01/04/2012
às 19:15 \ Política & CiaCarlos Brickmann: A divina comédia
Uma vez mais reproduzo algumas notas da excelente coluna do jornalista Carlos Brickmann publicada em cinco jornais.
. . . . . . . . . . . . . .
A DIVINA COMÉDIA
Os novos pobres
Do senador Cyro Miranda, do PSDB de Goiás, aquele parlamentar que acha que os congressistas brasileiros são muito mal remunerados:
“Tenho pena dos que vivem com R$ 19 mil”. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, fazem parte das classes A e B as famílias com renda mensal superior a R$ 4.591.
Cyro Miranda, como senador, deve fazer parte da classe especial.
Nem sonhar
A possibilidade de que Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, seja vice na chapa de José Serra à Prefeitura de São Paulo, é zero. Meirelles pretende dedicar-se a coisa de peso na iniciativa privada: comandará a presidência do conselho consultivo da J&F, holding controladora da JBS (frigoríficos), Banco Original, Flora (Higiene e Limpeza) e Eldorado (Papel e Celulose), o que significa que orientará o estabelecimento de estratégias e metas para todas as empresas do grupo.
Seu partido, o PSD do prefeito Gilberto Kassab, caminha para aclamar como candidata a vice de Serra a atual vice, Alda Marco Antônio, com elogiado trabalho como secretária de Assistência e Desenvolvimento Social.
Primeiro de abril!
A presidente Dilma Rousseff diz que não permitirá “esse negócio do toma lá dá cá” em sua administração.
Perfeito: o que ocorre é exatamente o contrário.
Lá e cá
O provável candidato do PSDB à sucessão presidencial, senador Aécio Neves, finalmente fez um discurso de críticas ao Governo Federal. Segundo Aécio, o Governo está parado. É possível; só que a oposição fez questão de parar junto.
O que é, o que é
Do jornalista Mário Marinho, comentando um dos aspectos do caso do senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás:
“O senador Demóstenes Torres é sócio desde 2008 do empresário Marcelo Limírio na Nova Faculdade, de Contagem, Minas. Em outro empreendimento, o Instituto de Ciências Farmacêuticas, Limírio é sócio de Andrea Aprígio de Souza, ex-mulher de Carlinhos Cachoeira. O primeiro suplente de Demóstenes no Senado, Wilder Pedro de Morais, é ex-marido de Andressa, hoje casada com Carlinhos Cachoeira.

Esta família é muito unida. E também muito ouriçada. Brigam por qualquer razão. Mas acabam pedindo perdão... Pirraça pai! Pirraça mãe! Pirraça filha! (Foto: Divulgação)
“Pergunto: qual o nome do programa de televisão: Laços de Família? A Grande Família? Você decide”.
Definido
Há forte pressão dos candidatos do DEM nos vários Estados para que o senador Demóstenes Torres, de Goiás, se afaste (ou seja afastado) do partido. Motivo (que, obviamente, não é o problema ético): as acusações contra Demóstenes, verdadeiras ou falsas, respingam no partido e prejudicam seus candidatos em todo o país.
Na cúpula do DEM, quem articula uma solução é o senador José Agripino Maia. Mas não pretende atuar sozinho: quer receber o apoio da Executiva.
Tags: Aécio Neves, Alda Marco Antônio, Banco Central, Carlinhos Cachoeira, DEM, Demóstenes Torres, Dilma Rousseff, eleições paulista, Gilberto Kassab, Henrique Meirelles, JBS, José Agripino Maia, José Serra, senador Cyro Miranda, Wilder Pedro de Morais





























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3 Comentários
carlos nascimento.
-02/04/2012 às 11:30
Ricardo,
A pergunta que não quer calar ? Quantos Demóstenes Cachoeira Torres ainda estão largados por ai ? Quem se habilita em destravar os grampos ?
Think tank
-02/04/2012 às 8:53
Está cada vez mais difícil sustentar a MEGA farsa tupiniquim, espera se que a estas hora do campeonato nem os mais idiotas consigam ver a diferença entre os partidos e muito menos entre os candidatos, pois não há diferença, são todos saqueadores do futuro da nação. Tantos fatos que já tivemos e tudo indica que o “sacrifício” simbólico do Demóstenes mais uma encenação, não será um ato para o bem da nação, mas para preservar o status quo, oassalto aos nossos impostos, dar continuidade à esta aberração.
Osvaldo Aires
-02/04/2012 às 4:41
Caro Osvaldo, peço que não envie quatro, cinco, dez vezes o mesmo comentário, tá?