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17/08/2011

às 11:31 \ Política & Cia

Lei que fixou conselhos separados para engenheiros e arquitetos é bomba relógio jurídica e trará graves problemas, aponta o leitor


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Post do Leitor

Amigos, o leitor e amigo do blog Jean Tosetto traz à tona um importante assunto, que vem passando despercebido fora do ambiente dos diretamente interessados: a separação que ocorrerá nos conselhos que representam engenheiros (e outras categorias profissionais) dos arquitetos, com as enormes repercussões que terão não apenas para esses profissionais, mas para governos, prefeituras e cidadãos.

Confiram:

O Brasil conta atualmente com cerca de 100 mil arquitetos e urbanistas, dos quais um terço atua no Estado de São Paulo. Este número, no entanto, representa apenas uma pequena fração no sistema Confea-Crea, a entidade de classe que congrega também os engenheiros civis, agrônomos, geólogos e outras dezenas de denominações profissionais ligadas à área tecnológica – num espectro que vai da mecânica, passa pela eletrônica e química, e chega até a informática.

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Confea/Crea hoje congrega engenheiros, arquitetos, agrônomos, geólogos e outras dezenas de denominações profissionais

É tido como um consenso entre os arquitetos e urbanistas que a importância de suas atuações na sociedade não encontra respaldo dentro de um Conselho que efetivamente, pelo seu gigantismo, não tem condições de defender e promover a contento, as questões relacionadas ao projeto e planejamento, seja de pequenas residências, seja de grandes cidades. O exemplo mais claro disso se dá na capital do país, Brasília, cujo plano diretor foi concebido pelo urbanista Lúcio Costa, e as principais edificações foram concebidas pelo onipresente arquiteto Oscar Niemeyer.

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Brasília: Plano Diretor do urbanista Lúcio Costa e principais edificações do arquiteto Oscar Niemeyer

Aliás, foi no mesmo período de construção de Brasília que houve a primeira tentativa de separação de Conselhos entre arquitetos e engenheiros. No entanto, em 1959, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) foi demovido da ideia pelo próprio Confea, que alegava falta de discussão do tema entre os profissionais que seriam diretamente interessados na questão.

Depois disso, houve ainda mais três projetos de lei na mesma tecla, que malograram no Congresso Nacional após perambular por anos em comissões e trâmites burocráticos. Em 2007, um projeto de lei encaminhado pelo senador José Sarney (PMDB-AP) foi vetado pelo presidente Lula, após alegação de erro processual, uma vez que leis que determinam a criação de autarquias federais devem partir do Poder Executivo.

Em 2008 a Casa Civil assumiu a redação de um quinto e definitivo projeto, com a anuência da Federação Nacional dos Arquitetos (FNA), e tudo passou a caminhar rapidamente. A Lei nº 12.378, que determina a criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), foi sancionada às 18 horas do dia 31 de dezembro de 2010 pelo presidente Lula, no que foi um de seus últimos atos administrativos, eclipsado na ocasião, é claro, pela iminente transmissão do cargo à presidente Dilma Rousseff. Já parte da imprensa deu mais atenção ao fato de que Lula, no mesmo dia, deu guarida definitiva ao italiano Cesare Battisti, foragido em seu país.

“Nunca antes na história desse país” os problemas de uma classe de trabalhadores foram resolvidos com uma canetada. Mas a história não é bem assim. A lei que criou o CAU também determina as atribuições dos arquitetos e urbanistas, além de prever um prazo de transição em relação ao sistema Confea-Crea que se estende por apenas 12 meses. O prazo se encerra em dezembro próximo e, até lá, o CAU deve contar com conselheiros e presidentes estaduais eleitos por voto obrigatório, em pleitos nos quais a ausência não justificada na eleição acarretará em multa no valor de uma anuidade para o profissional.

Aí temos o primeiro dos problemas: a migração do sistema Confea-Crea para o CAU, por parte de arquitetos e urbanistas, não é uma escolha individual: trata-se de uma obrigação. Ocorre que boa parte destes profissionais desconhece a própria existência do CAU. Muitos deles apenas saberão das mudanças após receber uma correspondência convocatória para as eleições, via cadastro no Crea.

O silêncio sepulcral da imprensa em geral sobre esta questão faz com que apenas os profissionais envolvidos em sindicatos e associações que compõem o Colégio Brasileiro de Arquitetos (CBA) tenham um conhecimento mínimo desta grande mudança em curso. Provavelmente será deste pequeno contingente que sairão os primeiros conselheiros e presidente eleitos, cujo mandato vai até 2014.

Os primeiros diretores do CAU terão que lidar com a inexistência de patrimônio, já que o artigo da lei que mencionava a separação de bens imobiliários em relação ao Confea-Crea foi vetado. Estamos com dois terços do período de transição consumados e não há sequer uma saleta alugada para reuniões. Vide também o site provisório da entidade que por enquanto é uma colagem de decretos e alguns depoimentos.

Outro grande desafio será organizar o sistema de informática responsável por boa parte da receita do organismo. No Confea-Crea, as principais fontes de receita – e consequentemente isonomia política e partidária – são as anuidades e recolhimentos de Anotações de Responsabilidade Técnicas (ARTs) obrigatórias em cada prestação de serviço.

No CAU a ART será convertida em Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) e terá um custo fixo por serviço prestado. Para cada projeto assinado por um arquiteto, por exemplo, o CAU ficará com 60 reais. Não se sabe ainda como este valor será cobrado, se a RRT será preenchida de modo on-line ou em formulário impresso. Os arquitetos e urbanistas não sabem sequer o seu número de registro na entidade.

Com ou sem sistema de recolhimento de RRTs, e com ou sem sedes próprias em cada Estado brasileiro, a verdade é que o CAU nascerá com feições embrionárias em janeiro de 2012. Da noite para o dia, os projetos de arquitetura e urbanismo, paisagismo e até de licenciamento ambiental, serão atribuições exclusivas de arquitetos e urbanistas.

Engenheiros civis espalhados pelas cidades do interior, que sobrevivem dignamente de projetos de pequeno e médio porte, repentinamente ficarão impedidos de apresentar sequer um projeto de edícula residencial nas Prefeituras. Estas, por sua vez, serão obrigadas a contratarem arquitetos e urbanistas para fazer a análise e aprovação de projetos – o que é salutar e compreensível, mas certamente não haverá recursos e tempo hábil, na maioria dos casos, já que em muitos municípios nem mesmo existem engenheiros nas folhas de pagamento.

Trata-se, portanto, de uma bomba relógio jurídica, pronta para estourar, com o Confea-Crea defendendo o direito adquirido dos engenheiros civis versus o CAU professando o direito de exclusividade dos projetos para os arquitetos.

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Bomba-relógio: pequenos projetos, incluindo edículas residenciais, não poderão ser feitos por engenheiros e precisarão de análise e aval de arquitetos

Por outro lado, arquitetos e urbanistas que vivem longe das capitais estaduais não poderão mais contar com a infraestrutura do sistema Confea-Crea que, a despeito de seu porte gigante, ao longo das décadas construiu uma rede de postos de atendimento e inspetorias em diversas cidades, onde qualquer um pode fazer denúncias de obras clandestinas e os projetistas podem obter serviços essenciais ao exercício da profissão, além de ter facilitada a contratação de seguros e convênios de saúde, com consideráveis descontos.

Muitas outras questões poderiam ser abordadas, entre outras, a despeito de como será a atuação do CAU nas licitações de obras públicas – só para citar uma implicação fundamental neste panorama de incertezas. O fato é que as propostas do CAU são válidas e ainda há muito o que discutir e regulamentar.

A longo prazo, este novo Conselho promete de ser de grande valia não só para Arquitetos e Urbanistas, mas principalmente para a sociedade civil organizada. Porém, como toda mudança baseada numa ruptura, haverá um período de dificuldades para todas as partes envolvidas.Talvez a transição determinada pela Lei nº 12.378 pudesse ser mais lenta e gradual. Ocorre que o fato está consumado e não há volta.

* Jean Tosetto é arquiteto e urbanista em Paulínia (SP)

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41 Comentários

  1. Glaucia da Fonseca Pereira

    -

    02/09/2014 às 11:02

    Estranho constatar que duas profissões que se completam – uma com o estudo de organização e ocupação dos espaços e outra com a competência estrutural das obras – tenham se separado. Quando se concretiza essa separação percebemos que apenas “os filhos” (a Sociedade)sofrerão as consequências. Pois me parece impossível separar a criação da execução. O Arquiteto está preparado para a arte de ocupar os espaços e seu uso e o Engenheiro é preparado para garantir os cálculos necessários para a execução e segurança da obra (Lúcio Costa tornou exequível os projetos de Niemayer garantindo sua segurança com seus cálculos ( e haja cálculo!). Vai entender!

  2. Priscila Oliveira

    -

    17/04/2014 às 15:47

    Favor retirar comentário

    OK, retirado.

  3. Sérgio

    -

    31/10/2013 às 16:46

    Quem é bom naquilo que é formado não precisa fazer aquilo que atribuição do outro. Sou arquiteto há 25 anos e tenho um escritório junto com minha irmã que engenheira que trabalha comigo a 15, temos diversas obras pelo estado e digo com propriedade. Eu não tenho conhecimento científico para projetar estruturas, da mesma forma que minha irmã também como ela diz, “não estudei pra isso”. Durante a faculdade aprendi sim a fazer dimensionamento estrutural de modo a integrar no projeto arquitetônico, do qual é direcionado ao engenheiro que faz os ajustes de modo que se dê precisão e não excesso já que não estudamos engaste. Dessa forma o conselho separado irá a população em geral, mas principalmente à meu ponto de vista, os usuários de habitações sociais, que na maioria são projetadas por engenheiros, dos quais não levam em conta as várias faces de um projeto.

  4. Paulo Abreu

    -

    02/09/2013 às 12:28

    Curioso. Engenheiros acabam criando projetos arquitetônicos por conviverem com revistas e livros de projetinhos genéricos prontos, e com tempo de execução, ganham algum saber na área. Mas, esse aprendizado é um certo adestramento técnico parcial, nível muito aquém da formação plena de cadeiras mínimas dos arquitetos e urbanistas. Abrir um livro e dar uma lida, olhar umas plantas e executar algumas não é o mesmo que uma disciplina universitária, num ciclo de disciplinas, com discussão intelectual e balizamento docente. Um engenheiro que não teve as disciplinas, as discussões, os trabalhos e leituras do estudante de Arquitetura nunca vai projetar várias tipologias de espaço construído como um bom arquiteto. E é muito irritante ver edifícios desprovidos de raciocínio espacial, generosidade para o uso humano, acessibilidade universal, aproveitamento pleno de recursos naturais e contextualização cuja autoria arquitetônica é de engenheiros, afinal, a formação deles tá em outro lugar! Grosso modo, é como um fisioterapeuta que, ao aprender a aplicar injeção informalmente, com o tempo começa a trabalhar em alguma função simples com a “nova atribuição” só porque ACHA que sabe. E é crime, lógico. Não conheço bem as profissões da saúde, mas entre eles tudo parece bem definido, e cada uma discriminada em seu Conselho. A lei não está perfeita, mas, devido à busca do que é *MELHOR* para a sociedade e para a legitimação e até aperfeiçoamento dos profissionais, a separação é necessária, correta e traz segurança. Quem quer atribuição de arquiteto, que faça Arquitetura ou busque pós-graduações no campo que lhe apraz; quem quer atribuição de engenheiro, faça Engenharia ou busque na pós-graduação a proficiência. Se pós-graduação não basta para o profissional poder atuar na área estudada, então batalhemos por regular isto melhor. Em alguns países, um projeto ruim, com implantação que prejudique o tecido urbano, os fluxos sociais, biológicos e do tráfego, levam o arquiteto responsável a punição e perda do direito de exercer a profissão. Em países onde há esse rigor, engenheiros não podem fazer arquitetura, e arquitetos não fazem engenharia. Sob o ponto de vista técnico-científico, é vergonhoso um profissional exercer certa atividade em uma área alheia ao seu currículo, só porque sabe um pouco de algo, ou por achar que sabe!
    gufsouza, “capacidade técnica”, que você diz, é aprendizado prático? Se for, isto não é ciência e não tem valor legal. Garantir maior reserva que a outra pra que, se todos têm seu lugar ao sol? A Lei deve impor a separação sim, pois quem é arquiteto sabe quantas porcarias arquitetônicas já foram feitas por engenheiros simplesmente porque o CONFEA permitia; porcarias com ótima estrutura e instalações, com alta qualidade tecnológica, que param em pé e vão durar muito tempo, mas não deixam de ser porcarias, aberrações culturais, peças urbanas indesejáveis, espelho de uma falta de cultura de urbanidade. Tem gente que fica nesse discurso desrespeitosamente parcial de “engenheiro fez arquitetura melhor que muito arquiteto” e “arquiteto fez prédio de 10 andares melhor que fulano”. Ok. Acontece que os riscos específicos e exceções de uma situação técnica não são cogitados pelo profissional que atua com conhecimento pragmático em área diferente da sua formação e “deu certo”. Ter um ou outro evento que “deu certo” não legitima esse conhecimento pragmático, pois é necessário muito mais pra se estabelecer proficiência. Não é correto trocar o conhecimento adquirido e debatido com metodologias bem definidas por algum mero achismo. Isso é muito mesquinho. A Lei está aí, ainda merece ajustes, mas creio ser muito leviano e anticientífico julgá-la com critérios pessoais, sem vislumbrar os benefícios à definição clara das profissões, sem uma visão mais universal de longo prazo e, por fim, sem respeito à atividade do arquiteto, pois este quesito é de natureza lógica: arquitetura se faz com arquiteto. E a Lei vai pegar sim, se depender daqueles que, como eu, querem ver esse País começar a andar direito, com regras, debatendo suas leis pra que reflitam os interesses sociais e as ciências, e respeitando-as integralmente em sua execução. Sou um arquiteto fiscal de obras de Prefeitura e aqui as leis estão valendo sem distorções.

  5. gufsouza

    -

    09/08/2013 às 16:19

    Toda essa briga não tem nada a ver com capacidade ténica e sim com reserva de mercado. Cada profissão quer garantir maior reserva que a outra. Em relação a construção civil as duas profissões tem muitos pontos em comum e acho muito difícil separa-los e mesmo sendo uma lei não acho que vai pegar. Acho bobagem essa discussão e acho que não são os conselhos que devem impor um limite e sim o mercado.

  6. Fabio C Silva

    -

    07/08/2013 às 17:35

    Seu comentário está aguardando moderação

    Bem, não sei onde vc formou Jeová Mota, Meu irmão é engenheiro civil e não sabe nada de cálculo, mas onde eu formei fazia cálculo sim. E se vc esperar que os cursos te ensinem de mão beijada, senta numa cadeira porque ninguém faz isso. Vc aprende no dia a dia. Na obra e lendo livros e aperfeiçoando. É lógico que o primeiro trabalho é dificil depois vai pegando experiência. Na minha cadeira tinha calculo de pilar em t, L, redonda, quadrado, retangular, etc. Concreto a compressão e ferro a tração é a base do cálculo. Criei no excell um programa que já me dá resultados, seguindo livros. Vc dizer que não tive base sem conhecer onde estudei. Meu caro, não generalize. Existem arquitetos e arquitetos como existem engenheiros e engenheiros. Vc Exerce as atribuições quem se acha preparado e competente para tal. Agora dizer que não sabe já é outra coisa. Daí é falta de ética profissional não respeitar o trabalho do profissional. Vc ou outros não faz, mas eu faço e conheço muito arquiteto que faz cálculo e instalações muito melhor que engenheiro. E também conheço engenheiro que faz projeto muito melhor que muito arquiteto, inclusive perspectiva. Basta querer e buscar informações para isso. Estamos na era da informação. Livros ao monte, sites, internet e etc… aí vai depender também da capacidade de cada um. Tem faculdades de hoje em dia que restringiram muito as cadeiras, mas na minha época era considerada exatas. Todo profissional aprende na obra, tanto engenheiro quanto arquiteto. Todos aprendem o B A BÁ, e se aperfeiçoam com o passar dos anos. Conheço arquiteto que já calculou prédio de 8 e 10 pavimentos com elevador. Fica a dica

  7. Fabio C Silva

    -

    07/08/2013 às 17:34

    Bem, não sei onde vc formou Homero, Meu irmão é engenheiro civil e não sabe nada de cálculo, mas onde eu formei fazia cálculo sim. E se vc esperar que os cursos te ensinem de mão beijada, senta numa cadeira porque ninguém faz isso. Vc aprende no dia a dia. Na obra e lendo livros e aperfeiçoando. É lógico que o primeiro trabalho é dificil depois vai pegando experiência. Na minha cadeira tinha calculo de pilar em t, L, redonda, quadrado, retangular, etc. Concreto a compressão e ferro a tração é a base do cálculo. Criei no excell um programa que já me dá resultados, seguindo livros. Vc dizer que não tive base sem conhecer onde estudei. Meu caro, não generalize. Existem arquitetos e arquitetos como existem engenheiros e engenheiros. Vc Exerce as atribuições quem se acha preparado e competente para tal. Agora dizer que não sabe já é outra coisa. Daí é falta de ética profissional não respeitar o trabalho do profissional. Vc ou outros não faz, mas eu faço e conheço muito arquiteto que faz cálculo e instalações muito melhor que engenheiro. E também conheço engenheiro que faz projeto muito melhor que muito arquiteto, inclusive perspectiva. Basta querer e buscar informações para isso. Estamos na era da informação. Livros ao monte, sites, internet e etc… aí vai depender também da capacidade de cada um. Tem faculdades de hoje em dia que restringiram muito as cadeiras, mas na minha época era considerada exatas. Todo profissional aprende na obra, tanto engenheiro quanto arquiteto. Todos aprendem o B A BÁ, e se aperfeiçoam com o passar dos anos. Conheço arquiteto que já calculou prédio de 8 e 10 pavimentos com elevador. Fica a dica.

  8. Homero Vitral Couto

    -

    07/08/2013 às 0:58

    Prezados,neste momento percebo nos jornais as consequências desastrosas para quem é Arquiteto e Engenheiro de Segurança do Trabalho. Os anúncios de emprego citam apenas: Engenheiro com Pós graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho inscrito no CREA.Sem contar que na carteira profissional do CAU vem descrito: “Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho” e deveria constar pelo menos da mesma forma como é a carteira do CREA ” Engenheiro de Segurança do Trabalho. Sabemos que não existe “Arquiteto do Trabalho e nas carteiras assinadas pelas empresas vem especificando o cargo , inclusive para atender a NR4 do MTE como ” Engenheiro de Segurança” Este é o Grande constrangimento que estamos passando no mercado de trabalho.
    Se não houver uma mobilização nacional para mudar esta situação junto ao CONFEA, estaremos fadados ao desemprego e a evasão das salas dos cursos de Pós Graduação em Engenharia de Segurança.
    Não podemos nos calar, pois certamente em pouco tempo teremos mais profissionais Arquitetos /Engenheiros de Segurança desempregados no país.

  9. Jeová Mota

    -

    07/08/2013 às 0:57

    Concordo com Tony Marinho, estou no ultimo semestre de engenharia civil e projeto muito bem, consegui pagar meu curso com elaboração de projetos arquitetônicos. Porem, jamais poderei dizer que domino as técnicas e normas de arquitetura como um arquiteto. Contudo, discordo da idéia equivocada do Fábio C Silva, dizer que calculou prédios de 5 pavimentos é uma blasfémia, na verdade ele pode ter aprendido a manipular um software de calculo estrutural mas não tem base pra saber se está havendo ou não erros. Na verdade, nem todo engenheiro é calculista, imaginem então um arquiteto. Calcule manualmente um predio de 5 pavimentos com elevadores, ou seja a base de calculos de arquitetura não lhe daria condições de calcular manualmente nem um pilar.

  10. Vinicius O

    -

    29/07/2013 às 13:37

    Concordo que a afinidade e conhecimento de cada profissional fazem a diferença, pois temos no mercado engenheiros que elaboram projetos arquitetônicos com competência e arquitetos que se aprofundaram em calculo estrutural. Mas a questão a ser debatida e ser definida é a real atribuição profissional do engenheiro e do arquiteto. Pois ficam os conselhos e profissionais puxando pra si e não se resolve nada. Acaba que as duas profissões estão se perdendo quando se trata de edificações. Daqui a pouco tem engenheiro querendo ser urbanista e arquiteto executando infraestrutura.
    Saliento ainda que na faculdade cada disciplina é ministrada para um publico alvo. Um calculo estrutural é muito mais detalhado para a faculdade de engenharia civil. Da mesma forma que projeto arquitetônico e luminotecnica é mais detalhado para o arquiteto.
    Não é só o profissional falar que viu na faculdade.

