04/05/2011
às 23:51 \ DisseramMarta Suplicy é a nossa Maria Antonieta
“Marta Suplicy é a nossa Maria Antonieta. Fala o que lhe dá na telha. Espere a guilhotina das urnas paulistanas”.
Eduardo Graeff, secretário-geral da Presidência no governo FHC, sobre a ex-prefeita, que defendeu o “timing” da refiliação de Delúbio Soares ao PT sob o argumento de que “o assunto terá pouco espaço nos jornais, por causa do casamento do príncipe William”.
Tags: Eduardo Graeff, FHC, Maria Antonieta, Marta Suplicy, Príncipe William

























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3 Comentários
carlos nascimento
-07/05/2011 às 18:46
Ricardo,
Me pergunto quase todos os dias, se o Estado de SP, a locomotiva economica do País, com níveis educacionais superiores, elege essa senhora, elege tiririca, o que podemos esperar do resto do País.
Tem jeito ? Tem solução ?
Carlos Nascimento.
Mauro Pereira
-05/05/2011 às 11:02
Caro Ricardo Setti, bom dia.
Jamais imaginei que algum dia eu desistiria de ser brasileiro, embora essa possibilidade seja testada diariamente por políticos da estirpe da ex-prefeita paulistana. Ainda não desisti, por inteiro, mas confesso que já não me sinto mais com a mesma intensidade que fazia questão de demonstrar há até pouco tempo. O tempo em que ainda havia esperança.
É difícil resistir aos medíocres que transformaram o estado brasileiro em mero apêndice de um partido político e, por extensão, de seu proprietário, ambos corruptos e desprovidos de qualquer vestígio que identifique em seus “modus operandi”, o menor lampejo de brasilidade. A pátria desses fascinoras é o seu partido político e a obediência é prestada somente ao seu líder supremo.
Em apenas oito anos de desmandos, usaram de todos os artifícios, via-de-regra fraudulentos, para tornarem-se absolutos e imporem as suas mentiras como a única verdade que resta à nação. Além do achaque, suas armas prediletas, que manuseiam com extrema maestria e magnífica desenvoltura, são a cooptação, de políticos venais e que compartilham da mesma dimensão ética; chantagem, a empresários com potencial para financiadores de campanhas; perseguição, aos (empresários) que não se deixam sucumbir aos encantos da sereia; sedução, dos setores mais fragilizados da população.
Quando nada acontece àqueles que fazem tudo acontecer, o desalento se agiganta na mesma proporção em que a indignação esmorece, impelindo grande parte da sociedade a desacreditar em ritos que a normatiza e a regulamenta, distanciando-se, desta forma, do respeito imprescindível a instituições basilares da Constituição como o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Em tempo algum de nossa história republicana estado e sociedade estiveram tão distantes uma da outra, criando um vácuo perigosíssimo que sufoca a representatividade e transforma-se em um vasto universo habitado pelos oportunistas. É exatamente nesse cenário sombrio e nebuloso que a luz de alerta se acende automaticamente sinalizando, com insistência, que a democracia está por um fio. O pisca da minha preocupação já acendeu há um bom tempo.
Enquanto houver pão, nesse circo mambembe coberto pela lona rota da promiscuidade, da vassalagem e da impunidade, estaremos condenados a ser pálidos pierrôs inconformados com a sorte madrasta a chorar de saudade por uma colombina que nos deixou desafortunadamente sós.
Ou sejamos fortes o suficiente para superar o trauma da degeneração política, aqui retratado em personagens fictícios mas que traduzem toda crueza da realidade a que estamos submetidos, ou seremos inapelavelmente abatidos pelos animais ferozes que diariamente abrilhantam o espetáculo da mediocridade nesse picadeiro do horror. A minha colombina, pelo menos, a vejo cada vez mais distante. Infelizmente.
Porém, por mais contraditório que possa parecer, é exatamente nesse sentimento de orfandade política que me apego e revigoro as minhas energias e me nego a desistir de aspirar por um Brasil mais justo socialmente e democraticamente consolidado.
As manifestações corajosas de comentaristas que usam desse espaço democrático para firmarem sua oposição à essa malta instalada no poder me faz lembrar diariamente que o tempo da esperança está dentro de cada um de nós. É nosso dever cultivá-lo todos os dias. Minuto a minuto.
Esmorecer, às vezes. Retroceder, jamais!
Markito-Pi
-05/05/2011 às 10:31
Não faça isso com A Antonieta, Graeff. Ela não merece qualquer comparação tão depreciativa.
Auguro apenas o mesmo destino à dama das estrebarias.