Blogs e Colunistas

Arquivo de 20 de junho de 2012

20/06/2012

às 19:32 \ Política & Cia

A barbaridade dos supersalários na Câmara Municipal de São Paulo: tem funcionário da garagem ganhando 18 mil reais, enfermeira ganhando mais do que o prefeito…

"essas distorções deverão aparecer mais entre os funcionários do Legislativo do que entre os do Executivo" (Foto: Sampa online)

Edifício-sede da Câmara Municipal de São Paulo: supersalários vieram à tona graças à Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor no mês passado (Foto: Sampa online)

(Reportagem de Carolina Rangel publicada na edição impressa de VEJA

 

TRUQUE ESCANCARADO

 

A Lei de Acesso à Informação expõe os supersalários de servidores da Câmara de São Paulo, mas a farra deve ir bem além da capital

O fato de uma parcela dos funcionários públicos no Brasil receber supersalários não é exatamente uma novidade. De tempos em tempos, um holerite inflado vem à tona lembrar a falta de parcimônia com que órgãos públicos administram os recursos dos contribuintes – que, não custa lembrar, trabalham 150 dias por ano para pagar impostos.

Agora, a Lei de Acesso à Informação, lei federal em vigor desde o mês passado, transformou a exceção em regra, e a folha de pagamento de todas as repartições públicas precisa estar obrigatoriamente à disposição dos cidadãos. A Câmara Municipal de São Paulo foi uma das primeiras instituições a pôr seus números na internet.

O festival de distorções que veio à luz é só uma mostra do que se descobrirá escondido nos escaninhos da burocracia no restante do país.

Na Câmara de São Paulo, o funcionário responsável pela equipe que trabalha na garagem recebe, por mês, 18.980 reais. Uma enfermeira-chefe e um servidor responsável pelo setor de admissão e aposentadoria da Casa têm ganhos que perfazem 26.771 reais cada um – várias vezes mais do que eles ganhariam na iniciativa privada e mais até do que ganha o prefeito de São Paulo, cujo salário é de 24.118 reais.

 

A mágica dos penduricalhos e benefícios

Que tipo de mágica infla os vencimentos desses funcionários? O truque está nos penduricalhos e benefícios, muitas vezes estapafúrdios, que vão sendo incorporados aos salários.

Alguém que foi chefe de um setor por cinco anos, por exemplo, mantém o adicional de chefia mesmo depois de deixar a função. Gratificações a quem aprimora sua formação escolar – algo desejável – são aplicadas ainda no caso de quem não avançou sequer uma casa na escala acadêmica – um inexplicável “aumento mínimo” de 18%, garantido a determinadas categorias, justifica o contrassenso. (Clique na imagem abaixo para vê-la ampliada)

SALARIO-SERVIDOR-1

Se os supersalários não afrontam a lei, o mesmo não se pode dizer da moral e do bom-senso. Por que professores, garis e outros funcionários da Prefeitura recebem salários tão mais magros que os dos seus colegas da Câmara, sendo todos funcionários públicos municipais?

O motivo é que estes têm mais possibilidade de influenciar na elaboração das leis que vão beneficiá-los. “É por isso que, com a Lei de Acesso à Informação, essas distorções deverão aparecer mais entre os funcionários do Legislativo do que entre os do Executivo”, afirma o especialista em contas públicas Raul Velloso.

Mês que vem termina o prazo para que Câmara e Senado divulguem suas folhas salariais. Já pensaram?…

O prazo para que o governo federal, a Câmara e o Senado divulguem suas folhas salariais termina no mês que vem. Câmaras municipais e assembleias de todo o país também já se preparam para fazer o mesmo. Ao que tudo indica, a situação encontrada no Legislativo paulistano vai se repetir Brasil afora.

Até hoje, sempre que eclodiu um escândalo envolvendo supersalários, a engrenagem do corporativismo entrou em ação para abafá-lo, muitas vezes recorrendo ao expediente de propor “reformas” cujo único objetivo era fazer com que tudo permanecesse como sempre esteve. Com a divulgação permanente das informações sobre os ganhos dos servidores e o olhar atento da sociedade, será mais difícil fazer o truque funcionar.

20/06/2012

às 18:30 \ Tema Livre

Vídeo: um gato amigo de golfinhos parece maluquice — mas confira este caso

Brincadeira divertida - e molhada: a amizade entre o gato Arthur, e os golfinhos Shiloh e Thunder

TRANSPONDO BARREIRAS -- Brincadeira divertida - e molhada: a amizade entre o gato Arthur e os golfinhos Shiloh e Thunder

 

Por Rita de Sousa

A cena ocorreu no Theater of the Sea, um parque de animais marinhos, em Islamorada, no Estado norte-americano da Flórida.

