Blogs e Colunistas

28/12/2011

às 17:47 \ Política & Cia

As privatizações e o bem que fizeram ao Brasil voltam ao debate — e isto é muito bom

Covas e FHC

Covas e FHC

Publicado originalmente em 13 de outubro de 2010

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

Poucas vezes o eleitorado de São Paulo foi submetido a uma dose tão maciça de demagogia quanto a que lhe aplicou em 2002 o então candidato do PPB ao governo estadual, Paulo Maluf. A peça-chave da propaganda malufista de então consistia numa guerra contra os pedágios cobrados nas rodovias estaduais geridas pela iniciativa privada, graças a um programa de concessões iniciado no primeiro mandato (1995-1999) do falecido governador tucano Mário Covas.

COVAS E FHC PERDERAM A BATALHA DA COMUNICAÇÃO – O programa teve resultados extraordinários, mas Covas, mesmo sendo um excepcional quadro da política brasileira, não venceu plenamente junto à opinião pública a batalha da comunicação nessa questão, como em outras ligadas à concessão de serviços ou à privatização de empresas.

Não venceu porque nunca se deixou convencer de que isso era fundamental para o sucesso, a longo prazo, dos programas.

Com o presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) ocorreu o mesmo. Isso fez desaparecer a questão da privatização da campanha presidencial de 2002, na qual José Serra (PSDB), no confronto com Lula (PT), fugia dela como o vampiro da luz do sol, da mesma forma como procedeu o tucano Geraldo Alckmin contra o então presidente Lula, quatro anos depois.

Agora, graças à coragem do ex-governador e senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves (leia aqui), o tema está recolocado na mesa.

A demagogia petista, que demoniza as privatizações como “venda a preço de banana do patrimônio público”, continua. Mas Serra já não foge mais do assunto: conseguiu até falar no progresso espetacular alçado pela telefonia — graças à privatização — em seu debate de domingo com a presidenciável Dilma Rousseff (PT). Isso é bom para o país.

PREJUÍZOS NA COSIPA, FARRA NA PETROBRÁS – Ele poderia ter ido muito mais longe. Lembrar exemplos tenebrosos, como o da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), estatal federal situada em Cubatão (SP), que em 1993, um ano antes da primeira eleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, dava um prejuízo diário de 1 milhão de dólares aos cofres públicos.

Ou da farra que havia na Petrobrás, que, também nessa época, chegava a recolher mensalmente ao fundo de pensão de seus funcionários, o famoso Petros, dez vezes mais do que a contribuição do próprio funcionário.

A empresa estava, então, voltada antes de mais nada para os interesses dos próprios funcionários, num processo de corporativismo em que seu Conselho de Administração era composto por quadros da própria empresa, sem autonomia alguma em relação a ela – a raposa tomando conta do galinheiro.

Deixou de falar no setor siderúrgico, que, desestatizado, é um dos mais competitivos do mundo, deixou de dar prejuízos, cria empregos, projetou-se para o exterior – empresas brasileiras possuem siderúrgicas até nos Estados Unidos –, engorda os cofres públicos com impostos generosos e a balança comercial brasileira com um enorme volume de exportações.

Os bons exemplos do sucesso das privatizações dos ex-presidentes Itamar Franco (1992-1995) e Fernando Henrique são incontáveis.

Rodovia dos Imigrantes

Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo

PEDÁGIOS, SIM, MAS ESTRADAS DE PRIMEIRO MUNDO – Em São Paulo, o processo de concessões de rodovias que Maluf atacava como o símbolo do Mal não se realizou na escuridão nem em gabinetes fechados. Antes de entrar em vigor, foi longamente discutido com diferentes setores e devidamente aprovado pelos representantes eleitos pelo povo na Assembléia Legislativa. Depois, os respectivos contratos, válidos por 20 anos, foram regularmente aprovados pelo Tribunal de Contas.

O resultado foi que o estado de São Paulo, que já dispunha da melhor malha viária do país, passou a oferecer aos cidadãos, com as estradas sob concessão, rodovias ainda melhores, com padrão de Primeiro Mundo: pistas seguras, sinalização perfeita, manutenção permanente e de boa qualidade, socorro gratuito aos motoristas.

Quem ainda não conhece e percorrer a nova pista da Rodovia dos Imigrantes, que já tem oito anos de uso, por exemplo, pode julgar que está sonhando – que viaja em uma estrada da Alemanha ou do Canadá.

PAGA QUEM USA – Os contratos que os governos Covas (1995-2001) e depois Alckmin (2001-2007) assinaram  com as empresas privadas foram rigorosos quanto a prazos, exigências de novas obras e impacto ambiental.

Além disso, desde que o programa começou, o governo deixou de investir nas estradas privatizadas algo como 12 bilhões de reais, que puderam ser alocados para áreas fundamentais para a vida da população, como segurança pública, educação e saúde.

Evidente e inevitavelmente, o programa não alcançou a perfeição divina: empresas concessionárias ergueram mais rapidamente praças de pedágio do que passarelas de pedestres, por exemplo. Nada que não possa ser resolvido, e vem sendo, pela agência reguladora paulista.

Mesmo assim, Maluf, no desespero de chegar a um governo que antes só alcançara pela via biônica, prometia horários com pedágio livre e, contraditoriamente para alguém que se diz favorável à iniciativa privada, concentrava suas baterias num programa que teve, no nascedouro, uma lógica simples e justa: quem paga pelas estradas, via pedágio, é quem delas se utiliza, e não a sociedade inteira, via impostos.

Maluf: a peça-chave da propaganda consistia numa guerra contra os pedágios nas rodovias estaduais

Maluf: a peça-chave da sua propaganda consistia numa guerra contra os pedágios das rodovias estaduais

ATÉ A CHINA E O VIETNÃ FAZEM – O eleitorado durante um tempo se sensibilizou com as promessas de Maluf já que, como mencionei, Covas não dedicou energia suficente para explicar as concessões de estradas e privatizações propriamente ditas que empreendeu, como a da Companhia Energética de São Paulo (CESP). Na campanha eleitoral, seu sucessor, o governador Geraldo Alckmin, teve que correr atrás do prejuízo – e acabou vencendo as eleições.

