24/04/2012
às 16:00 \ Política & CiaJ. R. Guzzo: Você não quer passar humilhação viajando para os EUA? É simples: basta não ir
É SÓ NÃO IR
Para o brasileiro comum só existe um problema de verdade nas relações entre Brasil e Estados Unidos: o visto de entrada.
Muito pouca gente perde o sono por causa do “tsunami” de dólares do qual tanto fala a presidente Dilma Rousseff em seus discursos internacionais — um assunto que, francamente, já começa a encher a paciência.
Fora o governo, para quem Cuba é o país mais importante do mundo, quase ninguém se interessa pelas rixas entre americanos e cubanos, ou pelo apoio que o Brasil dá a nações como Irã, Síria e outros desafetos dos Estados Unidos.
Que diabo isso tudo teria a ver com a sua vida? Seria bom, talvez, que a presidente Dilma falasse um pouco menos dessas coisas, para não ficar parecendo aquele tipo de pessoa que não muda de ideia e não muda de assunto. Mas, para o cidadão que existe na vida real, tanto faz.
O que interessa mesmo para o brasileiro médio em relação aos EUA é o visto de entrada
O que lhe interessa mesmo é a questão do visto, e nenhuma outra. Pode soar esquisito, mas o fato é que para um número cada vez maior de brasileiros o visto de entrada nos Estados Unidos passou a ser hoje um dos problemas da vida.
O sujeito já tem complicações suficientes no seu dia a dia — profissionais, familiares, financeiras, afetivas, de saúde, com o seu time de futebol. Por que acabou permitindo que a isso tudo viesse se somar o calvário atualmente exigido para a obtenção do visto americano?
Carimbo como se fosse diploma de honra ao mérito
Nada parece capaz de deter a ânsia de levar a criançada para Orlando ou a patroa para comprar roupa de cama nos outlets de Nova York.
Cerca de 1,5 milhão de brasileiros viajaram para os Estados Unidos no ano passado; no último mês de março, o total de vistos foi 60% superior ao de 2011. Muitos nem percebem, mas já começam a mostrar sintomas de obsessão; têm orgulho, por exemplo, de exibir o carimbo do visto em seu passaporte, como se tivessem recebido um diploma de honra ao mérito.
Parece haver no ar, ultimamente, alguma perspectiva de melhora na situação. Pouco tempo atrás, o presidente Barack Obama, em pessoa, pediu um aumento “de 40%” na capacidade de emissão de vistos para brasileiros.
Já para este mês de maio, pretende-se iniciar um programa destinado a selecionar o grande total de 150 homens de negócios brasileiros (isso mesmo; 150) e permitir que passem por uma espécie de fila rápida no desembarque em solo americano; se der tudo certo, daqui a um ano o número desses bem-aventurados pode chegar a 1500.
Hoje, obter o visto significa passar por humilhação
Na recente viagem da presidente Dilma aos Estados Unidos, anunciou-se a abertura de mais dois consulados no Brasil — para 2014. Por fim, foi mencionada a possibilidade de que em algum dia, no futuro, os cidadãos brasileiros sejam dispensados do visto de entrada nos Estados Unidos, como já se faz em relação a países classe “A” da Europa. Supõe-se, para tanto, que o Brasil precise ficar mais parecido com os países classe “A” da Europa — e só Deus sabe quando isso vai acontecer.
Até lá o brasileiro que quiser viajar para os Estados Unidos continuará se submetendo à humilhação de ter seu passaporte retido por quinze dias nos consulados americanos quando pedir o visto — algo que nenhuma autoridade brasileira tem o direito de fazer sem autorização judicial.
É possível que tenha de apresentar sua movimentação bancária nos últimos noventa dias; nem a Receita Federal exige uma coisa dessas. Proíbe-se a entrada de celulares nos consulados, como se faz nas penitenciárias. Há a exigência de entrevistas pessoais, pelas quais é preciso esperar durante meses.
Na chegada aos EUA, hostilidade e atenção à cor da pele
Ao chegar aos Estados Unidos, o brasileiro é, com frequência, recebido com hostilidade. Vê-se obrigado a responder a perguntas abusivas, ou se faz insultar pelos agentes do Departamento de Imigração.
São comuns episódios claros de racismo. Se no guichê de apresentação do passaporte o agente é negro, o visitante branco arrisca-se a ser tratado com mau humor, má vontade e má educação, e o mesmo acontece se o visitante é negro (ou do “tipo brasileiro”) e o agente é branco; em qualquer dos casos, o que olham é para a cor da sua pele.
A mensagem disso tudo é clara: “Você não é bem-vindo aos Estados Unidos; não queremos estrangeiros por aqui”.
Entre os desejos do presidente Obama e as realidades do homem de farda no aeroporto há um mundo de diferença.
Contra isso tudo só existe uma vacina 100% eficaz, e disponível para todos os brasileiros que não são obrigados, por motivos diversos, a ir para os Estados Unidos: não viajar mais para lá.
Qualquer um, é claro, tem o direito de engolir humilhações. Mas não deve esperar simpatia, se insiste em passear num país onde não querem ver a sua cara.
