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Abdullah Gül

23/11/2010

às 10:31 \ Vasto Mundo

A Turquia se moderniza, e até o presidente manda recados ao público pelo Twitter

Vista noturna de Istambul, a grande metrópole da Turquia

Os obstáculos para a Turquia ser aceita na União Européia, sobretudo criados pelos governos da França e da Alemanha, reticentes, entre outras razões, a abrigar um país muçulmano de 74 milhões de habitantes no seio de uma aliança de nações de origem cristã, parecem não levar em conta o acelerado processo de modernização do país.

A modernização inclui o uso da internet, ainda pedestre e incipiente na maioria dos países muçulmanos do Oriente Médio — mesmo os riquíssimos, como a Arábia Saudita ou o Kuwait.

Para ficar em apenas um dado, Turquia é o quarto país do mundo com o maior número de usuários ativos no Facebook, atrás apenas dos Estados Unidos, do Reino Unido e da superpopulosa Indonésia — cerca de 23 milhões de pessoas, ou quase 30% da população. Só nos últimos seis meses, mais de 1 milhão de internautas turcos se cadastraram na rede social, segundo dados do site Facebakers.com. (O Brasil está em 20º lugar).

No avião presidencial turco, o presidente Abdullah Gül (à direita) com o colega alemão Christian Wulff e as esposas, em foto que ele próprio colocou no Twitter

O presidente da República, Abdullah Gül, é ferrenho adepto do Twitter, onde tem 133 mil seguidores e costuma postar recados políticos importantes.

Recentemente, por exemplo, ele protestou de forma dura contra decisão da Justiça que bloqueou vídeos do YouTube. (A Justiça turca vem decretando o bloqueio de páginas do site de vídeos diante da guerra virtual desatada em 2007 entre internautas nacionalistas turcos e gregos — a Grécia é rival histórica da Turquia).

Traduzida para o português, a mensagem tem mais do que os 140 caracteres máximos do Twitter, mas aqui está: “Boa noite a todos”, começa a mensagem. “Quero compartilhar com vocês minhas opiniões sobre vários temas. Sou absolutamente contra a censura na internet. Pedi que se busque uma solução. Se for necessário, mudaremos as leis”.

 

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