O vídeo não é recente, mas, sendo histórico — e encantador –, vale mostrá-lo. Porque nele aparece o improvável encontro entre um gato, Arthur, de dentro do barco, e dois golfinhos, Shiloh e Thunder, na água.

Arthur supera todo seu natural e instintivo medo e aversão à água para conhecer dois novos amigos, carinhosos e curiosos.

Veja só:

 

 

Um encontro igualmente curioso, mas muito mais limitado, ocorreu entre um “ligre”, resultado do cruzamento entre um leão e uma tigresa, no Shenzhen Safari Park, no sul da China, onde houve amor à primeira vista entre os três golfinhos e o felino.

Amor à primeira vista

Amor à primeira vista (Foto: Grosby Group)

-

O liger e os golfinhos: interação limitada pelo vidro (Foto: Grosby Group)

O liger e os golfinhos: interação limitada pelo vidro (Foto: Grosby Group)

-

No zoológico chinês há outros bichos da mesma espécie, mas este peludinho gosta mesmo é do aquário (Foto: Grosby Group)

No zoológico chinês há outros bichos da mesma espécie, mas este peludinho gosta mesmo é do aquário (Foto: Grosby Group)

-

 

A tranquilidade de uma amizade selada (Foto: Grosby Group)

A tranquilidade de uma amizade selada (Foto: Grosby Group)

Leia também:

Dois vídeos para amenizar sua segunda-feira: quem foi que disse que gatos sempre tentam devorar os pássaros?

Fotos hilárias: sou gato, durmo onde quero, do jeito que eu quero!

Encantador: vejam como a leoa se arrisca para resgatar o filhote

20/06/2012

às 18:00 \ Vasto Mundo

México: site de encontros amorosos fatura a imagem de pulador de cerca do candidato favorito à Presidência

 

(Foto: Bernardo Montoya / Reuters)

No cartaz do site de encontros extraconjugais, a foto do candidato favorito à Presidência do México, Enrique Peña Nieto, famoso por suas aventuras amorosas (Foto: Bernardo Montoya / Reuters)

 

(Texto de Vilma Gryzinski publicado na edição impressa de VEJA)

 

O CANDIDATO DOS INFIÉIS

Até cartaz comercial explora história de aventuras do candidato favorito a ser o próximo presidente do México

A ideia é bombástica, mas será politicamente legítima? A menos de um mês da eleição presidencial no México, um site que promove o encontro de interessados em casos extraconjugais usou uma foto do provável vencedor, Enrique Peña Nieto, para um cartaz de rua de apelo quase irresistível: “Infiel com sua família. Fiel e comprometido com seu país”. E ainda colocou uma marca de batom no colarinho.

Não que tenham faltado motivos para a apelação. Bonitão e topetudo, chamado de muñecón, ou boneco, pelos inimigos, Peña Nieto tem uma vida pessoal, literalmente, novelesca.

Em 2007, sua mulher morreu precocemente, em conse­quência de um ataque epilético, deixando órfãos os três filhos do casal.

Em 2008, começou a namorar uma das mais famosas atrizes de novela do país. Casou-se com ela em 2010 e, no ano passado, saiu como candidato à Presidência pelo velho PRI, que traz um oximoro no nome (Partido Revolucionário Institucional) e uma encrencadíssima história.

Em janeiro, precisou admitir publicamente que tinha tido não apenas uma, mas duas casas chicas, a mexicana designação reservada às amantes oficiais. Dos dois filhos nascidos dessas relações, um morreu de câncer com apenas 1 ano de idade. A mãe do outro menino começou recentemente a usar redes sociais para descascar EPN, outra maneira de chamar o candidato favorito.

Partidários do eterno presidenciável de esquerda, Andrés Manuel López Obrador, que ecoam ruidosamente as intrigas agora multiplicadas pelo site dos infiéis, só não descobriram um modo de abafar o grito de guerra das apaixonadas admiradoras do cabeludo: “Enrique, bombón, te quiero en mi colchón”.