Tags: Barack Obama, Cuba, Departamento de Imigração, Dilma Rousseff, visto de entrada, “tsunami” de dólares






























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44 Comentários
priscila
-28/04/2013 às 11:11
Boa tarde, estamos sendo humilhados e discriminados por americanos em nosso país, na quinta feira
eu e meu marido saímos de curitiba, pagamos a taxa de R$320 cada para tirar o visto, passagem
e hospedagem, fomos ao CASV- Rio onde fomos tratados como bichos pelos funcionários da embaixada,
esperamos por mais de 2 horas na fila e os funcionários mandando nos espremer e pelo rádio avisando
da chegada de “amigos” que passavam na frente, TODOS os funcionários com ar de que estávamos ali
para pedir esmola, quase desisti de ir na embaixada no outro dia, pois bem, chegando na embaixada, para
surpresa minha a entrevista é feita na frente de todos, com um microfone para que todos escutem, percebi
que havia um americano que estava negando TODOS os pedidos de visto, com uma cara de que não estava
gostando de estar ali, quando chegou nossa vez percebi o olhar para meu marido que tem pele escura e tatuagem,
ele fazia as perguntas olhando para meu marido, que tem uma das melhores academias de artes marciais de
Curitiba, com cara de desdém, e olhando para as tatuagens, entreguei todos os documentos, escritura de terreno,
contrato social da minha empresa, conta no banco, conta da empresa com movimentações da Cielo e Redecard,
enfim, tudo que comprova que não iriamos morar lá e sim visitar, pois bem, ele nos negou o visto por falta de
documentos, porém o olhar sobre meu marido e as perguntas pelo microfone para que todos ali ouvissem foi
o que me deixou revoltada e decepcionada com meu país que deixa que americanos ou qualquer outros estrangeiros,
tratem o seu povo dessa forma, uma funcionária da embaixada informou que eles estão negando a maioria dos primeiros
pedidos de visto para obrigar os brasileiros a pagarem a segunda vez, é inconcebível que o americano para vir para o Brasil
venha a hora que quere o brasileiro tenha que passar por esse tipo de tratamento de preconceito e humilhação em seu próprio país.
Pois bem por mim aqui serão tratados como fui na embaixada deles, com preconceito e humilhação. Cheguei a ficar até doente com toda essa humilhação.
BRASIL, um país que americanos humilham brasileiros e o governo aprova, cadê a lei da reciprocidade!!! REVOLTA e DECEPÇÃO
Luiz Roberto
-22/03/2013 às 18:22
Concordo. Com relação ao CASV, é muito chato mesmo, mas até que aceitável (fazer o que). Mas para entrar nos EUA você passa já como “não queremos você aqui”. Mal eles sabem que dependem mais de nós, com nossos gastos turisticos lá do que imaginam.
Estive em NY, e já visitei duas vezes o México. A comparação de um país com o outro é completamente diferente. Quer ir para “as gringas”, gastar pouco, se divertir, pegar uma praia linda? Vá para Cancun! Nem de visto americano você precisa, apenas do passaporte.
Abs
Patricia
-07/12/2012 às 16:10
No CASV a fila é enorme, formada pelo lado de fora, com sol ou chuva, não disponibilizam água, banheiros, e nos tratam com descaso, sem vontade de responder as perguntas. Me arrependi de ter iniciado no processo de solicitação de visto, oportunistas alugam armarios para guardar os pertences pessoais e cobram 20,00 reais para quem precisa imprimir alguma coisa. é vergonhoso saber que devemos nos submeter a isso para ir a um país que lucra milhares de dolares com os vistos e sequer dão estrutura!
Ary
-18/06/2012 às 20:13
Artigo muito fraco. Quando vou aos EEUU a maior humilhacao que passo eh na hora de entrar no meu pais, pois a fila eh quilometrica. Gringo passa mais rapido pelo controle de passaportes. Isso sim eh humilhacao. No controle americano, eh soh nao dar uma de otario na frente dos gringos que vc passa batido. Nao dou colher de cha pra gringo e eles nao se metem comigo. Brasileiro que quer dar uma de engracadinho tem que passar aperto mesmo.
Geraldo Chaser
-27/05/2012 às 12:03
Fui um única vez para rever amigos em 1990 , antes do ataque ás Torres Gëmeas quando as exigëncias eram menores , hoje por exemplo se quiser levar a família, todos tem que passar por entrevista o que quer dizer deslocamento aéreo até Brasília ou outro estado. Fiquei em NY e New Jersey , foi legal pela parte cultural mas descobri que temos o resto do mundo muito mais interessante – Europa, Egito, Peru, etc.. todos com uma história e legados mais interessantes, então nem penso nos EUA em curto espaço para uma v
Zé Povinho
-01/05/2012 às 3:44
Torço para que essa massa exagerada de brasileiros parem de tentar ir aos EUA. Aquilo lá é primeiro mundo e os norte americanos se orgulham disso. Não é por acaso que fazer a coisa certa lá, é certo. Aqui no paiseco de m. se fizer a coisa certa é tido como otário, chato, trouxa, babaca e fdp…
What's up
-30/04/2012 às 13:26
“Qualquer um, é claro, tem o direito de engolir humilhações.”
Ter que engolir humilhações agora virou direito? Até parece o tal “direito” de votar propalada por aqui, quando na verdade é mais uma obrigação imposta sob pena de punição, quem não estiver em dia nem passaporte tira.
Ao passar pela imigração, ser submetido a humilhações é uma probabilidade a submissão, sujeição circunstancial, menos direito.
Tcheves
-28/04/2012 às 2:33
As idéias dos textos não correspondem aos fatos. A taxa de aprovação dos vistos só tem aumentado. Atualmente está em 95%. Eu tirei o meu ano passado e a entrevista não durou nem 3 minutos. Concordo que o preço é alto. E as filas sao grandes pq a procura é tão grande quanto. Mas ações estao sendo tomadas, 2 novos consulados darao uma boa aliviada nas filas.
Jeremias-no-deserto
-27/04/2012 às 2:20
Extremamente pertinente e correto o seu texto, caro Guzzo. Fui uma única vez ( a contragosto, confesso!) aos EUA e não pretendo voltar jamais aquele país. Nem amarrado!Estrangeiros são mal vistos e indesejados, exatamente como você relata e o grau desse desprezo é medido pela origem do estrangeiro; brasileiros ou sul americanos ( que eles costumam enquadrar em uma nova raça, os “latinos”) estão muito mal colocados nesse ranking e sofrem os maiores vexames aqui nos seus consulados e lá ao chegarem no pais. Meu irmão foi vítima de uma dessas experiências humilhantes, ao tentar um visto de turista para ele e sua família.Ele já tinha visitado o país algumas vezes e achou que seria apenas uma simples rotina, a obtenção de mais um visto aos EUA .Dessa vez, ele pretendia levar mais um membro da sua família, uma criança negra que ele havia adotado. Sua surpresa foi muito desagradável. O funcionário do consulado americano humilhou meu irmão com perguntas ofensivas e debochou da diferença de cor entre meu irmão, um loiro com cara de holandês e seu filho, uma criança negra. Mas fez isso de maneira ostensiva, rindo e falando alto em tom de deboche. Meu irmão respondeu à altura às ofensas daquele funcionário e preferiu não mais viajar aquele país.No que lhe dou total razão.
Luiz henrique
-26/04/2012 às 17:02
Caro Guzzo, Pelo que escreveu, acredito que você tenha passado por experiência muito ruim em alguma viagem aos EUA, entretanto concordo que vai quem quer, mas acho que você pintou seu texto com tintas extremamente nacionalistas. Não creio que um percentual tão elevado de brasileiros tenham passado por experiência tão deprimente. Eu já fiz 4 viagens aos EUA com minha família (5 pessoas), nos últimos 3 anos e nunca tive qualquer problema dessa dimensão. Inclusive tive mais problema para receber o passaporte da minha filha mais nova do que receber o visto americano para minha família, que por sinal, tratei tudo pela internet, fui no dia e hoar marcada ao consulado do RJ (realmente esperamos por uma hora e meia numa sala dentro do consulado sem poder usar o celumar, o que se pensarmos bem é até positivo), fomos entrevistados de uma vez só no guiche por não mais de 5 minutos e recebemos o visto em 1 semana. Já desembarquei em 3 cidades diferentes e nunca tivemos qualquer tipo de constrangimento, muito pelo contrário, pois em janeiro último esqueci de preencher a ficha de imigração do meu filho e o agente de imigração solicitou que eu a preenchesse e retornasse para frente da fila (Ps: não sou branco de olhos azuis e na minha certidão de nascimento estou registrado com a cor “Parda”, ou seja “Mulato”). Na realidade, humilhação eu sinto quando desembarco no RJ e não tem informação precisa em qual esteira as malas sairão, os banheiros são intragáveis, há goteiras pelos tetos, as recepcionistas dos empresas de taxi quase pelam de seus guiches para aliciar os passageiros, assim que saímos da área internacional somos jogados num sagão extremamente sujos e mal cuidados se comparados com os aeroportos americanos e somos novamente atacados por todo tipo de prestador de serviço de taxi entre outras dificuldades as quais certamente você conhece. Portanto, é nessa hora que sinto-me humilhado como brasileiro no Brasil, imagino o estrangeiro…
Eduardo
-26/04/2012 às 16:44
Vai quem quer… simple! (perfeito).
Eduardo
-26/04/2012 às 16:43
Tirem um visto para o Canadá! Vejam lá o preço e as exigências! O tempo que leva e as perguntas! Tem gente que parece ter saído da favela, mas a favela não parece ter saído deles!
.
Agora, eu posso não querer ir para o México, Canadá e um monte de países. Mas se desejar e as regras foram aquelas, não tenho dúvida, me submeto com paciência franciscana!
Robert
-26/04/2012 às 12:45
Os Estados Unidos é um país verdadeiramente de Primeiro Mundo, com paisagens e natureza deslumbrantes, oferecendo inúmeras atrações aos turistas. Vale a cara feia do agente da imigração.
DAMM
-26/04/2012 às 0:31
Juntando-se os comentários de Tuco e Willer Stedt, faz-se a síntese pura do meu pensamento com relação a esse assunto. O anti-americanismo burro, estilo “old guerrilla”, que fascina a milhares nesse país sem história, é a maior das assinaturas de incompetência. Lá as coisas funcionam e os americanos não prestam? Que raios de lógica é essa? O brasileiro deveria exigir ser tratado, no Brasil, como um norte-americano o é em seu país: com respeito e dignidade; e não o faz! quer ser bem tratado fora? Pfffffffffffff.
SergioD
-25/04/2012 às 20:04
Ricardo, tenho a maior vontade de conhecer Nova Yorque, Washington, as Carolinas e a Costa Oeste. No entanto, o procedimento do visto é horroroso, beirando a humilhação como o Guzzo diz. Recentemente tirei o visto mexicano. Pedem quase a mesma documentação quenos americanos, no entanto, é muito mais barato (R$ 64,00 contra US$160,00) e o passaporte é devolvido no dia seguinte. E pensar que o México só pede visto por conta da pressão dos EUA?
Abraços
eder
-25/04/2012 às 19:51
vai quem quer…simple.
G. Carvalho
-25/04/2012 às 19:18
O Autor, assim como vários comentaristas, sublinharam situações relevantes. Tornou-se inegavelmente mais complicado viajar aos Estados Unidos após os atentados terroristas. Mesmo viagens domésticas têm sido cercadas de cuidados e precauções inimagináveis antes dos atentados. O clima de tensão atinge a todos, nacionais e estrangeiros, pois inexiste apólice de seguro total contra o terrorismo. Apesar de tais problemas, viaja-se como nunca. Não obstante as restrições, que são muitas, cresce o número de turistas internos e externos nos Estados Unidos.
Tem decrescido, porém, o número de imigrantes ilegais, por motivos variados: o mercado de trabalho norte-americano contraiu-se com a grande recessão; o policiamento de fronteira intensificou-se; os países ditos emergentes têm crescido, em alguns casos bem mais que os chamados desenvolvidos, além de apresentarem taxas de fecundidade total cada vez mais baixas, o que reduz a pressão interna para emigrar.
Feitos esses registros factuais, vale notar que, apesar das grandes mudanças econômicas recentemente experimentadas pelos Estados Unidos e por diversos países da América Latina, coiotes insistem em fazer dinheiro, injetando ilegais latinoamericanos em território estadunidense. Não há notícia de coiotes tentando infiltrar migrantes em Cuba ou Haiti, por exemplo. Mas, foi com a ajuda de coiotes que alguns haitianos lograram chegar ilegalmente ao Brasil. E o Brasil reagiu prontamente a tal penetração, de um jeito ou de outro. Migração sempre foi tema complexo. Para todos. Mas fica para o próximo artigo.
Fã do Diogo Mainardi
-25/04/2012 às 16:31
O J. R. Gozzo está certo. É melhor viajar por aqui mesmo. Para que conhecer um país moderno, rico, bonito, organizado, limpo e sem mendingos. Vamos ficar por aqui e apreciar prais sujas, gente feia e mal vestida, trÂnsito caôtico, aeroportos sem estrutura, casas pobre e feias
nei Brasil
-25/04/2012 às 15:19
Bom artigo, precisamos ter mais alta auta-estima.
Fui 2 vezes, e…não voltei mais! valeu!
O Ser humano, a priori precisa ser bem tratado! principalmente quem ajuda a levar emprego e comida pra uma parte cada vez maior de pessoas, lá!
O mundo é muito maior e mais barato, mesmo o nosso imenso país!
Se houver boicote, eles vão arregar!
Parabéns Setti, e Guzzo.
Tuco
-25/04/2012 às 15:01
.
O Jornalista JRGuzzo sabe o que diz.
Pertinente cada parágrafo escrito. É
a verdade. Pode ter generalizado e
carregado um pouco nas tintas, mas a
regra, lamentavelmente, é essa.
Decerto que a solução que ele nos
traz, pese embora extrema, é eficiente!
No entanto, há coisa bem pior.
Paga-se impostos escorchantes para
manter uma classe de políticos que não
valem o que defecam – e um povo bunda
e covarde que contenta-se com migalhas.
Em todos os casos, ser brasileiro, no
Brasil, é bem pior.
.
Memyself
-25/04/2012 às 13:26
Na minha opinião, é perfeitamente compreensível que os americanos tenham todos os cuidados possíveis na concessão de vistos. Deveríamos fazer o mesmo e impedir gente como terroristas italianos de entrar no país. Mas devo dizer, até hoje nunca sofri qualquer humilhação por parte dos norte-americanos. Nem no Consulado, nem no aeroporto. Eles não são afáveis ou amigáveis como os brasileiros, mas são profissionais e corretos. Eu prefiro. Sei onde estou e o que se espera de mim. Aqui as coisas funcionam meio conforme “a cara do freguês” e você nunca sabe qual vai ser a exigência para quem tem a sua cara.
Willer Stedt
-25/04/2012 às 11:21
Setti, as pessoas tendem a levar a coisa para o lado pessoal, não é bem por aí.
Existem procedimentos de segurança e quem trabalha na área não tem autorização para ser simpático, é obrigado a seguir um roteiro rígido e pré estipulado, este roteiro pode sofrer variações dependendo da situação. Se a reação é negativa ou até hostil então a resposta do oficial encarregado vai se intensificar.
Não adianta ficar chateado, o Brasil é um grande exportador de ilegais, além disto nosso país sequer tem uma lei antiterror adequada(ou alguma), mazelas sobre Cuba ou Irã devem ter lá sua participação.
Antes de postar aqui tive o cuidado de bater um papo rápido com uma amiga que já foi oficial de segurança, é cidadã norte americana e trabalhou bom tempo em aeroportos norte americanos e em alguns europeus.
A queixa atinge todos os povos de todos os países latino americanos e já escutei queixas de europeus também, o controle pode se complicar dependendo de diversos fatores, existem graus de alerta e se alguém dá o azar de tomar o voo errado, isto é, um em que exista uma suspeita especial, então vai acabar pagando o pato e passando por um “pente fino” na entrada. Períodos em que a pessoa fica retida também pertencem ao roteiro, e não fica retida por capricho de alguém, mas para averiguação das informações fornecidas, coisa que o Brasil deveria fazer se é que o não faz, com criminosos internacionais que procuram nosso país para turismo sexual ou outras atividades ilegais.
O “profiling”, ou seleção do objeto a ser investigado pela aparência ou origem, também tem sua razão de ser, apesar de ser coisa desagradável o procedimento que tem seus críticos funciona.
Acredito no entanto que existam racistas em ação, eles existem em todo o lugar, mas não acredito que seja uma regra no controle norte americano.
Minha experiência pessoal sempre foi positiva, e no trato com burocratas e burocracias, e olha que tenho experiência tanto com as brasileiras, com as norte americanas bem como com algumas na Europa, a burocracia norte americana é a menos complicada, aquela em que tive mais auxílio para solução de meus problemas e devo dizer, a mais cordial.
Enfim, agradável não é, mas a solução para este problema começa no Brasil e na escolha correta dos eleitores, enquanto políticos brasileiros continuarem a cultivar um anti americanismo tosco e burro e não fizerem sua lição de casa, os brasileiros não poderão esperar um tratamento melhor ou mesmo algum ao estilo europeu, afinal convenhamos, boa parte de nossos políticos não passam de um bando de jecas marginais e algum consta até na lista da Interpol.
Em última análise a maneira como o brasileiro é tratado no exterior é consequência direta de suas opções políticas.
wilclef
-25/04/2012 às 10:36
Certamente há uma grande desconfiança por parte dos Norte Americanos em relação aos povos do terceiro mundo. Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, essa desconfiança se expandiu até mesmo dentro do próprio pais no âmbito do seu próprio povo. Não cabe aqui generalizar, casos como esses acontecem frequentemente em todo lugar, mas não pode-se deixar de ressaltar que há certamente uma reverencia desproporcional por parte dos brasileiros a terra do tio San, é praticamente uma obsessão.
Assim como há uma certa descriminação de brasileiros que se dirigem aos EUA, aqui no nosso próprio pais há descriminação dos nordestinos que se dirigem a grandes metrópoles do Sul e centro Sul do Brasil, é como se entrassem em um outro país.A descriminação começa em casa, e é necessário que tenhamos um olhar mais introspectivo para colocarmos na balança e ver que tanto nós como eles agimos praticamente da mesma forma.
Flavico
-25/04/2012 às 10:32
Francisco Pinheiro – 24/04/2012 às 20:05
Com todo o respeito, mas que ideia de jerico proferir a palavra “bomba” dentro do Consulado Americano!!! Em boca fechada não entra mosca…
Pessoal, o artigo do Guzzo não mete o pau nos EUA como país. Ninguém questiona a importância deles para o mundo livre e democrático. É um país lindo, com grandes museus e as melhores universidades. Mas o fato é que tratam os brasileiros que querem visitá-los como cidadãos de segunda categoria. Querem ver nosso dinheiro mas não nossas caras…
Alberto Porém Jr.
