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animação

14/06/2013

às 18:45 \ Tema Livre

Animação: uma cidade inteira de papel

Paper-city

A cidade de papel de Maciek Janicki (Foto: divulgação)

Nascido em Varsóvia, Polônia, e radicado em Londres, o diretor de arte Maciek Janicki divide o seu tempo entre a produção de cartazes, fotografias e vídeos de animação. Parte dos seus trabalhos é feita sob encomenda para grandes marcas automobilísticas (Suzuki) e de entretenimento (Disney XD).

Em seu portfólio, porém, figuram também criações mais artísticas, cuja divulgação na internet é ao mesmo tempo o meio e o fim. Entre as mais recentes está o sensacional curta de animação Paper City (“Cidade de Papel”), no qual simula um take cinematográfico aéreo de uma cidade composta por papel.

Segundo os créditos do vídeo, a “escultura” e a “arquitetura” da urbe foram concebida pelo próprio autor. Em outras palavras, ele cuidou da elaboração de cada, edifício, rua e praça em miniatura filmados. Ao som de música do projeto Misophone, estes componentes “urbanos” vão surgindo do chão enquanto a câmera passa.

“Esta delicada animação segue o surgimento charmoso de uma metrópole frágil”, diz Janicki. “Capturada por um helicóptero invisível, a narrativa se desdobra por estradas sinuosas, florestas em erupção e montanhas emergentes”.

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29/03/2013

às 17:00 \ Livros & Filmes

DICA DE FILME: Pré-história da adolescência

Clã das Cavernas Os primitivos Croods: sobreviventes em um mundo povoado por feras tão exuberantes quanto perigosas

Clã das Cavernas Os primitivos Croods: sobreviventes em um mundo povoado por feras tão exuberantes quanto perigosas

Resenha de Jerônimo Teixeira, publicada em edição impresso de VEJA
PRÉ-HISTÓRIA DA ADOLESCÊNCIA

Em Os Croods, são os jovens que impulsionam a civilização 

Os Croods são sobreviventes. Todos os clãs da vizinhança foram devorados por animais selvagens — monstros gigantescos: estamos na pré-história — ou dizimados por doenças fatais, mas os Croods persistem, caçando durante o dia e buscando refúgio na sua caverna à noite.

A fórmula para a sobrevivência é resumida pelo patriarca Grug em uma palavra: medo. Tudo o que está do lado de fora da caverna deve ser temido. A mulher diligente, a sogra anciã, o menino pateta e até a bebê precocemente feroz seguem, obedientes, a cartilha paterna.

Grug só tem problemas com Eep, sua filha adolescente, cujo temperamento inquieto escapa de vez ao controle paterno quando a jovem faz amizade (ou algo mais) com Guy, criativo inventor de gadgets primitivos — entre eles, claro, o fogo.

Os Croods — Uma Aventura das Cavernas (The Croods; Estados Unidos; 2013), nova animação dos estúdios DreamWorks, é um elogio desmesurado à força vital da adolescência: caberá ao casal de garotos impulsionar humanidade a novos patamares culturais e tecnológicos.

A tensão entre um jovem inovador e os adultos aferrados à letra morta da tradição já aparecera com outro cenário — uma aldeia viking — em um filme anterior do mesmo estúdio, Como Treinar o Seu Dragão. O tema lá estava desenvolvido de forma mais eficiente, e com personagens mais cativantes. Projeto que andava quicando para lá e para cá na DreamWorks desde 2005, Os Croods não chega a justificar tanto tempo de elaboração. Tem, é verdade, sequências de ação velozes e divertidas, que vêm sendo comparadas aos ensandecidos jogos de presa e predador do Coiote e do Papa-Léguas.

Só que os personagens clássicos da Warner eram figuras desprovidas de psicologia. Os Croods, ao contrário, pretende envolver o público
em um drama familiar — que, por mais que se force a nota emocional repetidas vezes no final do filme, nunca se desenvolve a contento no
meio de tanta agitação. O aspecto mais criativo do filme está na fauna ancestral, em tudo diferente de A Era do Gelo, com seus verossímeis mamutes e tigres-dentes-de-sabre.

Esta é uma pré-história exuberante e fantasiosa, povoada de animais improváveis como cachorros com rabo de lagarto e até uma baleia terrestre.

12/08/2012

às 17:30 \ Tema Livre

Vídeo: confiram por que essa bela animação ganhou 27 prêmios internacionais

Lighthouse, de Po Chou Chi

"Lighthouse" ("O Farol"), do diretor taiwanês Po Chou Chi

 

Por Rita de Sousa

Falar dessa animação é tarefa difícil, quase banal. Talvez por isso Po Chou Chi, o jovem diretor, natural de Taiwan, radicado em Los Angeles, não usou nenhuma palavra em Lighthouse (em português, “Farol”).

Cheio de sutilezas e simbolismos, o filme trata delicadamente da relação entre pai e filho, do crescimento, de amor e respeito. Mostra, em pouco mais de 7 minutos, o crescimento, o aprendizado, a partida, o retorno e o envelhecimento. E o fim, que é também começo.

O Farol é a casa, o lar, o porto seguro, o sinalizador de que está tudo certo, o abraço do pai. Os barcos a um só tempo simbolizam as conquistas, mas também as indas e vindas. Cartas são escritas, o pai espera, as estações mudam, e o inverno chega. 

Tudo embalado, como a cereja do bolo, pelo delicado piano de Chien Yu Huang.

Po Chou Chi criou esta belíssima obra de arte na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), onde está atualmente fazendo seu mestrado em Belas Artes, o MFA, e ganhou com este curta 27 prêmios internacionais e participou de 50 festivais de cinema.

O reconhecimento não é uma novidade para ele: seu primeiro trabalho, o filme de animação 3D, A Gaveta da Memória (The Drawer of Memory), de 2006, já tinha levado diversos prêmios e sido aclamado em diversos países como Alemanha, Japão, China, EUA, Coreia e França.

O Farol, como não podia deixar de ser, foi dedicado aos pais de Po Chou Chi.

E a preciosa dica veio da muito querida amiga do blog Maria Regina Ribeiro Fortes.

12/05/2012

às 17:50 \ Tema Livre

Role de rir com o cartum animado: o elefantinho vê um jipe se aproximando e…

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Amigos, a malfadada caçada a elefantes na África protagonizada pelo Rei Juan Carlos, da Espanha, continua rendendo no país — especialmente no campo da piada.

Vejam esta genial animação digital, ou como quer que se chame. A interjeição do elefantinho ao ver o jipe que se aproxima um dia já foi palavrão, mas hoje é de curso comum até em horários da tarde na TV.

Pode significar desde um “meu Deus do céu!” até um “pqp” — em geral, mais este…

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14/03/2012

às 18:30 \ Livros & Filmes

Vídeo imperdível: o curta de animação que venceu o Oscar com fantásticos livros voadores

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Mr. Morris Lessmore e seus livros voadores (Foto: Divulgação)

Eis a versão integral (cerca de 15 minutos) do curta de animação que ganhou o Oscar esse ano, The fantastic flying books of Mr. Morris Lessmore (Os fantásticos livros voadores do Sr. Morris Lessmore, nome próprio que contém um trocadilho intraduzível, algo como “Maisé Menosmais”).

Essa declaração de amor ao livro de papel começa com um furacão que arranca as casas de seus alicerces e as palavras das páginas impressas, metáfora óbvia da onda digital. Mudo, o filmete é escrito e codirigido pelo ex-animador da Pixar William Joyce e mistura técnicas (stop-motion, animação computadorizada e desenho) para produzir uma bonita homenagem aos livros físicos.

Embora ameace derrapar aqui e ali (personagens em preto e branco ganham cor ao ter contato com livros, por exemplo), o curta consegue no fim das contas driblar a maior parte dos lugares-comuns associados ao tema. Destaque para o momento em que, na mesa de operação, o velho tomo carcomido em francês tem uma parada cardíaca e só ressuscita quando o Sr. Lessmore começa a… lê-lo!

Um tom profundamente nostálgico perpassa o filme, da música à direção de arte. Isso é condizente com uma cerimônia do Oscar em que o grande premiado foi O artista, mas tem algo de enganador. Além de render um curta de animação, a história de The fantastic flying books… foi lançada ano passado como um livro digital interativo para iPad que chegou ao primeiro lugar entre os mais vendidos na loja da Apple.

(Publicado por Sérgio Rodrigues, do blog Todoprosa, em 27 de fevereiro de 2012)

 

 

 

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02/09/2011

às 17:00 \ Tema Livre

Surpresa: a luta entre um médico e a Morte pela vida de uma velhinha, produzida pelo galã Antonio Banderas

Surpreendente animação 3D estereoscópica espanhola, La Dama y La Muerte é dirigida por Javier Recio Garcia, produzido pelo ator Antonio Banderas e mostra a disputa entre a Morte e um médico vaidoso pela vida de uma velhinha.

Muito bem feito, divertido e com uma trilha sonora caprichada, venceu o Goya (o Oscar espanhol) como melhor curta-metragem de animação e chegou a ser indicado a um Oscar na mesma categoria.

04/05/2011

às 8:05 \ Música no Blog

Música no Blog: genial animação com a música “Maple Leaf Rag”

Uma graciosa animação com bolinhas tocando “Maple Leaf Rag” do compositor e pianista americano Scott Joplin (1868-1917), o “Rei do Ragtime”, está fazendo sucesso na internet. O vídeo foi feito pelo estudante de matemática americano Craig Null, de 28 anos e sugerido à coluna pelo leitor José Carlos Bolognese.

Craig não se vangloria de suas habilidades de animação e atribuiu o sucesso do vídeo a um conjunto de fatores: boas ideias, matemática, intuição, paciência de transcrever todas as informações musicais em códigos e conhecimento em programação para implementá-lo.

Seja como for, ficou muito bacana.Veja só:

 

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