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03/01/2012

às 19:33 \ Política & Cia

Exclusivo: PMs e bombeiros de todo o Brasil relatam vidas dramáticas

(Post originalmente publicado a 5 de abril de 2011, que, por sua importância, republico)

Amigos desta coluna, desde que começamos a acompanhar no blog, por dever profissional, a tramitação da proposta de emenda constitucional que fixa um piso salarial para policiais militares e bombeiros em todo o país, recebemos mais de 2.000 comentários de interessados de praticamente todos os Estados brasileiros.

Boa parte dos comentários, além conter apoio à chamada PEC-300 (que oficialmente já nem mais leva este nome), descreve as agruras da vida dos leitores PMs e bombeiros de todo o país. Entre as muitas experiências relatadas, a repórter Domitila Becker, meu braço direito, selecionou algumas para compartilhar com vocês.

Como jornalista, sei perfeitamente que os problemas das corporações não se limitam aos baixos salários. Há falta de treinamento e de critérios mais modernos de avaliação, regulamentos superados, equipamento sucateado ou insuficiente, poucas viaturas — e corrupção, abusos e violações dos direitos humanos, que muitos comandantes combatem, e outros não. Nos relatos abaixo, nos limitamos a reproduzir trechos de comentários em que policiais e bombeiros contam as durezas da vida de quem exerce um papel social importante, arrisca muito e ganha pouco. Confiram:

“Os policiais não podem morar em qualquer bairro, pois se os agressores da sociedade souberem que naquela casa mora um policial, eles pixam seus muros, efetuam disparos em direção a sua casa, ocorrendo o absurdo de quando o policial lavar sua farda, não pode por para secar no varal do quintal de sua casa, tendo que fazer isso dentro de sua casa.

Os filhos dos policiais, sua mulher, e todos seus familiares passam pela mesma coisa (se os agressores da sociedade souberem que são parentes, essas pessoas sofrem represálias)! Então precisam morar em outros locais, seus filhos precisam estudar em outras escolas, e com o salário que recebem não têm condições, e nas sua horas de folga precisam trabalhar em “bicos”, geralmente em portas de comércios ou se derem sorte fazendo a segurança de pessoas abastadas” — Ricardo Aragão, policial militar

“Aqui no Rio de Janeiro o policial não recebe 1.500 reais. Eu, que tenho cinco anos e tenho dependentes, não recebo essa quantia!” — Anderson, policial militar no Rio de Janeiro

“Sou formado em Direito, pós-graduado em Penal e Processo, estou me preparando para cursar um Mestrado na PUC e, além disso, sou Sargento da PM (…) Se pararmos para pensar bem, o que justifica a Polícia do DF ganhar tanto e a do RJ receber tão pouco? Desafio os Congressistas a conseguirem demonstrar essa inversão de valores salariais. Insta salientar que nosso Estado já foi visitado por várias autoridades sérias de outros países e das mais variadas instituições, dentre essas: o FBI, a Scotland Yard, a ONU, a OEA…

E segundo palavras de um instrutor do FBI que apenas sobrevoou de helicóptero o Complexo do Alemão, ‘nossos policiais (cariocas) estão prontos para atuar em qualquer território e/ou área do mundo, pois somente no Rio existe essa estrutura criminal e essa diversidade de terrenos, favelas e áreas de risco e conflito’” — Ulisses Louzeiro, sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro

“Sou filha de policial militar e também sou casada com um. Meu marido, há oito anos, sofreu um acidente em serviço e o que nós recebemos do governo? Nada. O que aconteceu foi a redução da renda e o aumento com despesas médicas” Andreia Santos, Pernambuco

“Não temos tempo nem de ficar com a família, pois temos que fazer bicos para complementar o salário, que está defasado. Depois, o governo quer um serviço de primeira. Um oficial de Justiça aqui na Bahia ganha 500 reais como auxilio alimentação, enquanto um soldado da PM ganha 180 reais” – Moura, soldado da Polícia Militar da Bahia

“Tenho vinte anos de farda e 1.300 reais de salário” — Gelson Monteiro, policial militar

“Sou policial de tropa especializada. No meio do mês, já me preocupo se o resto do salário dá para chegar até o final do mês, mas o governo conta comigo por todo esse mês para ajudar a diminuir a taxa de homicídios” — Celestino, soldado da Polícia Militar do Ceará

“Fala-se muito em melhoria da segurança pública. O paradoxo é que, justamente a polícia, a principal ferramenta nesse processo de melhoria, não tem piso salarial definido, não tem carga horária definida e, submetida a um Regime Especial de Trabalho Policial (RETP), chega a trabalhar mais de trezentas horas mensais, expostos a todo tipo de periculosidade e insalubridade, sem receber nada mais por isso” – Borges, sargento da Polícia Militar em Diadema, São Paulo

“Como posso pensar em dar segurança e prestar um bom serviço se minha família está passando por dificuldades, inclusive falta de segurança? Vejo, em sua grande maioria, amigos bombeiros e policiais militares com falta de estímulo para o trabalho, pois o salário é insuficiente para sanar as necessidades básicas de sua família e, além desta situação, enfrentamos diariamente a falta de profissionais para o atendimento de ocorrências que só tendem a aumentar e aumentar…” — Rogério Marcos de Souza Hammes, bombeiro militar em Curitiba, Paraná

“Ontem minha filha passou mal e eu não tinha dinheiro para comprar remédios. Hoje ela foi internada com varias convulsões seguidas. Horrível minha situação, mas infelizmente está sendo nossa realidade. Não tenho mais motivação para trabalhar”. – Roberto Amaral, policial militar em Alagoas

“Sou 1º sargento da Polícia Militar do Rio Grande do Sul, também conhecida pelo nome de Brigada Militar. São 20 anos de trabalho dedicados exclusivamente ao policiamento de rua, sempre alternando minha jornada de trabalho com o chamado serviço extra “bico”, já que recebo um salário mensal de 2.800 reais bruto — valor bem menor do que hoje é pago a um irmão de farda que inicia a carreira na graduação de soldado no Distrito Federal, que recebe hoje cerca de 4.500 reais. Será que não merecemos tratamento igualitário ou será que não temos a mesma capacidade profissional que a dos colegas brasilienses?” Cristiano Costa Agostinho, sargento da Brigada Militar do Rio Grande do Sul

“No interior do Mato Grosso, os policiais militares cumprem uma escala desumana de 24 horas trabalhando e 24 horas de folga. Tem alguns profissionais que chegam a trabalhar 96 horas semanais, sendo que o máximo permitido pelo TRT é de 44 horas semanais. Sem contar que não há pagamento de hora extra, adicional noturno e nem periculosidade” Juliano Junior Garcia, policial militar em Mato Grosso

“Tenho 21 anos de polícia e continuo sendo soldado, mesmo tendo em minha ficha 13 elogios e ter sido considerado instrutor e monitor de destaque na minha corporação. Não existe uma política séria de promoção, nem tampouco salarial, pois uma pessoa que entra hoje na PM ganha o mesmo que eu com 21 anos de polícia” — Givaldo, policial militar em Pernambuco

“Já tive dois colegas de curso de formação que cometeram suicídio, enfim, pelo menos esperamos ser valorizados para poder morar em locais seguros e o mais importante: dar dignidade a nossos filhos!” — Ronaldo de Oliveira, policial militar

“Sou mergulhador do corpo de bombeiros militar. Tenho uma função insalubre e superperigosa, mergulhando em águas muitas vezes imundas, sem visibilidade, arriscando minha vida em uma das profissões mais perigosas que existe, mas tenho amor a minha função. Sonho com essa emenda todos os dias quando vou para o banco pagar minhas contas ou para o mercado fazer minhas compras, pois não recebo nada de adicional à minha função e meu salário é bem abaixo do policial militar que é citado em sua coluna, gira em torno de 1.190 reais” Fabio Silva, mergulhador do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro

“Muitas vezes, o PM tem uma única aula de tiro durante um ano de curso durante toda a vida profissional. Aqui no meu Estado tem policial com mais de 20 anos de profissão e a única vez que deu um tiro foi no curso de formação, há 19 anos. Não se faz uma reciclagem com esses profissionais para melhorar o serviço” — Jeferson Rodrigues Gaia, policial militar no Pará

“O bairro de Cajazeiras, em Salvador, coberto pela 3ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), chamada Polícia Cidadã e Comunitária, possui apenas 150 policiais militares. A 3ª CIPM cobre a região composta pelos bairros de Águas Claras, Fazenda Grande, Boca da Mata e parte da Estrada Velha do Aeroporto e Cajazeiras. Apenas este último possui cerca de 700 mil habitantes. A 3ª CIPM tem somente três viaturas em condições de patrulhamento e um ínfimo efetivo de 150 policias. Para fazer um comparativo, coloco como exemplo o município de Feira de Santana, que possui a mesma densidade populacional, considerada segunda cidade mais violenta da Bahia, que possui ao seu dispor cerca de 1.500 policiais militares e mesmo assim são insuficientes” – Fábio Brito, policial militar em Salvador, Bahia

“Tenho apenas três anos de carreira, sou novo tanto na corporação quanto na vida. Porém, sinto completa desmotivação em mim e em meus companheiros. Você pegar no trabalho com uma arma na cintura é alvo hoje em dia. Quanto mais ostensivo melhor, correto?! Não, pior, com mais estresse você chegará em casa. Deverá ter 360º de visão e só no ‘bater do olhar’ distinguir em frações de segundo se é uma ameaça ou não, se aciona o gatilho ou aguarda. Isto, mesmo após as três, quatro da madruga. Você acha que é fácil?!

Muita gente não aguenta isso, quanto mas com 12 quilos de equipamentos, num morro, debaixo de sol quente e sem almoço. Detalhe, você não pode atirar antes! Mas foi a vida que escolhemos e muitos a honram. Com todas as dificuldades, ainda reduzimos índices. Mesmo com todo desrespeito e periculosidade, estamos na rua, de peito aberto, pronto pra enfrentar mais um dia” — Diogo, policial militar em Juiz de Fora, Minas Gerais

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131 Comentários

  • Sgt Paulo

    -

    14/9/2012 às 10:38

    Oi Setti, bacana sua atitude, serei breve, engressei na PMMG em 1993. de 93 a 97, era abusado cosntantemente pelo RDPM, REGULAMENTO DISCIPLINAR DA POLICIA MILITAR, o abuso era tão grande que é facil levantar suicidios que ocorriam naquela epoca, apos o movimento reivindicatório por melhores salarios as coisas mudaram, passamos a ser cidadões brasileiros, achavamos que Direitos Humanos era, apenas pra bandidos, devido o movimento houve exclusões, eu fui um dos 186 excluidos em meio a 6.000 homens, em fim o memoravem Gov. Itamar Franco aprovou a PEC 39/99, nos retornando para as fileiras, MAS DO CORPO DE BOMBEIROS, não gostamos, mas era o que tinhamos nas mãos, pense bem um Policia, Bombeiro, pra muitos de nós não foi legal, alguns se adaptaram, outros como eu NÃO. Nasci pra ser Policia e militar, agora Setti a Predidenta Dilma decretou a Lei 12.505/11, ANISTIANDO-NOS, mas para tal beneficio ainda tivemos que entrar na JUSTIÇA, pense bem, uma lei federal, um perdão presidencial, bastava o cumprimento, aprendi, que, quem tem mais manda mais, será que ainda a resquissios de retaliações, que não foram sanadaas no passados ou deixados para trás, no Bombeiro de Minas é otimo, os caras são bons mesmos, mas eu estou aprecionado num palacio, não nasci pra ser BM, sou PM, ainda estou cumprindo pena, ja decorreram 13 anos, ninguem vira bombeiro ou policial, nasci com essa vocação, ainda tenho esperança de que a justiça seja feita em nosso Estado de Minas o berço das revoluções, não vou desistir, Setti você fala mais alto represente-nos, faz algo por alguem desconhecido, talvez la na frente este desconhecido pode salvar a sua vida. Paulo Bomba

  • João Fonseca MG

    -

    20/4/2012 às 16:16

    Ricardo Setti, meu ilustre Jornalista: No antro de minha simplescidade dirijo-lhe uma pergunta: Será! se 60%(sessenta porcento) dos brasileiros tivesse concluído o 3º grau de estudo; homens q hj são aclamados de celebridades e até venerado por uma grande massa humana; teriam chegados a essa situação. Não irei me furtar de dizer alguns exeplos: Ex- Presidente Lula, Presidenta da República Dilma Rousseff; Vice Presidente MiChael Temer, Presidente do Senado José Sarney; Senador Collor de Melo, Senador Azeredo; Senador Aécio Neves e outros… Será q essas celebridades teriam galgado esse privilégio social. Com a palavra o ilustre Jornalista

    A conclusão do terceiro grau não significa, necessariamente, sucesso na vida, prezado João. Muitos doutores de anel no dedo só prejudicam o país e não fazem nada de útil. Ao mesmo tempo, milhões de brasileiros que não puderam avançar nos estudos por falta de condições cumprem seus deveres, obedecem às leis e fazem o Brasil progredir.

    Um abração

  • Fábio albuquerque

    -

    13/4/2012 às 20:49

    nosso efetivo e o nenor ou uns dos nenores do BRSIL, sempre trab. na aréa de salvamentos aprendi de td q 01 BM tem q fazer p/ SALVAR hj trab. no GRUPAMANTO AÉEO DO ESTADO sou TOM-M formado em CUIBÁ MT, mas na verdade o q vjo e q nosso governantes de nodo geral, olham p/ nos c/ oferecedores de serviços ariscados, pois só pensam em seus valores de modo geral e nos somos obrigado mesmo terminando nossos CURSOS ainda continuarmos no RALA olhem pois nos somos os melhores.Fábio Albuquerque SGT BM / AC.

  • Trindade

    -

    24/3/2012 às 16:29

    Aqui no PR o salario não e muito, mais da pra sobreviver, o grande problema ….efetivo, muitos municipios com um unico policial militar 24 horas por dia.

  • ANDRE SOUZA

    -

    9/1/2012 às 3:41

    O GOVERNADOR BETO RICHA ENGANOU OS POLICIAIS MILITARES E TODA A CATEGORIA, BOMBEIROS E POLI.CIVIS, MAIS UMA VEZ ELE MENTE FALANDO QUE NÃO TEM DINHEIRO PARA DAR UM AUMENTO DIGNO E NOS TRAS UMA TABELA COM NUMEROS QUE NÃO TEM COMO COMPREENDER A CABEÇA DESTE QUE SE DIZ HOMEM E PROTETOR DOS PARANAENSES, IREMOS ENTRAR EM GREVE AINDA NESTE MÊS, O POVO DO PARANÁ QUE SE PREPAREM PARA PEDIR AJUDA AO GOVERNADOR QUANDO SUAS CASAS E COMÉRCIOS FOREM ROUBADOS, POIS NÓS POLICIAIS ESTAMOS SENDO ROUBADOS A MUITOS ANOS, VAMOS TOMAR VERGONHA NA CARA E FAZER ALGO QUE NUNCA FOI FEITO VAMOS PROTEGER NOSSAS FAMÍLIAS E DAR UM TETO E UMA ALIMENTAÇÃO DIREITO NEM PLANO DE SAÚDE DE VERDADE NÓS TEMOS,VAMOS FAZER GREVE E NOSSAS FAMÍLIAS ESPOSAS, FILHOS, PAIS E TODOS OS NOSSOS FAMÍLIARES TODOS ESTAREMOS NA FRENTE DO PALACIO JA QUE BETO RICHA SE ACHA UM REI PODEROSO VAI VER SEU REINO DESABAR.

  • ADILSON DOMINGOS

    -

    7/1/2012 às 16:01

    Sou Soldado do Corpo de Bombeiros aqui do “Mato Grosso do Sul” e a situação salarial ta um verdadeiro “balaio de gato”, em uma mesma graduação e função existe 4 tipo de remuneração o que é inconstitucional;
    Vou citar como exemplo um Soldado com 20 anos de serviço:
    Se fez acordo da ação “HPM” com o Governo recebe em media
    R$ 2.200.00.
    Se não fez acordo da ação “HPM” recebe em média
    R$ 1.350.00.
    Se ganhou na justiça a ação “HPM” recebe em média
    R$ 3.500.00, como calculou o STF.
    Se ganhou na justiça a ação “HPM” e o governo entende que o calculo ta errado recebe em média
    R$ 1.850.00
    Como se pode ver até quem faz a folha de pagamento acaba errando e fazendo pagamento errado o que prejudica ainda mais os ja sofridos PMs/BMs do nosso MS.
    O pior de tudo e que o Governador diz que a divida e o erro é do governo pasado e que não tem obrigação de pagar ninguem e se desfaz da ordem do STF, que por sua vez tambem não ta nem ai…
    SD BM RF-MS ADILSON DOMINGOS MATRICULA 220.580-71

  • Debi

    -

    4/1/2012 às 23:28

    O policial civil tb sofre tudo isso, trabalha em más condições, não tem aperfeiçoamento, vive sujeito a politicagem da direção. E o pior, nenhuma das policias, mesmo sabendo da característica da profissão investe em acompanhamento psicológico. Trabalhei na Segurança Pública do Estado de Rondônia, e sofri sério problema psíquico, e quando em tratamento fui desprezada por alguns colegas de profissão e ao ser aposentada por invalidez tive redução de salário, mesmo tendo aumento na minha despesa médica.

  • Victor Hugo

    -

    4/1/2012 às 20:29

    PAÍS SEM VERGONHA! Bombeiros e policiais militares do RJ sofrendo MUITO! FORA CABRAL JÁ! AUMENTO SALARIAL JÁ! DIGNIDADE PARA ESSES HERÓIS JÁ!

  • Sergio

    -

    4/1/2012 às 11:38

    Os do Ceará devem ter muitas histórias interessantes também.

  • Policial Feminina

    -

    3/1/2012 às 20:59

    Texto emocionante,quem é policial em qualquer parte do país se viu em cada história relatada.Caro Setti,se vier à Sergipe e escarafunchar a PM daqui você ficará estarrecido com tantas injustiças.E a quem acreditou,nós não entramos com 3000 de salário-tenho 10 anos de polícia e não recebo isso.Abraços a todose continuemos lutando por dignidade!

  • Geraldo Moreira

    -

    8/10/2011 às 12:22

    Para tudo tem uma explicação porque policias militares do baixo escalão ganham tão mal para entregar suas vidas aos interesses do estado e da população.O Brasil esta sendo governado a mais de 8 anos pelo partido mais corrupto da história do pais, os governos pagam um salário justo e cheio de regalias a classe dos oficiais para fazer pressão piscologica em cima dos pequenos que tem que por suas vidas em risco todos os dias como cachorros ensinados para combater o alto indice de criminalidade que assola o pais, militar não pode ser equiparado como civel, alguns estados estão sendo governados por lixos da ditadura militar e odeiam policia e só procuram prejudicar os pequenos.

  • ricado

    -

    28/6/2011 às 3:02

    Este pais não é serio e não investe em segurança, logo logo os EUA tomam a amazonia ai eu quero ver

  • Heitor Bonfim

    -

    27/6/2011 às 16:49

    Os bombeiros relatam suas vidas dramáticas. Tá. Eu relato meu drama para o 190 e ele falam que têm mais o que fazer. CUMÉ QUE FICA?

  • Carla - Viana/ES

    -

    27/6/2011 às 15:09

    Remuneração da PM

    O DF é onde a PM recebe maior salário inicial, segundo entidades ligadas ao setor
    UF Salário base (R$)
    Distrito Federal – 4.129.73
    Sergipe – 3.012
    Goiás – 2.722
    Mato Grosso do Sul – 2.176
    São Paulo – 2.387
    Paraná – 2.128
    Amapá – 2.070
    Minas Gerais – 2.041
    Maranhão – 2.037,39
    Bahia – 1.984,23
    Alagoas – 1.818,56
    Rio Grande do Norte – 1.815
    Espírito Santo – 1.801,14
    Mato Grosso – 1.796,71
    Santa Catarina – 1.600
    Tocantins – 1.572
    Amazonas 1.546
    Ceará – 1.529
    Roraima – 1.526,91
    Piauí – 1.372
    Pernambuco – 1.331
    Acre – 1.299,81
    Paraíba – 1.297,88
    Rondônia – 1.251
    Pará – 1.215
    Rio Grande do Sul – 1.172
    Rio de Janeiro – 1.137,49
    E todos os que relataram suas vidas respodem o mesmo regulamento, porem recebem diferenciados. E q diferença!

  • mana

    -

    27/6/2011 às 11:15

    Desde o ano passado a PEC 300 é usada como moeda de troca. Haja vista, que a maioria dos deputados querem votá-la. Lembram do sacana deputado Vacarezza, em conjunto com o atual vice-presidente Temmer/Lula. Que ficavam prometendo a pauta da PEC para dá quorum, quando os deputados apareciam na câmara, a PEC 300 era jogada de lado e as MP’s eram votadas em enxurradas sucessivas. Acabou o ano de 2010. E, agora, mudam os personagens, em 2011: MARCO MAIA/DILMA, mas continua o VACAREZZA (VAGAREZZA) e outros traidores do PT, com as mesmas atitudes, embargando a PEC 300.
    Se os policiais brasileiros não tomarem uma atitude mais severa, como mobilizarem de verdade em caravana rumo à BRASÍLIA, esta novela vai perdurar até depois da copa de 2014.
    Ontem teve um DEABATE sobre a PEC 300, com participação do valente Soldado Almança e o Delegado Valdir no Programa Expressão Nacional da TV câmara, onde foi debatida a PEC 300. Foi campeã de audiência. Até o dia 05.07.2011 o Marco Maia promete pautá-la. Quero ver se os policiais vão ficar de braços cruzados se até este prazo o mesmo não cumprir o acordo.
    Entrem em contato com a COBRAPOL(cobrapol@cobrapol.org.br), o soldado almança (fernando.almansa@yahoo.com.br ou http://www.pec300.com) ou no blog do capitão assumção; e entidades classistas das PM’s e Sindicatos dos Policiais para tomarem atitudes e acabar de uma vez por todas esta farça. A desculpa de não ter verbas é mentira. Haja vista, que já foram feitas várias projeções sobre fontes para pagamento da PEC 300, e, também, estudo pela FIESP, que investigou que o rombo com corrupção passa de R$ 65 bilhões de reais, dinheiro este que cobriria a PEC 300, saúde, educação.
    Cadê os órgãos de controladoria e fiscalização para fechar esta torneira. Sabem por quê eles não fazem isto? é para não acabar com a derrama, a sangria e mamata para os seus bolsos. Este dinheiro não vai para os trabalhadores, e sim, para as suas contas e empresas, tipo, Palloci.
    PEC 300 – UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA!

  • vilma guerra

    -

    27/6/2011 às 10:57

    SE O MARCO MAIA NÃO PAUTAR A PEC 300 ATÉ O DIA 05.07.2011, ELE VAI VER COM QUANTOS PAUS SE FAZ UMA CANOA, OU MELHOR,COM QUANTOS POLICIAIS SE FAZ UMA PARALIZAÇÃO NACIONAL.

  • CARLA

    -

    27/6/2011 às 10:51

    BADERNA! VOCÊS PRECISAM VER A DESORGANIZAÇÃO NAS REUNIÕES DA CÂMARA DOS DEPUTADOS.

    O MARCO MAIA TERÁ O ULTIMATO ATÉ 05.07.2011 PARA PAUTAR A PEC 300, SENÃO OS POLICIAIS BRASILEIROS – A EXEMPLO DOS BOMBEIROS DO RIO – IRÃO CRUZAR OS BRAÇOS.
    PEC 300 – UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA!

  • carlos carvalho

    -

    26/6/2011 às 22:50

    Já estive insatisfeito em varios empregos, no lugar de chorar,reclamar ou tomar atitudes negativas, fui aluta e pedi demissão. Pedi 5 vezes ! Sempre melhorei nos novos empregos e cheguei a voltar para empregos anteriores em cargos mais altos e de Gerencia. Não admito o militar que é soldado há 21 anos e reclama que nunca foi promovido por merecimento ! Ora meu caia fora ! Ainda é tempo! Se ficar é porque nunca mereceu mesmo.

  • carla

    -

    26/6/2011 às 22:46

    ESSE MARCO MAIA E DILMA ESTÃO DE BRINCADEIRA, COMO FOI COM TEMMER/LULA. SE O MAIA NÃO PAUTAR A PEC 300 ATÉ O DIA 05.07.2011, ELE VAI VER COM QUANTOS PAUS SE FAZ UMA CANOA, OU MELHOR, COM QUANTOS POLICIAIS SE FAZ UMA GREVE/PARADA NACIONAL.

  • Heitor

    -

    26/6/2011 às 16:12

    Não se muda um país com baderna, muda-se com inteligência. O Brasil é um país de sindicatos, só falta os bombeiros aparecerem com mais um.

  • Marcio Silveira Abbiati

    -

    26/6/2011 às 12:36

    Quanta falta de sensibilidade dos governantes,trabalho PMESP e num bairro muito carente da capital,enquanto não houver um movimento mais forte e que faça os políticos abrir a mente com relação a segurança que está falida,Isso por culpa de governantes que sucateiam a segurança.

  • Sergio Roberto Santos

    -

    26/6/2011 às 11:36

    O que me assusta neste momento é que os assuntos no Brasil estão sendo tratados por partes, e o todo pode não ficar tão bonito assim.
    Já li bombeiros e policiais afirmando que o trabalho dos professores é importante, mas são eles que expõem a sua vida no trabalho.
    A lei de responsabilidade fiscal estabeleceu um teto para os gastos com funcionalismo e foi a base da estabilidade de preços que permitiu o pais crescer nos últimos anos.
    O aumento dos bombeiros, policiais, médicos, professores e demais funcionários públicos deveria ser tratado em conjunto dentro de um projeto de estado para o Brasil.
    É certo que um funcionário publico ganhe um salário justo pelo seu trabalho, mas deve ser justo para quem recebe e justo para quem paga.
    Interessante para um policial ou um bombeiro receber um ótimo salário, mas seu filho não ter uma escola decente e o país não crescer o suficiente para proporcionar empregos no futuro.
    O aumento para policiais e bombeiros é justo, mas para ser possível estes profissionais deveriam estar lutando também pela racionalização do estado brasileiro, pela meritocracia, pela profissionalização do serviço publico e pela redução do numero de nomeações no serviço publico.
    Acreditar que políticos como Anthony Garotinho, estejam lutando pelo interesse de alguém que não seja deles mesmo é ganhar aqui para perder muito mais lá na frente

  • Mari Labbate

    -

    26/6/2011 às 10:19

    “Sui monti di pietra/può nascere un fiore/in me questa sera/é nato l’amore per te” (Non son degno di te: Gianni Morandi). Os brasileiros, pelo menos os 44 milhões, já perceberam que a PÁTRIA é para ser AMADA!!! E não existe PÁTRIA, sem a proteção das Forças Armadas… Se ocorresse uma invasão, os petistas seriam os primeiros a correrem… Dignas Corporações!!!

  • Paul

    -

    26/6/2011 às 9:46

    E’ imóvel que chegamos num pai’s onde a malandragem e o crime compensam, o exemplo começa dos governantes.

  • Reynaldo-BH

    -

    26/6/2011 às 0:27

    Setti, aqui em MG um comandante da PM iniciou uma revolução, que infelizmente, diminuiu de ritmo. Cito-o por que as boas atitudes devem ser elogiadas. Chama-se Severo Augusto, Coronel da PMMG, hoje aposentado. Criou a polícia de resultados, onde cada guarnição/batalhão tinha metas a cumprir. E implantou um sistema de acompanhamento de mapas e gráficos (on line real time) das ocorrências policiais. Isto já seria um avanço. Porém, ele foi além. Institui cursos de qualificação de oficiais da PMMG em parceria com a UFMG. Ele próprio se graduou em Mestrado de Engenharia de Produção na UFMG. Era até estranho ver os militares de jeans no campus da Pampulha. Aprendiam a “ler” mapas. Cursos de Análise Criminal, interpretação de tendências, etc. COm o apoio do professor Cláudio Beato, certamente o maior especialista em Políticas Públicas de Segurança do Brasil. (ver http://www.crisp.ufmg.br/). Renomado mundialmente, é consultor da Ford Foundation, professor convidado de Harvard e de diversas forças policiais em todo o mundo. Ambos – Severo e Beato – fizeram uma mudança drástica em Minas. De valorização policial, de entendimento do serviço que prestam à população e de modernização das abordagens e ações sociais. São diversos os exemplos: Olho Vivo (vigilância eletrônica de câmeras) , Fica Vivo (nas favelas de BH atendendo jovens), uso de inteligência na prevenção (pelos dados em mapas), programas específicos de proteção a ônibus, taxistas e bancos, acompanhamento das ZQC´s (Zonas Quentes de Criminalidade, “manchas” nas cidades onde se observam maior ocorrência de crimes, com ruas, tipos de crimes, horários, etc.).
    ME orgulho de ter participado, com ínfima colaboração, deste projeto hoje implantado em MG.
    O que restou é que passei a admirar os policiais militares de todo o Brasil. A imagem de truculência e arbítrio passa longe deles. Há bandidos? Sim, como há na Justiça e no Parlamento. A imensa maioria é de cidadãos comuns- como nós! – que tem que trocar a farda antes de ir para casa, pois com o que ganham, moram em áreas de risco. São dedicados e tem sim uma vocação. Aprendi muito com eles. E que a gente passe a conhecer melhor as corporações para evitar pré-julgamentos que, como tudo na vida, tendem a ser injustos pois antecipados e sem respaldo na realidade. Aqui em MG a academia e a polícia militar trabalharam juntos. Eu tenho a certeza que este é um bom caminho!

  • Heitor

    -

    25/6/2011 às 22:21

    O meu bairro faço eu. Eu chamo a polícia para acabar com os baderneiros e acabo na polícia querendo punir policiais porque muitos não queriam fazer o serviço. Daí vejo que o problema policial é muito mais grave. Falta treinamento, informação e muito mais. Se o seu bairro é ruim, Sr policial, faça por melhorá-lo. O que ocorria aqui, era que a polícia estragava o meu bairro. Não venham com chorumelas. Façam o seu serviço primeiro.

  • Capitán Rodrigo

    -

    25/6/2011 às 21:35

    Chávez à beira da morte!
    Às vezes, parece que a humana categoria “justiça” é compartilhada pelos deuses.
    Livre da retórica e da ordinária e perniciosa prática ‘bolivariana’, é possível que a sociedade venezuelana prospere e ganhe independência de ditadores populistas.
    Viva Venezuela!

  • Severino Bittencourt

    -

    25/6/2011 às 20:56

    Os Governadores e políticos de modo em geral entendem que basta pagar bem a meia dúzia de militares estaduais em seus estados para que supostamente mantenha a grande maioria calados e contidos em suas aflições (Estou falando de gratificações de Cargos Comissionados, Cmt Gerais, cargos de Direção e Comandos). Abraço Setti, vou reproduzir mais uma vez no meu blog.

    Severino Bittencourt

    Obrigado, caro Severino. Faço minha obrigação.
    Um abraço

  • Marco

    -

    25/6/2011 às 19:47

    Amigo Setti: aqui no RS a corporação dos Bombeiros querem se separar da BM.
    Abs.

    Não se entende, a não ser por rescaldos autoritários, a militarização dos bombeiros. Mário Covas tentou mudar isso em São Paulo e nem sua grande autoridade política e moral conseguiu, porque se trata de um problema constitucional. Um absurdo, a meu ver.
    Abraço

  • José Figueredo

    -

    25/6/2011 às 19:24

    É esse pessoal que cuida da gente e não consegue cuidar direito da sua própria família.Quem já os viu atuando sabe a barra da profissão e executam suas tarefas cegamente,arriscando as suas vidas.Muitas vezes são tornados heróis,mas não é isso que eles querem;eles querem dignidade.Se os políticos tiverem a mínima, vão fazer justiça com as próprias “LEIS”.

  • Deivid Alves

    -

    8/6/2011 às 12:24

    Sinceramente, não vejo luz no fim do tunel. Uns dias atras, ao conversar, informalmente, com um juiz militar, este me desmotivou ainda mais. Quando ele disse: ” Militar, hoje aconcelho vcs “PMs” não correr atras, pois não vale a pena. Nossas leis não benefecia o cidadão de bem, são criadas de acordo com alguma situação vivida por alguma pessoa importante, ex citado: Caso da filha da Gloria Perez, com os crimes hediondos. Dizendo ainda, tudo que fazem na rua, corre o risco de você responder e se vier cair na minha “mão”, terei que julgar”. Agora me diz, qual motivação um Policial e Bombeiro tem em colocar a vida em risco para proteger uma sociedade ingrata que depois irá te apedrejar, defender o estado, elevando o nome da autoridade que governa, sendo que não apoiam o PM e BM. Muito menos se importam com nossas dificuldades e, ainda, acha que esta pagando bem.

  • maria

    -

    7/6/2011 às 14:26

    devemos valorizar o salário dos bombeiros, porque salvaram muitas vidas em tragedias como:Petropolis, Santa Catarina evários outros lugares, o que eles fazem,muitos não fazem pelo povo.eles não tiram vidas, eles devolvem vidas.

  • ROGERIO /PMBA

    -

    2/6/2011 às 11:43

    Escalas de trabalho desumanas e nem as horas extras são pagas na sua totalidade. E agora estão inventando ponto eletrônico nas rondas.

  • jussara

    -

    8/5/2011 às 20:57

    Homenagem ao Bombeiro SGT PM WESLLEY,CIDADE DE MADRE DE DEUS BA

    No mostruário ambulante de centenas de rostos que cruzam conosco nas ruas, praças e avenidas, “ele” é apenas um homem comum como outros tantos desconhecidos. Sua presença faz parte de um contexto, de um minuto ou um segundo no vai-vem de vários destinos…

    Apenas uma farda e um cinturão vermelho o difere dos demais! é um bombeiro… praticante assíduo de uma profissão árdua, cuja missão solidária é o seu lema de vida.

    Nada o impede na luta de salvar vidas, nada o faz recuar no instante em que alguém pede a sua presença, nada é capaz de detê-­lo em plantar novas esperanças no momento da dor, da lágrima e do perigo. Sem ostentar louros ou vaidades, o Bombeiro dificilmente sabe enumerar as vidas que salvou…

    No instante do sinistro ou da desgraça, a sua presença é como um bálsamo a aliviar o desespero e a agonia daqueles que necessitam de ajuda, mesmo que muitas vezes esse socorro venha lhe custar a própria vida.

    Quantas outras vezes, também, a sua possível “demora” em chegar ao local onde foi solicitada a sua presença é criticada, sem que seja, no entanto, analisada a distância entre o sinistro e o seu reduto de trabalho…

    Mas, nada disso importa a você! O importante é que você não falha, não foge ao grito de apelo, não ignora jamais o seu aprendizado disciplinar, cuja missão o enobrece perante os valores da vida.

    E o que impressiona nesse Homem herói é a sua humildade, bondade que nem sequer lhe faz pensar numa medalha ou num voto de agradecimento. Afinal, você sabe muito bem que lá do alto uma voz lhe fala ao coração dizendo carinhosamente: “obrigado filho, por ter salvo outro filho meu”. meu heroi,tenho muito orgulho de ti….aproveitando aqui esse espaço,pra tentar lhe homenagear de alguma maneira,o minimo diante de tua grandeza!

  • Felipe

    -

    6/5/2011 às 23:01

    Não sei se o senhor está ciente da mobilização dos Bombeiros do Rio de Janeiro por melhores salários… pedindo 100% de aumento (pouco, uma vez que ainda assim manterão-se com o pior salário do país). Se o senhor puder, veja o site http://www.sosbombeiros.com … abç

  • antonio jorge

    -

    6/5/2011 às 21:20

    Sou Guarda-Vidas no Rio de Janeiro, Trabalho 12 horas sobe o sol escaldante no verão e passo frio no inverno chego a salvar 50 vidas em dias agitados e de Mar Revolto !!!! A corporação não me da protector solar tenho que compra um gasto de 120 reais por bimestre, na folga trabalho de gurdião de piscina e segurança em boates ,quase não tenho tempo pra minha filha,moro de aluguel e Recebo um salário de R$ 1800 e tenho 13 anos de serviço,Amo minha profissão e sonho em GANHAR UM DIA pelo menos igual a um soldado(R$4,500) GUARDA- VIDAS do Lago Paranoa DF…. SERÁ QUE NÃO MERECEMOS .SARGENTO BOMBEIRO ANTONIO

  • Andre Luiz

    -

    6/5/2011 às 16:45

    Sou bombeiro no Rio de Janeiro há 11 anos!
    Quando começamos e brigar contra o governo do Estado, questionando, o porque da segunda maior arrecadação do Brasil pagar a pior remuneração, fomos arbitrariamente punidos com as famosas e ilegais “geograficas” por nossos comandantes.
    Morando na capital e sendo obrigado a trabalhar na região serrana, gastria por mês, 70% do meu salário so com transporte se não me obrigasse a me afastar da minha família por 3 ou quatro dias consecutivos, dormindo no quartel. Tudo isso por que ousamos questionar o governador. O porque dele não regulamentar a carga horária de trabalho dos militares estaduais por exemplo. Quando ele, o atual governador, era deputado e presidente da ALERJ, mandou um indicativo de legislação ao governador solicitando a remuneração das horas extras e uma carga horária de 40 horas por semana. Agora que ele é governador ele se omite! E essas horas extras não são poucas não. Na trajédia da região serrana trabalhavamos 48 seguidas e descansavamos 48 durante quase um mês. Que ser humano aguenta trabalhar 96 horas por semana? E o que aconteceu quando as situação estava caminhando pra normalidade? O certo seria dar uma compensação organica ou financeira, mas não, continuamos trabalhando mais de 44 horas por semana, o que é um direito social, garantido na constituição.
    Essa é a grande tristesa do combatente, damos nossas vidas pelo proximo e somos tratados como bichos, somos menos cidadões dos os demais brasileiros.

  • Wilian Carlos A. Filho

    -

    27/4/2011 às 22:21

    Com 8 anos de Polícia Civil, me transferi para a gloriosa PM por um salário melhor em 1976. Na década de 80, centenas de PMs fizeram o inverso, por melhores salários (10 salários mínimos da época). Hoje, após 4 promoções e 13 anos na reserva, ganho atualmete 6 salários mínimos. Tem ou não tem alguma coisa errada? A equiparação salarial de todas as polícias do País, iria corrigir estas distorções. PEC-300 Já.

  • edson guedes

    -

    17/4/2011 às 18:49

    Li e reli todos os comentários dos companheiros das diversas PMS e concordo em gênero número e grau, agora não adianta esperar a boa vontade de políticos que não estão interessados em gerar um política de segurança pública de vergonha e principalmente de criar uma definição de salário para as polícias e bombeiros militares. As polícias Militares ainda não tiveram a coragem de mostrarem suas forças, assim como fizeram os caminhoneiros que paralisaram suas atividades e surtiu um efeito ferrenho na sociedade brasileira. A sociedade brasileira não sabe as dificuldades que um pm passa durante sua jornada de trabalho, pois, é um profissional que não tem apoio, trabalha e cumpre um regulamento ultrapassado, equipamento sem manutenção e um salário que difere de um estado para outro. Exemplo: AQUI NA PARAÍBA, UM PM RECEBE 1.200,00. EM SERGIPE 3.200. Se A tão sonhada pec fosse aprovada, talvez tivéssemos uma melhorada.

  • UM AMIGO DO MARNHÃO

    -

    16/4/2011 às 0:53

    É amigos milicos d nação, aqui no Maranhão tá igual; sofrimento, desmotivação, stress e tristeza.Choro todos os dias sonhando com uma vida melhor para os meus filhos, sei que eles vão conseguir. EU JÁ PERDI A GUERRA.

  • carlos

    -

    13/4/2011 às 8:00

    enquanto os politicos do país forem beneficiados pela :fome,insegurança, o analfabetismo, e a falta de saúde no nosso Brasil; os brasileiros sofreram, o povo brasileiro tem q abrir os lhos e tirarem esses politicos q so pensam em beneficio proprio, sou pm de pernambuco a 23 anos e so escuto promessa, e agora os deputados querem 14º e 15º salario, epara pagar um salario digno ao funcionario vem com a conversa de, a lei de responsabilidade fiscal, é brincadeira temos q abrir os olhos irmãos.

  • Tiago - PMPR

    -

    12/4/2011 às 13:01

    Por um Brasil mais justo e seguro, vamos implantar o PISO NACIONAL…

  • Julio Pereira

    -

    12/4/2011 às 9:37

    E dificil nossa situação, quando o Governador do Ceará entrou com ADIN, sobre o piso dos professores, mostrando que a educação não é prioridade e os professores não devem ser bem remunerados para reduzir o analfabetismo, já imagino o que ele fará com a PEC300, que beneficiará os policiais que arriscam a vida em garantia da segurança pública; e correndo atraz de bandidos; ele tem a maior segurança, pessoal, policial já vista no Ceará. Ele não lembra que eles são policiais militares? Que respeito ele dá aos demais policiais?

  • Sd Diego

    -

    11/4/2011 às 18:16

    Esses comentários são a mais pura realidade da segurança pública do pais.

  • marco

    -

    11/4/2011 às 16:44

    Quem e o policial militar? O policial militar e aquele que sai do aconchego de seu lar, deixando o que o ser humano tem de mais precioso que e a família, para enfrentar o que todos temem que e violência, e o que e pior sem ter a certeza que ira voltar. O dia a dia de um policial e um dia adia de incerteza o perigo e iminente pode vir de qualquer direção, só quem usa uma farda saber o peso que tem que suporta todos os dias, ai vem à velha frase “há você recebe pra isso” ai eu pergunto quanto vale uma vida, e isso que o policial coloca em risco quando sai de sua casa, cada dia para esses homens e uma batalha, são heróis do dia a dia, muitas vezes sem mesmo perceber inibem uma ação criminosa pelo simples fato de estar presente em um determinado lugar, pois ele por estar fardado e facilmente avistado pelo possível infrator, mas o que e positivo para o infrator torna desfavorável para o policial que na maioria das vezes nem imagina o perigo que rondava, os parlamentares deveriam fazer história, valorizar os verdadeiros heróis deste país dando a eles um pouco mais de dignidade, presenteando estes homens votando na PEC 300, não adianta fazer sensacionalismo com os feitos destes heróis, o Sargento Márcio Alexandre Alves e sim merecedor de horas, mas existem vários outros pelo nosso país afora, aproveitem para honrá-los também.

  • Anônimo

    -

    11/4/2011 às 13:32

    Me desculpem gente, não sou policial e pelo jeito não vou ser nunca, pois, apesar de gostar muito da polícia e respeitar o seu trabalho, não estou disposto a passar vergonha, fome, necessidade e ter de mentir a minha profissão para não passar de caçador a alvo. Sinto muito por vocês não serem valorizados como devem e, infelizmente, serem considerados pelo governo como classe média, mesmo sabendo que muitas vezes são obrigados a serem vizinhos de bandidos, desculpem pelas pressões, opressões, ofenças e etc. Não votei na Dilma, mas também não sei se o Serra seria melhor, o que sei é que vocês, que tanto cuidam do Brasil, não são cuidados por ele. Só tem uma coisa que posso dizer pra vocês… ME DESCULPEM

  • Sd Ferreira/BA

    -

    11/4/2011 às 10:57

    Fico feliz em ver que ao menos alguns jornalistas se sensibiliza com esta questão de grande importância para os policiais de todo o Brasil bem como pra toda a sociedade brasileira, precisamos de melhores salários, precisamos ser bem treinados, temos que termos condições de trabalho. É uma profissão difícil, é uma profissão pra poucos, é árdua, muito dura e muitas vezes injusta, somos mal remunerados, não temos nosso trabalho reconhecido pela maioria da sociedade, que infelizmente acreditam que a culpa da insegurança seja nossa, somos a penas uma parte do sistema, a parte mais vulnerável, a parte que entra em ação quando todos os demais serviços(educação, saúde, habitação e etc.) que deveriam ter sido oferecidos para a sociedade pelos governantes falham. Lidamos com que tem de pior na sociedade, com homicidas, traficantes, ladrões, estupradores e etc. Somos em sua grande maioria bons profissionais que amamos nossa profissão. Precisamos que o governo der mais valor aos policiais para que possamos ter uma vida mais digna.

  • Sd Jorge

    -

    10/4/2011 às 20:54

    Prezado Ricardo Setti, parabéns pela matéria. Sou policial militar há quase 5 anos em Minas Gerais e vejo a situação dos policiais militares no país com muita preocupação. Sou graduado e pós-graduado por Universidade Federal, ingressei como soldado, ainda sou soldado, casei há quatro anos, hoje minha esposa está grávida, pago um aluguel que me consome cerca de 40% do que ganho, pago prestação de um carro velho, além de todas as outras despesas de um lar. Não vislumbro um horizonte tranquilo para minha família se meu salário continuar no que está. Todos os dias arrisco minha vida, estou sujeito às mais diversas pressões e cobranças em meu ambiente interno de trabalho, sou obrigado a “dar conta do trabalho”, a fazer horas extras sem receber por isso, vejo companheiros de farda em situações bem melhores do que as minhas em estados como Sergipe onde o salário inicial de um soldado é quase duas vezes ao meu com quase cinco anos de profissão. Em Brasília então é uma afronta, um disparate uma diferença tão exorbitante quanto se vê. Infelizmente, só vou ser promovido a cabo com 10 anos de serviço e depois a 3ºSargento com mais 10 anos, totalizando mais de 20 anos – embora realize diversas atribuições que competem a essas graduações acima citadas. Não ganho elogios no meu trabalho, apenas cobranças e pressões que me indignam e me fazem trabalhar estressado, preocupado em como pagar as contas de três meses atrás que se acumularam. O meu salário não dá e não sei como farei para dar uma vida digna ao meu filho que irá nascer. Simplesmente, do jeito que está, não dá.

  • PMMT

    -

    10/4/2011 às 19:42

    São tantos problemas, aqui no Mato Grosso, trabalhamos 24hs, e temos somente uma refeição, que é o almoço, e mesmo assim, arroz, feijão e ovo. Não é brincadeira, infelizmente.

 

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