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2014

14/02/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Aliado do governo, PSB de Eduardo Campos acaba fazendo uma oposição que a oposição não faz

Eduardo Campos com Dilma: partido integra a "base aliada", mas não para tudo (Foto: Agência Brasil)

Há um grande amigo meu que vive dizendo: o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, embora faça parte da chamada “base aliada” no Congresso desde o lulalato, ”é a única oposição real ao governo. A oficial vota em Renan Calheiros e em Henrique Alves”.

Lembrei disso ao ler, no jornal O Globo, durante o Carnaval, a seguinte notícia:

Eduardo Campos critica retaliação de PMDB a Gurgel

Governador diz que PSB vai ficar fora de qualquer tentativa de impeachment de procurador-geral da República

RECIFE — O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, criticou ontem a tentativa de aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que planejam uma retaliação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que enviou denúncia contra o político alagoano ao Supremo Tribunal Federal (STF) poucos dias antes de sua eleição para o cargo.

Campos afirmou que não há motivo que justifique o impeachment do procurador-geral da República, como quer a tropa de choque de Renan Calheiros, a maioria peemedebista. O governador de Pernambuco disse que o seu partido vai ficar de fora daquela iniciativa.

— Eu não vejo nenhum indício de falha no procurador-geral que justifique o uso dessa medida que existe, que é constitucional, mas que é muito extrema e que só justifica no caso de falha muito grave, de um grande absurdo, de descumprimento da lei. Da mesma forma que um detentor de mandato — prefeito, governador, presidente – o procurador também pode sofrer um processo dessa natureza. Mas só em caso de descumprimento da lei. E não vejo nenhum fato objetivo que o venha incriminar.

Sobre o posicionamento do PSB nessa questão, o socialista afirmou que nem precisa dar orientações:

— Nosso partido vai se meter no que esteja certo. Defendemos ética, transparência, boas práticas na administração pública, a democracia e a liberdade de expressão. Essas, sim, são bandeiras do PSB. Nem preciso recomendar nada ao partido.

O governador fez a declaração no café da manhã do Clube de Máscaras O Galo da Madrugada, que movimentou o Recife. O governador chegou ao Forte das Cinco Pontas, na concentração da agremiação carnavalesca, e logo foi cercado por foliões que o aclamavam aos gritos de “presidente”. Ele voltou a negar que esteja em campanha de olho em 2014.

Os ministros da Saúde e da Integração Nacional, Alexandre Padilha e Fernando Bezerra Coelho, também estiveram no desfile do Galo.

24/04/2012

às 14:00 \ Política & Cia

O nome do PT para 2014 é Dilma, e não Lula

Lula deverá arranjar votos em 2014, dizem os analistas, mas não para ele, e sim para Dilma (Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula)

Nota publicada hoje na coluna Política & Economia Na Real, dos jornalistas José Márcio Mendonça e Francisco Petros, sob o título “Dilma e as perspectivas de poder”:

Não deixa de ter sido um pouco estranho o DataFolha haver incluído em sua última pesquisa sobre a popularidade da presidente Dilma e a aceitação de seu governo uma pergunta específica para saber quem deveria ser o candidato do PT ao Palácio do Planalto em 2014.

Deu Lula com folga e não Dilma, apesar do prestígio da presidente estar nas alturas e em crescimento (66%) muito acima do que Lula e FHC alcançaram em períodos idênticos de governo.

No entanto, mesmo a informação de que o PT prefere Lula a Dilma (também não é uma surpresa) é boa para ela.

Por mais que sonhem os mais lulistas dos petistas, Lula, pelas peripécias que enfrentou – e ainda está enfrentando -, é peça fora do esquadro na sucessão presidencial de 2014. Vai colher votos, não para ele.

Assim, Dilma aparece como única opção viável para o PT, só correndo riscos se a economia começar a fraquejar e os sonhos de consumo da chamada nova classe média sofrer um baque.

O que explica a insistência dela em não deixar arrefecer o consumo, as pressões para a queda dos juros e o aumento da oferta de crédito bancário.

E enquanto ela for a perspectiva de poder, os aliados, mesmo contrariados em alguns desejos, não abandonarão o iate presidencial.

23/04/2011

às 20:24 \ Disseram

Lula, Dilma e o PT em 2014

“Não tem como esconder, embora ela não possa, e nem deva falar, mas Dilma será a candidata do PT em 2014. Dilma vai mudar a cara do Brasil para muito melhor”.

Lula, ex-presidente.

03/11/2010

às 14:41 \ Política & Cia

Não acho que Lula tenha descartado sua candidatura em 2014, não

Voltando a 2014 — sim, sei que é cedo, mas os fatos e as entrevistas estão aí mesmo para serem comentados.

O “rei morto, rei posto” do presidente Lula, na entrevista-surpresa desta manhã, em relação a como ele se vai comportar durante o mandato da presidente eleita Dilma Rousseff é, sem dúvida, uma declaração interessante. Vai assistir ao governo Dilma “das arquibancadas” e “sem corneta”.

Jura que não indicou nem vai indicar nomes para o Ministério de Dilma — enquanto fontes do próprio governo já disseram que ele solicitou, ou “aconselhou”, a nova presidente a manter o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os presidentes de algumas estatais, como a Petrobrás, e, durante algum tempo pelo menos, em nome da tranquilidade dos mercados, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Mas vamos ver. Não somos nós que vamos duvidar publicamente da palavra de um presidente da República, pouco depois que ele as pronunciou diante de toda a mídia.

Quanto à sua própria volta em 2014, não me parece que Lula tenha descartado a hipótese, como alguns leitores já vêm comentando. O que ele demonstrou foram reticências.

Dizer que Dilma “tem a prefereência” quando chegar a hora e que é muito “pequeno” discutir 2014 agora não significa fechar a porta a uma recandidatura, de modo algum.

 

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