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Arquivo de 17 de julho de 2012

17/07/2012

às 19:00 \ Tema Livre

A tragédia do vôo Air France 447: o que ocorreu foi erro dos pilotos

ATITUDE ERRADA Alain Bouillard, investigador-chefe da BEA, mostra a posição de perda de sustentação da qual o Airbus do voo AF-447 não conseguiu escapar (Foto: Benoit Tessier / Reuters)

ATITUDE ERRADA -- Alain Bouillard, chefe da agência francesa de investigação de acidentes aeronáuticos, mostra a posição de perda de sustentação da qual o Airbus do voo AF-447 não conseguiu escapar (Foto: Benoit Tessier / Reuters)

 

(Reportagem publicada na edição impressa de VEJA)

 

AF-447

Em queda livre sem perceber

 

O relatório final sobre o acidente do AF-447 mostra que os pilotos em nenhum momento tiveram consciência de que o avião não voava, caía. Faltou destreza? Treino? Ou faltaram os dois?

Quando um avião cai em meio a uma tempestade tentando pousar à noite numa pista mal sinali­zada e sem apoio de instrumentos, tem-se uma tragédia, mas raramente um mistério. O que ocorreu com o Airbus A330 da Air France que fazia o voo AF-447 do Rio de Janeiro a Paris na madrugada de 1º de junho de 2009 foi uma tragédia que matou todas as 228 pessoas a bordo – e um mistério que desafiou os especialistas nos últimos três anos.

Na semana retrasada, a agência francesa de investigação de acidentes aeronáuticos, a BEA, divulgou o relatório final sobre um dos mais improváveis e evitáveis acidentes da aviação comercial. Improvável porque o Airbus voava em altitude e velocidade de cruzeiro – a mais de 11 000 metros e 900 quilômetros por hora -, situação em que ocorre menos de 0,5% dos acidentes.

Evitável porque os jatos comerciais, mesmo sofrendo as piores panes simultâneas, oferecem aos pilotos a possibilidade de contornar os problemas manualmente. O relatório final da BEA mostra que os dois copilotos que estavam na cabine de comando do Airbus – por falta de destreza, treinamento, ou as duas coisas – cometeram erros fatais quando, paralisado por panes, o piloto automático lhes devolveu o comando do avião.

Homens da Marinha recolhem restos do Airbus ao largo do litoral brasileiro (Foto: Marinha do Brasil)

“A ocorrência das panes na fase de cruzeiro do voo surpreendeu completamente a tripulação do AF-447″, diz o relatório. O comandante dormia em seu beliche (não há nada de anormal no fato de o comandante descansar durante voos longos e ser acordado para fazer o pouso) e chegou à cabine quando nada mais podia fazer.

“A tripulação em nenhum momento entendeu a situação”, disse Jean-Paul Troadec, diretor da BEA. Qual era a situação? O AF-447 meteu-se no núcleo de uma tempestade tropical sobre o Ocea­no Atlântico, da qual todos os voos daquela rota na mesma noite se desviaram.

Os cristais de gelo da tempestade entupiram as sondas que medem a velocidade do avião e elas deixaram de funcionar. Sem a medição de velocidade, o piloto automático se desliga e entrega o comando manual aos pilotos com a aceleração das turbinas no máximo. O procedimento clássico nesses casos é diminuir a potência das turbinas pela metade e empinar ligeiramente o bico do avião em um ângulo de cerca de 3 a 5 graus.

Os pilotos do AF-447 deixaram a potência no máximo e empinaram o nariz da aeronave em 18 graus. Nesse ângulo, as turbinas não conseguiram mais manter o avião voando, e ele começou a cair como uma pedra. Mais uma vez, a manobra clássica para salvar a situação é baixar o nariz do avião, ganhar velocidade e, assim, recuperar a sustentação aerodinâmica.

O primeiro copiloto, no comando naquele momento crucial, para a estupefação dos especialistas, insistiu em manter o avião empinado em um ângulo insustentável. O comandante não teve tempo de reassumir seu posto. Quando chegou à cabine, o AF-447 estava a quinze segundos de se chocar a 335 quilômetros por hora contra a superfície do mar. Pelas gravações da caixa-preta, os pilotos voaram às cegas nos quatro minutos que se passaram desde a perda do piloto automático até o choque final.

Eles pensavam estar voando. Estavam caindo.

17/07/2012

às 18:10 \ Política & Cia

Vejam a foto do Delúbio: não parece que ele está gozando com a nossa cara? Pois ele está. Saiba como

Delúbio, tal qual Lula: o mensalão não existiu (Foto: Ed Ferreira / Agência Estado)

Tudo seguiu o figurino previsto: Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT, assumiu sozinho, como se não existisse mais nada nem ninguém envolvido, a responsabilidade pela distribuição de dinheiro ilegal a políticos e a partidos da chamada “base aliada” do governo no Congresso durante o governo Lula — o escândalo do mensalão, que veio à tona em 2005.