Com o governo de FHC não foi diferente – foi, na verdade, até pior. A privatização, um poderoso instrumento gerador de riquezas e de transformação econômica e social, que tornou dinâmicas e competitivas economias que caíam pelas tabelas nos anos 70, como as da Itália e do Reino Unido, e lançou no século XXI países que chochilavam à margem da modernidade, como a Espanha, tornou-se, pela propaganda dos adversários, um crime de lesa-pátria.

Quanto até países comunistas como a China e o Vietnã haviam descoberto a privatização como maneira de gerar riqueza, crescimento econômico, modernidade tecnológica e empregos – fora o aumento na arrecadação de impostos –, aqui vivíamos um clima pré-queda do Muro de Berlim.

SEM “CAPITALISMO POPULAR” – Cada leilão nas bolsas de valores virou uma batalha campal, com a polícia precisando conter manifestantes e baderneiros agredindo empresários e executivos. O processo, além do mais, tropeçou em erros graves.

Houve suspeitas de favorecimento, não comprovadas na Justiça mas que municiaram e ainda municiam os críticos. (Por falar nisso, no governo do ultracrítico PT de Lula, mudou-se uma lei séria, a Lei Geral das Telecomunicações  –lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997 –, unicamente para favorecer uma fusão, que a legislação, até então, sabiamente impedia, de dois gigantes do setor).

Margaret Thatcher na capa da revista Time, em 1979

Margaret Thatcher na capa da revista Time, em 1979

O erro principal talvez tenha sido a prioridade que se deu à transferência dos serviços ou empresas do estado para grandes grupos, especialmente estrangeiros, com capital e capacidade gerencial e tecnológica inquestionáveis, mas com isso abandonando a possibilidade de pulverizar as ações entre os consumidores e criar, assim, um embrião de “capitalismo popular” como fez Margaret Thatcher a partir do final dos anos 70 no Reino Unido.

Outro foi o momento escolhido para destinar ao abatimento da dívida pública os enormes recursos obtidos – destinação correta, tecnicamente, mas que se deu num período de explosão da taxa de juros, que terminaram por devorar rapidamente a dinheirama.

 

ACUSAÇÕES COMO A UM CRIMINOSO – Não é de estranhar, pois, que uma vez mais na atual campanha a privatização tenha virado anátema para os candidatos da oposição, de Serra aos aspirantes a governos estaduais. No debate da Band, Dilma “acusava” Serra de haver participado de privatizações altamente benéficas para o país com o tom de quem ataca um criminoso.

Graças à coragem do senador Aécio Neves, contudo, o tema que o PT conseguiu amaldiçoar durante oito anos voltou ao palco dos debates.

Isso, repito, é muito bom.

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

Envie um comentário

O seu endereço de email não será publicado

110 Comentários

  • Gleiser Keilart

    -

    26/9/2014 às 16:25

    Maluf é um ****** de 1° qualidade! Mas sempre foi contra as privatizações e pagamento de pedágios!! Mário Covas foi um excelente politico!! Pessoas como eles nunca irão existir!!

  • Sebastiao

    -

    3/1/2013 às 14:56

    Falam tanto, metem o pau, mas pelo que vejo, dormem na cama construida com a privatização. É sempe assim. A Vale por exemplo gerou tantos empregos que este governo e os petralhas vivem se elogiando, dizendo que nunc se criaram tanto empregos assim. Arrecadação, dizem qe nunca foi arrecadado tanto, e é verdade, só que ees não dizem que são frutos daquilo que endemonizam tanto. E é ito mesmo ERASMO. Vc. falou pouco, mas folu tudo. Estatai são cabides de empregos de afilhados políticos.

  • antonio erasmo dias filho

    -

    4/4/2012 às 11:20

    Empresa estatal serve para empregar apadrinhados, preguiçosos, mal humorados,corruptos etc. Qual o benefício de um banco como o banco do brasil, o que é feito nele que não se faz em qualquer banco privado com mais rapidez e agilidade. Chega de demagogia a privatização é essencial para acordar este gigante adormecido.

  • Antunes

    -

    26/1/2012 às 10:24

    Fora Dilma, Fora Dilma, não aguentamos mais, o Brasil é atraso, é favela, alta carga tributaria, o empresário não tem vez no Brasil, ou parte para a sonegação ou se ferra em meio a tantos impostos indevidos, e não justificados na pratica, no Canada cobra-se 5% de impostos sobre produtos em geral exceto generos alimenticios de primeira necessidade que é ISENTO de impostos, enquanto no Brasil paga-se 17% em QUALQUER GENERO. Isso é roubo, esse pais é totalmente atrazado, nao da chance a quem quer montar uma empresa, só a tramitação dos papeis iniciais de uma empresa demoram 6 MESES para ser concluidas na Junta Comercial, enquanto nos Estados Unidos leva-se 5 dias para ocorrer o mesmo processo.

  • Rogério

    -

    5/1/2012 às 9:47

    TEM QUE PRIVATIZAR TODAS AS RODOVIAS FEDERAIS QUE SÃO UMA BOSTA TRANSAMAZONICA É A PIOR DELAS NAO PASSA CARRO SO CAMINHAO E PICKUPS 4X4 AS RODOVIAS BRS NO PIAUI E NO MARANHAO SAO SOH CRATERAS TODA VEZ QUE VOU PRA FORTALEZA DE CARRO EH UM SOFRIMENTO FORA O RISCO DE SER ASSALTADO. EH MELHOR PAGAR PEDAGIOS DO QUE VE ESSES CARALIU ROUBANDO A GENTE,

  • Ismael

    -

    3/1/2012 às 16:14

    As estatais sempre foram um dos canais de transferencia de renda do estado para as elites de apaniguados. E ainda são. O maior exemplo é a Petrobras, que se fosse administrada com transparência teria suas ações mais valorizadas. O BB é outro antro de corrupção, estáaí de volta o Senador Jader Barbalho, que pegou uma dinheirama do BB pra finaciar um ranário inexistente, pra comprovar. FHC foi e é muito querido pela população. Ele sai às ruas de higienópolis sem medo de mostrar a cara, já Lula não comparece em público desde que deixou a presidência.

