Blogs e Colunistas

14/11/2011

às 14:02 \ Política & Cia

Só para refrescar a memória: leiam trechos sobre corrupção no governo Lula em livro de Eduardo Graeff

capa-versão-inglês-Eduardo-Graeff

A capa da versão em inglês do livro, à venda no site da Amazon.com

Amigos, tal como escrevi e repito, o fato de sinceramente desejar que o ex-presidente Lula se recupe plenamente do câncer de que se está tratando não me fez mudar um milímetro como vejo o político e o ex-presidente.

Assim sendo, republico abaixo alguns trechos de Corrupção de Sarney a Lula, livro lançado em agosto por Eduardo Graeff, mestre em ciência política pela USP e ex-secretário geral da Presidência da República durante o governo de FHC (1994-2002), no qual destrincha os casos de roubalheira que assolaram os mandatos dos ex-presidentes José Sarney (1985) e Lula (2002-2010).

Sim, Graeff é tucano, e titular do blog eAgora. Mas, como bem observou o Reinaldo de Azevedo, ser filiado ao PSDB não o impede de pensar.

Neste post, estão escândalos envolvendo o governo Lula

A nova edição é uma atualizaçao de Livro Branco: Combate à Corrupção e Denuncismo na Era FHC, que Graeff publicou em 2002. O autor conta que começou a escrevê-lo “porque não aguentava mais assistir passivamente a oposição, PT à frente, bater o carimbo da corrupção no governo do qual eu fazia parte, sabendo o quanto isso era imerecido”.

A íntegra do texto está disponível gratuitamente no e-book acessível por este link.

O autor Eduardo Graeff

” (…) Acredite quem quiser que o PT no poder limitou-se a fazer o que todos fazem. De Sarney a Lula, passando por Fernando Collor, a corrupção política não apenas aumentou. Na verdade, deu um pulo – mudou de patamar. Iluda-se quem quiser, também, supondo que esse é um problema menor – preocupação “udenista”, como gostam de dizer os ideólogos do “rouba mas faz pelos pobres”. Na escala a que chegou com Lula, a corrupção é um caruncho que rói nossa democracia pelas duas pernas, a do Estado de Direito e a de eleições limpas. (…)”

sarney-lula

Os ex-presidentes Sarney e Lula

Estoura o escândalo do mensalão

“(…) Em junho de 2005, o líder na Câmara dos Deputados de um dos partidos da coalizão governista, Roberto Jefferson, do PTB, revelou à Folha de S. Paulo que um esquema desses [pagamento de propina a deputados para votarem com o governo] funcionava na Câmara dos Deputados. “É mais barato pagar o exército mercenário do que dividir poder”, ele explicou. Apontou o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, como operador do esquema, encarregado da distribuição do dinheiro aos parlamentares. Disse que Dirceu e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, tinham conhecimento do esquema, e que há meses ele pessoalmente o denunciara ao presidente da República.

Dirceu durou dez dias no cargo. Despediu-se do Palácio do Planalto numa solenidade pública, homenageado por colegas de governo e companheiros de partido, incluindo sua sucessora, Dilma Rousseff, e reassumiu o mandato de deputado federal. Uma CPI confirmou a existência do esquema de compra de votos e recomendou a cassação de dezoito deputados. Dirceu, Jefferson e mais um deputado foram cassados. Outros quatro renunciaram para evitar a cassação. Os demais foram absolvidos. (…)”

Roberto Jefferson, detonador do escândalo do mensalão

Lula chegou a temer não terminar o mandato

“(…) A CPI e órgãos de imprensa traçaram a origem do dinheiro do “mensalão” até uma agência de publicidade e dois bancos de pequeno porte, por sua vez alimentados por contratos e outros favores do governo federal e por empresas concessionárias de serviços públicos. Em agosto o marqueteiro da campanha presidencial confessou à CPI ter recebido uma parte substancial de seus honorários por meio de uma conta no exterior, que abrira seguindo instruções de Marcos Valério Fernandes de Souza, dono da agência de publicidade que viria a ser uma peça chave do “mensalão”.

