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19/02/2012

às 19:28 \ Bytes de Memória

Histórias secretas de “Playboy” (1): o dia em que Maitê Proença foi regra 3 de Vera Fischer

(Post publicado originalmente no dia 11 de outubro de 2010)

(Os leitores não têm a menor obrigação de saber, mas a uma certa altura de minha longa carreira no chamado jornalismo hard – cuidando especialmente de temas políticos e relações internacionais – e no desempenho de cargos editorias executivos, coube-me ser diretor de Redação da revista Playboy, entre 1994 e 1999. Um período muito rico, que, felizmente, deu resultados muito positivos para a Editora Abril e rendeu muitas histórias que nunca contei. Começarei a fazer isto agora, no blog).

Lidar com deusa não é brincadeira.

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

Eu que o diga quando ousei tentar contratar Vera Fischer para ser a estrela de capa da edição de 21º aniversário de Playboy, em 1996. A edição, como sempre, sairia no mês de agosto. E deveríamos enviá-la à Gráfica da Editora Abril, pronta, “fechada”, no jargão jornalístico, no máximo na primeira semana de julho, como costumava acontecer com as revistas mensais.

Tínhamos o desafio representado pela edição de aniversário do ano anterior, dos 20 anos redondos, com Adriane Galisteu na capa – felizmente na minha gestão. Vendera 1 milhão de exemplares nas bancas, a que se juntavam 180 mil assinantes. Estourara também em páginas de publicidade. Não era propriamente necessário superar ou mesmo igualar o recorde. Só que não podíamos fazer feio.

Assim sendo, comecei a me preocupar com a edição de agosto já em janeiro, sempre secundado, nesse sofrimento, por uma grande profissional que era meu fiel braço direito  no terreno das contratações e dos ensaios de nu – a editora de Fotografia, Ariani Carneiro. Na primeira reunião sobre a edição de aniversário, decidimos por um nome: a estrelíssima Vera Fischer. Ah, que complicação, ainda me lembro bem.

A DEUSA EM INFERNO ASTRAL – Com altos e baixos pessoais, Vera continuava atraindo holofotes mas, por alguma razão que desconhecíamos, vivia uma fase de inferno astral. Frequentara uma única vez a capa da revista, catorze anos antes, em fevereiro de 1982. Agora, mostrava-se arredia, inacessível, até hostil, não queria conversa com ninguém.

capa_Plauboy

Vera na edição de fevereiro de 1982 em Playboy

Juro que não era nada fácil ser diretor de Playboy. Havia, claro, muitas compensações, mas ao prazer e ao desafio de todo mês produzir um forte pacote de jornalismo, humor, ficção e serviços para o leitor juntava-se a permanente aflição de precisar preencher uma capa ainda em branco com uma mulher bonita e, sempre que possível, famosa.

Cada uma delas demandava extensas negociações, ofertas e contra-ofertas financeiras, exame e reexame de minutas de contratos – e o tempo correndo, correndo.

Pois bem, voltando a Vera. Como estava difícil sequer começar uma negociação, abrimos, como de praxe, outra frente – sempre em sigilo, para não melindrar as partes envolvidas, um problemaço quando eventualmente acontecia. Ariani passou a conversar, naquele mesmo janeiro, com Maitê Proença. Eu troquei faxes com ela, cuja cópia ainda guardo. (Estávamos na fase pré-email).

A bela Maitê já estivera na capa de Playboy em fevereiro de 1987, e a respectiva edição seguia constando entre as mais vendidas em bancas da história da revista, com 626,1 mil exemplares. Ainda ostentando a mesma beleza clássica ao se aproximar dos 40 anos, sem grandes considerações a víamos como uma boa alternativa.

RUMO À CASA DE VERA, NO RIO – De repente, abre-se uma brecha na frente Vera Fischer. Depois de dezenas de contatos, telefonemas e sondagens, um agente, também advogado, com quem costumávamos tratar aqui e ali, aparece em nome de Vera. Vamos negociar.

Aí seguiu-se um sem-número de faxes para lá, faxes para cá. Nas mensagens, focadas sobretudo em cifras, acabamos chegando a um acordo: Vera receberia um bom xis à vista, tão logo estivesse concluído o ensaio, e seria premiada com o sucesso com xis centavos de real por cada exemplar vendido acima de um determinado limite.

Essa forma de contrato agradava à área financeira da Editora Abril porque dividia os riscos – e, claro, o êxito – com a contratada. Prudentes, precavidos, contudo, mantínhamos vivos os contatos com Maitê, a cargo da paciente, educada e competente Ariani. O sinal amarelo de alarme fora ligado: já estávamos quase no fina de abril.

Fechado o acordo por fax, combinamos uma conversa pessoal com Vera, em sua casa, no Rio. Para lá seguimos de São Paulo, no mesmo vôo, Ariani, o agente e eu. Juntos, pegamos o mesmo táxi. A deusa morava numa bela casa de dois andares no Joá, com uma vista espetacular para o mar, as montanhas verdejantes e a linha de edifícios de São Conrado, bem ao longe.

ELA TINHA OLHOS BELOS, MAS TRISTES – Para dizer a verdade, não fiquei bem impressionado ao chegar. A casa carecia de cuidados, de alguma maneira, imaginei, refletindo o mood então atribuído à dona. Pintura descascada, piscina semi-abandonada, um velho sofá, molhado por uma goteira, na garagem que abrigava um Volkswagen Golf, importado e novinho, verde.

Ao entrarmos pelo grande portão da frente, pudemos perceber uma escada que levava da cozinha ao quintal. Sob o vão, ao lado de um tanque de lavar roupa, aglomeravam-se garrafas de plástico e vidro vazias. No ar, um certo ar de abandono.

Sentamo-nos num sofá na sala espaçosa e envidraçada, recebidos pelo único empregado doméstico presente, um rapaz que também cuidava de Gabriel, o irrequieto e cabeludo filho da atriz com o ator Felipe Camargo, então com três anos.

De repente, ela. Cabelos dourados, olhos azul turquesa, pouca maquiagem, calça comprida, uma blusa rosa, de crochê, e sandálias. Parecia um tanto apressada, impaciente. Surpreendi-me com seus olhos, muito tristes, apagados, apesar de belos. De todo modo, ali, ao vivo, na iluminada sala de estar de sua casa, estava sem duvida uma bela mulher. Não pude, contudo, deixar de notar que suas mãos não correspondiam à juventude exuberante da então mais que quarentona Vera: menos tratadas do que eu poderia supor, menos delicadas do que imaginava, e salpicada de manchas marrom-claras.

Adiantei-me em agradecer por nos receber e passei ao discurso que ensaiara, elogiando seu trabalho profissional, seus dotes, dizendo de nossa admiração pelo que ela havia conquistado. Vera parecia alheia àquelas palavras e me cortou, brusca:

– Tudo bem, tudo bem, mas quero deixar bem clara uma coisa: já fiz essa história de participação em teatro, me dei mal e nem quero ouvir falar no assunto.

O ADVOGADO, HIPNOTIZADO PELOS SEIOS SEM SUTIÃ – Quase emudeci, mas toquei em frente. Disse que teatro era uma coisa, revista, outra. Argumentei com a solidez e a credibilidade da Abril. Naturalmente sem mencionar cifras, citei exemplos de estrelas que haviam declarado grande satisfação com o esquema de participação.

Ariani, esperta e experiente, deu um jeito de mudar a conversa. Onde Vera gostaria de ser fotografada, em que país? Tinha idéia de algum tema que lhe agradasse? – sua primeira vez em Playboy havia sido um ensaio em que ela, a despeito da lourice, protagonizava uma espécie de deusa grega.

Quanto ao agente e advogado, mantinha-se alheio à peremptória reação de Vera ao tipo de contrato que eu próprio negociara longamente com ele. Parecia hipnotizado por um detalhe: a deusa estava sem sutiã, e suas protuberâncias bronzeadas estufavam a blusa de crochê.

A conversa, inevitavelmente, voltou à questão da participação. Vera mantinha-se intransigente, não queria saber de um contrato assim. Vi que tudo fora por água abaixo quando ela, em terminado momento, afirmou:

– Bem, de qualquer maneira vou pensar no assunto e, é claro, preciso consultar meu advogado.

VONTADE DE ESGANAR – Estarrecido – até então julgava, por todas as razões do mundo, que nosso companheiro de viagem representasse Vera legalmente –, encaminhei o diálogo para o fim. Despedimo-nos de forma civilizada, combinamos futuros contatos. Percebi, porém, que para a edição de agosto seria impossível estampar a deusa na capa.

Voltamos, os três, em silêncio para a Zona Sul do Rio. No táxi, eu espumava de raiva contida. Meu impulso interior ordenava esganar o advogado. Só que silenciei, engoli o gigantesco sapo, diante da carteira de estrelas que ele representava. Quem sabe mais adiante eu o colocaria contra a parede, exigindo uma explicação para o vexame. Agora, não.

As maravilhas de ser diretor de Playboy, lembram-se?

Nosso companheiro de viagem marcara compromissos no Rio, de modo que desembarcou do táxi em Copacabana enquanto Ariani e eu rumamos para Aeroporto Santos Dumont. Imediatamente pedi a Ariani:

– Por favor, dê um telefonema pra Maitê e tente marcar um encontro para acertar o contrato.

Do próprio carro, por celular, ela deu sorte e falou com Maitê na hora. Marcou-se a reunião para dias depois.

E MAITÊ ASSINA UM CONTRATO – A 8 de maio de 1996, em seu apartamento num edifício ao lado do hotel Copacabana Palace, no Rio, Maitê Proença, a regra 3 de alto luxo que mantínhamos de sobreaviso, assinou contrato para estrelar a capa do 21º aniversário de Playboy.

Maitê na edição de agosto de 1996 em Playboy

O ensaio, assinado pelo magnífico fotógrafo Bob Wolfenson, teve como palco o interior da Sicilia, no Sul da Itália, em junho. Sobre isso falarei num post futuro.Durante muito tempo imaginei que Maitê nunca soube que nossa primeira opção havia sido por Vera Fischer. Hoje, analisando o quanto custou financeiramente aquele ensaio e as exigências posteriores da atriz – Ariani viajou pelo menos meia dúzia de vezes para o Rio com provas do ensaio, para o exame rigoroso e detalhado de Maitê – acho que, sim, de alguma maneira ela ficou  ao par.

De todo modo, valeu a pena. Fotos do ensaio figuram em revistas e livros de fotografia até hoje. E Playboy vendeu quase meio milhão de exemplares nas bancas.

De minha parte, fiquei feliz e aliviado. Até me lembrar de que, em setembro, havia outra capa a ser feita.

Leia também:

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64 Comentários

  1. Alexandre Finger

    -

    27/02/2012 às 22:10

    Como bom observador da beleza feminina,dê uma olhada em uma dançarina e atriz recém descoberta por Miguel Falabella.mas num comercial de HDTV que ela é mais interessante…

  2. Petista arrependido

    -

    23/02/2012 às 20:41

    Setti,
    Parabéns!
    Embora a Maitê seja bonita,não paga nem placê perto da Deusa Loura!

  3. Mari Labbate *44 Milhões*

    -

    21/02/2012 às 9:06

    Querido Setti, agora que a Rainha Marisa Letícia Rocco Casa transformou-se em celebridade, no Carnaval 2012 de SÃO PAULO, tornando-se a terceira president”A” do Brasil, merece uma Capa da Playboy! As indelicadezas foram o ponto alto da terrível exposição. Mas que mulherzinha mal-humorada! Significa que o “povo fede” e interessam-lhe apenas o dinheiro e o poder! Para todos os petistas, obviamente. PERGUNTA: Esse estreito relacionamento com mulheres famosas auxiliou-o a conhecer melhor a Alma Feminina?

    Respondendo a sua pergunta, cara Mari: ajudou-me a conhecer melhor o chamado mundo das celebridades. E dele quero distância…

  4. Fátima Cursino

    -

    27/05/2011 às 1:09

    Olha Setti, vc é um gentleman, um perfeito cavalheiro, tanto do ponto de vista profissional como linguístico/literário. É um pecado não escrever um livro… Que tal PLAYBOY: HISTÓRIAS E MEMÓRIAS- por Ricardo Setti. Vai vender mais que a revista da Adriane, e olha, que acho a Adriane show de bola!

    Muito obrigado pela gentileza do elogio, cara Fátima.
    Há dois ou três editores, especialmente um, velho amigo meu, querendo um livro assim. Não sei ainda se vou fazê-lo. Afinal, embora tenha permanecido durante 5 longos e movimentados anos na revista, ela já existe há quase 36 anos. Não dou “dono” de sua história…
    Um grande abraço e volte sempre.

  5. Juliana Cabrera

    -

    19/05/2011 às 15:33

    EU VOU COMPRAR ESSE LIVRO!! QUANDO É QUE VOCÊ VAI ESCREVÊ-LO?? A-D-O-R-O ESSAS “HISTÓRIAS DE BASTIDORES”. PARABÉNS PELO BELO TRABALHO!

    Obrigado, cara Juliana. Não sei ainda se vou escrever esse livro. Tenho tido uma vida profissional muito variada, e Playboy, que muito me orgulho de ter dirigido por 5 anos, foi, no entanto, apenas parte minoritária dessa trajetória.
    Aproveito para convidá-la a ler o post que está na home page, sobre Adriane Galisteu.
    Abraços

  6. Sergio Vitelli

    -

    15/05/2011 às 15:38

    O livro não é de se pensar, você tem essa obrigação! Lembro bem dessa revista na prateleira do meu quarto, uma das minhas prediletas. A Maitê era a representação daquela mãe jovem de um amigo da escola que vinha na Feira de Ciências e era alvo de comentários de todos os alunos de 12,13 anos. Sinceramente, a Palyboy era muito mais interessante naquela época, com menos mulheres fruta e musculosas na capa. Parabéns pelo artigo!

  7. Romolo Saporito

    -

    13/05/2011 às 21:44

    Seu comentário é cretino e impublicável.

  8. andre

    -

    13/05/2011 às 6:10

    Seu comentário grosseiro e cafajeste, que evidentemente não publicarei, mostra que você não tem ideia do que era, ao menos durante os longos anos em que lá fiquei, o que era a revista e o que significava fazê-la, com suas diferentes áreas de interesse.

  9. Mario Sergio Machado

    -

    09/05/2011 às 20:15

    Eu nunca gostei desta senhora. Ela parece ser tão chata quanto aquele tãl Fagundes.

  10. Kleyner Arley

    -

    09/05/2011 às 17:16

    E você ainda recebia para isso? Rsrs…

  11. Roberto

    -

    08/05/2011 às 15:11

    Setti, bota essas histórias em livro! Essas e outras que volta e meia vc conta aqui no blog.

    Obrigado pela sugestão, caro Roberto. Outros leitores já a fizeram. Estou pensando no assunto.
    Um grande abraço

  12. poa sp

    -

    12/11/2010 às 18:37

    Fique de olho
    Olá amigo, caso a prova do Enem, for refeita quem pago por o erro dos governantes? O povo mais uma vez…
    Um eleitor indignado

  13. Sergio Lima

    -

    09/11/2010 às 8:42

    Meu Caro Setti. Pra um louco colecionador, receber uma carta tão atenciosa, mesmo que padronizada, é algo que não tem preço, e esse “suvenir” passa a fazer parte da coleção como peça tão valiosa quanto todas as demais revistas.

    Mas feliz de verdade, vou ficar quando ler a respeito da negociação com a Galisteu.

    Confesso que se houvesse email naquela época, teria tido uma briga memorável com você, pois achei o cúmulo do absurdo a Galisteu na Capa de aniversário. Assim como briguei com o Rodrigo Veloso quando colocou Grazzi e assim como quase matei o Aran quando colocou Iris. ( O Aran, por causa da Iris, tenho vontade de matar até hoje – rs )

    Hoje, pra mim, Galisteu encabeça facilmente o meu top 3. A foto da bacia é de uma sensibilidade única.

    Não conhecia seu blog, mas confesso, tô viajando em todas essas histórias.
    Parabéns.
    Abraço grande

    Serginho

    Você não gostou da Galisteu na época, não é, Serginho?

    Imagine se eu não tivesse lutado como lutei (negociei pessoalmente com ela e, depois, com advogados) para tê-la na revista. Foi um recorde espetacular de vendas, de publicidade, de repercussão. Para meu gosto, não apenas aquela capa, mas aquela edição de Playboy de 25 anos foi a melhor de todos os tempos até eu deixar a revista (não quero comparar meu período com os colegas que vieram depois).

    A negociação com a Adriane não teve tanta coisa tão interessante, mas depois, sim, a começar pela feitura do ensaio, seus bastidores, a aprovação das fotos etc.

    Mais à frente vou contar.

    Um abração

  14. Eric Bauer

    -

    08/11/2010 às 16:27

    Valeu, Setti! É que minha monografia foi há 3 meses atrás, mas se o e-mail continuar o mesmo daquele expediente, depois te encaminho meu trabalho. Abração!

    Caro Eric, vou lhe enviar um email para você poder me encaminhar o trabalho. Gostarei muito de ver!

    Era trabalho de conclusão de curso?

    Abração e aguarde minha mensagem.

  15. Eric Bauer

    -

    08/11/2010 às 14:51

    Confesso que fico aqui sonhando com um livro que conte todas estas deliciosas curiosidades que faziam a Playboy ser a revista maravilhosa que era na tua gestão, época em que me tornei colecionador de fato. Minha monografia, inclusive, tratou sobre a mitologia em torno das recordistas entre 95 e 99 e considero uma pena não ter conseguido teu contato para uma possível entrevista. Entretando, fico no aguardo de mais posts como este.

    Grande abraço.

    Obrigado, caro Eric. Meu contato era fácil, os números, endereços e tudo o mais estavam no expediente da revista, e também havia em destaque um quadro dizendo como entrar em contato com a redação.

    Que pena!

    Um abração

  16. Sergio Lima

    -

    08/11/2010 às 13:16

    Caro Setti. Sou colecionador da revista desde 89, com todas as edições, inclusive a memoravel nr. 1 e a da Xuxa, que são itens raros. Minha vida pessoal é catalogada por PBY. Amarro qualquer acontecimento com a capa do mês. Me impressiona como cabe tantas lembranças na minha cabeça assim. Da sua gestão a frente da PBY, cabe simplesmente te agradecer. De Galisteu, Alexia Deschamps, Isabel Filards, ao memorável segundo semestre de 99, todos os momentos ali foram de pura magia.
    Tenho até hoje uma carta enviada e assinada por você se desculpando pelo atraso da minha revista da Alexia Deschamps, que quase me fez perder o juizo porque minha revista não chegava. E tê-lo agora, nos contando essas perolas da revista é de um prazer que chega a impressionar.
    Obrigado por compartilhar conosco tais memorias.
    Abraço grande
    Sergio Lima

    Caro Sérgio,
    Obrigado digo eu, pelo email tão atencioso e — incrível — por guardar até hoja a carta que lhe enviei na ocasião.

    Pretendo continuar contando boas histórias aqui, e não apenas do período Playboy, mas de diferentes experiências vividas em outros veículos. No próximo fim de semana, contarei uma história minha com um general-presidente.

    Abração

  17. Henrique

    -

    07/11/2010 às 19:48

    Sim, me lembro. Talvez ficou confuso meu texto, mas a intenção era dizer sobre o ensaio da Maitê em 1996. A sorte que ela assinou no lugar de Vera, que veio quatro anos depois. Grande abraço!

    Outro pra você, caro Henrique.

  18. Henrique

    -

    06/11/2010 às 11:38

    Ainda bem que Vera veio em janeiro de 2000! Aquele ensaio da Maitê é memorável. Uma obra de arte! Até hoje ele se posiciona em primeiro lugar nos meus ensaio preferidos. Uma sensibilidade na feitura do ensaio. E sobre a história, pra quem sempre foi fã de Plaboy é uma delícia de ler. Parabéns! Abraço, Henrique.

    Obrigado, caro Henrique. Só preciso lembrar ao amigo que deixei Playboy em outubro de 1999.

    Um abração

  19. cassio

    -

    01/11/2010 às 19:55

    Cara

    Vc foi durante muito tempo um felizardo!!! Descobri agora sua coluna e gostei demais. Bacana esta história. Abraço.

    Caro Cássio, você é que pensa. Não imagina o que era a cobrança, a responsabilidade, a necessidade de atingir metas — e ter sempre uma capa em branco à sua frente para preencher, fizesse chuva ou sol.

    Foi bem legal a experiência de 5 anos à frente da revista, mas o outro lado disso só quem trabalhou lá conhece de fato.

    Um abração e aguarde novas histórias.

  20. silviop

    -

    31/10/2010 às 23:26

    “Juro que não era nada fácil ser diretor de Playboy. Havia, claro, muitas compensações, mas ao prazer e ao desafio de todo mês produzir um forte pacote de jornalismo, humor, ficção e serviços para o leitor” Era difícil, Ricardo? Então porque não me chamou para ajudá-lo? Vamos combinar uma coisa: da próxima vez que voce estiver em dúvida cruel sobre escolher entre a Vera e a Maitê, me chama como voto de minerva. Eu desempato!

    Hahahahaha, caro Silvio, já desisti de explicar. Tenho é que aplaudir seu bom humor e lhe dar um abraço. E aguarde novas histórias! Volte sempre, meu amigo.

  21. edivam oliveira de medeiros

    -

    31/10/2010 às 22:13

    aqui deixo meus comentarios das politicas do brasil pricipalmente partido do pt todas corrupiçâo que foram feitas mas não foram condenados ninguem todos estão no poder ate hoje porque a lei da ficha limpa não pune estes corrupitos petistas o pt apronta e os outros partidos é quem paga o pato por tudo isto não é correto não eu digo lei sai do papel e vai punir aqueles estão no poder começando pelo proprio pt ja que terminou acampanha chegou a hora de agir com rigor da lei dia 31/10/2010 edivam ba obrigado uma boa noite c/ as 19 hrs 07seg

  22. Marcus(MG)

    -

    22/10/2010 às 21:36

    Acrescento que pela sua explicação no meu comentário, você quer dizer em poucas palavras a máxima da revista playboy:”PRAZER COM IMFORMAÇAO”
    vamos dizer que informação é o extra da revista.
    Parece que não sobrou dos grandes ícones no meio editorial explícito,já que o dono da playboy tá falido(no meio deles é um pouco mais pobre),Bob Guccione morrreu realmente falido,o irônico é que quem está mal das pernas que é o Larry Flint é o que não está falido!Será este meio está fadado ao fundo do poço,ainda bem que você saiu da playboy,apesar que acho que a regra vale apenas para os fundadores,mas não é bom arriscar.Você tem saudades das mulheres ou da excitação de correr atrás delas para implorar que tirem a roupa.Na sua época tinha quantas revistas concorrentes com a playboy?
    Ouvi dizer que a playboy do brasil é uma das mais rentáveis para Hugh Hefner,você nunca foi convidado para aquela casa do mundo de playboy?
    Abraços.

    Caro Marcus,

    Você perguntou muitas coisas e estamos numa noite muito movimentada, não vou conseguir responder a todas.

    A família Hefner passou o controle de Playboy para outra empresa, realmente. Mas há planos do velho Hugh de recomprar a revista e a marca.

    Playboy nunca foi de publicar nus explícitos, ginecológicos, como se diz, e nisto você se engana. Já Penthouse, sim, e sobretudo a revista de Larry Flint, Hustler.

    O fato de eu ter deixado a revista há tempos não significa um “ainda bem” do ponto de vista do trabalho, já que a revista Playboy no Brasil é licenciada da Editora Abril, o maior grupo editorial da América Latina, empresa sã e vigorosa. Ou seja, se as edições de Playboy no país tal ou qual não vão bem, isso não afeta a edição brasileira, que é independente e editada por uma empresa sólida.

    E não tenho saudades de correr atrás de celebridades, não. É uma das coisas mais estressantes que você possa imaginar: há uma capa em branco esperando por você a cada mês.

    Quanto à frequentar a Playboy Mansion, tive a oportunidade mas acabei não indo. Fui, sim, a várias convenções internacionais das várias edições da revista em lugares como Acapulco, no México, Saint Martin, no Caribe, Rovinj, uma ilha da Croácia no Mar Adriático, e Barcelona, na Espanha. E juro pra você que, embora tenha me divertido bastante, trabalhei muito, apresentando as novidades e mudanças da revista brasileira, sempre em idiomas estrangeiros.

    Um abraço, volte sempre.

  23. Figueroa Xavier(Notícias De Sena)

    -

    22/10/2010 às 3:12

    Muintas Noticias Ai Nesse Site Acessem http://www.noticiasdesena.blogspot.com

  24. Rami

    -

    22/10/2010 às 1:19

    Belas histórias de quem sabe! Parabéns Ricardo e siga nos brindando com seus feitos. Aliás, Playboy até hoje tem um jornalismo de primeira qualidade!

    Caro Rami, muito obrigado. Não são propriamente meus feitos, mas histórias que eu vivi.

    Um abração do

    Ricardo Setti

  25. detinho

    -

    21/10/2010 às 7:54

    Fiquei sabendo do seu Blog hoje,através de um artigo do Jornalista Carlos Blickimam.
    Fico feliz em saber que temos mais opções neste grande time de Veja, juntando-o aos também competentes Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes.
    Seja bem vindo.

    Muito obrigado, caro Detinho. E desculpe o atraso na resposta a seu amável comentário.

    Um abração do

    Ricardo Setti

  26. Marcus(MG)

    -

    21/10/2010 às 0:05

    Ricardo Setti porque há este procedimento de não revelar o caxe das despidas de playboy?
    Porque tem tão poucas numa edição,já que o maior propósito desta revista não é informar é amostrar.
    Não consigo imginar alguém levando a revista para o reservado e depois falando que adorou a entrevista do Pelé!
    Porque será que todo mundo que tem vergonha(talvez)de dizer que comprou para ver como elas vieram ao mundo sempre diz aquela frase,”nossa as reportagens são muito boas”,boas para mim são as mulheres,se quero reportagem eu compro veja!Abraço

    Caro Marcus,

    Pelo menos durante minha gestão, não revelávamos — e ainda hoje não revelo — os montantes pagos às estrelas de Playboy porque isso criaria dificuldades na hora de negociar futuros contratos. Cada garota iria querer mais do que a anterior, iriam fazer comparações — eu sou mais famosa, eu estou na novela das 8, fulana que saiu no mês tal não estava etc. E por ser um assunto de interesse interno da Editora Abril.

    Não sei se as pessoas têm vergonha de comprar. Na verdade, o pacote de jornalismo que Playboy sempre apresentou, e que procurei enfatizar ao máximo, é um complemento fundamental para ser uma boa revista. Eu não posso senão valorizar o jornalismo que praticava em minha época em Playboy até porque o único Prêmio Esso de Reportagem da história da revista foi ganho por mim, há muitos anos, quando de minha primeira passagem por Playboy — os bastidores secretos da feitura do Plano Cruzado.

    O jornalismo de Playboy sempre repercutiu. O ex-presidente Fernando Henrique perdeu a eleição para prefeito de São Paulo para Jânio Quadros em 1985 em grande parte pela utilização feita pelo adversário de um trecho de sua entrevista à revista em que afirmava haver experimentado maconha um dia.

  27. Beto1

    -

    19/10/2010 às 21:54

    Prezado Setti

    É a primeira vez que visito o seu site.
    Achei-o muito interessante. Gostei.
    Em se tratando de Playboy,agradeceria se você confirmasse uma história a respeito da Míriam Rios.
    Conta-se que Roberto Carlos, que na ocasião era seu marido, comprou e recolheu toda a “edição” onde ela, Miriam, posara nua.

    Obrigado por sua visita e seu comentário, caro Beto.

    Essa história não é verdadeira. Nuna aconteceu. São muitos os boatos sobre a revista.

    Vou contar ao longo do tempo vários casos — reais — acontecidos.

    Um abração, espero que você volte!

  28. Kenjiro Nagasawa

    -

    18/10/2010 às 12:27

    A Maitê é minha musa desde que me conheço por gente! Para mim é a MULHER mais perfeita que existe até hoje. Como vê, se tivesse a sorte de estar no seu lugar, a primeira opção pela capa desse aniversário da Playboy não seria a Vera (também linda mas bem menos que Maitê).
    Parabéns pelas ótimas histórias vividas e obrigado por compartilhá-las!

    Caro Kenjiro, muito obrigado por sua visita e seu comentário.

    E aguarde uma história muito interessante: como contratamos, no meu período em Playboy, a filha de Fidel Castro para posar. O que aconteceu que o ensaio não saiu? Não perca a história, proximamente.

    Um grande abraço.

  29. Murilo Menon

    -

    18/10/2010 às 11:30

    Esse ensaio da Maitê Proença foi realmente maravilhoso. Parabéns pela fotografada e pela revista!.

    Obrigado, caro Murilo, em nome dos bons tempos em que tive uma maravilhosa equipe em Playboy, entre 1994 e 1999.

    Abração

  30. Gláucio Fonseca

    -

    17/10/2010 às 9:40

    Pois é, para uma revista que já estampou estrelas da grandeza de Vera Fischer e Maité Proença, agora se preocupa com Mulher Melancia e Cia. é muita decadência, infelizmente.

  31. Pedro Couto

    -

    15/10/2010 às 11:52

    Obervando bem o conteudo da matéria, qualquer uma das duas ficariam de bom tamanho. Pois as duas merecem todos os elogios. ou não?

    Sem dúvida, caro Pedro. Obrigado pela visita e pelo comentário. E pela leitura da seção “Bytes de Memória”, que às vezes os leitores, muito preocupados com política, nem percebem que existe… Abraços.

  32. Eduardo

    -

    15/10/2010 às 6:05

    Hesito em revelar o nome dele, não faz diferença para a história, não é, Eduardo? Você se refere a isso ou a algum outro aspecto do post? Abraços.

    Não, Setti. Apenas imaginei que o peso da interveniência desse colega de profissão meu esbulhara o enorme trabalho e esforço de você e sua colega. Penso agora, sim, se essa figura, que deve permanecer no anonimato, não teria participado em outros casos e como teria saído! Mas valeu mesmo foi a sua narrativa. Minha ex-esposa foi professora dela na Escola Americana de Campinas. Isso vai um bom tempo! (rs). E na época ela já era en.can.ta.do.ra!

    Muito obrigado por sua visita e seu comentário, caro Eduardo. Para dizer a verdade, depois desse episódio o advogado em questão ainda fechou vários contratos com Playboy e se portou corretamente. Como escrevi, preferi engolir o enorme sapo porque ele tinha uma “carteira” de clientes que interessava à revista.

    Obrigado por sua contribuição ao blog. Abração.

  33. J.R.Duran

    -

    14/10/2010 às 4:36

    Um abraço, meu caro Setti !

    Grande Duran, extraordinário fotógrafo, querido companheiro de trabalho em “Playboy” e grande amigo, obrigado por sua visita e por sua mensagem!

    Abração do

    SETTI

  34. Eduardo

    -

    13/10/2010 às 4:13

    … e o tal advogado? (rs). Deve haver uma parte da história que seus leitores serão ser premiados? Vou aguardar!

    Hesito em revelar o nome dele, não faz diferença para a história, não é, Eduardo? Você se refere a isso ou a algum outro aspecto do post? Abraços.

  35. Edú

    -

    11/10/2010 às 20:52

    O Setti é um reconhecido gentleman mas pelas minhas informações “confidenciais” conta-se nos dedos de apenas uma das mãos estrelas da capa e páginas capazes de superar a singular beleza de uma funcionária da redação da revista q se manteve lá por alguns anos.O nome da distinta moça, por uma questão de elegância, prefiro omitir.

  36. jose pedro vilardi

    -

    11/10/2010 às 19:33

    mudando de assunto, se bem que ler sobres as deusas è bem melhor, por que da data folha continua insistindo em fazer pesquisas ? Ninguem avisou que ela ja perdeu a credibilidade ?

    Obrigado pela referência à matéria das deusas, caro José Pedro. Se puder, visite sempre as seções do blog “Tema Livre” e “Bytes de Memória”, lá tem todo tipo de assunto que não a política. Nem sempre os leitores navegam pelo blog.

    Para mim, o Datafolha é o instituto mais isento de todos e ainda o levo em conta. É o único que não faz pesquisas para partidos políticos, para o governo nem para candidatos. Tem mais isenção e acho-o tecnicamente melhor.

    Um abraço e volte sempre.

    Ricardo Setti

  37. Luz

    -

    11/10/2010 às 17:13

    Sr. Ricardo, desculpe-me o atrevimento, mas se ela ficou ciente, teve conhecimento, nao seria ficou a par ao inves de ao par? Uma delicia suas historias.

    Obrigado pelo toque, cara amiga. Vou dar uma olhada cuidadosa. Um abraço e volte sempre.

    Ricardo Setti

  38. Celinha/Marília-SP

    -

    11/10/2010 às 15:32

    Setti, que privilégio poder acompanha-lo nestas histórias de bastidores. Seu estilo diverte e informa. Como outros já postaram, daqui não saio. Grande abraço.

    Muitíssimo obrigado, cara Celinha. Você não pode imaginar a satisfação que um comentário desses provoca num jornalista que trabalha duro.

    Um abraço e será um prazer tê-la sempre aqui.

    Ricardo Setti

  39. Augusto

    -

    11/10/2010 às 15:11

    14 anos se passaram e ambas continuam sendo deusas!

  40. SILVIO

    -

    10/10/2010 às 19:53

    FELIZARDO, SEM RECLAMAÇÕES, POR FAVOR….

  41. Chico Vilhena

    -

    10/10/2010 às 17:15

    Curioso ato falho do querido autor: “…sempre secundado, nesse sofrimento, por minha fiel mão direita no terreno das contratações e dos ensaios de nu…”.
    O uso de “braço direito” daria menos chance às mentes mais maliciosas.
    Um abraço

    Você tem razão, Chico. Vou corririr isso. Obrigado pelo toque. Éramos na revista e continuando sendo profissionais.

  42. Dulce Toledo / BH

    -

    09/10/2010 às 23:13

    Maravilha de estória. Só poderia vir de alguem tão rico como você, Setti. Parabéns! Adorei ler este texto.
    Grande abraço
    Dulce

    Ei, Dulce, você sempre alegra meu dia.

    Valeu!

    Abração

  43. osvaldo

    -

    09/10/2010 às 22:04

    Que grata surpresa ter o seu blog em VEJA.Posso dizer que um jornalista e escritor do teu gabarito não podia ficar ”escondido” , e que bom que esta em VEJA que só tem craques e genios como Pompeu de Toledo e Guzzo.Parabéns por fazer com que possamos acreditar que este pais ainda pode dar certo e ainda tem pessoas de valor como você.

    Obrigado, Osvaldo, pela sua generosidade. Na verdade, eu não estava “escondido”. Deixei a Abril há alguns anos por vontade própria, negociando com a empresa com antecipação essa transição, pra ser um pouco mais dono da minha vida. Minha filha, meu filho e meu netinho vivem em Barcelona e minha mulher e eu fazemos o possível para estar com eles com frequência. Eles vêm ao Brasil, nós vamos para lá.

    Ainda assim, fiz muita coisa nesses anos. Tive até um blog no infelizmente falecido site http://www.nominimo.com.br Fui por mais de três anos articulista da revista EXAME, escrevi em O GLOBO, no Estaãdo e, contratado pela Editora Civilização Brasileira, trabalhei por 6 meses com o ex-presidente Fernando Henrique na edição de suas memórias políticas.

    Mas realmente estou feliz de estar voltando ao dia-a-dia do jornalismo, agora eletrônico. EStou trabalhando muito e gostando muito.

    Um abração do

    Ricardo Setti

  44. RitaZ

    -

    09/10/2010 às 21:37

    Setti,
    Aguardarei com paciência de “monja” todas as matérias de todas as seções.
    Me perdoe o exagero de comentários, mas, aquí neste blog é assim: agente se sente realmente à vontade!
    abs.
    Rita

  45. sheila lima

    -

    09/10/2010 às 20:25

    Que estória deliciosa!Tomara possamos ler outras.Dá um tom diferente ao blog.Legal!

    Oi, Sheila, muito obrigado. Na verdade, as pessoas tendem a ler só o que aparece na home page, sem navegar pelo blog. Se você fizer a gentileza de clicar lá em cima, na barrinha de navegação onde estão as diversas seções do blog — Política & Cia, Vasto Mundo, Tema Livre e Bytes de Memória –, vai ver que tem “Tema Livre” e “Bytes de Memória” eu saio muito da política e falo de música, futebol, televisão…

    Um abração pra você e volte sempre, tá?

    Ricardo Setti

  46. RitaZ

    -

    09/10/2010 às 20:04

    Setti,
    mas você é demais mesmo! Pronto agora grudei aquí só saio morta, esperando a história da filha do Fidel, ai, ai, ai.
    abs.
    Rita

    Oi, Rita. Se quiser se adiantar ao que vou publicar, escrevi a respeito um texto para a excelente revista masculina ALFA, recentemente lançada pela Editora Abril, que já está nas bancas.

    Mas tive problemas de espaço, e tirei muita coisa interessante. Na versão do blog, publicarei a história inteira, que é mais ou menos 30% mais extensa do que saiu na revista. Aguarde.

    Amanhã vai estar aqui no blog um relato que também acho legal: assisti, ainda molecão, à eleição do marechal Castello Branco como primeiro presidente do regime militar pelo Congresso, levado por meu Pai. E vi o grande presidente Juscelino votar nele — os militares tinham garantido que poupariam JK das cassações porque queriam o apoio do partido dele, o velho PSD, para eleger Castello indiretamente. Depois foi o que se sabe: JK foi cassado e exilado.

    Um abração

  47. Stanley Pontatlantica

    -

    09/10/2010 às 18:45

    Olá, Setti…
    Acho que muitos ficaram encantados com o relato dos bastidores de uma época sem as facilidades redutoras da internet, mas repleta de estrelas pré siliconadas… Tenho uma curiosidade sobre o trauma manifesto com o teatro pela bela, mas acredito que talvez ela não tenha entrado em detalhes, porém desconfio que a peça que provocou tal aversão seria Macbeth, que ela protagonizou com Antonio Fagundes no Teatro Hebraica. Eu frequentei os bastidores de uma das apresentações para gravá-la e tive a mesma impressão daqueles olhos… Belos, mas tremendamente melancólicos.
    Um grande abraço.

    Valeu, Stanley. Não vi “McBeth”, infelizmente. Você foi aos bastidores? É então jornalista?

    Abraços

  48. bruxa velha

    -

    09/10/2010 às 18:30

    Agora voce esta livre desse sacrificio! Nao precisa mais negociar com as divas, trocou-as pelas “deusas da politica”. Dilma, Marina, Erenice, Marta, Erundina, e por ai vai… ahhhahahahhahah

  49. Carlos Costa Aguiar

    -

    09/10/2010 às 17:48

    Boa noite, Setti,
    Muito interessante ler sobre esse assunto hoje. Esses dias mesmo eu estava conversando com minha esposa – que é belga- e justamente eu explicava que a Playboy no Brasil é uma publicaçao serissima e de alta qualidade jornalistica enquanto ela me olhava com deboche desacreditando em cada palavra que eu dizia. Contei pra ela o episodio da primeira vez que a Maitê posou em 87, foi um dos eventos mais esperados da época. Na escola, nosso professor de quimica nos liberou 10 minutos antes do final da aula para que pudéssemos comprar a ediçao antes que esgotasse. Ele aproveitou para nos acompanhar e garantiu o seu exemplar também. A publicidade na televisao eram monges franciscanos soando sinos e cantando “Haleluia”.
    Apesar de minhas explicaçoes, a Playboy continua sendo para minha esposa uma revista e sacanagem…

    Caro Carlos, a revista passou por diferentes fases, teve seus altos e baixos. Mas nunca foi revista de sacanagem, como diz sua mulher. Eu próprio, numa passagem anterior por Playboy, entre 1985 e 1986 — não como diretor, mas como editor especial –, tive a honra de ganhar o Prêmio Esso de Reportagem de 1986 por uma extensa matéria sobre os bastidores da feitura do Plano Cruzado.

    A reportagem ganhou ainda outros prêmios e eu a editei em um pequeno livro.

    No meu período, felizmente, fizemos excelentes trabalhos na área de jornalismo e o extinto Ranking Playboy das Melhores Faculdades do Brasil mereceu do ministro da Educação da época, Paulo Renato, como a melhor régua que existiu no país para avaliar os cursos superiores antes do advento do Provão.

    Abraços

    Ricardo Setti

  50. Margarida

    -

    09/10/2010 às 17:41

    Parabéns!
    Um relato simples que passa a compreensível insegurança de quem lida com divas (não que eu tenha conhecimento de causa).
    Gostei muito.
    Um abraço

  51. Sato

    -

    09/10/2010 às 17:22

    A Maitê é uma assídua frequentadora da Playboy. Em 1987 ela foi capa das edições 139 e 139-A (edição especial).
    Quanto ao Setti, se ele fosse jogador de futebol seria um curinga.

    Caro Sato, obrigado pelo elogio, mas a gente, na profissão, precisa encarar os desafios que surgem.

    Um abraço, volte sempre.

    Ricardo Setti

  52. RitaZ

    -

    09/10/2010 às 16:31

    Ola Setti!
    que maravilha de estória com gosto de quero muito mais, não esqueça que prometestes…sobre o ensaio no Sul da Itália, ok?
    Nós mulheres somos difíceis, porém imprescindíveis, nem que seja só para vender revistas, rs , brincadeira, sei que não pensa assim.
    abs.
    Rita

    Não penso mesmo, Rita. Até porque, além da minha mulher, que é um colosso, tenho uma filha que é um dos orgulhos da minha vida — ela é jornalista também. Bonita, inteligente e sobretudo muito, mas muito corajosa. Tenho profundo respeito pelas mulheres.

    Obrigado por um email tão simpático. Sim, contarei a história do ensaio na Itália e várias outras que nunca contei antes.

    Aguarde um post longo, em capítulos: a história de nossa negociação para que a filha única de Fidel Castro (ele tem sete filhos homens) posasse para Playboy.

    Um abraço do

    Ricardo Setti

  53. daniel

    -

    09/10/2010 às 15:52

    “Juro que não era nada fácil ser diretor de Playboy. Havia, claro, muitas compensações…”; “As maravilhas de ser diretor de Playboy…” Fala sério, Setti, o melhor de tudo era acompanhar os ensaios pessoalmente. Que inveja. Abração.

  54. marcos moraes

    -

    09/10/2010 às 15:31

    Muito interessante!Parabéns!

    Durante anos guardei a revista da Vera, menos por ela e mais por duas reportagens:

    o orgasmo de 60 minutos;
    o cara qu se matou com o pensamento;

    Mas, perdi. Tem como relança-las?

    Obrigado por seu comentário, caro Marcos. Quanto a relançamentos, há muito tempo deixei Playboy. Você teria que perguntar pro pessoal de lá. Mas já adianto: é muito difícil, sobretudo por causa do problema dos direitos autorais. Teriam que ser negociados de novo, e as estrelas costumam argumentar que agora estão “em outra fase da carreira” e outros raciocinios do tipo para não topar. Às vezes, também não compensa do ponto de vista comercial, para a empresa.

    Abraço
    Ricardo Setti

    MAM

  55. Guilherme Outeiro

    -

    09/10/2010 às 15:06

    Esse tal Advogado era um tremendo de um picareta, mas a Vera voltaria a ser capa, só não me lembro o ano.

    Já não era na minha gestão. E prefiro não comentar o perído após a minha saída.

    Obrigado por sua visita e por seu comentário.

    Volte sempre.

    Um abraço do

    Ricardo Setti

  56. Antunes

    -

    09/10/2010 às 14:49

    Puxa!

    Que trabalho dificil, decidir entre Vera e Maite…

    Que inveja!

    Um abraço

    Juro pra você que eu dava um duro danado, Antunes. Todo mês tinha metas a cumprir, em vendas, em faturamento. E as estrelas não estão à sua disposição, felizes da vida. Tentam extair o máximo de cada negociação, regateiam, têm agentes complicados, mães chatas e por aí vai.

    Mas seu bem-humorado comentário é uma beleza.

    Um abração do

    Ricardo Setti

  57. Celso Neto

    -

    09/10/2010 às 12:49

    Muito boa a historia. Seus leitores ficaram aguardando mais.

  58. Anouk

    -

    09/10/2010 às 12:47

    Olá!
    Ufa! Complicado, hein?
    Na verdade, só Marylin Monroe, conseguiu reunir atributos raros numa única mulher como extrema sensualidade, beleza singela e um certo desprendimento nao corrompido. Enfim uma bela mulher.

  59. RAFAEL SC

    -

    09/10/2010 às 11:45

    Olá Setti, muito bom rever essas capas, por falar nisso, por onde anda a Vera? Um abraço.

    Caro Rafael,

    Eu me desliguei há muito tempo de Playboy, como escrevi no começo do post. Não sei. Mas ela está sempre na mídia. Se você der um google, vai achar notícias recentes da estrela.

    Um abração do

    Ricardo Setti

  60. Marco

    -

    09/10/2010 às 11:43

    Caro R.Setti: Tu já deve ter notado q sou um filósofo informal, mas o teu brilhante relato com as musas,não difere muito das mulheres comuns. Toda mulher tem sensualidade e dissimulações:
    1) Principalmente na juventude o homem corre o risco de idealizar a mulher bem amada como uma transfiguração divina e infinita ( o Belo Noivo e a Noiva da Alma ).
    2) O Homem vê a mulher como uma força ” Decorativa ” na sua ideologia, atribuindo nela todas as qualidades de ” Veneração e Exaltação “.
    3)A mulher consciente do sentimento q o homem lhe devota vai a encontro desse esforço de idealização. Enfeitando-se ,expressando pensamentos delicados com a intenção de q assim o poder idealizador do homem crescerá.
    4) Com prodigiosa sutileza feminina o Pudor não é hipocresia, com o dom da intuição a mulher adivinha q é púdica e ingênua, essa é a arma de sedução q impulsiona o homem a o interesse,através da elevação de sua alta- Estima,usa uma utilidade da inociência de talvez fechar os olhos sobre si mesma.
    5)Um homem cauteloso sabe ” q a mulher desencatará mais cedo “.
    Portanto meu amigo é por isso q admiro a Playboy e as mulheres q posam !
    Abs.

  61. Guca Domenico

    -

    09/10/2010 às 11:31

    Eu aqui trabalhando com a enxada pra tirar uns rabanetes da horta e você nesse “trabalho duro”, hein, Ricardo!

  62. Chico Lima

    -

    09/10/2010 às 11:22

    Que doce problema!
    Que pena não ter estudado jornalismo! hehehehehehe

  63. Robert

    -

    09/10/2010 às 10:53

    A história é ótima, porém percebo um tiquinho de ressentimento com a Vera Fisher, que parece permanecer até hoje.

  64. Markito-Pi

    -

    09/10/2010 às 10:35

    Espero outras histórias deliciosas como estas. Se para você nã foi fácil dirigir a playboy, para mim( e isto é uma homenagem a V.) foi facílimo ser voyeur da mesma.


 

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