  11. Fabio C Silva

    -

    26/07/2013 às 15:41

    Concordo com Leonardo, acho que cada um tem o seu dom. Como disse, estamos na era da informação, internet,livros, etc.. Quando vc tem um conhecimento básico de certos assuntos, as demais coisas ficam mais fáceis. Vc desenvolve o auto-conhecimento, torna-se auto-didata, mesmo que tenha alguma dúvidas, amigos e colegas te ajudam a chegar no objetivo. Já calculei prédios de 5 andares, com elevadores e executei o mesmo. Já foram mais de 50 cálculos estruturais, entre igrejas, escolas, prédios residenciais, casas, etc..Como também fiz vários projetos arquitetonicos. Estou dentro da atribuição do arquiteto, não fugi de nenhum deles, apenas estou exercendo as funções do arquiteto em que muita gente desconhece. Acho que o arquiteto tem sua função na sociedade e tem que quebrar paradigmas, como também o engenheiro na questão de projetos. Quem tem dom deve exercê-los, seja para calculo, seja para projetos.

  12. LEONARDO SANTOS

    -

    24/07/2013 às 20:36

    Sou Engenheiro Civil e faço muitos projetos arquitetônicos. Vários clientes depois de algum tempo me relatam que as pessoas, inclusive Arquitetos, elogiam sua casa perguntando quem foi o Arquiteto que projetou.
    Conheço vários Engenheiros que fazem ótimos projetos Arquitetônicos, também conheço vários Arquitetos que fazem uns projetos que deixam muito a desejar, inclusive não observando coisas básicas como por exemplo a face norte do terreno, colocando janelas de dormitórios voltadas para o Sul.
    Acredito que projetar depende muito do Dom, da criatividade, lógico que aliada a técnica, mas ter a técnica e não ter o Dom não funciona.
    Já com relação a obras conheço muitos Arquitetos que nelas atuam melhor que muitos Engenheiros, seria justo privá-los de serem Responsáveis Técnicos? Pois se Engenheiro for proibido de projetar, Arquiteto deve ser proibido de ser Responsável Técnico pela obra.

  13. CINTRA

    -

    16/07/2013 às 20:08

    Caro Cintra, lamento haver deletado seu comentário mas, como divulgo incansavelmente, as regras do blog não admitem textos escritos somente em maiúsculas.
    Conto com sua colaboração da próxima vez.
    Obrigado.

  14. Marisa

    -

    16/07/2013 às 12:41

    Sobre essa pérola:
    “Como diz essa reportagem, nas cidades do interior isso terá grande impacto, e com certeza os arquitetos pela falta de profissionais nessas localidades, poderão inflacionar facilmente o mercado para o pobre cidadão que quiser construir sua casinha. Isso quando – nós sabemos que acontece – não houver somente uma assinatura do arquiteto para que o engenheiro trabalhe… claro que cobrando uma “taxinha”, afinal ele estudou historia da arquitetura, algo muito necessário para a construção de uma casa popular.”

    O desenvolvimento de habitação popular e soluções para as cidades são reflexões recorrentes em qualquer escola de arquitetura do Brasil, pois é a nossa realidade, nosso desafio. Eu percebo agora que as matérias de análise crítica que tive me ajudaram a não ter opiniões rasas como esta.

    A atuação profissional irregular dos engenheiros nas pequenas cidades é o que causa a baixa qualidade delas, e o que fica para o “pobre cidadão” são problemas sociais e ambientais causados inclusive pela falta de planejamento urbano.

  15. Marisa

    -

    16/07/2013 às 12:28

    A questão não é sequer se um engenheiro “tem capacidade de fazer um projeto arquitetônico de uma casa de 60, 100 ou 200m²”; um engenheiro não tem capacidade de fazer um projeto arquitetônico de qualquer escala. Grande parte dos engenheiros que conheci não sabe o que é arquitetura pra poderem achar que sabem projetar. Ainda que muitos profissionais possam tentar aprender como auto didatas, como muitos grandes arquitetos da história o fizeram, a nossa sociedade definiu que o requisito mínimo para a atuação é a passagem por uma escola ou faculdade e arquitetura e o diploma de engenharia civil não deveria jamais permitir que atuem do lado de profissionais qualificados, pois não são mais habilitados que um leigo que se interesse pelo assunto e leia revistas compradas em bancas.

  16. Marisa

    -

    16/07/2013 às 12:16

    Eu conheço bem a grade do curso de engenharia civil da universidade onde me formei em arquitetura, UFMG, e posso dizer que a carga relacionada ã arquitetura e urbanismo é insignificante (se reduzindo a uma ou duas matérias introdutórias de representação gráfica e poucas optativas de conforto térmico) principalmente se comparada com a carga que os estudantes de arquitetura são expostos de matérias relacionadas às estruturas. Faz tanto sentido engenheiros assinarem projetos arquitetônicos quanto dentistas operarem corações, por exemplo. É simples assim. . A noção de que projetos arquitetônicos são atribuições profissionais de engenheiros vem de uma mentalidade arcaica, pouco desenvolvida e bem pouco informada e os danos ficam para as nossas cidades, para a sociedade e para o desenvolvimento. E claro, para a atuação profissional dos arquitetos.

  17. Fabio C Silva

    -

    22/06/2013 às 8:44

    Bem, não sei onde vc formou Tony, mas onde eu formei fazia cálculo sim. E se vc esperar que os cursos te ensinem de mão beijada, senta numa cadeira porque ninguém faz isso. Vc aprende no dia a dia. Na obra e lendo livros e aperfeiçoando. É lógico que o primeiro trabalho é dificil depois vai pegando experiência. Arquiteto de prancheta tem aos montes. Exerce as atribuições quem se acha preparado e competente para tal. Agora dizer que não tem competência já é outra coisa. Daí é falta de ética profissional não respeitar o trabalho do companheiro. Vc não faz, mas eu faço e conheço muito arquiteto que faz cálculo e instalações muito melhor que engenheiro. E também conheço engenheiro que faz projeto muito melhor que muito arquiteto, inclusive perspectiva. Eu não precisei de especialização. Basta querer em se aperfeiçoar. Estamos na era da informação. Livros ao monte, sites, internet e etc… aí vai depender também da capacidade de cada um. Agora se onde vc estudou não te ensinaram como exercer e buscar as informações daí vc precisa rever e avaliar seus conhecimentos. Tem faculdades de hoje em dia que restringiram muito as cadeiras, mas na minha época era considerada exatas. Todo profissional aprende na obra, tanto engenheiro quanto arquiteto. Todos aprendem o B A BÁ, e se aperfeiçoam com o passar dos anos. Fica a dica.

  18. Tony Marinho

    -

    13/06/2013 às 4:01

    Uma coisa é ter atribuição, outra é poder exerce-la com competência.
    Na minha grade como arquiteto eu paguei matérias como noções de hidro-sanitário e elétrico.Só por causa disto eu vou arriscar a vida de um cidadão ao fazer um projeto elétrico ? lógico que não. Da mesma forma é o cálculo estrutural ( discordando do Fabio C ) que é preciso ter especialização para isso, pois na grade curricular só vemos noção de estruturas, formas e seus sistemas.
    Eu acredito que essas matérias foram apenas para eu ter noções desses projetos.
    Acontece que o Engenheiro tem noções de desenho em sua grade e a maioria acha que está preparado responsavelmente para fazer qualquer projeto de arquitetura, muitos deles nem o fazem, apenas assinam sem prevê os efeitos. (Pois o desenho deixa de ser relevante uma vez que esses profissionais estão intimidados com a natureza dos materiais e a execução das obras – Casas, prédios, pontes, etc)
    O que me irrita é que passamos 5 anos de curso pagando n cadeiras de desenhos, normas, conforto ambiental, luminístico, acústico, ergonômico, entre outras para ver nosso trabalho ser diminuído a uma canetada de um engenheiro ?
    É muito natural ver por ae projetos em que um técnico desenha e um engenheiro assina. Tou errado?
    Vão nas prefeituras e vejam quantos projetos de arquitetos tem e quantos de engenheiro tem ?
    Pq muitos profissionais de arquitetura estão sujeitos à decoração e não exercem a sua verdadeira função que é o projeto de arquitetura ?
    Por que perderam com o tempo espaço e não são verdadeiramente reconhecidos.
    Decoração, eu nem sei o que isso, nem vi cadeira disto na faculdade.
    Semana passada me deparei com um desses projetos, fui visitar com meu pai (senhor de idade) um apartamento avaliado em 180 mil onde a dimensão minima da sala tinha 2,20m. A porta principal era de vidro. Acho que pensaram (Pq o vidro é bonito deve encaixar perfeitamente ali), porem esqueceram de sua funcionalidade. Resultado, meu pai deu de cara com o blindex achando que a porta estava aberta.
    Moral, está faltando fiscalização, está faltando qualidade nos projetos e está faltando principalmente definir as profissões.
    Por que do jeito que tá ninguem sabe o que é ser arquiteto e ninguem sabe o que é ser engenheiro.
    Alguns vão pensar que é a mesma coisa e outros vão dá preferencia aquele que executa sua obra não importando se o desenho está correto ou não.

  19. Fabio C Silva

    -

    12/05/2013 às 12:18

    Só no Brasil existe essa bagunça. Lá fora o Arquiteto é responsável por edifícios, fazendo tanto o projeto quanto os cálculos estruturais e a própria execução da obra. Hoje eu faço isso. Já fiz mais de 50 cálculos estruturais, instalações e e execução de obras. Não preciso de engenheiro civil para as minhas obras. Eu faço praticamente tudo. Esse é o papel do arquiteto na sociedade, arquiteto por inteiro, não meio arquiteto como se vê em alguns profissionais. Temos atribuição completa para edifício. O engenheiro civil deveria ficar com pontes, viadutos, rodovias, drenagem, tuneis, estradas e etc….como é lá fora. Só no Brasil que acontece isso. Com relação a engenharia de segurança, o CAU deveria retificar na atribuição de especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho , porque especialista é o curso e quando vc se forma vc recebe o título de engenheiro de segurança. Deveria retirar esse termo especialista e como engenheiro de segurança repassar para o CREA. A empresa contrata engenheiro e não especialista de segurança como consta na NR4. Hoje eu tenho dois conselhos, porque sou arquiteto e engenheiro segurança.

  20. Alex

    -

    03/05/2013 às 12:15

    Como um analfabeto como o Lula pode dar uma caneta dessa na hora da passagem do governo, acho que os dois profissionais se completam e precisam estar juntos no CONFEA, mais um absurdo do Lula.

  21. Jailton Lins

    -

    21/04/2013 às 22:52

    Parabéns pelo excelente artigo, discutindo uma questão muito importante. Mas lamentável é a opinião do sr. Toni Marinho(embora ele tenha o direito), cheia de preconceitos, equívocos e desinformação. Então ele acha que poderia ser até médico cirurgião, bastando para isso fazer uma pós(deveria haver uma para tal, podendo fazê-la qualquer profissional que tenha diploma de curso superior, segundo seu raciocínio)?
    Engenheiros e arquitetos são profissionais distintos, com atribuições distintas mas complementares na área da construção civil.
    Um dos prejuízos para os arquitetos, a meu ver, é não poder atuar a partir de agora como engenheiros de segurança do trabalho, já que a profissão pertence ao sistema CONFEA-CREA(RESOLUÇÃO Nº 359, DE 31 JUL 1991). Estou enganado?
    Mas uma problemática, à margem dessa discussão e, mais importante, em minha opinião, é fiscalização de exercício ilegal da profissão, que os CREAS e CAUs precisam combater. Fora dos grandes centros, todo o Brasil é construído sem intervenção de engenheiros nem de arquitetos. Isso precisa mudar.

  22. BRENNU VIEIRA

    -

    18/03/2013 às 0:58

    simplesmente ridiculo!!!! se engenheiro nao pode fazer projeto arquitetonico, arquitetos nao poderia fazer calculos estruturais nem de casinha de cachorro. cada um na sua area. parceria dos dois proficionais juntos em qualquer obra que seja (pequena ou grande)

  23. Luis

    -

    07/02/2013 às 0:53

    Para mim,com a criação do CAU, é o mesmo que enfermeiro ,nutricionista e farmacêutico fizesse o mesmo trabalho de um Médico faz . Já que campo de estudo é similar …
    Qual seria a diferença ?

  24. Rosemar Vasconcelos Caixeta

    -

    21/01/2013 às 20:29

    Com a criação do CAU, os profissionais não tiveram um pingo de consideração com os Engenheiros de segurança que tem formação em Arquitetura, eu trabalho com registro em carteira a mais de 10 anos como Engenheira de Segurança do Trabalho, nunca trabalhei como arquiteta, e agora tive meu CREA cancelado. Nunca fui uma Arquiteta de Segurança do Trabalho, esta função não existe, quero minha identidade de volta!!!!! Meu CREA 77336/D-MG

  25. Daniel Tavares

    -

    31/12/2012 às 3:12

    Bom sou engenheiro mecânico, e observando do ponto de vista profissional, acho que sempre haverá mercado para as duas atuações, sobre essa briga que existe ha muito tempo, me parece que parte do lado dos arquitetos que se sentem inferiorizados pelas restrições profissionais. Também concordo com o Pedro, restringir um engenheiro civil somente as grandes construções!!!Quer dizer o engenheiro pode construir um prédio onde irão morar 50 famílias mas não pode construir uma casa onde mora somente uma família, isso é ridículo.
    Na minha opinião, se o arquiteto quer ter reconhecimento como os engenheiros são reconhecidos, devem estudar assim como os engenheiros estudam, aprofundadamente e não superficialmente. E tentar ganhar esse reconhecimento na justiça chega a ser humilhante para a classe dos arquitetos.