20/06/2012

às 17:00 \ Política & Cia

Luiz Cláudio Cunha: Amaral de Souza, recém-falecido, foi o mais medíocre governador da história do Rio Grande do Sul — e fiel seguidor da ditadura militar

(Texto publicado em Sul21, em 19 de junho de 2012, por Luiz Cláudio Cunha)

AMARAL DE SOUZA (1929-2012): AS VERRUGAS DA MAL CONTADA HISTÓRIA DA DITADURA

 

Pinte-me como eu sou, com verrugas e tudo.

(Oliver Cromwell, 1599-1658, Lorde Protetor do

Reino Unido, ao pintor oficial da corte, Peter Lely)

 

Amaral de Souza: retocado... e Lorde Cromwell: com verrugas e tudo

Amaral de Souza: retocado... e Lorde Cromwell: com verrugas e tudo

Um jovem mal informado ou desatento imaginaria que o Rio Grande do Sul perdeu um gigante, na quarta-feira 13, quando morreu o ex-governador [biônico] gaúcho José Augusto Amaral de Souza, dois meses antes de completar 83 anos, vítima de complicações de um AVC que desde 2006 o confinava a uma cadeira de rodas.

Ele ganhou honras de Estado, luto oficial de três dias e os discursos e elogios de praxe da generosa tradição brasileira, que cobre qualquer morto com a pátina da complacência e repinta biografias sem as cicatrizes, espinhas e rugas conferidas pela vida política.

“Um líder importante do Rio Grande”, definiu, com exagero, o governador Tarso Genro. Foi desenhado com linhas ainda mais indulgentes pelos sete políticos de partidos e tendências diversas que o sucederam no Palácio Piratini, a partir de 1982, [esses] por decisão exclusiva do voto popular: Jair Soares (PP), Pedro Simon (PMDB), Alceu Collares (PDT), Antônio Britto (PMDB), Olívio Dutra (PT), Germano Rigotto (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB).

amaral-1

Honras de estado

No limite da fidalguia, uns e outros louvaram Amaral pelos adjetivos piedosos que ocultam a rugosidade natural do último governador indicado pela ditadura dos generais de 1964: “conciliador, absoluto respeito pelos adversários, afável, vida pública sem máculas, atuação importante na política, administrador sério, importância fundamental na transição para a democracia, um amigo, grande companheiro”, e coisas do gênero.

Os sete sucessores de Amaral de Souza que alcançaram pelo voto popular o palácio que Amaral ocupou sem nenhum voto do eleitor gaúcho não cometeriam a deselegância de admitir publicamente o que muitos deles reconhecem mas ninguém diz: Amaral de Souza conseguiu ser a figura mais medíocre da safra dos quatro apagados governadores biônicos, escolhidos pelos quartéis, no período sem povo e sem liberdade que marcou o Piratini e o Rio Grande do Sul entre 1966 (dois anos após o golpe) e 1983 (dois anos antes da queda da ditadura). » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

20/06/2012

às 16:16 \ Política & Cia

Eleições 2012: o envolvimento de Dilma será muito menor do que os aliados gostariam. Comparado com o de Lula, então…

Apoio discreto nas eleições municipais (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

Apoio discreto nas eleições municipais (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

Reproduzo nota sobre a presidente Dilma e a próxima campanha eleitoral publicada no blog Política & Economia na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros.

Também não muito perto

O envolvimento da presidente Dilma na campanha eleitoral, a favor dos aliados, deverá ser muito menor do que eles gostariam, ainda mais com a popularidade dela andando lá pelos 80%. Há pelo menos duas razões para isso :

1. A presidente quer manter uma “posição mais institucional”; [comentário do blog: postura muito, mas muito diferente do que ocorria com seu sucessor, que não saía de palanque nem fora das campanhas eleitorais -- e durante elas, então...]

2. Há muita confusão entre os aliados em várias cidades importantes e isso pode criar problemas para ela com a base partidária de apoio, quando algum partido se sentir preterido.

A presidente vai ajudar, permitindo imagens nos programas eleitorais, até gravando mensagens.

E dando ajudas indiretas, como fez esta semana ao reservar um lugar para um indicado de Maluf para o Ministério das Cidades em troca do apoio do PP malufista ao petista Fernando Haddad em SP.

Nada do engajamento do antecessor.

No segundo turno esta determinação pode mudar.

