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02/10/2011

às 10:04 \ Música no Blog

Reeditada no último dia do Rock in Rio, parceria entre Tom Zé e Os Mutantes vem de muito longe

Tropicalistas-Carlos-Motta-Abril

Jovens tropicalistas: Tom Zé é o primeiro à esquerda, e Os Mutantes os três últimos à direita (Foto: Carlos Motta)

Por Daniel Setti

Ares pós-tropicalistas invadirão o Sunset, palco secundário do Rock in Rio 4, em sua tarde de encerramento, neste domingo, quando Os Mutantes e Tom Zé entrarem em ação para um show juntos.

Dois dos pilares do movimento estético-musical conhecido como Tropicalismo, ao lado de – entre outros – Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nara Leão e o maestro Rogério Duprat -, a banda paulistana e o cantor e compositor baiano levam ao público amostras de sua última colaboração, o álbum Haih or Amortecedor (2009).

Gravado por uma nova formação do grupo que – infelizmente – não conta nem com Rita Lee nem com Arnaldo Baptista, o disco traz seis canções coescritas pelo guitarrista mutante remanescente Sérgio Dias e Tom Zé (que também registrou participação vocal). A cantora Bia Mendes se encarrega da voz principal.

O novo repertório deve dividir espaço com clássicos de ambos os participantes, mas o destaque tem tudo para ser “2001”, pareceria entre o genial músico de Irará e Sérgio, seu irmão Arnaldo e Rita.

Com ritmo de influência sertaneja, canto debochado e temática futurista (inspirada no filme de mesmo nome dirigido por Stanley Kubrick), a canção foi gravada pelos Mutantes em seu segundo álbum, homônimo, de 1969. Não foi, porém, a primeira vez que eles trabalharam com Tom Zé: no ano anterior, todos, e mais Caetano, Gil, Nara, Gal, Duprat, e outros haviam marcado presença no disco-manifesto coletivo Tropicália ou Panis et Circenses, um dos mais importantes sda música brasileira até hoje.

Abaixo, registro histórico da banda tocando “2001″ no IV Festival de Música Popular Brasileira, produzido em dezembro de 1968 pela TV Record. A música ficou com o quarto lugar segundo o Júri “Especial”.

Avançadíssimos, Os Mutantes chocavam e incomodavam a facção radical que não aceitava guitarras ou rock na MPB. Por isso se escutam, além de aplausos, algumas vaias.

(Mais sobre música neste link)

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1 Comentário

  1. Pepino Breve

    -

    02/10/2011 às 11:16

    Tem um errinho de digitação no texto: a cidade baiana onde nasceu Tom Zé é Irará, e não Iará. Abraço!

    Obrigado, meu caro, vamos corrigir.

 

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