  26. Pedro

    -

    01/12/2012 às 13:08

    Lamentável esse comentário do Toni Marinho que demonstra ser totalmente parcial e diria até com um tom de “vingança” por acontecimentos passados. A verdade é que arquitetos e engenheiros devem ambos ser necessários em grandes obras. Porém, deveria haver uma metragem máxima para que os engenheiros pudessem fazer projetos arquitetônicos de pequeno porte, assim como não se faz necessário projetos estruturais para construçoes de porte pequeno.

    Querer nos fazer engolir que um engenheiro não tem capacidade de fazer um projeto arquitetonico de uma casa de 60, 100 ou 200m² é uma piada. Como diz essa reportagem, nas cidades do interior isso terá grande impacto, e com certeza os arquitetos pela falta de profissionais nessas localidades, poderão inflacionar facilmente o mercado para o pobre cidadão que quiser construir sua casinha. Isso quando – nós sabemos que acontece – não houver somente uma assinatura do arquiteto para que o engenheiro trabalhe… claro que cobrando uma “taxinha”, afinal ele estudou historia da arquitetura, algo muito necessário para a construção de uma casa popular.

  27. Toni Marinho

    -

    10/09/2012 às 15:14

    Pessoal, essa separação é mais do que certa.
    O Projeto de Arquitetura como o proprio nome ja diz deve ser assinado por um arquiteto, pois somente este profissional tem o conhecimento necessário para fazer-lo. Ja o engenheiro civil deve se limitar a interpretar os projetos, por isso em sua grade curricular eles so tem noção do que é uma planta de arquitetura, com base nisso eles podem fazer os projetos hidro-sanitário, elétrico e de calculo estrutural.
    Pra quem é arquiteto engenheiro de segurança, continua sendo arquiteto e engenheiro de segurança nao vejo problema nisso, afinal são duas formações diferentes, pois foi feito um curso preparatório pra isso.
    Assim como eu sou arquiteto e tou me especializando em calculo estrutural. Ou seja, pra vc ser especialista em estruturas nao precisa ser necessariamente um engenheiro civil, pode ser um arquiteto ou outro, fez a pós?? então, está habilitado.
    Eu vejo uma coisa muito boa nestas mudanças, pq finalmente quem ganha com isso é a sociedade, e o arquiteto é muito desvalorizado. Ja vi por ae gente dizendo que isso é coisa de arquiteto que nao é competente, mas nao é isso, nao é questao de competencia. Pois eu sou hj um arquiteto bem sucendido, mas assim como meus colegas ja passei por situações dificies de ser recusado a trabalhar em uma construtora pq la ja tinha um engenheiro e nao precisava de um arquiteto pq o engenheiro ja faz tudo. Entao meus amigos é por essa e outra que isso precisa mudar. É fundamental que haja um arquiteto dentro da construção civil, quantas familias juntam seu probe dinheirinho suado pra comprar um apartamento super mal dimensionado,pequeno pq a verdade é essa, esses profissinais ( engenheiros ) nao foram instruidos para elaborar esses tipos de projetos.

  28. Walmir de Araujo Rocha

    -

    03/05/2012 às 11:17

    É necessário lembrar a todos que, para projetar e construir Brasilia e dotá-la de Política Urbana, além dos profissionais Arquitetos e Urbanistas, foram necessários os trabalhos de centenas de profissionais (estudos, cálculos, projetos, obras, instalações, manutenções, fiscalizações, etc) Engenheiros Civis, Engenheiros Ambientais, Engenheiros Sanitários, Engenheiros Elétricos, Engenheiros Geotécnicos, Engenheiros Agrimensores, Engenheiros de Transportes, Engenheiros Hidráulicos, Engenheiros de Segurança do Trabalho, Engenheiros Químicos, Engenheiros de Trânsito Urbano, Engenheiros de Sondagens, Engenheiros de Fundações, Engenheiros Laboratoristas de Construção Civil, Engenheiros de Estruturas de Metálicas, Engenheiros de Estruturas de Concreto Armado, Engenheiros de Pontes Urbanas, Engenheiros de Viadutos Urbanos, Engenheiros de Túneis Urbanos, Engenheiros de Sistema Urbano de Captação de Água, Engenheiros de Sistema Urbano de Tratamento de Água, Engenheiros de Sistema Urbano de Reservação de Água, Engenheiros de Sistema Urbano de Distribuição de Água, Engenheiros de Sistema Urbano de Coleta de Esgoto Sanitário, Engenheiros de Sistema Urbano de Tratamento de Esgoto Sanitário, Engenheiros de Sistema Urbano de Drenagem Pluvial, Engenheiros de Sistema de Geração de Energia Elétrica, Engenheiros de Transmissão Urbana de Energia Elétrica, Engenheiros de Distribuição Urbana de Energia Elétrica, Engenheiros de Sistema Urbano de Telecomunicações, Engenheiros de Iluminação Pública Urbana, Engenheiros de
    de Coleta Urbana de Lixo, Engenheiros de Sistema Urbano de Aterro Sanitário e Sistema Urbano de Tratamento de Lixo, Engenheiros de Hidrologia (Lago), e também, é claro de outros profissionais competentes, Geólogos, Geógrafos, Topógrafos, etc. Uma cidade, um edifício, um lago, depende de uma grande equipe multidisciplinar, onde os artistas são os arquitetos e os cientistas são os engenheiros. Seria muito interessante se existissem as ART (Anotações de Responsabilidade Técnica) na década de 60, para fazermos justiça aos reconhecimento e à memória de todos os milhares de profissionais ligados ao Sistema CREA/CONFEA que construiram Brasília. Mas, a regulamentção da obrigaqtoriedade de Anotação (Registro) das ARTs (que representa o Acervo Técnico Profissional), só foi criada através da Lei Federal nº 6.496/77, e vigora até hoje, anotando, registrando nossos trabalhos profissionais. Se existisse a Lei 6.496 na década de 60, os famosos e competentes engenheiros que trabalharam pela construção de Brasília não seriam esquecidos e apagados da memória dos brasileiros.

  29. HOMERO COUTO

    -

    02/02/2012 às 23:06

    Boa noite a todos ,
    Com estas mudanças cria-se um grande constrangimento para os arquitetos que atuam como engenheiros de segurança do trabalho nas empresas privadas , principalmente aquelas que tem um SESMT constituído conforme a Norma Regulamentadora 04 – NR4. Como fica a situação para os que exercem esta função? Muito confuso!

  30. Marcelo Sacomani

    -

    12/01/2012 às 14:34

    Boa tarde a todos,

    Também acredito que a longo prazo a criação do CAU seja de grande valia a todos os Arquitetos e Urbanistas, quem sabe enfim consigamos exercer nossa profissão com dignidade. Baseado nisso, penso que seria muito importante e essencial que o CAU, determinasse os valores a ser cobrados pelos profissionais, acabando de vez com o leilão de projetos, que beira a prostituição. Isso faria um bem a sociedade, permitindo que as pessoas contatem os profissionais pela sua capacidade e não pelo valor da sua conta no final do projeto.
    É esperar e torcer que isso de fato possa acontecer.
    Abraço a todos.
    Marcelo

  31. Regina Missias

    -

    11/01/2012 às 19:12

    Parte da bomba estoura agora em 2012, com uma anuidade muito mais cara a ser paga para quem ficou no sistema CREA/ CONFEA. Nariz de palhaço para todos nós!

  32. Jean Tosetto

    -

    18/08/2011 às 9:05

    O tema da Arquitetura é pouco debatido pelo brasileiro, que gosta muito de futebol, acompanha novelas, discute política e religião, mas não citar nomes de arquitetos que não sejam os mesmos de sempre, ou o mesmo de sempre. O brasileiro até reclama da poluição visual nas cidades, e do trânsito que não anda, sem lembrar que a solução de tais problemas passa pela pena (ou pelo mouse) de arquitetos e urbanistas.

    A imprensa especializada em arquitetura e construção atua em duas superfícies. A mais abrangente é entremeada por paisagismo e decoração e não dá muita atenção para as questões políticas da profissão do arquiteto, ao passo que as revistas voltadas para o profissional não possuem alcance no interior, pois são centradas no eixo Rio- São Paulo, e mesmo assim de forma muito restrita. Isto não é uma crítica, é uma constatação.

    Por isso agradeço ao Setti por dar espaço em sua valorosa coluna eletrônica à questão da criação do CAU, e ao mesmo tempo me pergunto onde estão os arquitetos “graúdos” que não se manifestam à respeito, salvo raríssimas exceções. Me parece que eles já tem a vida resolvida e já cansaram dos manifestos. Ninguém defende mais a Arquitetura Modernista ou Brutalista, por exemplo, e ninguém critica mais o modismo neoclássico de gosto duvidoso, que tomou conta dos novos edifícios das grandes cidades.

    Aqui no interior de São Paulo, a pergunta sobre a diferença de engenheiro civil e arquiteto é muito comum no momento em que alguém decide contratar um projeto. De minha parte, procuro responder de forma sucinta, demonstrando que as formações de ambos possuem focos distintos. Os engenheiros civis estudam para planejar e executar obras civis, como pontes, viadutos, estradas e barragens. Já os arquitetos estudam a ocupação humana dos espaços, o que abra um leque mais abrangente, por isso a carga horária de uma faculdade de Arquitetura costuma ser maior que de Engenharia Civil.

    Mas se um engenheiro civil é capaz de deixar uma ponte em pé, é obvio que ele tem capacidade de projetar uma casa, uma igreja, uma loja, cujas cargas são bem inferiores. Por isso, este profissional vem atuando na área de projetos arquitetônicos amparados por resoluções internas do Confe-Crea. Mas a criação da CAU é uma lei federal que também determina o campo de atuação de arquitetos e urbanistas, e tal lista é bem extensa. Então, qual instrumento tem força jurídica maior? Este será um dos embates.

    Concordo que a criação do CAU não irá resolver o problema dos engenheiros de outras áreas. O pessoal da mecânica, elétrica e eletrônica, além dos agrônomos e geólogos continuarão sendo coadjuvantes dos engenheiros civis no conselho, que de fato, é muito grande, mas só aparece no Jornal Nacional quando há um acidente notório em construções, ou em caso de calamidade pública. Sempre quando ocorre um desabamento ou um deslizamento de terra, vem alguém do Crea dizendo que houve falta de planejamento, e só.

    Para finalizar repetirei aqui o que já escrevi em meu site: “fica expresso o desejo de que o CAU nasça com força e isonomia político-partidária. Num período histórico e positivo da economia brasileira, com os olhos do mundo voltados para a organização de uma Copa do Mundo e das Olimpíadas entre 2014 e 2016, é imprescindível que arquitetos e urbanistas estejam bem representados para colaborar com a sociedade civil organizada, na fiscalização das licitações de obras públicas e na execução das mesmas.”

    - Espero ter sido bem compreendido neste ponto!

    Caro Jean, acho que você foi muito bem compreendido. Seu post ficou dois dias entre os 10 mais acessados!
    Um abraço e parabéns. E obrigado por ter escrito.

  33. Jean Tosetto

    -

    18/08/2011 às 9:02

    O tema da Arquitetura é pouco debatido pelo brasileiro, que gosta muito de futebol, acompanha novelas, discute política e religião, mas não citar nomes de arquitetos que não sejam os mesmos de sempre, ou o mesmo de sempre. O brasileiro até reclama da poluição visual nas cidades, e do trânsito que não anda, sem lembrar que a solução de tais problemas passa pela pena (ou pelo mouse) de arquitetos e urbanistas.

    A imprensa especializada em arquitetura e construção atua em duas superfícies. A mais abrangente é entremeada por paisagismo e decoração e não dá muita atenção para as questões políticas da profissão do arquiteto, ao passo que as revistas voltadas para o profissional não possuem alcance no interior, pois são centradas no eixo Rio- São Paulo, e mesmo assim de forma muito restrita. Isto não é uma crítica, é uma constatação.

    Por isso agradeço ao Setti por dar espaço em sua valorosa coluna eletrônica à questão da criação do CAU, e ao mesmo tempo me pergunto onde estão os arquitetos “graúdos” que não se manifestam à respeito, salvo raríssimas exceções. Me parece que eles já tem a vida resolvida e já cansaram dos manifestos. Ninguém defende mais a Arquitetura Modernista ou Brutalista, por exemplo, e ninguém critica mais o modismo neoclássico de gosto duvidoso, que tomou conta dos novos edifícios das grandes cidades.

    Aqui no interior de São Paulo, a pergunta sobre a diferença de engenheiro civil e arquiteto é muito comum no momento em que alguém decide contratar um projeto. De minha parte, procuro responder de forma sucinta, demonstrando que as formações de ambos possuem focos distintos. Os engenheiros civis estudam para planejar e executar obras civis, como pontes, viadutos, estradas e barragens. Já os arquitetos estudam a ocupação humana dos espaços, o que abra um leque mais abrangente, por isso a carga horária de uma faculdade de Arquitetura costuma ser maior que de Engenharia Civil.

    Mas se um engenheiro civil é capaz de deixar uma ponte em pé, é obvio que ele tem capacidade de projetar uma casa, uma igreja, uma loja, cujas cargas são bem inferiores. Por isso, este profissional vem atuando na área de projetos arquitetônicos amparados por resoluções internas do Confe-Crea. Mas a criação da CAU é uma lei federal que também determina o campo de atuação de arquitetos e urbanistas, e tal lista é bem extensa. Então, qual instrumento tem força jurídica maior? Este será um dos embates.

    Concordo que a criação do CAU não irá resolver o problema dos engenheiros de outras áreas. O pessoal da mecânica, elétrica e eletrônica, além dos agrônomos e geólogos continuarão sendo coadjuvantes dos engenheiros civis no conselho, que de fato, é muito grande, mas só aparece no Jornal Nacional quando há um acidente notório em construções, ou em caso de calamidade pública. Sempre quando ocorre um desabamento ou um deslizamento de terra, vem alguém do Crea dizendo que houve falta de planejamento, e só.

    Para finalizar repetirei aqui o que já escrevi em meu site: “fica expresso o desejo de que o CAU nasça com força e isonomia político-partidária. Num período histórico e positivo da economia brasileira, com os olhos do mundo voltados para a organização de uma Copa do Mundo e das Olimpíadas entre 2014 e 2016, é imprescindível que arquitetos e urbanistas estejam bem representados para colaborar com a sociedade civil organizada, na fiscalização das licitações de obras públicas e na execução das mesmas.”

    - Espero ter sido bem compreendido neste ponto específico!

  34. Bruno R. Gonçalves

    -

    17/08/2011 às 17:08

    Sou Engenheiro Mecânico e grande apreciador da área civil.
    Não há muito sentido na existência de um conselho que abrigue a Engenharia (uma área gigantesca e com diversos ramos) e Arquitetura. Com todo respeito aos arquitetos mas, a pequena parte da Arquitetura que tem intersecção com a Engenharia se faz na Engenharia Civil, dado que não nos faz surpreender o motivo dessa “eterna” briga entre engenheiros civis e arquitetos. Acho saudável que haja a separação, mas esta resolução de proibir engenheiros civis de atuarem em edificações de pequeno porte chega a ser bizarra. Obviamente o lado que apresenta maiores restrições de atuação é a Arquitetura, portanto este deve continuar com as restrições que lhe são cabidas enquanto a Engenharia, por sua avassaladora maior abrangência de conhecimento técnico não deve ter imposta a si limites como estes.
    Pano pra manga.

  35. Ismael

    -

    17/08/2011 às 15:34

    A questão das atribuições profisionais de engenheiros civis e arquitetos é realmente uma “briga-de-foice” e está na raiz justametne da discussão sobre conselhos profissionais separados. Pode-se dizer, para efeito de esclarecimento dos leitores que não são engenheiros ou arquitetos, que um trabalha no domínio da técnica, o engenheiro, enquanto o arquiteto está mais no domínio da arte. Porém, a grande questão é que na prática tudo anda meuio junto. Senão vejamos: as pontes de Santiago Calatrava, tem mais técnica ou arte? Gostaria que o Setti, que mora eventualemtne na Espanha respondesse.
    Já o urbanismo, pode-se planejar uma cidade apenas pelo viés estético? claro que não. Então Urbansimo deve ser atribuição de qual profissionla, ou de de qual conjunto de profissionais.
    Sou arquiteto formado pela UnB e mestre pelo IPT. Um dos fundadores do IPT foi Paula Souza, um engenheiro, o outro foi Ramos de Azevedo, arquiteto formado na Bélgica, que todo paulistano deveria conhecer, pois é o autor do Teatro e do mercado Municipais, entre outras obras.
    A separação dos conselhos é irrevogável, mas será com certeza um grande erro estratégico num pa´si com enormes déficits habitacionais e de planejamento urbano. Espero que este conselho não seja apenas mais um trampolim de ambições políticas para os sindicalistas da arquitetura, hoje majoritariamente vinculados ao PT.

  36. Luiz M.

    -

    17/08/2011 às 15:33

    Prezado Ricardo,

    Esse não é o único absurdo do sistema CONFEA-CREA. Sou Engenheiro Químico, mas não exerço mais função técnica. Mas quando exercia era obrigado a manter o registro e a contribuição não só para o CREA, mas também para o CRQ-Conselho Regional de Química.
    Como se o duplo registro em si já não fosse um absurdo, a justiça resolveu, em processos separados, que ambos conselhos tinham razão em requerer o registro dos Engenheiros Químicos.
    Somos provavelmente a única categoria profissional do país controlada por dois conselhos e não amparada por nenhum.
    Nunca antes “nestepaiz”….

    Obrigado pela visita e pelo ótimo comentário, caro Luiz.
    Abração

  37. Sergio Roberto Santos

    -

    17/08/2011 às 15:32

    Antes de explicar à população semi-alfabetizada as atribuições de engenheiros e arquitetos, devíamos explicar à população alfabetizada e principalmente aos engenheiros e arquitetos que desconhecem as atribuições dos Creas do Confea.
    Esta disputa de atribuições entre estas duas categorias é antiga e não a unica dentro do Crea.
    Existe a mesma disputa entre engenheiros eletricistas e engenheiros civis e principalmente a maior disputa entre engenheiros, tecnólogos e técnicos de nível médio.
    Uma confusão maior para mim, especificamente neste caso, será a qual órgão se vincularão os técnicos em edificação? Uma parte destes profissionais se identifica com os engenheiros e a outra com os arquitetos.
    Outro problema grave será a apresentação dos respectivos atestados de responsabilidade técnica. Atualmente as atribuições são definidas dentro do mesmo conselho.Agora com conselhos diferentes podemos ter uma concorrência não saudável entre os dois conselhos. Teremos problemas se as prefeituras, corpos de bombeiros e seguradoras tiverem duvidas em a que órgão atribuir responsabilidades.
    Mas por favor não vão culpar o governo, os políticos, o neo-liberalismo ou a imprensa.
    A culpa é da própria categoria que se omite diante de discussões tão importantes para os profissionais do setor e quando descobrem que a lei já esta em vigor, ou quase, começam a critica-la no momento em que já não resta mais nada a fazer.

  38. Anibal Hercules Tosetto

    -

    17/08/2011 às 15:21

    Caro Ricardo Setti,

    Fiquei muito contente pela sua atenção e apoio à tão importante questão: criação do CAU.

    Eu li o texto escrito pelo meu filho Jean e, como eu tenho tempo disponível (aposentado), não resisti e fiz uma revisão da digitação. Permita-me listar:

    1. No primeiro parágrafo a palavra “repercussão” deveria estar no plural;

    2. A palavra “química” na introdução do artigo foi digitada com “E” no lugar do “q”;

    3. O link para o site provisório do CAU está “quebrado” e não abre a homepage de http://www.cau.org.br ;

    4. A abreviação correta de Registro de Responsabilidade Técnica é RRT e não RTT.

    Abraços!

    Anibal

    Caro Anibal,
    Obrigado pelo olho de águia e pela atenção. Vamos corrigir já.
    Abração

  39. Arthur

    -

    17/08/2011 às 13:42

    Por analogia, esse Conselho não deveria ser o Confau-Crau?

    Hahahahaha, caro Arthur, viva o bom humor, que dá tempero à vida.
    Abração

  40. JOSÉ CARLOS WERNECK

    -

    17/08/2011 às 12:40

    Artigo magnífico.Não menos magnífico o comentário do leitor Kaos!

  41. Kaos

    -

    17/08/2011 às 12:30

    Para começar, que tal explicarem para a população semi-alfabetizada do nosso país quais as atribuições de um arquiteto e quais a de um engenheiro civil?

 

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