19/04/2012
às 15:03 \ Política & CiaDe vez em quando, vem notícia boa do Congresso. Veja esta

A reunião da Mesa do Senado, presidida por Marta Suplicy (de branco): um pouquinho menos de mordomia para os parlamentares (Foto: Agência Senado)
Da Agência Senado
A Mesa do Senado, em reunião na tarde de quarta-feira (18), aprovou o fim dos chamados 14º e 15º salários recebidos por deputados e senadores. A medida, que consta do Projeto de Decreto Legislativo nº 71/2011, agora segue para exame do Plenário [o conjunto dos 81 senadores].
– A medida mostra um movimento de austeridade por parte do Senado – disse a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que está no exercício da Presidência devido à licença médica do presidente José Sarney.
O PDS 71/2011 já havia sido aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no final do mês de março. De autoria da senadora licenciada Gleisi Hoffmann (PT-PR), a proposta determina que o benefício seja concedido apenas no início e no fim de cada mandato. Pela regra vigente, os congressistas recebem o benefício duas vezes ao ano: uma vez no início e outra no fim de cada sessão legislativa.
Marta contou que conversou com Sarney sobre a matéria. Segundo ela, o presidente considerou a medida “muito adequada”. A senadora não precisou a economia que a medida vai gerar para os cofres do Senado, mas ressaltou que é uma “economia considerável e bem-vinda”.
De acordo com Marta, a matéria deve ser votada no Plenário a partir da próxima semana. Se aprovado pelos senadores, o projeto seguirá para apreciação da Câmara dos Deputados.
Norma de quando o Senado tinha sede no Rio
Para o relator do projeto na Mesa do Senado, senador Waldemir Moka (PMDB-MS), o Plenário vai confirmar a decisão.
Moka destacou o fato de a medida ter sido aprovada por unanimidade. Segundo o senador, o pagamento do 14º e do 15º salários “não se justifica há muito tempo”, já que o sentido da ajuda de custo era auxiliar nas despesas dos deputados federais e senadores com mudança e transporte dos locais onde residiam para a capital da República.
A norma foi aprovada quando o Senado ainda tinha sede no Rio de Janeiro, em uma época de muita dificuldade de transporte. [O Senado transferiu-se para Brasília em 1960, ou seja, há 52 anos]. Para Moka, a medida pode incentivar as assembleias estaduais a seguirem o mesmo caminho.
– É uma forma de dar uma satisfação à sociedade – declarou.
Tags: 14º e 15º salários, Câmara dos Deputados, deputados, Gleisi Hoffman, José Sarney, Marta Suplicy, parlamentares, PMDB, PT, Senado, senadores, Waldemir Moka


























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6 Comentários
relume romano
-22/04/2012 às 19:44
O novo sempre aparece como desenvolvimento do Passado.
fpenin
-22/04/2012 às 1:01
De tanto ver triunfarem as cabeludas bandalheiras, já não acredito em nada.É tudo encenação…
Observador100
-20/04/2012 às 6:41
Caro Setti
Não se iluda. Puro diversionismo. Perdem esta e ganham dezenas de outras.
abraço
Reynaldo-BH
-19/04/2012 às 20:08
Seja qual for a motivação – e estou mais propenso a concordar com o Duglas Corrêa, das 17:57 – um efeito terá: o argumento das Assembleias Estaduais de terem o mesmo absurdo privilégio, caiu por terra.
É bom que os nobres deputados estaduais arrumem outra desculpa. O que não será difícil, dada a imensa criatividade dos mesmos.
Douglas Corrêa
-19/04/2012 às 17:57
Caro Ricardo como se diz no interior é uma no cravo e outra na ferradura.
Veja a outra noticia que vem da CCJ :
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do Senado Federal, rejeitou tanto o substitutivo do senador Benedito de Lira (PP-AL) quanto o voto em separado do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) ao projeto da reforma administrativa do Senado (PRS 96/2009), na última quarta-feira (18). Ambos os relatórios previam corte com pessoal e economia em torno de R$ 155 milhões anuais.
O PRS 96/2009, de iniciativa da Mesa do Senado, nasceu como resposta a denúncias de irregularidades administrativas na Casa em 2009 e também como medida de modernização reclamada por senadores.
E assim vamos vivendo e PAGANDO .
markito-Pi
-19/04/2012 às 16:03
A melhor coisa desta reunião, é a ausencia do donatário do Maranhão. O ar fedia menos, apesar de dona marta.