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24/05/2012

às 16:20 \ Política & Cia

Cobramos ética dos políticos, dos governantes, dos magistrados… Que tal falar da ética dos advogados?

Carlos Cachoeira e Marcio Thomaz Bastos (Foto: Getty Images)

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, advogado de Carlinhos Cachoeira (que está à esquerda na foto), acena para um conhecido durante o comparecimento do malfeitor à CPI (Foto: Getty Images)

No Brasil 2012, cobra-se ética dos políticos.

Está certo, certíssimo.

Cobra-se ética dos governantes, de presidente e ministro até prefeitos de pequenas cidades.

Certíssimo.

Cobra-se ética dos magistrados.

Ótimo. Graças a Deus.

Mas que tal falar um pouco dos advogados?

Durante o depoimento que não foi depoimento de Carlinhos Cachoeira à CPI mista do Congresso que leva seu apelido, na terça-feira, 22, alguns deputados questionaram a correção ética do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos por defender, como advogado que é, o malfeitor.

Miro Teixeira: o deputado do PDT, que é advogado e aliado do governo, levantou a questão de o ex-ministro advogar para um malfeitor (Foto: oglobo.globo.com)

Um dos parlamentares que mencionou o tema não foi um inimigo do ex-ministro, nem do governo a quem ele serviu durante quatro anos, mas um importante aliado do governo lulo-petista que, não obstante, mantém independência de pensamento e de ação em vários temas: o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), ele próprio advogado de formação, além de jornalista.

Não resta a menor dúvida de que um dos princípios básicos, fundamentais, imprescindíveis de uma democracia como aquela em que pretendemos viver é conceder a qualquer réu, em qualquer instância, o direito à defesa e a um advogado.

Não se põe em questão que o ex-ministro não viola qualquer lei ao advogar para Cachoeira.

Uma discussão/reflexão saudável e necessária

O caso Márcio-Cachoeira, no entanto, se presta a algumas considerações que, normalmente, não se vê serem discutidas nos congressos da Ordem dos Advogados do Brasi (OAB), instituição, também ela, essencial à ordem democrática, com comprovados serviços prestados ao país.

A OAB é isso, mas também, inevitavelmente, guarda fortes traços de corporativismo.

No entanto, é saudável – e necessário – pelo menos REFLETIR sobre e DISCUTIR o papel, como advogados, de ex-ocupantes de cargos públicos relevantes que têm a ver com a área: ex-ministros da Justiça, ex-ministros do Supremo Tribunal Federal, ex-ministros do Superior Tribunal de Justiça, desembargadores aposentados, ex-procuradores-gerais da República – e por aí vai.

Não se quer impedir ninguém de ganhar o pão de cada dia com a profissão que conquistaram.

Influência direta ou indireta

Mas será que é correto vê-los, a todos, desfrutar de sua influência pretérita, de forma direta ou indireta, nos casos em que passam a atuar como advogados?

Há muitos escritórios que têm como sócios ministros aposentados do Supremo que advogam junto ao Supremo.

Há escritórios de filhos de ministros do Supremo que advogam junto ao Supremo.

Isso se repete nos Estados, com os tribunais de Justiça.

Não se está dizendo, aqui, que ocorrem falcatruas e maracutaias decorrentes dessas situações – mas PODEM OCORRER. Muito provavelmente ocorrem, aqui e acolá.

E aí cabe a pergunta: há transparência suficiente nessas situações?

Honorários pagos com o produto do crime. Pode?

Casos como o do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos envolvem outra questão séria, não suficientemente discutida.

Se se comprovar que Cachoeira é um criminoso, que obteve sua fortuna do crime, não será esse dinheiro – sujo – que honrará os honorários do ex-ministro?

É correto, é certo, não merece sequer DISCUSSÃO que criminosos comprovados, como traficantes de drogas, contratem advogadões caríssimos, que serão evidente e regiamente pagos com o produto do crime?

O que fazer, então? Deixar esses cidadãos sem advogado?

Não tenho a resposta aqui.

Não sei se existe resposta fácil e simples.

Advogados dativos? A OAB fixar como regra que nesses casos só se poderá cobrar a partir de uma tabela fixa, razoável? Se assim for, o dinheiro não continuará vindo do crime? Quem e como se controlará essas transações?

Perguntas que precisam ser feitas

Este post, como se vê, encerra muito mais perguntas do que respostas.

Mas, creio, são perguntas que precisam ser feitas.

E que não me venham acusar de ser contra os advogados. Eu próprio me formei em Direito, sou filiado à OAB, sou filho de um grande advogado, infelizmente já falecido, minha mulher é advogada, e sou ainda irmão, sobrinho, primo e amigo de advogados.

Ainda assim, ou por isso mesmo, insisto nas perguntas.

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81 Comentários

  1. Osvaldo Aires

    -

    29/05/2012 às 1:55

    Deixei pra publicar agora para ver se volta os comentários. Se esse artigo pudesse ser publicado nas outras colunas ia também fazer sucesso:

    LUTEM COM TODAS AS FORÇAS CONTRA BANDIDOS.

    PETIÇÃO AO INTERVENTOR DA OAB-PA:
    http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2012/03/ordem-dos-advogados-do-brasil-seccional.html

    Abraço a Todos
    Osvaldo Aires

  2. Corinthians

    -

    28/05/2012 às 14:12

    AlexRio – 27/05/2012 às 23:10
    Eu topo, desde que o que seja debatido sejam os argumentos. Manda bala.

  3. Ekiton

    -

    28/05/2012 às 9:33

    Comentário enviado com email errado por erro de digitação.Segue email corrigido.Obrigado!

  4. Ekiton

    -

    28/05/2012 às 9:02

    Não há ética! O Brasil é um país sem ética!O exemplo vem de cima,diz o ditado,dos 3 poderes do estado e das instiuições públicas e privadas.Da elite ao povo por falta de estrutura familiar, religião,educação escolar.Cada vez mais estamos perdendo a noção de nação!Isso a OAB não vê,tapa os olhos e segue a justiça, que dizem ser cega”.

  5. Klaus G Schossland

    -

    28/05/2012 às 3:18

    Quero retificar meu erro:LUCIFER.

  6. Klaus G Schossland

    -

    28/05/2012 às 3:17

    Eles estão de mãos dadas com o diabo, ou melhor LUCIPER.

  7. Maurice

    -

    28/05/2012 às 0:21

    Além de muito apropriado o tema,e estendendo o mesmo a altas “figuras públicas” que ocupam cargos relevantes na “Ré pública”,não deixa de ser surpreendente que conceitos de bom senso,honestidade intelectual,honradez e mínimos cuidados com a biografia e retidão tenham que ser gritados aos quatro ventos,quando figuras como do advogado em questão expõe sem nenhum pejo e enorme desfaçatez seu comportamento inapropriado,indevido e de aroma vil? Não lhes passa que atingindo – ainda de maneira muitas vezes não meritória – cargos de relevância dentro da estrutura republicana (até pelo exercício de oficio)que sua volta a vida “cidadã” lhe imporia regras de conduta levando em conta -agora- sua passagem pelos corredores do chamado “poder”? A Politica parece mesmo condenada em nossos dias a parir hostes daquilo que se chama “deserto de homens e idéias”. Eh Cazuza!, esta nação responde com presteza ao seu apelo “Brasil, mostra sua cara ,quero ver quem paga prá gente ser assim… “

  8. AlexRio

    -

    27/05/2012 às 23:10

    Concordo em falar da ética dos advogados e podíamos emendar falando da ética da imprensa. Alguém topa?

  9. Tico Tico

    -

    27/05/2012 às 18:03

    A origem desse nosso modo de ser, tolerante com a corrupção, com conchavos, com estudos do sexo dos anjos, e da valorização de um anel de rubi, símbolo de desonestidade, de nosso país, é nosso psiquismo ibero macunaímico. Experimentemos nos aplicar, honestamente, diligentemente e perseverantemente, em profissões que usem matématica, física, química e biologia e seremos um país sério.

  10. Markito-Pi

    -

    27/05/2012 às 12:39

    Foi-se o tempo em que um advogado pego em falta de étuca, envergonhava-se.Hoje, com o número de “faculdades” de direito, fábricas de analfabetos, não dá para cobrar nada. Até mesmo a OAB, respaldada em Lei,que só aprova parcela mínima dos candidatos à carteirinha, deixa escapar montes e montes de picaretas.Basta contar em SP, a maior seção da OAB. o baixo-clero( baixíssimo, a rigor), dirige a seção.

  11. Edilaine R.

    -

    27/05/2012 às 11:09

    Bom dia,
    Excelentes questões.
    Não acredito em coincidência, penso que a ordem do dia é a Ética. É o ZEITGEIST .
    Para mim, a ética é de perto irmã do caráter. Simples assim.
    Abç.

  12. Pedro

    -

    26/05/2012 às 18:54

    O advogado Márcio Thomaz Bastos teria afirmou que deixa o julgamento moral “à vingança de Deus”. Faltou alguém aconselhar ao “consiglieri” tomar cuidado com o que deseja, pois pode ser atendido.

  13. João Rigobello

    -

    26/05/2012 às 12:35

    Ricardo parabéns pelas questões levantadas! Coincidentemente recentemente levantei as mesmas questões e enviei para diversos colunistas do jornal Estado de São Paulo, porém o tema não foi abordado. Para mim estes advogados cometem crime de lavagem de dinheiro ao aceitar dinheiro de criminosos. Sem contar a falta de transparência e ética que envolvem advogados com estas características. Este Márcio T. Bastos aliás especializou-se em defender bandidos, me parece que ele defende também o José Dirceu e outros bandidos conhecidos!

  14. Luiz Pereira

    -

    25/05/2012 às 22:44

    Reynaldo-BH, boa noite,
    Se Cachoeira desembolsou 15 milhões, quanto não terá no colchão? E, naturalmente, tudo vindo de crime. Essa é a questão.
    Além disso, o “grande estrategista e líder onipresente”, Lulla, quando viu o estrago que essa CPI provocada por ele pode causar em suas hostes, certamente deve ter dado um toque a MTB para que aceitasse a defesa.
    A defesa de Cachoeira virou a defesa de todo o PT e agregados do PMDB.
    abs

  15. Caio Frascino Cassaro

    -

    25/05/2012 às 21:43

    Prezado Setti:
    A cara de pau do ex-ministro só é menor do que a de Luizinácio, o ApeDelta. Esse cidadão é rigorosamente igual aos advogados que defenderam Al Capone, Dillinger, Totó Riina, Fernadinho Beira-Mar e tantos outros que enriqueceram a custa de atividades criminosas. E assim como eles, é uma pessoa cujo senso de moral equivale ao de seus representados.
    Este homem é um câncer. Deu e ainda dá formatação jurídica às barbaridades cometidas pelo lulopetismo nesta era da mediocridade. Para mim é, ao lado do seu chefe, o Luizinácio, um cidadão perigoso para o país e para a democracia. É o demônio que manobra nas sombras, mefistófeles tupiniquim que se aproveita da imensa teia de relações que tem a sua disposição para fazer o que tem feito ao longo de toda a sua vida: garantir a boa vida a todo tipo de bandido, salafrário e sacripanta que se disponha a pagar seus honorários. No meio dessa gente, na verdade, o Cachoeira é o mais íntegro. Pelo menos não tenta posar como vestal do templo.
    Um abraço

  16. Déborah Ferreira

    -

    25/05/2012 às 18:33

    Senhores, para um ex-ministro defender esse crápula, é porque tem muita falcatrua embaixo dessa lona fictícia.Um dia a Justiça fará a sua parte, e não ficará político algum zombando de nós o “povo” que o colocou lá no “poder”.

  17. Ruy Garão de Queiroz

    -

    25/05/2012 às 18:13

    Advogada fraudou pensão alimentícia. Fui preso 45 dias e até hoje amargo os problemas da decisão do cafajeste togado. Bem … na cadeia, foi contrata uma advogada que recebeu à vista e, sem o meu conhecimento repassou o processo para um advogado bem fraquinho … contratei um em São Paulo (SP) que me lesou e tentou extorquir pedindo para comprar computador para o filho etc. Contratei outra advogada que em uma semana, quando viu o processo, desistiu, mas essa me deu o dinheiro, porém, fiquei sem advogado, porque ela colocou a procuração no processo e a retirou. Bem … agora o juiz que se julga Deus, que imagino tenha junto com a advogada tentado o golpe me furtando a casa com ação alimentar que pagava até então em dia e só não consigo mais pagar por causa dos advogados … bem, já reclamei na OAB São Paulo e Brasília, onde chegou ao ponto de abrirem a correspondência, grampear e mandar-me de volta. Em São Paulo, o presidente dessa ordem, leva esfirra para o Paulo Maluf, criminoso procurado pela Interpol e no meu caso, flagrante de abuso de autoridade de poder do juiz incompetente no mínimo, mas continuo imaginando que ele queria era receber um dinheirinho fácil … ou seja, a OAB não pratica o que divulga, seus advogados a cada dia estão em maior número na mídia não por defender a democracia mas pela prática de crimes, ou seja, assim como o poder judiciário de São Paulo, a OAB é parcial, corporativa e não dá direito ao Cidadão, ao contrário, prejudica quaisquer possibilidades de punição aos advogados bandidos que atuam com a carteira OAB, claro, desde que se paguem as taxas e os emolumentos devidos. Obrigado.

  18. Roberto Aliberti

    -

    25/05/2012 às 17:11

    No caso, caro Ricardo,o pão de casa dia foram R$ 15 milhões (!)

  19. gino

    -

    25/05/2012 às 14:19

    É IMPRESSIONANTE A POLITICA E ETICA , UM MINISTRO DA JUSTIÇA DO GOVERNO LULA DURANTE 08 ANOS , PREGANDO A MORALIDADE NO BRASIL , AGORA DEFENDENDO UM BANDIDO , ESSE É O NOSSO BRASIL , O QUE VALE É O DINDIN NÃO É EX MINISTRO ??????

  20. Netto

    -

    25/05/2012 às 10:18

    Existe uma Lei Universal que diz: TUDO SE NIVELA POR BAIXO. O lula chegou, e nivelou todo mundo. É preciso falar mais?

  21. Ricardo Ramos Baldi

    -

    25/05/2012 às 9:55

    Comenta-se que os honorários do Thomaz Bastos seriam de 15 milhões. Com todo o respeito a seus críticos, gostaria de saber quais deles recusariam a defesa do contraventor sob tal remuneração. Faz lembrar o ditado de que “negociata” é o bom negócio para o qual não fomos convidados”.

  22. Bruno Guerra

    -

    25/05/2012 às 9:31

    Caro Setti,
    .
    A gente podia ter feito uma dupla (seria uma bolada….), aconselhava o Cacheira e cobrava 15milhões de reais por isso.
    .
    Nem precisa ser advogado, apenas saber aconselhar o “cliente”: cala a boca meu !
    .
    Abr, BR

  23. marcelo ferreira

    -

    25/05/2012 às 7:34

    Marcio Tomaz Bastos sempre se prestou a todo tipo de serviço, haja vista o tempo que passou como ministro de Lula defendendo o mensalão. Disnte daquilo, Cachoeira é café pequeno.

  24. elguajiro

    -

    25/05/2012 às 6:57

    Advogado é um sujeito que recupera o que foi roubado de vc para ficar pra ele.(J.Simão)

  25. wagner Tadeu

    -

    25/05/2012 às 6:54

    Infelizmente existem advogdos e advogados,desde muleque eu escutava este advogado é de porta de cadeia ele é rico.Já na quela epoca me perguntava se o cliente é bandido como vai pagar,se seu dinheiro e fruto de crime.Pois bem a defesa deve ser feita a todos como direito constitucional.
    Seu advogado contratado deveria receber somente na sua absolvição porque de outra maneira o advogado estaria recebendo dinheiro do crime e por sua vez no minimo estaria se associando.Voces intendem como é facil revolver este problema de falta total de etica e carater.

  26. elguajiro

    -

    25/05/2012 às 6:47

    Na verdade o MTB está defendendo é o pt e os verdadeiros donos da Delta.(No texto anterior é -se a criança fosse filha do advogado .)

  27. elguajiro

    -

    25/05/2012 às 6:44

    O proprio advogado deveria recusar certos clientes.Um estuprador foi posto na rua por um advogado e na mesma semana estuprou e matou uma criança.E se a criança não fosse filha do mesmo advogado?Ele defenderia de novo?Chincanas e detalhes tem posto muito criminoso na rua.Agora quero ver a reação do Cachoeira se pegar 30 anos de prisão, se bem que no br não passa de tres.A justiça do br é uma vergonha.(Teve um imbecil que disse que se os EUA prestassem , não teria a maior população carceraria do mundo.Acontece que lá a lei funciona.Se funcionasse igual no br teriamos mais um milhão de presos, inclusive o imbecil que disse a frase.Um tal de llullu.)

  28. claudio

    -

    25/05/2012 às 6:42

    Bloquear os bens e o dinheiro do acusado, deixar-lhe o mínimo para sobreviver e aí veremos se esses advogados irão perder tempo com esse cachoeira, aí sim, as laranjas podres aparecerão rapidinho.

  29. loureiro

    -

    25/05/2012 às 6:24

    Se ja esta estabelecido,como se infere do texto, que o defendido è bandido ,desnecessario o processo.A restricao a escolha do advogado por qualquer criterio que considere o reu culpado antecipadamente,viola o principio da inocencia.
    Pior! Muda a istancia do julgamento para a midia.

  30. sergio

    -

    25/05/2012 às 6:22

    Não publico ofensas.

  31. amauri

    -

    25/05/2012 às 3:20

    O FUTURO DE NOSSOS FILHOS: parabéns pela observação sobre a ética, eu não advogado como tb nunca precisei entrar em uma sala de advogados e tb não possuo uma grámatica perfeita como é necessária para este oficio, mas uma coisa eu digo : se tratando de educação de berço eu garanto que ganho de todo mundo la em Brasilia.
    Como eu vou conseguir educar meus filhos e principalmente fazer com que ele siga a sua vida ganhando um dinheiro honesto vendo pessoas mafiosas e etc,etc,etc… sendo beneficiadas e mais importante ele não vê ninguém (depois de descoberto) devolvendo o dinheiro desviado. e mais incrivel ainda: Será que ele vai entender que não tem nada demais um EX-MINISTRO DA JUSTIÇA ficar defendendo criminosos, tenho de tomar muito cuidado e acompanhar o seu futuro porque estou vendo que a proxima geração não vai ter minima noção do significado da palavra ÉTICA.

  32. JEBANIEL WOLFF

    -

    25/05/2012 às 2:35

    Setti, você aborda neste post um assunto da maior seriedade. Grande parte do que é roubado no Brasil, seja por bandidos comuns, seja por políticos desonestos, vai para o bolso dos advogados. Isso é inegável. Li, algures, que os honorários que Thomaz Bastos cobrou para defender o Carlinhos Cachoeira monta a R$ 15 milhões. O que vem a ser uma indecência.

  33. Reynaldo-BH

    -

    25/05/2012 às 2:18

    Existem poucas profissões, que pela nobreza para quem efetivamente crê nas premissas que alicerçam a escolha deste quase sacerdócio, que se equiparem à advocacia.
    Certamente por isso – e pelo receio da crítica sempre imediata – temos muita dificuldade em analisar a escolha que um advogado faz de seu representado, seja este qual for.
    É quase como um crime de lesa-majestade colocar qualquer óbice a esta atuação.
    Mas é preciso lembrar o mestre Heleno Fragoso qe ensinava: “nunca me perguntem o que faria com um estuprador de crianças que houvesse cometido esta ignomínia com minha filha: eu simplesmente o mataria! Do mesmo modo, não me questionem sobre como eu posso defender alguém que tenha agido assim. Sou advogado!”.
    Até onde vai o limite (no fio da navalha) entre o compromisso ético assumido com a defesa do estado de direito (onde o devido processo legal e a presunção de inocência, por exemplo, são basilares para a garantia da cidadania) e o comprometimento também ético co0m os próprios valores de cada um dos advogados?
    Cita-se como exemplo o caso de Sobral Pinto defendendo Harry Berger (notório comunista torturado até à loucura pelo regime ditatorial de Vargas) com base na Lei de Defesa dos Animais, no artigo 14.
    Logo nas linhas iniciais da ação, reforçou o primeiro artigo do Decreto número 24.645: “Todos os animais existentes no País são tutelados do Estado”. Em seguida, passou à definição de maus-tratos da mesma lei federal: “Manter animais em lugares anti-higiênicos ou que lhe impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar ou luz”. Nada muito diferente, enfim, do cotidiano de Berger na cela da Polícia Especial de Filinto. A lógica era simples: se o Estado reconhece até os direitos dos animais, por que não haveria de dispensar o mesmo tratamento a um ser humano? (fonte: portal hoje).
    Assim, cabe a pergunta: o jurista israelense Moshé Hanebi – formulador de teorias jurídicas mundialmente reconhecidas – estaria à vontade para defender Martin Bormann, em Nuremberg, enforcado mesmo depois de morto?
    Ou alegaria conflito de crenças ou visão de mundo?
    Se só houvesse UM único advogado a assumir esta causa, certamente dr. Móshé estaria na tribuna defendendo alguém que rpresentava tudo o que sempre condenou.
    Se Harry Berger não tivesse (e não teve!!) outros advogados prontos a confrontar Vargas e a ditadura, certamente dr. Sobral seria o ÚLTIMO a assumir a causa de quem pregava contra o cristianismo e fé que fazia de Sobral Pinto quase um pensador católico.
    O que leva um ex-ministro da Justiça a assumir a defesa de um bivheiro (contravenção penal), notoriamente ligado a crimes (e não contravenções) como corrupção ativa, lavagem de dinheiro, ameaças, etc. etc.?
    Alegaria desconhecimento de tão nefasto personagem? Assumiria que enquanto ministro da Justiça não teve a competência (técnica, jurídica, política e moral) para combater este criminoso que já atuava enquanto a atual advogado era o responsável pela aparelho de investigação?
    O uso do postulado do “é dever do advogado” seria sempre o leitmotiv a ser utilizado?
    A inexorabilidade do dano frente à não aceitação da causa está, neste caso, demonstrada?
    Outro causídico não teria condições de assumir o encargo desta defesa?
    Ou os Quinze Milhões de Reais pagos pelo bicheiro ao ministro (sim, o título se mantém!) seria a causa primária?
    Sinceramente não sei quanto custa ser defendido pelo dr. Márcio Thomaz Bastos, advogado criminalista de excelente reputação. Espero nunca precisar saber.
    Mas sei hoje exatamente com quantos milhões ele se dispõe a vender a biografia e assumir a postura de defensor de criminosos notoriamente confessos.
    Não há meio termo nas condições que devem levar um advogado a aceitar uma defesa em processo criminal.
    É comum que muitos advogados se ofereçam para defesas, quando a inocência e/ou prepotência do Estado são evidentes. Evidentemente, não é o caso.
    Idem em crimes monstruosos onde a opinião pública já condenou, a priori, o réu. Idem. A conduta foi monstruosa somente para quem defende alguma ética no trato do dinheiro público. Não é o caso.
    Mais raros ainda são os criminosos que possuam quinze milhões (MESMO QUE ROUBADOS DE TODOS NÓS, CONTRIBUINTES) para pagar honorários que valoram mais a imagem do defensor do que argumentos legais ou factuais.
    Infelizmente é o caso.
    Sinceramente não saberia responder à questão básica colocada. Não sei se haveria algo (ou alguma situação) que devesse nortear o comportamento de um advogado no exercício da profissão.
    Mas não me restam dúvidas que aqueles que assumem o cargo de ministro da Justiça (aquele que se senta à esquerda do Presidente por representar o primeiro – e mais importante – ministério de uma República) devem preservar o nome e biografia.
    Não por si, somente. Pelo governo a quem serviu e por todos nós.
    Se o Governo perdeu a vergonha, ética e decência, insistimos: nós não!
    Márcio Thomaz Bastos ao representar Cachoeira (mesmo com os R$ 15.000.000,00 de honorários) igualou-se ao mesmo.
    Sob as benções de uma república do farisaísmo, embuste e ofensa.

  34. Carlos

    -

    25/05/2012 às 2:06

    Vamos ver como MTB vai se sair com o julgamento dos mensaleiros “orientados” por ele. Será que os ministros do STF vão aceitar sua tese de que o mensalão foi caixa dois ou ficarão intimidados diante de tanto conhecimento jurídico?

  35. J.R.Monteiro

    -

    25/05/2012 às 0:51

    Advogado criminalista, defende criminoso.
    Não tem nada a ver com justiça, nem moral, nem ética, nem bons costumes.
    O Bastos defende criminosos, de preferência os não confessos, mas ainda assim, criminosos.
    Quando ele é contratado, aos preços absurdos que cobra, é uma verdadeira admissão de culpa.
    Seus clientes não são réus, são culpados, e todo mundo sabe disso.
    A abosolvição de seus clientes, deve-se em parte, a sua competênca, mas a maior parte, à extrema incompetênca dos acusadores que se fossem minimamente competentes o resultado seria diferente.
    O choro é livre, e como dizia Lorca “os cães ladram e a caravana passa.”

  36. luiz pensante

    -

    25/05/2012 às 0:29

    O problema está em um palavra básica que se acatada, não será preciso fazer nada em relação a atuação dos advogados, ela se chama “CARÁTER”, ou se tem ou não tem.

  37. Plínio

    -

    25/05/2012 às 0:09

    Caro Ricardo Setti, desconfio que a questão mais relevante neste caso não seja tanto de onde vêm os honorários de Thomaz Bastos, mas sim para quem de fato ele está trabalhando. Para todos os efeitos, ele é advogado de Cachoeira, mas tenho cá para mim que ele na verdade só está aí porque aceitou a missão (como bom militante petista que é) de impedir que o acusado se deixe levar pelo ressentimento e acabe falando mais do que o governo gostaria.

  38. Angelo Losguardi

    -

    24/05/2012 às 23:54

    Um homem com a moral e a ética desse márcio tomaz bastos me dá a sensação de que o Brasil está indo rumo às cavernas.

  39. José Filho

    -

    24/05/2012 às 23:30

    Bastante interessante o assunto, inclua a estupidez de convocar, esses sujeitos, quaisquer que sejam, para ir depor numa CPMI, onde a Lei lhes permite ficarem calados. Ora, isso não passa de um palco, onde estamos o interesse do PT e do PSDB, buscando suas conveniências. Êta País!
    A PF investiga, faz grampos telefônicos autorizados pela justiça, prende os bandidos, faz tudo para deixa-los na cadeia e aí vem os políticos, se metem no assunto buscando holofotes, um querendo apafrecer mais que o outro. Enfim, o resto já sabemos.
    Tem outro assunto que eu gostaria de expor, que é MENSALÃO: o APEDELTA tenta passar para a sociedade que, se ele existiu, foi SOBRA DE CAMPANHA, e que isso é normal. Ora muito obrigado! Isso me indigna. Li recentemente que um ex-Senador dos EUA, foi pego pagando pensão alimentícia com sobra de campanha. Caso fique provado, estará sujeito e pegar uns 10 (dez) anos de cadeia. Não precisamos de mais Leis, e sim que as que temos sejam cumpridas.
    Continue com esses questionamentos.
    Parabéns!!!!

  40. sonia

    -

    24/05/2012 às 23:12

    Excelente artigo,Setti. Essas são também as perguntas pertinentes neste momento. E muito bons os comentários de bereta (20:51 e 21:09)

  41. Heloisa

    -

    24/05/2012 às 23:11

    Eu acho é que, isso só acontece em Países que não são sérios como o Brasil. Diante daquela cena, onde um ex Ministro da Justiça se apresenta como defensor de um fora da lei, ambos deveriam sair dali algemados. Para tudo deve haver limites e isso é inadimissivel. Apesar de que a função dele nos tempos de Ministro, já era essa, defender a bandidagem, a diferença é que agora é mais explícito.

  42. Beto Varella

    -

    24/05/2012 às 22:16

    Seu comentário é ofensivo e não será publicado.

  43. Luiz Pereira

    -

    24/05/2012 às 22:05

    Setti,
    Talvez a coisa devesse passar pela obrigação deste tipo de delinquente ser atendido dela Defensoria.
    Mas aí, além do delinquente dizer que estaria sendo cerceado na escolha de seu advogado, tb poderia argumentar que já estaria sendo condenado de antemão.
    Obrigar um advogado medalhão a trabalhar pro bono também não funciona.
    Só resta mesmo a consciência (ou falta de) do advogado renomado de que associar seu nome a pessoas do quilate de um Cachoeira não pega bem.
    Mas, em um país como o nosso, em que os valores morais políticos e tudo a ela relacionado, estão dissolvendo, parece que Marcio só pensou nos 13 milhões, e não no mal que isso causa ao país.
    Ele vai trancar esse processo. E todos os bicheiros e quejandos vão procurar sua banca, pois o crime compensará.
    abs

  44. Fernanda Gonçalves

    -

    24/05/2012 às 21:46

    Por que vocês acham que a Delta gravava as telas, postagens nas redes sociais, emails, internet, planilhas, pen-drives, programas e monitorava tudo com aquele software LanEmpresa?

  45. jose afonso

    -

    24/05/2012 às 21:35

    Ótimo, muito bom o artigo.

  46. Sidney

    -

    24/05/2012 às 21:30

    Como advogado também comungo desse questionamento, principalmente em se tratando de um ex-ministro da justiça. A OAB deveria se posicionar e se não faz é por puro corporativismo. Reclamam dos médicos e juízes, mas os advogados também são corporatviatas.

  47. Jose sobrinho

    -

    24/05/2012 às 21:23

    Estas respostas certamente não virão da Ordem. O problema foi, que Marcio Thomáz, se envolveu em uma teia feita pela APEDELTA, que o está empurrando para o lixo da história como advogado famoso que fora a algum tempo atrás. Hoje, começaram os questionamentos que estavam faltando ser feito. Como um ex Ministro da Justiça pode defender un mafioso?. Por ordem do Capo, Márcio Thomaz, não que tenha alguma coisa a ver com o que está acontecendo, mas como homem de confiança do ApeDELTA, como disse anteriormente está se envolvendo até o pescoço neste imbroglio

  48. Creso

    -

    24/05/2012 às 21:12

    O lulla e PT precisavam de um Ministro da Justiça que fosse advogado CRIMINALISTA. O bom advogado conhece as leis, o grande advogado conhece os juizes.

  49. bereta

    -

    24/05/2012 às 21:09

    Iniciei, em fevereiro deste ano, Curso de Direito. Por ocasião da aula inaugural, fomos apresentados a uma ilustre desembargadora do Estado, que nos brindou com seus saberes. Falou muito sobre direito e sobre O DIREITO. Falou, falou e falou. Apos sua peroração, foi dada a oportunidade a nós, presentes, de nos manifestarmos. Não podendo perder aquela que seria minha última oportunidade, pois logo deixei o curso, perguntei aquela senhora se não estaria na hora de nos preocuparmos um pouco mais com as obrigações dos advogados. Na concepção da classe, a defesa deve ser feita, custe o que custar, não levando em conta os interesses da sociedade. Nem preciso dizer que meu aparte causou um mal estar geral. É que aprendi a pensar fazendo perguntas. Muitas delas, incômodas, claro. Tanto quanto as feitas por você, caro Setti. Perguntar ofende aos que tem culpa no cartório. Quando nosso propósito é justo, a luz se acende. Mas penso que a questão da justiça seja um enorme tijolo no sapato do cidadão do mundo. Não fora, Jesus não teria dito sobre os que tem sede de justiça. Já naquele tempo o problema se fazia presente. Está na hora, pois, e você está coberto de razão, e vestido com a armadura da coragem, de perguntar a esses ilustres senhores sobre certas defesas escancaradas, defesas que tentarão soltar os maiores inimigos da sociedade. Pior ainda, quando a defesa vier estribada na ideologia partidária. Afinal, presidente, governadores, prefeitos, enfim autoridades públicas, após o resultado das eleições, devem passar a condição de apartidários e sem ideologia. Utopia? Não! Condição sine qua non para que se processe uma gestão limpa e honesta, onde a verdadeira justiça social atinja a todos os que por ela clamam. No caso cachoeira, o país todo, em todos os seus quadrantes. Oxalá o tribunal de consciência comece a incomodar certos detentores de muito poder. Não o poder de nos azucrinar, mas o poder de servir, que é o maior de todos os poderes.

  50. Rolim

    -

    24/05/2012 às 20:54

    Muito oportuno Setti, bem postado seu magnifico questionamento. Agora, será que a OAB vai fechar essa porta que, de certa forma, os próprios componentes da direção da Ordem podem ser contratados pós gestão? Portanto, de notório interesse deles? De qualquer maneira você tocou numa ferida que nem foi aberta, mas deve ser inflamada a bem da ética e dos princípios morais da nossa República. Que se espalhe por todos os quadrantes e que outros, inclusive políticos, organizações livres da sociedade civil, façam coro á sua oportuna e necessária reflexão.

  51. bereta

    -

    24/05/2012 às 20:51

    Grandes questões, caro Setti. Grandes questões. São perguntas iguais a essas que trazem luz a uma questão gravíssima. O apóstolo Paulo, um dentre os maiores nomes do cristianismo, afirmou que todas as coisas lhe eram lícitas, mas nem todas lhe convinham. Tenho pensado nisso, principalmente no verbo convir. Conveniência de conformidade com as circunstâncias, dado o que ele sofreu, é provável que não terá sido o caso. Bastante difícil julgar ou analisar fatos narrados há mais 19 séculos. Porém, ficaram as palavras, que muito nos fazem pensar. Hoje, com total permissividade moral, fazemos o que nos dá na telha. O permissivismo permeou-se na filosofia comportamental e tudo passou a ser válido. Os resultados funestos se apresentam a cada dia. Não fazemos a triagem de nossas atitudes, de nossos pensamentos, de nossa responsabilidade. Quando é o dinheiro ou a ideologia, tudo o mais cai por terra. Tenho, porém, uma pequena história sobre o comportamento de um advogado, que tive a honra de ter por amigo. Chamava-se Ezenir Ducatti, gaúcho de boa cepa. Estando eu na pré-sala de seu escritório, pois precisava de seus serviços, ouvi dele, frente a uma mãe que implorava que interferisse na soltura de seu filho, que já tinha passagem pela polícia:- Não insista, minha senhora. Sei que como mãe, a senhora quer seu filho na rua. Não vou aceitar seu caso. Eu estaria sendo desonesto, pois haveria honorários e seu dinheiro teria sido gasto inutilmente. Ele só sairá da prisão após o julgamento. Não há como soltá-lo agora. E ele não sabia que eu estava a esperá-lo. Foi honesto por ser honesto, com ou sem testemunhas. É certo que deve ser daqueles advogados que já ganharam o reino dos céus. Morreu pobre, desnecessário dizer. Para os cínicos, ele foi um trouxa. Afinal, ganhar dinheiro é da profissão. Um Marcio Bastos, em que pese a extraordinária “capacidade jurídica”, quando advoga um caso igual ao do carlinhos cachoeira, gera conflito de interesses. Quem poderia, diante dos fatos, negar que ele tenha sido nocivo ao país, quando ministro da justiça? Os bastidores não são visitados pela maioria dos jornalistas. Não estou voltando meu indicador para a cara do senhor ex-ministro. Tanto quanto você, faço apenas perguntas. Ou teria sido ele um ilustre convidade, justamente pela moral flexível que apresenta hoje, e que já era de sobejo conhecimento dos petistas daquela época? Certo que não são apenas os petistas que se enrolam no capinzal da desonestidade, mas…. é pelo dedos que se conhece o gigante. Gigantes morais é o que não falta nas hostes governistas. Eu diria, gigantes ideológico-financistas!

  52. Marcos Aurelio

    -

    24/05/2012 às 20:50

    SETTI:

    Querer cobrar ética do PT é o mesmo que querer secar gelo, entende?? Só uma pergunta: COMO PODE UM EX-MINISTRO DA JUSTIÇA QUE QUANDO MINISTRO ACONTECEU TODAS AS FALCATRUAS DO CACHOEIRA, NO MANDATO DO DOTÔ(SIC) LULA E AGORA O EX-MINISTRO NADA MAIS É QUE O ADVOGADO DO DIABO?? SE AS CONTAS DO CACHOEIRA ESTÃO TODAS BLOQUEADAS?? DE ONDE SAIU OS $$$ 15 MILHÕES PARA PAGAR O ANTIÉTICO EX-MINISTRO $$$?? OU TEM PARTIDO POR FORA PAGANDO O SILÊNCIO DO CACHOEIRA?? COM A QUEBRA DO SIGILO DÁ PARA VER DE ONDE SAIU ESTA DINHEIRAMA??

  53. Rommel

    -

    24/05/2012 às 20:47

    Discordo. Por esta visão, o Dr. Adib Jatene, ex-Ministro da Saúde, não poderia também cobrar os altos valores que sempre cobrou pelos seus competentes serviços se o paciente fosse suspeito de qualquer delito.

  54. dimas thomas

    -

    24/05/2012 às 20:41

    Caro Setti,
    tive a oportunidade de entrevistar o Dr. Evandro Lins e Silva para um documentário comemorativo dos 70 anos da OAB Nacional e para outro audiovisual sobre Ética na Advocacia. Nunca me esqueci da resposta do saudoso Jurista quando perguntei como deveria se comportar o advogado no exercício da profissão: “o Advogado há que ser ético, nem que seja por velhacaria”, respondeu o ilustre brasileiro, parafraseando – se não me falha a memória – um jurista italiano…e logo em seguida, emendou: “advogar é apenas o exercício da razoabilidade”…não é razoável aquela cena de um advogado militante da justiça defendendo um contraventor. A OAB bem que poderia obrigar cada advogado a dar publicidade aos contratos assinados com seus clientes, pois identificar a fonte pagadora é também uma questão ética. Dimas Thomas – Brasília-DF

  55. Santos

    -

    24/05/2012 às 20:12

    Seria interessante se a CPI pudesse quebrar o sigilo bancário do advogado do Cachoeira para saber o por quê de ter cobrado milhões para defendê-lo. Como ele pretende gastar boa parte deste dinheiro que cobrou. Em geral o preço dos serviços são formados por tudo o que vai ser gasto para a prestação do seviço, em seguida acrescenta-se uma margem de lucro. O advogado deveria explicar porque cobrou um preço que daria para cobrir a folha de pagamento de uma grande empresa de advocacia por durante anos. Até agora o serviço milionário se presta apenas a ensaiar o cliente para que fique calado e sorria para a platéia.

  56. augustodini@hotmail.com

    -

    24/05/2012 às 20:07

    Caríssimo, meu pai também morreu. Será justo a gente pedir de volta a despesa com as funerárias??? Afinal elas lucraram com o enterro, a desgraça e a dor de nossas famílias… Tem muito tempo que não leio um raciocínio tão estúpido como o seu…

    E já faz algum tempo que um leitor não me envia um comentário tão grosseiro como o seu. e ainda me chama de “caríssimo”…

  57. Roberto Dimas Batista

    -

    24/05/2012 às 19:54

    Não publico bestialógicos.

  58. joaquim

    -

    24/05/2012 às 19:53

    BOM SERIA SE O PRESIDENTE DA OAB E A CNBB, E A CLASSE DO POVO QUE REPUDIA A CORRUPÇAO NESTE PAÍS, PUDESSEM AO MENOS ESTÁ PRESENTE NA CPI MISTA PRA ASSISTIR A TUDO DE PERTO.

  59. Auri Dantas

    -

    24/05/2012 às 19:32

    Parabéns! Muita coerência, clareza, concisão e prudência na matéria. Quanto aos advogados tem ainda a questão da revista quando da visita aos seus clientes, principalmente os grandes bandisdos como traficantes. Se a corregedora do CNJ falou dos togados, imaginem o que dizer dos advogados. Existem problemas dentro da OAB, porém a inércia e o corporativismo parecem ser barreiras intransponíveis.

    Obrigado pelos parabéns, Auri.

    Volte sempre ao blog.

    Um abração

  60. francisco alexandre silva

    -

    24/05/2012 às 19:11

    Um ex-Ministro da Justiça, que atrapalha a justiça!

  61. mario

    -

    24/05/2012 às 19:02

    Esse ministro petista é aquele do “top top” do acidente da TAM, ou seja, que tipo de ética ele pode ter. Com certeza para ele dinheiro é dinheiro e não importa a origem.

  62. wilson volpato

    -

    24/05/2012 às 18:59

    Muito oportunos os questionamentos. O articulista nem precisaria ser reticente; poderia ser bem mais curto e grosso. Acho uma vergonha. Mas quando o Márcio T Bastos demonstrou ética ? Quando deslavadamente urdiu a defesa dos mensaleiros, usando o cargo de Ministro? Ele não deveria demonstrar isenção, no exercício do cargo ? Ademais, esse negócio de não falar está com uma interpretação grosseira demais; não responder nem
    bom-dia é um desrespeito à instituição e um escárneo contra o povo, que é muito mais ético que o Sr. Ministro.

  63. Dina Marcoleti

    -

    24/05/2012 às 18:51

    Uma questão há muito tempo pertinente.
    O mesmo vale para ex-Secretário da Receita Federal que vira consultor das empresas que antes fiscalizava.
    Recebe honorários, eventualmente pagos por recursos não contabilizados, cujas manobras contábeis o ex-fiscal de impostos conhece de ofício e, mais do que isso, conhece as limitações e brechas do órgão público que anteriormente dirigira.
    O mesmo valendo para ex-presidente e diretores do BC.
    No caso do Bastos, a questão está mais do que clara. Ninguém melhor do que ele para equacionar o imbróglio, sem permitir que o depoente venha a implicar a cúpula da governança atual e anterior.

    Sim, Dina, você tem razão. O post se concentrou nos advogados por causa do que está ocorrendo na CPI, mas, sem dúvida, altos funcionários do Estado teriam quer seguir normas éticas mais rígidas do que as que existem — sim, elas existem. São elas que determinam as “quarentenas”, mas elas são excessivamente permissivas, a meu ver.

    Abraço

  64. sérgio

    -

    24/05/2012 às 18:46

    Esse cara Marcio Bastos, que sempre defendeu corruptos e bandidos bem aquinhoados. Por incrível que pareça, foi Ministro da Justiça da República Brasileira. Poque será? Só nesse país onde ética, moral e vergonha na cara, estão na latrina.

  65. Tuco

    -

    24/05/2012 às 18:40

    .

    As instigantes perguntas do
    Grande RSetti nunca terão
    respostas… É assim que é.
    Para atender a demanda puros
    preceitos deverão ser feridos.
    É assim que é.
    No campo das ideias – no caso
    concreto -, sequer “bloquear”
    bens de Cachoeira resolve: o
    PT pagará a conta! Afinal, o
    que mais é o “réu” além de um
    super laranja e um primoroso
    arquivo dos crimes perpetrados
    hodiernamente (e aqui contemplamos
    todos os partidos políticos)?
    Nessa causa, em tese, MTB trabalha
    de graça!


    .

  66. Luiz

    -

    24/05/2012 às 18:37

    QUINZE MILHÕES DE REAIS!!! calam quase todas as consciências, impedem discussões, reflexões; ética??? o que é isto???. Origem do dinheiro??? deixa pra lá!!! Márcio Thomas Bastos continua fazendo agora o que fazia no Ministério da Justiça. INJUSTIÇA. Onde estás OAB???

  67. CLAUDIUS

    -

    24/05/2012 às 18:28

    Usar a máquina pública em proveito pessoal para o exercício da advocacia não é advogar. É pratica sicofanta. Não pertence ao rol de todos os meios de provas em Direito admitidas.
    Para uma liberdade condicional com ou sem fiança os advogados dos fracos e oprimidos, às vezes, tem que esperar dias para uma certidão. O Bastos consegue com um telefonema qualquer documento do Estado. O sabujo entrega no seu escritório. Isto não é exercício da advocacia e sim velhacaria.
    Grande Ricardo Setti a maioria esmagadora dos advogados são éticos. Uns exigem dos outros que sejam corretos. Muitos chegam a dizer que a Classe é desunida. Nada disto. Não se unem para fazer coisas erradas ou as aceitam.

  68. Simone Mazotti

    -

    24/05/2012 às 18:27

    Não publico seu comentário porque o jornalista em questão não está aqui para se defender. A revista já se pronunciou e tem se pronunciado suficientemente sobre o assunto.

  69. Eduardo Leão

    -

    24/05/2012 às 18:24

    Concordo com o sr. Ricardo Setti. Acho que nos casos de contraventores como esse tal de Cachoeira, deveria ser indicado um defensor público para defendê-lo.

  70. GlorInha de Nantes

    -

    24/05/2012 às 18:23

    Parece-me muito evidente : __ Petista militante e conselheiro do governo, o Ex-Ministro da Justiça atua no caso preparando as peças de acusação. E atua no mesmo caso coordenando a equipe de defesa. E isso significa muita coisa!
    .
    Ausência do respeito obrigatório, constitucional, à Justiça e Ética públicas. E do respeito devido a todos, por todos. A meu ver, ESCÁRNIO e AGRESSÃO a todos os brasileiros. E RUPTURA ABRUPTA de contrato social.
    .
    Uma temeridade, a intimidação e a mensagem explícita de autorização da transgressão! Rumo ao autoritarismo?!

  71. joaquim

    -

    24/05/2012 às 18:23

    Já tivemos problemas com: Mensalâo, correios, sanguessugas, e vÁrios outros escanda-los de corrupçao deste pais, desde a época de lula pra ca só tamos ouvindo falar em corrupçao, e, agora; como que nao basta-se, me aparece delta e cachoreira no cenário da corrupçao novamente, até quando o povo que acorda cedo pra trabalhar enfrenta uma luta até chegar ao serviço e sofre ainda com as péssimas condiçoes do serviço público e infraestrura, vao ficar assistindo isso. ME AJUDA AI! JÁ NAO AGUENTO MAIS VE ISTO!

  72. Ismael

    -

    24/05/2012 às 18:11

    Vamos imaginar um advogado viciado defendendo um notório traficante. Pegaria melhor ser um ex-viciado, dado que alguém ainda envolvido com a droga tende a não ser levado a sério.
    Sendo entretanto o Márcio Tomaz Bastos ainda muito ligado ao PT e sendo o PT o partido do governo que mais verbas emenhadas tem com a Delta, fica difícil explicar porque Carlinhos Cachoeira escolheu-o como advogado, a não ser que queira inspirar ainda mais ilações da culpabilidade do partido do governo e seus aliados na sua organização criminosa. Ou, por outro lado, Márcio seja uma indicação de fora, isto é, de um ex parceiro da organização, muito poderoso e que esteja dando um claro recado das linhas demarcatórias onde o criminoso Cachoeira deva respeitar. Márcio Bastos é uma espécie de olhos, ouvidos e boca do bicheiro para garantir que nada atinja a verdadeira organização criminosa que domina o Brasil: o PT.

  73. toninho malvadeza

    -

    24/05/2012 às 18:09

    O que mais constrange ,é o fato do ex Ministro ser petista atuante.

  74. Edson Nordi

    -

    24/05/2012 às 17:42

    Concordo com o Andre. Ainda mais quando se trata de um ex-ministro da justiça. Sempre questionei este ponto. É etico ? É Moral ? Esta dentro da razoabilidade das duas perguntas anteriores ?

  75. Luiz Carlos

    -

    24/05/2012 às 17:35

    Até que enfim alguem tocou nesse ponto.Tomara que os bens do Cachoeira sejam bloqueados, para que o ex ministro fique com uma cara tacho – como se diz lá em Tietê – pior do que aquela que se viu ao lado do contraventor na CPI.

  76. Vera Scheidemann

    -

    24/05/2012 às 17:24

    Considero a defesa do Cachoeiro pelo Márcio
    T. Bastos, ex-ministro, frize-se, altamente
    constrangedora.
    Vera

  77. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    24/05/2012 às 17:19

    Amigo Setti:
    Não sou advogado! suas perguntas todas pertinentes.
    Sugestão – colocar a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU – 1948,como um código de ética para ser seguida por todas profissões,empresas,instituições governamentais/não governamentais,religiões,governos,cidadãos…todo mundo!
    É um código de ética – sem religião,sem partidarismo,sem ideologia – apenas um comportamento ético para seguirmos e sempre violados.
    Ao Dep. Miro Teixeira e a todos que assinaram o pedido para Carlinhos Cachoeira fosse logo inquerido(devemos saber o nomes de todos) – deveriam pedir DESCULPAS PUBLICAS ao Presidente e Relator da CPI que pediam calma – deveriam ouvir a todos os investigadores,ouvirem e lerem antes todas as provas e conversas telefônicas para se prepararem melhor ao enfrentarem o Capo de todos os Capos.Resultado desmoralizados os Paladinos da Lei e da Ordem,nunca confiei em Paladinos e continuo a não confiar.
    A Imprensa é outra que deveria humildemente pedir Desculpas Publicas ao Presidente e Relator da CPI – cobravam por editorias,jornalistas a ida imediata de Carlinhos Cachoeira ” Sem depoimento imediato de Carlinhos Cachoeira ,a CPI cheira a Pizza…”
    Ao Presidente e ao Relator da CPI do Cachoeira meus respeitos,aos outros meu protesto e desprezo,exibição demagógica e hipócrita de busca da verdade – aliás querer o quê – é o comportamento de Todos os Paladinos em Defesa da Moral e Bons Costumes,da Família e UFA! da Lei e da Ordem.
    Abraços e desculpa qualquer excesso no desabafo.
    Pedro Luiz

  78. Sel

    -

    24/05/2012 às 17:06

    Olá, Ricardo! Estou no segundo bimestre do curso de Direito. Não entendo nada de nada – ainda. Mas este foi o meu primeiro questionamento quando soube que o ex-ministro da Justiça é o advogado do Sr. Carlinhos Cachoeira. Achei um tanto contraditório. Se não, hilário. Pra falar a verdade… Me senti uma idiota (como cidadã) tendo um ex-ministro como defensor de um suposto criminoso.

  79. Mairalur

    -

    24/05/2012 às 16:54

    Além de tudo isso, Setti, é a indisfarçada certeza que temos nós, simples mortais, de que esses advogados atuam mais para preservar outrem, do que para propriamente defender seus constituintes. Esse é um caso típico, lamentavelmente, envolvendo um advogadão, antes sempre admirado por seu passado e atuação.

  80. André

    -

    24/05/2012 às 16:48

    Excelente. Uma reflexão urgente e necessária.

  81. jefff

    -

    24/05/2012 às 16:28

    A OAB ao contrario de outras conselhos profissionais CREA, CRM, CREFITO, CRECI não faz licitação para suas compras com a justificativa de que é um orgão de classe antigo e especial. Não vejo nada de especial nessa caixa preta vestuta chamada OAB.

 

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