07/08/2012
às 18:00 \ Tema LivreA Telefônica testa, na Espanha, fios de cobre com DNA para rastrear ladrões. Quando chegará a vez do Brasil?

O Túnel Jânio Quadros, que passa por baixo do Rio Pinheiros, em São Paulo, de quase 2 quilômetros de extensão, em uma das várias vezes em que foi interditado por estar sem luz devido ao roubo de cabos de cobre (Foto: O Globo)
Amigos do blog, sempre fui um defensor ferrenho de investimentos públicos em tecnologia para combater o crime.
É espantoso como as autoridades de segurança pública da maioria dos Estados gasta na compra de veículos, armas e outros itens naturalmente indispensáveis às políciais, mas, com exceção de São Paulo e alguns outros, investe pouquíssimo, quando nada, em tecnologia.
A tecnologia contra o crime pode muitas vezes ser usada pela iniciativa privada. Veja o caso da multinacional espanhola Telefonica, que no Brasil atua em São Paulo e tem a maior rede brasileira de telefonia fixa (além de sociedade em empresas de telefonia celular).
Neste momento, na Catalunha, na Espanha, a Telefonica está começando a utilizar tecnologia britânica para combater um problema crônico na região – e mais do que crônico no Brasil: o roubo de fios de cobre, que no nosso país inferniza empresas de telefonia, empresas de metrô, linhas de trem e outros setores. Dá prejuízo às empresas, públicas e privadas, e dor de cabeça aos consumidores, já que em certas cidades, bairros inteiros ficam com telefones mudos ou sofrem problemas de gravidade semelhante por causa dos ladrões de cobre.

Montanhas de fios de cobre roubados na Catalunha, Espanha: em futuro próximo, será possível identificar os ladrões e a origem do produto (Foto: 20minutos.es)
A Telefonica está começando a revestir toda a sua rede na Catalunha com uma espécie de DNA eletrônico, como se fosse uma pintura, invisível a olho nu e que só pode ser detectado por raios ultravioletas. O produto tem um tal grau de sofisticação que pode permitir à polícia, nas constantes apreensões de material que promove, saber se os fios são roubados e até a identidade dos ladrões, se forem presos suspeitos, já que a substância tem a capacidade de se impregnar na pele durante várias semanas, e, na roupa, durante vários meses.
A empresa britânica que fabrica o produto, a Selecta DNA, se orgulha de ser “temida por criminosos no mundo inteiro” e garante que o DNA eletrônico, se incluído na matéria prima do produto a ser fabricado já no momento da produção – o que inclui até motores e peças de veículos – pode sair para o mercado com todos os principais dados da companhia fabricante codificados: nome, logotipo e, no caso dos fios de cobre, até informação sobre a área onde os cabos foram colocados.
O cobre sempre atraiu ladrões (não só no Brasil), e mais ainda com a atual crise econômica internacional, com o fato adicional que seu preço triplicou nos últimos três anos. A tonelada do metal vale, hoje, algo como 8 mil reais.
Quando será que a Telefonica vai começar a usar o DNA eletrônico – “micropontos circulares de tamanho mínimo, praticamente invisíveis a olho nu”, segundo a empresa britânica – no Brasil?
Tags: combater o crime, DNA, DNA eletrônico, fios de cobre, investimentos públicos, tecnologia, Telefônica








































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