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28/09/2011

às 20:00 \ Política & Cia

Estupro no quartel no RS: o soldado fala pela primeira vez

O soldado do Exército que acusa quatro colegas de o terem agarrado e violentado sexualmente num quartel em Santa Maria (RS), no dia 17 de maio — e que até agora não concedera entrevistas, mesmo depois que o Ministério Público Militar tentou transformá-lo em réu — falou pela primeira vez ao jornal , de Porto Alegre — publicação que é uma empreitada corajosa e quase solitária do jornalista Elmar Bones.

Vela a pena ler.

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Farda nunca mais — A versão do soldado estuprado em Santa Maria

Ele era um pracinha que amava a banda Restart e usava calças coloridas como as dos ídolos, mas pro pelotão dele seu gosto é coisa gay. Durou três meses no quartel, até o estupro na frente de 14 colegas – nenhum o ajudou. IPM sob medida recomenda expulsá-lo do Exército.

O soldado DPK observa a entrada do quartel onde acusa ter sido atacado por quatro colegas (Foto: JÁ)

O pracinha gaúcho de iniciais DPK, 19, enfrenta o Exército na Justiça Militar. Ele tem poucas chances de ganhar, mas pelo menos honra a tradição de luta do uniforme verde-oliva.

DPK está ameaçado de pegar cadeia depois de denunciar ter sido estuprado no quartel por quatro dos 19 colegas de alojamento – os demais disseram que não viram nada acontecer.

“Eu fui violentado e quero Justiça”, afirma DPK, 120 dias depois do incidente, acontecido em 17 de maio no quartel do Parque de Manutenção do 3º Exército, em Santa Maria (RS). Um inquérito policial militar (IPM) concluiu que foi sexo consensual. O caso corre em segredo na 3ª Auditoria Militar.

A ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário mandou o ouvidor nacional de DH Domingos Silveira investigar o IPM. Ela quer “verificar a situação desta violência que está sendo tratada com tamanho desrespeito”.

Durante entrevista no sábado 17, o soldado afirmou que enfrentará a acusação no tribunal. Ele disse que o Exército convenceu seus quatro agressores a mentirem no IPM, oferecendo para eles penas menores em troca de acusá-lo de homossexualismo – o objetivo seria isentar a instituição da responsabilidade sobre o suposto estupro.

Pelo relato, seu pesadelo começou quando se apagaram as luzes do alojamento do 3º Pelotão, às 10 da noite: “Eu fui atacado de surpresa pelos quatro e não tive como reagir”. Um quinto soldado ficou vigiando a porta e, nos beliches, outros 14 assistiram tudo e nada fizeram.

O soldado revive o drama numa sala também lotada, por advogados, amigos e familiares, inclusive uma prima adolescente. Olha para o chão e continua: “Eles me jogaram de bruços na cama e taparam minha boca pra não gritar”. Exames de DNA comprovaram que três dos quatro acusados o penetraram.

Dia 15, o Ministério Público Militar (MPM) acatou a versão do IPM, denunciando DPK e os demais envolvidos pelo crime de “pederastia e outros atos libidinosos”, artigo 235 do Código Penal Militar, passível de um ano de cadeia e expulsão (no CPM só existe estupro se for entre pessoas de sexos diferentes). A turma dos beliches escapou.

O Exército jogou pesado contra DPK durante o IPM. Oficiais, sob a condição de anonimato, foram revelando aos poucos para jornalistas partes escolhidas do inquérito sigiloso, difamando o jovem como homossexual, aidético, suicida e mentiroso.

Na versão militar, DPK teria inventado a violação para obter indenização financeira. Toda argumentação do IPM tem base nos testemunhos dos recrutas acusados. Ficou a palavra de um contra quatro. DPK passou de vítima a réu.

Dona Ester, 40 anos, mãe do soldado, comanda a defesa dele e partiu para o ataque. Quer responsabilizar o Exército e pedir indenização. Ela contesta a tese central do IPM: “Meu filho não é gay, nunca tentou o suicídio, nem é aidético” – neste caso, exames deram negativos.