Assumiu, sim, mas, segundo ele, o dinheiro repassado não teve a mais remota relação com o que chama de “o falacioso mensalão”. Não houve compra de apoio para o governo no Congresso, nem nada parecido — alega. O que houve foi distribuição de dinheiro para fazer frente a supostas “despesas de campanhas eleitorais”. Portanto, ele se declara inocente das acusações de ter praticado os crimes de corrupção ativa e  formação de quadrilha, constantes da denúncia do procurador-geral da República, apresentada em 2006 e recebida pelo Supremo Tribunal Federal em 2007.

Tudo com a bênção de Lula

O jornal O Estado de S. Paulo havia antecipado que, com a bênção do ex-presidente Lula, o chamado “núcleo central da quadrilha”, conforme definiu o então procurador Antonio Fernando de Souza, decidiu que fazer Delúbio assumir responsabilidade por irregularidade menor (distribuir para cobrir despesas eleitorais dinheiro não declarado, mas de origem supostamente legal) seria a tática utilizada para livrar a cara dos 38 demais mensaleiros. Teriam particiado da decisão, entre outros, o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino.

Em magras 35 linhas de um memorial apresentado ao Supremo por seus advogados, o ex-tesoureiro declara, em juridiquês, que “restou comprovado que o dinheiro utilizado para pagamento de dívidas de campanha foi obtido por meio de empréstimos, junto ao Banco Rural e ao banco BMG”.

Prudentemente, esqueceu que a CPI dos Correios — que investigou o mensalão — concluiu que o dinheiro teve origem em repasses ilegais de órgãos do governo para empresas do empresário Marcos Valério que, delas, fez o dinheiro andar para o caixa do PT e para as mãos de vários políticos.

A foto de Ed Ferreira acima é muito feliz. Parece que Delúbio está gozando com a cara de todos nós — o que ele, de fato, faz, ao praticar essa manobra.

17/07/2012

às 18:00 \ Política & Cia

Fernando Henrique Cardoso: Epidemia de leis arcaicas e insensíveis prejudica o combate eficaz à Aids

HIV/Aids (Foto: Divulgação)

Fitinhas vermelhas símbolo da luta contra o HIV e a Aids: epidemia de leis arcaicas e insensíveis impede combate mundial eficaz contra a doença

Por sua importância, e pela coragem de defender posturas que investem contra preconceitos, faço questão de divulgar no blog artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicado no jornal O Globo no dia 12 passado.

 

Estamos cada vez mais próximos de acabar com a Aids, mas, infelizmente, uma nova epidemia está dificultando os esforços e tornando a resposta ao HIV prisioneira do preconceito: a epidemia de leis arcaicas e insensíveis.

A Comissão Global sobre HIV e a Lei foi convocada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para debater o assunto e indicar soluções possíveis que ajudem a resolver esse problema. O resultado foi o lançamento recente do relatório “HIV e a Lei: Riscos, Direitos e Saúde“, que não deixa dúvidas: é hora de libertarmos a resposta à Aids com leis menos punitivas e ações mais criativas e ousadas.

As leis que criminalizam a prostituição, o uso de drogas e a atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo criam uma cultura do medo e afastam aqueles com maior risco de infecção pelo HIV dos serviços essenciais de saúde. Algumas leis punem a homossexualidade com prisão prolongada, e outras com a pena de morte. Algumas criminalizam a troca de seringas usadas por novas, apesar de evidências comprovadas de esta ser uma ferramenta eficaz de prevenção.

Além disso, dezenas de países penalizam a transmissão e a exposição ao HIV, apesar de essas leis acabarem por afastar as pessoas da testagem e do tratamento.

Ninguém é poupado do impacto negativo de leis ruins: os jovens são empurrados para fora dos serviços de prevenção do HIV e de saúde reprodutiva por leis que exigem o consentimento dos pais; as mulheres estão expostas a riscos inaceitáveis por leis e costumes como o casamento precoce e a mutilação genital feminina.

Igualmente preocupantes são as proteções excessivas à propriedade intelectual que dificultam a produção de medicamentos a preços acessíveis, em vez de fornecer incentivos para o desenvolvimento de remédios baratos para os mais pobres.

Reconhecemos que algumas destas leis podem ter sido implementadas com a intenção de proteger as pessoas contra o HIV. Também reconhecemos que algumas leis foram criadas para sustentar as crenças culturais e morais e os valores daquela sociedade. Mas a história tem provado que as políticas de saúde pública só têm êxito quando são adotadas com base em evidências e nos direitos humanos, não em suposições e ideologia.

Pode ser difícil, mesmo incômodo, reverter leis discriminatórias, mas as leis – como a língua e a cultura – devem evoluir com o tempo. Os líderes locais e nacionais devem assegurar que o sistema jurídico nos mova para a frente. Retroceder, jamais.

Coragem!

A Suprema Corte Indiana em Delhi retirou do seu código penal as leis que criminalizavam a homossexualidade. Guiana e Fiji rejeitaram recentemente leis que tornariam crime a transmissão do HIV. Líderes como o ex-presidente de Botswana Festus Mogae e a presidente do Malawi, Joyce Banda, pedem a descriminalização da homossexualidade nos países em que essa condição é penalizada.

Líderes como o ex-presidente de Botswana Festus Mogae e a presidente do Malawi, Joyce Banda, pedem a descriminalização da homossexualidade

Líderes como o ex-presidente de Botswana Festus Mogae e a presidente do Malawi, Joyce Banda, pedem a descriminalização da homossexualidade

A Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quênia pediu a descriminalização da prostituição. O Vietnã aprovou uma lei que aboliu a prisão de profissionais do sexo. Países como Alemanha, Austrália, Suíça e Irã possuem leis em vigor que garantem aos usuários de drogas injetáveis o acesso a serviços essenciais de saúde.

Quando éramos líderes em nossos países, vimos o impacto social e na saúde causado por leis ruins e adotamos medidas rápidas. Em 1996, o Brasil anunciou que iria oferecer o tratamento com antirretrovirais de forma gratuita para todas as pessoas com HIV/Aids, e mais tarde desafiou as leis internacionais de patentes, de forma que isto permitisse ao Brasil produzir versões genéricas a preços acessíveis de determinados medicamentos anti-HIV.

A Nova Zelândia descriminalizou o trabalho sexual e melhorou a proteção legal para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Também aprovou leis que incentivam programas de redução de danos para usuários de drogas injetáveis. Em ambos os países as taxas de prevalência do HIV têm permanecido baixas.

A verdade é que, se podemos obter apoio multibilionário para um esforço global para acabar com a Aids, devemos também ter a coragem de implementar leis que justifiquem esse grande investimento.

Pela primeira vez na história da epidemia, temos as ferramentas para reduzir radicalmente a taxa de novas infecções e manter vivos quase todos aqueles que vivem com o HIV. No fim deste mês, líderes mundiais se reunirão em Washington para uma conferência histórica sobre Aids com o objetivo de definir planos para o futuro.

Não podemos permitir que essas leis, prejudiciais e ineficazes, continuem impedindo o caminho para um mundo livre do HIV/Aids.

17/07/2012

às 15:23 \ Tema Livre

Vídeo: em ótima animação, a BBC de Londres anuncia os Jogos Olímpicos

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Muito legal: a BBC de Londres criou uma animação para a abertura dos Jogos Olímpicos no próximo dia 27, sexta-feira, utilizando o conceito de que todo o Reino Unido se transformou em um estádio olímpico, e anunciando, claro, que a cobertura – TV, rádio e conteúdo digital – será completa.

Não há, naturalmente, qualquer motivo para duvidar da grande e veneranda rede pública britânica.

A trilha sonora é “First Steps”, criada especialmente para o vídeo, do grupo inglês Elbow

 

17/07/2012

às 14:00 \ Política & Cia

J. R. Guzzo: O Brasil é a nação do mundo que mais apanha dos países que escolheu como seus melhores amigos

Dilma e Lugo (Foto: Roberto Stuckert Filho / PR)

Dilma e Lugo: o ex-presidente do Paraguai é um dos heróis latino-americanos de Lula, mas só bateu no Brasil; extorquiu da sociedade na hidrelétrica de Itaipu e manteve o Paraguai como o grande polo da recepção de carros brasileiros roubados e do contrabando maciço, que custa ao Brasil bilhões de reais por ano (Foto: Roberto Stuckert Filho / PR)

(Artigo publicado na edição impressa de VEJA que está nas bancas. O título original é “Fé ao avesso”.)

J. R. Guzzo

J. R. Guzzo

Existem no Brasil algumas verdades que estão acima de qualquer discussão. Não há nenhuma dúvida, por exemplo, de que certas coisas só acontecem com o Botafogo. Também é perfeitamente sabido, até nos berçários, que o Brasil só vai resolver de fato os seus problemas quando a polícia achar os ossos de Dana de Teffé, como vem demonstrando há anos o cronista Carlos Heitor Cony — sem ser ouvido, infelizmente, por nossas autoridades.

Ninguém discute que ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil. Essa lista é enriquecida, de tempos em tempos, por novas evidências — mais adequadas a uma potência emergente, que se orgulha de ser um BRIC, ter um PAC e dispor de um crachá de entrada no G20.

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Também é perfeitamente sabido, até nos berçários, que o Brasil só vai resolver de fato os seus problemas quando a polícia achar os ossos de Dana de Teffé (Foto: limacoelho.jor.br)

 

A última delas começou a aparecer quase dez anos atrás, com o primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e garante que estamos desfrutando os benefícios da mais brilhante política externa que este país já teve desde o barão do Rio Branco. Trata-se, aqui, de uma fé ao avesso.

Uma política externa de fracasso em fracasso

A política externa brasileira vai de fracasso em fracasso, como no samba de Antônio Maria. Mas a cada derrota sempre aparece algum comentário elogiando a sabedoria dos nossos chanceleres, o profissionalismo do Itamaraty (“é gente do ramo”) e coisas assim — e o problema, aí, é que o governo acredita nos elogios.

Nossa diplomacia, em consequência disso, tornou-se uma notável sucessão de atos que vão contra os interesses brasileiros para satisfazer a teorias. Por causa delas, o Brasil é hoje, possivelmente, a nação do mundo que mais apanha dos países que escolheu como seus melhores amigos.

A mais recente vitória da política externa brasileira é sua resposta ao impeachment do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, um dos heróis latino-americanos do ex-presidente Lula. Esse Lugo, desde que foi eleito, em 2008, só bateu no Brasil. Extorquiu, em desrespeito aos contratos vigentes, um aumento nos dividendos que o Paraguai recebe pela sua sociedade na usina hidrelétrica de Itaipu; Lula aceitou na hora, por achar “justo”, e passou a conta para o contribuinte brasileiro.

O Itamaraty considerou “golpe” o impeachment de Lugo

Manteve o Paraguai como o grande polo da recepção de carros brasileiros roubados e do contrabando maciço que custa bilhões de reais, todo ano, à Receita Federal do Brasil. Ultimamente vinha hostilizando os brasileiros que compraram terras em áreas do território paraguaio onde jamais se havia plantado um único pé de mandioca — e acabaram transformando o Paraguai, com o seu suor e sem ajuda de ninguém, no quarto maior exportador de soja do mundo.

O impeachment de Lugo, por todas essas razões, deveria ser um alívio, até porque foi feito dentro das normas estabelecidas na Constituição do Paraguai. Mas o Itamaraty não gostou; como o homem foi posto na rua num processo que durou apenas trinta horas, decidiu que havia ocorrido um “golpe”, embora não tivesse informado o número mínimo de horas — 100? 200? 300? — que considera aceitável para um país estrangeiro depor o seu presidente.

Dilma e Cristina Kirchner (Foto: Agência Brasil)

Dilma e Cristina Kirchner: junto com a Argentina, que toma medidas comerciais cada vez mais agressivas contra os produtos brasileiros, vingou-se excluindo o Paraguai das reuniões do Mercosul (Foto: Agência Brasil)

Acordo com a Venezuela deixou os brasileiros no costumeiro papel de otários

Não conseguiu nada, é claro; é o que acontece quando um país quer interferir em questões internas de outro sem ter nenhum meio concreto para fazer isso. Mas junto com a Argentina, que toma medidas comerciais cada vez mais agressivas contra os produtos brasileiros, vingou-se excluindo o Paraguai das reuniões do Mercosul. E daí? Nenhum paraguaio vai perder um minuto de siesta por causa disso.

Para completar o castigo, enfiou-se a Venezuela no Mercosul. A última contribuição venezuelana ao Brasil foi sua sociedade meio a meio com a Petrobras, fechada por Lula em 2005, para a construção de uma refinaria de petróleo em Pernambuco. Foi um conto do vigário, que deixou os brasileiros no seu costumeiro papel de otários — são eles, como sempre, que vão pagar o prejuízo. Até hoje, sete anos depois, a Venezuela ainda não colocou um único real no projeto.

O Brasil não está incluindo mais um país no Mercosul: está incluindo o coronel Hugo Chávez. Seu governo, em matéria de economia, consegue ser ainda mais irresponsável que o da Argentina, em cujos números oficiais nem o ministro Guido Mantega acredita. Amarra-se, assim, às duas economias mais doentes da América do Sul.

Lula e Evo Morales, com colar de coca, na Bolívia (Foto: Reprodução / VEJA.com)

Lula e Evo Morales: irmãos políticos (Foto: VEJA.com)

Conta, enfim, com a Bolívia do presidente cocalero Evo Morales, outro irmão político de Lula. Ele já expropriou ativos da Petrobras na Bolívia, legalizou a circulação de veículos roubados no Brasil e tem seu governo infiltrado de alto a baixo por traficantes de cocaína, que despejam aqui, cada vez mais, a sua produção.

É um sucesso acima de qualquer discussão.

 

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