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30/01/2012

às 18:41 \ Política & Cia

Dívida pública: Tesouro vê melhora no perfil, mas total bate em 1,866 trilhão e cresce 3 vezes mais do que o PIB

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Dívida pública federal: o perfil melhorou no ano passado, mas, batendo em 1,866 trilhão de reais, cresceu mais que o Brasil (Foto: Stock Exchange)

Tudo bem que a Secretaria do Tesouro Nacional viu boas notícias em vários aspectos da gestão da dívida pública do país, em relatório divulgado hoje.

Houve uma melhoria no perfil da dívida pública federal, por exemplo, no sentido de que o prazo médio de vencimento dos títulos mobiliários federais subiu de 3,51 anos, em 2010, para 3,62 anos, em 2011.

Pode parecer pouca coisa, mas não é, porque há vários anos, de passo em passo, vai-se consistentemente alongando os prazos da dívida, que, nos tempos infernais da inflação — principalmente no final do governo do presidente José Sarney (1985-1990) — eram assustadores, contando-se em meses e dias, e não em anos.

De todo modo, embora o Tesouro tenha à mão boas explicações para o fato (leia aqui), a verdade é que, atingindo quase inimagináveis 1,866 trilhão de reais no final de dezembro passado, a dívida pública federal cresceu nada menos que 10,17% no ano passado — mais do que o triplo do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que, segundo estimativa recente do ministro da Fazenda, Guido Mantega,deve ficar entre 3% e 3,5%.

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5 Comentários

  1. Sérgio

    -

    01/02/2012 às 12:43

    Caro Ricardo. O crescimento de 10% da divida foi nominal e o de 3% do PIB, real. Portanto, os dois percentuais não são comparáveis. Segundo estimativas de especialistas, o PIB nominal deverá crescer este ano 10%, o mesmo percentual da divida. Logo , a divida deve ficar estável em 2011, em relação ao PIB.

  2. Gamal

    -

    31/01/2012 às 19:23

    No Fórum Social Mundial de 2002, portanto, faz dez anos, a Editora Contraponto lançou um livro intitulado Auditoria da Dívida – Questão de Soberania, com vários autores. No capítulo denominado “Tudo azul: o outro lado da moeda”, o autor antecipava o comprometimento de 47% da receita federal arrecadada com o pagamento tão somente dos juros da dívida pública, bem como indicava que a pressão dos juros sobre o PIB havia praticamente triplicado, comparado à fase preparatória do Plano Real. Vê-se que, dez anos depois, a situação pouco mudou!

  3. Corinthians

    -

    31/01/2012 às 17:20

    Mas o Lulla não foi o herói da dívida ?

  4. G. Carvalho

    -

    31/01/2012 às 2:10

    A taxa de expansão do PIB deverá girar em torno de 9% no Panamá, que vem liderando o tão decantado espetáculo do crescimento na América Latina. Lamentavelmente, segundo o FMI, ficaremos ali pela casa dos 2 e alguma coisa por cento, disputando com a Venezuela o lugar de lanterna na Região. Não seria hora de reconvocar o Meirelles, para que reassuma o cargo de presidente da república de fato? A titular de direito, então, poderia viajar à beça, superando o Globe-Trotter que a precedeu, mesmo ignorando os nomes dos seus 38 ministros.

  5. Marco

    -

    30/01/2012 às 20:37

    Amigo Setti:É um problema grave nas conta correntes,na minha opinião um deficit exagerado, nenhuma economia aguenta gastar mais q entra e d forma imprudente,acho um risco para investidores privados, levando em conta o hábito politico atual.
    Abs.


 

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