Ela afirma que o resultado do IPM teria sido manipulado porque foi antecipado em 70 dias pelo general comandante da guarnição de Santa Maria: “Os militares fizeram uma campanha de mentiras para condenar meu filho” (os citados nesta reportagem foram procurados, mas o único a falar foi o comandante).

A mãe do soldado disse que DPK se queixava de assédio no pelotão desde fevereiro, quando foi ao quartel pela primeira vez usando calça justa e colorida, à moda da banda Restart, a favorita dele.

Alojamento do 3º pelotão

Segundo o IPM, 20 soldados estavam no alojamento na hora do incidente, contando com DPK. Um ficou de sentinela. Os quatro acusados pelo ataque encostaram três beliches, improvisando a cama onde deitariam DPK. A sessão de sexo durou 30 minutos.

Os outros 14 recrutas, interrogados pelo capitão Newmar Schmidt, disseram não ter visto nem ataque nem orgia. “Muitos viram e nenhum me ajudou”, insiste DPK. “Durante três meses os carinhas do pelotão fizeram piadas, passavam a mão na minha bunda, mas nunca pensei que chegariam a tanto”, relembra. Ele acha que o assédio começou mesmo por causa do figurino Restart. “O pessoal aqui diz que minha roupa é coisa de gay”.

Peritos encontraram esperma dos soldados JS, JPR e VRS nas ceroulas de DPK (os nomes completos não podem ser citados por causa do segredo de Justiça).

O último a ser ouvido no inquérito foi DPK. Ele manteve que foi violentado. No interrogatório, Schmidt perguntou se para subjugá-lo os supostos agressores usaram “correntes, cordas, fios de luz ou de nylon”? Resposta: não. Para intimidá-lo, se usaram “baioneta, faca, pistola, revólver, fuzil, escopeta, metralhadora”? Resposta: não.

O capitão relata nos autos um exame feito pelo enfermeiro do hospital da guarnição, que levantou as cobertas e deu uma olhada no traseiro do soldado. A conclusão deste perito: “Seu corpo não exibe marcas compatíveis com a resistência que teria oferecido”. Exames independentes feitos pela família não foram aceitos pelo IPM.

Juntando os nãos, a ausência de marcas no corpo e a confissão dos acusados por DPK, o IPM fechou redondo na tese da orgia gay.

Foi brincadeira de rapazes, diz general

“Houve crime, mas não foi estupro”, disse em entrevista na segunda-feira o general Sérgio Etchegoyen, comandante da 3ª Divisão do Exército, em Santa Maria. “O IPM foi conduzido de forma isenta pelo oficial encarregado”.

Uma versão completa do incidente já tinha sido dada pelo general em sigilo aos deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa gaúcha, em sete de julho. Lá, ele disse que tudo fora “uma espécie de luta corporal de brincadeira entre os rapazes”. Etchegoyen disse ainda que apenas “constatou-se lesão leve no ânus do soldado DPK, o que por si só não comprova o alegado estupro” – falava 50 dias depois do ocorrido, antecipando em 70 o resultado do IPM.

O depoimento foi distribuído aos jornais por um deputado petista. A revelação enfureceu o general. Na segunda, por telefone, ele lamentou que “um tema tão sórdido tenha sido levado a público pelo deputado. Ele diz o que quer porque tem imunidade, mas eu tenho um compromisso com a privacidade com meus subordinados”.

Na batalha pela mídia, tudo já indicava que DPK seria transformado em réu no IPM. A boataria na cidade cresceu tanto que em 29 de agosto, duas semanas antes da conclusão do inquérito, o MPM divulgou uma nota preventiva, isentando o Exército das acusações de tentar “abafar o caso ou descaracterizá-lo”.

O promotor Jorge César de Assis, o mesmo que depois aceitou a denúncia, afirmou que “… as Forças Armadas estão entre as instituições que detém a maior credibilidade perante a opinião pública” e que “não há nenhum indício de que estejam fazendo isto” (abafando ou descaracterizando).