-25/04/2012 às 9:36
Falar mal do Guzzo, não, caro Alberto. Sorry…
Angelo Losguardi
-24/04/2012 às 23:26
Setti,
Um amigo meu que mora na Espanha disse que um colega de trabalho (espanhol) foi parado na rua pela polícia, que pediu os documentos dele. O sujeito tinha uma cor um pouco mais morena e foi confundido com imigrante rsrs
Eu penso na linha do que o Guzzo diz. Eu adoraria ir aos EUA, comprar equipamentos e instrumentos a preço justo, não essa extorsão bizarra com que chegam aqui. E claro, assistir muitos shows. Mas sei lá… não gosto de ser maltratado. Se for assim, melhor procurar esses mesmos shows na Inglaterra rsrs
Acho que um fator que pesa muito nesse preconceito, que é a muleta de trabalho desses burocratas, é a juventude do viajante. Desconfio que um sujeito como eu, já perto dos 40 e com vários cabelos brancos rsrsrs, vai ter pouco ou nenhum problema.
wagner
-24/04/2012 às 23:15
O próprio J.R.Guzzo ou alguém de sua família pode ter passado por alguma situação desagradável, mas não precisava escrever esse monte de inverdades. Já passei por todo o processo de obtenção de visto e de entrada e nunca aconteceu NADA de ruim. Conheço dezenas de pessoas que tb nunca tiveram nenhum problema. Esse papo de criticar Cuba é só uma forma de tentar dar um pouco de legitimidade ao texto fraco e parcial. E aquela foto do agente de imigração? Que palhaçada é essa? Ricardo, sou seu fã e te leio todos os dias, mas cuidado com publicações de desabafos de amigos. Basta pegar 1,5 milhão de brasileiros que entraram nos Estados Unidos e verificar qual o percentual de barrados ou mau tratados. Insignificante.
“Palhaçada” não parece coisa de fã, prezado Wagner. Parece coisa bem diferente.
O Guzzo conhece os Estados Unidos mais do que você ou eu. Já morou lá, foi correspondente em Nova York. Deve ter ido aos EUA umas duzentas vezes. É mais pró-americano do que você. Sabe perfeitamente do que está falando.
“Texto fraco e parcial”, de um jornalista do calibre dele? Bem, é questão de gosto.
Um abração e volte sempre. Criticar é sagrado direito seu e dos leitores.
Eduardo
-24/04/2012 às 22:52
Falar para o brasileiro nao ir aos Estados Unidos é o mesmo que você falar para o torcedor brasileiro nao ir a uma final de campeonato no Morumbi, Pacaembu ou outro estadio Brasil a fora. É sempre a mesma desorganização: ingressos na mão de cambistas vendido pelo olho da cara, enxurrada de ingressos falsos, borrcahdas da policia nas filas de ingresso que acabam rapidinho , borrachada na fila pra entrar no estádio, flanelinhas que quebram o carro de quem nao paga pela “vaga” de estacionamento, ainda que na rua e etc … etc.
Mas mesmo assim a historia se repete: uma disputa acirrada por ingressos. E assim é no consulado dos Estados Unidos: uma multidão dormindo na rua pra conseguir o “troféu”. quer dizer o visto pros “isteites” (eua)
Eduardo
-24/04/2012 às 22:49
Falar para o brasileiro nao ir aos Estados Unidos é o mesmo que você falar para o torcedor brasileiro nao ir a uma final de campeonato no Morumbi, Pacaembu ou outro estadio Brasil a fora. É sempre a mesma desorganização: ingressos na mão de cambistas vendido pelo olho da cara, enxurrada de ingressos falsos, borrcahdas da policia nas filas de ingresso que acabam rapidinho , borrachada na fila pra entrar no estádio, flanelinhas que quebram o carro de quem nao paga pela “vaga” de estacionamento, ainda que na rua e etc … etc.
Mas mesmo assim a historia se repete: uma disputa acirrada por ingressos.
Tico Tico
-24/04/2012 às 21:48
Seria muito interessante, saber quantos destes 1500 seriam petistas, e quem, se possível. Olho vivo, que cavalo não desce escada.
Tico Tico
-24/04/2012 às 20:40
Caros Guzzo e Setti. Uma parte deste rechaço se deve ao comportamento ético e moral dos brasileiros sem o Green Card e que permanecem na clandestinidade. Seria uma boa fazer uma reportagem sobre o submundo destes cobras criadas. Quem esteve lá, nesse meio, sabe do que estou falando.
J.Torres
-24/04/2012 às 20:18
É interessante separarmos bem as coisas:
1) Quem foi aos EUA antes dos atentados de 11/09 e depois, certamente percebeu como tudo ficou mais difícil. Desde o visto até a entrada no país. Eles têm lá os motivos deles, justos sem dúvida, para criar tais dificuldades.
2) Não sou, nem de longe ,”americanófilo”; ou seja, ainda que admire, e muito, o espírito, os valores dos processos que criaram e moldaram os EUA (quisera que tivéssemos tido os mesmos por aqui), nunca tive a menor intenção de morar lá, ou de obter um Green Card que fosse;
3) Existe nesse ramo uma coisa chamada reciprocidade. O tratamento dado para os cidadãos que pretendem viajar entre dois países é o mesmo. Ou seja, como comentado aqui, um americano que queira viajar para o Brasil passa pelos mesmos processos, custos, taxas, etc. de um brasileiro indo para lá. Se “aliviar” de um lado, a *tendência* é que o outro lado “alivie” também.
4) Isto posto, fica somente, e concordo com o texto, a questão: para que ir lá? mesmo com todos os eventuais aspectos culturais, interessantes sem dúvida, fossemos nós um povo que ainda tivesse espinha (coisa que nossa anatomia coletiva vem perdendo ao longo já de muitos anos) era mesmo o fato de não mais ir para lá até que a coisa fosse notada e sentida. Tem muita gente que não liga se for humilhada. Ter esse tipo de amor próprio é uma das distinções das grande nações, não é? Teimosia? patriotada? não. É auto-respeito, por si e pelo seu país. De fato, não vou por livre e espontânea vontade a lugares onde não serei bem-vindo.
Francisco Pinheiro
-24/04/2012 às 20:05
Principalmente para quem tem a cara errada, meu prezado, como o João Ubaldo, que diz ter ficado retido numa dessas filas justamente por causa disso.
Mas tudo bem, tenho aqui uma história que é quase uma vigançazinha contra esses obcecados procedimentos americanos: eu e minha mulher permitimo-nos ser naturais e debochados como bons brasileiros em plena embaixada americana. Foi no fumódromo (ignorem o pecadilho) da embaixada, equipado com cinzeiros que mais pareciam apetrechos vindos diretamente do set de Guerra nas Estrelas. Para meu desespero e imediato congelamento, minha mulher perguntou diretamente à segurança se aquilo eram bombas enviadas por terroristas árabes.
A segurança, que era uma compatriota exercendo zelosamente seu ofício de guarda contratada, não gostou muito da perguntinha ignóbil, mas, felizmente, minha filha não teve que dar adeus para sua viagem de quinze anos à Disney (ignorem também mais essa breguice).
julio
-24/04/2012 às 19:44
Discordo,as duas vezes que estive nos Estados Unidos fui bem tratado pelos agentes da imigração que foram muito simpáticos.
Feliz exceção, caro Julio. Abraços
Eduardo
-24/04/2012 às 18:33
Tenho 4 filhos que moram nos EUA. Um nasceu lá. Vou direto aos EUA e tenho 5 netos. Pois bem, quer saber de uma coisa? Quando meu voo chega no Rio, eu tenho nojo da Polícia Federal e toda aquela parafernália suja, porca moralmente e indolente como se fossem os donos e os reis da cocada preta, querendo saber se trago comigo uma câmara fotográfica, que olha para mim com aquelas camisas mal passadas, gravatas tortas, barba por fazer, gritaria, até xingamento que ouço uns contra os outros. Uma sujeira, um lixo, uma bagunça! E nos EUA? Mesmo com filhos, sou tratado, por vezes, duramente,sobretudo minha segunda esposa, nordestina. Mas não ligamos, não ligamos porque eles fazem dentro da ordem e da lei e são duros mesmos, e se são tidos como racistas, e muitos o são, aqui é a mesmíssima coisa! Quer saber de outra coisa? Faça turismo interno ou compre bugigangas diretamente do Paraguai!
E precisa ser tão agressivo para expor sua opinião? Criticou a Polícia Federal mas…
Reginaldo Mota
-24/04/2012 às 17:48
O grande J.R. Guzzo foi no centro da questão. Ô povinho jeca que fica orgulhoso de ser humilhado. Não vamos a uma casa na qual fomos destratados. Por que diabos temos que ir a um lugar no qual vamos levar o nosso dinheiro e, ainda assim, sermos humilhados? Eles têm todo o direito de exigir o que bem entenderem para os que vão entrar lá, mas nós de veríamos ter um pouco mais de amor-próprio.
selminha
-24/04/2012 às 17:33
Setti, já tinha lido este artigo na Veja impressa (sou assinante), e acho interessante fazer alguns comentários. Com todo respeito ao Guzzo, cujos artigos admiro muito, não creio que os Estados Unidos sejam um país que possa ser descartado pelas pessoas que, como eu, têm interesses culturais, além de turísticos. Compras lá, para mim, são apenas um dos benefícios, graças a boa qualidade e ao preços dos produtos. Mas o que o país oferece em termos de história, museus fantásticos, arquitetura, parques naturais, é algo que só quem foi pode avaliar. A arquitetura de Chicago, por exemplo, é deslumbrante, de cair o queixo. Boston é uma cidade incrível, parece a velha Inglaterra, é um pedaço da história da independência dos Estados Unidos. Gostei tanto que, se pudesse, teria ficado por lá. Washington tem os museus Smithsonian, os belíssimos prédios do governo e muito mais para se ver. Nova York, a meca das compras, para mim atrai muito mais pelos inúmeros museus, pelos shows e mesmo pela gastronomia.Até a Flórida, com seus parques temáticos, tem seu valor turístico e, se o viajante tiver tempo, deve alugar um carro em Miami e seguir até as “keys”, um braço de terra que avança no mar, na direção de Cuba, e cuja cidade limite é Key West, onde fica a casa-museu de Ernest Hemingway. E ainda tem São Francisco, Las Vegas, Los Angeles, o Grand Canyon!
