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arrastões

12/06/2012

às 16:37 \ Política & Cia

Reforçar o policiamento… por causa do Dia dos Namorados. Que país, o nosso, não?

Vejam esta notícia do site de VEJA: o governo de São Paulo reforçou o policiamento na capital para evitar que a onda de “arrastões” empreendida por bandidos em restaurantes estrague o Dia dos Namorados, quando muitos casais saem para jantar.

Deus do céu, que país, este, não? Mais polícia porque… é Dia dos Namorados.

Não poderia ser mais romântico.

Leia reportagem aqui.

19/09/2011

às 13:47 \ Política & Cia

Números da nova moda de arrastões na noite de São Paulo: a cada 3,4 dias, um crime

Restaurante-no-Morumbi-arrastão- AE

Restaurante no Morumbi alvo de arrastão em agosto (Foto: Hélio Torchi - AE)

Continuo achando uma conquista muito importante os dados de julho em matéria de homicídios, quando se revelou que a cidade de São Paulo teve, no primeiro semestre, o menor índice desse crime por 100 mil habitantes em quase meio século. Mas, amigos do blog, a questão da segurança pública na maior cidade do Brasil é muito complexa, e os problemas a serem resolvidos não se restringem ainda alto número de assassinatos por anos. Enquanto a incidência desta última modalidade de crime diminui, outras sobem, e outras, ainda — a dos assaltos coletivos em restaurantes e bares, os famosos “arrastões” — entram na moda.

Conforme divulgado em matéria de hoje do Estadão e do Jornal da Tarde – leiam abaixo -, até o dia 1º de setembro 71 estabelecimentos, localizados principalmente em sete bairros das zonas Sul e Oeste da capital paulista, foram vítimas deste tipo de crime este ano. Ou seja, segundo os números da Polícia Civil, a cada 3,4 dias, um bar ou restaurante é vítima dos arrastões.

A reportagem, que não apresenta dados comparativos com relação ao ano passado, traz desoladores depoimentos de vítimas. Alguns já desistiram de sair para jantar ou beber com os amigos, enquanto outros reduziram ao mínimo necessário os pertences que levam consigo. Ou seja: se continuar neste ritmo, os paulistanos, muitas vezes já receosos de sair à rua, dependendo da hora ou região da cidade, agora temem os inocentes programas boêmios e gastronômicos. Para completar, os estabelecimentos tendem a se equipar com mais seguranças, o que torna a comida e a bebida, cuja média de preço atualmente é astronômica, ainda mais caros.

SP teve 71 arrastões em restaurantes no ano

Dados da Polícia Civil mostram migração dos casos para a Chácara Santo Antônio e Granja Julieta, na zona sul

Elvis Pereira / Jornal da Tarde – O Estado de S.Paulo

A cidade de São Paulo registrou, até o dia 1.º de setembro, 71 arrastões a bares e restaurantes, segundo dados da Polícia Civil obtidos pela reportagem. Na avaliação de associações do setor e da polícia, a pior fase de ataques já passou, mas não há como garantir que eles deixarão de existir.

Mais da metade dos arrastões ocorreu na Vila Madalena, Pinheiros, Itaim-Bibi, Morumbi e Lapa. Mas a Chácara Santo Antônio e a Granja Julieta, na zona sul, tornaram-se os principais alvos dos ladrões no segundo semestre. “A polícia fortaleceu o efetivo nas outras regiões e eles abriram o leque para outras áreas”, disse o capitão da Polícia Militar Cleodato Moisés, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital.

A Polícia Civil prendeu dez acusados de envolvimento em 13 casos. Todos eram jovens e, segundo a polícia, participaram dos arrastões por oportunismo. “São jovens que até ontem eram menores. A lei deu a percepção de que eles são impunes e podem fazer o que quiserem”, disse o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro. Ele considera o número de arrastões alto. “O lazer do paulista é ir ao restaurante. Um único crime já é muito preocupante.”

Hábito. Os clientes não abandonaram a ida aos restaurantes. Mas, agora, carregam menos dinheiro e documentos. Para representantes do comércio, os arrastões afastaram os clientes, mas, aos poucos, eles “se acostumaram”. “A população não se deixou atemorizar”, disse o diretor da Associação Nacional de Restaurantes, Alberto Lyra.

O comerciante e advogado Sérgio Floriano, de 51 anos, estava entre as vítimas de um roubo a restaurante no Morumbi em 8 de agosto. “Um dos bandidos chegou ao meu lado, me deu uma cotovelada e falou: ‘Isso daqui é um assalto, não é brincadeira’.” Levaram documentos, cheques e todo o dinheiro dele.

Após o crime, decidiu parar de sair para jantar. “Nas duas primeiras semanas não fui, mas depois voltei a ir normalmente”, contou Floriano. “Agora levo uma carteira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), um cartão e pouquinho de dinheiro.”

Cláudia Hessel Saraiva, de 49 anos, faz o mesmo. “Hoje saio com o cartão de crédito só no dia que vou comprar alguma coisa.” Ladrões levaram a bolsa dela durante um arrastão a uma pizzaria na Granja Julieta, no dia 14 de agosto. “No fim de semana seguinte, tive o aniversário do meu cunhado e comemoramos em um restaurante. A mulherada toda foi sem bolsa.”

 

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