  • Alexandre Costa

    -

    30/12/2011 às 11:28

    Concordo com a Teresinha:”Cabe ao PSDB ser mais didático, é de esclarecimento que a população precisa!” O problema é que parece que não tem explicação.Já são 20 dias desde a publicação do livro do Amaury e nenhuma explicação – o balbucio da filha do Serra foi patético e mentiroso -,nenhum processo movido na justiça, o silêncio constrangedor da grande midia. Ou o Psdb coloca o Serra no ostracismo, ou então o Pt vai governar até 2018.

  • hippie sujo da esquerda festiva

    -

    30/12/2011 às 9:51

    Mario Covas faz muita falta…
    Em tempo, Ricardo você concorda com a inclusão do Geraldo Alcmim na eleição do ” Homem sem visão do Ano ” ? Para mim o Alckmim foi um bom governador, discipulo do Covas e não merecia isso. Quem faz esse tipo de coisa com ele é hippie sujo da esquerda festiva disfarçado. Pelo menos é a minha opinião, qual é a sua ?

    Caro hippie, o colunista está em férias. Feliz 2012 para você.

  • Liana

    -

    29/12/2011 às 16:50

    Errata:exceção da verdade

  • Liana

    -

    29/12/2011 às 16:43

    FHC pegou o país como a oitava economia do mundo e
    deixou o governo com o país em décimo quarto lugar.
    Onde foi o dinheiro das privatizações?
    Esta é a pergunta que não quer calar.
    Pq Serra não processa o Amaury,estará com medo da
    excessão da verdade?
    Pelo que lí na imprensa o Serra pediu que o PSDB
    tome esta atitude.
    Mas, o livro não fala do PSDB,e, sim de pessoas vinculadas ao Serra.
    Já escreví aqui uma vez e repito, o nome FHC causa
    ogeriza no povo brasileiro.É sinônimo de arrojo,desrespeito ao trabalhador,aos aposentados,às universidades.É persona de triste me
    mória.
    PSDB nunca mais!

  • fábio

    -

    29/12/2011 às 9:53

    Concordo com você. As privatizações foram ótimas para o Brasil e isso é inegável. Mas também não dá para negar que o processo em si foi muito nebuloso e controverso.

  • ALCIONE

    -

    29/12/2011 às 9:03

    Com tanta falta de hospitais, por ex., porque o FHC não licitou hospitais, estradas, hidrelétricas, etc. para que investidores comuns construísse e aí, sim, ganhasse o seu dinheirinho? Entregar o que já está prontinho a troco de banana… até eu quero!

  • ALCIONE

    -

    29/12/2011 às 8:59

    Um recado a Ana Carol: Talvez se a Sra. saísse da igreja e tirasse a venda, que pode ser que use (sabe, objeto parecido com aquele tapa-olho que os carroceiros usam para que o seu animal não se assuste…) poderia ter tomado conhecimento do que a P. Dilma estava fazendo, da sua juventude defendendo a nossa liberdade de opinião, de escolhas. Teria ouvido falar de que ela foi um ótima administradora. Que trabalhou para ganhar dinheiro e nunca se envolveu em esquemas de lavagem de dinheiro. A Dilma, cara tap…, provavelmente nem se dará ao trabalho de respondê-la, como fez com os id… que a acusavam e distribuíam panfletos apócrifos na campanha, por isso eu estou informando a sra. (com letra minúscula mesmo…) para que se recolha a sua insignificância. PS. Em 2012, 2014… vai dar PT. Se conforme. Uma parte do povo pode ser cega, mas é a minoria. Abraços e feliz 2012.

  • Rodrigo Prado

    -

    28/12/2011 às 22:00

    Não entendi porque esse assunto de privatização voltou a tona.
    Uma coisa é privatização é a melhora da prestação de serviço público pela iniciativa privada.
    Outro, é o ganho indevido de certas pessoas envolvidas na época. Será que é por isso que esse assunto veio a tona?
    Rodrigo, o Ricardo Setti está de férias.
    Por isso, republicamos os seus posts de maior audiência.
    Abraços,
    Equipe do blog

  • Teresinha

    -

    28/12/2011 às 20:45

    É muito interessante ler este artigo, assim como os comentários, após 1 ano.
    Não sei se os sonhadores do petismo ainda acreditam na capacidade de boa gestão. Foi-se 1 ano com elevado grau de corrupções, com início de processos de privatizações para os aeroportos graças a um governo totalmente emPACado.
    Volta a questão das privatizações do governo anterior, em mais um golpe baixo para efeito de campanha.
    Cabe ao PSDB ser mais didático, é de esclarecimento que a população precisa!

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    28/12/2011 às 20:41

    Amigo Setti:
    Divirjo totalmente de sua vião de Estado, poderia colocar os motivos pelos quais discordo,
    Minha sugestão – chamar pessoas que sejam autoridades no assunto – numa visão econômica e nunca partidaria.
    Exemplo – ao defender as Telecomunicações nas mãos do Estado,as respostas seriam as de sempre”Petralha” e até a antigo chavão histérico ” Comunista.”
    Uma sugestão – convidar a escrever um artigo sobre as Telecomunicações Estatais e hoje Privadas – o Professor Marcos Dantas Loureiro e com outra visão Mendonça de Barros como exemplo.
    Em minha sugestão cada um escrever de 2 artigos e finalmente abrir espaços para que nós possamos nos manifestar.
    É necessário que todos abdiquemos de partidarismo e usar o espaço como uma política de Brasil e não partidaria.Não é uma questão de querer PT ou PSDB,a questão é de aprendizado e cá entre nós – é uma política de Brasil que deveríamos debater.
    Fica a sugestão,Setti.
    Um grande abraço
    Pedro Luiz

  • NélsonX

    -

    28/12/2011 às 20:30

    Ricardo, o PSDB é tão fraco em propaganda que não soube nem defender os benefícios das privatizações. Como por exemplo a da telefonia. Aki no Rio Grande esses petralhas comunistas, dizem que hoje temos celular a vontade, é por causa do avanço das comunicações. Nem preciso repetir o qto a gente sofria prá conseguir uma linha de tlf qdo era tudo estatal. A Vale do Rio Doce, qdo foi privatizada o governo federal era detentor apenas de 19% das ações e vendeu em leilão 14% delas, ficando com 5% para render dividendos prô governo. Tou certo ou tô errado Ricardo…??

  • GlorInha de Nantes

    -

    17/8/2011 às 23:35

    ORAÇÃO DE BRASILIDADE CIDADÃ !
    .
    Tomara que, apesar do projeto de poder llullo-petista,
    o Brasil prossiga alimentando-se de ideais e idéias democráticas!
    Tomara que a fonte não se esgote!
    .
    Tomara que o Brasil
    ___ do bolsa-família, do corporativismo,
    dos marqueteiros, dos descalabros
    das corrupçōes governamentais,
    do aparelhamento do Estado
    ___ resulte!
    .
    Resulte em mega-hiper-maxi-master-macro-blaster movimento,
    na direção contrária, por mera Lei da Física!
    .
    Tomara que haja a necessária e suficiente intensidade das açōes
    de sentido e força opostos, apenas devido à inexorabilidade da existência!
    .
    TOMARA! AMÉM!

  • Gilberto

    -

    8/12/2010 às 17:02

    É a pior coisa que já aconteceu em todo o Brasil.Pois a Vale não dá tudo o que recebe para o Brasil.Parte tem de ir para quem é dono da Vale.Pois se vissemos o lucro deles e colocássemos o imposto igual ao lucro deles garanto que ninguém queria a Vale.Temos de saber que o lucro da Vale teria de ser para todos nós brasileiros e não para estrangeiros.Agora você diz que ela não ia bem quando pertencia ao Brasil.Mas é por causa das corrupções feitas em nosso país,garanto que quando era nossa os corruptos dos deputados enchiam os bolsos.Temos de acabar não vendendo nossas empresas,colocando quem sabe guia-la e aproveitar lucros para criar trabalhos.O Brasil precisa reconquistar suas empresas e com o lucro delas abrir mais empregos.

    A Vale paga hoje em dia mais em impostos ao Tesouro do que o governo ganhava em dividendos quando era seu principal acionista.

  • Michel

    -

    22/10/2010 às 23:02

    Quanto a ser democratico, não disse isso meu caro, pelo contrario, achei que sofreria restrições devido minha posição contraria… agora quanto a ser tendencioso, mantenho minha impressão quanto a revista Veja, se ainda não consegui ser claro quanto o que me fez ter essa impressão, só posso lamentar.
    Fico por aqui. Abraço

    Ninguém neste blog sofre qualquer restrição, de espécie alguma, por ter opiniões diversas das do blogueiro ou de outros jornalistas da revista. Em hipótese alguma. O que não publico são ofensas pessoais, ameaças ou palavrões.

    Um abraço.

  • Michel

    -

    22/10/2010 às 21:47

    … não me cabe divagar sobre a linha tenue que separa o nacionalismo do “ser patriota”, se prefere se deter em comentar apenas este ponto de minhas “divergencias”, isso só vem ratificar minhas percepções quanto o carater tendencioso da revista Veja e seus colaboradores…
    Viva a democracia!

    Não sei onde você viu caráter tendencioso no que comentei com você, Michel. Sou tão democrata quanto qualquer outro democrata, graças a Deus.

    Abraços

  • Michel

    -

    22/10/2010 às 20:47

    Caro,
    provavelmente não estamos falando da mesma cidade, ou talvez meu circulo social não faça parte dessa maioria esmagadora a qual você esta se referindo. Não falo de pesquisa ou indicadores, falo de vivência. Confesso que estou até curioso, gostaria de saber onde buscar essas pesquisas de opinião, para analisar os possíveis viesses e conflitos de interresse, pois não refletem a realidade.
    Mas com toda honestidade e parcialidade adquirida na carne, vivenciei a demissão em massa em minha cidade.
    Discordo quanto “governo não é pra ter empresa”, pois cuidar e gerar emprego dispensa comentários no que tange o papel do Estado nisso. Mas acredito nesses novos modelos de gestão organizacional, que preza por metas e resultados, com parcerias público-privadas, assim como é feito na petrobras, para isso acontecer não é nescessário vender um cia e não cabendo ao estado administra-lo.
    Claro que ainda somos muito incipientes neste modo de organização, é notório que mesmo na petrobras é nescessario ajustes, mas privatizar não é o caminho.
    Lamento seu pessimismo e falta de nacionalismo, por acreditar que apenas empreendedores de multinacionais (o que normalmente acontece quando ocorre privatizações) tem capacidade de realizar uma boa gestão.
    Abraço

    OK, caro Michel, democraticamente publico seu comentário e suas divergências. “Falta de nacionalismo?” É obrigatório ser nacionalista? Você acha que uma pessoa não pode amar seu país e desejar o melhor para ele, ser patriota e, ainda assim, não ser “nacionalista”?
    Volte sempre.
    Um abração

  • Michel

    -

    22/10/2010 às 9:45

    errata:
    Sou de Volta Redonda, acompanhei todo processo de desvalorização e posterior privatização da CSN, como nos anos pós privatização a CSN bateu recordes atras de recordes de produção/lucro.
    O mais lamentável disso tudo é saber que é mais facil privatizar do que criar leis que responsabilizem administradores “incompetentes” e corruptos que tornam o modelo de empresa publica muitas vezes ineficiente.
    Fico decepcionado em ler reportagens tão tendenciosas numa revista de alcance tão grande como a Veja. Talvez sejam de comportamentos assim, da imprensa, respaldados pela de suposta liberdade de imprensa, abram portas para absurdos como a criação de orgãos para “tolir” essa liberdade.

  • Michel

    -

    22/10/2010 às 9:25

    Sou de Volta Redonda, acompanhei todo processo de desvalorização e posterior privatização da CSN, como nos anos pós privatização a CSN bateu recordes atras de recordes de produção/lucro.
    O mais lamentável disso tudo é saber que é mais facil privatizar do que criar leis que responsabilizem administradores “incompetentes” e corruptos que tornam o modelo de impresa publica muitas vezes ineficiente.
    Fico decepcionado em ler reportagens tão tendenciosas numa revista de alcance tão grande como a Veja. Talvez sejam de comportamentos assim, da imprensa, respaldados pela de suposta liberdade de imprensa, abram portas para absurdos como a criação de orgãos para “tolir” essa liberdade.

  • Michel

    -

    22/10/2010 às 9:23

    Sou de Volta Redonda, acompanhei todo processo de desvalorização e posterior privatização da CSN, como nos anos pós privatição a CSN bateu recordes atras de recordes de produção/lucro.
    O mais lamentável disso tudo é saber que é mais facil privatizar do que criar leis que responsabilizem administradores “incompententes” e corruptos que tornam o modelo de impresa publica muitas vezes ineficiente.
    Fico decepicionado em ler reportangens tão tendenciosas numa revista de alcance tão grande como a Veja. Talvez sejam de comportamentos assim, da imprensa, respaldados pela de suposta liberdade de imprensa, abram portas para absurdos como a criação de orgãos para “tolir” essa liberdade.

    Caro Michel, vi várias pesquisas de opinião pública que revelam o esmagador apoio e a grande satisfação da comunidade de sua cidade à nova situação da Companhia Siderúrgica Nacional. E, meu caro, governo não é pra ter empresa — é para propiciar saúde, justiça, segurança, educação, gerir a economia, defender as fronteiras etc. Você prefere que o governo invista em fábricas — cujos resultados entram no buraco sem fundo do Tesouro — ou invista nos cidadãos?

    Abraços, volte sempre.

  • wagner silva

    -

    18/10/2010 às 19:12

    É de dar náusea o jogo baixo que Dilma e sau turma trata a questão da privatização, apostando na falta de informação da população, tenta vender uma imagem de defensores do patrimônio público e que a privatização foi uma maldição para o Brasil, essa mesma turma que só conseguiu administrar esse país porque tivemos um presidente de coragem que privatizou empresas que só davam prejuizos para os cofres públicos e ainda deixavamos de gerar empregos e recolher impostos, esses mesmos que tornaram possíveis os programas sociais,como o bolsa gás,escola e alimentação do Gov. FHC, ainda pegaram um país com a inflação controlada coisa que com certeza eles não teriam competência para resolver.

    Caro Wagner, concordo inteiramente com seu comentário, que é absolutamente pertinente.

    Terei prazer em voltar a vê-lo por aqui. Obrigado pela visita e volte sempre.

    Abraços

  • Marcio FLA Brasilia

    -

    18/10/2010 às 14:06

    sem dúvida alguma as privatizações foram ótimas. Por qualquer prisma que se olhe. Por exemplo, o Estado deixou de ter custos fixos para recolher impostos. As empresas privatizadas expandiram-se como nunca e hoje temos vale do Rio Doce e Telefonicas em geral muito bem, obrigado.
    O que recolhemos de imposto e geramos de output econômico também cresceu. Fundos de pensão, que em qualquer economia moderna são o pilar investidor, cresceram bastante também, apesar de serem controlados hoje por oriundos de sindicatos.
    Infelizmente o Serra esconde o grande responsável pela modernização desta TABA. O FHC tinha que aparecer mais, até para impor um “controle externo” saudável sobre o Lula I, o boquirroto.

  • Paulo Bomfim

    -

    17/10/2010 às 10:28

    A privatização das estradas é um dos poucos casos que vemos bons resultados. Uma concessionária consegue cuidar melhor das rodovias do que o nosso pobre Estado que tem outras dores de cabeça para resolver. Mas eu pergunto a vocês paulistas: cadê a redução do IPVA ?? Será que o governo do Estado reduziu ou pelo menos congelou o IPVA após as privatizações das estradas ? Eu acredito que não. Você disse que só paga quem usa, então tá na cara que essa conta aumentou “um pouquinho” para os contribuintes. O que o Brasil precisa importar do Primeiro Mundo é um modelo eficaz de fiscalização dos gastos. Por que ninguém acaba com o cartel dos combustíveis ? Os tentáculos da política sempre estiveram dentro das estatais e também das concessionárias ou de estatais que foram privatizadas. A privatização nada mais é do que uma terceirização mascarada. No início sempre mostra bons resultados mas depois os podres aparecem. Sempre tem alguém pra sugar. E isso não é culpa do PT. Já existia desde os tempos remotos. Portanto privatização não resolve nada. O que resolve é fiscalização, transparência.

  • Paulo Renan Finholdt

    -

    16/10/2010 às 17:28

    Não seria falar só de privatizações; também esclarecer ingerências e vendas a serem explicadas. de instituições tipo BANESPA, os porques e quem foi mais prejudicado e quem mais se beneficiou. Lucrou: SANTANDER, . . . No prejuizo: aposentados banespianos. . . .

  • Luís Cunha

    -

    16/10/2010 às 15:09

    Ao ler os post abaixo esbarrei em um trecho e não pude conter uma observação:
    “…países mais desenvolvidos do MUNDO, a começar pelos Estados Unidos, mas não têm estatais.”

    Uma das maiores, senão a maior empresa estatal do planeta, é Norte-americana: NASA.

    É só um comentário, não é crítica ou apoio às teorias sobre capital Estatal ou Privado.

    Meu querido amigo, a NASA não é uma EMPRESA. É uma AGÊNCIA do estado, como o FBI, o DEA (anti-drogas) e tantos outros organismos — que, estes sim, dos os estados possuem, caso contrário não poderiam atuar. A NASA não fabrica produtos, não produz aço, não produz petróleo. É uma AGÊNCIA destinada a explorar o espaço.

  • herosferreira

    -

    16/10/2010 às 10:36

    olha,sob a privatização houve um caso do Banestado no governo Jaime Lerner,o banco foi privatizado deixando o estado do Paraná como uma dívida para o contribuinte pagar durante 30 anos,favoreceu sim,com certeza “meia dúzia“que levaram uma parte do bolo,deixando varios funcionários desempregados incluve meu irmão que na época não conseguiu mais emprego e passou então a depender de ajuda familiares e vizinhos,vindo mais tarde ficar em depressão e cometer suicidio.Como aconteceu com outros que pra sobreviverem passaram até então catar latinhas.O bom exemplo é a telefonia,sim acredito que dar milhares empregos mas com sálarios de fome á funcionários e com péssimo serviços a população e com faturas absurdas de valores nas contas,é campeão de reclamação no procon.Sim privatização pode até ser bom talvez em países que dão oportunidades e que seja um processo sério e transparente,mas aqui no Brasil cá entre nós tenho minhas dúvidas.