20/06/2012

às 15:20 \ Política & Cia

J.R. Guzzo: Fica cada vez mais distante, no Brasil, a época em que existia uma fronteira clara entre o bem e o mal

lula-peruca-juiz (Montagem: Luiz Roberto)

Deveria causar mais espanto do que causou que o ex-presidente da República fosse conversar com um dos onze magistrados encarregados de julgar o mensalão (Montagem: Luiz Roberto)

(Artigo publicado em VEJA de 20 de junho de 2012)

 

ERRO COM ERRO

J. R. Guzzo

J. R. Guzzo

Vai ficando cada vez mais distante, no Brasil, a época em que existia uma fronteira clara en­tre o bem e o mal — o certo estava de um lado e o erro estava de outro, e por aí se cos­tumava parar. Hoje, estranhamente, a fronteira mais comum nos conflitos políticos é entre o mal e o mal. Poucas histórias, entre tantas que acontecem na vida pública atual, demonstram tal mudança tão bem quanto essa extraordinária conversa entre o ex- presidente Luiz Inácio da Silva e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, no escritó­rio do hoje advogado Nelson Jobim, ex-ministro de uma porção de coisas e amigo de ambos.

Como se sabe, Mendes revelou a VEJA, e depois confirmou em várias entrevistas, que foi pressionado por Lula, durante o encontro, a favorecer os réus nesse malfa­dado mensalão que tanto desmoralizou o seu gover­no e está perto, enfim, de ser julgado pelo STF. Lu­la, é claro, negou tudo. O caso entrou em banho-maria e já está a caminho do congelador, mas deixa um retrato perfeito de situação em que não há nada que preste. É a briga do erro com o erro.

Em primeiro lugar, causa espanto, ou deveria causar, a conduta do ministro Gilmar Mendes — por aceitar, como se fosse a coisa mais normal do mundo, uma reunião absolutamente imprópria com o ex-presidente. Ele nunca poderia ter tido uma conversa em particular como a que teve; em sua condição de ministro do STF, que se prepara para um julgamento no qual Lula tem interesses diretos e importantes, Mendes está impedido de qualquer contato pessoal com o ex-presidente, ou outras pessoas de alguma forma ligadas ao caso.

Afinal, ele será um dos julgadores do mensalão, e por um dever rudimentar de imparcialidade não tem nada a tratar com acusados ou com acusado­res. Conversar sobre o que com Lula, e para quê? O ministro talvez não se lembre, mas já houve um tempo neste país em que juízes, ou pelo menos juízes de verdade, não aceitavam nenhum tipo de conversa particular sobre qualquer caso em apre­ciação por eles próprios ou pelo Judiciário em ge­ral — com ninguém, e em nenhuma circunstância.

O encontro deixa um retrato perfeito de situação em que não há nada que preste. É a briga do erro com o erro(Fotos: Cristiano Mariz :: Victor R. Caivano / AP)

O encontro Lula-Gilmar deixa um retrato perfeito de situação em que não há nada que preste. É a briga do erro com o erro (Fotos: Cristiano Mariz :: Victor R. Caivano / AP)

Se alguém quisesse falar com o juiz, que fosse ao fórum e, ali, na presença do escrivão ou de outros funcionários do juizado, dissesse tudo o que tinha a dizer. Mas a Justiça brasileira, como tantas ou­tras coisas, foi remasterizada durante os últimos anos; atitudes de simples decência por parte de um magistrado são consideradas, hoje, uma anomalia própria da idade da pedra. O ministro Mendes, é óbvio, tem de atender um ex-presidente da Repú­blica que deseja falar com ele. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

20/06/2012

às 14:00 \ Política & Cia

Refrescando a memória: veja a ficha de Maluf na Polícia Internacional e os 186 países do mundo onde o novo amigão de Lula será preso se desembarcar

A foto histórica, o "quem diria?" registrado: sorridente e feliz, Lula cumprimenta alguém que criticou durante mais de 30 anos, Paulo Maluf, sob o olhar do candidato Haddad (Foto: Folhapress)

Amigos, refrescando a memória sobre o novo grande amigo de Lula, o deputado e ex-Belzebu Paulo Maluf (PP-SP), a quem o ex-presidente homageou visitando-o em casa, em São Paulo, acompanhado de todo um séquito de figurões petistas, com a finalidade de agradecer o apoio do malufismo ao candidato do PT a prefeito da capital, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

Maluf é procurado em todo o planeta desde março de 2010 pela Interpol, a Polícia Internacional, e será preso se desembarcar em nada menos do que 186 países do mundo. (Veja imagem abaixo).

Sua ordem de captura foi expedida em 2007 pela Justiça de Nova York sob a acusação de conspiração, fraude e roubalheira de dinheiro público por, como prefeito (1993-197), ter entre outras coisas supostamente desviado recursos das obras da Avenida Jornalista Roberto Marinho (ex-Água Espraiada) para contas em entidades financeiras de Nova York, de onde a dinheirama teria se espalhado para a Suíça, o Reino Unido e o paraíso fiscal britânico da Ilha de Jersey, no Canal da Mancha.

A ficha de Maluf na Interpol: ordem de busca e captura

A denúncia na Justiça americana é de responsabilidade do promotor de Nova York Robert Morgenthau, que trabalhou em investigação conjunta com integrantes do Ministério Público paulista desde 2001.

Do ponto de vista jurídico estrito, Maluf não foi condenado — até pela excelente razão de que é foragido, perante a Justiça americana. Mesmo assim, é impressionante o despudor com que seu ex-inimigo histórico Lula e o PT, em troca de 1 minuto e poucos segundos de tempo na TV, confraternizam sem problema algum com alguém que hoje só pode sair do Brasil para visitar a Coreia do Norte, os Estados Federados da Micronésia, as Ilhas Salomão, Kiribati, Palau, Tuvalu e Vanuatu – os únicos países do planeta que não são filiados à Interpol e nos quais, portanto, não vale a ordem internacional de capura de Maluf.

Tinha suíte permanente em hotel caríssimo de Paris. Hoje, não pode nem ir até o Paraguai

(Ele não pode ser preso no Brasil porque o pedido é da Justiça dos Estados Unidos e o país, segundo a Constituição, não concede a extradição de seus nacionais).

O novo aliado do lulalato, que mantinha uma suíte permanente no luxuosíssimo e caríssimo Hotel Plaza Athenée de Paris e esteve preso durante 40 dias em 2005 numa carceragem da Polícia Federal, hoje não pode nem atravessar a fronteira em Foz do Iguaçu para dar um pulinho e fazer compras de bugigangas no Paraguai.

No vastíssimo mapa do mundo, os pontos vermelhos indicam os únicos oito países em que Maluf pode desembarcar sem ir para um camburão

Se visitar qualquer dos países da lista abaixo, será preso

O neoamigo de Lula não pode desembarcar, sob risco de ser conduzido de camburão, nos seguintes 186 países:

Afeganistão, África do Sul, Albânia, Alemanha, Andorra, Angola, Antigua & Barbuda, Antilhas Holandesas, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Armênia, Aruba, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Barbados, Bélgica, Belize, Benin, Butão, Bielorrússia, Bolívia, Bósnia e Herzegóvina, Botswana, Brunei, Bulgária, Burkina-Faso, Burundi, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Canadá, Catar, Cazaquistão, Chade, Cingapura, Chile, China, Colômbia, Comores, Congo, Congo, Costa Rica, Coreia do Sul, Costa do Marfim, Croácia, Cuba, Chipre, Dinamarca, Djibouti, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Equador, Eritreia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Etiópia, Fiji, Finlândia, Filipinas, França, Gabão, Gâmbia, Geórgia, Gana, Grécia, Granada, Guatemala, Guiné, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Guiana, Haiti, Holanda, Honduras, Hungria, Iêmen, Ilhas Marshall, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Jamaica, Japão, Jordânia, Kuwait, Laos, Lesoto, Letônia, Líbano, Libéria, Líbia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Madagascar, Malásia, Malawi, Mali, Maldivas, Malta, Marrocos, Maurício, Mauritânia, México, Mianmar, Moçambique, Moldova, Mônaco, Mongólia, Montenegro, Namíbia, Nauru, Nepal, Nicarágua, Níger, Nigéria, Noruega, Nova Zelândia, Oman, Panamá, Paquistão, Papua Nova Guiné, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Quênia, Quirguistão, Reino Unido, República Centro-Africana, República Checa, República Dominicana, Romênia, Rússia, Ruanda, Sta. Lucia, St. Kitts & Nevis, St. Vincent & Granadinas, Samoa, San Marino, São Tomé & Principe, Senegal, Sérvia, Seychelles, Serra Leoa, Somália, Síria, Sri Lanka, Suazilândia, Sudão, Suécia, Suíça, Suriname, Tailândia, Tajiquistão, Tanzânia, Timor Leste, Togo, Tonga, Trinidad & Tobago, Tunísia, Turquia, Turcomenistão, Uganda, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistão, Vaticano,Venezuela, Vietnã, Zâmbia e Zimbábue.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados