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10/09/2011

às 19:32 \ Política & Cia

O centenário do general Golbery, um dos pais da ditadura militar

Golbery do Couto e Silva

Golbery do Couto e Silva: desde os anos 50, conspirando até que a ditadura chegou

Amigos, reproduzo hoje texto do jornalista Luiz Cláudio Cunha publicado no Observatório da Imprensa, sob o título original “Golbery: benfeitor em Rio Grande, malfeitor no Brasil”.

O aziago mês de agosto do ano da graça de 2011 marcou a confluência de duas comemorações contraditórias: os 45 anos do afogamento sob torturas do ex-sargento do Exército Manoel Raimundo Soares e os 100 anos de nascimento do general Golbery do Couto e Silva.

Uma exalta a memória, outra ofende a História – uma ofensa com o beneplácito do silêncio cúmplice da imprensa.

Em 1966, ainda agosto, o cadáver putrefato do sargento veio à tona num dos afluentes do lago Guaíba que banha Porto Alegre, após 152 dias de tortura num quartel do Exército e nas celas do DOPS. Aflorou nas águas barrentas do rio Jacuí com os pés e as mãos amarradas às costas, marca brutal da tortura que estarreceu até o homem que, dois anos antes, iniciara o golpe que impôs a ditadura: “Trata-se de um crime terrível e de aspecto medieval, para cujos autores o Código Penal exige rigorosa punição”, indignou-se o general Olympio Mourão Filho, então ministro do Superior Tribunal Militar (STM).

O “Caso das Mãos Amarradas”

O “Caso das Mãos Amarradas” ficou ali, boiando no medo viscoso de alguns, constrangendo a inércia de muitos, incomodando a consciência de todos. Apesar dos 20 nomes envolvidos na prisão, tortura e morte de Soares – 10 sargentos, 3 delegados, 2 comissários, 2 tenentes, 1 guarda-civil, 1 major e 1 tenente-coronel do Exército –, o IPM foi arquivado sem que ninguém fosse denunciado. No último dia 26 de agosto, aniversário de sua morte, o sargento Soares foi lembrado em Porto Alegre com a inauguração de um monumento em um parque às margens do Guaíba de onde seu cadáver emergiu para a história.

A viúva, dona Elizabeth, abriu um processo em 1973 contra a União pedindo indenização por danos morais. Sucessivamente, nos últimos 16 anos de presidência dos democratas Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, a União recorria teimosamente da sentença para defender os assassinos da ditadura. Dona Elizabeth morreu no Rio de Janeiro em 2009, aos 72 anos, com as mãos amarradas pela impunidade e o coração sangrado pela amargura – ainda sem saber o nome dos assassinos do marido, sem ser indenizada pelo Estado que o matou, sem ver a homenagem tardia ao sargento, trucidado aos 30 anos de idade.

O repúdio da terra

No domingo anterior, 21 de agosto, uma cerimônia parecida resgatou a lembrança de outra ilustre figura, morta em 1987: o mentor da ditadura que supliciou e assassinou o sargento, o general Golbery do Couto e Silva, nascido exatamente um século antes em Rio Grande (RS), o porto mais importante do extremo sul do país. O prefeito da cidade, filiado ao PMDB bastardo que nada lembra o MDB velho de guerra que combateu o regime militar, plantou na praça Tamandaré a pedra fundamental de um busto em honra ao filho ilustre, conterrâneo do almirante e patrono da Marinha.

Golbery: 2 tentativas fracassadas de virar nome de rua na cidade natal. (Foto: Luizinho Coruja)

A mais alta autoridade militar no ato da praça era um major da guarnição local, o 6º GAC (Grupo de Artilharia de Campanha). Nem o comandante, um tenente-coronel, apareceu por lá. Era a terceira tentativa de homenagear Golbery na sua terra natal: as duas anteriores, para dar seu nome a uma rua, foram negadas pelos vereadores. Até que, no Natal de 2009, o projeto do busto foi aprovado na Câmara local com um único voto contrário.

O pequeno diário de 16 páginas da cidade, Agora, nasceu em setembro de 1975, quando Golbery estava no auge de seu poder como chefe do Gabinete Civil do general Ernesto Geisel. O editorial do Agora que defendia a homenagem, sob o título “Dívida de gratidão”, relacionava alguns benefícios que o general trouxe para sua terra: mudou para lá a sede do 5º Distrito Naval, antes baseado em Florianópolis, defendeu a construção do sistema que capta água do canal de São Gonçalo, facilitou a pavimentação de uma avenida e ruas do bairro Cidade Nova. Apesar disso, 2 de cada 3 habitantes da cidade não são nada gratos a Golbery.

Geisel-e-Golbery

Golbery, chefe da Casa Civil, com Geisel

Uma pesquisa online no site do jornal, perguntando aos leitores se concordavam ou não com a homenagem, mostrava no domingo (4/9) que Golbery é mais detestado (67,55%) pelo envolvimento com a ditadura do que louvado (32,45%) pela mera condição de riograndino. No fim de semana, mais de 900 pessoas já haviam firmado um abaixo-assinado virtual contra o general, a ser entregue ao prefeito de Rio Grande.

Talento para fazer, na hora certa, a coisa errada

O busto de Golbery na maior praça do interior gaúcho, com 44 mil m², um terminal rodoviário, uma pracinha infantil e um minizoo, vai dividir espaço com figuras ainda mais famosas: as hermas de Napoleão Bonaparte, Guglielmo Marconi, Marquês de Tamandaré e Jesus Cristo e os restos mortais do general Bento Gonçalves, líder da Revolução Farroupilha (1835-1945).

Haverá quem considere justa a homenagem a Golbery como benfeitor de Rio Grande.

Mas muitos, muitos mais, têm justa razão para lembrar de Golbery como malfeitor do Brasil.

Basta compulsar sua atribulada ficha militar, com uma sádica inclinação pelo mal, pelo conluio, pela trama, pelo ardil, pela conspiração contra a lei, o direito e a Constituição. Golbery tinha um especial fascínio pela manipulação das pessoas certas para fazer as coisas erradas de uma forma inteligente, um talento na hora certa para fazer a coisa errada, uma habilidade que induzia o bem para o mal e dava a uns e outros a errada e útil convicção de cometer o erro como se acerto fosse.

Um típico circunlóquio, uma perífrase, que lembra bastante a parábola do poeta grego Arquíloco, do século 6 a.C., usada pelo pensador inglês Isaiah Berlin no seu famoso ensaio sobre O porco-espinho e a raposa. Ensinava: “A raposa sabe muitas coisas, mas o porco-espinho sabe uma grande coisa”. Golbery pescou este ensinamento e o cravou na conclusão do segundo capítulo (“Aspectos Geopolíticos do Brasil, 1959”) de seu perifrástico Geopolítica do Brasil, uma seleta de ensaios de sua gongórica estrutura mental, juncada de mapas, esquemas, hemiciclos, geistória, ecúmenos e outras esquisitices.

Os verdadeiros inimigos

Contrariando seu próprio mito, Golbery parecia menos a raposa e mais o porco-espinho. Ele, ao contrário dela, vê o que é essencial e ignora o resto, desprezando a complexidade em torno para concentrar a mira no objetivo central. No mundo bipolar da Guerra Fria do pós-guerra, Golbery enrolou-se cuidadosamente em seu anticomunismo, escolheu o lado e apontou todos os espinhos para a cruzada de salvação que embolou o estamento militar e a elite empresarial numa esfera redonda, pontiaguda e ideologicamente coesa na luta contra o inimigo comum.

Como na fábula, e apesar da felpuda astúcia dos inimigos, o porco-espinho de Golbery sempre vence. Como venceu, na maioria das vezes, nas duas espinhadas décadas da ditadura instalada em 1964.

Diferente do tosco sargento afogado no rio Jacuí, o general que emergia no Rio Grande era, desde criança, uma cabeça privilegiada, voraz, ardilosa. Golbery queria saber uma grande coisa, como o sabido porco-espinho, mas também queria saber muitas coisas mais, como a raposa astuta. Com 11 anos era o orador da turma da escola municipal num discurso na capela da igreja da Conceição, em 1922, pedindo a recuperação de Ruy Barbosa, adoentado no Rio. Com 14 anos já tinha lido a maioria dos clássicos da literatura portuguesa. O boletim na escola brilhava com notas 9 e 10 em matemática, português, línguas, ciências.

A melhor média da história do colégio

Com 15 anos ele se formou em ciências e letras no ginásio, exibindo a melhor média da história do colégio: nota 9,3. Aos 16 ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio. Aos 18 o cadete Golbery já era o redator-chefe da Revista da Escola Militar. Em meados de 1929, o precoce conspirador afiava os espinhos no texto principal da revista, intitulado “Antimilitarismo”, avisando:

“Não é caso inédito o fato de batalhões e regimentos e de guarnições de navios de guerra empunharem armas contra o Governo e de mesmo haverem, ao lado dos revolucionários, deposto um chefe de Estado e eleito outro. Os partidários políticos da oposição a um governo não são, propriamente falando, antimilitaristas. Os verdadeiros inimigos das classes armadas são, de fato, os anarquistas e a maior parte dos socialistas”.

revista-da-escola-militar-1trimestre-de-1930

Aos 18 anos, o cadete Golbery já era o redator-chefe da "Revista da Escola Militar"

Do nazismo à ditadura

Com 19 anos chegou a segundo-tenente e deixou Realengo na crista de sua primeira revolução, a de 1930, como aspirante da primeira turma da nova ordem. Com 33, o capitão Golbery ingressou na War School de Fort Leavenworth, no Kansas, EUA, por onde anos antes passaram os generais Eisenhower e Patton, heróis da Segunda Guerra Mundial. No final do ano estava no front italiano da guerra, com a FEB, fazendo o que gosta como oficial de inteligência e informações. O capitão que lutava contra o nazismo, em 1944, mudaria de lado duas décadas depois, como coronel, para implantar a ditadura de 1964.

Generais Eisenhower e Patton

Os generais Dwight Eisenhower (esq.) e George Patton (dir.) foram dois dos célebres alunos da War School de Fort Leavenworth, no Estado de Kansas (EUA), que Golbery também frequentou (Foto: Enciclopédia Britannica)

Os graves desvios de conduta de Golbery, contudo, começaram 10 anos antes. Em 1954 redigiu o manifesto de 82 coronéis e tenentes-coronéis que protestavam contra o aumento de 100% do salário mínimo decretado por Getúlio Vargas. A primeira subversão de Golbery acabou derrubando João Goulart do Ministério do Trabalho e o general Ciro do Espírito Santo Cardoso do então Ministério da Guerra.

Em 1955, nova insubordinação: Golbery escreve o discurso que o coronel Jurandyr de Bizarria Mamede lê no enterro do general Canrobert Pereira da Costa, líder da oposição militar a Getúlio. É a senha para tentar barrar a posse de Juscelino Kubitscheck, que Golbery espicaça como “indiscutível mentira democrática”.

Ganhou espinhosos 8 dias de cana por conta do marechal Henrique Lott, o ministro da Guerra que abortou o golpe. Em 1961, o teimoso porco-espinho de Golbery reaparece no texto bicudo em que os três ministros militares – ébrios pelo bafo inesperado da renúncia de Jânio Quadros – tentam vetar a posse de João Goulart, detonando a resistência popular em torno do governador Leonel Brizola e a vitoriosa “Campanha da Legalidade”, que festejou meio século agora em agosto.

O pai do monstro

A raposa de Brizola, daquela vez, venceu o ouriço de Golbery. O troco viria três anos depois. Em menos de 90 dias, Golbery já aprontava de novo, assumindo no final de 1961 a conspiração científica do golpe em andamento, pilotando o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, o notório IPES, que coordenava empresários, jornalistas, políticos, sindicalistas, agitadores, marqueteiros e militares a partir de 13 salas do 27º andar do edifício Avenida Central, no centro do Rio de Janeiro.

No início de 1963, o aparelho subversivo de Golbery já mobilizava 320 dos maiores empresários, de famílias tradicionais do país a poderosas corporações estrangeiras. Era um cartel golpista das 278 maiores empresas do país, que cortavam no ato a publicidade de qualquer jornal, revista, rádio ou TV que desse apoio ao governo Goulart. O porco-espinho, afinal, sempre vence.

João Goulart e Leonel Brizola

A posse de Jango (esq.) como presidente deveu muito à "Campanha da Legalidade" deflagrada no Rio Grande do Sul por seu cunhado, o então governador Leonel Brizola

Dali, afundado cada vez mais na senda da ilegalidade, Golbery operava o grampo de três mil telefones só na capital fluminense. Com a vitória do golpe, em 1964, Golbery criou e assumiu o Serviço Nacional de Informações (SNI), montado a partir da grampolândia inaugurada por ele no IPES. “O SNI era uma aberração do Estado”, definiu o jornalista Lucas Figueiredo, autor de Ministério do Silêncio, um brilhante histórico do serviço secreto no Brasil, desde Washington Luís (1927) até Lula (2005). Seis meses após a posse de Costa e Silva como o segundo general da ditadura, o diretor do combativo Correio da Manhã, Edmundo Moniz, profetizava em editorial de fins de 1967:

“O SNI ainda não se transformou numa Gestapo ou na KGB dos tempos de Hitler e Stálin. Mas começa a engatinhar e mostrar os dentes. Dentro em breve poderá firmar-se em suas quatro patas. É um filhote de monstro!”.

O SNI gestado e encorpado por Golbery agia dentro, fora e acima do governo, imune a controles externos do Judiciário e do Congresso. Fazia e acontecia, consagrando o Estado da delação e infiltrando o Big Brother do regime em todas as instâncias dos governos, das cidades do interior às capitais, das estatais à Esplanada dos Ministérios. Dois meses após deixar o governo do general João Figueiredo, no rastro do frustrado atentado terrorista do Riocentro, em meados de 1981, Golbery ecoava o que o jornalista prenunciara 14 anos antes: “Criei um monstro!”. O general, enfim, já não conseguia controlar os espinhos de seu porco de estimação.

A ditadura, sempre

O melhor prontuário do general que saiu de Rio Grande para desestabilizar a democracia brasileira, já em 1954, e arquivá-la por duas décadas, a partir de 1964, está na magistral tetralogia do jornalista Elio Gaspari sobre as Ilusões Armadas, publicada entre 2002 e 2004.

Ali, o “feiticeiro” Golbery divide o palco, a cena, os bastidores, o enredo, a trama, os aliados, os inimigos e o poder com o “sacerdote” Ernesto Geisel, seu companheiro de conspiração e trincheira de luta militar e política, do início dos anos 1950 ao final da década de 1970. Os quatro volumes estão ancorados em 25 caixas do arquivo pessoal de Golbery, com cerca de cinco mil documentos, em 220 horas de conversas gravadas com Geisel e seu staff e no arquivo privado e no diário pessoal do capitão Heitor Ferreira, sucessivamente secretário particular de Golbery (1964-67) e de Geisel (1971-79).

Com base nesses papéis e depoimentos, é possível perceber na obra de Gaspari o ecúmeno do pensamento golberyano, pela via oscilante da “sístole” e da “diástole” política que, em rodízio, explicariam os momentos de contração (centralização autoritária) ou dilatação (descentralização democrática) de nossa história, a partir da cardíaca imagem de Golbery.

O comprometimento do general nesse processo espinhoso fica mais bem definido pelo título comum que atravessa os quatro volumes da obra – A Ditadura –, redefinida pelas circunstâncias históricas de cada período, de Castelo Branco a Geisel: Envergonhada, Escancarada, Derrotada e Encurralada.

São ditaduras diferentes, mas sempre ditadura. Sem perífrase.

É disso que se trata: Golbery do Couto e Silva, com seu engenho e arte voltados para o mal, pensando, agindo, criando, fazendo e acontecendo para desfazer o Estado democrático e impor o seu modelo autoritário, afinado com sua “doutrina de segurança nacional”, imune à suposta contaminação ideológica que o regime liberal, mais do que permitia, induziria.

A derradeira afronta

Era o general e seus comparsas agindo com a máquina do Estado, todo poderoso, contra o cidadão, todo intimidado. Em alguns momentos, Golbery esteve mais distante do centro do poder militarizado, não porque divergia dele, mas por mera medição de força ou simples cálculo político.

Golbery não afrontava o “Sistema”. Golbery era o próprio “Sistema”, pensado e criado para sobreviver às suas peculiares sístoles e diástoles. Sempre preservando o Estado, mesmo que à custa do cidadão, do eleitor – do povo, enfim, de quem toda ditadura prescinde.

Quando Golbery rompeu com Figueiredo e saiu do governo, em 1981, não era por súbita devoção democrática. Era por aversão absoluta àquele que queria ser o sexto general-presidente do regime, Octávio Medeiros, então chefe do renegado SNI. A alternativa presidencial de Golbery, como se sabe, define bem o caráter do general: era Paulo Maluf, o nome civil que a ditadura embalava para lhe dar uma sobrevida no Colégio Eleitoral. O sonho de Golbery foi atropelado pela vitória do adversário Tancredo Neves e virou pesadelo com a posse inesperada do ex-aliado José Sarney.

tancredo-neves-presidente

Golbery queria Maluf, mas Tancredo Neves (centro) foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral

A confirmação do busto do general em Rio Grande não seria só um novo espinho, cutucando a memória, machucando a consciência.

A intempestiva irrupção de Golbery na praça do povo poderia ser a última afronta do general contra a história do povo que ele sempre combateu, tolheu, bisbilhotou e desrespeitou por atos, fatos e manifestos.

Será que o porco-espinho vai vencer, pela última vez?

Luiz Cláudio Cunha é jornalista                                                                                                                                           cunha.luizclaudio@gmail.com

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43 Comentários

  • Motorhead

    -

    18/12/2013 às 1:12

    Se você quiser saber porque seu texto foi deletado, por favor consulte as regras para publicação de comentários no blog no link http://goo.gl/u3JHm
    Obrigado.

  • daniel

    -

    3/9/2013 às 11:42

    “Era um cartel golpista das 278 maiores empresas do país, que cortavam no ato a publicidade de qualquer jornal, revista, rádio ou TV que desse apoio ao governo Goulart.” ====>>> Quem garante que ainda não existe esse cartel para desestabilizar os governos petistas atuais??

  • Antonio

    -

    18/10/2012 às 15:19

    Acho que quem deu a ideia do busto seja fâ deste general. Ele precisa rever a sua consciência. Enfim, vivemos numa democrácia, o povo local que decide.

  • José Carlos Ferreira

    -

    6/2/2012 às 9:54

    O período da Ditadura Militar foi um período de Guerra Civil silenciosa, e como em qualquer tempo de guerra, houve mortes, saques, sequestros, atentados, inclusive alguns da direita para incriminar a esquerda, sendo o do Riocentro o mais famoso, e definido pelo então chefe do SNI, Gal. João Figueiredo, como “coisa daqueles bobalhões”. Concordo com o Antõnio, quando diz que ele lutou pela abertura, tanto que era malquisto pela chamada “linha dura”, que tentou matá-lo (vide depoimento do cap. Américo Mourão, chefe do serviço médico da presidência) quando da sua operação de cataratas. Esse mesmo grupo chegou a planejar o assassinato do próprio presidente Geisel, tudo consta na obra de Elio Gaspari, que agora começo a concordar que não foi lida pelo autor deste artigo. Para finalizar, não me posiciono a favor de ninguém, em guerras ambos estão errados, a meu ver, mas os fatos devem vir à tona na sua totalidade.

    Se há alguém que leu bem, e releu, a obra do Elio Gaspari é o Luiz Cláudio Cunha.

    Que “guerra”, que nada. Os militares golpistas usurparam nossa liberdade durante 21 anos, sufocaram a imprensa, sufocaram os sindicatos, o regime prendeu ilegalmente, torturou e matou gente, fez o diabo e cobriu de vergonha os brasileiros de bem.

    Seu raciocínio, me desculpe, é infantil. Eu estava lá e vivi esses tempos, como cidadão e como jornalista.

  • Joaquim Caldas

    -

    30/10/2011 às 22:36

    Bem,a historia tá contada? Os filhos do porco espinho estão no poder?Anistia,Diretas Já,constituição 88,PT,Lula,Dilma,Comunistas em geral,terroristas,assassinos,assaltantes e outros estão no poder!Pois é,a “Raposa”serviu de base para o “Porco Espinho”,ele venceu!?!?

  • Antonio

    -

    21/9/2011 às 17:38

    Péssimo artigo. O autor cita os livros de Gaspari mas obviamente não os leu. Golbery foi golpista, assim como boa parte da geração de oficiais que integrou.

    Agora foi ELE, junto de Geisel, que iniciou o processo de distensão e abertura do regime. A maior prova de que Golbery foi, após 74, uma figura que lutou pela reinstalação lenta, porém definitiva da democracia está no fato de que o porão do regime, os torturadores, o odiavam, chamando-no de “Hiena Caolha”, “Satânico Dr. Go” e afins.

  • tico tico

    -

    21/9/2011 às 17:05

    Foram tempos tristes, sobrou a indignação. E hoje?

  • RAIMUNDO

    -

    21/9/2011 às 5:47

    A ÉPOCA QUE O BRSIL MAIS CRESEU FOI NA GOVERNO MILITAR. COM ESTA CURRUPIÇÃO QUE ESTA ACONTESENDO NO BRASIL, NÃO VAI DEMORÁ MUITO PRA TE UMA DESÓRDEM NESTE PAIS.

  • Fátima

    -

    20/9/2011 às 20:49

    Golbery “criou” também o mito LULA, percebendo a urgência de uma “oposição” naquele período de transição, com a eleição indireta, onde Tancredo saiu vitorioso, embora Sarney viria assumir. tomou para si a incubência de preparar aquele sindicalista palanqueiro para LIDERAR uma oposição ao regime, como fiel discípulo Lula se revelou MELHOR que o mestre.

  • Fátima

    -

    20/9/2011 às 20:48

    Golbery “criou” também o mito LULA, percebendo a urgência de uma “oposição” naquele período de transição, com a eleição indireta, onde Tancredo saiu vitorioso, embora Sarney viria assumir. tomou para si a incumbência de preparar aquele sindicalista palanqueiro para LIDERAR uma oposição ao regime, como fiel discípulo Lula se revelou MELHOR que o mestre.

  • SergioD

    -

    19/9/2011 às 11:19

    Ricardo, por favor, envie o meu email para o Pedro Luiz Moreira Lima.
    Grande abraço.

    Caro SergioD, já fiz isso. O que posso fazer é passar o dele para você, o que farei em seguida.
    Um abraço<
    /strong>

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    18/9/2011 às 20:21

    Amigo Sergio D:
    Será um prazer conversarmos aqui ou email,diálogo franco e tirando as discordancais – o comum o Horror a Ditadura Fascista Civil Militar.
    Grande Setti, semprblemas liberar meu eamil para o SergioD
    Abraços aos 2
    Pedro Luiz

  • SergioD

    -

    18/9/2011 às 19:59

    Caro Pedro
    Uma vez cobrado por ter apoiado a ditadura em seus primeiros momentos, o Dr. Ulisses pronunciou o seguinte pensamente: Eu sou eu e minhas circunstâncias. Acho que é mais ou menos isso, uma vez que minha memória já não anda muito boa.
    Amigo, não vamos conseguir chegar a um lugar comum sobre aqueles que pegaram em armas contra a ditadura. Não pretendo fazer, como você disse, uma diferença entre os maus oposicionistas e os bons oposicionistas. Os rapazes e moças que pegaram em armas contra a Ditadura tinha os seus motivos. Respeito-os. No entanto a ideologia que os levava a lutar contra o odioso regime militar pregava a implantação de um outro regime que não presava as liberdades democráticas. Caso vencessem essa luta poderíamos ter um regime como o de Cuba, o regime de um partido só. Concordo que todos devem se insurgir contra uma ditadura, mas teimo em querer ver a motivação, a intenção final dessa insurgência. Reconheço que no regime democrático devemos conviver até mesmo com quem prega a sua destruição, não é mesmo?
    Como disso num dos comentários anteriores, foram cometidas muitas injustiças e uma das piores foram contra os militares cassados pela ditadura. O pior é que a ditadura acabou a 25 anos e elas ainda não foram reparadas. A viúva de Sergio Macaco ainda não conseguiu a reparação a que tem direito por que ações na justiça vem bloqueando o processo. Reconheço isso tudo, meu amigo.
    Gostaria de continuar essa nossa conversa por email, você topa?
    Caso queira manter esse diálogo comigo, sobre esse assunto e muito outros, vou pedir ao Ricardo lhe enviar o meu email.
    Um abraço

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/9/2011 às 1:19

    Caro Sergio D:
    Ao citar a classe politica – vamos a cada um:
    Dr.Ulisses Guimarães – colocou-se imediatamente a FAVOR do GOLPE,tornando-se oposicionista com o tempo e sem duvida foi uma PEDRA NO CAMINHO dos Ditadores de plantão.
    Foi de um conservadorsimo inacreditável na LUTA pela Anistia de 1979,a Anistia do PMDB era ainda mais restrita que da Ditadura.Exemplo:os exilados estavam fora dela.Brizola,Arraes,Prestes…ainda ficariam lá fora – com um objetivo dos mais mesquinhos – não tirar o MONOPÓLIO do PMDB de oposicionista.
    Mario Covas fez um belíssimo discurso em defesa do Congresso quando da cassação Marcio Moreira Alves e tendo seu mandato cassado.Ao voltar como Senador e Constituinte,traiu sua palavra ao NEGAR a Anistia aos MILITARES que exceram seu papel constitucional não rasgando a Constituição de 1948.Foram punidos mais uma vez do CRIME de defender a Constituição e não rasgá-la – a Constuição de 1988,não foi Ampla,nem Geral e Restritíssima, a de 1979 explicável, era uma Ditadura e a de 1988?Homens como Ulisse Guimarães,Mario Covas,José Richa,Fernando Henrique Cardoso,Pimenta da Veiga,Aecio Neves sob vaias da Galeria e vaias de seus proprios companheiros de partidos – NEGARAM a ANISTIA e se submetendo a uma ameaça de golpe feita pelo Min do Exercito – Leonidas Pires Gonçalves – da turma de Realengo de 1939,não se apresentou como voluntario como a maioria de seus colegas fizeram – para lutar na recém criada FEB contra o NAZIFASCISMO que torpedearam 32 navios brasileiros,matando 1800 vidas brasileiras.Durante a guerra foi ajudante de ordens de um general com nítida tendencia NAZI.Foi Comandante do DOICODI no Rio de Janeiro e se dizendo ORGULHOSO desse comando, desafiando quem foi torturado por ele no Programa da Globo entrevistado pelo Geneton de Morais – uma semana depois o atual Presidente da ABI – Mauricio Azedo declarou – “FUI TORTURADO PELO DOICODI SOB SEU COMANDO!” logo após outro jornalistas fez a mesma denuncia.
    Foi para esse MILITAR que Dr.Ulisses,Mario Covas,Jose Richa,Pimenta da Veiga,Fernado Henrique Cardoso,Aecio Neves se abaixaram e mostraram seus
    bumbums acovardados – VERGONHA.É HISTÒRIA! está nos anais do CONGRESSO.
    Jornalistas de renome CENSURAVAM os MILITARES que permanceram fiéis a CONSTITUIÇÃO de 1948 os chamando acredite, de AGITADORES! – cito jorn Carlos Chagas,o pai do Marcos Sa Correia e outros.Barbosa Lima Sobrinho – PRESENTE! jamais abaixou em nenhum momento ao arbítrio eram poucos porém.
    Paulo Brossard foi Ministro da Justiça governo Sarney e mostrou como mostra até hoje – UM LADO CONSERVADOR INCOMPATÌVEL NUMA DEMOCRACIA.
    Itamar Franco como Presidente recusou assinar o DECRETO PROMOVENDO o CAPITÂO SERGIO MACACO – O STF por UNANIMIDADE o PROMOVEU PELA LEI DA ANISTIA ao POSTO de BRIG.do Ar.Itamar Franco amendrotado e acovardado só o promoveu uma SEMANA depois que o CÂNCER levou o CAPITÂO que DISSE NÃO! Sergio Macaco sofreu mais uma agressão e dentro de um REGIME DEMOCRATICO – lamento Pres.Itamar Fraco reconheço no senhor uma série de virtudes mas essa sua covardia mancha em muito sua história politica.
    Lamentavelmente de maneira maniqueista, voce divide a LUTA CONTRA A DITADURA – em BONS COMBATENTES e MAUS COMBATENTES – no velho e apavorante AME-O ou DEIXE-O.
    Vladimir Herzog – PRESENTE!Manoel Fiel Filho – PRESENTE!ainda hoje o lamentavel Leonidas Pires Gonçalves afirma “eram fracos não aguentaram o rojão e cometeram suicídio!” lembrar que o dois militavam em PARTIDOS COMUNISTAS com seu raciocínio MRECERAM?
    A IMPRENSA com rara excecões foram contra a DITADURA e pior se aliaram a elas – A FOLHA DE SÃO PAULO cedeu seus carros de entrega a OPERAÇÂO OBAN para levar presos para a TORTURA – na época criou-se um trocadilho trite e vergonhoso para a família FRIAS -”Pega uma carona na Folha e entre numa FRIAS!
    A Folha de São Paulo num artigo assinado por um dos Frias chamou a DITADURA FASCISTA CIVIL MILITAR de DITABRANDA.
    A todos que cairam lutando – PRESENTE!
    A todos que continuam resistindo – PRESENTE!
    A todos que resistem para que a Escuridão e Trevas continue – NOSSO REPUDIO!

  • SergioD

    -

    16/9/2011 às 17:36

    Pedro, conheço muito bem todos os eventos que você relatou. No entanto, mantenho minha opinião. Opinião de quem sempre defendeu a liberdade indo a manifestações em prol da democracia, sempre votando no antigo MDB, uma vez no PSDB (no lendário Mário covas no primeiro turno de 1989) e ultimamente no PT.
    Um lado utilizou os poderes do estado brasileiro para impor sua visão torta de país. Para isso cassou, reprimiu, prendeu, torturou e matou quem estivesse em seu caminho. E você está certo, começou isso muito cedo, antes de termos a luta armada instalada no país. Crimes que devem ser esclarecidos totalmente pela Comissão da Verdade.
    No entanto não posso deixar de apontar as responsabilidades do outro lado. A esquerda tinha a ilusão de implantar um tipo de governo que também não tinha nada de democrático. Tomou em armas para defender essa visão de governo . Visão que não é a minha e não é a da maioria do povo brasileiro, daquela época ou de agora. Tinham direito de fazer isso? Tinham, mas tal atitude amplificou a repressão e o poder do lado mais negro da Ditadura.
    Diversas pessoas se opuseram ao regime sem pegar em armas. Mário Covas, FHC, Barbosa Lima Sobrinho, Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Paulo Brossard, Mascos Freire, Jose Serra, Lula, Pedro Simom, Itamar Franco, Franco Montoro e muitos outros. No final, foram esses homens, com o apoio de uns deserdados do PDS, e de uma imprensa livre e aguerrida que conseguiram derrubar um regime já decadente. Os que pegaram em armas, como já disse, pagaram com a vida, a liberdade, a saúde e o exílio. Pior que não só eles, não é mesmo? Vide Vladmir Herzog, Manuel fiel Filho, o Capitão Sergio “Macaco”, Rubens Paiva, etc…
    Nunca defendi o golpe, longe disso. O que apenas quero lhe fazer entender é que no caldeirão de radicalismos que o país vivia naquele tempo o lado mais forte prevaleceu. E esse lado cometeu crimes abomináveis baseados numa doutrina que tinha como inimigo a esquerda. Para isso atropelou a vida de toda uma sociedade por 21 anos.
    Um abraço

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    16/9/2011 às 16:02

    Caro SergioD;
    “Foram cometidos erros de ambos os lados?”
    Um pouco de história:João Goulart foi ELEITO VICE PRESIDENTE DA REPUBLICA,derrotando o vice da chapar de Janio Quadros que era Milton Campos.Presidente e Vice Presidente eram eleitos pelo VOTO UNIVERSAL E SECRETO.
    Com a renuncia do Presidente Janio Quadros,seu Vice João Goulart em MISSÃO OFICIAL na China retornou ao país.
    Tentativa de golpe:assumiram em lugar do VICE João Goulart – uma Junta Militar(naturalmente não eleita) – Min. da Marinha,Min. do Exercito e Min.da Aeronautica,todos amados pela população que lhes conferiram o carinhoso apelido – OS TRÊS PATETAS.
    Foi urdido pela Aeronautica um plano da derrubada do avião Presidencial,denominada de Operação Mosquito.Quatro aviões de caça Gloster Meteors interceptariam o avião de João Goulart e o abateriam,assim que entrassem no Espaço Aéreo do Brasil – chegaram a decolar para a interceptção mas felizmente não o encontraram – no livro do Comandante Mello Bastos(93 anos) um dos pilotos em entrevista conta detalhes da Operação Mosquito e os nomes dos pilotos.Comissão da Verdade em cima de um ATO TERRORISTA que seria COMETIDOS por OFICIAIS da AERONAUTICA – OFICIAIS TERRORISTAS E ASSASSINOS – DERRUBADA DE UMA AVIÃO DE PASSAGEIROS E A BORDO O PRESIDENTE DA REPUBLICA.
    O Gov. Brizola no Rio Grande do Sul – Palacio do Piratilinga – em condições precarias monta uma Estação de Radio – A Cadeia da Legalidade – consegue mobilização popular,da grande maioria legalista das Forças Armadas, derruba a sim´patica Junta Militar – Os Tres Patetas(Marinha,Exercito e Aeronautica) e num novo golpe, um Parlamentismo – golpe de educados – e assume como “Primeiro e Ultimo Ministro” Tancredo Neves.
    “Constituição,Constituição acabou-se que tormento,já temos um Parlamento,falat o Rei que Papelão” – Juca Chaves,o Menstrel Maldito.
    Um quadro desses não poderia durar e é convocado um Plebiscito Sim Parlamentarimo; Não Presidencialismo – resultado?Presidencialismo com 73/76%,nosso Ricardo Setti poderá corrijir.
    Na Campnha da Legalidade,novo ataque TERRORISTA engendrada pela mesma Aeronautica – aviões de Caça Gloster Meteors armados para atacar a população e o Palcio de Piratilinga – foram abortados por OFICIAIS LEGALISTAS e SUB-OFICIAIS e SARGENTOS que esvaziaram os pneus e retiraram peças dos aviões im,pedindo a decolagaem para o ATO TERRORITAS, um dos PILOTOS TEN.Oswaldo França jr, recusou a cumprir a ordem e cassados pelo AI-1,preso,cassado,cassado em sua carreira e IMPEDIDO DE EXECER SUA PROFISSÂO como Piloto na vida cívil – Portaria Reservada da Aeronautica – assinada pelo Min da Aern. Wanderley.Oswaldo França jr,escritor genial,morreu num acidente de automovel cedo em Minas – em entrevista ao Jõ Soares contou esse Ato Terrorita.Outro ponto para a Comissão da Verdade.
    Veio ao Rio para uma exposição no Centro de exposição de São Cristóvão – A FEIRA de PRODUTOS da EX URSS.Novo ato TERRORISTA,uma bomb de grande capacidade de destruição,seria posto no terceiro dia de exposição,NO MOMENTO MAIS CHEIO DE VISITAS.A ação foi descoberta – somente “um autor identificado” e preso – na Gloriosa Revolução Fascista Civil Militar de 1964 – essa figura foi solta e tendo participação de grande importancia no Terrorismo de Estado, a Revista Veja fez uma grande reportagem denunciando e provando tal FATO.
    Em 01 de Abril de 1964 – Dia da Mentira – a Constitição foi rasgadas e um Presidente duplamente eleito – voto popular e voto popular para permanecer o Presidencialismo.Na Revista Veja,não sei qual edição publicou o IBOPE de Presidente João Goulart – 80% de aprovação popular – o nosso amigo Setti poderá confirmar esses numeros.
    A Repressão não começou em 1968,as TORTURAS,PERSEGUIÇõES,MORTES,ASSASSINATOS,PRISÔES,
    CASSAÇÔES,EXILIOS,PERDAS DE CARREIRAS,IMPEDIMENTOS DE EXERCIMENTO DE PROFISSÔES começaram já no Primeiro Dia de 01 de abril de 1964.Atos Terroristas cometidos por um GOVERNO ILEGAL e o pior financiado pelos EUA e garantia MILITAR dos EUA, com sua Quarta Frota estyacionada proximo ao Porto de Santos – que VERGONHA opara esses OFICIAIS das 3 Forças Armadas!usarem de um PODER que é do POVO, FINANCIADOS EXTERNAMENTE e GARANTIDOS MILITARMENTE TAMBÉM EXTERNAMENTE,para SUPRIMIR A LIBERDADE QUE JURARAM DEFENDER.
    O DIREITO DE REBELIÃO É SAGRADO! afirma São Thomás de Aquino e dentro desse DIREITO DIVINO movimentos ARMADOS e DESARMADOS foram feitos para a DERRUBADA DA DITADURA FASCISTA CIVIL MILITAR e ambos os movimentos ARMADOS E DESARMADOS foram CRIMINOSAMENTE REPRIMIDOS e com REPRESSÃO onde se inclui CRIMES CONTRA A HUMANIDADE!
    “Ambos os lados os lados?”.Figuras que lutaram de ARMAS NAS MÂOS,jovens,velhos,mulheres,homens – merecem respeito e admiração como Figuras SEM ARMAS NAS MÃOS,jovens,velhos,mulheres,homens que lutaram e REPRIMIDOS DA MESMA E INFAME MANEIRA – a não ser como alguns cronistas defedem(HONRA AO SETTI E LUIZ CLAUDI0 CUNHA que repudiam tal afiramtiva)- “os que lutaram sem armas nossos respeitos e os que foram torturados,mortos e desparecidos nossa tristeza,quanto aos que resitiram de armas nas mãos,nosso ódio eterno – TORTURA,MORTE e DESAPARECIMENTO e infelizmente escaparam alguns”A mim:democratas falsos,hipócritas e covardes na realidade se escondem de democratas para apoiarem o TERRORISMO DE ESTADO que lamentam ter acabado.
    Espero que refaça sua avaliação – HOMENAGEIA A TODOS SEM EXCEÇÂO QUE RESITIRAM A UMA DITADURA FASCISTA QUE NOS DOMINOU A FERRO E FOGO DURANTE 21/22 ANOS!
    A todos que cairam lutando – PRESENTE!
    A todos que continuam resistindo – PRESENTE!
    A todos que resistem para que a Escuridão e Trevas continue – NOSSO REPUDIO!

  • SergioD

    -

    16/9/2011 às 11:12

    Pedro Luiz, muito pelo contrário. Se você esta falando em relação a Comissão da Verdade, eu a apoio plenamente. O que eu acho é que foram cometidos erros de ambos os lados. Houve radicalização de ambos os lados. Um lado querendo implantar um regime que não condizia com o que a nossa sociedade almejava, e do outro a utilização da existência dessa intensão para o completo fechamento do regime. O que eu não quero, Pedro, é que o pessoal que saiu para a luta armada sai na fita como se não tivesse nenhuma responsabilidade perante a história. A ditadura errou muito, demais. Utilizou instrumentos do estado para promover repressão, torturas, terror e mortes. Mas quem partiu para a luta armada devia saber muito bem o que poderia estar trazendo de problemas para o país em função de um esperado recrudescimento da repressão. Seu idealismo foi pago com torturas, mortes, prisões e exílio. O restante da sociedade sofreu com injustiças, censura a imprensa, sindicatos amordaçados, políticos cassados, etc…
    Ao contrário do que você falou, quero que se revolva esse passado. Ele faz parte da nossa história e o estado brasileiro tem a obrigação de trazer a luz os eventos nebulosos desses tempos. Estou na torcida para ver a aprovação da Comissão da Verdade no Congresso, cujo texto acho bastante bom. Talvez um ajuste aqui, outro ali, mas não devemos mais perder tempo com isso.
    Me desculpe se me fiz entender mal. Eu não quero ter que passar mais uma vez por um período onde as liberdades democráticas sejam tolhidas, seja pela esquerda, seja pela direita.
    Grande abraço.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    16/9/2011 às 1:17

    SergioD.
    SergioD sua tese diz o seguinte – Náo mexam no PASSADO que eu tenho medo!
    Fique com seu medo SergioD, a VERDADE vira queira ou náo – minha curiosidade e saber razáo do medo que tem.

  • SergioD

    -

    15/9/2011 às 14:21

    Paulo, por favor na última frase leia:
    Foram 21 anos de uma longa noite que espero NÃO ter de passar de novo.
    Um abraço

  • SergioD

    -

    15/9/2011 às 14:17

    Caro Paulo, além da situação internacional que você cita, contribuiu muito para que o ambiente degringolasse em 1964 o fato de João Goulart ser um presidente fraco, cuja indefinição sobre os rumos do próprio governo atiçou a sanha dos radicais dos dois lados.
    Erros foram cometidos por todos. JK não se empenhou na campanha do General Lott por que sabia que seu governo deixaria as contas desarrumadas e que o futuro governo pagaria com impopularidade o ajuste fiscal, usar o termo atual, que teria de ser feito. Assim, não fez a mínima força pelo candidato do PSD. A UDN embarcou na canoa VASSOURA por sentir que era a única forma de manter os herdeiros de Getúlio fora do poder, mesmo que fosse com um destemperado como Jânio Quadros. (Quanto a esse, recomendo a leitura do excelente artigo do Augusto Nunes da VEJA de umas duas ou três semanas atrás.) Somente próximo de sua morte confessou ao seu neto o grande erro que tinha cometido.
    Nossa esquerda então…, ainda estava na idade da pedra ideológica, se mirando uns na URSS, outros em Cuba, além de uns poucos aficionados por Mao Tse Tung. Com ídolos como esses quem poderia apostar em democracia, como você bem fala. Ao invés de se mirar na social-democracia européia, não, para eles era possível tratar o país como uma pequena ilha no Caribe. Os sociais democratas nada mais eram do que traidores.
    Sabe o que é interessante? Marx dizia que para o comunismo se implantar era necessário que o capitalismo estivesse completamente instalado numa sociedade. Aí sim ela estaria madura para receber a ditadura do proletariado. Achava que a Inglaterra era um alvo mais óbvio para a implantação de seu regime igualitário.
    Onde o comunismo se implantou primeiro? Na atrasada Rússia. Depois, por imposição armada, leia-se exército Soviético, nos países da Europa Oriental, que não eram nenhum exemplo de sociedade industrializada. Pouco depois na China, na Coréia do Norte e nos países agrícolas do Sudeste Asiático. Segundo Demétrio Magnoli, em seu excelente “O Mundo em Desordem – Vol 1″, Marx não colocou a classe média na sua equação. Quando fez sua suposição imaginava uma sociedade dividida entre uma minoria burguesa e uma maioria proletária, sem a existência de uma classe média que servia de amortecedor. Note que na Rússia, na China e nos países do Sudeste asiático, a classe média era irrisória quando da implantação do regime comunista. E quem os comunistas da China e do Sudeste Asiático se dedicaram a destruir primeiro? Exatamente essa pequena parte da sociedade ciosa de seus direitos e deveres. Pol Pot a exterminou. Literalmente.
    Como é que essa turma queria implantar um regime desses no Brasil? Não seria com o apoio da nossa já influente classe média, seria?
    O grande erro dos políticos que apoiaram o golpe de 1964 foi acreditar que após a derrubada do governo Jango haveria eleições em 1965. JK, Lacerda, e muitos outros acreditaram nisso. Acreditaram para serem cassados pouco depois. JK ainda pelo AI-1 e Lacerda pelo AI-2.
    Para um amigo meu já falecido, militar antigo, o grande erro de seus pares foi manterem-se no poder por tanto tempo. Bem, esse foi somente mais um erro de uma grande seqüência, que conta com a luta armada, a repressão violenta, o AI-5, a loucura do PCdoB no Araguaia, etc… Parece que ambos os lados, atuavam juntos para manter o regime o mais fechado possível.
    Foram 21 anos de uma longa noite que espero ter de passar de novo.
    Grande Abraço

  • Widson Ferreira

    -

    15/9/2011 às 11:34

    Importante frisar que ainda nos porões da democracia existem “Golberies” solapando o dinheiro público para manterem-se no poder. É triste também um país, cujo o ensino de história nas escolas, não relata o que realmente aconteceu para instituição da ditadura ter-se consumado. Perguntei já a uma professora de história se ela já ouvir falar de Golbery, sorriu e respondeu: é algum general de Napoleão?

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    14/9/2011 às 16:53

    Caro SergioD, não podemos esquecer que hoje a situação externa é completamente diferente. Vendo uma comentarista da GNT sobre o 11/09 ela lembrava isto. Na década de 60 não existia convicção que o caminho era a democracia, mas que a ditadura do proletariado era a “evolução natural” da sociedade baseado no “socialismo científico”! Que democracia e liberdade eram valores burgueses para oprimir o proletariado, e que a ditadura (reacionária a tomada do poder) era a condição objetiva para a tomada do poder. O povo queria comida, não liberdade. Os grandes inimigos desde 1917 eram os democratas cristão.

  • SergioD

    -

    14/9/2011 às 15:17

    Ricardo, gostaria de comentar com os amigos do BLOG que a Ditadura perpetrada pelo General Golbery e seus pares foi odiosa, criminosa. Da mesma forma que também seria odiosa e criminosa aquela que fosse implantada pelos seus adversários de guerra fria. Critica-se a ditadura aqui implantada pois foi a única que vivemos. Caso tivéssemos uma ditadura de esquerda os adjetivos direcionados a classifica-la seriam tão pesados quanto o que usamos para a que se implantou por aqui.
    O texto de Luiz Cláudio Cunha é perfeito. O General Golbery trabalhou nas sombras durante todo o tempo tendo sempre em mente a sua visão do Brasil como Potência e a da Segurança Nacional. Tinha ares de erudito, de extremamente culto, haja vista as inúmeras aquisições de livros que fazia. No entanto suas idéias de liberdade nunca comungavam com as que o povo brasileiro rezava.
    Como bem lembrou o leitor Paulo Bento, citando Olavo de Carvalho, não se pode “ler” a história da época sem enxerga-la sobre a ótica da Guerra Fria. O ambiente da Guerra Fria foi desastroso para países como o nosso onde a tradição democrática nunca esteve enraizada nas instuições, na cultura, no comportamento. O Brasil ficou dividido entre uma esquerda radical e completamente aloprada, cega aos verdadeiros anseios da sociedade e louca para transplantar para cá experiências exógenas, e uma direita autoritária instigada por uma classe empresarial temerosa de perder os seus privilégios.
    Nesse caldeirão de radicalismos, políticos moderados como JK, Tancredo Neves, San Tiago Dantas não tinham vez.
    Foi uma pena termos passado por isso. Nossa democracia teria evoluído bastante não fosse esse hiato de 21 anos.
    Um abraço

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    13/9/2011 às 13:47

    Amigo Setti e Amigo Luiz Claudio Cunha:
    Gostaria de dar aos dois grandes jornalistas na defesa da Liberdade e Direitos Humanos o livro “68 a Geração que queria mudar o mundo – Relatos”
    Realização – Projetos – Marcas da Memória; Comissão da Anistia;Ministério da Justiça.
    Envia seu email e do Luiz Claudio Cunha para poder enviar os livros via Sedex.
    Meu abraço de admiração e respeito a todos independente de opiniões, onde os Direitos Humanos é um dogma de fé, Setti,Luiz Claudio Cunha,Herzog,Abramo…estão nessa galeria.
    Pedro Luiz Moreira Lima

    Muitíssimo obrigado, caro Pedro Luiz.
    Enviarei os emails e transmitirei sua mensagem ao Luiz Cláudio.
    Abração

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    12/9/2011 às 19:20

    O “crime” do vereador Carlos Fialho Mattos – Patola (PPS) foi ser pego dirigindo e ter feito o teste do bafômetro e estar acima do limite. Isto é o “ato de terrorismo contra nossa urbe comunitaria”. A denúncia foi do Vereador Júlio Martins (PC do B). Ainda fizeram uso da palavra os vereadores Luiz Francisco Spotono (PT), Claúdio Costa (PT), Nando Ribeiro (PC do B) e Augusto César (PDT). Pois é, um escárnio beber. Ainda se fosse o Governador Olívio Dutra (PT), etilista contumaz, daria para perdoar, mas um vereador do PPS? Por isto, Romário (PSB-RJ), se nega a fazer o teste.

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    12/9/2011 às 18:58

    É isto que eu digo, Golbery de C. e Silva é culpado pelo que aconteceu no “causo” contado por Caio Cezar Rodrigues de Oliveira, mas Lula não tem nenhuma por Diceu, Delúbio e o mensalão, que estava ao lado do seu gabinete. Meu pai foi colega de escola do Golberi em Rio Grande. E tinha dele uma admiração pela afabilidade e pela sua inteligência. Nunca mais o viu depois de se mudar de Rio Grande, mas sempre teve esta imagem dele. E meu pai era brizolista. Como Filinto Müller, Getúlio Vargas, gaúcho, saiu como herói e seu cabra mandado de fazer “na lei ou na marra” levou a culpa sozinho.
    -

  • Caio Cezar Rodrigues de Oliveira

    -

    12/9/2011 às 14:06

    Sou natural de Pelotas,mas radicado em Rio Grande a mais de 35 anos, portanto um já nativo formado na periferia da Rainha do Mar. Venho de familia influente por parte de pai e pobre por parte de mãe, mas descendente de indios Charruas e do negro. Por conta de meu pai, uma descendência de “Canabarro”, figura importante na Revolução Farroupilha, do lado dos estancieiros. Segundo meu avo, José Porfirio Martins, o Gal. Bento Gonçalves era um ladrão de cavalos.
    Minha descendência é de guerreiros Charruas, fato este sempre falou mais alto em meu gene, inclusive quando toda família do Galeno Simões de Oliveira, pai, comungava com os ideais ditatorias militares. Nunca vou esquecer do DOPS invadindo nossa casa e levando meu pai, por conta de uma mentira de ser contrabandista de café, por ter em público descordado de um General, o qual não recordo, por desrespeito a um engraxate. Dai em diante virou do contra na familia, pois estava estampada sua caricatura em jornal da época, pagina policial suponho: “preso maior ou o rei dos contrabandistas de café do RS”. Fomos jogados na lama e no ostracismos familiar, quaquer cois eramos taxados de “filhos do Galeno”. Também não esqueso aquela vergonha do corpo do Sgt, fulano de tal, que apareceu por força da natureza boiando no Jacui, brutalmente torturado, com as mãos amarradas para tras, provavelmente de costas para a Bandeira de nosso pais, tal vergonha mundial elegeu esse ato terrorista, pois isso é terrorismo pura contra seus proprios irmãos. Em Rio Grande tivemos recentemente um ato de terrorismo contra nossa urbe comunitaria, onde o vereador Patola foi absolvido em julgamento pela propria casa dos vereadores, um paradigma da luta dos bem mais favorecidos em nossa cidade, contra a vontade popular, assim como o aumento de vereadores para o proximo pleito. Essa proposta de homenagear o “bandido General”, parece coisa aqui no sul, desde a revolução Farroupilha, me parece que amboos, os restos mortais de “Bento Gonçalves e o busto de Golbery de C. e Silva”, lado a lado, vão continuar a farsa da história. Em nossa cidade existe uma luta desigual, mas tembém historica das classes populares contra a política centralizadora das beneces. Como diria meu avô: os pobres contra os ricos e na Praça Tamandaré o apogeu dessa classe dominadora que continua a nos afrontar, pois tem muita gente na politica riograndina que nunca trabalharam com eficiência fora da vida pública e hoje conseguiram alcançar a tão almejada estabilidade financeira nela, justamente a trabalho desses grupos e não para a comunidade como um todo. Temos que evoluir e esse atentado é mais um retrocesso, assim como alguns mitos do passado.
    Saudações Charruas.

  • Alberto Marzullo

    -

    12/9/2011 às 9:06

    Lamentável o artigo. Mofino, insidioso e desprovido de qualquer senso de verdade. A história está aí!

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    12/9/2011 às 8:44

    wilson, eu diria que são a mesma coisa. Celso Lungareti defende a comissão da verdade para depois estabelecida a “verdade” deles, o Estado processar e condenar aqueles que digam o contrário, como se faz na Europa contra os historiadores revisionistas.
    .
    Os textos de Luiz Cláudio Cunha segue os mesmos erros de artigos contra Hitler. Como o tratam como insano e assassino, como um celerado, fica-se sem entender como chegou ao poder pelo voto e pela aceitação do povo. Não serve para se entender os fatos e se evita apenas uma figura com bigodinho como perigoso. Se ojeriza a suástica mas se fica desarmado para partidos de trabalhadores ou da estrela vermelha. Não fornecem elementos para se entender o que ocorreu e que pode vir a ocorrer.

  • Ptsauro

    -

    11/9/2011 às 22:31

    Ricardo,
    O ‘pobrema’ do sr. Luiz Cláudio Cunha, como alguém já escreveu, é o viés maniqueísta do “bonzinhos X mauzinhos”, a infantilização de todo um contexto.
    Quem lê txt do seu Cunha e outros congêneres e não tem um mínimo de discernimento e conhecimento histórico, fica com a impressão de que todas as maldades possíveis e imagináveis foram inventadas pelos “terríveis” milicos de 64.
    Foram eles que “inventaram” o golpe político, as arbitrariedades, as torturas, assassinados de opositores, etc.
    Escritores como o seu Cunha “amnésicamente” passam uma borracha em td o passado político brasileiro e nem pensam em mencionar a ditadura do estado novo, por exemplo.
    Falar no contexto da Guerra Fria então, nem pensar.
    Os milicos de 64 cometeram muitos erros e, infelizmente, permitiram e toleram td uma sorte de arbitrariedades e crimes, isto é fato.
    Podemos questionar os métodos deles, não o resultado.
    Para ficar num exemplo: a Colômbia, aqui pertinho do Brasil, luta até hj contra a guerrilha narco/terrorista das FARC, que tantos infortúnios lhes têm causado.
    A verdade é boa, liberta, mas não pode ser pela metade. Se for, é pior do que mentira.

    Abç!

  • wilson

    -

    11/9/2011 às 21:48

    Paulo seria o L.C.Cunha o Celso Lugareti pós moderno?
    Parece que é de bom tom ser fada madrinha de
    terrorista desamparado.

  • Gustavo

    -

    11/9/2011 às 21:19

    Sinceramente,

    Num país em que uma ponte importantíssima e grandiosa como a Rio-Niterói chama-se Ponte Presidente Costa e Silva, existem dois municípios de nome Presidente Castelo Branco, dois cujo nome é Presidente Médici e um de nome Presidente Figueiredo, um simples busto pro Golbery em sua cidade natal não faz nem cosquinha na hombridade (ou na falta dela) dos cidadãos brasileiros.

  • Jacques Gros

    -

    11/9/2011 às 17:57

    Prezado,

    Não escrevo para comentar sobre o Golbery, mas sobre o nomear o Rio Gaíba de lago!!! SE tem afluente, não pode ser lago. Abaixo está mail que mandei a um bom jornalista de P. Alegre, que comete o mesmo erro:

    “Lagoa cheia de Ictios vigaristis

    Políbio,

    Mesmo que as construtoras e quem mais ganhasse com esta vigarice queiram, Lago Guaíba é uma coisa inexistente, inventada por uns safados e apoiado por outros. Por mais que insistam os geógrafos comprados pelas construtoras e vereadores interessados em vender seus votos.

    Lago é uma coisa fechada, que é alimentada tanto pelas chuvas como por eventuais nascentes, submersas ou não, com uma característica: NÃO TÊM SAÍDAS.

    O que os vigaristas insistem em chamar de lago é formado pelos rios Gravataí, Sinos, Caí, Taquari e este riachinho chamado Jacui. A jusante de Porto Alegre ainda desembocam mais alguns riachos, começando pelo Dilúvio. Tem uma coisa que lago algum tem: CORRENTEZA. Mesmo com um vento sul forte, a correnteza é sempre no rumo da Lagoa dos Patos. Senta numa lancha com o motor parado e, se nenhum velejador te socorrer, vais conhecer o Farol de Itapuã…

    Passando por Itapuã vais chegar à Lagoa dos Patos. Não aqueles patos vítimas de contos do vigário, como chamar o Rio Guaíba de lago pra poder construir mais perto da margem. Patos que voam, uns brancos, outros coloridos, na época certa umas marrecas. Repara que não é Lago dos Patos, mas Lagoa. Lagoa é uma coisa mais simples, por enquanto. Até se valorizarem as dunas que as cercam para outra coisa que não fazendas eólicas, ninguém vai querer transformá-las em lago…

    E onde termina a Lagoa dos Patos? Ora, vejam! No mar! Que coisa horrível: o tal lago dos vigaristas tem saída pro mar! Mas não pode: lago não tem saída nem pra rio (ou vira lagoa), como o lago dos safados pode ir acabar no Atlântico?

    Imagino que agora temos dois grupos de calhordas detonando a educação de nossos filhos: a petralhada, “revisando” a história, e os safados dos vereadores e seus patrões revisando a geografia…Troca o pagar este mico por pegar qualquer dicionário de geografia anterior a 1990 ou de outro país e vais ver que tenho razão.

    Vai bem o país. Vai ainda melhor o estado. Aliás, troco nosso governadorzinho poetastro por uma tampinha de refrigerante. Melhor que seja de tubaína. As de Coca valem um pouco mais e podem ofender a ideologia do indivíduozinho…”

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    11/9/2011 às 16:49

    Sabe, Reynaldo-BH, eu sempre fico espantando com estas certezas, com estas clarezas da nossa história. Getúlio Vargas, o verdadeiro e único que se pode realmente chamar de ditador no país, que assumiu o poder em 30, derrotou os constitucionalistas à bala, em 1932, se elegeu em meio à ditadura, com voto indireto em 34, estabeleceu o Estado Novo, foi obrigado a apear do poder em 45, apesar do “queremismo”, mas emplacou seu ministro da Guerra do Estado Novo, Eurico Gaspar Dutra, como presidente eleito em 45, criou o partido fascista brasileiro, o PTB, de inspiração fascista como seus congêneres europeus, baseado na “força” do trabalhador, dividindo o povo, como o nazi e o fáscio, partidos de trabalhadores nacionalistas e socialistas. Depois de uma breve interrupção, com Dutra, Getúlio Volta ao poder de 51 a 54, quando seu capanga faz o atentado contra Lacerda. Mata-se e deixa o seu legado político, de governar pela lei ou na marra, para outro senão: JANGO. Filinto Muller foi demonizado pelo seu método de trabalho, grande aliado dos nazistas, visitando o país várias vezes, mas seu Chefe, O GUIA, é inocentado pelo que colocam toda a culpa no seu comandado. Teria feito algo que Getúlio não o designou para fazer? Com o suicídio de Getúlio, assumiu a presidência da república, por ser presidente da Câmara dos Deputados, em função do afastamento, por motivos de saúde, do presidente Café Filho (vice-presidente de Getúlio Vargas, que cometera suicídio no ano anterior). Carlos Luz foi afastado, em 4 dias, desta função, por um movimento militar denominado Movimento de 11 de Novembro, liderado pelo general Henrique Lott. O Brasil permaneceu em estado de sítio até a posse de JK em 31 de janeiro de 1956. Vamos até 61, em que se elege Jânio Quadros, que renuncia querendo dar um golpe, para impor as suas regras para governar. Ninguém deu bola. E Brizola, que há pouco se encontrara escondido com Che no Uruguai, espera a posse do cunhado, na época da renúncia, em visita na China para estudar detalhes da democracia popular. Não vou me alongar mais, pois acho que isto já basta para mostrar que tínhamos uma longa tradição de fazer a política pela lei ou pela marra. Não foi inovação nenhuma em 64. Apenas o pedido do povo em marcha, da imprensa e de lideranças políticas importantes, como o próprio JK e Dutra, para não encher a página. A maioria dos militares educado nos anos 30, formados na ditadura Vargas, muitos HERÓIS da segunda guerra também, (porque ela não foi vencida por um homem só do Brasil), que por não serem janguista, participaram e apoiaram o golpe. E com diz Olavo de Carvalho, não podemos deixar de considerar os fatos internacionais que determinaram ações aqui dentro. Veja que nem hoje existe a convicção da superioridade da democracia, naquela época então se vendia de barato que uma ditadura totalitária de esquerda deveria ser implantada a qualquer custo em vidas.

  • SCF

    -

    11/9/2011 às 16:27

    Prezado Setti, novamente concordo com o Paulo Bandarra e crescentemente me espanto com o ódio difamatório desse “jornalista” Luiz Cunha, quanto a pessoas e fatos de 1964. O artigo é uma peça de propaganda, e não uma abordagem equilibrada das coisas. Muito disso já se sabia sobre o Gen. Golbery, mas ele metralhou tantos adjetivos e opiniões próprias que acabou por afogar a objetividade do texto. Lamentável.

  • Karla

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    11/9/2011 às 13:35

    Parabéns Setti!
    O texto está simplesmente espetacular!
    Não sabia desse episódio de horror explícito contra o ex-sargento, cujo assassinato hediondo foi praticado por servidores das forças armadas.
    Lamentável e censurável que tanto FHC quanto Lula tenham deixado de desvelar inteiramente o episódio para os devidos reparos, materiais e morais, mas sobretudo históricos.
    Parece que a biografia de muita gente que posa de graúda não resistiria a um passar de olhos minimamente atentos!
    PARABÉNS SETTI!
    Continue com a sua coluna, vigorosa, inteligentíssima, combinando delicadeza, ternura, sagacidade, memória crítica e profundidade.
    Um sopro do melhor e mais belo que a visão jornalística pode produzir…

    Fico feliz por você gostar do blog, Karla, e agradeço de coração as boas palavras a respeito do trabalho que fazemos aqui.
    Um abraço

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    11/9/2011 às 10:04

    Segundo o escritor Olavo de Carvalho, “O golpe de 64 foi um episódio da Guerra Fria, e a Guerra Fria não se travou entre o malvado Império e meia dúzia de desamparados brasileirinhos. Travou-se entre uma democracia capitalista e duas ditaduras comunistas. É impossível descrever honestamente a ação de uma dessas forças num país do Terceiro Mundo sem levar em conta a presença da força contrária. A história da suposta interferência americana no golpe de 64 suprime sistematicamente metade do cenário.”

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    11/9/2011 às 9:36

    Quem quiser desconhecer a história e os seus desdobramentos, encontra em Luiz Cláudio Cunha um prato cheio. A história reduzida de um lado a todo o mal, contra a luta de todo o bem. Neste aspecto perece o cerne da questão num maniqueísmo de ódio apenas. O entendimento da época se perde num texto adjetivado sem entendermos os fatos causais reduzidos a parcialidade. Um grande propagandista, um péssimo jornalista.

  • Marcelo Meireles

    -

    11/9/2011 às 9:14

    Seria muito bom, muito salutar, que se revelasse a lista dos 320 empresários e famílias tradicionais, que o sinistro Golbery mobilizou com seu “aparelho”.
    -
    Tenho certeza que muitos nomes não seriam novidade. Outros causariam surpresa. Já se passaram 50 anos, mas e daí ?
    -
    Os ecos da famigerada “Doutrina Golbery” estão aí vivos, sendo praticados até hj. A publicação dessa lista com certeza pode ajudar na compreensão e no encontro de soluções para o Brasil.

  • José de Araújo Madeiro

    -

    11/9/2011 às 6:54

    Ricardo Setti,

    Veja no youtube: Japonês inventa equipamento e transforma plástico em combustível.

    Olhem os japoneses!
    Incrível!!!
    Sendo o plástico, derivado de petróleo, agora podemos inverter! Uma máquina para processar plástico, podendo ser separado em gasolina, óleo diesel ou querosene.
    As sacolinhas plásticas de supermercado vão valer ouro…
    Plástico regressa ao petróleo de onde veio.
    Tenho certeza que todos irão achar isto fascinante!!!
    Trata-se de um engenho e perseverança japonesa.
    Ainda bem que há sempre alguém que consegue inventar algo que ajuda a reparar o que estragamos…
    O som é todo em japonês. Basta assistir lendo as legendas em inglês. Mesmo para quem não entende japonês ou inglês, vale a pena assistir.
    Que grande descoberta!

    http://www.flixxy.com/convert-plastic-to-oil.htm.

    Quem tem conhecimentos, agrega tenologias e manda no mundo.

    ***
    Que sujeito inteligente esse Lula?
    Rouba do povo, destrói a democracia, os ricos ficam mais ricos, os pobres ganham esmolas (dando-lhe o voto) e ainda diz que para se progredir não é preciso estudar e trabalhar. É o céu na terra, ah…ah…ah…
    Mas que sujeito inteligente!

    Att. Madeiro

    Obrigado pela ótima dica do vídeo!
    Abraço

  • Reynaldo-BH

    -

    11/9/2011 às 3:39

    Figura que merece m,ais que o que se escreveu sobre ele até aqui. Mesmo os livros (e série “A ditadura…”) de Élio Gaspari não consegue decifrar esta esfinge. Maquiavélico? Ao extremo! Golpista? De profissão! O ator atrás das cortinas. Evitava o palco. Preferia ser o mestre das marionetes ou um Danton de uma revolução sem princípios éticos.
    Intrigante. Dotado de uma inteligência ímpar, de um faro político aguçado, de um instinto de sobrevivência como poucas vezes se viu. Defenestrado por diversas vezes, sempre retornava. Acima de onde havia caído. E pensava! Lia! era culto! E usava tudo isto para o que podemos chamar, sem erros históricos de o MAL!
    Antevia cenários. Antecipava conclusões. Escrevia empoladamente mas com lógica e fluência. Criou a dita “inteligência” no Brasil Admitiu que criara um monstro. Quase como um auto-elogio.
    Não usou a tortura. Mas a admitiu.
    Condenou a tortura. Quando era essencial para a própria sobrevivência e do grupo que se opunha aos falcões. Tinha influência na economia, justiça e no meio militar. Sem jamais admitir.
    Preferia o cheiro de livros ao dos cavalos!
    Sinto falta de um trabalho mais aprofundado especificamente sobre Golbery. Até porque precisamos conhecer estes personagens principalmente para evitá-los.
    Ou alguém duvida que Golbery foi mais importante para a continuidade das trevas que Generais Muricy, Figueiredo, Frota, Newton Cruz e outros?
    A história as vezes demora um pouco mais que o que gostaríamos. A sorte é que sempre vem. Com a verdade.

  • ixe

    -

    11/9/2011 às 0:48

    É a tal coisa que o Rei fala recorrentemente…
    se for na cadeia da esquina, tem um cara sendo torturado HOJE,

    AGORA mesmo.

    Que ***** é essa .

    E por acaso isso absolve a ditadura?

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    10/9/2011 às 21:22

    Movimento Nacional Revolucionário – MNR – criado por Brizola, com auxílio financeiro e treinamento de militantes em Cuba. Com o MNR Brizola pretendia criar três focos de guerrilha no Brasil:
    – ao Norte do Rio Grande do Sul, coordenado pelo ex sargento Amadeu Felipe da Luz Ferreira;
    – na serra de Caparaó, entre Minas Gerais e Espirito Santo, coordenado por Dagoberto Rodrigues: e
    – no Brasil Central, sob a responsabilidade de Flávio Tavares, na época pombo-correio entre Brizola no Uruguai e os militantes no Brasil.
    Daí a explicação da reunião com Che Guevara, no Uruguai, em 61? Manoel Raimundo Soares foi um dos militantes da guerra revolucionária que veio a morrer não bem sabido, pelo texto acima. Teria vindo com a “Guerrilha de Três Passos”, denominado Movimento Revolucionário 26 de Março (MR-26).O primeiro combate armado com a ditadura, pela extrema esquerda.

 

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