanos) quanto ao compor para artistas que nada tinham de humoristas (Maysa, Dalva de Oliveira e outras).

Eclético como poucos, Chico também sabia misturar os dois universos, ou seja, debochar à vontade de uma canção “séria”. Ótimo exemplos de mais esta habilidade, eram os duetos entre o artista cearense falecido na última sexta-feira e Elis Regina (1945-1982).

Estes encontros de gigantes, registrados em diferentes edições dos programas que a cantora apresentou na Globo no início da década de 1970, foram breves, mas históricos e divertidos. No primeiro disponível em vídeo, de 1971, a dupla divide o microfone no clássico afrossamba “Canto de Ossanha”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, com Chico fazendo uma espécie de vocal barítono:

Já o segundo, do ano seguinte, mostra Elis lutando para se ater fielmente à letra de “Fotografia”, de Tom Jobim, enquanto Chico é puro escracho, “respondendo” aos versos. Quando ela canta o trecho “o sol caiu no mar / e aquela luz lá em baixo se acendeu”, por exemplo, ele retruca: “é luz? Pensei que fosse um vaga-lume sem calça”.

Este vídeo vale também por captar a maior voz da MPB em seu auge. Depois de interpretar “Me Deixa em Paz”, de Ivan Lins e Renato Monteiro, e da versão esculhambada de “Fotografia”, a pequena diva convida seu espetacular grupo de apoio, capitaneado por seu futuro marido, o pianista César Camargo Mariano e com a presença de dois autênticos monstros, o baixista Luizão Maia (1949-2005) e o baterista Paulinho Braga, para entoar “A Fia de Chico Brito”. Composição de Dolores Duran e dele, Chico Anysio.

(Mais sobre música neste link)

01/07/2011

às 9:12 \ Música no Blog

De Nova York, Eliane Elias, a extraordinária pianista brasileira

Radicada em Nova York há mais de 20 anos, a brasileira Eliane Elias é uma pianista extraordinária que, de uns anos para cá, começou também a cantar.

Quem nos lembrou do obrigatório registro dessa grande artista no Música no Blog foi o amigo desta coluna José Geraldo Coelho.

Vejam e ouçam o que ela faz ao piano com “Samba Triste”, de Baden Powll e Billy Blanco.

 

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