A escaramuça do hospital

Depois do ataque, DPK não quis mais sair da cama. No dia seguinte, quarta 18 de maio, um sargento estranha sua apatia e logo descobre tudo, alertando superiores. O soldado é internado no hospital da guarnição, onde seria periciado pelo tal enfermeiro. Um aspirante a oficial anota que ele parecia deprimido e suicida, receitando antidepressivos.

Um recruta do mesmo pelotão é destacado para vigiá-lo no leito, mas piora as coisas porque o ameaça: “Se falar, você vai se ferrar”.

Dia 19 de maio. DPK liga pra mãe, mas não conta nada: “Eu tive vergonha”. No quinto dia, 22 de maio, a mãe ouve boatos de um estupro no quartel. Num palpite, ela manda o marido apurar – a fama do quartel é ruim desde 2006, quando dois soldados foram expulsos por violentar um terceiro na padaria da guarnição.

Seu Luiz encontra o filho escondido sob cobertores, com as mãos no rosto. Chorando, DPK conta tudo pro pai. Dona Ester se materializa no hospital. Em modo de combate ao lado do filho, interroga todos que vê pela frente. O subtenente Jorge Bernardes faz o papel de assistente social. Ele explica candidamente aos pais que “o menino participou da ‘cerimônia do sabonete’ durante o banho. Caiu, quem se abaixa para juntar já era”. E que não tinha dúvidas: “O filho de vocês é gay”.

Dona Ester diz uns palavrões para Bernardes, acampa no quarto do filho e expulsa de lá o sentinela. Os militares tentam tirá-la do quartel, mas ela se recusa a sair. O general Etchegoyen oferece transferir DPK para o QG, promete que lá seria tratado como filho por oficiais mais velhos. Dona Ester também não aceita. O general disse que cedeu às exigências dela porque “era compreensível o sentimento de mãe”.

No último dia dele no hospital, 25 de maio, um capitão aparece com ordens para transferi-lo em carro oficial e fardado para outra unidade militar. Dona Ester bate pé: “Daqui ele só sai comigo e vai para casa”. Ela ganhou de novo. Licenciado, sempre recebendo o soldo de R$ 473 mensais, o filho está desde então na casa dos pais.

De volta pra casa

E como vai indo o soldado DPK?”Tô maus, mas vou levando, vou superar”.Na entrevista ele vestia calça justa, tênis Nike e jaqueta escura – nada colorido. Seu cabelo é o moicano estilizado da hora. Magro, 1m80, pele bem morena, apesar do sobrenome e sangue de imigrantes alemães. O soldado fala baixo, com voz grave. Tem um tique nervoso que o faz jogar os lábios muito pra frente ao falar, fazendo biquinho.

Seus melhores amigos são as irmãs de 9 e 7 anos. A mãe conta que ele ainda brinca com elas de esconde-esconde. E Samuel, com quem vai ao culto da Igreja Quadrangular nas quartas.

Na sala lotada, DPK se vê forçado a responder se é gay ou não – mesmo que quisesse sair do armário seria difícil, ainda mais com a curiosa prima adolescente refestelada numa poltrona.

Ele demora segundos. Todos na sala com respiração suspensa. Mas a voz grave e firme vem do biquinho: “Sou hétero”. Ao lado dele, o pai relaxa os ombros, parecendo respirar aliviado.

“Meu filho não é gay” atesta dona Ester, percebendo que a tese do homossexualismo é central na disputa jurídica. Ela ainda desafia: “E se fosse? Poderia ter sido estuprado?”.

Os advogados dele querem provar que o soldado é retardado mental e que o Exército falhou em perceber isto nos exames de ingresso. Se for declarado incapaz, voltará a ser considerado vítima de violação.

A mãe concorda. Ele ouve ser chamado de retardado e nem pisca. O pai ajuda: “Meu filho nunca conseguiu ser aprovado na escola depois da 5ª série do primeiro grau”.

Pais e advogados desencavaram pareceres de professores, laudos de exames neurológicos e testes psicológicos extras do menino lá na escola primária. Um psiquiatra de Santa Maria atestou retardamento e déficit de atenção por hiperatividade.

O pai quer que o drama termine logo para mudar-se da cidade e fugir do escândalo.

DPK revela o sonho que tinha de permanecer no Exército depois do serviço obrigatório, mas sabe que agora não será mais possível.

A mãe fecha o papo: “Esta farda você não veste mais”.

Por Renan Antunes de Oliveira

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32 Comentários

  • silveira

    -

    24/2/2014 às 14:54

    As regras para publicação de comentários no blog, conforme alertei os amigos leitores incontáveis vezes, não aceitam textos escritos somente em maiúsculas, em respeito à boa educação, aos leitores e seguindo uma norma internacionalmente praticada na web.
    Como presumo que você saiba, palavras em maiúsculas significam palavras gritadas, não é mesmo?
    Confira as regras no link http://goo.gl/u3JHm
    Obrigado

  • Ogunjá

    -

    6/10/2013 às 4:29

    Sempre disse a quem quiser ouvir…bandidos de farda, nada mais.
    Circulei e ainda circulo pelo meio militar, em todos os níveis e garanto, o cenário é exatamente o mesmo!
    A esmagadora maioria dos oficiais se esconde por trás da patente para perpetuar as mais terríveis sujeiras contra a honra das Forças Armadas.

    A questão da sexualidade é um caso a parte – escândalos de orgias, traições de esposas com outros homens, ameaças de morte e toda uma novela/ópera digna de dramçhão mexicano etc que se segue são relativamente comuns – e os oficiais se desdobram em mil para abafá-los.

    Conheço alguns oficiais honradíssimos, entretanto.

  • Jadnney

    -

    13/8/2013 às 12:46

    Qualquer criança ao ler este texto percebe que o Exercito está tentando tapar o céu com uma peneira, seria melhor eles então dizer que todo homossexual deveria ser estuprado e assumir sua culpa homofóbica, não consigo entender pq a Justiça do meu País ainda é tão analfabeta ao ponto de aceitar tais justificativas, tá cara que o rapaz foi estuprado com violência e sem consentimento. O quartel deveria se envergonhar de suas atitudes e de seus homens mal resolvidos. Homens este que eles estão tentando proteger, e estes homens estarão nas ruas fazendo a “segurança” das nossas crianças. É triste e revoltante essa situação.

  • wendell Ste Wart

    -

    14/5/2013 às 11:01

    Cotado,que Deus os ajude nessa hora difícil !

  • Alexandre Alves Trindade

    -

    30/4/2013 às 21:50

    é um choque ler esse ocorrido, como o Exército pode se corromper e se sujar pelo ato desses inescrupulosos, ate o general com afirmações estúpidas. que a justiça seja feita, eu sinto pela alma desse jovem. JUSTIÇA!

  • berinjela

    -

    26/4/2013 às 11:04

    Que absurdo isso aqui na minha cidade muitos milicos são bisexuais mas ao ponto de estupro isso é impunidade, e cumplicidade! Estão acobertando um crime e isso é repugnante ate mesmo para os militares tenho vergonha de ter este tipo de gente defendendo meu pais!
    Pois muitos se dizem homens porque entram no quartel mas poucos honram a farda que usam, homem que é homem assume o que faz mesmo que seja a coisa mais escrota que ele fez não e vergonha errar e sim não assumir que errou e não se retratar!!!
    pais nojento este brasil!!!

  • VERA

    -

    6/3/2013 às 16:37

    ISSO É UMA VERGONHA ACONTECER ISSO NUMA UNIDADE DO EXERCITO ONDE DEVERIA REINAR O RESPEITO A TODOS INDEPENDENTE SE FOR GUEY OU NÃO ISSO ´QUE ACONTECEU COM ESSE MENINO NÃO É ADMISSIVEL COVARDE SÃO OS QUE PRESENCIARAM E NADA FIZERAM E CONTINUAM ACOERTANDO ESSA SEMVERGONHICE E MAIS COVARDE AINDA SÃO OS SUPERIORES QUE QUEREM DISTORCER OS FATOS SERÁ QUE ELES NÃO TEM FILHOS , TENTEM SE POR NO LUGAR DESSES PAIS PENSEM NO SOFRIMENTO DELES QUANDO OLHAM PARA SEU FILHO QUE DEVERIA ESTAR EM UM LUGAR QUE O PROTEGERIA E OLHA SÓ OQ ACONTECEU CRIEM VERGONHA NESSA FARDA QUE VCS USAM

  • Laura

    -

    23/4/2012 às 4:58

    Alguns comentaristas associaram o estupro à homossexualidade dos perpetradores. Mas saibam que o estupro masculino (no Brasil classificado como grave atentado ao pudor) é mais comum do que se imagina e do que registram as estatísticas de denúncias e na maioria das vezes os violamentos são cometidos por homens de natureza hetero. Estupro é na maioria das vezes uma agressão por questão de poder e humilhação e não somente satisfação sexual. Nem é preciso dizer que o fato de um recruta ser ou não gay não justifique se merecia ou se pediu para ser violentado.

  • vladinir

    -

    19/2/2012 às 18:25

    eu acho que esses militares sao tudo um bando de fora da lei eles se achan o rei do mundo se estrupase uma sarjento aposto que o soldado iria pra cruz eu fui militar no 20 bib de santa maria sao um bando de covardes eles fassem voceis sofrer la dentro te umilham pior que mindingo voce se sente um lixo eu sempre ponhava respeito ja quisseram passar a mão no banheiro na minha bunda fiz o soldado perder ums 4 dentes e não aceitei nem pra tenente por isso voce quando ir pro exercito tem que ser duro e enfelismente nos soldados tinhamos que se respeitar mais tem que arebenta a cara de um soldado de merda exercito numca maissssssssssss craças a deus

  • mateus

    -

    11/12/2011 às 2:55

    a questao nao é ser gay ou nao ser gay a questao é o respeito q as pessoas devem ter uma com as outras ainda mais quando estao dentro de um quartel.cade a droga da jjustiça como sempre do lado do inimigo!!!palhaçada

  • andreza

    -

    25/10/2011 às 14:23

    O pior é que o exercito passa a mão nesses estupradores safados.

  • claudia

    -

    1/10/2011 às 20:43

    mesmo q o recruta fosse gay eles nao teriam o direito. isso foi um estupro, um crime e se foi crime pq os outros soldados continuão ha serviço do exercito? pq ai nao forão expulso? q ouve crime ja foi comprovado e pq eles continuao a tirar serviço pela patria. q patria é essa q tem criminosos para defendela.

  • Marco

    -

    1/10/2011 às 11:02

    Amigo Setti: Tem q se separar bem duas coisas, 1 q nenhum lugar profissional vai substituir a Super-mega Maravilhosa Mãe. E Tbm q uma Mãe tem q saber impor limites, senão o filho vira sempre carente. Se não tiver um referencial maternal as vezes rigídos, severos e autoritário. Quanto a Caixa preta não precisa abrir é só ver q faz greves e apóia partidos. Esses q estão sob suspeitas.
    Abs.
    Abs.

  • Maria Clara

    -

    30/9/2011 às 21:07

    É muito triste sabermos que não existe justiça em nosso país, que as pessoas perderam o verdadeiro valor, sentido da vida. É inaceitável que um militar, subtenente conforme li na reportagem, tenha falado para a mãe da vítima que não passou de uma brincadeira, ou mesmo cerimônia do sabonete,isto é repugnante e comprova o que todo mundo já sabe que o exército, não é a Instituição tão séria como tenta passar para a sociedade. O fato é que um rapaz foi abusado,ameaçado e ninguém viu nada, todos se calaram por medo de represálias! Vivemos numa época de individualismo, pois o mundo é assim cada um por si e Deus por todos!!!
    Mas a verdade sempre aparece, não adianta querem colocar cortina de fumaça, acusando a vítima de homossexual, pois sabemos que este fato, já aconteceu alguns anos atrás na mesma cidade e no mesmo quartel. Quartel este onde encontra-se uma escola militar e lá, estudam rapazes e inclusive moças, a pobre moças…
    Senhores militares, foi se o tempo em que não sabiamos o que acontecia de trás dos muros dos quartéis, quero que saibam que a ditatura acabou, que hoje as pessoas tem direitos e que não podemos nos calar, aceitar ameaças, pois afinal vivemos numa democracia ou não???
    Força, fé e coragem para essa mãe, e para esse pobre rapaz que teve a coragem de denunciar esses montros que deveriam apodrecer na cadeia!!! Repúdio a todos os envolvidos, inclusive os que se calaram e aos que difilcutaram a investigação, defamando a vítima.

  • Rafael

    -

    30/9/2011 às 10:57

    Paulo Bandarra,

    Sem dúvida, as corporações militares tem muita podridão escondida. Mas já reparou que de todas as instituições nacionais, só as tres grandes forças ficam livres de escandalos de corrupção e outros crimes? Como disse o colega abaixo, não tem mais ing~enuo nesse país, precisamos sim, tornar público o que há de sujo e sabermos para onde e como nosso dinheiro com defesa vem sendo aplicado.

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    29/9/2011 às 21:41

    Victor, você não entendeu o texto. Quem fala é o recruta, a sua família e a sua defesa, tudo é claro, pelas lentes do nobre jornalista trazendo as “verdades” para “ajudar” o rapaz! Imagina se eles quisessem prejudicar então!

  • Victor

    -

    29/9/2011 às 18:31

    O estilo “new journalism” desse texto nos traz para dentro dos acontecimentos e nos leva a fazer uma série de observações e indagações ao longo da narrativa. Primeiro, é chocante o amadorismo do Exército. Onde já se viu interrogar um adolescente, possível vítima de violência sexual, acerca da sua orientação sexual na frente de uma “plateia”, dos pais inclusive? É claro que ele diria “não”, até porque dizer “sim”, no ambiente que se criou, em que a vítima é réu, equivaleria a justificar a violência, como se o fato de ser homossexual justificasse o estupro (que, de toda maneira, só poderia ser cometido por outros homossexuais). Outra coisa chocante é debaterem a sanidade mental do rapaz na frente dele, com termos como “retardado”. Só por isso o Exército deveria ser condenado a pagar indenização e tratamento psicológico para esse rapaz e para a família. E alguém aí arrisca a unha do mindinho que o EB seria perfeitamente capaz de forjar evidências, ameaçar e distorcer investigações? Ninguém mais é ingênuo neste país! Aqui a gente espera tudo.

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    29/9/2011 às 15:48

    Caro Roberto, eu não faço a mínima idéia do que ocorreu, pois nem os demais réus nunca apareceram a não ser esta versão. A discussão se fará no fórum adequado que é na justiça militar, onde todos poderão apresentar suas versões, provas, laudos, depoimentos, exames. Pode, inclusive, serem arrolados os demais “surdinhos” para testemunharem.

  • A cada 10 oficiais militares, quantos são homosexuais, enrustidos e etc e tal?

    -

    29/9/2011 às 15:25

    A cada 100 militares, de soldado raso a general 5 estrelas, quantos são homosexuais, pedófilos, estrupadores, enrustidos e impotentes sexuais?

  • Roberto

    -

    29/9/2011 às 13:29

    Correto Paulo, estou pensando mais num trenzinho da alegria do que numa briga (estupro). Caso os 4 garotos fossem homofóbicos e machos teriam dado uma boa surra no outro e não colocado a pistol. nele, o que dá pra deduzir que os 5 gostam da coisa, no papel de somente homem, somente mulher ou ambos.
    De qualquer maneira acho que tem que haver um superior responsável pelo fato, afinal a garotada restart estava dentro do quartel, senão isso irá virar o governo que nunca tem culpa dessa corrupção que se alastrou pelo nosso país.

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    29/9/2011 às 12:29

    Caro Marco,concordo plenamente, mas isto será avaliado no curso de formação de soldados pela qual passam os recrutas. Não é possível olhar a cara do sujeito e determinar isto, principalmente na ausência das situações simuladas pela qual o recruta vivenciará e será avaliado no treinamento. Podendo inclusive ser reprovado e dispensado. Este caso ocorreu entre recrutas para serem formados em soldados dentro do programa de formação de reserva. Não são militares em curso de formação de tropas de elite ou de treinamento especializado. Estes, depois de formados, poderão se candidatar as tropas mais treinadas, conforme abram vagas. Neste caso eles estavam apenas tendo o primeiro contato com a vida militar como recrutas de 2011.

  • Marco

    -

    29/9/2011 às 12:22

    Amigo Setti:Bandarra, quem conhece sabe q há uma clara tentativa da Maria do Rosário em tentar feminilizar as Forças Armadas.
    Abs.

  • Eduardo

    -

    29/9/2011 às 11:59

    Reluto em fazer ligações políticas. Às vezes, porém, fico a pensar se realmente o Exército Brasileiro é essa instituição que eu até hoje me orgulho, inclusive de ter servido. Acho que ela também, ainda que em poucos setores, sucumbiu à essa herança moral maldita dos últimos anos.

  • Marco

    -

    29/9/2011 às 11:09

    Amigo Setti: Bandarra, acho q o 1 passo para se tentar uma carreira militar é d ser destemido, audacioso e auto educado para situaçoes de gravidade e as vezes até d terror. É óbvio e inevitável q doutrinas de fraqueza nesse meio podem resultar em tragédia.
    Abs.

  • Silas

    -

    29/9/2011 às 10:13

    Complicado. Parece coisa do Amorim com certeza, por outro lado a garotada brincou concensualmente demais e acabou machucando o companheiro sem querer tendo de ser levado ao hospital, de outro modo como medicar dentro de um quartel o amigo com machucados no ânus e espermas? Porque 4 bichonas iriam querer explicar pros seus superiores que eles são frutinhas? Culpa, dolo ou como perguntam na web a “Banda Restart é gay?”.
    Esse é um caso muito mal contado e que por coincidência aparece no governo do? PT.

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    29/9/2011 às 9:44

    Protestos de PMs
    Bomba continha bilhete com ameaça a Tarso
    Belo serviço da Câmara fomentando revolta nas PMs do Brasil.
    .
    Acho que Rafael está equivocado, devemos abrir a caixa preta, amarela, azul, é da PM do Rio. Se a do RGS está assim, imagina a do Rio de Janeiro!

  • José de Araújo Madeiro

    -

    29/9/2011 às 9:28

    Ricardo Setti,

    Correm notícias na internet de um internamento emergencial do Ditador Hugo Chaves, face agravamento do seu quadro de saúde por insufiência renal.

    Assim, o esse ditador não tem condições mínimas para continuar no poder da Venezuela e certamente para continuar fazendo confusão, promovendo a cizânia por toda América Latina, particularmente no Brasil, através do Lula e seus PTralha, na deslavada Revolução Bolivariana.

    Eu, particularmente, não sou de desejar o óbito de ninguém, nem mesmo de inimigos. Todavia, observamos que Deus escreve certo por linhas tortas.

    Quando nosso Brasil precisa de paz e de prosperidade.

    Nos demais países da América Latina, que seus povos derrubem os ditadores e estabeleçam a normalidade da vida institucional, conforme os preceitos, das normas civilizatórias, das realções de boa-vizinhança como deve ser nas democracias saudáveis.

    Esses fundadores do Foro de São Paulo não passam de uma súcia de malucos, inconsequentes e obcecados pelo poder a qualquer custo.

    Então, menos um para infernizar nossas vidas.

    Att. Madeiro

    Caro José, tenho sim acompanhado estas notícias. Em breve publicarei um novo post sobre o Hugo Chávez.
    Abraço

  • Rafael

    -

    29/9/2011 às 9:18

    está mais do que na hora de abrir a caixa preta das forças armadas,esse caso mostra bem isso.

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    29/9/2011 às 9:17

    Caro Fernando, tenho a impressão de que o referido recruta era voluntário e sonhava em seguir como soldado.
    .
    “DPK revela o sonho que tinha de permanecer no Exército depois do serviço obrigatório,…”
    .
    Apesar do Serviço Militar Obrigatório ser assim chamado, o maior número de recrutas incorporados é de voluntários.
    .
    “Os advogados dele querem provar que o soldado é retardado mental e que o Exército falhou em perceber isto nos exames de ingresso.” Não sei se seria democrático selecionar soldados na base do QI, principalmente voluntários. A não ser graus muito severo de retardo mental. Até porque o recruta pode não se formar soldado se não mostrar um desempenho mínimo na fase de formação.

  • Fernando

    -

    29/9/2011 às 1:44

    O servico militar obrigatorio eh um absurdo. O soldado relata de abusos e ofensas que sofreu durante meses. Sabe-se lah no meio de que gente ele era forcado a conviver. Com todo respeito, existe uma enorme diferenca entre pracas/oficiais de carreira e aqueles que fazem parte do servico obrigatorio, alguns com excelentes padroes morais outros com zero.

    A Mae do mesmo disse muito bem: “E se fosse (gay)? Poderia ter sido estuprado?”.

    Claro que nao. Os direitos dele devem ser preservados. Veja-se o exemplo da mais poderosa Forca Armada do mundo, os EUA. Os homosexuais nao usam shorts apertados e rebolam p/ os colegas (estes nao sao aceitos), e qualquer avanco sobre a individualidade de alguem (falta de respeito) eh punido criminalmente (seja entre homens, mulheres, ou homens e mulheres, por iniciativa de quem quer que seja).

    Quanto aos detalhes legais, nao conheco o assunto, assim nao opino. Mas gostaria que o processo tivesse acompanhamento de outra instancia apenas por garantia, que a vitima seja auxiliada e que os responsaveis sejam punidos rigorosamente, ateh porque todos ficariam mais seguros com estas pessoas fora das ruas.

    Tenho o maior respeito pelas Forcas Armadas, mas realmente estah na hora de acabar com o servico militar obrigatorio. O falastrao do Nelson Jobim estava completamente errado ao argumentar que era uma questao de patriotismo.

    []s!

  • Santos

    -

    28/9/2011 às 23:46

    Atitude homofóbica essa do governo brasileiro. Fazendo cara de paisagem em uma situação tão séria. A presidente Dilma, como mulher, mãe, já deveria ter tomado partido. Por menos que isso, lá nos Estados Unidos, muitos presidentes tiveram que mostrar a cara. Ao final venceu o bom senso. O não a homofobia no exército americano. O Obama inclusive foi um dos defensores da causa. O PT, até antes do Lula chegar ao poder tinha uma conduta de defesa das minorias. Cadê o resto do pessoal do PT? Esse deputado petista, gaúcho, parece ser uma andorinha a voar sozinha. Cadê o resto dos militantes defensores dos direitos humanos? É hora de dizer não a homofobia, varre-la dos quartéis e de qualquer lugar deste país.

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    28/9/2011 às 20:32

    Muito difícil de analisar sem as provas e o contraditório. Sem a documentação feita. Da última vez aparecera, conforme SergioD 20/09/2011 às 10:50, no artigo do SUL21, o exame de corpo de delito, realizado dez dias depois do ato, comprovou ter havido VIOLÊNCIA SEXUAL contra o rapaz. Agora se diz que não apareceu lesão alguma. Que foi feito por um sargento enfermeiro. Como se este tivesse autoridade para isto.
    .
    Existe mais de um motivo para ir para o hospital do que ferimentos e lesões. Pode ser justamente pelo estado mental do paciente que até a própria família está procurando provar que ele não é normal.
    .
    Em todo caso TODOS irão responder na Justiça Militar, até o sindicante, se ficar provado que manipulou os fatos. Por enquanto parece que de amador são apenas os jornalistas. O que também não nos garante saber a verdade por eles. Não é a primeira vez. Se não dá para colocar a mão no fogo pelo exército, acho muito mais difícil colocar por jornalistas. Quantas frias já levaram aos leitores!

 

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