  • Sérgio

    -

    15/10/2010 às 17:17

    Setti,
    Nenhum de nós foi consultado para saber se nos interessa ser donos da Petrobrás (esclareço que sou acionista por opção minha, fui ao banco e comprei ações). Acredito que quem pretender ser acionista de qualquer empresa deve buscar no mercado a aquisição de ações, não é papel do governo ser dono de empresas, pois sempre que o governo se mete a dono de empresa o que vemos é a mais absoluta ineficiência e a grande oportunidade que se dá à ocupação política de cargos de mando e, infelizmente, na sequencia notícias a respeito de casos graves de corrupção. Espero do governo que os serviços públicos funcionem, espero do governo que haja regulação, fiscalização e cobrança em todos os aspectos inernetes às políticas públicas, nunca que o governo atue como industrial, comerciante, ou seja, como agente econômico, se houver fiscalização e regulação no sentido de assegurar os direitos dos consumidores nas relações de consumo o Brasil melhoraria muito. O governo atuando como agente econômico (dono de banco, de pretolífera, de mineradora, etc..) só tem sacrificado o contribuinte, tremo só de ouvir as promessas do PT, pois a cada promessa me vejo trabalhando mais um dia, mais uma semana, mais um mês para o governo… hoje já são quase seis meses de trabalho escravo do brasileiro para pagar impostos caros e não receber os serviços públicos com um mínimo de qualidade. Cadê as obras do PAC, onde estão as obras de saneamento básico, chega de lixões, a educação pública é ineficiente, não educa e não prepara para a vida ou para o trabalho.
    É um absurdo ouvir que o PT é a favor da vida quando relega expressiva parcela da população à mais odiosa segregação, a população rural não tem acesso ao transporte coletivo, ao ensino, à saúde, a quaisquer serviços públicos vivem à margem da sociedade. É um absurdo saber que crianças, na mais tenra idade, submetem-se a jornadas de mais de quatro horas diárias em veículos, em sua maioria inseguros, para poder frequentar escolas nas cidades. Quem de nós aceitaria que um filho com cinco, seis, sete anos de idade tivesse que passar quatro, cinco horas dentro de camionetes, vans ou ônibus caindo aos pedaços em estradas vicinais quase que intransitáveis. Para que gastar setenta bilhões de reais aumentando o capital da Petrobrás se como diz a propaganda da Dilma bastam quarenta e cinco bilhões para resolver a questão do saneamento básico, se como diz a propaganda da Dilma bastam vinte e oito bilhões de reais para resolver o problema da habitação? A atitude do governo com relação à Petrobrás só fez desvalorizar o valor das ações da petrobrás, ela foi a única empresa que viu seu valor diminuir quase 25% em poucos dias. Mais uma vez o governo deu prejuízos ao povo brasileiro e ao acionista da petrobrás em particular.
    Que o povo saiba escolher bem quem vai nos governar.

  • Adams

    -

    15/10/2010 às 16:13

    É uma pena que nenhum candidato nestas eleições, para qualquer cargo, tenha vindo a público para defender as privatizações, passadas e futuras. Governo não foi feito para ser patrão, pois, com o tempo, qualquer empresa sob seu controle se transforma em uma autêntica maracutaia. Infelizmente, o PT conseguiu demonizar a palavra privatização, principalmente junto à pessoas que nem sabem o que isso significa. Em minha opinião TODAS as atuais empresas estatais deveriam ser vendidas para a iniciativa privada.

  • Marcos

    -

    15/10/2010 às 15:10

    A Petrobrás, como empresa estatal, compensaria para os brasileiros se o combustível fosse vendido à preço de custo e se parte do lucro fosse dividido entre os mais de 190 milhões de brazucas.

    A empresa NUNCA repassa aos consumidores as BAIXAS no preço do petróleo, que já sofreu quedas brutais ao longo dos últimos anos, depois voltou a subir. Aqui e ali, simbolicamente, baixa alguns centavos por litro. Agora, já quando vêm as altas…

  • olinda

    -

    15/10/2010 às 11:38

    mesmo não sabendo como explicar as vantagens das privatizações sempre as defendi e me indignei cada vez que vejo os ignorantes do PT atacando-as.E urgente e apressante que alguem do comando da campanha do PSDB se apresente para explicar aos menos esclarecidos os seus beneficios incalculaveis ao nosso pais.Parabens FHC!!!

  • Flávio

    -

    14/10/2010 às 14:13

    Pedágio…Só paga quem usa! Mas que interessante. Então é só andar a pé! Ridícula essa afirmação. Reconheço que pagar é necessário, mas que seja um preço justo. Mas pra quem usa helicóptero, pra que se preocupar com pedágio.

    Você acha então que eu uso helicóptero, como está insinuando, Flávio? Hahahahahaha…

    Só andei uma vez, com a presidente mundial da revista Playboy, em história que ainda vou contar na seção “Bytes de Memória” do blog.

    Andar de helicóptero não ando, não, mas pago com prazer os pedágios das estradas paulistas, de longe as melhores do Brasil e comparáveis, em bom número, às melhores do mundo.

  • B.C.Aguiar

    -

    14/10/2010 às 12:35

    Não vou me cansar de parabenizá-lo! Pena que petistas em geral não leêm nada que contrarie seus princípios (?).
    Falar hoje que a Vale foi vendida a preço é fácil, os que são contra miram-se na situação atual da Vale, na época a empresa não valia NADA! Apresentava prejuízos crescentes e não produzia nada. Entendo que o papel do governo e cuidar de saúde, educação, segurança, e provocar a iniciativa privada para prover a infra estrutura, empre que o governo “se mete” a produzir, produz somente deficits e ineficiência, criando claro, como se preve na “PRE SAL BRAS” um imenso cabide de empregos.
    Quando se fala de privatizações de estradas dando como exemplo as rodovias de SP, eu perguntaria – quem prefere pegar uma estrada federal sem pedágio com a familia, e correr o risco de acidentes por falta de sinalização, por má qualidade do piso, pelos imensos buracos, sem assistência mecânica (que vai precisar!), não sabendo, primeiro se vai chagar vivo, e depois o quando vai gastar, se no primeiro buraco perder o pneu, já ficou mais caro do que na rodovia pedagiada e bem cuidada, exemplo de SP.
    Pode-se argumentar -mas no IPVA já pagamos! Então porque as federais ou estaduais não pedagiadas estão em tao mal estado?
    Eu prefiro lutar para a redução do IPVA e ter de quem cobrar a qualidade da estrada do que pegar uma estrada com a familia, totalmente sem segurança!

