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11/05/2012

às 15:30 \ Política & Cia

O governo cometeu grossa inverdade para justificar a criação da Comissão da Verdade, cujos 7 integrantes tomam posse dia 16

A presidente Dilma e os ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos), José Eduardo Cardozo (Justiça), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Celso Amorim (Defesa), além do presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Antônio Rodrigues Barbosa, durante a cerimônia de sanção da lei que criou a Comissão Nacional da Verdade, no dia 18 de novembro (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

Amigos do blog, com a divulgação da relação de nomes que irão compor a Comissão da Verdade, a ser empossada no próximo dia 16, acho oportuníssimo republicar este post que foi ao ar no dia 27 de fevereiro.

O Reinaldo Azevedo, em post de hoje, flagrou, conforme escreveu, uma “mentira na própria lei que criou” a Comissão.

Vou falar de uma quase-mentira, ou uma inverdade, que está na justificativa da criação da comissão.

O texto postado em fevereiro é o que segue:

A nota divulgada pelos clubes militares na sexta-feira passada, 24 de fevereiro, na qual oficiais da reserva manifestam “preocupação” com declarações sobre a ditadura militar feitas por duas ministras do PT (Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, e Maria do Rosário, dos Direitos Humanos) e as especulações que vêm circulando sobre os sete nomes que a presidente Dilma indicará para compor a Comissão da Verdade trouxeram à tona um tema que estava temporariamente em banho-maria.

Só para lembrar: a Comissão foi criada por lei do Congresso, por iniciativa do então presidente Lula, “com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas” no período que vai de 18 de setembro de 1946 até 5 de outubro de 1988, “a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional”.

Na prática, a comissão deve se concentrar nas violações de direitos humanos praticadas sobretudo durante a ditadura militar (1964-1985), por agentes do regime.

Não há o objetivo de punir ninguém.

Os objetivos da Comissão

Os objetivos estão mencionados no texto do artigo 3º da lei, a saber:

“I – esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos mencionados no caput do art. 1o; [refere-se ao que escrevi no parágrafo acima iniciado com “só para lembrar...”].

II – promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior;

III – identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos mencionadas no caput do art. 1º e suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade;

IV – encaminhar aos órgãos públicos competentes toda e qualquer informação obtida que possa auxiliar na localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos, nos termos do art. 1º da Lei no 9.140, de 4 de dezembro de 1995; [este artigo diz o seguinte: “São reconhecidos como mortas, para todos os efeitos legais, as pessoas que tenham participado, ou tenham sido acusadas de participação, em atividades políticas, no período de 2 de setembro de 1961 a 5 de outubro de 1988, e que, por este motivo, tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, deste então, desaparecidas, sem que delas haja notícias”.]

V – colaborar com todas as instâncias do poder público para apuração de violação de direitos humanos;

VI – recomendar a adoção de medidas e políticas públicas para prevenir violação de direitos humanos, assegurar sua não repetição e promover a efetiva reconciliação nacional; e

VII – promover, com base nos informes obtidos, a reconstrução da história dos casos de graves violações de direitos humanos, bem como colaborar para que seja prestada assistência às vítimas de tais violações. “

Está tudo muito bem, está tudo muito bom.

Os então ministros Rogerio Sottili, Luiz Paulo Barreto, Paulo Bernardo e Nelson Jobim: autores do projeto da Comissão Nacional da Verdade

Uma grosseira inverdade

Só que a Exposição de Motivos encaminhada a Lula em abril de 2010, assinada pelos então ministros Rogerio Sottili (interino dos Direitos Humanos), Nelson Jobim (Defesa), Luiz Paulo Barreto (Justiça) e Paulo Bernardo (Planejamento), comete pelo menos uma grosseira inverdade ao justificar e fundamentar o que era então um projeto de lei.

Vamos lá, comprovando o que digo. A “Exposição de Motivos n.º 14 /2010 – Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República/Ministério da Defesa/Ministério da Justiça/Ministério do Planejamento”, datada de 30 de Abril de 2010, diz, em seus itens 4 e 5, o seguinte:

“4. No mundo todo, foram constituídas mais de 30 Comissões da Verdade, em contextos de transição política, superação de conflitos armados internos ou de períodos ditatoriais, uma das ferramentas daquilo que é denominado “justiça transicional”. Apesar dos diferentes contextos históricos, políticos, sociais, legais e culturais e das diferentes dinâmicas e formatos adotados, todas as Comissões tiveram como objetivo principal promover a reconciliação nacional, por intermédio da revelação, registro e compreensão da verdade sobre o passado de violações de direitos humanos nos respectivos países.

5. Como exemplos emblemáticos podemos citar a Comissión Nacional sobre la Desaparición de Personas, constituída na Argentina, que teve como escopo a investigação dos casos de desaparecimentos forçados, ocorridos durante o regime de exceção enfrentado por aquele país, e a Truth and Reconciliation Commission constituída na África do Sul com escopo de apurar violações de direitos humanos ocorridas no período do Apartheid, buscar indenizações e instaurar processos de anistia.”

Perfeito.

Por ora, neste post, deixemos de lado a Comissión Nacional sobre la Desaparición de Personas de Argentina e concentremo-nos na Truth and Reconciliation Commission (Comissão da Verdade e Reconciliação) da África do Sul.

Na África do Sul, sessão da Comissão da Verdade e Reconciliação: ouvindo os dois lados

A Comissão da África do Sul ouviu os dois lados, e não só os repressores do governo

Há várias diferenças entre a Comissão da África do Sul, estabelecida por lei em 1995, que seria uma das inspirações fundamentais do governo lulo-petista para tomar a iniciativa que tomou, e a Comissão da Verdade brasileira – a começar pelo número de membros: 18 membros, na África do Sul – presididos por um homem de tremenda reserva moral e dignidade pessoal, o arcebispo anglicano e Prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu.

Ela também se subdividiu em três comitês: os de Anistia, de Reparação e Reabilitação (R&R) e de Violação de Direitos Humanos (HRV). Há outras diferenças.

Mas existe uma DIFERENÇA FUNDAMENTAL entre as duas, que, marotamente, a Exposição de Motivos brasileira omitiu.

A Comissão sul-africana, oficialmente denominada Comissão Sul-Africana da Verdade e Reconciliação (conhecida pelas iniciais TRC, comissão da verdade e reconciliação em inglês), diz seu site oficial, “foi estabelecida pelo Governo de União Nacional [da África do Sul posterior ao final do regime racista do apartheid, em 1994, com a eleição livre e direta do líder anti-apartheid Nelson Mandela como presidente da República] para colaborar no trato do que aconteceu sob o apartheid. O conflito durante esse período resultou em violência e abusos dos direitos humanos que partiram DE TODOS OS LADOS [as maiúsculas são nossas]. Nenhum setor da sociedade escapou a esses abusos”.

Violações por parte do Estado ou de “qualquer outra organização, grupo ou invidíduo”

E coube ao Comitê de Violações dos Direitos Humanos, textualmente, “investigar os abusos de direitos humanos que ocorreram entre 1960 [ano em que ocorreu o Massacre de Sharpeville, quando as autoridades brancas mataram 69 cidadãos negros e provocaram ferimentos em centenas para reprimir uma manifestação] e 1994 [eleição de Mandela e de um Parlamento livre, que aprovou uma Constituição dois anos depois], com base em depoimentos (…). O Comitê estabeleceu “a identidade das vítimas, o que ocorreu com elas ou sua atual localização, e a natureza e extensão dos danos que elas sofreram; [de novo, as maiúsculas são do blog]; E SE AS VIOLAÇÕES FORAM RESULTADO DE PLANEJAMENTO DELIBERADO PELO ESTADO OU QUALQUER OUTRA ORGANIZAÇÃO, GRUPO OU INDIVÍDUO”.

O arcebispo Desmond Tutu muitas vezes não resistiu à emoção durante os depoimentos

Audiências públicas, choro e pedidos de perdão

Assim sendo, prestaram depoimento pessoas torturadas ou presas injustamente, parentes de militantes assassinados, famílias atingidas pelo terrorismo de grupos nacionalistas negros, chefes militares do regime racista, policiais, agentes dos serviços secretos, integrantes de milícias brancas paramilitares, guerrilheiros do grupo “Lança da Nação”, ou MK, ligado ao hoje partido no poder Congresso Nacional Africano e fundado pelo próprio Mandela, praticantes de atos terroristas, de atentados, de ações de barbárie contra fazendeiros brancos etc etc.

As audiências eram públicas — a uma certa altura, passaram a ser transmitidas pela TV –, e os responsáveis por crimes em muitos casos choraram e pediram perdão a suas vítimas. O conteúdo dos depoimentos forneceu material para que a verdadeira história da África do Sul fosse devidamente reconstituída nos livros de História.

Teve, também, consequências na vida das pessoas: houve pagamentos de indenizações, tratamentos médicos e psiquiátricos e, obedecidas determinadas condições, a concessão de anistia aos que reconheceram publicamente seus crimes.

Muito diferente do que se vai fazer no Brasil

Assim sendo, a Comissão da Verdade e Reconciliação foi profundamente diferente da que se pretende no Brasil.

Foi perfeita? Foi impecável? Deixou todos os setores da sociedade sul-africana satisfeitos e felizes?

A resposta, naturalmente, é não. Houve setores que não se conformaram com a não punição de assassinos, outros consideraram que a comissão entrou em detalhes demais, ou em detalhes de menos.

O fato é que a iniciativa marcou época, ajudou a curar cicatrizes de um longo período de injustiça, discriminação e barbárie, contribuiu para a consolidação da maior e mais importante democracia da África e serviu de inspiração, até o momento a 19 outros países que passaram por guerras civis ou grande comoções internas.

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88 Comentários

  1. wilson

    -

    15/05/2012 às 12:25

    Setti volto para dizer porque 1946? Será que para
    cobrir a ditadura getulista agora heróica e para
    acobertar as trapalhadas do Prestes e Olga como
    o tribunal revolucionário (como era justos e humanitários) para condenar a companheira Elza
    atraido para uma reunião , pediram até que fizesse
    café e a enforcaram, ou praxis destes galantes
    pode tudo até revisionar a história!
    Todos queriam ditatura de esquerda, mas tenho que
    aturar cínicos profissionais metidos a guardiães
    da verdade e progressitas de butiquim.

  2. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    15/05/2012 às 9:28

    O paradoxo seria a impunidade absoluta dos responsáveis por tais atos abomináveis. Eles foram promovidos profissionalmente; encontram-se ainda em elevados cargos; aposentaram-se e reformaram-se magnificamente; morreram na santidade da paz dos inocentes, jamais incomodados; alguns foram e seguem sendo homenageados com o nome de ruas, praças, avenidas e escolas.

    Compreende-se tal despropósito. Não se tratou de crimes comuns. Foram ações criminosas realizadas ao abrigo e com o apoio das instituições estatais, contra cidadãos e cidadãs nacionais e estrangeiros inermes, para se obter ganhos sociais, econômicos, políticos, etc. Foram atos praticados com o apoio de enorme parte da mídia, da alta hierarquia da Igreja, da justiça e do legislativo nacionais. Os crimes e os criminosos foram defendidos direta ou tortamente por intelectuais abrigados à sombra do poder e contaram com o apoio incondicional – e comumente material – de industrialistas, banqueiros, latifundiários.
    …………………………………………………………………………………………………………………………………………
    Os crimes de Estado não são prescritíveis ou autoanistiáveis. A anistia ditada pelos militares, para civis e militares criminosos, sancionada por parlamento subserviente, não possui valor legal e moral. É farsa que segue vigente apenas por que encobre crimes de Estado, protegidos e referendados por Estado sempre sob o controle das mesmas classes e interesses que promoveram e sustentaram o regime ditatorial.

  3. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    14/05/2012 às 17:46

    ReynaldoBH;
    Cita um ou varios casos de “justiacimento” – depois juntos vamos consultar – o Tortura Nunca Mais,Geração68…
    Se quiser vá ao Teruma ou Guararapes,colher informações – confesso que não consigo.
    Ir atrás dos crimes da Dilma – foram apurados ou não – devemos saber os nomes dos torturadores e apontá-los como torturadores ou de incompetentes.
    Temos de conhecer o outo lado – as perseguições,cassações,perda de carreiras,proibição de exercer a profissão,prisões,sequestros,torturas,estupros,mortes e desaparecimentos – que traumas,abalos picológicos causaarm aos ditadores,seus fiéis funcionarios das forças armadas,policiais,seus financiadores e sem duvida familiares.
    Se acharmo um corpo e o DNA comprovar ser de um DESAPARECIDO – queimar numa usina qualquer de cana de açucar – basta de traumas,né.
    Esses familires de desaparecidos iguais a cães- adoram ossos!
    Ulstra e Bolsonaro na Comissão da Verdade! sem traumas e sem ossos.
    Depois disso,só me resta vomitar.
    Pedro luiz

  4. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    14/05/2012 às 16:05

    Amigo Helio – envia seu email para mim,trocar idéias e opiniões.
    Reynaldo BH – Não entendi o que escreveu.
    Devemos ou não ir atrás de nossa historia(interrogação)
    Temos os Bons combtentes contra a ditadura e os Maus combatentes(INTERROGAÇÃO)
    Não existe fratura da Comissão da Verdade,existe os que a temem e os que desejam saber o que se esconde nos porões infectos das dores,sofrimentos,mortes e desaparecimentos de um Estado Ditatorial.
    Simplesmnte VERDADE nada mais.
    Juro que não sei o que pensa-quer que seja apurado ou fazer de conta que seja apurado(interrogação)
    Pedro Luiz

  5. Corinthians

    -

    14/05/2012 às 12:23

    Interessante em ver como grande parte atua.
    A lista é “falsa” por que feita por grupos de extrema direita, e não por que contém nomes errados.
    Não falam claro de nomes errados ou inexistentes por que a lista está… correta.
    Então a única maneira de desconsiderar o argumento é tentar desacreditar o autor.
    Mas acho que esta vídeo, passado em uma novela (e não foi a novela do PanAmericano oiiiiiii) comprova como funcionava.
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rWZUhnGsavc
    Dependesse deles estaríamos vivendo em Cuba – este baluarte da democracia.

  6. J.B.CRUZ

    -

    12/05/2012 às 15:04

    Em meio a tantos comentários, fúteis,inúteis,raivosos,comedidos,sensatos,tem que se destacar duas opiniões pertinente ao post…1-)As explicações sôbre o acontecimento (Revolução 64)que o SR. AMÉRICO SENNA expõe, nos faz lembrar de um comentário á época do então PRESIDENTE GENERAL ERNESTO GEISEL:”"Quando não há entendimento entre as partes; a CLAVA FORTE da NAÇÃO se faz obedecer”",,CONTRA A PÁTRIA, NÃO HÁ DIREITOS”"..2-) Dá gosto Ler,Rever e meditar sôbre os comentários do SR. REYNALDO-BH:Sem ferir suscetibilidades,ele discorre o assunto sempre tomando como base o DIREITO,A LEGALIDADE com argumentos consistentes e persuassivos..Já O SR: RICARDO SETTI,com sua coluna, mostra toda sua finesse como mediador dos temas e no momento na minha opinião é um dos 3 melhores jornalistas brasileiros..(Não é bajulação;é ELOGIO mesmo)..

    Sei que não é bajulação, caro J. B., mas seu elogio é mais fruto de sua generosidade.

    Um grande abraço e obrigado.

  7. luiz

    -

    12/05/2012 às 8:35

    Caro Ricardo Setti acredito que o Sr. Pedro Luiz esteja falando de mim, que postei a entrevista do Helio Bicudo, e não vejo problema algum de passar meu e-mail para ele.
    E sobre a menção de Nelson Jobim com um dos autores da comissão, quero dizer que ela está tão fraca por causa dele. Um pessimo ministro que ao inves de ajudar os militares legalistas que ainda hoje não tiveram sua anistia e defendeu os torturadores. O carater dele é uma piada, pois ele mesmo disse tempos atrás, que na constituição de 1988 colocou artigos que não passaram pela análise e aprovação dos seus pares. Dada a repercussão negativa, sustentou que Ulysses Guimarães, morto e impossibilitado de confirmar, o havia autorizado.

  8. AMERICO DE SENNA

    -

    12/05/2012 às 8:13

    A INCOERENCIA É TAMANHA EM TUDO: CRIARAM A GUERRILHA DO ARAGUAIA,(NÕ FORAM OS MILITARES QUE AS CRIARAM)QUEM CRIOU ORAM OS TERRORISTAS LAMARCA; JOÃO AMAZONAS E TANTOS OUTROS. SERÁ QUE ESTA CORJA DA ESQUERDA PENAVA QUE NUMA GUERRILHA ELES SERIAM TRATADOS COMO DIPLOMATAS RECEBENDO FLORES E BRINDES DE CHAMPGNE, FEZ FAZ UM. QUEM VAI PARA GUERRA OU LEVA OU TOMA É CHUMBO. E OS ASSALTOS AOS QUARTEIS PARA ROUBAREM AS ARMAS; O COFRE DE ADHEMAR DE BARROS CHEIO DE DINHEIRO (D. DILMA MINISTRO MING, COM A PALAVRA) OU COMISSÃO DA MENTIRA VAI OBRIGAR OS TERRORISTAS A DEVOLVEREM – FOI ROUBO FOI SEQUESTRO – VARIAS MORTES -OU SERA QUE A CONCLUSÃO DESTA COMISSÃO TÃO BEM REPRESENTADAS POR DIGNOS E PROBOS INTELECTUAIS DO DIREITOS HUMANOS, VÃO CONCLUIR TAMBEM QUE A GUERRILHA PRATICADA PELA A ESQUERDA SAFADA FOI OBRA DA IMPRENSA? É SO O QUE FALTAM A DIZER, E QUE OS TERRORISTAS MORTOS FOI EM FUNÇÃO DE ALGUM MILTAR LOUCO QUE SAIU MATANTO TODOS COMO TIRO AO BOMBO, NAS RUAS DO BRASL, POIS ELES OS TERRORISTAS ESTAVAM PACIFICAMNETE EM REUNIÕES SOCIAIS, DISCUTINDO A FILOSOFIA DE MARX GRAMSCISMO OU PRROGRAMANDO O ANIVERSARIO DE LAMARCA/ZE DIRCEU/JOÃO AMAZONAS OU OUTRO QUALQUER. UMA PURA PERSEGUIÇÃO A JUVENTUDE DOS ANOS 70. É SO O QUE ALTAM FALAR. GUERRA É GUERRA, QUERIAM ERA TRANSFORMAR O BRASIL NUMA DITADURA COM ALBANIA. DA MESMA FORMA COMO OS PTRALHAS QUEREM FAZER NOS DIAS DE HOJE, CENSURA A IMPRENSA, ESCULHAMBA AS INSTITUIÇÕES – TAI O EXEMPLO: JUDICIARIO SUBSERVIENTE AO PLANALTO REPLETO DE TOGADOS CORRUPTOS; O CONGRESSO NACIONAL É ISSO AI QUE ESTAMOS VENTO – UMA CASA DE LENOCINIO E UM PODER EXECUTIVO ESTRANGULANDO TUDO E TODOS EM NOME DE UMA QUADRILHA CHAMADA PT. QUE EM NOVE ANOS DE DESGOEVRNO SO PRODUZIU CORRUPTOS SAFADOS E CAFAJESTES.

  9. AMERICO DE SENNA

    -

    12/05/2012 às 7:49

    o QUE FICO MAIS INDIGNAÇÃO SÃO HOMENS QUE PARECE SERM SERIOS, PELO MENOS PELOS OOSTOS OCUPADO, ACEITAREM SER INDICADOS PARA UMA COMISSÃO DE TAMANHA MENTIRA. NÃO IMPORTA O QUE SEJA O QUE VALE É 15 MINUTOS DE FAMA,ENTRAM NA HISTORIA DA MENTIRA, POREM UM DIA A HISTORIA DA VERDADE OS DESMASCARA TODOS OS CRETINOS DESTE GOVERNO COMPOSTO SO DE CORRUPTOS CAFAHESTES E SAFADOS.

  10. Reynaldo-BH

    -

    12/05/2012 às 2:52

    Sem querer desviar o foco dos debates acirrados aqui travados e mesmo chegando tarde ao mesmo, pensei até mesmo em não “meter a colher” nesta discussão.
    A exacerbação de opiniões leva claramente (basta ler a sequência, neste momento 75 comentários) para se ter uma ideia clara da fratura já estabelecida com a criação desta Comissão.
    Aceito-a como fato consumado,. Há uma lei que a criou e deste modo, tem que ser levada até o final.
    O que me pareceu, a início (e me lembro de ter escrito isto por cá) é que a Comissão havia começado mal. E começou, na gênese que está evidente nas motivações da mesma.
    Nunca foi – à exemplo da Argentina, tão citada como exemplo – uma questão colocada pela sociedade. e nem mesmo (e creio que deveria) da intelligentzia do Brasil, nomeadamente os historiadores.
    Não me convence o exemplo argentino. Em que resultou, objetivamente, no caminhar democrático daquele país?
    No casal K? No autoritarismo exemplar de caudilhos populistas que são a face aparente de uma democracia capenga?
    Somente os que correm atrás do próprio rabo usam do argumento definitivo: a Argentina é uma democracia por que reviu os crimes ocorridos na ditadura (verdadeiro); e isto prova que CK é uma democrata! (falso).
    A Comissão da Verdade foi sim – é inegável – criada para satisfazer a um pequeno grupo que, mesmo sendo representativo na sociedade, estava longe de ser representante de uma demanda popular.
    Isso afeta de maneira clara o DNA desta Comissão. Foi criada SIM pra ver somente um lado da questão, mesmo sendo este o mais cruel e selvagem. E de antemão, em glorificar seres humanos (principalmente jovens, sujeitos à falhas) que estariam acima do bem ou do mal.
    Em Direito Penal, temos a figura da vitimização, tão defendida em Criminologia.
    Reside na hipótese de que o criminoso sempre concorre para a ocorrência do crime. A vítima de estupro que se vestia de modo inadequado ou o assaltado que se protegeu de modo menos intenso do que deveria.
    A moderna (nem tanto) sociologia política já relegou a uma corrente de pensamento com falhas gritantes em sua formulação.
    No oposto da dita vitimologia, temos o evento classificado por alguns historiadores como a justificação plena a partir das práticas do agressor.
    Assim, tende-se a dar toda a motivação ao agressor(sem nenhum amparo na filosofia, na ética ou até mesmo no direito consuetudinário) quando de um embate entre oponentes, mesmo que em desnível de força.
    É o caso do mais forte ser impedido de ser impedido de reagir a uma agressão, mesmo que esta mesma agressão tenha se originado deste.
    Ou seja, com se em uma briga de rua, o agressor disfere o primeiro soco e a partir daí, se exime de usar da maior força ao reagir à reação.
    Justifica? Não. Porém a discussão não pode se dar exclusivamente no campo factual, quando se trata de fatos históricos.
    Na perspectiva de avanços na cidadania, qual o avanço que a Argentina teve com a Comissão lá implantada? A julgar pelo que vemos hoje, nenhuma.
    Qual seria o avanço que a África do Sul teve com a Comissão que incorpora o termo reconciliação em sua própria denominação? Uma nação que JAMAIS voltará a ter um apartheid e que conheceu a VERDADE histórica.
    No microcosmo deste nosso espaço de discussão, já se nota claramente o primeiro resultado (esperado) desta Comissão. Uma imensa fratura entre setores (honestos e dignos) que divergem sobre a mesma. Qual o ganho efetivo a cidadania terá?
    Os argumentos são tão exacerbados que no limite, se prega CADEIA ou pior para os torturadores (estejam estes com 70, 80 anos, o que pelo Código Penal os isentam de penas. ESTA É A LEI!) ou CADEIA para a presidente do Brasil, por ter sido guerrilheira!
    O que o Brasil ganha com isto? ABSOLUTAMENTE NADA!
    Ou esta Comissão foca na VERDADE HISTÓRICA sem viés de punibilidade (que não existe juridicamente falando, para os ditos 2 lados!) ou teremos somente um teatro de horrores com acusações e uma profunda desilusão de ambas as partes. Pela inaplicabilidade de qualquer sanção, que parece ser o desejo de muitos.
    Não haverá sanção, exceto se houver uma QUEBRA da ordem democrática e do Estado de Direito. Simples assim!
    Ou um golpe de estado (de esquerda, para punir os militares ou de direita, para punir as organizações de esquerda) ou uma lei que será, necessariamente, inconstitucional.
    Resta mudar a … Constituição! Alguém já parou efetivamente para pensar neste caminho? Uma nova Constituinte exclusivamente para permitir a revanche (de lado a lado)?
    Até onde vai o desprezo pelo futuro? Pela vontade popular, pois que o povo sequer está interessado neste tema? (Digo, sem medo de errar, que mais de 80% da população brasileira sequer sabe do que se trata).
    Defendo a comissão da Verdade como o foro adequado da visão histórica. E será, creio eu, como uma CPI. Espera-se sempre que o resultado seja o previsto pelos proponentes. Nunca é.
    Espera-se que a Comissão da Verdade ignore as ações dos grupos de esquerda. Não conseguirá. Porque a verdade é mais forte e bastará UM dos sete membros propor uma investigação sobre os “justiçamentos” para que o assunto tenha, obrigatoriamente, que ser enfrentado.
    Alguém duvida? Espere-se e verá!
    Se ficar restrito a descoberta da História Real, terá valido a pena.
    Se for uma disputa entre grupos, que tendem a enaltecer as próprias razões e ocultar a do outro lado, será um fracasso.
    Pode-se ter em mãos uma oportunidade preciosa de entendimento PLENO das razões que nos levaram a uma ditadura e de como esta desaguou na bestialidade vivida. Ou um imenso sentimento de inutilidade.
    Se repetir os argumentos e posições aqui demonstradas nos comentários (sem que eu faço, por favor, qualquer juízo de valor) já sabemos a resposta.
    A Comissão, disse eu quando a mesma foi formada, começou mal.
    E pela vontade de alguns, continua pior. Sem atender as expectativas de revancha. De parte a parte.
    É assim que se constrói a cidadania?

  11. Angelo Losguardi

    -

    12/05/2012 às 1:49

    Era o esperado, é só um brinquedinho pros radicais revanchistas do pt brincarem de pega-velhinho. Vão lavar a própria biografia (podre e suja de sangue) fingindo serem heróis da democracia (e tudo que queriam – e querem! – é ditadura) e tentar ao máximo difamar os militares.

  12. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    11/05/2012 às 21:20

    Ismael:
    A lista do Corinthians é apresentada por grupos de extrema direita – Teruma,Guararapes… e comprovadas somente entre eles.
    Relmebrando – todos da lista do Teruma,Guararapes…têm tumulos e suas famílias podem chorar pelos seus mortos.
    Não foi o caso dos massacrados pela Ditadura Civil Militar de 1964.
    Na Argentina, a Lei de Obdiência, onde Montros se protegiam.A Lei foi revogado e hoje os mesmos Monstros pagam por seu crimes,dessa vez com juizes e plena defesa,não como faziam na Escuela de Mecanica de la Armada – onde 5.000 pessos jovens,idosos,moças e moços. Crianças raptadas e vendidas filhos de desaparecidos argentinos mortas apos o parto. – dessa sucursal do inferno por volta de 300 pessoas sairam vivas.
    Não desejo o mesmo para nossos montros das Forças Armadas,Civis que participaram diretamente e indiretamente por crimes infames e covardes – mas sentarão também num tribunal com amplo direito de defesa e responderão por seus crimes.
    Poderá dizer e dirá – e os terroristas(interrogação) – do RIOCENTRO,Explosão da ABI,OAB,Tribuna da Imprensa,Camara do Vereadores ,Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro,Bancas de Jornais… serão também! dentro da justiça e legalidade.
    Quanto ao marco abaixo – época de ameaça e terror passou – as vítimas do terrorismo de estado da Ditudura serão ouvidas – os criminosos de um Estado Ditatorial e Terrorista terão seus nomes e crimes conhecidos e espero que punidos.
    A VERDADE não se esconde para sempre.
    Pedro Luiz

  13. wilson

    -

    11/05/2012 às 21:09

    Para os acólitos da revisão falta saber que:
    Se hoje o congresso revisar,anular a anistia vai
    ser letra morta, o mesmo se for feita por exemplo
    a criação da pena de morte.
    Tudo que aconteceu antes não será alcançado não
    há regresso.
    Chega de falsos heróis queriam tranformar aqui
    uma ditadura como temos na Coréia.
    Aqui mesmo Setti posta a vida do rapaz Coreano
    num campo de concentração era isto que queriam.
    Por que não falam das 120 vítimas, como o tenente
    da FP de São Paulo pelo covarde Lamarca.
    Por que não voltam ao periodo Getulhita que foi
    ditadura com tortura e mortes Harry Berger teve
    as unhas arrancadas. Mas para esquerdalha o cara
    agora é herói, criarem a sindrome de Stockolmo
    antes de existir.

  14. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    11/05/2012 às 20:41

    Amigo Setti:
    O Luiz – 11/05/2012 às 17:31 – Esse!
    Um grande abraço
    Pedro Luiz

  15. Roberto Souza

    -

    11/05/2012 às 20:35

    Parabéns Setti,

    irretocável!

  16. marco

    -

    11/05/2012 às 19:23

    Tã querendo ir buscar lã e vão terminar tosquiados.
    Quero ver hora em que algum parente de vítima do terrorismo pedir para depor e apontar possíveis culpados.

  17. Ismael

    -

    11/05/2012 às 18:43

    Aos que defendem a revogação da Lei de anistia eu peço humildemente que expliquem Às famílias das vítimas da luta armada (ver a lista postada pelo Corinthias abixo) que eles morreram “acidentalmente” pelas mãos de patriotas que defendiam a liberdade no Brasil, ou como dizia Stalin, um ovo que se quebrou ao fazer o omelete. Não sei do Setti, mas eu sou de opinião que o STF não pode definitivamente reinterpretar a Lei, seja ela de anistia ou qualquer outra, isso só o parlamento e com a mudança constitucional.

    Caro Ismael, o Supremo já declarou que a Lei de Anistia é constitucional. Acabou o assunto. Não cabe mais qualquer recurso. E o Supremo não julga duas vezes o mesmo caso depois da decisão definitiva. Assunto encerrado.

    O que poderia acontecer, mas não vai, é o Congresso um dia aprovar uma lei revogando a Lei de Anistia. A presidente não quer, a maioria do Congresso muito menos. Não vai acontecer.

    Um abraço

  18. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    11/05/2012 às 17:56

    Amigo Luiz:
    Que artigo fantástico o seu – claro,exemplos sérios e para constestá-lo só um contorcionismo jurídico digno do Circo de Pequim.
    Ô Setti,poderia dar meu email ao Luiz – gostaria de divulgar o artigo dele,com concordancia é lógico.
    Abração
    Pedro Luiz

    Pedro, posso fazer isso, sim, mas por favor esclareça bem a qual Luiz você se refere,com nome e sobrenome, para não errarmos.

    Abraço

  19. Luiz

    -

    11/05/2012 às 17:31

    O Brasil é o unico país da America do Sul que ainda mantem esta lei a anistia, o que é uma vergonha. E nas palavras do grande Helio Bicudo sobre esta lei

    A Lei de Anistia precisa ser revisada?

    É, muito mais, uma questão de mudança da interpretação. O texto da Lei de Anistia, não permite que os torturadores fiquem impunes, muito pelo contrário. Não acho que haja necessidade de modificar o texto. Basta aplicá-lo como ele é, segundo uma interpretação jurídica e não ideológica.

    Alguns dos que votaram pela impunidade no STF– incluindo o relator, ministro Eros Grau, que foi torturado na ditadura – referiram-se à ação dos torturadores como “crimes conexos”. A Lei de Anistia impediria puni-los. Como o senhor interpreta isso?

    É lamentável que um juiz da Suprema Corte não saiba o que são realmente delitos conexos. Quando a lei usa um termo técnico, como é no caso – “crime conexo” é um termo técnico em direito penal –, é preciso saber qual sua definição. Os “crimes conexos” são aqueles cujas finalidades são as mesmas do ato principal praticado. Por exemplo, um ladrão entra na sua casa, rouba, e, para evitar que existam provas, incendeia a casa. São dois crimes conexos: o roubo e o incêndio da casa. Há uma identidade de fins: a finalidade era roubar e não ser punido.

    Mas se o ladrão entra na casa, rouba, é preso e depois morto pela polícia, não há nenhuma ligação entre um fato e outro, do ponto de vista das suas finalidades. Num, o ladrão queria roubar. No outro, o policial mata o ladrão. Então, você não pode dizer que há conexidade nestes dois casos, pois as finalidades de um e de outro crime são diferentes. É como nesse caso da Anistia. Os opositores do regime cometeram crimes que a lei diz que, depois de algum tempo, não podem ser punidos. Mas se trata de crimes praticados contra o Estado repressor. Ideologicamente, eles não têm nada a ver com os crimes praticados pelos agentes do Estado.

    Pode-se dizer, então, que a diferença básica é a finalidade?

    Exatamente. A finalidade dos crimes praticados pelas pessoas que eram contrárias ao regime era política. Os crimes praticados pelos agentes do Estado não têm finalidade política. São crimes contra a humanidade e, por esse motivo, imprescritíveis. Quando a Lei de Anistia fala em “crimes conexos”, você não pode interpretar a conexidade senão de um lado e de outro. Quer dizer, você pode ter pessoas que cometeram crimes contra o Estado conexos entre si, mas você não pode ligar estes crimes aos cometidos pelos agentes do Estado para beneficiar a si próprios. Ou seja, os agentes do Estado agem por outra finalidade. No caso, para manter a ditadura.

    Alguns juristas e políticos alegam que uma revisão da Lei de Anistia poderia abalar a estabilidade democrática do país, baseada num “pacto de conciliação”. Quebrá-lo seria “revanchismo”. Na sua opinião, esse “ pacto” encontra algum respaldo jurídico e social?

    Não houve pacto algum. É um absurdo falar em “conciliação” quando os militares detinham o poder Executivo e o comando do Legislativo. Havia dois partidos, Arena e MDB – o primeiro, o povo chamava de “o partido do sim”, o segundo de “o partido do sim senhor”. Quer dizer, num contexto como esse, você não pode encontrar consenso da sociedade civil com relação à lei que foi promulgada.

    O artigo 5º da Constituição reza, em seu inciso XXXVI, que “a lei não prejudicará o direito adquirido”. Já vi juristas usarem este argumento como forma de defender a inconstitucionalidade de uma revisão da Lei de Anistia. Argumentam que a lei não pode retroagir em prejuízo do acusado. Isso é aplicável ao caso?

    Não é aplicável, porque existem tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário, que dizem que os crimes contra a humanidade são imprescritíveis. Veja bem: não são crimes que se esgotam naquele momento. O homicídio se esgota, mas outros crimes não, como, por exemplo, o sequestro. Você tem pessoas que despareceram e até hoje não se sabe seu paradeiro. Podem ter sido mortas, mas você precisa provar que elas foram mortas para desaparecer o crime de sequestro. É um crime continuado: persiste no tempo. Foi praticado ontem, continua existindo hoje e continuará amanhã. Não existe prescritibilidade desses crimes.

    Alguns juristas alegam que, por a Lei de Anistia ser questão exclusivamente brasileira, ocorrida em território nacional, a competência da Suprema Corte é absoluta e a das cortes internacionais, nenhuma. Qual sua posição?

    Em 1998, o Brasil reconheceu a jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Ela não tem o poder de revogar a decisão do STF. Mas, desde o momento em que o Brasil reconheceu a jurisdição, tem que se submeter à Corte. Porque reconheceu de boa fé, não foi obrigado a isso. Esse reconhecimento vale para todos os crimes que forem a julgamento pela Corte Interamericana e forem imputados ao Brasil. Acho que a Corte Interamericana, de acordo com a sua jurisprudência e conforme já julgou com relação a outros Estados, mostrará que não existe auto-anistia.

    Porque o que se busca hoje no Brasil é o reconhecimento da auto-anistia. Um governo que cometeu crimes pode anistiar a si próprio? Isso não existe! Anistia existe para proteger pessoas que num dado momento, por motivos políticos, cometeram crimes. Para pacificar a sociedade, você considera este crimes inexistentes. Mas não os crimes praticados pelo Estado. Isso já se constituiu numa jurisprudência pacífica da Corte Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos. Não tenho dúvida nenhuma de que a corte vai condenar o Estado brasileiro. Não pela manutenção de uma lei — mas pela interpretação errada dada a ela pela justiça brasileira, que vem acudindo os torturadores e aqueles que, a serviço do Estado, eliminaram pessoas durante o período da ditadura militar.

    Caso a Corte Interamericana condene o Brasil, quais são os caminhos legais para que a interpretação atual dada à lei de Anistia seja revertida?

    Quem pode mudar uma decisão do STF? Só o próprio STF. No caso de uma condenação pela Corte Interamericana, penso que o Ministério Público Federal terá que atuar, fazendo com que esse processo surta efeito no Brasil. A corte não aplica sanções. Caso o Brasil não cumpra uma decisão, ela relata esse fato à Assembléia Geral dos Estados Americanos. Esta, sim, pode punir os países-membros com sanções. Ou pode não punir, porque a OEA é um órgão eminentemente político. De qualquer maneira, acho que a situação do Brasil no que diz respeito aos direitos humanos na área internacional vai ficar muito ruim. Como é que fica o STF? É está agindo contra os direitos humanos e isso poderá ter consequências futuras.

    Há algum caso precedente em que o STF reviu uma decisão adotada por si próprio?

    Nunca aconteceu. O STF nunca reverteu uma decisão; mas também nuca teve, contra si, ação numa corte internacional. Possivelmente, o precedente terá de ser criado agora.

    A eventual manutenção do entendimento do STF poderia contribuir para tornar a tortura prática corriqueira no Brasil?

    Acho que sim. No momento em que estamos conversando, com certeza a tortura está sendo praticada em algum lugar do Brasil. Temos lei específica contra a tortura, adotada na década de 1990 mas até hoje na gaveta. A punição dos torturadores da ditadura seria muito positiva para enfrentar esta prática.

    Mas ela é importante também por motivos políticos. Uma sociedade que se diz contra a tortura, mas não pune quem a pratica, está se expondo a riscos. Se, num momento político qualquer, houver restrições à democracia – ou distorções, como as que estão presentes em alguns países da América Latina – haverá mais possibilidades de a tortura contra adversários políticos também voltar, porque criou-se a cultura de impunidade.

    Observadas as diferenças contextuais, o senhor, conhecido como o homem que revelou e denunciou o “Esquadrão da Morte”, acha que as polícias militares estão preparadas para exercer o policiamento ostensivo?

    Não estão. Elas são absolutamente repressivas. Isso vem da própria constituição das corporações, que não é são civis. Estão presas, em seu planejamento, às determinações do exército. Agem na rua como se estivessem numa guerra. O indivíduo é um marginal e o marginal tem que ser morto. É a lei da eliminação. É o que está acontecendo em São Paulo, por exemplo, com o aumento de homicídios pela PM de cerca de 40%, com relação ao ano passado.

    Há cerca de uma ou duas semanas, neste Estado, um civil foi morto por policiais militares dentro de um quartel. Simplesmente levaram o rapaz lá para dentro e mataram. Um outro foi morto a pancadas na frente de sua casa e diante da mãe. Foi em dias diferentes. Eram dois motoboys, que não estavam armados; dois trabalhadores que foram mortos. Agora vamos ver se as pessoas serão processadas e punidas de acordo com a lei. Tenho minhas dúvidas…

    Como enfrentar esta truculência policial?

    Enquanto não se transformar a polícia num organismo civil, com carreira única e com profissionalismo policial, termos o que está acontecendo hoje em São Paulo e no Brasil. Essa truculência é herança da ditadura.

    Quer dizer, ainda há no Brasil figuras que se assemelham ao delegado Fleury?

    Há sim. Basta observar que há, nos grupos de extermínio, muitos policiais militares.

  20. Franco

    -

    11/05/2012 às 17:20

    Belo post, Setti.

    A simples abertura dos arquivos para toda a sociedade resolveria o problema. Os historiadores se encarregariam de apurar a verdade histórica, pois esse, via de regra, é o trabalho deles. Para problemas técnicos, soluções técnicas. Para problemas políticos, soluções políticas. Nossa solução política já foi dada na constituição de 88. Abraço.

  21. Corinthians

    -

    11/05/2012 às 17:07

    Ubiratan Mendes – 13/03/2012 às 18:25
    Caramba nem vi que você havia respondido depois de 6 dias.
    A questão é quem fez a lista ? Ela está errada ? Quais são os erros, por favor aponte.
    Não questionei em nenhum momento que a ditadura foi ruim ou que houve tortura. Questiono e peço provas de que a tal “luta armada”queria algo diferente do que uma ditadura comunista. Questiono os que os acham um bando de santos, mas que no fim comprovadamente mataram e torturaram.
    E o pior, suas vítimas, mesmo sendo civis, não recebem bolsa ditadura.

  22. Ismael

    -

    11/05/2012 às 16:19

    É flagrante a defesa por muitos comentaristas que a comissão não tenha um caráter conciliador, a depeito da Leia assim o determinar. O Corintihans pode ficar teclando a vida toda, que não mudará a opinião de quem quer vingança e não quer adimitir o dever de PEDIR DESCULPAS as muitas vítiams inocentes da luta armada.
    Quanto a justificar a luta armada ou terrorismo pela existência de insegurança jurídica ou falta de democracia, será que estas mesmas pessoas que lutaram contra a ditadura poderiam ter mandado de volta para Cuba aqueles pugilistas que pediram asilo?
    Quanta hipocrisia. Este governo apóia comprovadamente as FARC, defende a ditadura Chavista, a repressão vexaminosa contra a imprensa e opositores que se faz no Irã, além de atentar repetidametne contra nossas instituições.
    Se como resultado dessa comissão fosse aprovada em Lei no Brasil a legitimidade da luta armada contra a tirania, o governo petista seria sua primeira vítima.

  23. Pereira_I

    -

    27/04/2012 às 11:20

    Bom dia, Setti!
    Repassando! http://www.youtube.com/watch?v=GGKJcM7ZJFI
    Obrigada

  24. Ubiratan Mendes

    -

    13/03/2012 às 18:25

    Corínthians, imagina te prenderem por algo e, enquanto você está preso, te torturarem e ao fim te matarem: nem as convenções que regulam as guerras permitem isso. Você traz dados do TERNUMA, do Brilhante Ustra (chefe do DOI-CODI paulista) como verdade? Haja paciência … Te digo algo que você talvez não saiba: vários dos contemplados por reparações são ex-militares. Os do Araguaia queriam alegar ‘danos psicológicos’ por terem exterminado os militantes de esquerda a sangue frio. Dano psicológico? Faça-me o favor!

  25. Corinthians

    -

    07/03/2012 às 14:08

    Ubiratan Mendes – 07/03/2012 às 12:38
    Sabemos como a lei foi criada. Mas vemos as manifestações dos revanchistas e vemos como ela será na prática – na prática, verificará somente a ditadura militar de 64 à 85, e vai passar rápido pelos outros períodos sem investigação.
    Também só investigará os agentes do estado, basta se ater ao que dizem os ministros e a presidente. A manifestação dos militares – reservistas que não tem acesso à armas diga-se de passagem – foi contra o que disse as ministras Maria do Rosário e Eleonora Menicucci, que falavam contra a lei de Anistia.
    Espingarda de chumbinho ? Seria muita burrice sair por aí, pregando a ditadura comunista, com espingarda de chumbinho. Nenhum deles era santo, estava lutando por democracia, nem eram pessoas pacíficas e inofensivas. No Araguaia, eram 90 pessoas armadas que deviam ser tratadas como ? Então o certo seria calcular o número de terroristas e mandar um número igual de militares para ser justo, como em uma luta de boxe ? Que visão torta é esta ? Deveriam também equiparar os equipamentos ?
    Quem foi para o Araguaia, para guerrilhar de acordo com ora vejam só, o PCdoB, partido comunista que elogia o líder morto da Coréia do Norte, foi para lutar, para matar. Ou então não seria guerrilha certo ?
    Imagine o que teria acontecido se 10 militares tivessem entrado no Araguaia – seriam bem tratados ou mortos ?
    Já temos que lidar com os dados incorretos e alegados pela tal “esquerda” (essa mesma que hoje no governo tem incríveis hábitos liberais, como privatização), já que alegam que o regime militar matou 424 dos seus militantes – mas mortos comprovados são 293, sendo que os outros constam como “desaparecidos” e então todo mundo assume que tenham sido mortos por “agentes do regime” – e nesta estatística estão estão quatro militantes da ALN-Molipo que foram mortos pelos próprios “companheiros”.
    Vamos lembrar que para as vítimas da “esquerda” NÃO HÁ indenização. Assim como começaram a matar bem antes do AI-5. E também que estes grupos geraram farta documentação de propósitos, planos e métodos – e a palavra democracia não aparece em nenhum lugar.
    Os próprios dados já mostram que não era massacre – massacre vimos na URSS, na China, em Cuba. O estado hoje não é a ditadura de ontem, a lei de Anistia se extende para todos os agentes e deve ser respeitada, conforme confirmação do STF.
    Vou colocar aqui uma lista já divulgada -
    Procura por torturados ? Veja os mortos de número 6 e 61 – nenhum deles militar diga-se de passagem. :
    1 – 12/11/64 – Paulo Macena, Vigia – RJ
    Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos graves e 1 morto

    2 – 27/03/65- Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército – Paraná
    Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.

    3 – 25/07/66 – Edson Régis de Carvalho, Jornalista – PE
    Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 17 feridos e 2 mortos. Ver próximo nome.

    4 – 25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes, almirante – PE
    Morto no mesmo atentado citado no item 3. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda. Sebastião Tomaz de Aquino, guarda civil, teve a perna direita amputada.

    5 – 28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade – Cabo da PM, GO
    Morto durante uma tentativa de desocupação do Colégio Estadual Campinas, em Goiânia, que havia sido ocupado por estudantes de esquerda. O grupo de soldados convocado para a tarefa era formado por burocratas, cozinheiros etc. Estavam armados com balas de festim. Andrade, que era alfaiate da Polícia Militar, foi morto por uma bala de verdade disparada de dentro da escola.

    6 – 24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico) – fazendeiro – SP
    Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighella, durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.

    7 – 15/12/67 – Osíris Motta Marcondes, bancário – SP
    Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.

    8 – 10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima – Marinha Mercante – Rio Negro/AM
    No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado Gomes, “Dr. Ramon”, que, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste ataque, Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a morrer no dia 10/01/68.

    9 – 31/05/68 – Ailton de Oliveira, guarda Penitenciário – RJ
    O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três revólveres calibre 38. Às 17h30, teve início a fuga. Os terroristas foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68. Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani

    10 – 26/06/68- Mário Kozel Filho – Soldado do Exército – SP
    No dia 26/06/68, Kozel atua como sentinela do Quartel General do II Exército. Às 4h30, um tiro é disparado por um outro soldado contra uma camioneta que, desgovernada, tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo, que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de dinamite, que, segundos depois, explode. O corpo de Kozel é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficam muito feridos. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR. Participaram do crime os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva. Ah, sim: a família de Lamarca recebeu indenização. De Kozel, quase ninguém mais se lembra.

    11 – 27/06/68 – Noel de Oliveira Ramos – civil – RJ
    Morto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.

    12- 27/06/68 – Nelson de Barros – Sargento PM – RJ
    No dia 21/06/68, conhecida como a “Sexta-Feira Sangrenta”, realizou-se no Rio uma passeata contra o regime militar. Cerca de 10.000 pessoas ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No fim da noite, pelo menos 10 mortos e centenas de feridos. Entre estes, estava o sargento da PM Nelson de Barros, que morreu no dia 27.

    13 – 01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen – major do Exército Alemão – RJ
    Morto no Rio, onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola. Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não-identificado. Todos pertenciam à organização terrorista COLINA- Comando de Libertação Nacional.

    14 – 07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza – Soldado PM – SP
    Morto com sete tiros por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.

    15 – 20/09/68 – Antônio Carlos Jeffery – Soldado PM – SP
    Morto a tiros quando de sentinela no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco. Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. Assassinos: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como “Diógenes do PT”, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.

    16- 12/10/68 – Charles Rodney Chandler – Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP
    Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite). Quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade, Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver, na frente da sua mulher, Joan, e de seus 3 filhos. O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).

    17 – 24/10/68 – Luiz Carlos Augusto – civil – RJ
    Morto, com 1 tiro, durante uma passeata estudantil.

    18 – 25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite – civil – RJ
    Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou Wilson), ambos integrantes da organização terrorista COLINA (Comando de Libertação Nacional).

    19 – 07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia – Civil – SP
    Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.

    Quando a lista estiver completa, reparem que a ALN (Ação Libertadora Nacional) e a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) estão entre os grupos mais violentos. À primeira, pertenceu o ministro Paulo Vannuchi, que hoje comanda a banda que quer a “revanche”; a ministra Dilma Rousseff, cuja pasta deu forma final ao “decreto”, integrou a segunda. Aos mortos:

    20 – 07/01/69 – Alzira Baltazar de Almeida – dona de casa – Rio de Janeiro/RJ
    Uma bomba jogada por terroristas embaixo de uma viatura policia, estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia, ao explodir, matou Alzira, que passava pela rua

    21 – 11/01/69 – Edmundo Janot – Lavrador – Rio de Janeiro / RJ
    Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que haviam montado uma base de guerrilha nas proximidades da sua fazenda.

    22 – 29/01/69 – Cecildes Moreira de Faria – Subinspetor de Polícia – BH/ MG

    23 – 29/01/69 – José Antunes Ferreira – guarda civil-BH/MG
    Policiais chegaram a um “aparelho” do Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo. Foram recebidos por rajadas de metralhadora, disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva , “Cesar’ ou “Miranda”, que mataram o subinspetor Cecildes Moreira da Silva (ver acima), que deixou viúva e oito filhos menores. Ferreira também morreu. Além do assassino, foram presos os seguintes terroristas: Afonso Celso L.Leite (Ciro), Mauricio Vieira de Castro (Carlos), Nilo Sérgio Menezes Macedo, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida (Pedro), Jorge Raimundo Nahas (Clovis ou Ismael) e Maria José de Carvalho Nahas (Celia ou Marta). No interior do “aparelho”, foram apreendidos 1 fuzil FAL, 5 pistolas, 3 revólveres, 2 metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas de mão, 702 bananas de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.

    24 – 14/04/69 – Francisco Bento da Silva – motorista – SP
    Morto durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os seguintes terroristas: Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto

    25 – 14/04/69 – Luiz Francisco da Silva – guarda bancário -SP
    Também Morto durante o assalto acima relatado.

    26 – 08/05/69 – José de Carvalho – Investigador de Polícia – SP
    Atingido com um tiro na boca durante um assalto ao União de Bancos Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo a falecer no dia seguinte. Nessa ação, os terroristas feriram, também, Antonio Maria Comenda Belchior e Ferdinando Eiamini. Participaram os seguintes terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN): Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Takao Amano, Ney da Costa Falcão, Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e João Batista Zeferino Sales Vani. Takao Amano foi baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por Boanerges de Souza Massa, médico da ALN.

    27 – 09/05/69 – Orlando Pinto da Silva – Guarda Civil – SP
    Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú, na rua Piratininga, Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o gerente do Banco, Norberto Draconetti. Organização responsável por esse assalto: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

    28 – 27/05/69 – Naul José Montovani – Soldado PM – SP
    Em 27/05/69 foi realizada uma ação contra o 15º Batalhão da Força Pública de São Paulo, atual PMESP, na Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP. Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbusier metralharam o soldado Naul José Montovani, que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O soldado Nicário Conceição Pulpo, que correu ao local ao ouvir os disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.

    29 – 04/06/69 – Boaventura Rodrigues da Silva – Soldado PM – SP
    Morto por terroristas durante assalto ao Banco Tozan.

    30 – 22/06/69 – Guido Boné – soldado PM – SP
    Morto por militantes da ALN que atacaram e incendiaram a rádio-patrulha RP 416, da então Força Pública de São Paulo, hoje Polícia Militar, matando os seus dois ocupantes, os soldados Guido Bone e Natalino Amaro Teixeira, roubando suas armas.

    31 – 22/06/69 – Natalino Amaro Teixeira – Soldado PM – SP
    Morto por militantes da ALN na ação acima relatada.

    32 – 11/07/69 – Cidelino Palmeiras do Nascimento – Motorista de táxi – RJ
    Morto a tiros quando conduzia, em seu carro, policiais que perseguiam terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda. Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier, Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio Roberto de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização terrorista VAR-Palmares.

    33 – 24/07/69 – Aparecido dos Santos Oliveira – Soldado PM – SP
    O Banco Bradesco, na rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, foi assaltado por uma frente de grupos de esquerda. Foram roubados sete milhões de cruzeiros. Participaram da ação:
    - Pelo Grupo de Expropriação e Operação: Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Ney Jansen Ferreira Júnior, José Couto Leal;
    - Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos Santos, Chaouky Abara;
    - Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva, Carmem Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.
    Raimundo Gonçalves Figueiredo baleou o soldado Oliveira. Já caído, ele recebeu mais quatro tiros disparados por Domingos Quintino dos Santos.

    34 – 20/08/69 – José Santa Maria – Gerente de Banco – RJ
    Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, do qual era gerente

    35 – 25/08/69 – Sulamita Campos Leite – dona de casa, PA
    Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles. Morta na casa dos Salles, em Belém, ao detonar, por inadvertência ,uma carga de explosivos escondida pelo terrorista

    36 – 31/08/69 – Mauro Celso Rodrigues – Soldado PM – MA
    Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros, incitada por movimentos subversivos.

    37 – 03/09/69 – José Getúlio Borba – Comerciário – SP
    Os terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN) Antenor Meyer, José Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua São Luis. O pagamento seria feito com um cheque roubado num assalto. Descobertos, receberam voz de prisão e reagiram. Na troca de tiros, o guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa, e o funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia, o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou a tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.

    38 – 03/09/69 – João Guilherme de Brito – Soldado da Força Pública/SP
    Morto na ação acima narrada.

    39 – 20/09/69 – Samuel Pires – Cobrador de ônibus – SP
    Morto por terroristas quando assaltavam uma empresa de ônibus.

    40 – 22/09/69 – Kurt Kriegel – Comerciante – Porto Alegre/RS
    Comerciante Kurt Kriegel, morto pela Var-Palmates em Porto Alegre.

    41 – 30/09/69 – Cláudio Ernesto Canton – Agente da Polícia Federal – SP
    Após ter efetuado a prisão de um terrorista, foi atingido na coluna vertebral, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento.

    42 – 04/10/69 – Euclídes de Paiva Cerqueira – Guarda particular – RJ
    Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães

    43 – 06/10/69 – Abelardo Rosa Lima – Soldado PM – SP
    Metralhado por terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado Peg-Pag. Autores: Devanir José de Carvalho (Henrique) , Walter Olivieri, Eduardo Leite (Bacuri), Mocide Bucherone e Ismael Andrade dos Santos. Organizações Terroristas: REDE (Resistência Democrática) e MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes).

    44 – 07/10/69 – Romildo Ottenio – Soldado PM – SP
    Morto quando tentava prender um terrorista.

    45 – 31/10/69 – Nilson José de Azevedo Lins- civil – PE
    Gerente da firma Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza Cruz, em Olinda. Foi assaltado e morto quando ia depositar, no Banco, o dinheiro da firma. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário). Autores: Alberto Vinícius Melo do Nascimento, Rholine Sonde Cavalcante Silva, Carlos Alberto Soares e João Maurício de Andrade Baltar

    46 – 04/11/69 – Estela Borges Morato – Investigadora do DOPS – SP
    Morta a tiros quando participava da operação em que morreu o terrorista Carlos Marighela.

    47 – 04/11/69 – Friederich Adolf Rohmann – Protético – SP
    Morto durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos Marighela.

    48 – 14/11/69 – Orlando Girolo – Bancário – SP
    Morto por terroristas durante assalto ao Bradesco.

    49 – 17/11/69 – Joel Nunes – Subtenente PM – RJ
    Neste dia, o PCBR assaltou o Banco Sotto Maior, na Praça do Carmo, no subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram roubados cerca de 80 milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura policial, surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioni Capitani matou o sargento da PM Joel Nunes. Na ocasião, foi preso o terrorista Paulo Sérgio Granado Paranhos.

    50 – 18/12/69 – Elias dos Santos – Soldado do Exército – RJ
    Havia um aparelho do PCBR na rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao fugir pelos fundos da casa, disparou um tiro de pistola 45 contra Elias dos Santos

    E continua a lista com os nomes das vítimas dos terroristas de esquerda. Neste grupo, destaca-se a impressionante covardia de Carlos Lamarca, o grande herói do panteão da mistificação. Sabe-se que era um assassino frio. Mas prestem atenção às circunstâncias da morte de Alberto Mendes Junior, a vítima nº 56: era também perverso.

    51 – 17/01/70 – José Geraldo Alves Cursino – Sargento PM – São Paulo / SP
    Morto a tiros por terroristas.

    52 – 20/02/70 – Antônio Aparecido Posso Nogueró – Sargento PM – São Paulo
    Morto pelo terrorista Antônio Raimundo de Lucena quando tentava impedir um ato terrorista no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.

    53 – 11/03/70 – Newton de Oliveira Nascimento – Soldado PM – Rio de Janeiro
    No dia 11/03/70, os militantes do grupo tático armado da ALN Mário de Souza Prata, Rômulo Noronha de Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior deslocavam-se num carro Corcel azul, roubado, dirigido pelo último, quando foram interceptados no bairro de Laranjeiras- RJ por uma patrulha da PM. Suspeitando do motorista, pela pouca idade que aparentava, e verificando que Jorge Raimundo não portava habilitação, os policiais ordenaram-lhe que entrasse no veículo policial, junto com Rômulo Noronha Albuquerque, enquanto Mauro de Souza Prata, acompanhado de um dos soldados, iria dirigindo o Corcel até a delegacia mais próxima. Aproveitando-se do descuido dos policiais, que não revistaram os detidos, Mário, ao manobrar o veículo para colocá-lo à frente da viatura policial, sacou de uma arma e atirou, matando com um tiro na testa o soldado da PM Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no carro roubado. O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e duas filhas menores, de quatro e dois anos.

    54 – 31/03/70 – Joaquim Melo – Investigador de Polícia – Pernambuco
    Morto por terroristas durante ação contra um “aparelho”

    55 – 02/05/70 – João Batista de Souza – Guarda de Segurança – SP
    Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho, Antonio André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José Rodrigues Ângelo, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), e mais Eduardo Leite (Bacuri), pela Resistência Democrática (REDE), assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João Batista de Souza.

    56 – 10/05/70 – Alberto Mendes Junior- 1º Tenente PM – SP
    Esta é uma das maiores expressões da covardia e da violência de que era capaz o terrorista Carlos Lamarca. No dia 08/05/70, 7 terroristas, chefiados por ele, estavam numa pick-up e pararam num posto de gasolina em Eldorado Paulista. Foram abordados por policiais e reagiram a bala, conseguindo fugir. Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha. Em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Por volta das 21h, houve o encontro com os terroristas, que estavam armados com fuzis FAL, enquanto os PMs portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram feridos, e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando de urgentes socorros médicos. Julgando-se cercado, Mendes aceitou render-se desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.

    De madrugada, a pé e sozinho, Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca, que decidiu seguir com seus companheiros e com os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade, foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas – Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega – desgarraram-se do grupo, e os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando junto o Tenente Mendes. Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o tenente pararam para descansar. Carlos Lamarca, Yoshitame Fujimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um “tribunal revolucionário”, que resolveu assassinar o Tenente Mendes. Os outros dois, Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima, ficaram vigiando o prisioneiro.

    Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram. Yoshitame Fujimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado. Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI-CODI e apontou o local onde o tenente estava enterrado.

    57 – 11/06/70 – Irlando de Moura Régis – Agente da Polícia Federal – RJ
    Foi assassinado durante o seqüestro do embaixador da Alemanha, Ehrendfried Anton Theodor Ludwig Von Holleben. A operação foi executada pelo Comando Juarez Guimarães de Brito. Participaram Jesus Paredes Soto, José Maurício Gradel, Sônia Eliane Lafóz, José Milton Barbosa, Eduardo Coleen Leite (Bacuri), que matou Irlando, Herbert Eustáquio de Carvalho, José Roberto Gonçalves de Rezende, Alex Polari de Alverga e Roberto Chagas da Silva.

    58 – 15/07/70 – Isidoro Zamboldi – segurança – SP
    Morto pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.

    59 – 12/08/70 – Benedito Gomes – Capitão do Exército – SP
    Morto por terroristas, no interior do seu carro, na Estrada Velha de Campinas.

    60 – 19/08/70 – Vagner Lúcio Vitorino da Silva – Guarda de segurança – RJ
    Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista MR-8 ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos. Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram. Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres Neto, os dois últimos recém-chegados do curso em Cuba.

    61 – 29/08/70 – José Armando Rodrigues – Comerciante – CE
    Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a tiros por terroristas da ALN. Após seu assassinato, seu carro foi lançado num precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE. Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues Menezes (autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos de Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques, Timochenko Soares de Sales e Francisco William.

    62 – 14/09/70 – Bertolino Ferreira da Silva – Guarda de segurança – SP
    Morto durante assalto praticado pelas organizações terroristas ALN e MRT ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do Paraíso em são Paulo.

    63 – 21/09/70 – Célio Tonelly – soldado da PM – SP
    Morto em Santo André. Quando de serviço em uma rádio-patrulha, tentou deter terroristas que ocupavam um automóvel.

    64 – 22/09/70 – Autair Macedo – Guarda de segurança – RJ
    Morto por terroristas, durante assalto a empresa de ônibus Amigos Unidos

    65 – 27/10/70 – Walder Xavier de Lima – Sargento da Aeronáutica – BA
    Morto quando, ao volante de uma viatura, conduzia terroristas presos, em Salvador. O assassino, Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos) o atingiu com um tiro na nuca. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).

    66 – 10/11/70 – José Marques do Nascimento – civil – SP
    Morto por terroristas que trocavam tiros com a polícia.

    67 – 10/11/70 – Garibaldo de Queiroz – Soldado PM – SP
    Morto em confronto com terroristas da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) que faziam uma panfletagem armada na Vila Prudente, São Paulo.

    68 – 10/11/70 – José Aleixo Nunes – soldado PM – SP
    Também morto na ocorrência relatada acima.

    69 – 10/12/70 – Hélio de Carvalho Araújo – Agente da Polícia Federal – RJ
    No dia 07/12, o embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, foi seqüestrado pela VPR. Participaram da operação os terroristas Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira, Alex Polari de Alverga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Sirkis, Herbert Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca. Após interceptar o carro que conduzia o Embaixador, Carlos Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre 38, no vidro do carro. Abriu a porta traseira e, a uma distância de dois metros, atirou, duas vezes contra o agente Hélio. Os terroristas levaram o embaixador e deixaram o agente agonizando. Transferido para o hospital Miguel Couto, morreu no dia 10/12/70.

    70 – 07/01/71 – Marcelo Costa Tavares – Estudante – MG
    Morto por terroristas durante um assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais.
    Autor dos disparos: Newton Moraes.

    71 – 12/02/71 – Américo Cassiolato – Soldado PM – São Paulo
    Morto por terroristas em Pirapora do Bom Jesus.

    72 – 20/02/71 – Fernando Pereira – Comerciário – Rio de Janeiro
    Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao estabelecimento “Casa do Arroz”, do qual era gerente.

    73 – 08/03/71 – Djalma Peluci Batista – Soldado PM – Rio de Janeiro
    Morto por terroristas, durante assalto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro.

    74 – 24/03/71 – Mateus Levino dos Santos – Tenente da FAB – Pernambuco
    O PCBR necessitava roubar um carro para participar do seqüestro do cônsul norte-americano, em Recife. No dia 26/06/70, o grupo decidiu roubar um Fusca, estacionado em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica. Ao tentarem render o motorista, descobriram tratar-se de um tenente da Aeronáutica. Carlos Alberto disparou dois tiros contra o militar: um na cabeça e outro no pescoço. Depois de nove meses de intenso sofrimento, morreu no dia 24 de março de 1971, deixando viúva e duas filhas menores. O imprevisto levou o PCBR a desistir do seqüestro.

    75 – 04/04/71 – José Julio Toja Martinez – Major do Exército – Rio de Janeiro
    No início de abril, a Brigada Pára-Quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não desejando passar esse informe à 2ª Sessão do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Sessão da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância da casa. Por volta das 23h, chega um casal de táxi. A mulher ostentava uma volumosa barriga, sugerindo gravidez.

    O major Martinez acabara de concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde, por três anos, exatamente o período em que a guerra revolucionária se desenvolvera, estivera afastado desses problemas em função da própria vida escolar bastante intensa. Estagiário na Brigada de Pára-Quedista, a quem também não estava afeta a missão de combate à subversão, não se havia habituado à virulência da ação terrorista.

    Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, da barriga, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a “grávida” retirou um revólver, matando-o antes que pudesse esboçar qualquer reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa, foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio, que causou a morte do casal de terroristas. Eram os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e Marilena Villas-Bôas Pinto, responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas. No “aparelho” do casal, foram encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército. Martinez deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com 11 anos.

    76 – 07/04/71 – Maria Alice Matos – Empregada doméstica – Rio de Janeiro
    Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de construção.

    77 – 15/04/71 – Henning Albert Boilesen – (Industrial – São Paulo)
    Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais e com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo. Assim, vários industriais, entre eles Boilesen, se cotizaram para atender ao pedido daquela autoridade militar. Por de3cisão de Lamarca, Boilesen, um dinamarquês naturalizado brasileiro, foi assassinado. Participaram da ação os terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos. No relatório escrito por Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da Revolução Brasileira”. Vários carros e casas foram atingidos por projéteis. Duas mulheres foram feridas. Sobre o corpo de Boilesen, atingido por 19 tiros, panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça: “Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.

    78 – 10/05/71 – Manoel da Silva Neto – Soldado PM – SP
    Morto por terroristas durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.

    79 – 14/05/71 – Adilson Sampaio – Artesão – RJ
    Morto por terroristas durante assalto às lojas Gaio Marti.

    80 – 09/06/71 – Antônio Lisboa Ceres de Oliveira – Civil – RJ
    Morto por terroristas durante assalto à boate Comodoro

    Abaixo, a conclusão da lista de pessoas assassinadas por aqueles pacifistas de esquerda, que tanto lutaram pela democracia no Brasil… Voltarei a falar sobre esse assunto na madrugada. A questão fundamental: por que o Brasil praticamente ignora essa história, embora viva uma espécie de transe político por causa da tal “Comissão da Verdade?”

    O Brasil, sem dúvida, vivia uma ditadura, onde operaram grupos paramilitares. Havia milhares de agentes do estado empenhados em conter a subversão. E o número de mortos, reconhecido pelas próprias esquerdas, é 424. Os esquerdistas, na comparação, eram meia-dúzia de gatos pingados. Mesmo assim, mataram 119 pessoas. Isso indica o, digamos assim, alto grau de letalidade daqueles humanistas.

    81 – 01/07/71 – Jaime Pereira da Silva – Civil – RJ
    Morto por terroristas na varanda de sua casa durante tiroteio entre terroristas e policiais.

    82 – 02/09/71 – Gentil Procópio de Melo -Motorista de praça – PE
    A organização terrorista denominada Partido Comunista Revolucionário determinou que um carro fosse roubado para realizar um assalto. Cumprindo a ordem recebida, o terrorista José Mariano de Barros tomou um táxi em Madalena, Recife. Ao chegar ao Hospital das Clínicas, quando fingia que ia pagar a corrida, apareceram seus comparsas, Manoel Lisboa de Moura e José Emilson Ribeiro da Silva, que se aproximaram do veículo. Emilson matou Procópio com dois tiros.

    83 – 02/09/71 – Jayme Cardenio Dolce – Guarda de segurança – RJ
    Assassinado pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão Salles, Hélio Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras.

    84 – 02/09/71 – Silvâno Amâncio dos Santos – Guarda de segurança – RJ
    Assassinado na operação relatada acima.

    85 – 02/09/71 – Demerval Ferreira dos Santos – Guarda de segurança – RJ
    Assassinado na operação relatada no item 83

    86 – –/10/71 – Alberto da Silva Machado – Civil – RJ
    Morto por terroristas durante assalto à Fábrica de Móveis Vogal Ltda, da qual era um dos proprietários.

    87 – 22/10/71 – José do Amaral – Sub-oficial da reserva da Marinha – RJ
    Morto por terroristas da VAR-PALMARES e do MR-8 durante assalto a um carro transportador de valores da Transfort S/A. Foram feridos o motorista Sérgio da Silva Taranto e os guardas Emílio Pereira e Adilson Caetano da Silva.
    Autores: James Allen Luz (Ciro), Carlos Alberto Salles (soldado), Paulo Cesar Botelho Massa, João Carlos da Costa.

    88 – 01/11/71 – Nelson Martinez Ponce – Cabo PM – SP
    Metralhado por Aylton Adalberto Mortati durante um atentado praticado por cinco terroristas do MOLIPO (Movimento de Libertação Popular) contra um ônibus da Empresa de Transportes Urbano S/A, em Vila Brasilândia, São Paulo

    89 – 10/11/71 – João Campos – Cabo PM – SP
    Morto na estrada de Pindamonhangaba, ao interceptar um carro que conduzia terroristas armados.

    90 – 22/11/71 – José Amaral Vilela – Guarda de segurança – RJ
    Neste dia os terroristas Sérgio Landulfo Furtado, Norma Sá Ferreira, Nelson Rodrigues Filho, Paulo Roberto Jabour, Thimothy William Watkin Ross e Paulo Costa Ribeiro Bastos assaltaram um carro-forte da firma Transfort, na Estrada do Portela, em Madureira.

    91 – 27/11/71 – Eduardo Timóteo Filho – Soldado PM – RJ
    Morto por terroristas, durante assalto contra as Lojas Caio Marti.

    92 – 13/12/71 – Hélio Ferreira de Moura – Guarda de Segurança – RJ
    Morto, por terroristas, durante assalto contra um carro transportador de valores da Brink’s, na Via Dutra.

    93 – 18/01/72 – Tomaz Paulino de Almeida – Sargento PM – São Paulo / SP
    Morto a tiros de metralhadora no bairro Cambuci quando um grupo terrorista roubava o seu carro. Autores do assassinato: João Carlos Cavalcante Reis, Lauriberto José Reyes e Márcio Beck Machado, todos integrantes do Molipo.

    94 – 20/01/72 – Sylas Bispo Feche – Cabo PM São Paulo / SP
    O cabo Sylas Bispo Feche integrava uma Equipe de Busca e Apreensão do DOI/CODI/II Exército. Sua equipe executava uma ronda quando um carro VW, ocupado por duas pessoas, cruzou um sinal fechado quase atropelando uma senhora que atravessava a rua com uma criança no colo. A sua equipe saiu em perseguição ao carro suspeito, que foi interceptado. Ao tentar aproximar-se para pedir os documentos dos dois ocupantes do veículo, o cabo Feche foi metralhado. Dois terroristas, membros da ALN, morreram.

    95 – 25/01/72 – Elzo Ito – Estudante – São Paulo / SP
    Aluno do Centro de Formação de Pilotos Militares, foi morto por terroristas que roubaram seu carro.

    96 – 01/02/72 – Iris do Amaral – Civil – Rio de Janeiro
    Morto durante um tiroteio entre terroristas da ALN e policiais. Ficaram feridos nesta ação os civis Marinho Floriano Sanches, Romeu Silva e Altamiro Sinzo. Autores: Flávio Augusto Neves Leão Salles (”Rogério”, “Bibico”) e Antônio Carlos Cabral Nogueira (”Chico”, “Alfredo”.)

    97 – 05/02/72 – David A. Cuthberg – Marinheiro inglês – Rio de Janeiro
    A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA”, o jornal “O Globo” publicou:
    “Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David A. Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender. Um terrorista, de dentro de outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.

    A ação criminosa foi praticada pelos seguintes terroristas, integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas:
    - ALN – Flávio Augusto Neves Leão Salles (”Rogério”, “Bibico”), que fez os disparos com a metralhadora, Antônio Carlos Nogueira Cabral (”Chico”, “Alfredo”), Aurora Maria Nascimento Furtado (”Márcia”, “Rita”), Adair Gonçalves Reis(”Elber”, “Leônidas”, “Sorriso”);
    - VAR-PALMARES – Lígia Maria Salgado da Nóbrega (”Ana”, “Célia”, “Cecília”), que jogou dentro do táxi os panfletos que falavam em vingança contra os “Imperialistas Ingleses”; Hélio Silva (”Anastácio”, “Nadinho”), Carlos Alberto Salles(”Soldado”);
    - PCBR – Getúlio de Oliveira Cabral(”Gogó”, “Soares”, “Gustavo”)

    98 – 15/02/72 – Luzimar Machado de Oliveira – Soldado PM – Goiás
    O terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte, que estava incluída no esquema de trabalho de campo do MOLIPO. Usava o nome falso de Patrick McBundy Comick. Arno tentou entrar com sua documentação falsa no baile carnavalesco do clube social da cidade. Sua documentação levantou suspeita nos policiais, que o convidaram a comparecer à delegacia local. Ao deixar o clube, julgando-se desmascarado, Arno sacou seu revólver e disparou à queima roupa contra os policiais, matando o PM Luzimar Machado de Oliveira e ferindo gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira Mano. Acabou morto.

    99 – 18/02/72 – Benedito Monteiro da Silva – Cabo PM – São Paulo
    Morto quando tentava evitar um assalto terrorista a uma agencia bancária em Santa Cruz do Rio Pardo.

    100 – 27/02/72 – Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi – Civil – São Paulo
    Morto durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes e José Ibsem Veroes com policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro Tatuapé. Nesta ação, um policial foi ferido a tiros de metralhadoras por Lauriberto. Os dois terroristas morreram no local.

    101 – 06/03/72 – Walter César Galleti – Comerciante – São Paulo
    Terroristas da ALN assaltaram a firma F. Monteiro S/A. Após o assalto, fecharam a loja, fizeram um discurso subversivo e assassinaram o gerente Walter César Galetti e feriram o subgerente Maurílio Ramalho e o despachante Rosalindo Fernandes.

    102 – 12/03/72 – Manoel dos Santos – Guarda de Segurança – São Paulo
    Morto durante assalto terrorista à fábrica de bebidas Charel Ltda.

    103 – 12/03/72 – Aníbal Figueiredo de Albuquerque – Coronel R1 do Exército – São Paulo
    Morto durante assalto à fábrica de bebidas Charel Ltda., da qual era um dos proprietários

    104 – 08/05/72 – Odilo Cruz Rosa – Cabo do Exército – PA
    Morto na região do Araguaia quando uma equipe comandada por um tenente e composta ainda, por dois sargentos e pelo Cabo Rosa foram emboscados por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa, o “Oswaldão”, na região de Grota Seca, no Vale da Gameleira. Neste tiroteio foi morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento.

    105 – 02/06/72 – Rosendo – Sargento PM – SP
    Morto ao interceptar 04 terroristas que assaltaram um bar e um carro da Distribuidora de Cigarros Oeste LTDA.

    106 – 29/06/72 – João Pereira – Mateiro-região do Araguaia – PA
    “Justiçado exemplarmente” pelo PC do B por ter servido de guia para as forças legais que combatiam os guerrilheiros. A respeito, Ângelo Arroyo declarou em seu relatório: “A morte desse bate-pau causou pânico entre os demais da zona”.

    107 – 09/09/72 – Mário Domingos Panzarielo – Detetive Polícia Civil – RJ
    Morto ao tentar prender um terrorista da ALN.

    108 – 23/09/72 – Mário Abraim da Silva – Segundo Sargento do Exército – PA
    Pertencia ao 2º Batalhão de Infantaria de Selva, com sede em Belém. Sua Companhia foi deslocada para combater a guerrilha na região do Araguaia. Morto em combate, durante um ataque guerrilheiro no lugarejo de Pavão, base do 2º Batalhão de Selva.

    109 – 27/09/72 – Sílvio Nunes Alves – Bancário – RJ
    Assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, na Penha, pelas organizações terroristas PCBR – ALN – VPR – Var Palmares e MR8. Autor do assassinato: José Selton Ribeiro.

    110 – –/09/72 – Osmar… – Posseiro – PA
    “Justiçado” na região do Araguaia pelos guerrilheiros por ter permitido que uma tropa de pára-quedistas acampasse em suas terras.

    111 – 01/10/72 – Luiz Honório Correia – Civil – RJ
    Morto por terroristas no assalto à empresa de Ônibus Barão de Mauá

    112 – 06/10/72 – Severino Fernandes da Silva – Civil – PE
    Morto por terroristas durante agitação no meio rural.

    113 – 06/10/72 – José Inocêncio Barreto – Civil – PE
    Morto por terroristas durante agitação no meio rural.

    114 – 21/02/73 – Manoel Henrique de Oliveira – Comerciante – São Paulo
    No dia 14 de junho de 1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já faziam há vários dias, estavam seguindo quatro terroristas da ALN que resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca. Quando eles saíram do restaurante, receberam voz de prisão. Reagindo, desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três terroristas estavam mortos, e um conseguiu fugir. Erroneamente, a ALN atribuiu a morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do restaurante e decidiu justiçá-lo. O comando “Aurora Maria do Nascimento Furtado”, constituído por Arnaldo Cardoso Rocha, Francisco Emanuel Penteado, Francisco Seiko Okama e Ronaldo Mouth Queiroz, foi encarregado da missão e assassinou, no dia 21 de fevereiro, o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem que pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por panfletos da ALN, impressos no Centro de Orientação Estudantil da USP por interveniência do militante Paulo Frateschi.

    115 – 22/02/73 – Pedro Américo Mota Garcia – Civil – Rio de Janeiro
    Por vingança, foi “justiçado” por terroristas por haver impedido um assalto contra uma agência da Caixa Econômica Federal.

    116 – 25/02/73 – Octávio Gonçalves Moreira Júnior – Delegado de polícia – São Paulo
    Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão, um “Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do DOI/CODI/II Exército. O escolhido foi o delegado de polícia Octávio Gonçalves Moreira Júnior.

    117 – 12/03/73 – Pedro Mineiro – Capataz da Fazenda Capingo
    “Justiçado” por terroristas na Guerrilha do Araguaia.

    118 – Francisco Valdir de Paula – Soldado do Exército-região do Araguaia – PA
    Instalado numa posse de terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada na área de guerrilha, foi identificado pelos terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.

    119 – 10/04/74 -Geraldo José Nogueira – Soldado PM – São Paulo
    Morto numa operação de captura de terroristas.

  26. Ubiratan Mendes

    -

    07/03/2012 às 12:38

    Isonomia? Um ‘lado’ com todo o poder bélico em mãos, outro com espingarda de chumbinho? Quem foi torturado ou ‘desaparecido’ pela esquerda? Cite um. Até aqui, a manifestação dos militares contrários à criação da Comissão serve como uma confissão de culpa, pois nada na lei que a cria diz que só um dos lados (já que insistem na dicotomia) seria convocado e investigado. A lei só fala em investigar as graves violações aos direitos humanos ocorridas no período: (…)

    “Art. 3o São objetivos da Comissão Nacional da Verdade:

    I – esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos mencionados no caput do art. 1o;
    II – promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior;
    III – identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos mencionadas no caput do art. 1o e suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade;
    IV – encaminhar aos órgãos públicos competentes toda e qualquer informação obtida que possa auxiliar na localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos, nos termos do art. 1o da Lei no 9.140, de 4 de dezembro de 1995;
    V – colaborar com todas as instâncias do poder público para apuração de violação de direitos humanos;
    VI – recomendar a adoção de medidas e políticas públicas para prevenir violação de direitos humanos, assegurar sua não repetição e promover a efetiva reconciliação nacional; e
    VII – promover, com base nos informes obtidos, a reconstrução da história dos casos de graves violações de direitos humanos, bem como colaborar para que seja prestada assistência às vítimas de tais violações. ” (…)

    Dizer que só um dos ‘lados’ será investigado é vestir uma carapuça de carrasco, que é o pessoal que tem saudades da linha dura fez.

    Obs.: No Araguaia, para dizimar cerca de 90 militantes de esquerda, estudantes em sua maioria, usando armas obsoletas e sem treinamento militar ou de selva, foi utilizado um efetivo de quase dez mil soldados, em três operações sucessivas. Uma relação de mais de cem soldados por militante …
    (90% dos quais foram mortos algum tempo após terem sido capturados). É disso que estamos falando. Não era uma ‘guerra entre dois lados’, mas um massacre de opositores. O Estado tem responsabilidade sobre isso, não foi anistiado. O regime militar, idem.

  27. Corinthians

    -

    06/03/2012 às 17:57

    Ubiratan Mendes – 06/03/2012 às 14:29
    Não depende de protagonista ou não. Isso não é uma novela do SBT. É democracia, isonomia.
    Hoje não estamos em uma ditadura.
    Não depende de ser direita ou esquerda.
    A ditadura militar matou mais de 400 pessoas e torturou inúmeras outras. Os terroristas comunistas, que queriam um governo semelhante ao da URSS, mataram mais de 100 e também torturaram.
    Comissão da Verdade é para dizer a verdade para todos e sobre tudo. O estado hoje, democrático, tem que responder por todos os cidadãos, inclusive os assassinados pelos terroristas de esquerda.
    O resto é revanchismo e argumentação vazia – e polarização também, já que sempre se mantém os chavões de esquerda e direita.

  28. Ubiratan Mendes

    -

    06/03/2012 às 14:29

    Reitero: o Estado tem responsabilidade indeclinável por seus cidadãos, quem está no banco dos réus é o Estado brasileiro. Os agentes do regime civil-militar autoritário que reprimiram e mataram, escondendo os cadáveres, aparecem aqui como meros coadjuvantes, não são o foco. Como ‘aparecem mal na fita’, não querem que o Estado tenha que responder por seus cidadãos, mas tal obrigação é inerente à existência do próprio Estado. Querem roubar a cena e polarizar novamente a sociedade em dois lados, mas essa dicotomia é falsa, como era na época. Só há esqueletos no armário da direita, ela tem que mostrar em que gaveta estão. Só a direita torturou. Ficou claro?

  29. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    05/03/2012 às 15:46

    Amigo SergioD
    A Comissáo da Verdade náo e para reconciliacáo E SIM para contar o que ocorreu na Ditadura Civil Militar – os crimes cometidos por uma Politica e Estado de Terror.
    Discordo do odio dos dois lados – antes de 1964 esse odio era insuflado pela UDN e estimulado pelo USA de uma campanha ANTICOMUNISTA HISTERICA.
    Leia as campanhas de cultura levada pela UNE – teatros,musicas.A campnha pela reforma agraria era conduzida pelo Presd Goulart um homem rico e donos de terra – nada tinham de radical – radical era campnha contra – IBAD(CIA),Tradi;áo Familia e Propriedade(TFP) e congeneres.
    As Ligas Camponesas era a MST da epoca – com a lideranca do saudoso Francisco Juliáo – eram assassinados entes do golpe e massacrados pos golpe – COMISSÄO DA VERDADE!!!
    Vivi esses momentos e garanto náo havia ODIO de militares legalistas aos seus compnheiros golpista – tanto ao serem atingidos ficaram supreeendidos pela VIOLENCIA e muitos ainda acreditaram que seria por pouco tempo e logo anistiados como ocorreram com os oficias golpista de 50,54,56,57,60 e 61 – ate hoje os militares cassados em 64 náo foram anistiados.
    Reagir contra uma Ditadura e legal e legitimo armado ou náo armado – fiz parte da Resitencia Náo Armada e Admiro e Respeito que jovens,velhos pegaram em arma para resitir um Estado Totalitario e Terrorista.

    A Democracia foi nos tirada por CIVIS E MILITARES financiados EXTERNAMENTE pelo EUA.
    Náo queremos reconciliacáo – queremos a VERDADE HISTORICA – esses bandidos cvis militares que se reconciliem com suas almas mas com o POVO BRASILEIRO suas culpas e tribunal para julga-los.
    Abra;os

  30. Corinthians

    -

    04/03/2012 às 23:46

    SergioD – 04/03/2012 às 10:53
    Concordo plenamente.
    Colocou com poucas palavras o que acredito que deva ser feito.

  31. SergioD

    -

    04/03/2012 às 22:33

    Pedro
    O ódio a que me referi sentido pelos dois lados. O discurso da esquerda não era nenhum exemplo de civilidade. O pior é que era direcionado contra os militares e contra as classes dominantes, politica e empresarial. Ódio insuflado, de ambos os lados, por diferenças ideológicas que eram inconciliáveis, que pregavam simplesmente a destruição do lado oposto. Um querendo eliminar o capitalismo e suas formas de opressão, e a outra com o intuito de destruir o comunismo totalitário e ateu.
    Num país como o nosso, com experiência democrática deficiente, ela, a democracia, foi a maior vítima desse embate, e com ela as nossas liberdades enquanto cidadãos.
    Apoio a Comissão da Verdade principalmente para que as gerações que não viveram aqueles tempos possam se inteirar do que ocorreu e não ficar a merce de discursos maniqueístas de ambos os lados.
    Pedro, também fui contra o regime militar. Não o perdoo pelo atraso que lançou nosso país em termos institucionais e sócio econômicos. Considero seus atos ilegais uma vez que não foram tomados em nome do povo. Você poderá dizer, se é assim, a Lei da Anistia também seria ilegal por ter sido sancionada pelo último ditador de plantão. Sim, você estaria certo. Mas por que punir torturadores se já não poderíamos punir seus líderes maiores, diferentemente do que ocorre na Argentina?
    Vamos aproveitar a Comissão da Verdade assim como a África do Sul se aproveitou de sua Comissão de Reconciliação e não ficar acirrando ainda mais os ânimos.
    Grande Abraço

  32. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    04/03/2012 às 21:29

    SergioD:
    Quando se quebra o Estado de Direito e se implanta uma Ditadura,o direito de reação é um Direito Legítimo – tanto armado como não armado.
    A violencia cometido pelo Estado ainda até hoje é mantido e protegido pelas FAs – SIM ESTÃO PRESERVADAS pois continuma em SEGREDO DE ESTADO – por Espirito de Corpo Vergonhoso e Cretino – que joga o nome das FAs e das Instituições Nacionais na sarjeta ao defender e esconder monstros que financiaram e praticaram a REPRESSÃO de ESTADO que foi POLITICA OFICIAL e não de poucos.
    Seja especíco aos Crimes contra a Humanidade cometida pela resistencia Armada ou NÂO Armada.
    Todos eu disse Todos foram punidos e caso Graças a DEUS escaparam a sanha assassina da Ditadura Civil Militar AINDA BEM.Sabemos seus nomes e o que fizeram contados por eles mesmos.
    Do outro lado esses bastardos,criminosos ainda se dizem defensores da LIBERDADE e o pior se consideram(sabem que não são)heróis da Patria.
    Terminando amigo SergioD,o ÓDIO foi UNILATERAL – os militars golpistas de 50,54,57,60,61 todos Golpistas foram Anistiados de maneira Ampla ,Geral e Irrestrita.
    Os revolucionarios da paulistas de 32 e os Integralistas de 38,também – seguiram suas carreiras e profissões – seeus filho seguiram suas carreiras militares também normalmente,lembra os filhos dos militares cassados em 64 por estarem na defesa da Legalidade – foram expulsos dos colegios militares,acedemias militaree e impedidos de seguiram a carreira militar e proibição chegou a atingir netos!!!Não assumem mais esse crimes – esses bastardos,covardes ou na defesa desse PORCO Espirito de Corpo.
    Desculpa terminar assim “Ódio de quem,cara pálida?”
    Meu abraço a vc
    Pedro Luiz

  33. alexandre

    -

    04/03/2012 às 14:11

    O problema aqui no Brasil é que os líderes guerrilheiros não poderão dar a sua contribuição porque foram mortos. O Marighella e o Lamarca foram punidos com a pena de morte, e o Cel Ustra continua aí, livre, leve e solto. Óbvio que a Comissão vai ter priorizar os crimes do Estado porque os crimes da entidades terroristas foram julgadas e condenadas, muitas com a pena de morte.

  34. SergioD

    -

    04/03/2012 às 10:53

    Amigo Pedro
    Excelente o artigo da Mirian Leitão. Embora eu e você discordemos sobre a aplicação da lei da Anistia, sou totalmente a favor da Comissão da Verdade. Também acho que os crimes contra a humanidade perpetrados pela esquerda, e que ainda não tenham sido “punidos”, deveriam ser explicitados pois combatentes do bem, como se diziam, não deveriam justificar os meios a partir dos fins a serem atingidos, embora eu ache que nenhum desses crimes não tenham sido investigado naqueles tempos.
    Os ódios daquele tempo foram exacerbados pela Guerra Fria e espero que nunca mais tenhamos de viver num ambiente como aquele.
    Abraços

  35. Mari Labbate *44 Milhões*

    -

    04/03/2012 às 10:12

    Irmãos que almejam arrancar cascas de feridas recém-cicatrizadas, materializam no País NOVAS E PURULENTAS FERIDAS! É a Lei de Deus!

  36. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    03/03/2012 às 13:29

    Amigo Setti – acho que vale um POST ESpecial.
    Política
    Fratura do tempo

    Miriam Leitão, O Globo

    Tudo é bom no jornalismo: coluna, comentário, entrevista, furo, crônica, cobertura continuada, desenhar uma página, ver o trabalho minucioso de uma ilha de edição, correr contra o tempo no fechamento.

    Mas a reportagem é um momento supremo. Mergulhar numa história e ir unindo as pontas, fechando um quebra-cabeças, ouvindo as partes, é um exercício de paciência e emoção. Quando dá certo, você até sonha.

    Sonhei.

    A ideia que Cláudio Renato e eu tivemos na Globonews há mais de dois meses era a de falar do trabalho da Comissão da Verdade e tentar mostrar como desapareciam os desaparecidos, que mundo era aquele que ainda nos assombra. O resultado do trabalho foi ao ar na quinta-feira e ontem — ainda repete às 0h30m e às 19h05m deste domingo — e foi publicado neste jornal.

    O título Uma História Inacabada foi escolhido pela editora Cristina Aragão. Ele reflete com exatidão e delicadeza o drama do país e das famílias que não enterraram seus mortos, não realizaram seu luto.

    Difícil reconstruir os fatos de cada um dos 183 desaparecidos políticos, mas eles sumiam assim pra nunca mais ao entrar numa guarnição militar, ou até em braços clandestinos do Estado, como foi a tenebrosa Casa da Morte de Petrópolis. Escolher Rubens Paiva é fácil.

    Ele foi definido por Ulysses Guimarães na promulgação da Constituição como a encarnação da sociedade. Descobrir o que os militares da Polícia do Exército da Barão de Mesquita fizeram em 1971 com o seu corpo é um segredo que ainda pertence aos assassinos.

    Escolhemos então seguir seus passos finais, trazer o personagem à vida fazendo seu perfil na conversa com pessoas que o conheceram, em fotos e imagens públicas e das famílias, em documentos como o valioso relato escrito pela professora do Colégio Sion Cecília Viveiros de Castro.

    Fizemos uma longa entrevista com o Procurador da Justiça Militar Otávio Bravo, que está reabrindo os processos de 39 pessoas que sumiram no Rio e no Espírito Santo.

    Fomos a Brasília duas vezes entrevistar autoridades sobre a Comissão da Verdade, que ainda não está funcionando. Tentamos falar com os comandantes militares. O Ministério da Defesa indicou José Genoino. A linguagem corporal dos chefes das três Forças, na sanção da lei que criou a Comissão já dizia tudo: eles detestam tudo isso. Integrantes dos clubes militares, dos oficiais da reserva, deram respostas vagas aos nossos pedidos, o coronel Brilhante Ulstra, que chefiou o DOI-Codi de São Paulo, segue orientação do seu advogado para não falar.

    O general Rocha Paiva disse com clareza o que pensa. Ele é contra a Comissão, contra reabrir essa discussão, acha que há um risco enorme de que a procura de informações termine na execração pública e punição de seus companheiros. Afirmou que assim pensam os militares da ativa.

    Na saída, na porta do seu apartamento em Brasília, o general me explicou o que o move:
    — Não fui da comunidade de informações, mas poderia ter sido. O acaso me levou para outra área. Não vou deixar companheiros meus em risco, agora que a situação mudou.

    O Brasil pode até decidir não olhar para trás, mas não pode mais permitir que seja resultado do veto das Forças Armadas. Ele e os atuais comandantes militares estavam no início das suas carreiras quando a comunidade de informações montou aparelhos de tortura, morte e ocultação de cadáver dentro de instituições que hoje prestam valiosos serviços à pátria.

    O general Rocha Paiva rechaçou a minha afirmação de que é um outro Exército: “É o mesmo.”

    Pelo acaso desse tempo de jornalismo multimídia, eu fiz, recentemente, uma reportagem publicada neste jornal sobre empreendedorismo nas favelas. Para tornar possível o momento que começa a ser luminoso no Rio, forças policiais e os militares se uniram contra traficantes.

    Naquele tempo obscuro se uniram numa coalizão macabra. Por coincidência, num mesmo dia eu trabalhei de manhã na matéria dos desaparecidos, fui à tarde para a Rocinha conversar com empreendedores para a outra reportagem e terminei o dia fazendo coluna sobre crise do endividamento da Europa. Visitei dois tempos do Brasil e a lembrança de crises econômicas que já superamos.

    Cláudio Renato e eu desembarcamos num sábado de manhã em São Paulo e passamos o dia no antigo Deops — Departamento Estadual de Ordem Política e Social — um lindo prédio onde tragédias ocorreram e agora famílias passeiam no fim de semana vendo exposição do memorial da resistência. Lá, entrevistamos os três filhos de Rubens Paiva.

    A equipe tinha imaginado gravar numa antiga cela. Marcelo foi logo detonando a ideia, com jeito brincalhão:
    — Horrível. Numa cela? Não! Vamos procurar um lugar bonito, leve.

    Rimos do nosso erro. Era de fato uma péssima ideia pôr os filhos de Rubens Paiva numa cela. Onde a gente estava com a cabeça?

    Na procura dos fios da meada lemos livros, material de jornal, vimos documentários. Jason Tércio no livro “Segredo de Estado” recria a história, com partes de ficção. No livro “K.”, Bernardo Kucinski fala do pai que procura a filha, professora da USP, e jamais a encontra.

    Numa frase, ele resume o que as famílias buscam, entre elas, a do autor: “Para que a sua memória na nossa memória descanse.”

  37. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    03/03/2012 às 11:49

    Amigo Ubiratan Mendes:
    Muito bem colocada as suas duas observações.Nada mais a acrescentar.
    Quanto as respostas os argumentos serão os de sempre:”vai para Cuba”,o grito histerico de “COMUNISTASSS” – mas não adianta,usaram o Estado para uma ditadura de 21 /22 anos e para manter montaram OBAN,DOICODI,CISA,CIEx,CENIMAR e não satisfeitos Centros”Clandestinos” de Tortuas e Mortes – a Casa da Morte em Petropolis Rj e Sitio da Morte em São Paulo.
    o Estado de Terror foi politica de ESTADO pois uma ditadura somente se impõe pela POLITICA DO TERROR.
    Os criminosos CIVIS/MILITARES e FINANCIADORES vão pular como pipocas e quanto mais pularem melhor – MAIS SOLIDIFICA A COMISSÂO DA VERDADE.
    Grande abraço Ubiratan Mendes.

  38. Corinthians

    -

    03/03/2012 às 11:38

    Ubiratan Mendes – 02/03/2012 às 16:31
    Também recomendo a procurar melhor antes de sair tentando ridicularizar alguém.
    A Juliana sim transcreveu o texto em seu blog – conta tanto na página principal que contém os textos recentes quanto nesta daqui:
    http://umaeducadora.blogspot.com/2012/03/meu-apoio-ao-exercito-neste-deprimente.html

  39. Corinthians

    -

    03/03/2012 às 11:34

    Ubiratan Mendes – 02/03/2012 às 16:28
    Não foram militantes de esquerda – foram terroristas. Militantes protestam, se reúnem, mas não matam.
    Não foram todos julgados e condenados – basta ver o caso abaixo:
    Este é Carlos Eugênio Paz em seu depoimento à novela governista do SBT.
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rWZUhnGsavc
    Ele nunca foi preso, nem torturado – só se exilou. Ele é um assassino confesso (ver vídeo acima), e já até confessou ter participado do assassinato de Márcio Leite de Toledo em entrevista, um participante da ALN que eles desconfiaram de que Márcio IRIA traí-los (não tinha feito nada ainda, só divergiu de algumas opiniões).
    A Comissão de Anistia viu seu caso, e claro ele recebe o bolsa ditadura.
    Palavras do próprio assassino, e não minhas.
    A Lei de Anistia, de 1979, anistiou tanto os agentes militares e civis que trabalhavam para a ditadura quanto os civis que trabalhavam para o terrorismo.
    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6683.htm
    Entende agora ?

  40. Beto

    -

    03/03/2012 às 0:25

    Não, Ubiratan Mendes – 02/03/2012 às 16:28, não entendi. Dá para desenhar?
    Não apóio nenhum regime totalitário de qualquer matiz ideológico e, até onde eu sei, os nossos militantes de esquerda queriam implantar a ditadura do proletariado (lindo isso). Iludiram jovens idealistas, que serviram como massa de manobra, os famosos inocentes úteis. Era o fogo ou a frigideira. Ou você acha que os cabeças do movimento amavam a democracia e teríamos um regime democrático de esquerda? Aliás, existe ou existiu algum? Dos três maiores genocidas da Humanidade, o único que não tinha relação com a esquerda foi Adolf Hitler, medalha de bronze. Ouro para Mao Tse Tung e prata para Stalin. Ei, esses dois não são ídolos desta turma? Fidel Castro não matou outro monte? O Khmer Vermelho foi democrático? Precisa falar do maior vendedor de camisetas do mundo, ícone do movimento estudantil, e grande pacifista Che Guevara? Conta outra!

  41. Beto

    -

    02/03/2012 às 23:59

    Essas pústulas não tem envergadura moral para invocar a Truth and Reconciliation Commission, um dos grandes eventos da história moderna, que mostrou ser possível pacificar um país destroçado por um regime racista e extremamente violento, sem um banho de sangue! Esse bando de incompetentes quadrilheiros não tem um mínimo de competência para chegar nem perto!! E se essa pantomima se chama Comissão da Verdade, o outro lado tem que prestar contas também: a Energúmena Rousseff e suas asseclas, bem como todos os que recorreram a violência para implantar uma “democracia” cubana, chinesa ou soviética ou o que seja nestepaiz.
    O meu sangue ferve só de ler que essas cavalgaduras incapazes de articular uma frase com início, meio e fim acham que podem se nivelar a Desmond Tutu e Nelson Mandela. É o fim da feira!!!!!

  42. Ubiratan Mendes

    -

    02/03/2012 às 16:31

    A Juliana S.A. (dois posts abaixo) não publicou nada no blog dela. É ‘caô’ – o blog dela só divulga aulas particulares. Merchandising. kkkkk

  43. Marco Antônio Teixeira

    -

    02/03/2012 às 16:28

    … se instaurado nos mesmos moldes africano , essa Comissão da Verdade traria à depor e pedir perdão ,por crimes e atrocidades cometidas , a própria Presidente Dilma , e muito dos seus pares.

  44. Ubiratan Mendes

    -

    02/03/2012 às 16:28

    Boa tentativa. Mas por quê só há cadáveres ocultos do lado dos militantes de esquerda? Por quê só as forças de estado reprimiram com tortura e só os militantes de esquerda foram torturados? As ações da esquerda eram públicas, os militantes foram caçados como ratos, morriam quando eram pegos (depois de torturados, se possível) ou fugiam do país. Militantes que eram pegos eram julgados nos tribunais de exceção, sem direito a justo processo legal ou contraditório, pagaram suas penas. Então, quem tem culpas a reparar e esqueletos a mostrar é a direita. O Estado não pode ser inocentado, o regime tampouco, a Lei de Anistia não os anistiou. Entende agora? O Estado tem que responder por seus excessos, mesmo que 30/40 anos depois, e restituir a informação correta e a verdade, sem encobrir nada. Não se passa borracha na História. Os atos dos militantes de esquerda já foram exaustivamente julgados, condenados, punidos até com a morte.

  45. Juliana S.A.

    -

    02/03/2012 às 8:13

    Parabéns, Jornalista, por seu texto isento e reflexivo. Tomei a liberdade de transcrevê-lo em meu blog, ansiosa que estava em externar meu sentimento de repulsa a essa aberração supérflua e sectária chamada comissão da verdade. E seu texto foi o que eu achei de mais imparcial e profundo acerca de e dos fatos. Parabéns. Eu já era assídua frequentadora do Augusto Nunes e doravante serei também sua leitora.

    http://umaeducadora.blogspot.com

    Muito obrigado, prezada Juliana. Para mim é uma honra ter você como leitora e agradeço a transcrição do texto em seu blog.
    Um abração e volte sempre!

  46. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    02/03/2012 às 0:24

    Amigo Setti:
    No Programa da Mirian Leitão do dia 01/o3/2012 no canal 40 da NET – foi a maior contribuição feita por uma reporter na defesa da liberdade,direitos humanos e a VERDADE DA HISTÓRIA NÃO SEJA ESCONDIDA PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA.
    Agradeço ao Gen França(?) pela defesa dos crimes cometidos pelas FAs da época da de 21/22 anos de ditadura civil millitar no Brasil – sua participação foi determinante para causar vomitos de indignação – obrigado general/clubes militares e os 150 oficiais da reserva na defesa que fazem a Tortura,Sequestros,Estupros,Mortes e Desaparecimentos é a Mobilização que Necessistamos para a Comissão da Verdade ser instalada DEFINITIVAMENTE.
    A Mirian Leitão todos os DEMOCRATAS do Brasil e do Mundo lhe devem APLAUSOS E ADMIRAÇÂO.

  47. Idevam

    -

    01/03/2012 às 21:39

    Não Vamos Menti Vamos Chamar Pelo Nome Serto Comiçaõ da Mentira

  48. Fábio Tenca

    -

    29/02/2012 às 0:22

    Não passa de mais uma pilantragem para que os pilantras de plantão ganhem mais uma boquinha.
    Safados incorrigíveis que são, apenas montarão mais um palanque mentiroso a render loas aos “bravos guerreiros pela democracia”…Neste país, de fato, as piadas já estão prontas!
    Esse revisionismo imbecil tem somente viés pecuniário. A porralouquice desses babacas rendeu uma gorda aposentadoria. Um belo investimento feito ainda durante os divertimentos e excitações juvenis. Naturalmente pago pelos miseráveis que nem sabem que eles existem ou existiram.
    Asquerosos!

  49. J.B.CRUZ

    -

    28/02/2012 às 23:26

    Como já disse em posts anteriores sobre o mesmo assunto,Acho de extrema perda de tempo mexer em um assunto superado pelo tempo..A Anistia,Ampla, Geral e IRRESTRITA, foi firmada com a aprovação dos dois lados..

  50. SergioD

    -

    28/02/2012 às 21:56

    Luiz Carlos, essa morte em particular, foi apurada durante a própria ditadura. A morte do tenente Alberto Mendes Jr foi ordenanda pelo capitão Carlos Lamarca, o que se sabe desde aqueles tempos. E o capitão Lamarca, pelo que sei, foi morto no interior da Bahia por um destacamento comandando pelo Major Nilton Cerqueira.
    Luiz, a mair parte dos que pegaram em armas contra a ditadura foram presos ou foram mortos. Seus algoses, que utilizaram instrumentos do Estado Nacional para perseguir os opositores do regime, nem sempre pessoas que pegaram em armas, como Rubens Paiva, Vladmir Herzog e Manoel Fiel Filho, nunca foram julgados ou identificados. Conhece-los seria importante, embora eu ache que a lei da anistia deva ser respeitada, diferente do que acha o meu amigo Pedro Luiz. Assim como concordo que os crimes contra a humanidade praticados pelo outro lado também devam ser explicitados.
    Grande Abraço

  51. Luiz Carlos

    -

    28/02/2012 às 17:07

    Gostaria muito que esta Comissão apurasse a Morte de um Soldado, que teve sua cabeça esmigalhada à golpes de revólver, porque os “defensores da democracia” não queriam matá-lo à tiros, pois tinham medo de revelar sua posição.

  52. Corinthians

    -

    28/02/2012 às 12:42

    lambarine – 28/02/2012 às 10:24
    Gostei muito de seu comentário. Acho isso relevante e necessário – porém, para um país como o Brasil que já tem a lei de Anistia aplicada que possibilitou a instalação da democracia (isso antes da África do Sul) acho que a verdade só virá através da abertura de documentos oficiais e pelo trabalho de historiadores.
    Afinal, uma Comissão da Verdade montada pelo governo – mesmo que fosse uma séria, não como esta – não seria uma verdade dos governantes, possivelmente manipulada ?

  53. José Augusto - BH

    -

    28/02/2012 às 12:32

    O Comunista Até a Alma – 28/02/2012 às 1:34 – disse tudo. Deve ser até indicado para a Comissão da Verdade, a hora que ele quiser, de tão jsuto, neutro e verdadeiro.
    “Até a Vitória Soviética” – Muito bom mesmo; vai ser igualzinho como foi na 2ª Potência Mundial, a URSS. Vamos seguir lutando para ficarmos igual Cuba, Albânia, Coréia do Norte, todos felizes com o progresso do Partido e do Povo, e a liberdade marxista-leninista tão sonhada! A juventude brasileira, tornada comunista, será educada pelos livros e relatórios da Suprema Comissão da Verdade Verdadeira e do MEC do Haddad, exemplos mundiais de perfeita neutralidade ideológica. Se fizerem um filme sobre a transparência, equilíbrio e retidão da Comissão, vai ser uma aula magna de sociologia, igual o ganhador do Oscar de melhor filme de 2011 “O Filho do Brasil”. Brasil-zil-ziiiilll.

  54. joão jose

    -

    28/02/2012 às 12:00

    Ruy Lobo, concordo inteiramente contigo.

  55. joão jose

    -

    28/02/2012 às 11:58

    Que lisura terá esta comissão, cujos membros serão escolhidos por Dilma ???????

  56. joão jose

    -

    28/02/2012 às 11:57

    Isto é uma vigarice, para arranjar mais indenizações para petistas e baderneiros.

    A lei que criou a Comissão não menciona qualquer indenização.

  57. lambarine

    -

    28/02/2012 às 10:24

    É necessário que haja um levantamento sério das ocorrências políticas do período de 18 de setembro de 1946 até 5 de outubro de 1988. Afinal, nossa história tem sido escrita de acordo com a vontade de governantes, em épocas de manipulação das informações, onde se aproveitava dos parcos meios de comunicação, os quais eram regiamente servis aos governos.
    Por que rever a história? Porque dispomos de pesquisas e documentos que nos podem levar a uma retratação de fatos com muito mais fidelidade. Porque não é mais admissivel que governos a manipulem. Porque os povos estão fazendo sua própria história. Por que não tem mais cabimento aceitar a verdade de alguns, e sim, a verossimilhança dos fatos, através das informações imediatas de que dispomos hoje.
    O Brasil tem de honrar sua história colocando todos os fatos à apreciação, principalmente, das gerações pós 1980. Afinal, elas vivem, ainda, à mercê das informações parciais e tendenciosas de malfeitores e de ressentidos da chamada ditadura.
    Nossos jovens precisam conhecer os fatos, mas cabe investir para que eles não sejam vítimas das agruras passadas e dos desdobramentos indesejáveis do presente. Eles precisam fazer sua própria história, e não viver o passado, porque este não pode ser o presente deles.
    Se a Comissão da Verdade tem intenções honestas, há de se imitar a Comissão da África do Sul, estabelecida por lei em 1995, e cumprida em seguida. Existe melhor exemplo?
    Da maneira como o governo está conduzindo esse processo, haja vista o pronunciamento de ministros, e o silencioso apoio da Chefe do Executivo, a oposição é iminente, e seus desdobramentos, desconhecidos.
    A propósito do primeiro parágrafo, quando falei de um levantamento sério das ocorrências de 1946 a 1988, refiro-me não somente às torturas, assassinatos, atentados, assaltos, sequestro, e outras barbaridades cometidas pelo estado e pelos seus oponentes, mas também às motivações de ambos os lados, o que vem sendo esquecido pelos meios de comunicação. Afinal, há muito o que ser esclarecido àqueles que não viveram aquela época.

  58. duduvieira10

    -

    28/02/2012 às 10:08

    Ora pois meu caro RS, estamos careca de saber que essa tal Comissão da Verdade é na verdade um vigancinha, revanchismo disfarçado, só vai engordar uma banda do porco, com sabor de vitória da irmandade comunidade Ptista,,,estamos tb careca de saber que esse pessoal que se meteram em operação clandestina fizeram foi um investimento, receberam uma bolada e continuam recebendo pensão por nós paga em nome da “bolsa ditadura”. sds

  59. Corinthians

    -

    28/02/2012 às 9:59

    Muito bom Setti.
    Mostra o quanto os partidaristas de hoje se escondem sob o manto de defesa dos direitos humanos.
    Essa Comissão da Verdade é uma piada, pra variar de mau gosto, do lulo-petismo.
    Podemos ver o quão revanchista esta Comissão é não só no texto partidário do projeto que criou a Comissão, mas também nos comentários espalhados em posts não só de seu blog, mas também nos blogs da esgotosfera que existem por aí – eles vão exigir punição ao arrepio da lei de Anistia.
    (Aliás por favor me corrija se eu estiver errado, mas a Comissão da Verdade não terá poder para punir ninguém que eu saiba, correto ?).
    É importante lembrar que a África do Sul aplicou uma lei de anistia semelhante a nossa, o que tornou viável a democracia naquele país.
    Recomendo que assitam ao filme “Invencível” para entender o por que Mandela foi o líder que foi – sua visão de povo e nação nunca teve vez no revanchismo, cotas nem separação de nós e eles.

  60. Markito-Pi

    -

    28/02/2012 às 9:00

    Estaq comissão da Verdade já nasce como mentira.´Seria, de fato, uma Comissao da Verdade Petista.Com este sobrenome, vê-se que a única palavra aproveitável é “comissão”, que para a corja petista, deve ser grafada ‘Comi$$ão”, assunto único em que esta gentinho tem expertise.

  61. Lico

    -

    28/02/2012 às 8:44

    Tem alguns bobos e mentirosos que leêm mas não estão nem ai para o escrito, já que tem uma formação doentia na cabeça, querem apurar somente atos cometidos por um dos lados, punição somente para um dos lados, ressarcimento e indenizações somente para um dos lados, que comissão da “VERDADE” é está que só vai se dedicar a um dos lados, alguém sério, por sério existem poucos, neste caso, vai acreditar que a comissão irá apurar a verdade, visto que tudo já começa em um amontoados de mentiras, é rir para não chorar, somente em um País como o Brasil isto é possível, somos todos idiotas e ficamos apenas vendo a comissão da verdade mentir em nossas caras.

  62. carlos a. trindade

    -

    28/02/2012 às 8:31

    Em primeiro lugar, esse processo de revanchismo é uma velha aspiração dos comunistas travestidos de democratas(absurdo), gostaria de enfatizar a preocupação do comentarista, vão inquirir um lado só, mas e os terroristas, os sequestradores, os assaltantes de banco, os assassinos que militaram nos grupos de esquerda,treinados em Cuba e URSS, esses que hoje recebem pensões e indenizações generosas, não responderão por nada ?
    Outra duvida, se a Anistia Ampla Geral e Irrestrita
    não vale mais, não seria justo o sr. Lula perder a condição de Anistiado ? inclusive deixando de receber o benefício que recebe em ¨dobro¨ acima do
    této previdenciário, sem pagar imposto ?
    O SUS esta falimentar, mas dinheira para essa comissão certamente não faltará, não sou a favor da impunidade, mas se é para apurar, que comecem pelo lado ilegal, que defendia os interesses soviéticos.

  63. Willer Stedt

    -

    28/02/2012 às 8:13

    Caro Setti,

    Esta comissão da verdade mais parece um circo armado para o partido no governo escrever a história da maneira como melhor lhe provém, em benefício próprio e contra os interesses do país. Sim, existiram comissões em outros países relacionadas com injustiças e ditaduras, o que distingue a nossa comissão da verdade das outras não é só a composição dos quadros de especialistas avaliadores, é também o momento político e a intenção por trás da ação.

    Coisa típica de regimes de exceção, existe aqui o perigo da estória oficiosa assumir o lugar da história oficial, e esta última é tarefa para historiadores, não inquisidores.

    Uma comissão que procura reconciliação?
    Quer apurar a verdade, mas depois de apurada vão fazer o que com os fatos? Deixar para lá?
    Vão expor um assassino e depois vão se virar para a sociedade e dizer..”agora tomem que o filho é seu”?

    A oportunidade perdida do esclarecimento dos fatos se consubstanciou na anistia ampla, geral e irrestrita, ao aceitá-la a sociedade comprou o ônus da injustiça contra as vítimas em benefício da dita reconciliação nacional, estão querendo agora reverter o jogo? Por quê?

    Basta lembrar a foto de Dilma num tribunal, miudinha e frágil, ao mesmo tempo desafiante e orgulhosa cercada de militares cobrindo as faces.

    Esta comissão da verdade segue a mesma intenção mitificadora e oportunista do uso da foto. Não pretende reconciliar ninguém, pois afinal os brasileiros não estão separados por barreiras ideológicas ou morais, éticas ou quaisquer outras.

    As poucas e localizadas divisões que hoje existem foram artificialmente plantadas num processo de tranbique político sem igual, lutas de classe que desembocaram no absurdo das propostas étnicas malucas, divide e impera, ora, o PT está há dez anos plantando a discórdia dentro da sociedade brasileira, e querem a verdade?

    Comparando os estragos que o PT tem infligido ao país, a ditadura brasileira era um colégio de frades franciscanos, durante 21 anos de ditadura morreram 424 brasileiros (cada vítima foi uma vitima demais, sem discussão) mas o número se equipara às vidas perdidas por obra e incompetência do governo petista da Bahia, isto em poucos dias, sem falar que foi necessário intervenção do EXÉRCITO para que a ordem pública pudesse ser restabelecida.

  64. tito

    -

    28/02/2012 às 7:14

    quem torturou e matou nesta época foram os membros da VAL PALMARES E OUTRAS ORGANIZAÇÕES TERRORISTA QUE ERAM COMANDADAS PÓR ZÉ DIRCEU CASTRO POR DILLMA POR LLULA POR TODA ESTA CORJA QUE HOJE DOMINA ESTE POBRE PAÍS E QUE TEM ATÉ O HOLOCAUSTO DO ABORTO QUE É COMANDADA POR LEONORA CHUPA-CABRAS DO PLANALTO
    VÃO SE CATAR SEUS PETRALLHAS

  65. Comunista Até a Alma.

    -

    28/02/2012 às 1:34

    Quem mandou os milicos mexerem com comunista e sem conseguir segurar o crescimento comunista durante o regime? Agora vão apanhar 1000000 vezes mais do que apanhamos!
    O caminho é árduo mas sempre terminará com a vitória soviética!

  66. Paulo Sérgio da Costa Reis

    -

    28/02/2012 às 1:07

    Nos temos hoje na Presidencia da República do Brasil uma Mulher que foi sequestradora, terrorista, assaltante de banco e que queria implantar uma ditadura comunista no nosso País. Meu Deus, sera que isto não é suficiente para que o povo desperte de sua letargia, e deixe de ser massa de manobra nas mãos deste canalhas do PT.

  67. Julian

    -

    28/02/2012 às 0:43

    Será pura coincidencia todas os países da AL governados por partidos de extrema esquerda criarem as suas ”comichões da verdade”? O espírito de revanche e vingança paira no ar. Será que o PT quer ajudar a resgatar a ”verdadeira história” do Brasil?Se nessa ”verdadeira história” estiver ,que a terrorista-presidente Dilma , Vana, Stela ou seja lá qual for seu nome verdadeiro , participou do assalto à casa de Ademar de Barros eu ficaria muito contente e o povo brasileiro saberia em quem votou e de que quadrilha faz parte.

  68. Paulo Pithan de Oliveira

    -

    27/02/2012 às 23:26

    Comissão da verdade, num País que os cidadãos não conseguem a sua identidade?! Isso é para alguns interesseiros arranjar mais uns trocos.

  69. Luizão

    -

    27/02/2012 às 22:46

    Ah, amigo… Nunca tive dúvida de que isso era pura Começão da Verdade. No máximo, Comissão da Revanche.
    Assim como aquela Comissão de Anistia virou Começão do Orçamento.
    O que você esperava dessa gente do PT, Setti? Honestidade, boas intenções?

  70. José de Ribamar de Sá Bogéa

    -

    27/02/2012 às 22:45

    Amigo, Setti, a grosso modo de ver esta comissão da verdade, é revanchismo encravado dos ex-guerrilheiros que agora dominam o poder no país, democraticamente estabeliecido, democracia esta, que eles lutavam pra derrubar. Queriam implantar o maxismo modelo cubano, só não conseguiram porque os militares venceram nas armas. A Dilma, por ironia histórica, tenta esconder esta farsa montada com apoios de um legislativo vendido ao executivo de ex-fora da lei, isto é fato.

  71. Brasiloeioro de Luto

    -

    27/02/2012 às 22:38

    Caro Paulo, lamento, mas não posso publicar como comentário transcrições de reportagens imensas, que tomam todo o espaço destinado aos leitores.

  72. Alberto Oliveira

    -

    27/02/2012 às 22:31

    Comentário com este do Pedro Luiz só vem corroborar que a esquerda brasileira está vivendo seus dias de glória, mas que estariam mais adequados há, no mínimo, 40 anos. Isso mesmo, são retrógrados por natureza. Ainda não largaram a bengala para andar com suas próprias pernas,ou melhor, com suas próprias cabeças.

  73. Alexandre Finger

    -

    27/02/2012 às 21:51

    Amigo,
    o que sei é que tem um monte de pedidos de indenização de”ex-torturados” e familiares na justiça,as quais falta a prova para consolidar e esta “comissão da verdade”é que será incumbida de encontra-las.serão muitas ações que poderão exigir finalmente uma compensação financeira aos familiares destes.interessa a quem? advogados(investigue quem são eles?)

    A lei que criou a Comissão da Verdade não prevê indenizações.

  74. Angelo Losguardi

    -

    27/02/2012 às 21:49

    Aqui no Brasil é aquele aborrecido joguinho de esquerdistas: querem reescrever a história e apagar das fotos os inimigos. Quer coisa mais vigarista que terroristas que lutaram pelo comunismo dizerem hoje que queriam “democracia”? É muita cara de pau dessa gente. Mas é assim: sem mentiras, os esquerdistas não tem o que dizer. O esquerdismo é o mais perto que a humanidade conheceu do mal absoluto.

  75. Ricardo

    -

    27/02/2012 às 21:44

    Não adianta mesmo! Pré-requisito para ser petista é ser Boçal!

  76. José Augusto - BH

    -

    27/02/2012 às 21:30

    Esse Pedro Luiz aih abaixo ainda estah nos anos 70. Se depender dele, o iludido, a Comissão será uma espécie de Pol Pot misturado com Gulag, a carnificina elevada a 10a potência contra os velhinhos com mais de 80 anos. Tudo com a intenção de “pacificar” os derrotados do golpe comunista, hoje na faixa dos 70 anos, os covardes que confiam na falta de memoria do povo, que entregaram os proprios companheiros, e agora querem grana (muita grana) pela derrota vexaminosa. Tiveram que esperar pelo favor da anistia para ser gente, humilhados pela propria incompetencia. “Enquanto o gato dorme, os ratos fazem a festa”. Aproveita agora, Maneeeh, que no final vc vai ter vergonha da verdade a ser revelada, chorão.

  77. Mario Lima

    -

    27/02/2012 às 21:21

    NINGUÉM DA MINHA FAMÍLIA FOI PRESO E NEM TORTURADO NAQUELA ÉPOCA. COM CERTEZA NÃO PARTICIPARAM DE ROUBO E NEM VANDALISMO. OS “SANTINHOS DO PAU OCO” FORAM PRESOS POR TER COMETIDOS CRIMES. DAQUI 20 ANOS O FERNANDINHO BEIRA MAR VAI PODER DISPUTAR A PRESIDÊNCIA DA REPUBLICA DIZENDO QUE FOI PERSEGUIDO POLITICAMENTE.

  78. FLAVIO SILVA

    -

    27/02/2012 às 21:12

    Os Ladrões que roubaram o cofre na casa do ex. prefeito Admar de Barros vão ser ouvidos? Esses Petralhas estão querendo desviar mais dinheiro com as falsas indenizações….

  79. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    27/02/2012 às 20:58

    Privataria Tucana:
    É um livro apenas – esta em todas livrarias e muito bem vendido.
    Existe uma CPI em marcha no Congresso baseado nas denuncias do livro.
    Como brasileiro fico feliz – Comissão da Verdade,Julgamento do Mensalão pelo STF,a CPI das Privatizações e que venham mais,mais e mais somente com a VERDADE com nossa HISTÓRIA nunca mais alguém dirá que o Brasil é o país da impunidade.
    Senta a Pua,Brasil!
    Pedro Luiz

  80. Marco Balbi

    -

    27/02/2012 às 20:50

    Setti! Obrigado! Estou divulgando e compartilhando! O texto é muito esclarecedor! Parabéns!

  81. alvim

    -

    27/02/2012 às 20:50

    O que estão querendo é punir militares, mas esse governo sabe de sua culpabilidade daquela época, com práticas de sequestros, assaltos, assassinatos, etc. Por isso que eles intitulam de comissão da verdade. A verdade verdadeira são as fortunas que eles recebem hoje, frutos de indenizações.

  82. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    27/02/2012 às 20:48

    Amigo Setti:
    A lei da Africa do Sul é a lei da Africa do Sul é a realidade deles,foi a negociação deles – é a melhor lei para a Africa do Sul apenas para a Africa do Sul.
    Não quero e não desejo reconcialição, reconcilio com amigos que briguei,com pessoas que discordo -Não há o que reconciliar com uma Politica de Estado de Terror para garantir um ditadura de 21/22 anos no Brasil – a VERDADE quando surgir de todas os tempos de Ditadura no Brasil – nada irá BARRAR sua força.
    Sei que voce é a favor da Comissão da Verdade mas nunca será para reconciliação – e como disse todos os que apostaram pela IMPUNIDADE ETERNA de seus crimes diretamente ou indiretamente responderão pelos seus atos – com uma unica diferença, terão o Estado de Direito a defender o seus Direitos de Defesa.
    Meu abraço
    Pedro Luiz

  83. Pedro Garcia

    -

    27/02/2012 às 20:43

    Cade as piadinhas com 1984 e o miniver? Pq sério, gente. Se duvidar, logo transformam isso aí em ministério.

  84. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    27/02/2012 às 20:10

    Amigo Setti:
    Quando a Comissão da Verdade for instalada – nada deterá a ONDA enorme escondida durante 21/22 anos de ditadura fascista civil militar,fardados/civis/financiadores – aparecerão e aí amigo Setti o que foi escondido,camuflado explodirá nas ruas – explodirá e TODOS irão prestar contas em Tribunais Legais com Amplo Direito de Defesa,sem tortura e com amplo apoio de informação na Imprensa e a própria Imprensa será também julgada pela omissão e até como instrumento de ajuda da própria repressão.
    A VERDADE quando surge é uma grande onda e não existe barreira para dete-la.
    Pedro Luiz

    Pois é, caro Pedro Luiz, mas os sul-africanos fizeram uma lei bem melhor, não é?

    Sou absolutamente a favor de uma comissão da verdade, mas acho que esta não vai apurar toda a verdade e muito menos promover uma reconciliação.

    Infelizmente.

    Abraços democráticos

  85. Ruy Lobo

    -

    27/02/2012 às 20:10

    O “companheiro” “Privataria Tucana” deveria incluir no nome a privatização dos aeroportos, feita pelo PT. Os “guerrilheiros”, na verdade um bando de ladrões e vagabundos, NUNCA sequer pronunciaram a palavra “Democracia”. Sabe por que não ouvirão o outro lado? Porque a verdade derrubaria ministros e presidentes. Cuba é um modelo de direitos humanos…

  86. privataria Tucana

    -

    27/02/2012 às 19:46

    Cafajeste é um leitor que escreve uma bobagem como a que você enviou.

  87. Beto

    -

    27/02/2012 às 18:50

    O livro do Desmond Tutu sobre esse processo é sensacional!

  88. Diogo Alencar

    -

    27/02/2012 às 18:17

    Totalmente injusto…….DUVIDO ELES MANDAREM PARA CADEIA VÁRIOS POLÍTICOS DE HOJE……Que Sequestraram,assassinaram diplomatas, Roubaram e torturaram……..

 

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