04/05/2012
às 15:00 \ Política & CiaOs advogados, que conhecem como ninguém as mazelas do Judiciário, homenageiam a ministra Eliana Calmon

Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça do CNJ: homenagem de quem conhece as mazelas do Poder Judiciário como ninguém (Foto: Cristiano Mariz)
Os organismos representativos dos advogados costumam ser corporativos e, não raro, se opõem a reformas nas instituições que poderiam facilitar a vida do grande público mas vão contra os interesses de seus representados.
Por outro lado, como seu fazer diário é lidar com o Judiciário, ninguém, como os advogados, conhece as mazelas deste Poder da República — mesmo havendo casos em que profissionais saem da linha e agridem a lei que devem defender.
Mas é muito significativo o jantar em homenagem à ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, que será realizado na próxima quinta-feira, dia 10, no Jockey Club de São Paulo, a partir de 19 horas, com patrocínio da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil – a maior do país, com mais de 200 mil advogados filiados –, do Instituto dos Advogados de São Paulo e da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP).
Motivo: os “relevantes serviços prestados à Justiçpa e à sociedade como corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça”, cargo que a ministra exerce desde setembro de 2010.
A ministra, mesmo enfrentando por vezes a oposição feroz de colegas magistrados, vem realizando uma verdadeira cruzada pela moralização e pelo melhor funcionamento do Poder Judiciário no país.


























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8 Comentários
anders
-28/07/2012 às 8:51
Aqui em Brasília o juiz viu o réu frustrar a execução de todas as formas possíveis.
Agravei e o Desembargador riu da minha cara e perdi mais de quinze mil reais.
Fui à Corregedoria Local e fiz uma reclamação do magistrado.
O corregedor não considerou os fatos e disse que não era competência da corregedoria apurar os fatos.
Meses depois recebi uma ligação de um assessor da corregedoria que me disse que eu iria receber uma resposta nos autos do processo principal.
Wagner
-05/05/2012 às 22:06
Caro Wagner, a revista tem seríssimas razões para não divulgar o que você mencionou. Pode acreditar em mim.
Wagner
-05/05/2012 às 21:15
Um abraço de verdade!
Wagner
-05/05/2012 às 13:17
Obrigado por suas boas palavras, caro Wagner. Também tenho grande consideração por você.
E, pelo visto, divergimos também em relação a meu amigo e colega colunista.
Mas faz parte do jogo.
Um grande abraço
Ernesto Dantas
-04/05/2012 às 17:36
Obrigado pelo respeito, caro Ernesto. É mútuo.
Em relação à sua colocação, se a mim coubesse ditar rumos, faria diferente, como foi em outras épocas. O que não deve ser colocado em dúvida é a decência das pessoas envolvidas na operação.
Um abraço
Reynaldo-BH
-04/05/2012 às 17:08
Um tema off topic, caro Setti.
Há algo de incomodativo no movimento “veta, Dilma!” que está se alastrando e diz respeito ao novo Código Florestal.
O veto presidencial é um instrumento legal e legítimo. Em um regime presidencialista, o veto faz parte das prerrogativas do chefe do Executivo. Assim, nada a opor ao uso do veto. É democrático e republicano.
O que incomoda é a solicitação do veto por movimentos sociais, mesmo sendo estes respeitáveis. A faculdade de vetar parece ter deixado de ser um instrumento legal para ser instrumento de pressão. Ou de escolha. O Poder Legislativo constantemente – e de modo justo – acusado de ser leniente e não atuante, discutiu, propôs emendas, alterou o texto e votou.
Houve pressões de ambas as partes ditas interessadas. Os ruralistas e ambientalistas. Sem nenhum juízo de valor, a escolha democrática foi feita. O veto costuma ser utilizado quando em grave confronto com outra lei ou para corrigir erros notadamente reconhecidos, que podem até mesmo impedir a aplicabilidade da lei votada.
A solicitação de grupos para que o veto seja aposto à lei enviada para sanção presidencial distorce o uso da ferramenta legal garantida pela Constitução. A sensação que fica é de um “terceiro turno” de votação onde a vontade de parte da sociedade, desagradada com o texto da nova lei, é imposta ao Legislativo e à outra parte. Ambas legítimas em suas reinvindicações e expectativas.
O inconformismo pelo resultado – democrático e igualmente legal – não deveria usar o veto como correção de algo que pode estar correto. Dependendo da visão de cada uma das partes.
Creio que Dilma acabará por vetar. Talvez seja mesmo a melhor decisão acerca do tema.
Mas fica um certo desconforto pela imposição do desejo do Executivo frente ao Legislativo. E pior, atendendo a um pedido de grupos de pressão.
Ernesto Dantas
-04/05/2012 às 16:08
O conteúdo do texto guarda marcas de ressentimento pessoal e fala de coisas que, tendo exercido funções de relevância na empresa em questão, jamais presenciei — muito pelo contrário.
Ernesto Dantas
-04/05/2012 às 15:09
Você acertou, Ernesto. Não publicarei, mesmo, o texto que você me enviou. A pessoa em questão não tem objetividade alguma para falar no assunto. É desafeto pessoal e raivoso dos responsáveis pela empresa que lhe deu visibilidade — e um fabuloso emprego durante muitos anos.