Há relatos que a essa altura Lula chegou a temer que não completaria o mandato presidencial, muito menos ganharia um segundo. Sua primeira reação foi tentar se dissociar do escândalo. Num pronunciamento pela TV, diante de seu ministério, ele disse: “Eu me sinto traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento”. E acrescentou: “O PT tem que pedir desculpas. O governo, onde errou, tem que pedir desculpas…”.

Pedido de desculpas e o dossiê dos “aloprados”

O PT pediu desculpas numa nota da direção nacional: “os atos que nos comprometem, moral e politicamente perante os brasileiros, foram cometidos por dirigentes do PT, sem o conhecimento de suas instâncias”.(…)

“(…) Em setembro de 2006 um grupo de militantes do PT foi detido num hotel de São Paulo com outra grande soma de reais e dólares numa mala, quando negociava a compra de um dossiê forjado contra o candidato do PSDB ao governo do Estado. Um dos detidos era funcionário do comitê de reeleição de Lula. As investigações da Polícia Federal chegaram a outro funcionário do comitê de reeleição e amigo pessoal de Lula e a um assessor especial da Presidência da República. Lula chamou-os de “aloprados” – mais desastrados do que delinquentes. Todos foram afastados. Um diretor do Banco do Brasil se demitiu por envolvimento no escândalo. A origem do dinheiro não foi esclarecida (…)”.

Nove ministros saíram por suspeitas de corrupção

“(…) No segundo mandato de Lula, as denúncias passaram ao largo do Palácio do Planalto, exceto por um ato final: em setembro de 2010, a sucessora de Dilma Rousseff na chefia da Casa Civil demitiu-se depois de denúncias de tráfico de influência. Ao todo nove ministros se demitiram por suspeitas de corrupção ou mau uso de dinheiro público nos oito anos de governo Lula:

• Benedita da Silva, da Secretaria de Assistência e Promoção Social, por pagamento de despesas particulares com dinheiro público (2004);

• José Dirceu, da Casa Civil, por envolvimento no “mensalão” (2005);

• Romero Jucá, do Ministério da Previdência, por irregularidades na tomada de empréstimos de um banco federal (2005);

• Antônio Palocci, do Ministério da Fazenda, por quebra de sigilo bancário (2006);

• Luiz Gushiken, da Secretaria de Comunicação, por interferência em fundos de pensão e envolvimento no “mensalão” (2006);

• Silas Rondeau, do Ministério de Minas e Energia, por envolvimento em fraude e desvio de recursos em obras públicas (2007);

• Walfrido Mares Guia, da Secretaria de Relações Institucionais, por envolvimento no “mensalão” (2007);

• Matilde Ribeiro, da Secretaria de Igualdade Racial, por pagamento de despesas particulares com dinheiro público;

• Erenice Guerra, da Casa Civil, por tráfico de influência (2010). (…)”

O “esquema” nas prefeituras do PT

(…) Petista histórico, ex-secretário municipal de Finanças de Campinas e São José dos Campos, [Paulo de Tarso] Venceslau repetiu para a CPI o relato que já fizera a vários meios de comunicação, sobre os métodos de arrecadação de fundos usados por Lula e seu círculo íntimo de velhos companheiros sindicalistas.

Segundo ele, no começo da década de 1990, varias prefeituras paulistas controladas pelo PT contrataram sem licitação serviços de assessoria tributária de uma empresa denominada Consultoria para Empresas e Municípios – CEPEM.

Parte do dinheiro pago pelas prefeituras a essa empresa seria repassado a Paulo Okamoto, então secretário de finanças do PT, ex-tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, presidente nacional do Sebrae no governo Lula, apontado como o amigo que pagava contas pessoais do presidente, hoje colaborador e sócio do ex-presidente em sua firma de palestras.

O dinheiro desviado desse modo teria financiado, entre outras coisas, a Caravana da Cidadania, que preparou a candidatura presidencial de Lula em 1994. O intermediário entre a CEPEM e as prefeituras petistas era Roberto Teixeira, amigo e compadre de Lula, dono da casa onde o então presidente do PT morava de favor em São Bernardo. (…)”

O assassinato de Celso Daniel

“(…) O assassinato de Celso Daniel em janeiro de 2002 voltou a chamar atenção para as relações financeiras do PT com as prefeituras sob seu controle. A CPI do “mensalão” ouviu a esse respeito dois irmãos da vítima, João Francisco Daniel e Bruno Daniel. Celso Daniel cumpria seu terceiro mandato como prefeito de Santo André, na Grande São Paulo, e era citado como provável coordenador da campanha presidencial de Lula quando foi sequestrado, torturado e executado com vários tiros.

A polícia paulista deteve seis suspeitos e, baseada nas suas confissões, concluiu que haviam sequestrado o prefeito por engano, confundido-o com um empresário. Na época, João Francisco contestou a tese de crime comum e levantou a suspeita de motivação política. Segundo ele, funcionava em Santo André um esquema de corrupção que alimentava o caixa do PT com dinheiro extorquido de empresas de ônibus urbanos e outros fornecedores da prefeitura.

Celso Daniel respaldava o desvio de dinheiro público para o partido, mas não aceitou que parte do dinheiro fosse embolsado por colaboradores seus, entre eles Sérgio “Sombra” Gomes da Silva, seu assessor e amigo, que estava em sua companhia no momento do sequestro.

Depois do assassinato, duas pessoas próximas do prefeito teriam confirmado a existência do esquema a João Francisco: Gilberto Carvalho, então secretário municipal de Santo André, posteriormente chefe de gabinete de Lula no Palácio do Planalto, atual secretário-geral da Presidência República; e Míriam Belchior, ex-mulher de Celso Daniel, também secretária municipal, posteriormente assessora especial de Lula na Presidência da República, atual ministra do Planejamento.

Carvalho teria contado a João Francisco que entregou pessoalmente dinheiro do esquema para José Dirceu, então presidente do PT. (…)”

País não avança se não começar pela aplicação da lei

“(…) As várias camadas da corrupção se interpenetram, no entanto. O país como um todo dificilmente verá avanços mais importantes na base se não atacar o problema pelo topo: pela cúpula dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário nos níveis federal e estadual.

Começando pela aplicação da lei: os 16 mil juízes estaduais e federais são a elite do serviço público brasileiro. São os servidores melhor remunerados – tanto ou mais que seus colegas dos países ricos. Os melhor preparados – os concursos para a magistratura selecionam bacharéis formados pelas melhores escolas de direito do país. Mas não os mais eficientes .(…)

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

Envie um comentário

O seu endereço de email não será publicado

20 Comentários

  • Lailson Souza Souza

    -

    6/12/2011 às 19:52

    Quero saber até onde vai esse PAC “PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DA CORRUPÇÃO”

  • Cicero Pithan Reis

    -

    17/11/2011 às 10:10

    E’ uma vergonha, mas sejamos honestos com nos mesmo, não temos neste Brasil, oposição, temos quem perdeu as eleições para o PT, também corruptos que não podem nem sequer abril a boca, porque, ora essa, teriam seus mandatos cassados na hora, por robalheira antiga. Ex. O Aécio Neves, você já viu levantar a voz, uma pena, um jovem, e tantos outros que conhecemos,……….

  • fpenin

    -

    16/11/2011 às 13:38

    Ao Renato,das 17:34,
    Parodiando o grande Ancelmo Gois:malfeito é…o cacete!

  • fpenin

    -

    16/11/2011 às 13:32

    Setti,
    O que tem mais valor? Uma mentirinha de Lupi, um “todo mundo faz” de Lula ou um fio do bigode pintado de Sarney? Que sinuca, hein?!

  • bruno

    -

    16/11/2011 às 13:13

    Este Governo do LULA e da Dilma estáo sendo os mais dramáticos em termos de modelos de corrupçao. Nunca se permitiu tanta safadeza a a roubalheira chegou a níveis absurdos. O Collor perto deste bando de petistas é o homem mais correto do mundo……O lulopetisno acabou com o valores morais e éticos neste país…….

  • Eduardo

    -

    16/11/2011 às 8:17

    Eu me incomodo um tantinho quando leio alguns petralhas darem com os costados aqui. Acho que o dono do blog deve ser uma pessoa escovada para saber distinguir um leitor de outro, além de ter suas razões democráticas para dar guarida a alguns que deveriam postar em blogs chapa branca. Direito lhe assiste, em ambos os casos.

    O que me enche a pleura escrotal é a sordidez do PT et caterva em trazer à arena do debate as figuras de FHC e Lula como se ambos os ex-presidentes pudessem ser colocados na mesma balança com os mesmos pesos e medidas.

    É a mesma coisa em achar que guerrilheiros do período ditatorial que pegaram em armas contra a ditadura (ou, revolução, como queiram) queriam derrubar os militares (que erraram) porque tinham, viam e alimentavam um fiapo de democracia a justificar sua luta. Estávamos na década de 60, lembra muito bem Roberto de Oliveira Campos.

    Desejo ao Sr. Luiz Inácio Lula da Silva meus melhores votos de recuperação física, e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva TODO o rigor que a história fará sobre seu compromisso com a Democracia, Tanto quanto essa mesma história aplicará seus critérios ao seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Veremos como ficará a pesagem final.

  • Jefff

    -

    15/11/2011 às 17:04

    Corromper fatos, noticias e biografias é uma forma de corrupção e esse senhor fez isso aos montes!

  • Caio Frascino Cassaro

    -

    15/11/2011 às 11:56

    Prezado Ricardo:
    O que “salta aos olhos” é que a argumentação da petralhada esbarra na lógica simples dos fatos. Senão, vejamos:
    1- Durante o governo FHC a oposição, então liderada pelo PT, fez carga pesada em cima de vários auxiliares do governo do então presidente, sendo o caso Eduardo Jorge o mais eloqüente de todos. Este homem foi perseguido pelo Ministério Público na figura dos então Procuradores Luiz Francisco de Souza e Eduardo Schelb, sendo absolvido de todas as acusações e os procuradores suspensos pela perseguição de cunho político que moveram contra o ex-Secretário.
    2- A chamada “Privataria”, o processo de privatização desse câncer chamado empresas estatais, que lançou as bases para o atual estágio das telecomunicações no país, entre outras coisas, foi execrado pelos petistas desde o início. Após NOVE anos no poder, com todos os instrumentos de investigação em mãos, inclusive fatias da PF transformadas em guarda pretoriana do partido, e o STJ e o STF… bem, sem comentários, não foi feita UMA ÚNICA denúncia (notem bem que eu disse DENÚNCIA, não condenação. Denúncia se faz mesmo com poucos indícios.) e contra as privatizações do governo FHC. Aí, das duas, uma: ou os petistas ficaram com pena dos tucanos ou não tinha o que denunciar. Pela lógica, a primeira alternativa me parece longe da realidade. Logo…
    3- Ainda sobre as privatizações, após NOVE anos no poder não foi revista NENHUMA das privatizações promovida s durante o governo o FHC. Ou os petistas não sabiam como fazer para reverte-las , o que dá mostras de suprema incomPeTência , ou a oposição ao processo era apenas jogo de cena. Apesar da alternativa um carregar dentro de si uma verdade inelutável, ou seja, a incompetência visceral dos petistas, acho que a dois é mais próxima da realidade, pois elucidativa da falta de caráter da camarilha comandada pelo Apedeuta.
    4- Obviamente que no governo FHC ocorreram episódios pouco louváveis. Não há governo no mundo, nem mesmo na Noruega, campeã da moralidade institucional, que escape à praga da corrupção. O que aconteceu no governo petista é que algo que era puntual transformou-se em prática de exercício de poder, chegando até o limite de crimes de morte, como nos casos de Celso Daniel e Toninho do PT. E é disso que trata o livro de Eduardo Graeff, conforme descrito pelo Setti.
    5- Essa sucessão inacreditável de ministros sendo derrubados por corrupção tem origem no loteamento total do poder pelos partidos da base aliada, que receberam ministérios de “porteira fechada”, nos acordos firmados com o Forrest Gump de Garanhuns. As denúncias de corrupção acumulam-se de tal forma que os denunciados acabam perdendo sustentação política dentro dos próprios partidos, levando à queda inevitável. Essa engenharia da corrupção, engendrada e posta em prática sob os auspícios de José “Zeca Diabo” Dirceu, o Mefistófeles do Planalto, veio para substituir o mensalão como processo de cooptação de aliados. A entrega dos ministérios veio com um “divirtam-se, rapazes!”, gerando uma desfaçatez total no trato da coisa pública, amparados ainda pela anuência de Luiz Inácio, sempre pouquíssimo disposto a punir “traidores” ou “aloprados”, como o sabem bem o “nosso” Delúbio , Jorge Lorenzetti, Freud Godoy et caterva.
    6- Finalizando, a suprema mentira de que os corruptos são punidos no governo(?) petista, que moveria uma luta sem tréguas contra a corrupção. TODOS os que perderam seus cargos foram abatidos por denúncias veiculadas pela imprensa e por se enrolarem nas próprias mentiras. A tal da “Faxina da Dilma” é mais um factóide levado avante pela máquina de propaganda goeblliana montada pelo “democrata “ Franklin “1984” Martins, ideólogo da novilíngua petista. Alguém me aponte uma única atitude da Presidente na direção de moralizar seu ministério que não tenha vindo após um caminhão de denúncias atropelar um eventual acusado. Para piorar, todos saem dos respectivos ministérios com honras de heróis, e não há um só movimento do executivo no sentido de reaver o que foi desviado do patrimônio público. Vão todos para casa, curtir seu rico dinheirinho acumulado em anos de roubalheira e esperando que o esquecimento de uma nação sem memória os reabilite e possam retornar para seguirem em paz com sua prática criminosa.
    Enfim, isto posto, conclui-se que na era petista, “ O CRIME COMPENSA. E MUITO”
    Um abraço

  • fábio

    -

    15/11/2011 às 9:46

    Caro Setti, porque o público nunca ficou sabendo, através da grande imprensa, os nomes dos corruptores durantes as CPIs do Collor, Anões do orçamento, Mensalão. No Brasil existem corruptos e corruptores e a situação só vai melhorar quando as duas pontas foram julgadas.
    Você não acha que essa “seletividade” da imprensa contribui para a manutenção da corrupção?
    Os simpáticos ao PT escondem a corrupção do partido e denunciam o PSDB. Já os simpáticos ao PSDB poupam o partido e acusam o PT. E assim vai seguindo a corrupção no Brasil…

  • MC Kawaka

    -

    15/11/2011 às 7:34

    Nossa ! Quanto petista aparecendo aqui usando a velha tática de criticar o PSDB em vez de tentar explicar o governo mais corrupto da história do Brasil. Pergunta aos esquerdistas: O que foi mais corrupto, o sofisticado esquema do Mensalão ou o que derrubou o Collor (acho que foi um FIAT Elba, né ?). O Collor caiu e o Lula ficou. Do que é que vocês estão reclamando ?

  • freetibet

    -

    15/11/2011 às 4:38

    Por que será que todo petista afiliados, simpatizantes e políticos afins, pêgo nos calcanhares, PASSA RECIBO quando inicia a grita – E êles? E êles? – Tentando fazer cara de paisagem em PUM de elevador!!!???

  • Jefff

    -

    14/11/2011 às 21:49

    O comandante da baixaria na internet da campanha do serra nas ultimas eleições tem muita moral e isenção para falar sobre o assunto.

  • Policarpo Leopoldina

    -

    14/11/2011 às 18:52

    Setti, qual sua explicação para o fato do jornalista acultar o período FHC? Perde credibilidade quando critica apenas os governos opostos, como se não houvesse corrupção no governo tucano. Lamento essa falha e gostaria que sua coluna se explicasse para que eu e tantos leitores apartidários continuemos a admirar e adotar como referência de leitura seu trabalho.

    Eduardo Graeff não é jornalista, é cientista político. A explicação está no post, se você ler direito.

    Então reproduzindo o que está lá publicado: “O autor conta que começou a escrevê-lo ‘porque não aguentava mais assistir passivamente a oposição, PT à frente, bater o carimbo da corrupção no governo do qual eu fazia parte, sabendo o quanto isso era imerecido’.”

  • Esron Vieira

    -

    14/11/2011 às 17:37

    Resumo da ópera: Lula foi um delinquente vigiado e FHC um delinquente acobertado.

  • Frederico

    -

    14/11/2011 às 17:35

    Setti, seu blog é realmente muito democrático…você ainda permite comentários idiotas e tendenciosos como os de um tal Marcelo Meireles que tenta comparar o lulopetismo com FHC. Cacciola???? Ele não foi processado e está preso? Mensalão de Azeredo? O quê que o FHC tem com isso?? Jader Barbalho?? Será este da base governista que renunciou para não perder mandato? Privatização das teles……ainda com duvidas???? Num dá conversa nem palanque para estes petralhas não, Setti. Manda eles para os blogs alugados.

  • renato

    -

    14/11/2011 às 17:34

    Caro Setti.
    Veja bem, eu não disse que os governos petistas estejam livres de corrupção. Mas, volto a afirmar: é escandaloso que alguém queira nos fazer acreditar que os anos FHC foram isentos de malfeitos. Chega a ser um atentado à inteligência e prova de que, no Brasil, o partidarismo é uma das fontes do baixo exercício da política (daquela política, com P maiúsculo). De qualquer forma, parabéns pelo espaço de livre expressão.

  • renato

    -

    14/11/2011 às 16:46

    Então, quer dizer que entre Collor e Lula tivemos um hiato, um maravilhoso período em que a corrupção foi banida do setor público para só retornar sob os auspícios do petismo? Chega a ser engraçado. É claro que Graeff tem o direito de dizer qualquer coisa, mesmo que sejam sandices. Ele, e alguns jornalistas, só não pode querer é que acreditemos que sua filiação partidária não afeta sua isenção. Se ele fala a partir do PSDB, é lógico que não está em condições de ser preciso e coerente. Seu texto é apenas a visão daquilo que chamamos hoje de oposição, nada mais do que isso. E é claro, não contribui em nada para o conhecimento dos fatos.

    Meu caro Renato, você tem todo o direito de acreditar no que quiser.
    O espaço aqui é para as pessoas exercitarem seu direito à livre expressão.

  • Marco

    -

    14/11/2011 às 15:51

    Amigo Setti:Fora a boca livre dos corruptos,não dá tbm para se alienar sobre a ineficiência dos serviços públicos,falta de perspectiva, do complicado sistema de previdência e assistência médica,insatisfatório ensino público e o aumento da criminalidade. A Sociedade cívil está vivendo um verdadeiro desmoronamento social ideológico.
    Abs.

  • Marcelo Meireles

    -

    14/11/2011 às 14:27

    Realmente, ser tucano não impede Eduardo Graeff de pensar.
    -
    Assim sendo, é intrigante ver um analista político que se pretende sério, escrever sobre a Corrupção “de Sarney a Lula”, e deixar de lançar luzes sobre personagens e momentos memoráveis, como por exemplo :

    1 – Daniel Dantas a a Privatização das Teles
    2 – Compra de Votos na Emenda da Reeleição
    3 – Salvatore Cacciolla
    4 – Mensalão de Eduardo Azeredo
    5 – ACM e Arruda fraudando o Painel do Senado
    8 – Jáder Barbalho
    9 – Mendonça de Barros, Andrè Lara Rezende, Ricardo Sérgio “no limite da irresponsabilidade”
    -
    Essas ausências “saltam aos olhos”.

  • Kleyner Arley

    -

    14/11/2011 às 14:13

    Espero que ele não tenha “pulado” o governo FHC que, embora eu acredite que tenha feito um ótimo mandato e tenha sido repleto de méritos, estava longe de ser um governo imaculado.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados