Blogs e Colunistas

Ayrton Senna

13/10/2012

às 13:00 \ Bytes de Memória

Histórias secretas de “Playboy” (5): O dia em que Adriane Galisteu se depilou, na foto mais polêmica da história da revista

A capa do 20º aniversário de "Playboy" com Adriane Galisteu na Grécia

Post publicado originalmente em 20 de maio de 2011

(Os leitores não têm a menor obrigação de saber, mas a uma certa altura de minha longa carreira no chamado jornalismo hard – cuidando especialmente de temas políticos e relações internacionais – e no desempenho de cargos editoriais executivos, coube-me ser diretor de Redação da revista Playboy, entre 1994 e 1999.

Um período muito rico, que, felizmente, deu resultados muito positivos para a Editora Abril e rendeu muitas histórias que nunca contei. E que agora, no blog, estou contando aos poucos.)

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

O fotógrafo J. R. Duran ficou preocupado quando ele e a equipe de Playboy chegaram à ilha de Santorini, na Grécia. Apesar de ser um consumado globetrotter, sem contar que estava prestes a realizar o 107º ensaio fotográfico para a revista, era sua primeira vez na ilha, e ele não gostava do que via.

A estrada que saía do acanhado aeroporto mostrava uma paisagem pedregosa, desértica, absolutamente destituída de atrativos. E ele carregava a responsabilidade de fotografar para a edição de 20º aniversário da revista – e no mais glamouroso cenário possível – a mulher mais comentada do país na época: Adriane Galisteu, a última namorada do supercampeão de Fórmula-1 e grande ídolo brasileiro Ayrton Senna, morto no ano anterior, 1994.

O processo de negociação

Havíamos, em Playboy, investido meses de trabalho e uma grande soma em dinheiro para conseguir contratar Adriane.

No processo de negociação, seria vital o papel de meu amigo querido, compadre e esplêndido jornalista Nirlando Beirão, com quem tive a honra de contar na redação de Playboy como editor especial.

Beirão escrevera, para Adriane, o livro-depoimento No Caminho das Borboletas — Meus 405 Dias ao Lado de Ayrton Senna (Editora Caras, 1994, 300 páginas), grande best-seller daquele ano, e era merecedor da confiança da estrela.

Minha primeira reunião com Adriane se deu no apartamento de Beirão em São Paulo, e com sua presença. Lembro-me de que, depois, como forma de aproximação, dei uma carona a ela até a casa do piloto Rubens Barrichello, de quem se tornara amiga próxima.

O cachê finalmente negociado com os advogados de Adriane depois de alaguns meses alcançaram valor inédito até então – não obstante seja difícil fazer contas exatas com as sucessivas trocas de moeda ocorridas no Brasil desde a fundação de Playboy, em 1975, até então.

Uma edição planejada para ser histórica

Por todas as razões, sobretudo pelo pique de celebridade em que estava Adriane, alvo de enorme atenção da mídia, aquela edição estava planejada para ser histórica. Queríamos uma edição luxuosa, de campeões. A entrevista principal, repleta de revelações inéditas, era do campeoníssimo Emerson Fittipaldi. Uma das reportagens contava Pelé funcionando como ministro do Esporte do presidente Fernando Henrique. Outra, narrava os bastidores de um dos hotéis mais suntuosos do mundo, o Plaza Athenée, em Paris.

Nada podia dar errado.

Ariani Carneiro, editora de Fotografia da revista e meu braço direito em matéria de contratação, pré-produção e feitura de ensaios, também estava apreensiva.

Apesar de que, embora jovem, já tivesse boa experiência em viagens ao exterior — havia realizado trabalhos inclusive no distante e idílico Taiti.

Reprodução de página da edição de 20º aniversário de "Playboy" com parte de foto do ensaio de 26 páginas com Adriane Galisteu

(Nos anos seguintes durante nossa gestão na revista, ela faria dezenas de outras viagens para fotografar estrelas, fosse em Aspen, no Colorado, ou em Veneza, Los Angeles ou Istambul, Londres, Roma ou Las Vegas.)

“Eu me preocupava com a eventualidade de termos escolhido o lugar errado”, me confessou ela recentemente.

Ariani, como Duran, sabia que meu próprio pescoço estava exposto.

O contrato com Adriane, muito acima do que vínhamos pagando a estrelas, havia sido negociado por mim, pessoalmente — fugindo à regra geral segundo a qual as negociações eram iniciadas e no mais das vezes concluídas por Ariani, sempre em contato permanente comigo.

Ao valor do contrato se acresciam, ainda, os custos de deslocamento de uma grande equipe para realizar o ensaio no exterior – além de Duran, a editora Ariani Carneiro, a assistente de fotografia de Duran, Sandra Jeha, a produtora Florise Oliveira, o cabeleireiro Marco Antonio de Biaggi e o maquiador Kaká Moraes. No grupo se incluiria também a à época agente de Adriane, Cristina Moreira.

Num intervalo da feitura do ensaio, a editora Ariani oferece um creme hidradante para Adriane, no terraço do hotel Heliotopos (Foto Sandra Jeha)

Nove dias de trabalho

As apreensões de ambos, porém, logo se dissiparam quando atravessaram uma espécie de grande portal do paredão rochoso que parece proteger Santorini, sobra ancestral de um vulcão extinto, que dá acesso à esplêndida baía de águas azul-marinho, emoldurada por escarpas coalhadas de casas brancas brilhando ao sol — nada mais grego, e mais magnífico.

As atividades começaram no dia seguinte, e se estenderam por 9 dias. Em seus 15 anos de Playboy, Ariani Carneiro não se recorda de tarefa que demandasse tanto tempo.Tenaz em seu objetivo de obter o máximo de originalidade no ensaio, Duran havia previamente anotado uma série de ideias num caderninho — não, não era um iPad… — que costuma levar consigo.

As fotos de Duran — peculiares, surpreendentes, sensuais

Peculiares, surpreendentes, essas ideias foram se materializando em fotos: Adriane nua, de sandálias brancas de salto alto, passando roupa ao ar livre.

Reprodução parcial da página dupla de um exemplar da edição de agosto de 1995 da revista mostrando, na página da esquerda, Adriane Galisteu, nua, ao ar livre, como se se banhasse numa bacia

Ou, a céu aberto, banhando-se numa bacia (veja reprodução tirada da revista de agosto de 1995 acima).

Estendida, de olhos fechados, sobre a cúpula curva do chalé do hotel em que a equipe se hospedou, o Heliotopos (veja reprodução feita a partir da edição de agosto de 1995 mais abaixo). Passeando sua nudez no convés de um pequeno iate alugado por Ariani. Um close de uma mini-calcinha branca dependurada no varal. Adriane bebendo sensualmente leite de um pires.

“Foto de depilação? Nem pensar! — reagiu Adriane“

Os pressupostos dos ensaios de nu são quase sempre os mesmos”, ressalta o fotógrafo. “O diferencial é a sensação de intimidade que as fotos possam produzir”, ensina.

Reprodução parcial da página de um exemplar da edição de agosto de 1995 da revista mostrando Adriane, seios à mostra, deitada sobre o chalé do hotel em que a equipe da revista se hospedou

Aí, e por isso, Duran viria com a proposta de algo “extremamente íntimo” – inspirado em cena rápida e improvisada de sua vida privada, durante uma viagem –, que se tornaria um marco na história da revista: que tal se ela se deixasse fotografar depilando, com um barbeador de lâminas, o púbis?

– Nem pensar! – reagiu Adriane.

Experiente, o fotógrafo jogou a isca:

– OK, sem problemas. Então eu deixo essa foto para fazer em outro trabalho, com outra estrela.

A estrela muda de ideia

Ele sabia que ela ficaria ruminando aquilo, e não teve erro. No último dia, Adriane, que já se acostumara ao profissionalismo e ao bom gosto de Duran e se sentia visivelmente mais segura, voltou ao assunto:

– Olha, Duran, pensei bem e aquela ideia pode ser legal.

A foto foi feita em uma locação providenciada por Ariani — o espetacular hotel Tisouras, também debruçado sobre o mar.

Hotel elegante e badalado, que tinha entre seus freqüentadores um dos papas mundiais da moda, o italiano Gianni Versace.

(Veja abaixo reprodução parcial da página em que aparece a foto)

Reprodução parcial da página de um exemplar da edição de agosto de 1995 de "Playboy" com a foto mais polêmica da história da revista

De propósito, Duran criou um quadro inverossímil.

Adriane não se pôs a depilar-se no banheiro, mas num cenário inusual – uma saleta ornada com quadros, assentada sobre um sofá de couro branco.

Tampouco estava nua, e sim de salto alto, blusa de seda azul, faixa branca nos cabelos louros, um anel de ouro e pedra preciosa no dedo mínimo esquerdo, naturalmente sem roupa íntima, com espuma de barbear sobre o púbis e um barbeador comum na mão direita.

Reprodução de página dupla de exemplar da revista de agosto de 1995 mostrando, à esquerda, foto de Adriane debruçada sobre a paisagem espetacular de Santorini (veja a foto de bastidores mais abaixo) e, na página da direita, outra célebre foto, a da estrela bebendo leite de um pires

A foto da “deusa loura nua na Grécia”, como dizia a chamada de capa da revista, virou notícia no dia em que a edição veio à luz, atingindo uma venda superior a 1 milhão de exemplares (bancas e assinaturas) e batendo todos os recordes da revista em seus à epoca 20 anos de existência no Brasil.

O colunista Zózimo Barrozo Amaral, que ditava moda e modismos no (infelizmente) extinto Jornal do Brasil, logo a denominou de “raspadinha” – alusão maliciosa aos bilhetes da loteria instantânea, ainda muito em voga naquele 1995.

A editora Ariani Carneiro clicou esta cena logo após a feitura da foto mostrada em reprodução mais acima: a estrela seguindo para o almoço com a equipe num restaurante próximo, vestida com camisa, aparte inferior do biquíni e sandálias de salto alto

O tema atiçou uma torrente de manifestações, que incluíram de psicanalistas a programas de fofoca e até mesas-redondas na televisão, do escritor Luis Fernando Verissimo a revistas semanais.

Adriane e Playboy não saíam do noticiário. Na festa dos 20 anos da revista, com um show do cantor Bobby Short para 1.200 convidados no Teatro Municipal, em São Paulo, uma multidão que precisou ser contida por um cordão de segurança se aglomerou na porta para ver, aplaudir e saudar aos gritos a estrela, vestida num longo branco.

Na Folha de S. Paulo, que tratou do caso várias vezes, o exigente colunista Marcelo Coelho sentenciou, resumindo tudo: “Uma foto antológica”.

A equipe, menos o assistente, que fez a foto, numa das cúpulas redondas do hotel em que se hospedou: da esquerda para a direita, em pé, Duran (de boné), Adriane (com as pernas em torno de Ariani), Marco Antonio e Kaká; embaixo, Cristina, Ariani Carneiro e Florise (Foto Sandra Jeha)

Leia também:

Exclusivo: o fotógrafo J. R. Duran conta como foi feita a nova foto de Adriane Galisteu se depilando

O dia em que Maitê Proença foi regra 3 de Vera Fischer

Uma militante do MST ia posar nua, e o mundo veio abaixo

O dia em que contratei a filha de Fidel Castro para posar nua (1ª parte)

O dia em que Pelé foi, pessoalmente, recolher todas as fotos de Xuxa nua

Revista do fotógrafo J. R. Duran é para “ver, ler e guardar” — e é ótima

14/08/2012

às 18:45 \ Tema Livre

Estão – como eu – com depressão pós-Olimpíada? Pois se consolem com esta ótima lista dos melhores filmes sobre esportes; documentário sobre Senna está entre os primeiros

Ayrton-Senna-documentário

A capa do documentário "Senna": entre os melhores

Se também para vocês, leitores, os 17 dias de duração os Jogos Olímpicos de Londres foram insuficientes, aqui vai um pequeno consolo. Trata-se de uma lista dos 50 melhores filmes sobre esportes realizados até hoje, publicada pelo site da revista britânica especializada em cinema Empire.

O repertório é eclético, incluindo desde fitas históricas como Campeão de Boxe (1915), de Charles Chaplin (41º colocado) ao improvável encontro na frente das câmeras de Pelé e Sylvester Stallone em Fuga para a Vitória (1981) – marcando presença na 26ª posição -, passando por documentários essenciais do porte de Quando Éramos Reis (1996), registro da luta de Muhammed Ali e George Foreman no Zaire em 1974 (30º), e O Lutador (2008), protagonizado por um transfigurado e genial Mickey Rourke (13º).

Um belo passatempo, portanto, não só apto a junkies do entretenimento esportivo, como também para amantes da sétima arte.

Reproduzir as cinco dezenas de películas selecionadas por oito jornalistas da Empire seria muita informação para apenas um post (confiram aqui a lista na íntegra), mas abaixo vocês ficam sabendo quem são as dez melhores e assistirem a seus trailers:

10-Jerry Maguire- a Grande Virada (1996), de Cameron Crowe, com Tom Cruise e Renée Zellweger, saga de um agente de um jogador de futebol americano.

9-Campo dos Sonhos (1989), de Phil Alden Robinson, com Kevin Costner e James Earl Jones, para obcecados por beisebol.

8-Com a Bola toda (2004), de Rawason Marshall Turber, com Ben Stiller e Vince Vaughan, comédia sobre o dodgeball, mais conhecido por aqui como… queimada!

7-Desafio à Corrupção (1961), de Robert Rossen, com Paul Newman e Jackie Gleason, gira em torno das andanças de um craque da sinuca.

6-Tudo pela Vitória (2004), de Peter Berg, com Billy Bob Thornton, radiografia do funcionamento de uma equipe de futebol americano.

5-Moneyball – O Homem que Mudou o Jogo (2011), de Bennett Miller, com Brad Pitt e Jonah Hill, baseado na história de um gerente de um time de beisebol que promoveu revolução ao introduzir sistema de estatísticas.

4-Senna (2010), do inglês Asif Kapadia, documentário definitivo sobre Ayrton Senna (1960-1994), com aparições de alguns de seus maiores rivais (Alain Prost, Nigel Mansell, Nelson Piquet…).

3-Rocky, um Lutador (1976), de John G. Avildsen, com Sylvester Stallone (também roteirista) e Talia Shire, primeiro dos seis longas que contam a epopeia de um pugilista.

2-Carruagens de Fogo (1981), de Hugh Hudson, com Ben Cross e Ian Charleson, épico sob medida a fãs de atletismo.

1-Touro Indomável (1981), de Martin Scorsese, com Robert De Niro e Joe Pesci, possui argumento parecido ao de Rocky, só que o personagem principal foi um boxeador real (Jake LaMotta).

13/06/2012

às 19:17 \ Tema Livre

Fátima Bernardes fala a VEJA: seu novo programa na Globo, os rumores (falsos) sobre problemas no casamento com Bonner, seus filhos, suas manias — e seu tratamento para perder o medo de avião

Fátima Bernardes (Foto: Jairo Goldflus)

HORA DA VIRADA -- Perto dos 50 anos e depois de 14 anos jo "Jornal Nacional", Fátima estreia seu novo programa no dia 25: "Quero que o público em casa se sinta como se estivesse ali trocando ideias e comentando as notícias do dia com a Fátima", diz a jornalista, usando a terceira pessoa (Foto: Jairo Goldflus)

(Entrevista a Marcelo Marthe, publicada na edição de VEJA que está nas bancas)

ANSIOSA POR UM BATE-PAPO

 

A ex-âncora do Jornal Nacional explica por que elegeu a arte da conversa como trunfo nas manhãs da TV. E dá uma amostra disso ao falar com franqueza de sua fobia de avião

Às vésperas de fazer 50 anos, em setembro, Fátima Bernardes está concluindo um ciclo de mudanças. Sete meses depois de deixar o Jornal Nacional, a jornalista e apresentadora estreará no próximo dia 25 seu novo programa de variedades na Rede Globo.

Encontro com Fátima Bernardes, que vai ao ar no fim da manhã, de segunda a sexta-feira, terá um cenário tecnológico, em 360 graus, que permite alterar a paisagem projetada no fundo. O espírito da atração, porém, é simples e direto: uma série de bate-papos com convidados.

Preparando-se para a foto acima, Fátima recebeu VEJA de bobes. O cabelo — um “patrimônio nacional”, nas palavras dela — foi um dos temas da entrevista. Fátima também falou do casamento com William Bonner, dos filhos e de sua fobia de avião.

 

O que a levou a se aventurar em um novo programa após catorze anos no Jornal Nacional?

Sou muito inquieta, e a Globo me acostumou mal. Eu ficava três a quatro anos em um projeto e já era convocada para novo desafio. Só que cheguei ao Jornal Nacional, um posto almejado por todo mundo. Não tem muito para onde ir depois dali.

Mas aí aquele bichinho dentro de mim começou a provocar: “Humm, Fátima, e se você quisesse fazer outra coisa da vida?” Quando revelei a intenção pela primeira vez, em 2007, a direção da emissora achou que era um sonho de verão. Mas, no ano passado, finalmente, apresentei uma ideia que foi aprovada pela Globo. Mudar foi a melhor decisão.

 

Não lhe causa ansiedade abandonar um telejornal de audiência cativa para se lançar na luta pelo ibope nas manhãs, faixa em que a Globo enfrenta sua concorrência mais acirrada?

Sei que as manhãs não são fáceis. Ao contrário do horário nobre, tem pouca gente vendo TV de manhã. Terei muito trabalho para convencer as pessoas a ligar seus aparelhos. Mas tenho esperança, sinceramente, de que os espectadores se deixem seduzir pelo programa da Fátima.

 

Com quais armas pretende conquistá-los?

Meu sonho é que a gente consiga ter um grande bate-papo sobre os temas mais variados, inclusive com pessoas comuns. Sou muito falante e adoro ouvir as histórias dos outros. Todo mundo gosta de uma boa conversa, né?

Quero que o público em casa se sinta como se estivesse ali trocando ideias e comentando as notícias do dia com a Fátima. Acho que o fato de as pessoas ficarem muito pertinho de mim no palco vai dar essa sensação.

 

O público verá uma outra Fátima?

É óbvio que, até pela liturgia que o cargo exigia, minha roupa no Jornal Nacional era sempre mais formal. Havia um cuidado de não ousar, para não desviar a atenção da notícia.

Agora, não. Vou estar ali de corpo inteiro. Está vendo esse vício de falar para caramba com as mãos? (Fátima agita os braços). Agora poderei ser mais assim, como sou na rua mesmo. Mas tenho certeza de que o público vai dizer: “Não é que eu imaginava a Fátima desse jeitinho?”. Nenhum elogio me deixa mais feliz, aliás, que ouvir a pessoa dizer que eu sou exatamente como ela pensava quando me via na televisão. Nunca fiz uma personagem no Jornal Nacional, entendeu? Eu era a Fátima mesmo.

 

Falou-se que a Globo queria transformá-la numa versão brasileira da apresentadora americana Oprah Winfrey. A comparação faz sentido?

A Oprah é um nome respeitável. Agora, eu não preciso ser uma nova Oprah. Eu quero ser a Fátima mesmo. O programa dela é muito voltado para o talk-show, muito engajado em causas. Não é isso que eu quero fazer.

 

Oprah Winfrey (Foto: Getty Images)

"Eu não preciso ser uma nova Oprah" (Foto: Getty Images)

 

Qual a sensação de ficar conhecida a ponto de até as mudanças no seu visual provocarem comoção?

Um dia ainda vou escrever um livro com o seguinte título: Como o Cabelo Marcou Minha Carreira.

Quando entrei na Globo, usava o estilo chanel. Depois, fiz permanente. Toda vez que a cabeleireira falava em cortar, eu tinha medo. Achava que ia ficar com a cara redonda. Um dia, fiquei tão revoltada com a insistência dela que, sem consultar nem o William, ordenei: “Então corta”.

Quando ela passou a navalha, fiquei chocada ao me ver parecendo um tomate. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

10/03/2012

às 10:06 \ Disseram

E não é que Eike batista se compara a Ayrton Senna???

“É bom estar no topo. Ayrton Senna sempre esteve no topo. O Brasil precisa de exemplos.”

Eike Batista, empresário brasileiro, comentando sua colocação como décimo homem mais rico do mundo segundo a agência Bloomberg

 

02/11/2011

às 16:22 \ Tema Livre

Genial: projetista de bólidos vencedores de Piquet e Ayrton Senna concebe esportivo ultraleve — e elétrico

TEEWAVE-AR-1

O protótipo do Teewave AR.1: elétrico, leve e de grife

Liderada pelo grande projetista de carros de Fórmula 1 Gordon Murray, foi em uma oficina da pequena Shalford, no sudeste da Inglaterra, que a equipe de 29 engenheiros (ou 1 % da cidade, cuja população não chega a 3.000 habitantes) da Gordon Murray Design concebeu seu grande projeto.

Trata-se do Teewave AR.1, um carro esportivo elétrico moderníssimo, de dois lugares, que, embora ainda não tenha chegado ao mercado, já possui estimativa de preço nos mercados europeu e norte-americano: algo em torno de 70 mil dólares, algo como 120 mil reais. No Brasil, não sairá por menos de 250 mil.

Por custar tão caro, mesmo para padrões norte-americanos e europeus, seus responsáveis consideram nunca lançá-lo comercialmente em série, mantendo-o como peça de testes para as futuras criações da marca e também como aplicação de seus recursos em modelos esportivos de outros fabricantes. Mas pretendem fazer o carro por encomenda.

Design sinuoso, e muito, muito leve

Entre os atributos do Teewave AR.1, além do design sinuoso, estão o peso (850 quilos, ou 400 a menos que o concorrente fabricado pela Tesla Motors), a composição de fibra de carbono (encomendada junto à maior autoridade no assunto, a firma japonesa Toray) e, claro, os benefícios de ser inteiramente movido a eletricidade.

Funciona com um único motor de 64 CV de potência e um binário de 179 Nm. A alimentação fica a cargo de uma bateria de ión litio, de 16 kWh que, quando carregada, garante 185 quilômetros de autonomia.

Gordon Murray

Para fãs de Fórmula 1, o sul-africano de Durban Gordon Murray, 65, é um velho conhecido. Iniciou sua carreira em 1969, trabalhando na escuderia inglesa Brabham (extinta em 1992), permanecendo no posto até 1986. Esteve, portanto, diretamente envolvido no desenvolvimento do carro com o qual Nelson Piquet venceu o primeiro de seus três mundiais, em 1981.

Assumiu a Mclaren em 1987 e viu outro maior ídolo brasileiro do automobilismo, Ayrton Senna, brilhar pela equipe em 1988, 1990 e 1991. Ainda na escuderia, desenhou dois modelos esportivos para uso fora da Fórmula 1, o F1 e o Mercedes-Benz SLR McLaren, antes de criar sua própria marca, na metade da década passada.

Veja, no vídeo, os diferentes ângulos do Teewave:

14/05/2011

às 22:12 \ Disseram

Uma barba de R$ 500 mil

“Não estou me associando à empresa. A empresa que se associou ao lado da educação.”

Jaques Wagner, governador baiano, depois de raspou a barba em troca de 500 000 reais pagos pela Gillete à Fundação Ayrton Senna, que destinará os recursos a escolas públicas de Salvador.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados