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10/12/2011

às 19:00 \ Política & Cia

“O Ocidente vai perder a supremacia para a Ásia”

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Ian Morris, historiador e arqueólogo britânico (Foto: Gilberto Tadday)

Amigos, essa entrevista é com o historiador e arqueólogo britânico Ian Morris é muito importante e interessante e achei que deveria compartilhar com aqueles leitoresw que por acaso não a tenham lido na edição de VEJA que está saindo das bancas hoje.

Foi feita por André Petry, correspondente da revista em Nova York, com o título abaixo, em negrito.

A geografia sempre vence

Autor de um livro excepcional, o historiador e arqueólogo fala das lições da história e prevê que o Ocidente está a menos de um século de perder a supremacia para a Ásia

Mesmo falando e escrevendo apenas em inglês, mesmo dando aulas em Stanford, na Califórnia, mesmo tendo nascido na inglesa Stoke-on-Trent, e como tal ser herdeiro do primeiro império global, o historiador e arqueólogo Ian Morris, 51 anos, não caiu na armadilha de ver o mundo apenas através da lente anglo-saxônica.

Num livro estupendo, Why the West Rules — For Now (Por que o Ocidente domina o mundo — Por enquanto), Morris narra os últimos 15.000 anos da história humana entrelaçando biologia, sociologia e geografia, com destaque para a geografia, e explica por que impérios caem e o que o futuro nos reserva. “A geografia é a razão das mudanças mais profundas”, diz.

Mantido o atual compasso, ele arrisca: a Ásia vai superar o ocidente em 2103. A seguir, sua entrevista a VEJA.

O senhor afirma que a história humana tem três forças motrizes: a biologia, a sociologia e a geografia. Elas são igualmente relevantes?

São diferentes. A biologia não nos deixa esquecer que somos animais, só que símios inteligentes. Temos necessidades parecidas com as de outros animais e fazemos coisas semelhantes. A grande diferença está no modo como nos adaptamos ao mundo.

Os demais animais se adaptam através da biologia, da evolução genética, que é extremamente lenta. Nós, com nosso cérebro grande, contamos com a evolução cultural. Quando acabou a última era do gelo, há 15.000 anos, todos os animais fizeram a mesma coisa, inclusive os humanos: alimentaram-se da repentina fartura de plantas e animais menores.

Só que nós, mais por acidente que por esperteza, inventamos a agricultura. A população começou a crescer, surgiram as comunidades agrárias, inventamos as cidades, os Estados, os impérios, e aqui estamos. A biologia explica por que estamos tentando melhorar nosso padrão de vida constantemente, mas não como fazemos isso.

É onde entra a sociologia. Ela nos ensina que somos muitíssimo parecidos uns com os outros, não importa de que lugar do planeta venhamos, não importa a cor da pele. Temos um modo próprio de fazer as coisas. Em geral, somos movidos por ganância, preguiça ou medo. Estamos sempre em busca do meio mais lucrativo, mais fácil e mais seguro de fazer as coisas.

A biologia e a sociologia explicam as semelhanças globais, enquanto a geografia explica as diferenças regionais?

Sim. A geografia determina em que lugares o nível de desenvolvimento será maior ou menor. Se colocarmos 500.000 pessoas no Brasil e 500.000 na Alemanha, elas vão se desenvolver de forma desigual porque estarão em locais distintos, diante de desafios diversos, e não porque brasileiros e alemães tenham diferenças de natureza biológica ou sociológica.

Diferenças étnicas são questões de geografia (Foto: Diana Abreu / Nova Escola)

Diferenças étnicas são questões de geografia (Foto: Diana Abreu / Nova Escola)

Então somos premiados com boa geografia, ou punidos com má geografia, e nada podemos fazer para interferir no nosso destino?

A geografia determina o nível de desenvolvimento, mas o nível de desenvolvimento, à medida que se materializa, provoca um efeito tal que acaba mudando o significado da geografia. A má geografia pode virar boa geografia.

Onde a má geografia está virando boa geografia hoje?

No oceano Pacífico. A enorme extensão do Pacífico sempre foi uma barreira física, mas está se transformando numa imensa avenida. O Pacífico é gigantesco. Acabei de sobrevoá-lo ao ir para Hong Kong. São horas e horas dentro de um avião vendo mar, só mar.

Mas o desenvolvimento dos transportes e das comunicações está encolhendo o Pacífico, e assim mudando seu significado. O Atlântico passou pela mesma mutação nos séculos XVIII, XIX e XX. O encolhimento do Pacífico começou depois da II Guerra, em 1945.

É a principal razão da atual ascensão da Ásia. Com a redução das distâncias entre a Ásia e a costa oeste da América, as vantagens das economias asiáticas estão entrando em cena. Nas décadas de 70 e 80, vimos a explosão econômica do Japão, que depois tropeçou numa série de problemas. São acidentes de percurso, que acontecem a toda hora, pois a história não é linear.

Mas as forças geográficas que operaram a favor do Japão há quarenta anos seguem em plena ação, favorecendo outras economias asiáticas.

Hoje, a principal corrente de pensamento atribui o progresso material e social à presença de instituições abertas e de valores democráticos numa sociedade. Isso não é mais relevante do que a geografia?

As instituições e os valores são essenciais para explicar o passado recente, mas, a longo prazo, as coisas são dirigidas por forças materiais mais profundas, especialmente a geografia. Não há dúvida de que os países do Atlântico Norte chegaram ao domínio global nos últimos 200 anos porque tinham sociedades mais abertas, instituições mais livres e sistemas legais de proteção da propriedade privada e dos direitos individuais.

Por isso a Holanda e a Inglaterra foram as grandes potências do século XIX, e não a Espanha ou Portugal. No entanto, para sabermos por que essas instituições mais livres floresceram na Holanda e na Inglaterra, e não na Polônia, na Itália ou no Império otomano, temos de recorrer às forças materiais.

A geografia foi o fator decisivo que alçou Portugal e Espanha à condição de líderes no descobrimento e na colonização das Américas. Os portugueses e espanhóis, como todo colonizador, saquearam suas novas possessões territoriais. Os ingleses, franceses e holandeses adorariam ter feito o mesmo.

Mas, nas terras que hoje fazem parte do Canadá e dos Estados Unidos, a geografia era outra. Não havia mina de prata ou ouro, não havia império asteca ou inca. Na ausência dessas riquezas, os colonizadores da América do Norte precisaram encontrar outra saída, e criaram uma coisa nova: economias conectadas, economias complementares entre dois continentes, América e Europa. Trata-se de economias baseadas no mercado, em torno da costa Atlântica.

Por sorte, esse tipo de economia funciona muito bem em países com instituições mais abertas. No século XVI, Holanda e Inglaterra já eram países um pouco mais abertos que Espanha ou Itália. Integradas ao comércio Atlântico, essas instituições mais abertas e livres se revelaram adaptações perfeitas à economia de mercado. E desabrocharam.

A China virou a locomotiva do mundo, mas os chineses vivem sob um regime autoritário, com instituições fechadas. Dá para um país assim, impermeável a novas ideias, chegar ao topo do mundo?

A democracia, por ser um regime de liberdade e abertura, é muito superior em termos de geração de novas ideias. Mas simplesmente não sabemos se a ausência de democracia será um obstáculo intransponível para a China. Há cinquenta anos, parecia impossível ter um mercado financeiro capitalista num Estado comunista de partido único. Mas os chineses mostraram que era possível adaptar um ao outro.

Claro que, na prática, os chineses deixaram de ser comunistas. Dizem que são, mas não são, embora mantenham o regime de partido único. Quem hoje poderá dizer que eles não conseguirão compatibilizar a regra do partido único com alguma forma de mercado intelectual? O que posso dizer é que não será fácil.

Quando os regimes comunistas ruíram, surgiu a tese do “fim da história”, que seria o triunfo final do capitalismo e da democracia liberal. A ascensão da China é a negação dessa tese?

No fim da década de 80, com a ascensão do sindicato Solidariedade na Polônia, a queda do muro de Berlim e a dissolução da União Soviética, a maior parte do mundo concluiu que, num planeta tão conectado e rápido, só as democracias liberais seriam bem-sucedidas.

Os chineses, vendo aqueles mesmos acontecimentos, e principalmente as manifestações na Praça da Paz Celestial, chegaram a outra conclusão, a de que aquilo tudo parecia a Revolução Cultural de duas décadas antes, e decidiram que não voltariam àquele caos sob hipótese alguma.

Foi aí que se saíram com essa solução tão imaginativa de conjugar mercado capitalista com regime de partido único. Cederam ao capitalismo, mas, querendo ficar no poder, não cederam à democracia. Em 1930, muita gente concluiu que a saída eram os regimes totalitários. Pensava-se que o melhor eram países de extensão continental, industrialização pesada e processo de decisão centralizado. Ou seja: a saída era a União Soviética.

Nessa época, o jornalista americano Lincoln Steffens (1866-1936) voltou da URSS e disse: “Eu vi o futuro, e ele funciona”. Muita gente sensata e inteligente pensava assim. Pode ser que, dentro de meio século, as pessoas olhem para trás e vejam semelhanças entre 1930 e 1980. Em 1930, era o triunfo do totalitarismo. Estava errado. Em 1980, foi o triunfo da democracia liberal. Estará certo?

Sem dúvida, as democracias ocidentais fecharam o século XX em posição de liderança. Mas não sabemos como será no XXI. Até agora, o pedaço que faz sucesso na experiência da China não é sua conversão à democracia, mas sua abertura ao capitalismo.

Com o epicentro da economia mundial se deslocando para a China, o Brasil, que fica geograficamente longe, sairá perdendo?

A distância geográfica será cada vez menos importante. À medida que o espaço físico vai cedendo em direção ao espaço digital, a geografia adquire outro significado.

Já se disse que o mundo ficou plano, o que é obviamente um exagero. Ainda faz uma tremenda diferença nascer em Cambridge ou em Kinshasa. Mas o espaço cibernético está claramente mudando o antigo significado das grandes distâncias.

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"Ainda faz uma tremenda diferença nascer em Cambridge ou em Kinshasa."

O senhor previu que, mantido o passo atual, a Ásia superará o Ocidente em 2103. Um mundo sob o domínio da China será muito diferente do mundo sob a supremacia americana?

Alguns cientistas políticos dizem que a China, ao se tornar mais importante, ficará mais parecida com um poder tradicional. Os EUA, no século XIX, gostavam de ver a si mesmos como um país diferente de todos os outros, mas, depois da II Guerra, quando começaram a ascender, ficaram parecidos com um poder tradicional.

Empurrados para situações moralmente ambíguas, fizeram o que todo grande poder faz: apoiaram ditaduras repulsivas e líderes cujos valores são perfeitamente antagônicos aos valores americanos. É difícil dizer o que vai acontecer com a China, mas o comportamento do país na região sob sua influência direta, o Leste Asiático, já tem semelhanças com o relacionamento dos EUA com a Europa e a América Latina.

Os EUA procuram administrar seu império mundial sem administrar diretamente os países. Preferem trabalhar com aliados a trabalhar com súditos. Creio que a China, apesar da cultura milenar e do jeito próprio de pensar e agir, fará algo semelhante.

Os momentos mais terríveis na história da Humanidade são causados pela chegada do que o senhor chamou de “cinco cavaleiros do Apocalipse”: migração, doença, fome, falência do Estado e mudança climática. Qual deles é o mais perigoso hoje?

A resposta fácil seria dizer que não podemos fazer distinções, pois o que os transforma em “cavaleiros do Apocalipse” é o fato de aparecerem juntos. Há períodos históricos em que um ou outro surgiu, com efeitos desastrosos, mas sem provocar um colapso.

Nos colapsos, eles estão juntos. É o caso da queda do Império Romano, da dinastia Han na China, da dizimação dos nativos das Américas com a colonização europeia. Mas, em geral, um dos cavaleiros deflagra o processo.

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Ruínas do que restou dos povos Incas no Peru (Foto: Cris Borouncle/AFP)

No Império Romano, eu diria que tudo teve início com as doenças. No século XXI, minha aposta é que, se tivermos um colapso, ele começará com a mudança climática. O aquecimento global em si não é um desafio insuperável. Podemos nos adaptar ao pior cenário, que prevê elevação de 5 graus em algumas décadas. É um aumento enorme, mas não varrerá a humanidade do planeta.

O colapso virá se o aquecimento global abrir a porta para os demais cavaleiros do Apocalipse.

De 1 a 10, qual o risco de um colapso mundial?

Inferior a 5. Com a globalização, nossos maiores problemas passaram a operar em escala global. A mudança climática, o terrorismo, os desequilíbrios comerciais, nada disso afeta apenas um país. O problema é que estamos enfrentando a nova realidade com instituições anacrônicas, de 200 anos atrás.

A mais poderosa de todas segue sendo o velho Estado-nação. É ele que detém armas nucleares, não as Nações Unidas. Quando a economia mundial começou a ir para o ralo em 2008, a ajuda não veio do FMI. Veio dos governos nacionais. Mas os governos nacionais ainda não aprenderam a superar as preocupações locais. O fracasso da conferência ambiental de Copenhague, em 2009, é um retrato disso.

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8 Comentários

  1. João da Bahia

    -

    11/12/2011 às 12:59

    Brasil potência?!!! Sim, no dia de são nunca…
    SEREMOS UM IMPÉRIO, MAS NÃO SERIA DO SAMBA?
    A muito tempo ouço aquela velha história: O Brasil é o país do futuro…
    Hoje já se foram muitos anos e percebo que este dito futuro chegou, mas esqueceu de trazer junto com ele o Brasil.

    “O mundo MAC vai ser aqui… daqui 15 anos Esqueça o que dizem sobre as superpotências atuais. Em 2020, nós, brasileiros, seremos os maiorais. É o que diz um estudo conduzido pelo próprio EUA através da CIA e divulgado hoje. Numa relação de cinco países que ganharão terreno no cenário mundial, o Brasil é o país que encabeça a lista juntamente com a Índia. Entre os decadentes estão os EUA, vítimas da paranóia terrorista, os países do Reino Unido, que tem uma população predominantemente idosa e o Japão. É, parece muito pouco tempo para que se ocorram tantas mudanças, mas a questão é: nossa condição de vida, nossa economia e nossa estrutura vão ter um crescimento acima da média e das expectativas ou são os países do primeiro mundo que tecnicamente falirão? Segunda opção. Não se trata de uma melhora surpreendente em termos de estrutura e economia e sim, maior visibilidade mundial. Já há algum tempo o Brasil almeja um lugar permanente no conselho de segurança da ONU e muitos apontam como nossa indicação como a mais acertada dentre os países concorrentes. A economia brasileira, mesmo sendo esse um país de miseráveis, é, sei lá, a oitava ou a nona maior economia do mundo. Esses podem ser fatores determinantes para essa escalada evolutiva. Só não se pode esperar um país de primeiro mundo daqui quinze anos. Nem em cento e quinze conseguiríamos tal proeza”

    Leram o texto acima?
    Este texto acima, só o que tá entre aspas, foi postado num blog por seu dono de nome Nando.
    Como vocês sabem, ao ler um post num determinado blog você tem direito a fazer um comentário dentro do próprio blog.
    Então fiz este comentário (leia abaixo) expondo minha opinião a respeito do que foi escrito no citado post de Nando:

    “Prezado Nando, boa tarde.
    Gostei da história da carochinha.
    Desde quando era criança lá em Barbacena eu ouço histórias tipo esta do teu post, Brasil país do futuro.
    O que se comenta a todo o momento é que a China será a próxima potência.
    O Brasil? Vamos ver primeiro boi voar.
    Certo amigo me diz a respeito dos EUA: Rapaz, toda grande potência cai.
    Eu lhe respondi: – Concordo, só que não vamos viver para presenciar, pois vai demorar muito.
    E provavelmente, quando esta nova potência vir vai ser à custa de muito sangue derramado.
    Na época do Império Romano; do império de Alexandre; do Império Mongol; do Carlos Magno rei dos Francos, dos Lombardos e depois Imperador do Sacro Império Romano… era a época da lança, foice, enxada, espada, peixeira, machado, catapulta e o cavalo como meio de transporte…
    hoje para derrubar um exército basta apertar um botão.

  2. João da Bahia

    -

    11/12/2011 às 12:55

    Enquanto os EUA exercer influência militar, econômica, política e cultural no planeta sua hegemonia continuará por muuuuuitos e muitos anos.
    . Eles têm o maior complexo militar-industrial do mundo,
    . nem precisa citar que eles tem um monte (alguém sabe quantas?) de Bombas Atômicas,
    . no ranking da produção científica mundial eles estão em 1º lugar,
    . eles tem tecnologia de ponta em todas as áreas da tecnologia moderna (biotecnologia, indústria
    aeroespacial, microeletrônica) e lidera o conjunto formado pelas moderníssimas indústrias de
    ponta (aeronáutica, espacial, infor¬mática, telecomunicações, nuclear, armamentos, robótica,
    instrumen¬tos de precisão e bioindústria)
    . eles tem o Vale do Silício na Califórnia e que é a maior aglomeração de indústrias de tecnologia
    de ponta do mundo,
    . eles tem a Nasa,
    . eles foram à Lua,
    . seu parque industrial representa cerca de 25 %, ou seja, um quarto da produção mundial
    . seu produto interno bruto PIB em 2008 era de 14,4 trilhões de dólares (um quarto do valor do
    PIB mundial),
    . sendo assim não precisa dizer que os Estados Unidos mesmo sofrendo a concorrência do Japão,
    da China e das potências que formam a União Européia (UE), ainda é o país mais rico do mundo.
    Continuam sendo a primeira força econômica da Terra, graças à diversificação de seus produtos e
    ao seu extraordinário avanço técnico,
    . eles tem uma indústria cultural dominante,
    . eles tem o poder da informação e se eles detém as informações eles ganham poder, pois quem
    tem informação tem poder,
    . eles tem Hollywood,
    . eles tem a Broadway,
    . eles tem 3 ou 4 maiores impérios de mídia do mundo,
    . entre as 4 maiores gravadoras da indústria da música no mundo, 2 são deles
    . eles tem o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) que é um dos líderes mundiais em
    ciência e tecnologia e de lá saem grandes invenções. Dentre os professores e ex-alunos do MIT
    estão incluídos vários políticos, executivos, escritores, astronautas, cientistas e inventores
    preeminentes. Até 2006, sessenta e um membros ou ex-membros da comunidade do MIT haviam
    recebido o Prêmio Nobel,
    . eles tem a Universidade de Harvard, que sempre é eleita a melhor do mundo e que de lá já saíram
    vários premio Nobel e 7 presidentes americanos,
    . dentre as 500 maiores universidades do mundo mais de 150 são deles,
    . a maior biblioteca do mundo é deles, que é a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos,
    . lembrando que a Universidade de Harvard tem a quarta maior coleção de livros do mundo, com
    mais de 150,5 milhões de títulos.

  3. João da Bahia

    -

    11/12/2011 às 12:52

    Também não acredito que num futuro próximo um país Oriental venha ser o país mais poderoso do mundo.
    Brasil 8ª economia, e daí? 8º PIB do planeta e o povo passando necessidade…
    Sarney, Lula, Dilma, os políticos e até nós povão achamos o máximo quando o Banco Mundial ou o FMI divulga que o Brasil é a 10ª ou 8ª economia do mundo. Tudo bem, mas muda o que?
    Tenha certeza de que se o Brasil for 50ª, 40ª ou 30ª maior economia e num belo dia ela crescer e se tornar a 8ª, 6ª ou 4ª maior do planeta nosso sistema de educação, saúde, segurança, saneamento básico, moradia etc. será o mesmo.
    Lembram quando o Médici disse: “A economia vai bem, mas o povo vai mal”.
    Lembram quando nos anos do “milagre econômico brasileiro” o todo poderoso Delfim Neto, ministro da Fazenda em governos militares prometeu “primeiro deixar o bolo crescer para depois repartir”? Sim, o bolo cresceu, mas ficou concentrado nas mãos dos mesmos de sempre.
    Dê uma pesquisada e você vai descobrir que de 1968 a 1973 o PIB brasileiro cresceu a uma taxa média de 10% ao ano.
    Também vai descobrir que mesmo a economia brasileira crescendo a concentração de renda aumentou e os pobres continuaram no mesmo nível de pobreza.

    Certa vez li em algum jornal que o Henry Kissinger nos anos 70 falou que a América não poderia aceitar outra potência econômica no Hemisfério Sul. O Kissinger deveria ter seus momentos de delírios.
    Brasil potência? Sim, mas uma potência de chutar bola, pular carnaval, assistir novela, bater tambor e sambar…
    Brasil membro permanente no Conselho de Segurança da ONU?!!!
    É Putin enganando o Lula.
    No exterior já tinham enganado o Presidente Sociólogo e agora o Lula.
    Se existir + uma nova vaga, não acredito nesta possibilidade, o Brasil não vence nem a Índia imaginem uma Alemanha ou um Japão.
    Presidentes brasileiros vão ao exterior e lá o pessoal do G-7 diz: – Vou indicar o Brasil, meu apoio é do Brasil…
    como um Chanceler Alemão vai apoiar o Brasil se ele também almeja o posto?
    Eu acho tão cômico quando a mídia tupiniquim diz que o sociólogo ex: presidente é amigo do Bill Clinton e Tony Blair.”

    Obs.: Fiz este texto em 2005 (agora em 2011 fiz uma pequena modificação), mas tá bem atual!

  4. carlos nascimento

    -

    11/12/2011 às 11:07

    Ricardo,
    Excelente. A entrevista é rica em conteúdo, vamos debate-la ao longo da semana, tem assunto para vários comentários, novamente vc nos brinda com essas pérolas.
    Vou adiantar um ponto : quando criança, em fase escolar, já ouvia relatos sobre os gigantes asiáticos, os professores falavam que quando os chineses acordassem – alusão aos olhos orientais – o mundo iria se transformar, algumas décadas depois eis que a previsão se confirma, o Japão primeiro, agora a China, estão chegando no topo.
    Muito boa essa entrevista.
    abração
    Carlos Nascimento.

  5. Mari Labbate *44 Milhões*

    -

    11/12/2011 às 8:20

    Querido SETTI: Esse senhor Ian Morris está desconectado das Energias Cósmicas, visto que a sua visão de Mundo apresenta-se, totalmente, distorcida. É o Oriente que está aproximando-se do Ocidente e não o contrário. O Ocidente é o CENTRO DO PLANETA TERRA! Sempre foi e continuará sendo! A China comuno-capitalista, brevemente, descobrirá Jesus Cristo na Terra e será obrigada pelas Forças Superiores a libertar o Tibet, que possui a mesma função do Vaticano: louvar o Guardião do Planeta, através do Budismo. O Ecumenismo é um Movimento que visa unir as grandes Religiões, pela complementaridade de conceitos. Essa tendência unificará o Planeta sob o ponto de vista filosófico. Esse historiador ignora que a essência do Homem é Espiritual e Material. Errou, portanto, pautando-o apenas na Matéria! A ONU sofrerá profundas transformações e governará o Mundo. Os colapsos mundiais ocorrem, para o Homem aprender a ser HUMILDE e a usar a sua Inteligência para o BEM da Humanidade. Esse é o nosso meraviglioso destino. Jesus Cristo comanda o belíssimo NAVIO TERRA! ABBRACCIO!

  6. Viana

    -

    11/12/2011 às 0:43

    Esse sujeito e essa sua teoria da supremacia da Asia, me fez lembrar de um outro teórico de ideias excêntricas tanto quanto chamado Fukuiyama. Penso que essas teorias futorológicas, até por não ter nenhuma responsabilidade com o acerto, a crença disso fica a critério de cada um. Eu ainda Acho que vai aparecer um teórico
    prevendo que no mundo animal, a zebra futuramente se tornará um predador natural do leão.

  7. José Figueredo

    -

    10/12/2011 às 22:26

    Nascer na América Latina,descendente de Índio com Português e ser governado pelos caudilhos mais burros do planeta,depois de ser esfolado pelos Europeus é dose prá “MAMUTE”.Vamos levar “TROCENTOS” anos para sermos assim uns “CINGAPURANOS”.

  8. Marco

    -

    10/12/2011 às 20:04

    Amigo Setti: Segundo Armirio Fraga, a floresta econômica, já está pegando fogo, deve chegar aqui no meio do ano q vem.
    Abs.


 

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