  • Everaldo

    -

    14/10/2010 às 7:17

    Concordo com você, o Estado tem que arrecadar impostos para investir no social, gastar para manter empresas isto é um absurdo. Quanto ao preço que foram vendidas, cada um vai ter um valor imaginário, sem levar em conta o momento da venda. Os petistas “espertos”, as múmias comunistas e aqueles que ficavam sugando destas empresas, é claro que não gostaram das privatizações. RICARDO, NÂO FIQUE PERDENDO TEMPO COM ESTE “FELIPE”, VOCÊ TEM MAIS COMENTÁRIOS INTELIGENTES PARA RESPONDER, NA SUA MAIORIA “INDEPENDENTES”.

  • Felipe

    -

    13/10/2010 às 19:15

    É outro contexto, aqui tratamos principalmente do petróleo, do pre-sal. Não se sabe a riqueza que há ainda no solo Brasileiro, o sr acha então que deve-se vender a petrobrás e deixar todo esse lucro gigantesco em mãos de duzias de pessoas? Em vez de deixa-lo com o Brasil, com a população brasileira ?
    Porque sinceramente não vejo sentido algum em como pode-se preferir isso .
    Bom, não gostaria de retomar o assunto, mas quanto às privatizações da era FHC, só não vê quem não quer, foram na irresponsabilidade total. Isso para não dizer maracutaias.

    Ninguém fala em deixar o lucro nas mãos de ninguém, caro Felipe. Há mil formas de o governo ganhar fortunas: privatizando corretamente, não precisa investir na empresa recursos que seriam mais bem aplicados no POVO, ganha (e muito) com os impostos, ganha com os empregos gerados. Se a privatização fosse uma barbaridade, não estaria sendo adotada até na China comunista. Fica difícil estender-se sobre o assunto em resposta a um comentário, mas é claro que não sou louco nem anti-brasileiro a ponto de querer “entregar” as riquezas do país. Trata-se apenas da forma de explorar o que temos.

    Caso você não saiba, há dezenas de empresas estrangeiras explorando petróleo no mar no Brasil. O governo recebe uma dinheirama sem ter investido um centavo nas áreas concedidas a empresas multinacionais, algumas em parceria com a Petrobrás.

  • Felipe

    -

    13/10/2010 às 18:45

    Errado blogueiro, em nenhum momento mirei ao comunismo, não use de falácias. Mirei apenas que vender tudo a preço de banana não faz sentido . E MAIS IMPORTANTE, há setores importantes que devem sim ficar na mão do governo , como o setor petrolifico. Veja bem , o governo deve sim intervir na economia, veja a crise de 29 ricardo, veja a de 2008 . Esta foi bem menor pelo fato dos EUA terem segurado a barra de alguns bancos , do Brasil ter cortado IPIs de alguns setores e impulsionado a economia, e vários outros governos tomaram medidas.
    Agora, ricardo, não aponte como eu mirasse o comunismo, muito longe disso e o sr sabe disso. Debata com responsabilidade.
    grato.

    Caro Felipe, nada foi vendido “a preço de banana”. Informe-se melhor. As avaliações foram feitas por empresas de consultoria internacionalmente respeitadas, e VENDIDAS COM ÁGIOS, EM ALGUNS CASOS GIGANTESCOS, DE 100, 200%. Pessoalmente, acho que o Estado não deve produzir nada, não deve ter empresa, porque isso o desvia de suas tarefas fundamentais — que, não por acaso, o Estado brasileiro não cumpre devidamente para com a população. Os países mais desenvolvidos do MUNDO, a começar pelos Estados Unidos, mas não têm estatais.

  • Felipe

    -

    13/10/2010 às 18:21

    Não acredito que em pleno séc XXI ainda há pessoas que defendam privatizações ,liberalismo econômico , estado que não interfira na econômia. Não sabem enxergar o passado ? ou simplismente não o estudam? até o blogueiro tem tal visão de 90 anos atraz

    Acho quem está defasado no tempo é você, caro Felipe. Eu miro para a Alemanha, para a Espanha, para a Itália, para o Reino Unido… Você mira para quem? Coréia do Norte? Sudão? Cuba? Venezuela, caindo pelas tabelas (rima sem querer), com inflação explodindo, energia racionada, importando comida?

  • locolorado

    -

    13/10/2010 às 16:58

    Boa tarde Sr Ricardo !
    Deixar claro que é a favor das privatizações ,é seu mérito . Permite termos clareza de seu ponto de vista , daí a concordar , é outra situação .
    Riquezas ” escondidas ” no solo brasileiro , ou no solo sob o mar dificilmente podem ser medidas , pois muitas ainda não foram encontradas .
    O gerenciamento de estatais deve ser feito por profissionais de carreira do Estado brasileiro .
    Privatizar lucros e socializar prejuizos é um mal dos liberais brasileiros , e mais recentemente até os Norte Americanos , e governos Europeus interferiram na economia para um “mal menor “.
    A crise mundial provou que o liberalismo não é a solução para a humanidade, quanto mais para a sociedade brasileira, tão desigual como o pedinte do Sinal fechado barrado pelo vidro fechado do carro com ar-condicionado.
    Devo concordar que apenas a educação de qualidade pode diminuir tal desiguldade .
    Estamos numa economia de mercado, mas a que século está nossa sociedade desigual ?

    SDS

  • Marcos Aarão Reis

    -

    13/10/2010 às 16:39

    Bons dias, Ricardo. Eis-me de volta para alguns comentários acerca do tema que você levantou no espaço blog, as privatizações. Fui criado entre dois polos de uma contradição: sob um regime capitalista, entendia-se perfeitamente que o estado minerasse ferro e produzisse aço, provendo serviços urbanos outrora a cargo de empresas estrangeiras, como transportes, telefonia etc, porque a iniciativa privada nacional ainda não acumulara o suficiente para assumir o investimento sequer na manutenção e ampliação desses serviços. Até aí, tudo bem. Colocado inclusive ao nível da segurança nacional, o mecanismo faz sentido. O problema é que uma parcela historicamente influente da esquerda considerava que tais empresas estatais pertenciam ao povo, e fazendo tabula rasa do nexo que orientara a sua criação, operava a mágica de convertê-las em significante passo na direção do socialismo. Coisa de louco!
    Num regime democrático e republicano, cabe discutir, sim, qual o caminho a ser adotado para que o país alcance maior e mais amplo desenvolvimento de forma sustentável e não sujeita a interesses transnacionais. Por conseguinte, manter estatais ou privatizá-las é assunto não só de campanha eleitoral, mas de participação política permanente. Ora, isso não existe, nem nunca existiu. Por isso que sobram pendências.
    A empresa Vale foi vendida a preço de banana, e dizer isso não é demagogia, antes razoável suspeita, dado que passados dez anos a empresa valorizou mais de 6 mil vezes! O Brasil ganhou o que com isso? Arrecadação. Os japoneses ganharam 15%. Mas terá valido a pena comprar uma siderúrgica nos Estyados Unidos ao invés de construir uma siderúrgica no Nordeste?
    A venda da Petrobras estava sendo encaminhada a um preço inferior ao valor de face de seus títulos, e isso é um dado de realidade. A intenção de vender a Cemig e Furnas era verdadeira e foi obstaculizada pela capitalização de ambas. Enfim, preço é apenas um item a ser discutido. Não sou em princípio ou por princípio contra as privatizações, mas divirjo fortemente da maneira como os tucanos as levam a cabo. E não principalmente por causa de preço.
    Não há regras que obriguem as concessionárias a dar preferência a novos investimentos no país, ou mesmo a compra de insumos no país. Não há regras que imponham transferências de tecnologia. Pior: o mercado é invadido por sucatas de países desenvolvidos. Nada justifica reajustes acima da inflação, nem a ausência de fiscalização efetiva sobre metas de qualidade, além da simples expansão dos serviços. Não é correto embutir nos pedágios valores destinados a incrementar verbas destinadas à segurança, educação e saúde, e nada informar ao contribuinte acerca de quanto isso irá encarecer o que ele bota na mesa, e com maior transparência, o que se pretende lhe dar em contrapartida. A segurança e a educação em São Paulo não dependem apenas dos pedágios, evidentemente, mas também não são nada de que possam se orgulhar os governos do estado e da capital.
    Em suma, esses não foram erros eventuais. Ou decorrentes de circunstâncias adversas. Eles se repetiram em várias ocasiões, marcando diversos processos de privatização e direcionando-os para a mesma situação menos satisfatória. Trata-se de uma concepção de privatização.
    Para ilustrar, apontarei uma alternativa, ou o que sei da privatização informal do metrô de Londres. Anualmente, o prefeito contrata um executivo que elabora o orçamento do ano seguinte, prevendo reajuste de salários, manutenção da rede existente, novas estações, trilhos novos, modernização dos carros etc; o documento é enviado à Prefeitura que o remete à congênere londrina da Fiesp, onde a cifra é rateada numa base proporcional ao volume estimado de trabalhadores residentes na periferia que demanda aos diversos locais de trabalho via metrô. No Brasil, só se privatiza as catracas. Está errado, e não importa a que preço.

  • Osmar Oliveira

    -

    13/10/2010 às 15:19

    Essa forma que o PT usa de demonizar as privatizações, mostra como redículo é o PT, pobres de espírito, pobres de visão estratégica, pobres de projetos políticos. Isso é uma vergonha, condenar o que hoje é uma das coisas mais benéficas para o povo brasileiro. Privatizações faz todos ganharem…

  • José Américo C Medeiros

    -

    13/10/2010 às 14:54

    Como sustentar uma candidatura imposta e frágil, como a da Dilma, senão apresentando factóides, mentiras e mantras que costumam impressionar desavisados e impressionáveis?
    Eu mandaria, com todo o respeito, em um debate, que ela, a Dilma, beijasse e pedisse a benção à uma moeda de 1 Real.
    Que não foi obra do PT, essa moeda estável e que liquidou a inflação e nos tranquilizou.
    Poucos se lembram da super-inflação e moratória do Sarney.
    Ele mesmo, o Sarney, atual aliado de Dilma Rousseff.

  • Marco

    -

    13/10/2010 às 12:40

    Pode ser interessante conhecer o lado privatista da Dilma, conforme publicado pelo Políbio Braga.

    http://polibiobraga.blogspot.com/2010/10/exclusivo-saiba-como-dilma-roussef.html

  • FERNANDO COMUNISTA E HUMANISTA

    -

    13/10/2010 às 12:01

    SER COMUNISTA E SR FIEL AOS COSTUMES A IGUALDADE E LIBERDADE !!

  • FERNANDO COMUNISTA E HUMANISTA

    -

    13/10/2010 às 11:59

    RICARDO SETTI
    - EU SONHO COM UM BRASIL COMUNISTAE SOCIALISTA
    - SONHO COM UM BRASIL JUSTO E SEM MISERIA
    - SONHO COM UM BRASIL SEM DESIGUALDADE SOCIAL
    - SONHO COM UM BRASIL SEM FAVELAS
    - SONHO COM UM BRASIL COMUNISTA !!
    - SONHO COM UM BRASIL SEM ANALFABETISMO SEM VIOLÊNCIA.
    -SONHO COM UM BRASIL SEM PRECONCEITO , ONDE AS PESSOAS RESPEITAM AS DIFERENÇAS ..

    ” SER COMUNISTA E ”
    LUTAR POR UM PAIS E UM MUNDO MAIS JUSTO
    LUTAR CONTRA A POBREZA E MISERIA
    LUTAR CONTRA A DISCRIMINAÇAO E OPRESSAO
    E SER INTELIGÊNTE E HUMANISTA !!

    OBRIGADO RICARDO SETTI PÊLO ESPAÇO !!

  • Brasileiro

    -

    13/10/2010 às 11:30

    O programa de governo da Dilma é um só: atacar FHC, via privatizações… foi o do LUla, além de usurapros feitos dele…

    Obs: Não gosto do FHC como pessoa… ser contra (foi o relator, quando Snador) a reeleição e aceitar ser candidato, para mim NÂO Dá!!!!!!

  • Sandra D'Agostini

    -

    13/10/2010 às 11:06

    RICARDO. VC não existe!Como sempre, traz à discussão e à reflexão os “nós” que não foram, ainda, desatados adequadamente. E que precisam de visibilidade e reflexão maior e melhor. Parabéns!!!

    Muito obrigado, Sandra. Pretendo voltar ao tema outras vezes. Agradeço a visita e o comentário. Volte sempre! Um abração.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados