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26/12/2012

às 17:00 \ Política & Cia

Lya Luft: “Vejo multidões consumindo, estimuladas a consumir como se isso constituísse um bem em si e promovesse real crescimento do país. (…) Isso não é subir de classe social”

Consumo desenfreado = falso crescimento econômico (Foto: Philippe Huguen / AFP)

Consumo desenfreado = falso crescimento econômico (Foto: Philippe Huguen / AFP)

Publicado originalmente em 5 de junho de 2012.

(Artigo publicado na edição impressa de VEJA)

DEGRAUS DA ILUSÃO

Lya Luft

Lya Luft

Fala-se muito na ascensão das classes menos favorecidas, formando uma “nova classe média”, realizada por degraus que levam a outro patamar social e econômico (cultural, não ouço falar). Em teoria, seria um grande passo para reduzir a catastrófica desigualdade que aqui reina.

Porém receio que, do modo como está se realizando, seja uma ilusão que pode acabar em sérios problemas para quem mereceria coisa melhor. Todos desejam uma vida digna para os despossuídos, boa escolaridade para os iletrados, serviços públicos ótimos para a população inteira, isto é, educação, saúde, transporte, energia elétrica, segurança, água, e tudo de que precisam cidadãos decentes.

Porém, o que vejo são multidões consumindo, estimuladas a consumir como se isso constituísse um bem em si e promovesse real crescimento do país. Compramos com os juros mais altos do mundo, pagamos os impostos mais altos do mundo e temos os serviços (saúde, comunicação, energia, transportes e outros) entre os piores do mundo. Mas palavras de ordem nos impelem a comprar, autoridades nos pedem para consumir, somos convocados a adquirir o supérfluo, até o danoso, como botar mais carros em nossas ruas atravancadas ou em nossas péssimas estradas.

Além disso, a inadimplência cresce de maneira preocupante, levando famílias que compraram seu carrinho a não ter como pagar a gasolina para tirar seu novo tesouro do pátio no fim de semana. Tesouro esse que logo vão perder, pois há meses não conseguem pagar as prestações, que ainda se estendem por anos.

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"Somos convocados a adquirir o supérfluo, até o danoso, como botar mais carros em nossas ruas atravancadas ou em nossas péssimas estradas" (Foto: VEJA.com)

Estamos enforcados em dívidas impagáveis, mas nos convidam a gastar ainda mais, de maneira impiedosa, até cruel. Em lugar de instruírem, esclarecerem, formarem uma opinião sensata e positiva, tomam novas medidas para que esse consumo insensato continue crescendo – e, como somos alienados e pouco informados, tocamos a comprar.

Sou de uma classe média em que a gente crescia com quatro ensinamentos básicos: ter seu diploma, ter sua casinha, ter sua poupança e trabalhar firme para manter e, quem sabe, expandir isso. Para garantir uma velhice independente de ajuda de filhos ou de estranhos; para deixar aos filhos algo com que pudessem começar a própria vida com dignidade.

Tais ensinamentos parecem abolidos, ultrapassadas a prudência e a cautela, pouco estimulados o desejo de crescimento firme e a construção de uma vida mais segura. Pois tudo é uma construção: a vida pessoal, a profissão, os ganhos, as relações de amor e amizade, a família, a velhice (naturalmente tudo isso sujeito a fatalidades como doença e outras, que ninguém controla). Mas, mesmo em tempos de fatalidade, ter um pouco de economia, ter uma casinha, ter um diploma, ter objetivos certamente ajuda a enfrentar seja o que for. Podemos ser derrotados, mas não estaremos jogados na cova dos leões do destino, totalmente desarmados.

Somos uma sociedade alçada na maré do consumo compulsivo, interessada em “aproveitar a vida”, seja o que isso for, e em adquirir mais e mais coisas, mesmo que inúteis, quando deveríamos estar cuidando, com muito afinco e seriedade, de melhores escolas e universidades, tecnologia mais avançada, transportes muito mais eficientes, saúde excelente, e verdadeiro crescimento do país. Mas corremos atrás de tanta conversa vã, não protegidos, mas embaixo de peneiras com grandes furos, que só um cego ou um grande tolo não vê.

A mais forte raiz de tantos dos nossos males é a falta de informação e orientação, isto é, de educação. E o melhor remédio é investir fortemente, abundantemente, decididamente, em educação: impossível repetir isso em demasia. Mas não vejo isso como nossa prioridade.

Fosse o contrário, estaríamos atentos aos nossos gastos e aquisições, mais interessados num crescimento real e sensato do que em itens desnecessários em tempos de crise. Isso não é subir de classe social: é saracotear diante de uma perigosa ladeira. Não tenho ilusão de que algo mude, mas deixo aqui meu quase solitário (e antiquado) protesto.

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66 Comentários

  1. vaniele bastos

    -

    18/03/2014 às 10:08

    por que vc diz no pais de alices desmioladas

  2. Alexandre Rangel

    -

    15/02/2014 às 12:45

    Acabei de ler uma reportagem no jornal O Globo sobre a nova loja da Apple. É impressionante como a cultura do consumo está entranhada na sociedade atual. Dormir na fila para ser um dos primeiros a comprar aparelho telefônico é demais. Ou será que estou sendo muito chato??

  3. Luccas

    -

    30/01/2014 às 11:39

    Curti pacas

  4. Fernanda

    -

    13/11/2013 às 16:55

    Lya Luft por indicação de profissionais tambem da área, li varios artigos seus e gosteii muitoo, quero um artigo sobre a saude brasileira: Medicos cubanos são a solução?
    Ficaria grato da sua resposta.
    Obrigada!

  5. cida maciel

    -

    15/10/2013 às 9:23

    Lya, gostei muito do seu artigo.Estou na dúvida se coloco minha filha em um ensino médio publico ou particular. O que vc me diz?

  6. Lamarque

    -

    15/09/2013 às 23:22

    Essa politica intencionalista não tem qualquer intensão de modificar o atual quadro da educação nesse país chamado Brasil. Cidadãos conscientizados representam um enorme perigo para o governo.
    Daí o porque do incentivo ao estudo técnico (profissionalizante) iniciado ainda no período obscuro(ditadura.
    Assim como professores reivindicam salários e reconhecimento, um recém formado em medicina ou direito não se submeteria a enterrar mortos, construir prédios, limpar, montar, guardar, vigiar… não! definitivamente é difícil acreditar que depois de anos dedicados a uma formação intelectual e consciente da razão do “ser em detrimento do ter´´ alguém queira trabalhar por horas debaixo de um sol escaldante.
    Nem todo cidadão brasileiro precisa de mais educação, o que precisamos e de mais amor ao próximo… essa simples atitude não carece de diploma ou dinheiro e muito menos envolve consumo exacerbado para praticá-la.

  7. francisco helvecio de araujo castro

    -

    09/09/2013 às 15:36

    Muito bom e oportuno esse Arrigo como o consumo exarcebado muito em voga nos Dias de hoje e extremamente danoso pra nossas vida.Obrigado pela liçao.Forte abrç

  8. Edcleiton de Marins Santos

    -

    23/06/2013 às 9:03

    Talvez o meu ensino fundamental de escola pública não tenha me permitido compreender o texto , mas acho que é um pouco demais dar palpite no dinheiro que outros ganharam de forma honesta ; Quem nunca comeu melado quando come se lambuza.Acho um absurdo quando alguém diz que é contra o aumento de carros na rua mas não começa retirando seu.

  9. oriosvaldo

    -

    17/06/2013 às 21:12

    Nos últimos dias tenho me arrepiado, cheio de orgulho de ser brasileiro, não é por causa da seleção e muito menos pela copa, mas sim pela inquietação que de tão oprimida no nosso povo começa a aflorar em várias manifestações cívicas por vários estados de nosso belo e sofrido país. Ver o povo brasileiro, legitimo, aquele que não participa das pesquisas feitas para enganar a todos dizendo que a popularidade do governo é alta…para que pesquisa maior do que mais de 60 mil brasileiros, todos em coro, dizendo: chega de manipulação e de enganos…queremos mostrar para o mundo que aqui não está tão bom assim, que temos prioridades esquecidas nas gavetas do governo, enquanto pagamos essa conta todos os dias…hoje estou feliz em dizer: sou brasileiro e apoio as manifestações nos quatro cantos do Brasil…

  10. Verônica

    -

    01/06/2013 às 19:36

    1. Qual o objetivo do texto? Explique.
    2. Como podemos compreender a formação dessa nova classe social? Explique.
    3. Explique qual olhar podemos exercer sobre a sociedade contemporânea.
    4. Retire as principais características do artigo da articulista, Lya Luft.

    POR FAVOR ALGÉM MIM AJUDA ESTO É UM TRABALHO DE FILOSOFIA QUE MEU PROFESSOR PASSO PARA MIM. BJOS :)

  11. danilo

    -

    13/03/2013 às 11:35

    este artigo nos remete o caos que o mundo passa.

  12. Joao Batista C. Filho

    -

    01/03/2013 às 16:07

    Esta Crônica de Lya Luft, é simplesmente oportuna e nos deixa feliz em ler que alguém expressou o sentimento dos sensatos que habitam nessa terra brasilis e consegue enxergar que algo não está correto nessa loucura sonsumista estimulada que se desenvolve, e leva a pecha de Nova Classe média a um povo miseralvemente inconsequente e desinformado. Certamente precisamos estancar essa loucura antes que cheguemos num buraco crítico, como chegou EUA e EUROPA, atualmente.

  13. josefa marques souto

    -

    01/02/2013 às 23:53

    Essa mulher é o máximo, é por essas e outras dela que tenho orgulho de ser mulher, que visão de mundo!!!

  14. Doraci

    -

    10/01/2013 às 21:49

    Acho que a chave para um país prodigioso é o investimento maciço em setores chave para o nosso século: o têxtil, a produção de bens e consumo e o investimento em commodities. Eu por exemplo quando não tenho dinheiro, não me incomodo em me divertir no Habib’s, e eu acho que é aí que está o segredo da vida… temos que saber encontrar a paz nas mercadorias, mas também não podemos deixar ela nos amar mais do que amamos por exemplo, ir ao cabeleireiro, fofocar, andar pela cidade e olhar os prédios mais bonitos… rs um beijo Lya sou sua fã

  15. Douglas-SP

    -

    29/12/2012 às 10:45

    Cada um compra o que quer com o seu dinheiro, dar palpite nisso é um pouco ridículo. O crescimento da renda no Brasil só mostra uma coisa, o povo não tem educação ne a civilidade para esta ascensão, o país não tem estrutura para dar conta das novas necessidades e o Governo ideológico e burro é totalmente incompetente para dar rumo a tudo isso. A saída, paciência e um governo conservador e duro nas leis.

  16. Kitty

    -

    28/12/2012 às 23:18

    Querido Ricardo,
    Na época que postou o excelente artigo da escritora Lya Luft escrevi um comentário.
    O mundo mais uma vez deslumbrou-se com a passagem exuberante de luz e luxo. A televisão mostrou ruas e shoppings Centers das principais cidades repletos de gente em passos agitados carregando sacolas e mais sacolas.A publicidade como sempre, bem dirigida ao bolso do comprador, que se deixa seduzir por ofertas tentadoras e irresistíveis formas de pagamento que não consegue fugir ao apelo compulsivo do consumo, às vezes até desnecessário. A magia começa na própria decoração dos centro de compras com vitrines soberbamente decoradas para marcar o espirito natalino, e assim se tornam muito convidativas para entrar e gastar.
    Como muitas coisas na vida não é todo ouro que reluz. Quando as luzes apagam e a realidade bate forte, muitas pessoas perceberam que gastaram mais da conta,aí está o pesadelo de como pagar a conta do cartão de crédito ou o crediário das lojas.Algumas dessas pessoas caem em mãos de prestamistas gananciosos ou decidem pagar o minimo do cartão sem saber se poderão honrar a quantia devida mais os escorchantes juros.É isso, que sobra desse cenário de luz, de luxo e do consumismo exacerbado.
    Do lado social, fiquei estarrecida quando li o relatório da ONU para o biênio 2010/2012 que 870 milhões de pessoas, ou seja, mais de que quatro vezes a população do Brasil, passam fome no mundo, não tiveram Natal. Esses meninos e meninas não encontrarão perto da cama de cada um o presente do adorável Papá Noel..!Triste, muito triste!!!!
    Um abração///Kitty