Apesar de todos os problemas de acesso aos Estados Unidos, e todo mundo tem uma boa história para contar (no ano passado tive que provar que as minhas digitais eram minhas mesmo, o que me custou uma hora a mais no aeroporto de Miami, aflita com a conexão para Chicago), creio que ainda vale a pena o sacrifício. E creio que as coisas irão melhorar. Depos de escrever isto tudo, já me deu vontade de voltar. Um grande abraço.
O Guzzo não está descartando os EUA, Selminha, minha cara. Ele inclusive já morou lá muito tempo, deve ter viajado para os EUA umas duzentas vezes. Poucos jornalistas que conheço admiram tanto os Estados Unidos como o Guzzo. Ele só está reclamando daquilo que todos sabemos, e que você mesma reconhece em seu texto.
Um abração
Flavico
-24/04/2012 às 17:20
Texto perfeito! Para quê ser tratado como cidadão de segunda categoria? Já tive várias oportunidades de ir aos EUA nos últimos anos, inclusive à feiras pelo trabalho, mas me recuso passar pela humilhação de ficar sentado na calçada como um exilado de guerra esperando na fila da sopa da ONU. Nos últimos anos tenho ido para a Europa, onde somos tratados um pouco mais como iguais.
Os americanos precisam dos nossos reais mas nos tratam como bandidos. Que enfiem seus vistos naquele lugar. Brasileiros: gastem seus reais na Europa, um lugar de gente culta e lugares fantásticos!
Ronaldo
-24/04/2012 às 17:15
O mesmo vale para a Espanha… Né?
Caro Ronaldo, pelo que constato, é com uma pequeníssima minoria, e não com a quase generalidade dos brasileiros, como nos EUA. Eu vivo parte do ano na Espanha por causa de meus filhos, genro, nora e netinho, aqui radicados, vou e volto com grande frequência e tanto eu como minha mulher, como toda a minha família, jamais tivemos um único problema.
Quanto aos EUA, o que o Guzzo descreve infelizmente é verdade.
Abraço
jose afonso
-24/04/2012 às 16:58
Fico pensando se voce nao tem nenhum criterio para receber pessoas na sua casa. La, tambem, pode-se querer ir, mas voce dara a ultima palavra. Voce pensa que os consulados brasileiros estao de bracos abertos para os americanos? Que os tratam com tapete vermelho e pao-de-queijo? Va ver. Mas voce esta certo: vai quem quer. E quem pode.
Eliana
-24/04/2012 às 16:43
um país que só tem atentados to fora,lindo mais quero passar longe, tem outros países bem mais interessantes, EUA não é meu sonho de consumo.
Luiz Pereira
-24/04/2012 às 16:22
Setti,
Não haverá no texto de JR Guzzo um equívoco quanto a entrada de celulares nas penitenciárias? Acho que advogados podem entrar com eles.
abs
Ixe
-24/04/2012 às 16:19
Gosto muito do J.R.Guzzo, que acompanho com muita atenção, mas não concordo com quase nada deste artigo.
Por coincidÊncia, fui aos EUA algumas vezes seguidas nos últimos anos. Renovei vistos, etc. E, ao contrário do comentário, penso que as repartições consulares dos EUA dão um show de atendimento eficiente, Afinal, são filas gigantescas e, só no Brasil, as unidades de SP, RJ, DF, e PE atendem, diariamente a milhares de brasileiros que vão aos EUA. Claro que há filas, entrevistas, demora, etc. MAs duvido que qualquer outro país do mundo, com as multidões batendo Às portas solicitando vistos, o tratamento poderia ser mais rápido e eficiente. Se fosse o contrário, com a nossa burocracia, a confusão e o caos imperariam. Para as verdadeiras multidões que se atropelam nas portas dos consulados americanos, creio que não há outro país no mundo que tenha resolvido o problemaço com tanta competência.
E, quanto ao tratamento dado lá no país; bom isso depende muito de cada situação e mesmo do estado. MAs uma coisa é certa, nos EUA nunca fui mal tratado ou descriminado – e tenho um tipo físico bem latino, reconhecido à distância. Na europa, ao contráriom, tive aborrecimentos por isso.
PAra ser bem sincero, acho os europeus muito mais chatos, mas ignorantes mesmo, no trato pessoal, que os americanos. Mas não creio que isso seja apenas com estrangeiros: eupopeus são naturalmente ríspidos e pouco gentis com todos, fato que nosso natural deslumbramento não percebe logo.
Ismael
-24/04/2012 às 16:13
Guzzo, não leve a mal, mas você é a cara do agente de imigração da foto. Mas é verdade que a política de estado dos USA para nós brasileiros é discriminatória. Você induz em seu post a justificar isso como racismo, porém eu diria que é mais um medo por nossa cultura trazer latente o vírus da miscigenação. Eu tenho passaporte italinao e um amigo meu tem passaporte espanhol, ambos fomos estranhados nos USA, ele mais que eu, pois quem o agente de imigração em Miami era um “chicano despeitado”. Acho que a verdade é que eles tem medo que brasileiros queiram reproduzir com americanos independente da côr e abalar o sistema de separação de raças que existe por lá.