11/02/2012
às 12:01 \ Música no BlogA trajetória de Chico Science, morto há 15 anos
Por Daniel Setti
No final da tarde de 2 de fevereiro de 1997, o carro dirigido por Chico Science chocou-se com um poste na rodovia PE1, no trecho entre Recife e sua Olinda natal, tirando a vida do brilhante cantor e compositor, então em vias de completar sua 31ª primavera.
Ao longo dos quatro anos anteriores, o líder da banda Nação Zumbi se firmara, com forte carisma, presença de palco impressionante e composições inovadoras, como a principal figura de uma geração e de um ousado movimento (ou“cena”, como preferem chamar os responsáveis), inicialmente batizado como Manguebit, depois mais conhecido como Manguebeat.
A faceta musical da nova proposta conceitual – a dos “caranguejos com cérebros” – se apoiava numa poderosa fusão de ritmos pernambucanos (maracatu, côco, ciranda) a uma variedade de estilos “gringos” (do rock psicodélico ao hip-hop, do dub ao heavy metal).
Os 15 anos sem Chico Science (nome de batismo: Francisco de Assis França) devem ser um dos principais motes do próximo Carnaval nas grandes Mecas pernambucanas do gênero – Recife e Olinda, naturalmente – e não passam batidos a esta coluna, que recomenda a recente edição do programa Mosaicos, da TV Cultura, sobre o músico.
Narrado pelo lendário Rolando Boldrin, o caprichado especial, farto em registros musicais pré e pós morte do homenageado, conta a trajetória de Chico Science & Nação Zumbi desde o início na banda roqueira Loustal ao sucesso nacional e internacional obtido com os excelentes discos Da Lama ao Chaos (1994) e Afrociberdelia (1996).
Depõem contemporâneos e colegas de movimento como Fred 04 (Mundo Livre S/A), admiradores famosos (Herbert Vianna, Alceu Valença) e outras testemunhas do talento do músico, como os integrantes da Nação Zumbi. Banda que, aliás, se manteve entre as melhores do país depois da partida de Chico – ainda que sem o mesmo sucesso comercial -, em um dos raros casos em que a perda de um vocalista tão marcante não significa necessariamente o fim.
(Mais sobre música neste link)
Tags: 15 anos morte Chico Science, Alceu Valença, Carnaval, Chico Science, Chico Science & Nação Zumbi, ciranda, côco, dub, Fred 04, heavy metal, Herbert Vianna, hip-hop, Manguebeat, Maracatu, Menguebit, Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, Olinda, Pernambuco, piscodelia, Recife


























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6 Comentários
Reynaldo-BH
-12/02/2012 às 20:39
Daniel, BOA NOITE!!!
Bom ter vc por aqui com mais frequência. Faz falta.
Te mando o clip do Marcelo Jeneci. Paulista, filhos de pernambucanos. É da nova cena musical de SP.
Música feita sem arroubos de ser diferente ou revolucionária. Só boa.. rsrsrs.
E o clip é muito legal.
Espero que goste, se vc já não conhece.
Abraços.
Reynaldo.
http://www.youtube.com/watch?v=s2IAZHAsoLI
Grande Reynaldo, que bom ter você de volta por aqui.
Conheço sim, mas obrigado pela dica, de todas as maneiras.
Um abraço,
Daniel
Marco
-12/02/2012 às 0:04
Amigo Setti: Já deve estar sabendo… Uma pena!
I Will Always Love You
If I should stay
I would only be in your way
So I’ll go but I know
I’ll think of you
Every step of the way
And I, will always love you
I will always love you
You, my darling you
Bitter sweet memories,
That is all I’m taking with me
So goodbye, please don’t cry
We both know I’m not what you, you need
And I, will always love you
I will always love you, oh
I hope life treats you kind
And I hope you’ll have
All you’ve dreamed of
And I wished you joy
And happiness
But above all this, I wish you love
And I, will always love you
I will always love you
I will always love you
I will always love you
I will always love you
I, I will always love you, you
Darling I love you
I’ll always
I’ll always
Love you
Uma grande recordista.
Abs.
Muito triste, caro Marco. E vendeu 200 milhões de discos, fez incontáveis shows, estrelou filmes de sucesso — e estava sem dinheiro. Vá entender…
Marco
-11/02/2012 às 22:04
Amigo Setti: Ra, não reconhecer a mescla da qualidades e alternância dos sons inspirado d quase cem coisas ao mesmo tempo,nesse ponto pelo menos acho q foi uma perda sim precocemente desse talento.E música não é muito familiar e comprensível ao mundo animal.
Abs.
ra
-11/02/2012 às 16:33
um acidente fatalista e sinistro também para ambição de nossa música expressiva? Foi o que escrevi acima, é o rabo abanano o cachorro.
ra
-11/02/2012 às 13:33
Mas Setti esse cara era um mala travestido de culto. Setti pensei que você fosse mais seletivo.
Marco
-11/02/2012 às 12:59
Amigo Setti: Daniel, corrigindo o teu texto, esse grande artista causou um acidente fatalista e sinistro também para a ambição da nossa música expressiva. Realmente uma pena!
Abs.