Blogs e Colunistas

24/01/2012

às 15:50 \ Política & Cia

O Brasil IMPORTANDO álcool. Me expliquem, que eu quero entender!

cana-de-acucar

Indústria canavieira no Brasil: falta o quê?

Décadas de investimentos e esforços da iniciativa privada, décadas de subsídios e facilidades de sucessivos governos – e o Brasil, pioneiro no uso do álcool como combustível de veículos em grande escala, está importando álcool!

O país não apenas não está aproveitando a queda das barreira dos Estados Unidos ao álcool brasileiro para exportar e trazer divisas como está GASTANDO para comprar álcool lá fora!

Os produtores preferem produzir açúcar, por causa dos preços?

Falta incluir o etanol como parte da política energética do país, e retirá-lo da política agrícola?

Falta “vontade política”?

Falta vergonha na cara?

Falta alguma outra coisa?

Me expliquem, que eu quero entender.

 

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

14 Comentários

  1. Vanderlei

    -

    31/01/2012 às 19:51

    Humberto já respondeu. E não se esqueçam que Dilma foi a Ministra de Minas e Energia. Silas Rondeau, indicado por Sarney, foi defenestado por conta de corrupção na pasta.
    Com esse histórico no Ministério, dá pra imaginar que é um absurdo a importação de álcool?

  2. Petista arrependido

    -

    26/01/2012 às 20:00

    Ricardo,
    Simples assim.
    Os usineiros são todos canalhas.
    Não valem o álcool que produzem ou bebem!!!

  3. Paulo Santana

    -

    25/01/2012 às 14:59

    Caro Setti

    Hoje li a notícia que estamos importando até óleo de dendê e coco. Vamos esperar alguma coisa da política industrial brasileira? Não temos nenhum planejamento.

    Abraços e muita saúde sempre

    Outro abraço pra você — e lembro que já importamos também café…

  4. Sérgio

    -

    25/01/2012 às 14:40

    Isso é fruto da falta de interesse dos orgãos públicos que vem incentivando a corrupção, a violência e a vagabundagem. São esses os exemplos que eles tem passado para a sociedade. O que o Brasil conquistou nos últimos 10 anos, não foi mérito desse governo medíocre e mesquinho, mas, sim, fruto de um crescimento mundial onde o Brasil pegou “carona” e foi “arrastado” sem planejamento, sem visão político-administrativa, sem intenção sequer de querer…..aconteceu simplesmente. Agora que o mundo caiu num ostracismo econômico, agora que deveríamos ter sido regidos por políticas visionárias de desenvolvimento….o resultado está ai…..e acreditem, vai ficar muito pior……

  5. Mari Labbate *44 Milhões*

    -

    25/01/2012 às 8:58

    Falta o Povo Mais Atento gritar: FORA, “DUPLO-GOVERNO-COMUNISTA-GOLPISTA”! FORA, LUIZ DA SILVA E DILUÍZA DA SILVA! FORA, PT! EM SÃO PAULO, Nãããooo! VIVA 1932 – 2012! VIVA SÃO PAULO!

  6. Frank

    -

    25/01/2012 às 1:36

    O foco deles é a campanha política, se esqueceram desses “pequenos” detalhes.

  7. Humberto Franco Bueno

    -

    24/01/2012 às 23:18

    Era uma vez, um país que disse ter conquistado a independência energética com o uso do álcool feito a partir da cana de açúcar.
    Seu presidente falou ao mundo todo sobre a sua conquista e foi muito aplaudido por todos.
    Na época, este país lendário começou a exportar álcool até para outros países mais desenvolvidos.
    Alguns anos se passaram e este mesmo país assombrou novamente o mundo quando anunciou que tinha tanto petróleo que seria um dos maiores produtores do mundo e seu futuro como exportador estava garantido.
    A cada discurso de seu presidente, os aplausos eram tantos que confundiram a capacidade de pensar de seu povo.
    O tempo foi passando e o mundo colocou algumas barreiras para evitar que o grande produtor invadisse seu mercado. Ao mesmo tempo adotaram uma política de comprar as usinas do lendário país, para serem os donos do negócio.
    Em 2011, o fabuloso país grande produtor de combustíveis, apesar dos alardes publicitários e dos discursos inflamados de seus governantes, começou a importar álcool e gasolina.
    Primeiro começou com o álcool, e já importou mais de 400 milhões de litros e deve trazer de fora neste ano um recorde de 1,5 bilhão de litros, segundo o presidente de sua maior empresa do setor, chamada Petrobras Biocombustíveis. Como o álcool do exterior é inferior, um órgão chamado ANP (Agência Nacional do Petróleo) mudou a especificação do álcool, aumentando de 0,4% para 1,0% a quantidade da água, para permitir a importação. Ao mesmo tempo, este país exporta o álcool de boa qualidade a um preço mais baixo, para honrar contratos firmados.
    Como o álcool começou a ser matéria rara, foi mudada a quantidade de álcool adicionada à gasolina, de 25% para 20%, o que fez com que a grande empresa produtora de gasolina deste país precisasse importar gasolina, para não faltar no mercado interno.
    Da mesma forma, ela exporta gasolina mais barata e compra mais cara, por força de contratos.
    A fábula conta ainda que grandes empresas estrangeiras, como a BP (British Petroleum), compraram no último ano várias grandes usinas produtoras de álcool neste país imaginário, como a Companhia Nacional de Álcool e Açúcar, e já são donas de 25% do setor.
    A verdade é que hoje este país exótico exporta o álcool e a gasolina a preços baixos, importa a preços altos um produto inferior, e seu povo paga por estes produtos um dos mais altos preços do mundo.
    Infelizmente esta fábula é real e o país onde estas coisas irreais acontecem chama-se Brasil.

  8. Ronalde

    -

    24/01/2012 às 23:02

    Ricardo, é fácil entender. Usineiro de açucar álcool, desde que foi inventado o engenho, tem fama de explorar ao máximo tudo o que pode, desde empréstimos nunca pagos, cortadores de cana mal pagos e em condiçoes de trabalho perto da escravidão e poe aí vai. Pois o que está acontecendo na lavoura da cana é exatamente uma outra faceta da exploração dos usineiros. Eles estão explorando os produtores de cana. Cartéis de usinas se unem na safra para pagar o mínimo pela tonelada da cana ao produtor, levando-o a prejuízo. Em consequência, o produtor está trocando a lavoura da cana por outro produto cuja comercialização não seja dominada pelos cartéis. isso fez com que a safra dacana, ano a ano venha diminuindo ocasionandoa falta do etanol.

  9. José Maria Florencio

    -

    24/01/2012 às 22:03

    Falta vergonha na cara, claro! Né Lula, você, nos palanques, afirmava, demagogicamente, que o Brasil era auto-suficiente em petróleo e álcool? Sempre sacaneado o povo pobre e, infelizmente, pior, povo estúpido. Pra cês é como tirar doce de criança, né, sacanas?

  10. selminha

    -

    24/01/2012 às 18:15

    Caro Setti, antes de mais nada, é bom ter você de volta. Estava com saudades dos seus artigos.
    Quanto à sua pergunta, creio que a resposta é uma só: FALTA GOVÊRNO! Falta planejamento de médio e longo prazo. Conhecendo o PT e agregados, eu nem me espanto com isto. Deles não dá para esperar nada mesmo. Infelizmente, nós, cidadãos, é que pagaremos o pato.

  11. Reynaldo-BH

    -

    24/01/2012 às 18:01

    Setti, falta toda a lista descrita por você.
    Mas acima de tudo, a meu ver, falta planejamento.
    Os programas no Brasil não tem consistência sistêmica. Não são peças de um painel mais abrangente.Valem mais pela cerimônia de lançamento do que pelos resultados alcançados.
    Até onde a panaceia do pré-sal é responsável pelos erros cometidos em toda a cadeia produtiva? Do produtor até a bomba? Onde o governo atua, seja com estoques regulatórios, inspeções ou agências?
    De propagandista-mor da energia do etanol, Lula passou a ser o defensor da entrada do Brasil na OPEP. Sentado em uma bacia de águas profundas. Não se sabe – ninguém sabe! – o quanto custa (e aí estão envolvidas as variáveis de preços, prazos e tecnologia) extrai este óleo em um mar com tal profundidade.
    A idade da pedra acabou não por falta de pedras.
    Mas sim pela substituição de pedras por metais dela derivados.
    OS USA estão focando em etanol e energias alternativas. Que serão rentáveis em poucos anos.
    Até lá, o quanto serpa interessante extrair petróleo do fundo do mar?
    Enfim, importamos alcóol como importamos gasolina. A Petrobras produz mais de 200% da necessidade de óleo diesel do Brasil. E menos de 40% da necessidade de gasolina.
    E mesmo assim, novas refinarias de ÓLEO estão sendo construídas.
    Mais uma vez: o que vale é a espuma e a manchete.
    Resultados? No médio prazo estaremos (eles também!) todos mortos!
    Segue o Brasil Concórdia com os comandantes Estescretinos à frente!

  12. Luciano Zeni

    -

    24/01/2012 às 17:52

    O Governo mudou a especificação do álcool, aumentando de 0,4% para 1,0% a quantidade da água, para permitir a importação (já que o álcool importado e de qualidade inferior a nossa). Ao mesmo tempo, este país exporta o álcool de boa qualidade a um preço mais baixo, para honrar contratos firmados lá fora.

  13. Rui Bolivar de Lira Sales

    -

    24/01/2012 às 17:11

    Eu acho que o problema esta na diferença de preço da Usina para a bomba. Muito intermediario e muito imposto. Se a destribuidora não acrescenta nada ao produto, porque a usina não vende direto ao posto? Baixaria o preço ao consumidor e aumentaria a remuneração do setor produtivo, remunerando igual o açucar. Quem não produz ganha mais do que quem produz? algo esta errado!

  14. SergioD

    -

    24/01/2012 às 16:55

    Ricardo, em algum ponto do ano passado ouvi uma explicação de um representante dos produtores de álcool que achei “interessante”.
    Ele dizia que não era justa a comparação do preço do etanol com os 70% do preço da gasolina uma vez que este não acompanha o preço internacional do petróleo. Sendo assim, juntando o explosivo aumento da frota de carros flex à quebra da safra de cana do ano passado se consegue um “explicação” sobre o porque do aumento de preço. Mas essa explicação não me convence.
    Vamos lá. Imagino que, como eu, muitos dos proprietários de carros flex devam estar abastecendo seus tanques com gasolina na maioria dos estados do Brasil. Aqui no Rio de Janeiro é impossível abastecer com etanol uma vez que seu preço médio está em torno de 2,20 reais por litro e o da gasolina em torno de 2,76 reais por litro. É preciso ter muita consciência ecológica para utilizar o etanol.
    Sendo assim fica para ser resolvido o grande mistério de descobrir por que com o aumento do consumo de gasolina e a importação de etanol o preço desse combustível não cai.
    Será que falta incentivo governamental para a produção de etanol? O aumento do consumo dos últimos anos não foi suficiente para estimular os usineiros a aumentar a produção? Será que o espírito empreendedor do setor anda adormecido ou estará aguardando alguma benesse governamental? O governo deve mesmo se meter nessa seara? Será que a imagem de país comprometido com a utilização de combustíveis “verdes” é tão importante assim que justifique mais incentivos governamentais?
    Fico temeroso quando vejo o governo se preocupando muito comum determinado setor da economia. Na maioria das vezes quando isso ocorre acontecem grandes ataques aos bolsos dos contribuintes.
    Grande Abraço

    Obrigado por sua nova presença, sempre enriquecedora, no blog, caro SergioD, e pelos fatos e argumentos que você apresenta.
    Difícil discordar de seu último parágrafo…


 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados