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28/12/2013

às 16:33 \ Bytes de Memória

Os caças da FAB que estouraram os vidros do edifício do Supremo me trouxeram más recordações. Estamos em 1965, durante a ditadura e…

Uma sala de reuniões inteiramente exposta a intempéries depois que parte das fachadas de vidro do edifício do Supremo se partiu (Foto: Agência Brasil)

Publicado em 2 de julho de 2012

campeões de audiência 02O que ocorreu neste domingo, 1º de julho, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, foi um incidente desagradável, mas inocente — a destruição de 40 grandes janelas de vidro do edifício-sede do Supremo Tribunal Federal após o voo rasante de dois caças Mirage da Força Aérea Brasileira sobre a área, como parte das demonstrações realizadas durante a tradicional cerimônia da troca mensal da grande bandeira nacional que lá tremula. Dezessete das grandes janelas estão na fachada principal do Supremo.

A Aeronáutica informou já estar apurando as causas da quebra das vidraça, decorrência, ao que tudo indica, da “onda de choque” provocada pela passagem de um dos Mirage — o outro Mirage fez voo para longe da praça, no sentido da Esplanada dos Ministérios. (Veja vídeo da GloboNews a respeito).

Não houve nada de grave, mas o incidente encerra consigo uma metáfora inevitável, sobretudo porque me trouxe à memória um episódio de humilhação ao Congresso Nacional praticado por aviões da gloriosa FAB que presenciei durante a ditadura militar (1964-1985), mais precisamente, no dia 27 de outubro de 1965.

Não adianta contar o episódio sem explicações prévias, porque não faria sentido. Então vamos lá.

 

Trabalhadores recolhem os vidros estilhaçados e começam a substituí-los no edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (Foto: Agência Brasil)

Eleições para governos estaduais e boatos de “endurecimento” do regime

Estava então em meus verdes, verdíssimos anos: era estudante do 2º ano do curso de Direito da Universidade de Brasília e, em meu primeiro ano de profissão, trabalhava à tarde e em plantões noturnos de fim de semana como noticiarista de uma emissora que mais tarde seria incorporada aos Diários e Emissoras Associados, do magnata da mídia Assis Chateaubriand — a Rádio Planalto. Cabia-me redigir os curtos noticiários que iam ao ar de meia em meia hora, com base em diferentes fontes, e realizar a cada tantos dias plantões noturnos.

No dia 3 de outubro anterior tinha havido eleições para 11 governos estaduais (diferentemente do que ocorre hoje, em que todas as unidades da Federação escolhem governadores no mesmo dia das eleições presidenciais, havia uma leva de eleições estaduais em um ano, e outra no ano seguinte). Como cinco dos 11 governadores pertenciam a partidos de oposição, começaram a correr boatos de “endurecimento” do regime.

A irritação dos chefes militares se dava, sobretudo, com a grande vitória eleitoral obtida no então Estado da Guanabara (que incluía a cidade do Rio de Janeiro e sua zona rural) e em Minas Gerais por dois candidatos do velho PSD, respectivamente Francisco Negrão de Lima e Israel Pinheiro, muito ligados ao ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), que a essa altura tinha sofrido a suspensão de seus direitos políticos por dez anos e estava vivendo no exílio.

Negrão e Israel, dizia-se, eram uma “ameaça à Revolução” (nome oficial do golpe).

Negrão de Lima (à direita de JK) com o presidente e a primeira-dama, dona Sarah, em cerimônia no Palácio do Catete, no Rio: sóbrio e conservador (Foto: Dedoc/ Editora Abril)

Dois políticos conservadores e tradicionais, as “ameaças à Revolução”

O cinismo e a desfaçatez da ditadura em considerar ambos como uma “ameaça à Revolução” é absolutamente risível — não fossem as consequências trágicas que viriam — diante dos currículos de ambos.

Sóbrio e conservador, Negrão de Lima, diplomata de carreira e ex-deputado nos anos 30, fora ministro da Justiça durante parte do segundo governo de Getúlio Vargas e, nomeado por JK, prefeito do Distrito Federal (que então era a cidade do Rio de Janeiro, com prefeitos nomeados, como determinava a Constituição de 1946).

Juscelino, antes de deixar o governo (o que se daria a 31 de janeiro de 1961), designou-o para embaixador em Portugal.

Negrão foi apoiado por setores de esquerda e opositores da ditadura nas eleições para o governo da Guanabara porque era um político liberal e moderado — tão “comunista” e “perigoso” como seria o próprio JK.

Israel Pinheiro (è esquerda) com JK no dia da inauguração de Brasília, 21 de abril de 1960: fundas raízes mineiras e liberais (Foto: Dedoc / Editora Abril)

Israel Pinheiro, deputado constituinte em 1946, reelegeu-se por mais dois mandatos, trabalhou na campanha de JK para o governo de Minas em 1950 e, com JK na Presidência, viu-se designado para presidente da Novacap, a empresa encarregada da construção de Brasília. No finalzinho do governo JK, seria o primeiro prefeito da nova capital.

De fundas raízes mineiras e liberais, era filho do legendário João Pinheiro, advogado, industrial, deputado, senador e governador de Minas por duas vezes, homem de empresa que empresta seu nome a uma cidade de Minas e a uma fundação que é referência em matéria de administração pública no Brasil.

Israel se elegeu em Minas com vasto apoio de eleitores de oposição por ser um político operoso e tolerante, tão ameaçador para o regime como poderia ser alguém com sua trajetória e com 70 anos de idade.

Voos rasante para humilhar um Congresso já destroçado

Para os militares no poder, porém, aquilo era demais. Naquele 27 de outubro de 1965, eu estava saindo da última aula do dia — as aulas começavam às 7 da manhã, e iam até meio-dia — quando notei, ao longe, sobre a Praça dos Três Poderes, que aviões da FAB faziam evoluções. Para lá, para cá, até que começaram a dar rasante sobre o Congresso.

Eram três ou quatro aviões, não estou ao certo, e os voos rasantes obviamente se destinavam, por ordens superiores, a amedrontar e humilhar ainda mais o Congresso – aquele pobre Congresso, que já perdera dezenas e dezenas de deputados e senadores representativos, com mandatos cassados em decorrência do Ato Institucional número 1, baixado pelo chamado “Comando Supremo da Revolução” tão logo o golpe se consolidou. Um deles, aliás, fora o próprio Juscelino, então senador pelo PSD de Goiás.

Logo vi que boa coisa não viria, e foi dito e feito. Estava acompanhado de um amigo e colega – não me recordo bem, mas poderia ser o Ruy Jorge Caldas Pereira, hoje advogado de sucesso e então aluno inteligentíssimo, que passara em primeiro lugar no vestibular, em janeiro de 1964. Ficamos os dois vendo aquela triste exibição de força.

 

Castello assina o Ato Institucional número 2, no Palácio do Planalto; o segundo à sua direita, de pé, na imagem já esmaecida, é o então deputado Antonio Carlos Magalhães (Foto: Jornal do Brasil)

Como precisávamos trabalhar, a uma certa altura nos despedimos, peguei um ônibus para casa e me lembro que, enquanto caminhava do meu ponto até o apartamento da família, ouvia um anúncio oficial característico da então Agência Nacional através das janelas dos prédios próximos.

A grande série de atropelos à democracia

Em casa, meu pai — admirador ferrenho de JK, com quem trabalhara — e eu escutamos a voz rascante do marechal Humberto Castello Branco anunciar a grande série de atropelos que o Ato Institucional nº 2 traria à democracia.

Vieram então várias intervenções na já esfrangalhada Constituição de 1946: o fim das eleições diretas para presidente da República (logo chegaria a vez do fim também das eleições para governador), a volta das cassações de mandatos, a dissolução de todos os partidos políticos existentes (mais às frente se criariam a Arena e o MDB), o julgamentos de civis por “crimes contra a segurança nacional” pela Justiça Militar, o aumento compulsório de 11 para 16 no número de ministros do Supremo (onde magistrados valentes resistiam ao arbítrio e, volta e meia, decidiam contra os interesses da ditadura),  o aumento dos casos de intervenção federal nos Estados…

Até home me lembro perfeitamente da voz de Castello dizendo, na justificativa como sempre absurda para as medidas de força:

– Não se disse que a revolução foi, mas que é e continuará.

Ainda bem que o sobrevoo deste domingo ocorreu durante uma comemoração rotineira, e que esse fantasma golpista ficou para trás.

Curiosamente, não me lembro de registros da imprensa — ainda não censurada àquela época, por incrível que pareça — nem jamais li em qualquer livro sobre o regime militar referência a esse episódio.

Eu, porém, com meu amigo e colega, bem como milhares de brasilienses, fomos testemunhas de que de fato ocorreu.

Veja, no vídeo abaixo — uma raridade –, noticiário oficial da Agência Nacional sobre o endurecimento do regime militar:

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65 Comentários

  1. Carruagem de Fogo

    -

    01/01/2014 às 18:19

    Para quem não sabe..,o avião super-sônico,geralmente avião de caça,ao romper em velocidade a barreira do som,MACH 1,somente o fazem em cima de cidades,quando em missão de combate!,em tempo de paz,só o fazem em áreas desertas e ou em alto mar,devido aos estragos motivados pelo estrondo,”estalo”,resultante do violento deslocamento de ar.Em sendo,sem sombra de dúvidas,os pilotos brasileiros,apesar dos pesares,serem uns dos melhores e mais competentes pilotos de caça do mundo!,conclue-se,portanto..,que estavam em missão,seja qual ela fosse..,estavam em missão!

  2. Kitty

    -

    29/12/2013 às 0:31

    Querido Ricardo,
    Logo que li no Face o que você postou no feed, me lembrei que na época tinha postado um petit comentário a respeito da sua experiência nos idos anos de 1965 e a sua comparação com a destruição de muitos vidros pela intensa vibração que dois caças Mirage da FAB provocaram no edifício-sede do STF.
    Ao ler o seu post no dia 02/07/2012 fiquei fascinada porque não li apenas um brilhante texto,mas páginas da história brasileira que para mim eram inéditas..como disse no meu singelo comment, que mais que um artigo parecia um livro de história que merecia ser lido devagar para apreciar a sua profícua narrativa e vivencia in loco daquele dia que pre-anunciava um aperto na já precária liberdade na política brasileira. A pesar dos seus verdes, verdíssimos anos, já começava desabrochar um jovem jornalista que tempo depois se transformaria no excelente jornalista de hoje. Também apreciei a sua resposta ao meu singelo comentário:”São coisas que os mais jovens precisam saber, não é mesmo?..Claro que sim, Ricardo! É assim que os nossos jovens aprenderam valorizar mais a democracia que temos, embora que imperfeita, mas será muito melhor que aqueles anos de chumbo e repressão. Não há nada melhor que a liberdade de expressão com instituições funcionando normalmente, apesar dos defeitos, não é mesmo Ricardo?..Foi muito bom rever este seu excelente post..//Um abração-Kitty

  3. Santana*100

    -

    29/12/2013 às 0:05

    Fragilidade do Judiciario – 02/07/2012 às 22:30
    “Esse episódio só mostra a fragilidade do nosso país. Se um caça ultrapassado e sucateado faz isso, imagine uma invasão inimiga. Eu acho que os militares estão dando uma resposta ao governo pelo descaso com as Forças Armadas.”

    #######
    Caro senhor apesar de ultrapassado os Mirage atingem velocidade superior 2000k/h! Velocidade que poucos caças modernos alcançam. Por isto é que são os INTERCIPITADORES – os linhas de frente da Defesa do Brasil.
    Santana*100

  4. AlexRio

    -

    28/12/2013 às 21:17

    Alex, você é bem-vindo ao blog, mas não podemos publicar comentários criticando outros colunistas. Contamos com sua compreensão.

  5. Osvaldo Aires Bade - Comentários Bem Roubados na "Socialização"

    -

    16/08/2012 às 0:03

    Off Topic:
    Setti, olha esse acidente em pescaria(?):
    .
    http://video.br.msn.com/watch/video/o-verdadeiro-candiru/ruqhsn32
    .
    Abraço a Todos
    Osvaldo Aires

  6. Osvaldo Aires Bade - Comentários Bem Roubados na "Socialização"

    -

    15/08/2012 às 22:59

    Para começar e ser mais preciso 21.500,00 reais de gasto com vidros, a troca será feita pela empresa Vidro Glass localizada na SCLN 307 Bloco D – Asa Norte.

  7. Euro Brasílico Vieira Magalhães

    -

    08/07/2012 às 10:18

    O senhor jornalista, já temeroso de que o povo mais uma vez exija o afastamento dos larápios e traidores da Pátria de sempre, trasvestidos de comunistas para dilapidar o patrimônio público, publica mais uma daquelas reportagens montadas e pagas pelos ocupantes do poder.

    Tenta assim novamente enganar o povo, com fatos que não prova e com mentiras sobre a verdadeira razão dos fatos que só serviram para prolongar os governos militares, uma vez que a bandidagem dos políticos golpistas e comunistas de então recrudesciam e passaram inclusive aos atos de bandidagem e criminalidade, cometendo os crimes de assaltos, assassinatos e sequestros, na cidade e no campo, deixando a população assustada e temerosa.
    O autor nada prova sobre sua acusação de rasantes de aviões da FAB sobre o Congresso, nem com publicações da época, nem com fotos.

    Os fatos e a realidade da época é que a Revolução foi um movimento que veio para atender o povo brasileiro em suas aspirações mais legítimas: erradicar uma situação e um Governo que afundavam o País na corrupção e na subversão, exatamente como acontece hoje, mas com um povo mais individualista e com um longo processo de lavagem cerebral pelos meios de comunicação e de ensino bancados pelos governos comunistas dos últimos 20 anos.

    O movimento civil e militar de 31 de março de 1964 na opinião pública nacional foi uma autêntica revolução popular, que se distinguiu de outros movimentos armados pelo fato de ter traduzido o interesse e a vontade da Nação e não o interesse e a vontade de um grupo dominante.

    A Democracia supõe a liberdade, mas não exclui a responsabilidade, nem importa em licença para contrariar a própria vocação política da Nação, a manutenção da ordem e da paz, a promoção do bem-estar do povo e preservação a honra nacional.
    Está publicada a sua opinião. Se você é a favor de ditaduras, problema seu.

  8. Osvaldo Aires Bade - Comentários Roubados na "Socialização"

    -

    05/07/2012 às 7:01

    Setti, entendo perfeitamente as tuas posições sobre ditaduras e Defensa da Constituição, mas devemos ponderar, do contrário não se saberia sobre a realidade e assim tudo ficaria bem mais fácil para as próprios ditaduras.
    Setti, tu me tem dado bastante “trabalho” minha mulher já esta com ciumes. srsrrs
    Quando o ministro Luiz Fux em Defensa da Constituição(!!!) libera os ficha sujas e outros bandidos ele não esta agindo certo e ponto final – e ninguém. Os teus selos são bastante compreensíveis só que a turma da bandidagem só grita pela constituição ou qualquer outro mecanismo se for para beneficiar eles. Eles não estão ligando para a tua vida e a nossa e de ninguém – e isso é pouco para ti?
    - LUIZ FUX – MINISTRO:
    http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2012/05/luiz-fux-ministro-09062011-as-1400.html

    Abraço a Todos
    Osvaldo Aires

  9. Osvaldo Aires Bade - Comentários Roubados e Socilizados -

    -

    04/07/2012 às 10:59

    Ao Antonio Carlos de Curitiba – 03/07/2012 às 21:36 perfeito era só preciso jogar o Lulallate como bomba.
    Abraço a Todos
    Osvaldo Aires

  10. EDISON BITTENCOURT

    -

    04/07/2012 às 8:36

    Por favor leia ” Brizola o último dos Maragatos”, disponível na internet, para compreender melhor a situação no Brasil e no mundo na época, contribuindo assim para preservar a Democracia . Aliás, antes de preservar a Democracia devemos trabalhar para que ela seja, efetivamente, uma democracia, como vi , vivendo nos Estados Unidos, entre 1968 e 1977.Outrossim, deve-se publicar matérias que sejam educadas e utilizem argumentos educados. Eu não “elogio” a quebra do que o senhor chama de “normalidade constitucional”, assim como não elogio pseudo “democracias” que limitam-se , enquanto democracia, ao episódio isolado do voto, e que não cumprem os compromissos assumidos pelos candidatos, e assaltam os cofres públicos. Não elogiei a atitude do piloto e não sou bespecialista para julgar o episódio. Sua atitute , censurando visões alternativas, diga-se de passagem, nada tem de “democratica” . Juscelino , a propósito, usou o dinheiro dos antigos IPCs, quebrando o sistema previdenciário ( artigo de Sandra Cavalcanti ), e não pediu autorização ao povo.Eu sou um professor titular, PhD, assino a Veja, e exijo que me trate como mesmo respeito que assumo aqui ao participar deste debate, e não atue como um censor, utilizando o critério silenciador das diaduras.

    Não atuo como censor, mas definitivamente não publico elogios à ditadura militar nem incentivos à quebra da ordem constitucional. Nossa democracia é imperfeita? Claro que é — mas é a que temos, e eu, enquanto defendo seu aperfeiçoamento, também defendo suas instituições.

    Você exige respeito, eu também: não me chame de censor que é um insulto.

  11. Marcelo Rocha

    -

    03/07/2012 às 23:24

    Setti,
    Por quê existe censura no blog?
    Você realmente vê algum risco de “quebra da normalidade constitucional” no Brasil?
    Nunca imaginei uma coisa dessas no seu blog….

    Defender a violação da Constituição para mim é uma atitude criminosa, e não publico incentivos ao crime.

  12. Eng. Nestor

    -

    03/07/2012 às 22:30

    Para quem não conhece, a música de fundo do vídeo é a canção Fibra de Herói:
    http://www.youtube.com/watch?v=6ZV_0C5J8lE&feature=related
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Fibra_de_her%C3%B3i
    Neste momento a Pátria gentil está envolvida por feroz inimigo interno que está a lhe devorar as entranhas, vilipendiando-lhe o corpo, profanando-lhe a alma. A Constituição Federal, rota já em mil pedaços, corruptas as instituições, rota a própria Bandeira! Por que tantas afrontas? Dormem, heróis?

    Ceterum censeo petralios delendos esse!

    (Ademais, minha opinião é que os petralhas devam ser destruídos! Nas urnas, não nas ruas!)

  13. ANTHONY KUDSI RODRIGUES

    -

    03/07/2012 às 21:51

    Parabéns Setti, um fato inocente o fez relembrar um outro fato muito grave; o seu texto é um libelo contra o autoritarismo que reinou no nosso país, e mais parabéns por suas respostas firmes mas esclarecedoras.

  14. Antonio Carlos de Curitiba

    -

    03/07/2012 às 21:36

    Ricardo, eu também acho que esse piloto merece ser punido exemplarmente. Um cara que passa tantos anos sendo treinado, com tantas horas de voo, com zilhões de anos de academia jamais poderia cometer um erro tão grosseiro.
    Ele fez tudo certinho: a velocidade, a altitude, porém na hora mais importante da vida dele, na hora em que embicou o caça num rasante a mil por hora, quando poderia vir a ganhar uma estátua por um serviço prestado à pátria, o cara percebeu que havia decolado sem a bomba! Exílio com ele!

  15. Orlando

    -

    03/07/2012 às 21:27

    E quem vai pagar a “conta” do piloto maluquinho, somos nós, mais uma vez.

  16. Carlos Tamancoldi

    -

    03/07/2012 às 21:24

    Que bom, o recheio costuma ser o melhor de Veja e seus colaboradores, grato por sua atenção . Um abraço em todos.

    Quem agradece sou eu, prezado Carlos.

    Abração e volte sempre!

  17. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    03/07/2012 às 20:42

    Setti:
    A FAB é extremamente profissional,o treinamento em nada deve a qualquer força aérea de elite do mundo.
    A aquisição de novas tecnologias é compreendida a dificuldade, lógico que entre os pilotos devem existir preferências sem no entanto da menor quebra na disciplina e entusiasmo da corporação.
    Infelizmente um erro ou empolgação de um jovem piloto gerou o acontecimento.
    Espero que a punição(se houver) ao jovem piloto não afete a sua promissora carreira de piloto de caça.
    Peço ao Comandante Saito lembrando a volta do Primeiro Grupo de Caça ao Brasil:
    Nero Moura “Não quero ninguém passando abaixo do Edifício “A NOITE”!” e todos com exceção do Comandante Nero Moura passaram abaixo do edifício a Noite.
    Nota: nos anos 1945 o Edifício A Noite era o mais alto do Rio de Janeiro.
    Senta a Pua,Brasil!
    Pedro Luiz

  18. EDISON BITTENCOURT

    -

    03/07/2012 às 20:08

    Não publico elogios a uma quebra da normalidade constitucional ou sugestões nesse sentido.

  19. Walter

    -

    03/07/2012 às 19:34

    Senta a Pua!

  20. Rosa do Luxembourg ( o jardim)

    -

    03/07/2012 às 19:09

    E eu que pensei que eles estavam mortos e enterrados. Bom saber que estão vivos. E que mandam mensagens. Captamos.

  21. Ruy

    -

    03/07/2012 às 16:45

    Caro Ricardo,
    Antes de mais, obrigado pelas referências a meu respeito, as quais credito à sua generosidade e a uma amizade de tamto tempo. Devo dizer, a bem da verdade, que aluno brilhante era você. Eu só tentava levar meu curso adiante.
    Lembro-me de ter presenciado o episódio que você narrou no post. Tal como você, não tenho certeza se estávamos juntos naquela hora, mas é bem provável que sim, pois, naqueles dias, contantemente nos reuníamos, batíamos longos papos – lembra do sol da manhã, entre a aula maior (das 7 às 9) e a primeira aula menor? – e, muitas vezes saíamos juntos da UnB no fim das aulas.
    Mais um forte abraço.

    Nesta guerra de confetes, querido amigo Ruy, ganho eu: você atravessou o curso — como costumo contar a amigos — levando como material para sala de aula três coisas: 1) um maço de cigarros; 2) uma caixa de fósforos; 3) sua inteligência concentrada no tema da aula.

    Só com isso, detonava.

    E fico feliz de você recordar do episódio, porque é a primeira pessoa que conheço que se lembra disso. Se não estávamos juntos, estávamos por perto, no intervalo que você menciona.

    Um abração saudoso

  22. luiz roberto

    -

    03/07/2012 às 16:37

    O que aconteceu em BSB foi apenas uma coincidência. Os militares de hoje não tem mais força politica para nada, sequer mandar aviso para alguém.Com aviões tão sucateados, militares desmotivados e mal pagos,a força vai definhando cada vez mais. O capitão que deu o rasante sobre a capital num dia de domingo, não ganha hora extra, está com salário totalmente defasado e vive por cumprir ordens de quem esta em Brasília bajulando os políticos que sangram a nossa Nação.Ainda assim, não vemos nenhuma noticia que dê crédito ao pessoal de farda. Os soldos estão aviltados numa clara e concreta represália daqueles que vivem por defender o BRASIL e manter a tranquilidade do povo brasileiro.

    Sim, claro que foi coincidência. Uma coincidência que, para mim, recordou tempos piores.

    E concordo totalmente com você em relação aos baixos soldos e à falta de renovação do equipamento das Forças Armadas.

    Acho que o governo — qualquer governo eleito — deveria convocar vários setores para ouvi-los e definir o que quer das Forças Armadas, que tamanho devem ter, para que propósito etc. Vamos levando de cambulhada e, enquanto a posição do Brasil no mundo mudou enormemente, nossa política de defesa, que a sociedade ignora qual seja, dá todos os sinais de estar defasada.

    Mas não creio em represália do governo petista. As FFAA estão com problemas desde pelo menos o governo militar do general João Figueiredo (1979-1985).

    Abraços

  23. Osmar Dilama

    -

    03/07/2012 às 15:45

    Diz o ditado: “Para bom entendedor meia palavra basta”. Então não confunda, “Caça da FAB destrói vidraça” com “Kassab proibe sopa de graça”.
    http://www.osmardilama.com.br

  24. Carlos Tamancoldi

    -

    03/07/2012 às 14:29

    Não acho datas despreziveis em abordagens históricas, portanto a correção neste post se faz necessária, eu me interesso em dirimir minha dúvida: o fato ocorrido descrito foi em 27 de outubro ou 27 de novembro de 1965 (?). Quando o colunista citou a primeira data diz que ; “precisamente no dia 27 de outubro de 1965″, no final do terceiro parágrafo. Afinal, deve-se desconsiderar uma das datas, qual então…?

    Vou rechecar o que escrevi. Foi no dia 27 de outubro de 1965. Basta entrar no link que coloquei no post.

    Abraço

  25. Eduardo

    -

    03/07/2012 às 13:45

    Considero como um recado dos milires ao judiciario,e ha todo governo perdulario que esta ai

  26. Luiz

    -

    03/07/2012 às 13:44

    Setti na foto ”Israel Pinheiro (è esquerda) com JK no dia da inauguração de Brasília, 21 de abril de 1960: fundas raízes mineiras e liberais (Foto: Dedoc / Editora Abril)” você saberia dizer quem é o senhor de terno escuro no meio?

    Infelizmente, não.

  27. Razumikhin

    -

    03/07/2012 às 13:11

    Uma excelente mensagem – a jato – aos rebentos espúrios homiziados no Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Esplanada dos Ministérios.
    Os pilotos brasileiros – corajosos – mereceriam melhor salário.

  28. Tuco

    -

    03/07/2012 às 11:36

    .

    Isso foi coisa de FHC, das elites
    e da Imprensa – que deve ser
    moderada!
    Quá, quá, quá, quá!
    E o detalhe: a FAB deverá “arcar”
    com o prejuízo… Meu dinheirinho
    agora se chama FAB…


    .

  29. Claudio

    -

    03/07/2012 às 11:29

    O que aconteceu deve ter sido um arroubo e indisciplina pontual de um jovem oficial. Daí vc fazer uma analogia (fez sim!) com um episódio da época da Regime Militar é o fim da picada! Bem que se vê que vc não perde a oportunidade de espezinhar os militares. Uma notícia que naõ gerou 2 linhas nos principais jornais vc transforma num texto totalmente sem propósito. Não te entendo Setti: fez , ao meu ver, texto brilhante sobre a atualidade Sul Americana, mais especificamente do ocorrido no Paraguai, denunciando a cafajestada de nossa política externa, mas ao mesmo tempo, seu viés esquerdista e revanchista vem a tona. A ditadura militar acabou a quase 30 anos. A ditadura do PT começou a 10.

    Sempre que posso, bato na “ditadura do PT”, cuja orientação política abomino.
    E o que fiz foi simplesmente, a partir de um episódio felizmente sem consequência, relembrar outro, de que fui testemunha.

  30. arquimedes

    -

    03/07/2012 às 11:03

    Não publico comentários que, direta ou indiretamente, defendam a ruptura da ordem constitucional e democrática.

  31. carlos mattos

    -

    03/07/2012 às 10:26

    AIAIAI me tachar de inconstitucional foi dose Amigao, nao o sou, so estou indignado como 99% dos nossos amigos daqui, mas, que e uma peninha, nao ter sido o que eu disse foi mesmo

  32. guilherme

    -

    03/07/2012 às 9:36

    Bom texto, mostra um pouco de uma história que não se encontra em livros, mas acho que faltou
    imparcialidade.

    Caro Guilherme, este não é um blog de notícias, mas um blog que, embora possa conter, e muitas vezes contenha, notícias, é basicamente de opinião.

    Nas muitas vezes em que, ao longo da carreira, trabalhei como repórter ou editor, procurei ao máximo a imparcialidade.

    Como colunista de opinião, naturalmente expresso minha opinião. Não sou imparcial. Digo o que acho que devo dizer.

    E, quando falo do regime militar, naturalmente vem à tona minha abominação por aquele período.

    Um abração

  33. Julio Mad

    -

    03/07/2012 às 9:22

    Aproveitando a abertura do debate, segue algumas conclusões que cheguei: primeiro, regimes de exceção que provocam uma ruptura da ordem constitucional devem ser combatidos, sim. Também observo que o autoritarismo que nasce de revoluções progressistas, das massas (esquerda), tendem a durar e matam muito mais opositores do que o outro lado, dito como direita, conservador. O Brasil de hoje, só não tem confrontos civis, porque só um lado, com seus sindicatos, movimentos sociais e estudantes profissionais, está disposto a enfrentamentos até as últimas consequências para defender sua ideologia. Imagino que, se o outro lado tivesse a mesma organização e paixão ideológica, as ruas desta nação se tornariam um inferno, um campo de batalha. Não vejo chance, acho, para esse último cenário. Mas, precisamos de alternância de poder e idéias, para continuarmos um povo pacífico e evoluir, economica, social e politicamente.

  34. Mari Labbate *44 Milhões*

    -

    03/07/2012 às 9:12

    A destruição da fachada do STF, extensível a outras Instituições, conjumina-se com as interseções que ocorrem, nas Coordenadas de Espaço e Tempo, no Universo, quando um bairro, uma cidade, uma Nação, ou Nações entre si desviam-se do Princípio da Fraternidade. Resumo = Jesus Cristo adverte os brasileiros, de que estão distanciados do Respeito pela Liberdade do Povo = Conquista do Terceiro Milênio. A esse acidente não deve ser imputada outra conotação, a não ser de Alerta-Divino = atitudes que ultrapassam os limites das decisões humanas. Esse FOGO levantado, na Praça dos Três Poderes (= Santíssima Trindade), foi o presente più bello que ganhei no dia de meu aniversário, ao completar 61 anos (= 7 = número cabalístico = 7 cores do Arco-Íris = 7 dias da semana). Coincidência? Somente o Tempo dirá. A questão é que obtive total certeza de estar do lado certo da Luta = Totale Felicità. Melhor: para todos nós, pois Deus é AMOR! Todos os movimentos planetários bons e maus, querido Setti, são profícuos e visam à Evolução dos Seres Humanos e das Nações. Os movimentos bons são encarados como Vitórias, e os maus são expurgados e transformados em bons, visto que o Universo vive em permanente metamorfose. Lembremo-nos do verso da música de LULU SANTOS: “Nada do que foi, será” que experimentará nova fase de sucesso. Adoro! Essa é a pura realidade! O competente advogado e jornalista da Melhor Revista VEJA descreve, magistralmente, o Golpe Militar de 1964; e nós acabamos de assistir ao magistral Golpe-Comunista, em 14/06/2012, também em Brasília, traduzido como um monumental Golpe de Obstrução da Justiça, na CPI-Mensalão/Cachoeira, ao barrar a convocação dos poderosos-chefões da Máfia-do-Planalto: Luiz Silva e Dilma Silva = Inverno-Latino. Observou que, após darem o Golpe no Mercosul e Unasul, nenhum governo-latino participante deseja assumir a responsabilidade do irresponsável ato. Com certeza, atribuíram a seres mitológicos essa nefasta decisão, porque o Paraguai está em plena reconstrução-espiritual, e Federico Franco será eleito o novo presidente. DEUS É BOM!

  35. Carlos Tamancoldi

    -

    03/07/2012 às 9:04

    o colunista trocou as datas…? verifiquem por favor…obg.

    O AI-2 foi baixado a 27 de OUTUBRO de 1965. O fato que presenciei, também.

    Abração

  36. Carlos Tamancoldi

    -

    03/07/2012 às 9:02

    27 de outubro ou 27 de novembro de 1965 …?

    27 de outubro, caro Carlos.

  37. Altair

    -

    03/07/2012 às 8:32

    O conserto….. vai sair do bolso do contribuinte….. ou será que a Força Aérea tem outra fonte de renda?…. É mais uma conta que eu vou ajudar a pagar….. enquanto isso a Força Aérea fica brincando e fazendo show. Está mais que na hora de rever os conceitos.

  38. Carlão

    -

    03/07/2012 às 7:35

    Ricardo, meu caro
    Mais um texto que merece ir pro livro. Permite apenas uma ou outra correção? Na legenda da primeira foto, “a maioria das fachadas se partiu”; no primeiro parágrafo, “rasante”. O conteúdo está excelente, como é seu padrão. De quebra, um exemplo para os revolucionários do sucrilho e toddynho (como diz seu colega R. A.): você fazia faculdade e trabalhava em mais um turno, e isso não parecia ser a exceção, mas a regra.
    Abração do Carlão

    Obrigado, meu caro Carlão, pelas correções. Que frangada!

    Mas “a maioria das fachadas se partiram”, como escrevi, é, sim, aceita pelos gramáticos, porque a concordância neste caso pode ser com “maioria” (verbo no singular) ou com “vidraças” (verbo no plural).

    Já esse “razante” é mesmo de puxar minha orelha.

    Quanto ao eventual livro, estou pensando. Talvez uma coisa desambiciosa, como o delicioso “Minhas Histórias dos Outros”, do Zuenir Ventura. Vamos ver. O incentivo de leitores como você me anima muito.

    E vou lá correndo corrigir o “razante” e também colocar um link para quem quiser ler (argh….) o inteiro teor do AI-2 e sua absurda justificativa.

    Um abração

    PS — Sim, eu estudava de manhã, trabalhava até as 19 horas (nos primeiros tempos como jornalista) e, depois do jantar, se saíse para algum programa, estudava depois. Mais pra frente, quando me tornei repórter na sucursal do “Estadão”, a coisa apertou, porque eu começava a trabalhar por volta de uma e meia da tarde e às vezes ia até dez da noite. Depois disso, muitas vezes tocava estudar e, no dia seguinte, acordar às 5h45 da manhã porque tinha aula às 7 e precisava tomar dois ônibus — só consegui comprar um fusca, via consórcio, no terceiro ano da faculdade.

  39. carlos nascimento

    -

    03/07/2012 às 7:28

    A sutileza contida no comentário do nosso amigo RS, é leve porém explícita, o episódio pode ter sido ocasional, INOCENTE, como também pode ter sido um arroubo de alguém bastante irritado com os rumos do País. Sem apologia à qualquer aventura fora de nossa Carta Magna, entretanto, tenho testemunhado conversas ocasionais, em mesas de bares e restaurantes, lugares democráticos, militares extremamente revoltados com o sucateamento das Forças Armadas, no auge da revolta comentam que é um absurdo um Oficial aviador ganhar menos que um ascensorista ou motorista, funcionários público do poder legislativo e do Judiciário, além do asco que sentem pelo pior nível de corrupção que atingem aos três poderes, além da IMPUNIDADE dos colarinhos brancos, acusam os atuais políticos de colocarem as Forças Armadas de pires na mão, fragilizando as Instituições.
    Cá pra nós, estão cobertos de razão.

    Sou inteiramente a favor da modernização do equipamento das Forças Armadas e você, que é leitor firme do blog, já deve ter lido posts que escrevi a respeito.

    Mas o sucateamento das FFAA vem de longe — lembro-me, como jornalista, de que a situação precária já ocorria no governo do general Figueiredo (1979-1985), o último do ciclo militar.

    Abração

  40. veiaco

    -

    03/07/2012 às 6:22

    Acho que esse piloto deve ser severamente punido. Repete quase cinquenta anos depois um atentado à Democracia. Imagina se por falta de vidros, ele com seu ato irresponsável, atrasa o julgamento do Menslão.

  41. fpenin

    -

    03/07/2012 às 6:07

    No episódio atual de quebra dos vidros do STF, o que mais chama a atenção é a imprevidência. Os técnicos da gloriosa Força Aérea, invocando Lula, “não sabiam” das previsíveis consequências de um voo tão baixo com máquinas que podem quebrar a barreira do som?Até o meu neto de 2 anos sabe disso. Ao fim, como se nada tivesse ocorrido, a Aeronáutica assumiu a responsabilidade de consertar o estrago. Mas, como? Com o dinheirinho do contribuinte? Não há responsáveis pela lambança, que possam coçar os bolsos? Mais uma que há de ser espetada nas contas da viúva. Existem outras conjecturas sobre o fato, mas é melhor…deixar pra lá!

  42. Ricardo Soares

    -

    03/07/2012 às 0:51

    Parei de ler quando cheguei em “…era filho do legendário(sic!) João Pinheiro…”

  43. João Paulo Ribeiro

    -

    03/07/2012 às 0:40

    Apenas uma pequena correção ortográfica: de acordo com as normas em vigor, a palavra “rasante” é escrita com S, e não com Z, como consta no texto.

    Você tem toda razão, e agradeço seu toque, caro João Paulo.

    A coluna não tem compromisso com o erro — a começar pelo erro de português.

    Obrigado e um abração

  44. Esron Vieira

    -

    02/07/2012 às 23:39

    Dentro da minha pequenês politica, não consigo engolir a posição de um supremo atual, em convalidar uma lei de anistia feita por um congresso bionico e submisso aos interesses dos ditadores.
    Sendo estes, interesses de rolar à baixo do tapete, todos os crimes contra a humanidade cometidos por bandidos que usurparam o dever de serem militares.
    Nenhum país decente ( ou da America Latina ),aceitaria uma lei forjada sob alegações obvias, com a desculpa risivel (pra não chorar), de não haver revanchismo.

  45. R Junior

    -

    02/07/2012 às 23:34

    Não publico comentários que, direta ou indiretamente, defendam ou louvem a ruptura da ordem constitucional.

  46. CLAUDIUS

    -

    02/07/2012 às 23:28

    Eu estou muito velho para acreditar em concidências.

  47. Luiz Pereira

    -

    02/07/2012 às 23:26

    Setti,
    Vc é um baú de histórias. Por favor, nos escreva seu relato de vida em um livro.
    abs

    Não tanto como meu irmão Augusto Nunes. Mas ando pensando em colocar em livro histórias vividas como profisional. Vamos ver. Você leu o delicioso “Minhas Histórias dos Outros”, do Zuenir Ventura?
    Seria algo do gênero, mais para o despretencioso do que para “memórias”. Quem sou eu para escrever “memórias”?

    Abração

  48. Maurício Giovani

    -

    02/07/2012 às 23:17

    O recado foi dado. Se o STF se acovardar e passar a mão na cabecinha dos 38 ,emsaleiros e sua corja, o Brasil com certeza ferverá, pois o povo já não aguaneta mais tanta roubalheira. Salvem os porbres que vagam nas filas dos hospitais por falta de atendimento enquanto um partido e sua turba saqueiam os cofres públicos com a desfassatez de um cleptomaníaco que não se incomoda em nada com a repercussão de seus atos. O Brasil está acordando. Se querem dar um golpe contra o povo mudandos as leis e amordaçando a imprensa livre e os órgãos de investigação, que venham outros caças da FAB e outros caças do povo decente deste país que tenha a cara e a coragem para fazerem valer a lei para todos, inclusive os mensaleiros. Estamos de olho!

  49. Alberto

    -

    02/07/2012 às 23:01

    Tenho 65 anos, vivi todo aquele período do governo militar e até hoje não consigo entender como é que jornalistas que também viveram a mesma época ainda falam em “ditadura militar”. Para mim, salvo formidável engano, nas ditaduras não há Congresso funcionando, não há eleições, não há jornais dissidentes (O Pasquim), não há direito de ir e vir, não se pode falar absolutamente nada contra a ordem instituída e costuma haver repressão até contra cidadãos de bem. O que o REGIME MILITAR fez foi reprimir terroristas, e isso qualquer democracia também tem o direito de fazer. Estou errado, Sr. Setti? Se estiver errado, por favor, me corrija!

    Você está erradíssimo, talvez por estar distante do que ocorria no poder, diferentemente de jornalistas. Um Congresso submetido a cassações, uma imprensa censurada a partir do AI-5, prisões arbitrárias, torturas, repressão a sindicatos e ao movimento estudantil, dissolução de partidos políticos, eleições biônicas para presidente, governadores e, no final, até para parte dos senadores, decisões do governo que não podiam ser revistas pela Justiça — santo Deus, isso era democracia?

    Bem, se você gostou, somos muito diferentes, caro Alberto. Eu não era militante de coisa nenhuma, era um estudante que começou a trabalhar na imprensa, e mesmo assim, entre amigos e conhecidos, pelo menos oito pessoas próximas a mim “desapareceram” — conforme o tempo passou, ficou estabelecido que foram presos arbitrariamente e torturados de maneira bárbara até a morte.

    Em que pais você estava na época?

    Abraços democráticos.

  50. alemao

    -

    02/07/2012 às 22:54

    Porém publica um artigo com viés de querer insinuar que os caças repetiram algo ocorrido no passado! E Ditadura é o que está ocorrendo agora. Fui jovem durante a tão aludida “ditadura” e foram tempos bem melhores do que esta podridão que vemos hoje em dia. Se aquilo foi Ditadura, nunca deveria ter acabado!

    Não insinuei a repetição, não. Disse claramente que se tratou de um episódio inocente — mas que, inevitavelmente, me trouxe à memória o outro episódio, este nada inocente, presenciado.

    Quanto ao regime de que você tanto gostou, repito parte da resposta que dei a outro leitor:

    “Tempos melhores?” Santa Maria. Um Congresso submetido a cassações, uma imprensa censurada a partir do AI-5, prisões arbitrárias, torturas, repressão a sindicatos e ao movimento estudantil, dissolução de partidos políticos, eleições biônicas para presidente, governadores e, no final, até para parte dos senadores, decisões do governo que não podiam ser revistas pela Justiça — santo Deus, isso era democracia, isso era “bom”?

    Bem, se você gostou, somos muito diferentes, caro Alemão. Eu não era militante de coisa nenhuma, era um estudante que começou a trabalhar na imprensa, e mesmo assim, entre amigos e conhecidos, pelo menos oito pessoas próximas a mim “desapareceram” — conforme o tempo passou, ficou estabelecido que foram presos arbitrariamente e torturados de maneira bárbara até a morte.

    Em que pais você estava na época?

  51. satyrojr

    -

    02/07/2012 às 22:50

    agora vai (amanha pela manha)!!!! kkkkkk

  52. miriam

    -

    02/07/2012 às 22:50

    Claro, Setti, que estamos em uma ditadura!!! Meu caro, não sabes que vivemos em plena ditadura da CORRUPÇÃO? Essa ditadura que faz com que pessoas morram sem atendimentos nos hospitais, que faz com que nossa educação seja uma das piores do mundo, que faz com quê cinquenta mil pessoas morram vítima da violência… Pois é, isso também é uma ditadura. É ou não é? Não entendi Setti, você nunca deixa de publicar comentários, nunca deixa ninguém sem resposta (quando essa se faz necessária).
    E outra: a ordem constitucional já foi rompida há muito tempo!! Basta ver o que acontece na política.

  53. Abraão Bastos

    -

    02/07/2012 às 22:46

    O regime militar de 64, com todos seus defeitos, era bem melhor que cleptotocracia de esquerda ou direita, que atualmente toma conta do Brasil

    Deus me livre! Toc, toc, toc. Melhor democracia imperfeita do que regime autoritário. E você acha que não houve roubalheira, da grossa, da grossísima, durante o regime militar — sem que houvesse imprensa livre para divulgar, e Ministério Público livre para denunciar?

  54. satyrojr

    -

    02/07/2012 às 22:43

    L1 e L4

  55. Ronaldo

    -

    02/07/2012 às 22:35

    Prezado Ricardo
    Brilhante. Pensei a mesma coisa quando ouvi a noticia.

  56. Fragilidade do Judiciario

    -

    02/07/2012 às 22:30

    Esse episódio só mostra a fragilidade do nosso país. Se um caça ultrapassado e sucateado faz isso, imagine uma invasão inimiga. Eu acho que os militares estão dando uma resposta ao governo pelo descaso com as Forças Armadas.

  57. satyrojr

    -

    02/07/2012 às 22:29

    Vou fazer melhor ou tentar, vou atras de AN e outros na Av. das Nações UNIdas , 7221, Pinheiros. Um dia xgo! spero q seja breve!

  58. nelson

    -

    02/07/2012 às 22:27

    O ruído da Diplomacia Brasileira certamente está incomodando os meus tímpanos e outras orelhas muito mais sensíveis. O Brasil parece que aos poucos está trilhando caminhos obscuros e danosos para a sociedade. A ideologia deve ser deixada de lado e as autoridades devem preocupar-se com a ÉTICA E LISURA NO TRATO DA COISA PÚBLICA.
    Um aviso estilhaçante é sempre muito oportuno. Juízo Senhores Políticos e Magistrados!!

  59. santareno

    -

    02/07/2012 às 22:26

    Gostaria de parabenizar esse piloto ,não pelo erro ,mas por ter feito o chão de Brasilia tremer e a nossa Aeronáutica ser lembrada mesmo que seja por um ato de empolgação do piloto,para impressiorar a populaçao,um ato inocente sem intenção alguma de ligar esse fato ao de outrora.O que é 30. ou 40.000 mil nos estragos ? Diante da farra que os três poderes fazem com o dinheiro público , o meu BRASIL esta preçisando de 290 000 000 de pilotos como êste para balançar a consiência dos que roubam sem dó nem piedade o nosso querido BRASIL.

  60. satyrojr

    -

    02/07/2012 às 22:20

    Olá amigo!!!

  61. carlos mattos

    -

    02/07/2012 às 22:19

    Não publico comentários que, direta ou indiretamente, defendam a ruptura da ordem constitucional.

  62. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    02/07/2012 às 22:16

    Setti:
    Os pilotos de caça tudo gente nova e apesar de amplo domínio da máquina e profissionalismo são jovens.
    Acredito que tenha sido um arroubo e infelizmente terá sua prenda.
    Abraços
    Pedro Luiz

  63. Kitty

    -

    02/07/2012 às 22:03

    Caro Ricardo,
    Mas que um artigo parece um livro que merece ser lido devagar para apreciar a história nos mínimos detalhes.Um leitor já falou da sua proverbial sutileza em tudo o que posta, não esperaria outra coisa de você, caro amigo. Por enquanto, o meus Parabéns!!! um abração//Kitty

    Muito obrigado, prezada Kitty. São coisas que os mais jovens precisam saber, não é mesmo?

    Um abração

  64. alemao

    -

    02/07/2012 às 21:47

    Não publico comentários que defendam a ruptura da ordem constitucional.

  65. Fernando Portela

    -

    02/07/2012 às 20:50

    Esse episódio me incomodou muito. Não só a mim, imagino. Mas acabei de ler o seu texto brilhante – e acredite: ao contrário do que seria uma mensagem infeliz, pouco sutil, o seu recado foi dado com uma pelica rara…
    Parabéns!

    Obrigado, meu querido amigo Fernando Portela, grande jornalista, grande escritor, grande figura humana.

    Abração!

 

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