  17. Reynaldo-BH

    -

    28/12/2012 às 20:22

    Amigo Setti,
    nem sei se vc lerá. Escolhi este post para enviar um OBRIGADO a TODOS.
    De todo modo, o que queria dizer, está dito.
    Que o Universo te proteja. Feliz 2013!
    …………
    “O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou.” – (Vergílio Ferreira).
    Fim de um ano. Mais um ano. Poderia ser somente uma medida temporal com 365 dias para que se saiba que, como tudo na Natureza, teria um fim.
    A vida é finita. O homem é finito. O sentido da finitude é irmão siamês da esperança na transcendência. A vida é tão humana que recusamo-nos a aceitar que terá um fim. Talvez seja a primeira e radical oposição – a mais verdadeira – que todos nós abraçamos como uma tarefa sabidamente perdida, mas essencialmente necessária.
    O Ano Novo deixa de sê-lo ao primeiro segundo de contagem. Neste momento, haverá um novo Ano Novo.
    E nós? Quando – em que momento – seremos novos ou somente continuidade do que somos? E onde está dito que ser o mesmo – no essencial – é erro? Insistir em sermos o que cremos ser?
    Que venha um novo ano. E que continuemos a crer na ética, na moral e da decência. Na justiça. Na igualdade sem paternalismos. No trabalho sem apadrinhamentos. Na felicidade…
    Não se faz balanço de contas em aberto. Assim, recuso-me a fazer o rescaldo do fim de 2012. Antes, elencar (para mim) as pequenas-grandes vitórias. Pessoais, profissionais ou políticas.
    E saber que se muito vale o já feito mais vale o que será, como dizia o mestre Guima.
    Não são de anos que se faz a história de uma nação. Talvez nem sejam de décadas. Há um momento específico que muda tudo ou indica o caminho da mudança. Muitas vezes sequer conseguimos ter a consciência do momento exato, da intensidade do fato que será histórico.
    A queda de um muro só se percebe quando o mesmo está no chão. A desonra de crápulas só se manifesta quando a vaia repercute de modo autônomo. A mentira se desmancha com a exibição da verdade.
    Assim é a vida. Assim nos ensina a história que a vida se faz e refaz. Mas nunca permite que se reescreva o passado.
    O tempo passado passou depressa. O tempo – o presente – não tem pressa. Tem sabedoria.
    Caminhamos. Todos nós por cá. Em 2012 reafirmamos nossa crença democrática no país decente. No Brasil com vergonha na cara.
    Nossa indignação, tantas vezes expressada e exposta em letras maiúsculas neste nosso espaço, foi justa. É justa. Pois que nascida de valores. A nenhum de nós moveu o sentido do ganho, da revanche ou da participação no circo de horrores que teima (ainda) em apresentar o espetáculo grotesco que causa náuseas.
    Não somos melhores – nós por cá – que outros. Somos somente verdadeiros. E democratas. Não propomos substituir um clepto-regime por um regime de outros ladrões. Não cultivamos ervas daninhas em nossos jardins nem temos bandidos de estimação.
    Não somos seres angelicais prontos a dar a outra face. Até podemos ser assim, se a face atingida pelas bofetadas imorais da gangue do Poder não fossem nossos sonhos. E filhos.
    Talvez sejamos guerreiros. De uma guerra que não iniciamos, mas dela não fugimos. Sem empáfias ou falsas demonstrações de coragem. Quem tem a certeza do que pensa e do que vive, prescinde de claques amestradas ou de voz única aduladora. As mesmas sem as quais os imorais de hoje não conseguem deixar de ter. E ser.
    Foi um bom ano. Talvez histórico (o tempo dirá). A farsa foi demonstrada com exemplos e fatos. A Justiça pronunciou-se como nunca antes neste país (por esta o Imperador de Garanhuns não esperava!). Mesmo sob pressão, ameaças e chantagens.
    Aprendemos que podemos ser oposição sem depender da oposição envergonhada.
    A estupidez da esgotosfera foi desmascarada. Comprovada. Ridicularizada. E – para ter direito ao nome – preferiu o esgoto. Abriu mão de tentar ser fonte de informação. Somente deformou o que já era uma aberração. Foi mais suja e abjeta que o próprio patrão que fornece os ossos para a matilha de hienas risonhas. Certamente terão um réveillon farto, à custa de nosso dinheiro/esforços, desviado para a compra de textos e defesas do indefensável.
    Não fará falta. Que poupem, enquanto é tempo. O lixo da história aguarda ansioso pelo momento de recolhê-los a algum aterro sanitário, onde possam feder sem riscos para a sociedade.
    Mas nada disto importa.
    O que gostaria de dizer – desviei-me – é um imenso obrigado a todos os comentaristas que fizeram de 2012 um ano memorável.
    Não sou jornalista. Como sempre digo, falta-me talento para tanto. Sou um comentarista – como muito orgulho! – e amigo de Augusto Nunes e do Ricardo Setti. Vale mais que qualquer diploma.
    Aos que me dirigiram críticas (as que me foram permitidas ler, pois que a imensa maioria das mesmas foi ignorada pelos amigos, como forma até de me poupar), na maioria, resta-me agradecer o debate e a possibilidade de aprofundar o que havia escrito.
    Aos que me elogiaram, saibam que aprendi com cada um destes. Este espaço é uma janela de liberdade, democracia, ética e JORNALISMO. Que admiro. Assim como admiro os inúmeros amigos que por cá tive o prazer de conhecer.
    Insisto: sou somente um leitor voraz, dependente deste espaço e da necessidade de ler, ler e ler… Sabendo que cada vez mais, menos sei. Mas aprendo. Com todos.
    Aos canalhas e cretinos que nos infernizaram a vida neste ano, e assim mereceram cada nota mais agressiva ou intensa, nos aguardem: 2013 tem mais!
    Sei que todos desejamos um novo ano melhor do que o que se vai. Tenho, porém, a certeza que se perguntado sobre o que espera do ano, o Ano Novo diria que espera por pessoas melhores!
    Como as que por aqui lutam todos os dias neste espaço, para ser. E fomos. Seremos.
    “Não lamento os homens, os homens refazem-se; não lamento o ouro destes tesouros, os tesouros voltam a encher-se; mas quem restituirá a estes povos os anos que vão passando?” (Diderot).
    Fizemos a nossa parte. Todos nós.
    Restituímos um pouco da dignidade, decência e esperança ao Brasil que temos. Mesmo que muitos sequer saibam de nossa existência. E seria preciso?
    Restituímos alguns anos naqueles que haviam sido roubados. Os 10 anos de pensamento único e projeto ditatorial de poder.
    Ganhamos estes anos. Poucos. Eles perderam. Muitos.
    Desejo a TODOS, com minha mais sincera expressão, um 2013 NOVO nos sonhos e VELHO na repetição de nossa luta de 2012. Que não foi em vão. Ao contrário.
    Quem viver, verá. E viveremos!

  18. Renan

    -

    28/12/2012 às 8:49

    Parece-me ser a ideologia comunista a pleno vapor, como inserção no consumismo em um país que não tem condições de superar o que muitas vezes abraça; seria para criar problemas na população, endividadamento, brigas, querelas, a seu lado as lutas de classes, criar o caos na sociedade por meio de uma mídia bem paga para fazer o serviço; e muita gente cai nesse engodo.
    Os comunistas agem é na base da subversão por primeiro, pois um povo braigando entre si e dividido, desesperado será mais facilmente dominado…
    Seria isso.

  19. Brasigois Felicio

    -

    28/12/2012 às 3:37

    Contundente e oportuno artigo sobre a falácia do consumismo compulsivo que este governo sem projeto e sem sanidade estimula. Em vez de rever sua política econômica desastrosa, que arrasa a produção e escorcha os empresários, vem com esta arenga perigosa, na verdade uma armadilha. Esta mesma que fracassou dirigindo uma loja de R$1,99 arrasta o Brasil para um crescimento pífio, enquanto se dá o direito de dar lições a estadistas de países adiantados.Ridículo.

  20. juscelino

    -

    27/12/2012 às 19:04

    já foi pru facibuqui…e é verdade.. o que tem nego gastando o que não tem e morando no mesmo muquifo não é brincadeira….e “otros” andando de carrin novo e não tem onde morar.. num tá no gibí…

  21. Edda Frost

    -

    27/12/2012 às 15:08

    Um texto maravilhoso. Espero que os leitores compartilhem…

  22. Walter Matos Jr

    -

    27/12/2012 às 9:50

    Na cabeça fraca dos demagogos da vez, comprar geladeira é subir de classe. Com o auxílio de uma mídia vendida ao governo e aos anunciantes, e os aplausos do tal “mercado”, a má noção se alastra. Consumir educação e cultura não é prioridade, porque produz consciência que não vota em vagabundo e mentiroso. Como a ignorância ainda é alta, o quadro não tem boa perspectiva, pelo menos no curto-médio prazo.

  23. moacir

    -

    26/12/2012 às 23:02

    Setti,
    Apesar de torcer, sinceramente, para que isso não venha a acontecer,acho que os números da FIB ( Felicidade Interna Bruta )vão começar a cair,se esse jeito dilmês de lidar com a economia não amadurecer.
    E aí teremos brasileiros com carros e televisões
    e máquinas de lavar e movéis cujas prestações não são capazes de quitar, um número decrescente de empregos disponíveis,cada mais menos instinto selvagem nos investimentos,contas de luz menores e constantes apagões, serviços como saúde,educação e segurança pública cada vez mais
    deficientes e um PIB que de tão magrinho vai parecer anoréxico.
    Somente os sábios aprendem sem ter que viver.

  24. José Figueredo

    -

    26/12/2012 às 18:49

    Enquanto a China corta o país com trens de alta velocidade unindo regiões remotas com transporte barato,nós ficamos oferecendo facilidades para os fabricantes de automóveis instalarem mais fábricas dessas formigas para se amontoarem num carrero só.Haja seguradora para indenizar os mortos e feridos nos confins deste país.Somos a classe média dos desdentados,descamisados,endividados e mal pagos.

  25. Bruno

    -

    26/12/2012 às 18:42

    Parabéns pelo post. Belo artigo. É exatamente o que penso ao perceber uma parcela cada vez mais crescente da população tendo acesso aos bens de consumo sem, no entanto, ter tido acesso à educação. e não apenas a educação formal, da escola. Sem formação moral, sem a velha, boa e infelizmente antiquada noção de que “não se faz aos outros o que não se gostaria que fizzesem contigo”, ou “o seu direito termina onde começa o do outro”. Temos então gente que não espera o passageiro sair do trem do metrô antes de foprçar a passagem para dentro; gente que impinge seu (quase sempre) péssimo gosto musical aos outros em bares, coletivos e trens; gente que vê o próximo apenas como um empecilho à realização de seus desejos e ao seu próprio conforto. É isso que dá conclamar a população a consumir, consumir, consumir, semter feito, minimanente, o dever de casa primeiro.

  26. Roberto Assis

    -

    09/12/2012 às 12:34

    Lya, você é uma luz nesse mundo de insanidades. Parabéns.

  27. Leo Di Montese

    -

    16/10/2012 às 11:35

    Somos partidários da mesma ideia, Lya. Infelizmente,talvez, sejamos poucos.
    Como sempre, é um prazer imenso ler um artigo seu.

  28. thadeu

    -

    23/08/2012 às 17:59

    Boa tarde,uma das coisas que chamam a atenção é porque ninguem dentro do governo, Os educadores ou a mídia como um todo não divulga o impacto ambiental que o consumo de carne provoca no nosso planeta, será que todo político e toda pessoa que tem o poder de divulgar e formar opinião neste País é criador de gado ou outro animal para abate??? Ou será que essas mesmas pessoas são inconscientes para essa questão de destruição do planeta e da vida de várias formas, que a dieta carnívora provoca??? E com relação ao sofrimento desses mesmos animais??? E com relação ao mal que a carne faz a nossa saúde e a saúde do planeta???

    “E o que é a Revolução da Colher?

    É uma proposta ousada, de mudança de paradigmas, de conceitos, de perspectivas pessoais e planetárias…
    Com base na mudança da sua ALIMENTAÇÃO! Estranho? Nem tanto…acompanhe o raciocínio:

    Desde que o mundo é mundo, a humanidade faz guerras e revoluções com armas. Nos últimos séculos, surgiram boas propostas no campo revolucionário : teóricos defenderam a possibilidade de se fazer a revolução por meio da política, da reformulação da economia e tudo o mais.

    Nós, porém, temos razões de sobra para acreditar que a simples decisão de tirar a carne( de todos os tipos: frango, boi, porco, peixe!!!) do prato pode ser mais revolucionária do que disputar uma eleição, marchar pela paz ou se engajar em qualquer movimento político ou social:

    1- A Revolução da Colher é diária, persistente e efetiva.

    2- Ela traz resultados imediatos.

    3- Dispensa o derramamento de sangue. Aliás, é o oposto disso!

    4- Não oferece riscos.

    5- Não impede que você atue em outras causas que lhe pareçam justas.

    6- Permite a participação de qualquer pessoa: jovens, crianças, adultos, idosos, de qualquer classe social, cultura, religião, torcedores de qualquer time, pessoas de todas as nacionalidades…

    7- É a resposta mais efetiva e imediata que você pode dar aos responsáveis pela degradação do meio ambiente.

    Explicamos: a principal causa do desmatamento é o avanço dos pastos e das áreas de plantio de soja. Mais de 80% produzida no mundo é destinada a produção de ração para o gado, e 30 hectares de selva tropical são destruídas a cada ano pela ação predatória da indústria da carne. Em contrapartida, cada vegetariano ajuda a salvar 0,4 hectare de floresta por ano.

    8- A indústria da carne polui mais do que qualquer outra. A cada segundo, ela despeja 125 toneladas de resíduos que contaminam os rios e a atmosfera. Entre os agentes tóxicos, produzidos, destacam-se os gases amoníaco, metano, dióxido de carbono, que contribuem para a deteriorização da camada de ozônio.

    9- Para se obter 1kg de proteína animal, são consumidos 25 vezes mais recursos energéticos e naturais do que para produzir a mesma quantidade de proteína vegetal. Compare: para que um só hamburguer chegue às prateleiras dos supermercados, gasta-se a mesma quantidade de combustíveis fósseis que seriam necessários para coduzir um pequeno caroo durante 32km, ou água suficiente para 17 duchas.

    10- Mais da metade da água consumida no mundo destina-se à irrigação de pastos e ao consumo do gado. Para produzir um quilo de carne, são necessários mais de 20.000 litros de água.

    Pense bem! Cada vez que você se senta à mesa, é como se tomasse parte numa votação. Lembre-se: o consumo de carne tem implicações econômicas, políticas e sociais determinantes na atual situação mundial.
    Política à mesa

    “Aqueles que matam animais para comer sua carne tendem a massacrar a si próprios.” Pitágoras

    Você pode constatar que o consumo de carne está intrinsecamente ligado aos problemas ambientais e socioeconômicos do planeta. E nem sequer abordamos questões como a ética em relação aos outros seres vivos (25 BILHÕES de animais são abatidos anualmente) e os problemas de saúde associados a uma dieta rica em derivados de origem animal. Se os 6 bilhões de habitantes do planeta vivessem como um típico norte-americano de classe média, hoje já seriam necessários quase três planetas Terra para atenderem suas necessidades de consumo.

    Por isso, nós, que acreditamos na Revolução da Colher, apostamos no caminho inverso: na conscientização. Pensar, saber, refletir, escolher – quem é capaz dessas ações tem o dom de transformar o mundo.

    Porque, na verdade, perdemos por completo a noção de todas as etapas que antecedem a chegada dos alimentos à nossa mesa. Qualquer vestígio de razão e consciência foi arrancado de nosso prato. Parece que alguém se aproveitou da correria no mundo moderno e da nossa necessidade de fazer tudo com grande rapidez para roubar o que nos pertence : o direito de SABER! ”

    Por isso, meus queridos, se informem cada vez mais em busca de uma vida regada de SAÚDE mental, física, espiritual e AMBIENTAL! Até porque, toda a despoluição começa dentro de nós- do micro para o macro!

    http://alimentacaointeligente.blogspot.com.br/2009/05/revolucao-da-colher.html
    http://revolucaodacolher.org
    Arnaldo Jabor fala à CBN sobre os problemas causados ao meio ambiente pelo consumo de carne e derivados, vale a pena. Com seu humor característicos ele põe em pauta um assunto que seria engraçado se não fosse trágico: o pum da vaca.

    Voce encontra na internet esse comentário em áudio e também vídeo no youtube.

    Abaixo, a íntegra do comentário

    “Amigos ouvintes,
    A humanidade está um nó difícil de desatar. Eu falo da economia? Não. Eu falo das guerras? Não. Eu falo de ecologia.

    Ah, trata-se do desmatamento da Amazônia? Não. Nem do futuro racionamento de água, também não. Eu leio nos jornais que uma das causas mais perigosas do efeito estufa, do aquecimento global, é a nossa dieta de carne vermelha. Isso está escrito: temos que comer, no máximo, 400 gramas por semana, de carne. Ou seja, quase nada. Por que?

    Bem, se essa dieta for adotada no mundo todo, diminuindo o consumo de carne, os especialistas calculam que haveria uma redução de mais de 10% na emissão de gases estufa, o que traria também uma economia de US$20 trilhões nos custos de luta contra as mudanças climáticas.

    Em primeiro lugar, porque se diminuirmos a ingestão de carne bovina, ovina ou suína, a criação extensiva de animais diminuiria, porque o consumo também baixaria, assim haveria muito mais terra ocupada por vegetação anti-poluente, que consome o CO2. Além disso, e é aí que mora o nosso absurdo planeta, haveria também uma diminuição na emissão de gás metano, que os animais produzem em seus intestinos e que é espalhado na atmosfera.

    Os cientistas calculam que tem que cair muito essa emissão de gases para evitar graves alterações climáticas como secas e elevação do nível dos mares.

    É um beco sem saída. Se comermos muita carne, morrem as florestas e mais: os rebanhos aumentam. E, senhores, com a licença da palavra, os “puns” dos bois e vacas farão uma crescente sinfonia de gases, sufocando o planeta. Ou seja, depois de milênios de lutas, esforços, guerras, paz, grandes invenções, a arte, a cultura, a ciência, a razão, todos os orgulhos da humanidade, tudo isso poderá ser destruído pelos “puns”, isso, “pum, pum, pum”, para lá, “pum pum”.

    Quem diria… Achávamos que acabaríamos em guerra total e ataques de ETs, ou queda de asteróides… Não, seremos destruídos, entre outras besteiras humanas, pelos “punzinhos” e inocentes boizinhos. Aliás, pensando bem, a humanidade não merece muito mais que isso.”

  29. Thomas

    -

    16/08/2012 às 12:01

    Tudo dela e esplendor e esse artigo eu coloquei no meu trabnlho de portugues ….. muito interessante…. valeu.

  30. Flora

    -

    03/08/2012 às 19:16

    Visão ampla, sensibilidade, firmeza, doçura, realismo… Eis Lya Luft! Incomparável.

  31. Misney

    -

    26/07/2012 às 11:56

    Amoooo Lya Luft!
    Tudo o que ela escreve me faz admirá-la ainda mais!
    Parabéns!

  32. Valéria Gomes Ribeiro

    -

    06/07/2012 às 10:01

    Mais um novo motivo pra eu amar Lya Luft! :)
    Tô estudando sobre “A nova classe c” no meu curso de marketing, e o que penso é exatamente isto. O que está havendo é um crescimento de dívidas, futilidades e gastos supérfluos. A nova classe C para realmente subir de patamar deveria crescer em cultura, responsabilidade e discernimento.

  33. Mauricio M. de Mattos

    -

    04/07/2012 às 15:59

    Somos um povo pacato, iludido e sem cultura. Pacato por não bradar e lutar contra os desmandos do governo. Iludido por programas populistas que visam o voto fácil. E, “ignorante”, no sentido do saber, da cultura e do conhecimento.
    Um povo sem estudo, nunca entenderá os desmandos provocados por seu governo, não vislumbrará as artimanhas por ele armadas para que, com programas populistas, venham à busca de votos.
    Durante 20 anos nossos direitos foram jogados no lixo, com também nossa consciência política. Temos que reconquista-la para podermos brigar pelo que é nosso de direito.
    Um povo sem cultura é bem mais fácil de ser adestrado e controlado, coisa que governos como esse nosso adora.
    Por isso digo: “Só o conhecimento nos liberta”.

  34. gustavo nascimento

    -

    01/07/2012 às 19:42

    Sou um adimirador das cronicas da Lya Luft e esta em especial foca bem os padroes atuais de comsumo o aumento de classe a,bou c e uma decadencia de classes cultural ou seja e como se o rio corresse ao contrario.

  35. Arthur Avedissian

    -

    18/06/2012 às 17:03

    Parabéns por mais um texto sensato e objetivo!

  36. Arthur Avedissian

    -

    18/06/2012 às 17:01

    Parabéns por mais um excelente e sensato texto! O consumo responsável é sempre bem vindo. O estímulo ao consumo irresponsável promovido pelo governo só revela a falência do Estado em produzir as riquezas que nosso país tanto precisa em detrimento da manutenção da estrutura corrupta que cresce a cada dia!

  37. Will

    -

    11/06/2012 às 9:21

    Cara Amiga: Acontece que o (a farsa) do Capitalismo Neo-Liberal vive disso. Simples assim. Enquanto a palavra de ordem for ‘lucro’ o mundo será disso para pior.

  38. Kitty

    -

    09/06/2012 às 23:51

    Boa noite caro Ricardo!
    Uma excelente ideia de nos apresentar no blog a escritora Lya Luft. Eu acompanho os seus interessantes e bem focados artigos na VEJA.
    Não estou em contra do consumo, o qual se faz necessário para promover o crescimento da economia. Como observado nos últimos cinco anos, a expansão do crédito, e com a entrada de novos consumidores propulsou o crescimento. Concordo plenamente com a escritora Lya, de que somos compelidos a adquirir bens que não sempre são tão necessários. As classes menos favorecidas,e que segundo o governo, foram ascendidas à classe média,estão indo às compras.O que preocupa é que estas pessoas, que por falta de orientação gastam sem uma minima planificação e acabam se endividando além da conta, e na maioria dos casos não honram as dividas assumidas.As lojas em seu afão de vender oferecem muitas facilidades como, por exemplo, fazer crediários sem a intervenção dos bancos, o que favorece o entusiasmo dos “novos” compulsivos compradores.
    Nós todos somos constantemente bombardeados pela ostensiva publicidade que nos cerca por todos os lados-na TV, nas ruas com atrativos cartazes, nas revistas e jornais- Nos forçam a ser mais consumidores que cidadãos. Hoje tudo se reduz a uma questão de marketing!
    Lido recentemente nos jornais de que quase um quarto das famílias se endividam mais do que deveria e são obrigadas a reduzir o padrão de vida ou dar calote.O IBGE mostra que um importante número de famílias comprometeram mais de 30% da renda mensal com dívidas. O que mais chamou a minha atenção foi o fato que a maior parte dessas famílias superendividadas está na fatia menos favorecidas da população: 5 milhões e 800 mil na classe “C” e 6milhões e 600mil, nas classes “D” e “E”. Conclusão, é um número grande de famílias que ultrapassaram o limite,e por isso,o estrangulamento no mercado de crédito.
    Os investimentos do governo têm sido insuficientes e contam com o consumo das endividadas famílias para puxar a retomada,o que é obviamente irreal.Bastante diferente da época que eramos ensinados consumir menos e poupar mais, pelo menos, é o que meus pais me ensinaram, porque diziam que o futuro é incerto e, os empregos, a menos que você seja um funcionário público,não são eternos.
    Parabéns, caro Ricardo por mais esta visita importante ao blog!
    Um forte abraço///Kitty

  39. Adelange dos Santos Costa

    -

    07/06/2012 às 21:28

    Concordo com o que Lya Luft falou, quando a mídia fala em ascensão econômica, da nova classe média brasileira, fico realmente intrigada, acho que temos uma classe mascarada, arrumadinha por fora e quebrada por dentro, isso mesmo, as pessoas defilam as grifes e os carrões e depois tomam tarja preta para dormir e não enlouquecer diante das contas que não conseguem pagar.

  40. Ailton

    -

    07/06/2012 às 17:43

    Engraçado essa tal de Lya Luf, para manter os EUA cada dia mais rico, o mercado interno era FERRAMENTA ideal, era simplesmente a melhor forma de comercio, agora, que os ricos estão quebrados e emergentes a crescer, decobrem os seus mercados internos para ejetá-los rumo ao desenvolvimento, simplesmente para essa senhora senil, o mercado interno não serve mais. Ora, Ora!

    Ou essa senhora é de uma burrice primitiva, ou sua senilidade chegou ao ponto de deixá-la cega e caduca, ou então é uma manipuladora de opinião das fajutas, das mais fracas que existe..

  41. Ailton

    -

    07/06/2012 às 17:19

    CRITICAM A DILMA E O PT POR INCENTIVAR O MERCADO INTERNO, isso é pura burrice de quem critica a dilma e o PT por essa atitude.

    ENTÃO;

    Que situação querem para o Brasil? Que PT/Dilma/Lula cruzem os braços e deixem a crise dos EUA e Europa, cair sobre as nossaS cabeças, a ponto de dizimar toda a nova classe média, QUEREM o que? que esses 126 milhões de brasileiros que estão na classe media, voltem para a miséria como acontecia na decada do tucanario, na decada de noventa? querem que 18 milhões de empregados somados ao 50 milhões vão para a “rua”, só para tucanos ficarm alegres?? Se darem por vingados? por ter sido tão incompetentes na decada de noventa, querem que país seja afundado só para vingar o fato do PT ter ejetado esse país para a 6ª economia do mundo, ter colocado o Brasil no G-7, coisa inadimissiveis na era do nosso melhor sociólogo, querem o que, que o FMI volte a dar as suas cartas? querem ver os 40 milhões de brasilerios que na era FHC estava na mais absoluta miséria, querem que sejamos outra vez um país de miseráveis? como acontecera na era FHC? por incompet~encia governamental
    Não, isso nunca mais vai acontecer, podemos até receber alguns respingos provenientes da crise américo-europeia, o que tiraremos de ‘letra, porem destruição da classe media, como era comum na decada tucanaria, nunca mais vai acontecer.

    Dilma tem sim que incentivar o consumo interno, todos fazem isso, quem são os EUA, sem o seu consumo interno?? Nada! eles não seriam ninguem sem o seu mercado interno(o maior e mais rico do mundo, antes da crise neoliberal).
    Estados Unidos tem o mais rico mercado interno do mundo, praticamente 40% de todo consumismo mundial maior em bens e finanças, nada menos que U$2.9 trilhões anuais são movimentados internamente e todos presidentes yankies dão o melhor de sí para o mercado interno americano ativo e em altos niveis consumistas, mercado interno americano, meu caro Ricardo Settii, foi o grande responável em manter os EUA como potência mundial, por mais de um seculo.

    Não sejamos hipócritas, sem um mercado interno forte, uma nação desaparece sumariamente.

    Ora pois!

  42. Willer Stedt

    -

    07/06/2012 às 7:30

    “Setti, desde já minhas desculpas pelo tamanho do texto.”

    Lya descreve uma classe média de onde muitos de nós, senão a maioria neste espaço, somos oriundos.
    As características que me soam como virtudes são resultado de guerra, fome, pobreza e perseguição.
    Experiências que não desaparecem fácil da memória das famílias e que pregam o comportamento de gerações frente a vida. Famílias que sabiam que se não planejassem mantimentos e carvão passariam um inverno na fome e frio. Em outras palavras, quem vem de meios hostis carrega consigo uma certa dose de apego à disciplina necessária à sobrevivência, desenvolve um certo “sistema” no relacionamento com as coisas e com a vida.
    Quantas vezes não escutei de conterrâneos a observação:
    -Pô, você é cara sistemático!rs
    Para o brasileiro de forma geral, ser sistemático é ser chato, possuir uma maneira objetiva no trato das coisas é ser um bitolado. Isto não é sinal de uma cultura especifica(ou talvez seja), isto não passa de irresponsabilidade tão bem retratada numa manifestação de consumo irracional.
    A escritora toca, como não tocaria, na educação, mas educação é só parte da solução, é necessária toda uma nova de forma de pensar e de se entender as chamadas “externalidades” da economia, o que nos força a definir o que significa afinal a palavra “desenvolvimento”.
    O triste ou absurdo é que todos pensam que desenvolvimento é sempre algo positivo, mas até câncer se desenvolve, doenças e males se desenvolvem, o que pensamos ser bom na verdade pode ser uma armadilha fatal. Civilizações desaparecem quando os recursos que as mantém desaparecem e não existe recurso inesgotável neste mundo.
    Neste ponto alguém pode dizer:
    -Mas isto é normal, civilizações atingem um ápice e decaem.
    Rejeito a normalidade do ciclo, civilizações que se desenvolveram desordenadamente não desaparecem sozinhas, com elas vão embora patrimônio tecnológico e cultural, muitos dos processos são traumáticos o suficiente para mandarem civilizações complexas ao nível da idade pedra, exemplos estão aí aos montes, ignorar a importância do que já foi atingido para a sobrevivência de nossa espécie é coisa extremamente séria.
    Desenvolvimento sustentável e consumo sustentável são dois termos ligados e que se encaixam dentro do pensamento de Lya, ambos estão muito além do simples manejo eficiente e racional dos recursos que possuímos dentro dos limites tecnológicos de um momento, eles significam o compromisso entre gerações, compromisso sem o qual nenhuma civilização sobrevive ou é edificada.
    Caro Setti, já que a estrela da vez é a querida Lya Luft, perita na língua alemã…
    A palavra “educação” na língua portuguesa se divide em dois outros termos na língua alemã:
    -Bildung é a educação formal da pessoa, Erziehung compreende todo um conjunto de noções transmitidas à uma criança que lhe reforçam e formam o caráter.
    O que se discute no Brasil é o “Bildung”. O país precisa urgentemente cuidar do “Erziehung”.
    Isto, além da educação, concede ao adulto o software necessário para entender o valor das coisas e sua importância, desgraçadamente o país escolheu como líderes pessoas que não possuem nenhum dos dois componentes, o desfecho é mais ou menos previsível.

  43. Hélio

    -

    06/06/2012 às 10:54

    Concordo em parte com a Lya Luft. É óbvio que cada fenômeno econômico tem o lado bom e lado ruim. Como o SérgioD comentou abaixo, pessoas que viveram acostumadas a uma economia altamente inflácionária e imprevisível, e que agora vivem em um ambiente relativamente estável, tendem a realizar seus sonhos de consumo, e isso é perfeitamente normal,compreensível e saudável para a economia. O lado ruim disso é a possibilidade de endividamente, e posterior aumento da inadimplência, como foi comentado pela Lya. Agora, ela derrapou feio quando disse que aumento de consumo não ajuda o país a crescer. É óbvio que consumo e crescimento estão relacionados, se uma empresa não vende seus produtos, não consegue pagar seus funcionários, que serão demitidos, aumentando o desemprego, e assim por diante. Não se pode esquecer que durante a crise de 2008, foram justamente as medidas de estímulo ao consumo ( diminuição de IPI, aumento de crédito, etc) que ajudaram o país a sofrer menos consequências.

  44. Nena

    -

    06/06/2012 às 9:58

    Parabéns, Lia, por mais este texto claro e objetivo. Você é a prova de que não é preciso ficar babando nas idéias ditas progressistas para ter popularidade. Suas convicções refletem os valores de muitas famílias deste nosso Brasil que estão cansadas desse apelo ao populismo e à demagogia, em que subvertem e camuflam idéias que só visam desconstruir o homem levando-o a um estado de submissão degradante. A Educação é o maior valor que podemos dispor e ele se refletiria em todos os outros segmentos. Pena que os governantes não amam suficientemente o país e os brasileiros para elevá-los à dignidade.

  45. Fernando

    -

    06/06/2012 às 9:51

    Prezado Setti,

    Fazem mais de 20 anos quando tive o prazer de ter a companhia da Lya Luft durante um almoco. Ela eh brilhante, obviamente, e nesta coluna tb mostra uma gigante intuicao sobre economia.

    Obrigado por repartir a coluna dela conosco!

  46. Dionizio Gonçalves

    -

    06/06/2012 às 9:25

    Se o consumo garantir os 20 milhões de empregos gerados no grande governo de FHC na decada de noventa, que o lulaísmo tenta roubar pra sí na força bruta, então não vejo nada demais, que se consumam a todo vapor, desde que seja para garantir os empregos internos.

  47. Sel

    -

    06/06/2012 às 8:48

    Setti, obrigada por compartilhar este artigo! Maravilhoso!

  48. marcz

    -

    06/06/2012 às 8:24

    Parabéns pela análise e visão. Acho que está certíssima e eu mesmo não havia pensado nisso. Deveria ser um assunto mais claramente comentado pela oposição pois, em um país normal, deveria equilibrar melhor a relação consumo x poupança no país, além de ajustar os investimentos em educação.
    Parabéns.

  49. Geneuronios

    -

    05/06/2012 às 22:33

    Este governo que esta aí quer é gente ignorante, consumista, sem objetivos, massa de manobra. Basta ver a quantidade de igrejas evangélicas que abrem em cada esquina de bairros pobres ou ricos. Sem falar na proliferação do sertanojo, pagode e jogadores de futebol que convivem com criminosos. EDUCAÇÃO decente deve ser extinta, é o que desejam estes governantes.

  50. Jeremias-no-deserto

    -

    05/06/2012 às 22:08

    E foi graças à essa enorme ilusão que os políticos do PT conseguiram níveis verdadeiramente surrealistas de popularidade. Se nos dois mandatos que sucederam a Fernando Henrique Cardoso as prioridades tivessem sido o investimento em áreas básicas como a saúde, educação com estímulo à pesquisa e novas tecnologias, ao combate ao crime organizado e à corrupção, certamente os governos petistas teriam amargado números bem inferiores de consagração popular, mas o país estaria caminhando vigorosamente para o tão almejado crescimento real.Infelizmente, o que prevaleceu foi a visão tacanha do populismo partidário com a enorme inchação da máquina governamental e a gastança desenfreada para manter a estrutura de poder. Agora, o castelo da cartas começa a ruir.O sonho, finalmente, acabou.

  51. jaime ff

    -

    05/06/2012 às 21:32

    Classe media com 1600,00 por mes tao de brincadeira e claro.

  52. SergioD

    -

    05/06/2012 às 21:22

    Ricardo, os textos da Lia são uma das coisas que gosto na VEJA. E olha que não são muitas. Outra são os textos do Roberto Pompeu de Toledo. Simplesmente fantásticos. O seu A Capital da Solidão está em minha estante (pois é, tenho uma) aguardando a fila de leituras.
    O último texto da Lia já o tinha lido. Vou contra a corrente do pessoal do Blog, e dizer que nesse artigo ela disse mais do mesmo. É lógico que nossa classe média, principalmente a chamada nova classe média, com sua renda inflada e com uma necessidade reprimidade de consumo por muitos anos, se atiraria às compras com as facilidades que a ampliação do crédito forneceu.
    As pessoas tem desejos, vontades e nossos empresários e marketeiros sabem muito bem alavancar essas vontades, sabem fazer produtos de utilidade duvidosa parecerem indispensáveis.
    Junte a isso os incentivos dados pelo governo só poderia dar no aumento da inadimplência. Não acho que as pessoas fiquem endividadas por não ter informação. Partes das classes A e B também andam com as contas no vermelho. Principalmente seus extratos mais jovens. E não podemos dizer que a essas pessoas falta educação e informação.
    Eu tenho uma teoria para isso. Um jovem de hoje não passou os apertos de uma inflação que em seus últimos dias chegou a uns 40% ao mês. Naquele tempo a vida conferia diplomas de matemática financeira até a analfabetos. As pessoas daquele tempo como eu, você e muitos colegas do Blog temos aqueles tempos na memória e por isso, acredito, sabemos controlar nosso endividamento. Sabemos viver com gastos comedidos porque passamos porr aqueles tempos. Bem, pelo menos é o que eu penso
    Não devemos reclamar do consumo. Ele produz crescimento, ele faz a roda da economia girar. Inibir o consumo acaba trazendo recessão, queda do nível de emprego, queda da arrecadação, consequentemente aumento do déficit público e queda no nível de investimentos criando um círculo vicioso infernal. Melhor conviver com alguma inadimplência do que encarar um quadro desses.
    O texto da Lia é muito bom e suas intenções são as melhores possíveis, mas não vejo nada mal no consumo. Acho que Barak Obama adoraria que os consumidores americanos estivessem hoje com essa mesma compulsão consumista dos brasileiros.

  53. o coringa

    -

    05/06/2012 às 20:33

    Perfeita análise. O PT(partido dos tolos)descapitaliza a classe trabalhadora para alimentar seus projetos e ambições políticas descabidas.
    Nunca mais pt(minúsculo, desta forma, como são)

  54. Cidadão

    -

    05/06/2012 às 20:13

    Você não tem nível para frequentar este blog. Suma! Procure um dos blogs sujos, que devem ser sua praia.

  55. Dexter

    -

    05/06/2012 às 20:11

    Não há interesse em povo culto e instruído.
    Ou não teríamos o governo que aí está ou já teria sido deposto.

  56. marcelo lima lopes

    -

    05/06/2012 às 20:05

    lya expressou brilhantemente em palavras,o que karl marx ja previa a muitos e muitos anos atras,e que infelizmente se tornou realidade…e o pior é que estamos perece que hipnotizados, e não conseguimos perceber o que estamos fazendo conosco mesmo….

  57. Inácio

    -

    05/06/2012 às 19:03

    Setti: parabéns a vc por apresentar a leitores de seu blog Lya Luft, que considero uma das maiores escritoras brasileiras da atualidade. Acompanho este blog desde seu inicio e, salvo engano, é a primeira vez que somos brindados com os belíssimos textos de Lya, que os leitores de Veja estão acostumados a saborear quinzenalmente.

    Obrigado, caro Inácio. Traremos a Lya Luft mais vezes, com certeza.

    Abração

  58. Vera Scheidemann

    -

    05/06/2012 às 18:09

    Belíssimo artigo ! Lya expressou com palavras
    simples tudo o que penso. Por que será
    que só a gente vê essas coisas ?
    Vera

  59. silvia nascimento

    -

    05/06/2012 às 18:05

    Que lucidez! Isto é realmente o que o sistema capitalista faz.Todo mundo seduzido pelo consumo e depois se lascam pagando juros estratosféricos no cartão,enriquecendo ainda mais os banqueiros.Realmente falta educação ao nosso povo para perceber tudo que está por trás destas “facilidades de crédito”

  60. Aninha

    -

    05/06/2012 às 18:04

    Excelente artigo. Mas, sem dúvida, vai ser interpretado por muitos como elitista. Infelizmente.

  61. amanda

    -

    05/06/2012 às 18:03

    O governo estimula o consumo porque precisa arrecadar cada vez mais impostos para manter os privilégios dos funcionários públicos.

  62. jorge g de paula

    -

    05/06/2012 às 17:52

    Setti, ainda bem que vc re-publica esses artigos da Veja em sua coluna. Excelente materia.
    Só lamento que nossa oposição não seja tão eficiente quanto o PT fora do governo.

  63. JT

    -

    05/06/2012 às 17:51

    Protesto irretocável, a não ser pelo fato de ser solitário, pois assino embaixo.
    Nossa sociedade do consumo ainda por cima é muito burra: se você quer algo diferente, não consegue ser atendido.
    Por exemplo: você quer mobiliar sua cozinha? Não adianta pedir algo diferente na loja de planejados, pois eles vão trabalhar apenas com os módulos deles, facilitando o giro do dinheiro, que parece ser o objetivo de todos.
    É o pedido padronizado no almoço do restaurante e na lanchonete. É a moda barata nos grandes magazines que dizem que temos que usar xadrez neste ano. São os carros aparentemente personalizáveis, que no entanto são todos iguais.
    Tudo muito sem sentido, sem música, apenas batida remixada.

  64. selminha

    -

    05/06/2012 às 17:44

    Já tinha lido este artigo na revista Veja, e não pude deixar de lê-lo novamente. Lya Luft expressou, brilhantemente, tudo o que penso a respeito desta ‘nova classe média”. Sem melhorar a escolaridade do povo, não chegaremos a lugar algum. Só por meio do conhecimento é que um país avança. Parabéns, Setti, pela publicação.

  65. Tuco

    -

    05/06/2012 às 16:52

    .

    Brilhantemente a senhora LLuft
    segurou o peão na unha!
    Obrigado, Grande RSetti.


    .

  66. Felipe Lima

    -

    05/06/2012 às 16:46

    Lya Luft sempre lúcida e perspicaz… Como falta gente assim no país !

 

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