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Arquivo de 17 de junho de 2012

17/06/2012

às 20:17 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: Descansar da CPI do Cachoeira no Rio, que ninguém é de ferro

Rio + 20, o providencial descanso do guerreiro parlamentar que tanto labuta na CPMI do Cachoeira (Foto: Exame.com)

Rio + 20, o providencial descanso do guerreiro parlamentar que tanto labuta na CPMI do Cachoeira (Foto: Exame.com)

DESCANSAR, QUE NINGUÉM É DE FERRO

 

Que é que tem a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, CPMI [que simplificadamente chamamos de CP do Cachoeira no blog], a ver com a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável?

Quem respondeu “nada” está errado.

Nesta semana, a CPMI não se reúne porque, a uns mil quilômetros de distância, realiza-se a Rio+20. Descanso geral – pois, todos sabem, trabalhar cansa. E dá um tempinho legal para que os ânimos se acalmem e os parlamentares inconvenientes que querem explicações do empreiteiro Fernando Cavendish, da Delta, que não as quer dar, o esqueçam.

Cavendish trabalha em silêncio. Tudo o que não quer é falar; tudo o que não quer é aparecer (pois quando apareceu, integrando a Turma do Guardanapo, formada por pessoas inebriadas pelo poder e pelo dinheiro, ficou mal nas fotos).

Esteve reunido em Paris com dois integrantes da CPMI: Cyro Nogueira e Maurício Quintella Lessa. Ambos viajavam às custas do Tesouro, com as respectivas esposas, para uma missão parlamentar em Uganda, e voltaram por Paris onde, por acaso (foi o que disseram), encontraram-se num restaurante com Cavendish.

Após festas relâmpago - fruto de encontro acidental em Paris - Vaccarezza, Cyro Nogueira e acreditam não ser necessária convocação de Cavendish para depor na CPMI (Foto: Julio Bittencourt)

Após um encontro "acidental" com Cavendish em Paris, Cyro Nogueira e Maurício Quintella Lessa, mas também Cândido Vacarezza, do PT, acreditam não ser necessária convocação do empresário para depor na CPMI (Foto: Julio Bittencourt)

O deputado Cândido Vaccarezza, do PT paulista, alegou que a CPMI foi criada para investigar atividades e vínculos do bicheiro Carlinhos Cachoeira, e não pode perder o foco investigando a Delta – que, a propósito, abasteceu com 47 milhões de reais as contas de empresas de Cachoeira.

Cyro Nogueira, o do almoço em Paris, encaminhou a votação contrária à convocação de Cavendish.

Até agora funcionou direitinho: o trabalho em silêncio tem dado bons resultados.

 

Recordando

Fernando Collor, mais um ponto em comum entre a CPMI e o Rio + 20 (Foto: Sérgio Lima / Folhapress)

Fernando Collor, mais um ponto em comum entre a CPMI e o Rio + 20 (Foto: Sérgio Lima / Folhapress)

Há mais uma coisa em comum entre a CPMI e a Rio+20. O ferocíssimo defensor da moralidade pública Fernando Collor, que quer atingir de alguma forma o procurador-geral da República Roberto Gurgel, era o presidente da República quando se realizou a primeira conferência da ONU no Rio, há 20 anos.

 

Alô, alô, Haddad!

Alguém se lembra da indignação do candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, quando a polícia estadual, com ordem da Justiça e tudo, desocupou prédios da USP ocupados por estudantes?

Pois bem: Haddad, quando ministro da Educação, abriu unidades da Universidade Federal de São Paulo em Guarulhos e esqueceu a formalidade de instalar salas de aula.

Os universitários têm aulas numa escola primária municipal, no intervalo dos turnos das crianças, ou em prédios abandonados há muitos anos, cheios de entulho. E como é que a Unifesp, até há pouco tempo subordinada a Haddad, lidou com uma manifestação estudantil em que se pedia espaço para estudar?

Simples: chamou a PM tucana – exatamente aquela cuja presença na Universidade era contestada por Haddad. Houve tiros, balas de borracha, vidros quebrados, prisões – o de sempre. Só faltou a presença de Haddad.

O ex-ministro, hoje candidato, evaporou-se: nem no cabeleireiro de costume (o mesmo da presidente Dilma e da ex-prefeita Marta Suplicy) ele apareceu.

O candidato petista à Prefeitura é sábio: há ocasiões em que o silêncio é de ouro.

17/06/2012

às 20:16 \ Disseram

Racismo na Eurocopa

“Quero agradecer aos habitantes e serviços da cidade por terem se comportado como gente normal, branca e civilizada ante nossos convidados, que também se comportaram como gente branca normal.”

Andrzej Bojanowski, vice-prefeito de Gdansk, uma das oito cidades-sede da Eurocopa 2012, que sofreu uma chuva de críticas por racismo

 

17/06/2012

às 20:15 \ Música no Blog

EXCLUSIVO: Lana Del Rey ao vivo — a musa sexy e hiperbadalada supera nervosismo e cai – literalmente – nos braços do público de festival em Barcelona

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Lana Del Rey se apresenta na noite de sexta-feira no Sónar, em Barcelona (Foto: Sónar)

Por Daniel Setti

Era grande a expectativa para o primeiro show da etapa europeia da atual turnê de Lana Del Rey, ocorrido de sexta, 15, para sábado, 16, no festival Sónar, em Barcelona. Sim, ela se apresentara em Londres em abril, mas a performance na capital catalã, conferida por Música no Blog, iniciava uma bateria para valer de 11 datas no Velho Continente, a terminar em 15 de julho em Ferropolis, na Alemanha.

E não apenas a badalação exponencial em torno da neomusa de voz elegante, canções sofridas, visual e nome inspirados nas grandes sex symbols clássicas de Hollywood motivavam a curiosidade de Música no Blog.

Urgia também averiguar in loquo se a loira dos lábios suspeitos havia mesmo se recuperado de sua controversa aparição ao vivo em edição do célebre programa televisivo americano Saturday Night Live, da NBC, em janeiro.

Na ocasião, divulgando o lançamento de seu aguardado álbum de estreia Born To Die, uma nervosa Lana simplesmente não segurou a onda, com a voz reduzida a um fiapo indeciso ao interpretar o belo hit “Video Games”. Tornou-se alvo de uma tempestade de críticas e assunto para inesgotáveis piadas na internet.

Volta por cima

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A cada movimento de Lana sobre o vestido, o público prendia a respiração (Foto: Sónar)

Pois o veredito? Lana mostrou que deu a volta por cima.

Sexy como se propõe descaradamente a ser, em sandália de salto altíssimo e vestido claro curto que deixava as insinuantes coxas à mostra, a gata americana de 25 anos subiu às 23h45 ao SónarPub, o melhor palco da porção noturna do evento.

Atuou à vontade, corando levemente aos brados de “guapa!” (“bonita”, em espanhol) e soltando até alguns fucking e outros palavrões para demonstrar sua alegria em estar ali. Entre agradecimentos e sorrisos, não se intimidou com as centenas de câmeras apontadas para sua silhueta e olhares hipnotizados, despejando nove canções, seis delas do repertório de Born To Die.

Lana: corando levemente aos gritos de "guapa" (bonita!) (Foto: Sónar)

Arranjos que priorizam a voz

Em opção ousada, sobretudo em se tratando de um festival que destaca os beats pesados de música eletrônica, Lana despe os arranjos de quaisquer artifícios tecnológicos; um quase-hip-hop como “National Anthem”, por exemplo, volta  a ser uma potente quase-balada. Apoia-se somente em piano, guitarra e um quarteto de cordas formado por quatro beldades que poderiam rivalizar com a estrela do show em graça.

O Pub, enorme espaço ao ar livre acostumado a abrigar bandas e DJs de robustos decibéis, se deixou seduzir pela atmosfera criada pela fatal moça que, justamente pela pegada intimista, necessita ainda mais de sua bela voz para dar o recado satisfatoriamente.

Del Rey, Elvis gordo, Barbie: referências pop em cena

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O logo do clássico carro modelo Del Rey, que Lana adotou como "sobrenome", compareceu no telão (Foto: Sónar)

No telão ao fundo, enquanto a Sra. Del Rey aceitava um óculos escuros presenteado por um fã, contemplava-se um pastiche de pop americana que ela adora utilizar para decorar o seu conceito: filmes em Super-8 da família Kennedys, Elvis na fase gordo em Las Vegas, a boneca Barbie, cartuns, trechos de Let’s Get Lost (1988), documentário de Bruce Weber sobre o trompetista Chet Baker (1929-1988) e o logo do lendário Del Rey, modelo automobilístico da Ford cujo nome Lana adotou como parte do pseudônimo.

Durante “Lolita”, surgiram na tela passagens da sexy heroína animada Jessica Rabbit em confronto a opressores vídeos institucionais para mulheres na década de 1950. E, ao misturar pequenas passagens visuais dela própria a este pacote de referências fílmicas, Lana se insere nesse imaginário pop como a Loira Perigosa e Impossível que quis – e conseguiu – tomar a internet de assalto.

Após uma segura versão de “Video Games”, a bela se rendeu. “Eu queria fucking descer aí”, avisou. Dito e feito: pediu ajuda aos seguranças, que a levaram aos braços do povo. Ou quase isso, já que se contentou em desfilar pelo vão que separa a plateia do palco. Sorridente ao distribuir beijos aos admiradores, ouviu declarações como “ele te ama muito”, em inglês, de um tiete apontando outro amigo mais tímido que não conseguiu chegar tão perto.

(Mais sobre música neste link)

17/06/2012

às 18:14 \ Disseram

David Cameron esquece a filha de 8 anos no restaurante a meio caminho de Londres

“Felizmente, eles telefonaram para o restaurante e descobriram que ela estava segura. O primeiro-ministro foi lá busca-la.”

Do porta-voz do primeiro-ministro britânico David Cameron, que esqueceu a filha de 8 anos no local onde a família almoçou, próximo à sua casa de campo, retornando a Londres sem a pequena

 

17/06/2012

às 17:08 \ Vasto Mundo

Boa leitura para domingo: o economista que previu o estouro da bolha financeira fala sobre as raízes profundas da crise

Raghuran Rajan: "Os políticos trabalham de olhos nas eleições. Pouco fazem para consertar as deficiências estruturais da economia" (Foto: Roberto Setton)

Raghuran Rajan, professor da Universidade de Chicago e ex-economista-chefe do FMI: "Os políticos trabalham de olhos nas eleições. Pouco fazem para consertar as deficiências estruturais da economia" (Foto: Roberto Setton)

(Entrevista a Marcelo Sakate, publicada na edição impressa de VEJA)

 

Raghuram Rajan

AS RAÍZES PROFUNDAS DA CRISE

Para o professor da Universidade de Chicago, que anteviu o estouro da bolha, os estímulos de curto prazo são insuficientes para eliminar as fragilidades na economia mundial

O indiano Raghuram Rajan, 49 anos, é um dos economistas mais respeitados de sua geração, pelos seus diagnósticos precisos sobre o sistema financeiro e a economia global.

Um exemplo: em agosto de 2005, numa conferência para debater o legado de Alan Greenspan, então presidente do Federal Reserve, o banco central americano, Rajan fez um discurso destoante dos elogios consensuais. Advertiu que a criação de aplicações financeiras complexas havia sido acompanhada de um aumento excessivo da exposição dos bancos a operações de risco, pondo em perigo o sistema financeiro global.

Na ocasião, ele era o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, cargo que ocupou por três anos.

Há dois anos, Rajan lançou o livro Fault Lines, uma referência às “falhas geológicas” que, em sua opinião, representam as causas profundas da crise financeira. A obra, escolhida como a melhor de economia de 2010 pelo jornal Financial Times, foi lançada em maio no Brasil pela Editora BEI, sob o título Linhas de Falha – Como Rachaduras Ocultas Ainda Ameaçam a Economia Mundial.

 

Que “falhas geológicas”, como o senhor define, ameaçam a economia mundial?

Existem falhas profundas que são responsáveis pela crise nos últimos anos.

Nos Estados Unidos e na Europa há uma combinação de baixo crescimento com distribuição desigual de renda. As políticas usadas para restabelecer o crescimento se mostraram insuficientes e, em alguns casos, criaram mais problemas.

Nos Estados Unidos, os incentivos para a ampliação do endividamento das pessoas, especialmente utilizando a casa como garantia, foram uma das causas da crise imobiliária. Da mesma forma, na Europa, a disposição de governos para tomar dinheiro emprestado e gastar sem limite é em parte responsável pelas dificuldades da Grécia, apenas para dar o exemplo mais extremo.

Outra falha advém do fato de muitos países possuírem políticas orientadas para o aumento do consumo, como é o caso dos Estados Unidos, enquanto outros estão voltados para produzir mais e poupar mais, como a Alemanha e a China.

Essas divergências resultaram num desequilíbrio global, no qual alguns países bancam o excesso de gastos de economias ricas. É um movimento insustentável. A retração nas economias mais desenvolvidas resulta desse endividamento excessivo, tanto das famílias como do governo.

 

As autoridades mundiais estão combatendo essas falhas?

Os políticos, em geral, olham apenas o curto prazo.

Eles costumam trabalhar preocupados com as próximas eleições. Pouco agem no sentido de consertar os fundamentos vitais para o longo prazo, como o aprimoramento da educação, o treinamento dos trabalhadores e o aumento da produtividade.

A tendência é escolherem a solução mais fácil, gastando um pouco mais e deixando o tempo sanar os desequilíbrios.

Nem sempre essa estratégia funciona. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

17/06/2012

às 16:12 \ Disseram

Carlinhos Cachoeira: “Fala: é pro governador. Vamos lá pagar ele”

“Fala: é pro governador. Vamos lá pagar ele logo no Palácio, chega lá pro Jayme. Já manda ele levar o dinheiro.”

Carlinhos Cachoeira, em conversa gravada pela PF e agora revelada pelo jornal O Globo, supostamente intermediando a venda da casa do governador tucano de Goiás, Marconi Perillo

 

17/06/2012

às 15:30 \ Tema Livre

Fotos que surpreendem: pedras com cores e padrões incrivelmente semelhantes aos de borboletas

Por Rita de Sousa

São joias que voam? Ou borboletas preciosas?

Essas pedras, que apresentam padrões e cores espantosamente semelhantes aos existentes em borboletas e outros insetos, fizeram parte de uma exposição especial no Terra Mineralia, um museu de pedras e minerais da Universidade Técnica de Freiberg, instalado no castelo de Freudenstein, em Freiberg, no leste da Alemanha.

O Terra Mineralia abriga uma das maiores coleções de minerais do mundo.

Veja algumas das preciosidades da mostra:

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17/06/2012

às 14:07 \ Tema Livre

McDonald’s no Louvre, propaganda na fachada do Museu d’Orsay… Necessidade de dinheiro leva grandes museus franceses a curvar-se à propaganda e… anunciar

Museu D'Orsay-L'oreal

Imenso cartaz publicitário da L'Oréal na fachada do Museu D'Orsay, em maio de 2011 (Foto: J.P. Quiñonero - ABC)

Quando, há três anos, o venerando Louvre, museu mais visitado do mundo – 8,9 milhões apenas em 2011 – inaugurou duas filiais do McDonald’s em suas instalações, os mais radicais defensores do purismo artístico foram capazes de jurar que o próprio Leonardo da Vinci reviraria na tumba.

Para os críticos, um polo artístico de tamanha magnitude em Paris, lar de obras de valor incalculável – entre as quais Mona Lisa, de Da Vinci – é absolutamente incompatível com uma cadeia multinacional de lanchonetes que, na ótica de muita gente, simboliza o pior do capitalismo ou algo até além, segundo certos franceses: o conceito de fast food.

Interior do café McDonald's do Louvre: alvo de críticas (Foto: McDonald's)

Interior do café McDonald's do Louvre: alvo de críticas (Foto: McDonald's)

Era só o começo

A polêmica gerada pela parceria, no entanto, parece não ter inibido a investida rumo ao big money de grandes museus e edifícios históricos públicos de Paris, parte fundamental da razão pela qual a cidade está entre as mais visitadas do planeta (em 2012, de acordo com estudo da Mastercard, deve receber 16 milhões de turistas, perdendo apenas para a Londres olímpica).

Um apetite financeiro que se explica parcialmente pelas turbulências econômicas impostas pela crise europeia. Ainda que, para 2012, o Ministério da Cultura francês tenha dedicado mais de um terço de sua verba total de 2 bilhões de euros (5 bilhoes de reais) à restauração de monumentos nacionais e manutenção de museus, o encarecimento de algumas atividades relacionadas à preservação fazem com que o dinheiro público – mais de 50% do orçamento, no caso do Louvre – não seja suficiente. Abrir o leque de ofertas passa a ser tentador.

Fachadas dominadas pela publicidade

Um exemplo ainda mais claro de que as políticas de financiamento dos centros culturais parisienses de referência estão mudando foi o aluguel, no ano passado, da fachada do Musée D’Orsay, a Meca do Impressionismo onde repousam quadros de Monet, Van Gogh, Renoir e Degas, entre muitos outros, à gigante dos cosméticos L’Oréal.

Em maio de 2011, portanto, quem passava em frente desta deslumbrante antiga estação de trens erguida em 1900, e que desde sua conversão em museu, em 1986, já recebeu 70 milhões de visitantes, era capaz de prestar mais atenção na fotografia da modelo Inès de la Fressange, garota-propaganda da marca, do que em seu belíssimo relógio secular. Mas os dirigentes do D’Orsay foram em frente: a Chanel, espécie de marca-símbolo da França, também exibiu, ali, um outdoor institucional, com o nome da grife e a imagem de um frasco gigante de perfume.

Tela do iPad envolve o Palácio de Justiça de Paris (Foto: J.P. Quiñonero - ABC)

Tela do iPad envolve o Palácio de Justiça de Paris (Foto: J.P. Quiñonero - ABC)

Outro baluarte patrimonial parisiense, o Palácio da Justiça, sede dos reis franceses entre os séculos X e XIV, foi coberto com uma imensa tela publicitária do IPad durante uma recente reforma.

São sintomas, no mínimo, curiosos de como a relação entre a cultura e as esferas pública e privada estão se reconfigurando nesta nova fase da economia europeia. Nem a França escapa.

17/06/2012

às 13:11 \ Disseram

Supla: “O único por quem eu boto a mão no fogo é o meu pai, que tem três ternos e dirige um Ford K.”

“Ela segue muito o partido. Eu já teria mandado todos para aquele lugar. Eu conheço esses caras desde pequeno. O único por quem eu boto a mão no fogo é o meu pai, que tem três ternos e dirige um Ford K.”

Supla, filho do senador Edurdo Suplicy, do PT-SP, na coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo

 

17/06/2012

às 12:05 \ Tema Livre

A bela e talentosa Carolina Ferraz, pelo autor de novelas Alcides Nogueira: “um ponto brilhante”

Carolina Ferraz (Foto: Miro / Lola Magazine)

Carolina Ferraz: joie de vivre! (Foto: Miro / Lola Magazine)

 

(Texto do dramaturgo e autor de novelas Alcides Nogueira, publicado em Lola Magazine, revista da Editora Abril)

 

UM PONTO BRILHANTE

“A melhor definição para Carolina é esta: joie de vivre [alegria de viver]! Porque os tropeços da vida, mesmo dolorosos e viscerais, não impedem que ela siga em frente. A alegria pode estar logo ali, talvez a felicidade esteja esperando”

 

Quando eu ainda saía bastante (hoje sou quase um ermitão), sempre via Carolina Ferraz em festas, vernissages, lançamentos de livros, eventos badalados… Um ponto brilhante cruzando o espaço! Mas só acontecia (quando acontecia) uma troca de sorrisos, obas e olás.

A primeira vez que tive uma visão diferente de Carolina foi quando, lendo uma revista, vi uma linda foto dela, cercada por luminárias Noguchi. Fiquei encantado! Só os sensíveis percebem a delicadeza que há nesses frágeis objetos de papel e bambu, onde a luz se aninha, afetuosamente. Hoje, depois de tantos e tantos anos, talvez ela nem se lembre disso (haja fotos em sua vida!!!). Mais: não sei mais se a foto era assim mesmo, ou se eu, com minha cabeça delirante, imaginei tudo! Mas tanto faz! Ali estava Carolina, ao menos para mim!

A apresentação formal aconteceu por meio da atriz e escritora Tuna Dwek, nossa preciosa amiga em comum, durante as primeiras reuniões de preparação para a novela O Astro. Gosto da apresentação formal. É quase um cerimonial, quando o UM passa a existir de verdade para o OUTRO (dá-lhe Rimbaud!). E Tuna foi peremptória: “Uma batalhadora!”.

Verdade. Conheci uma outra Carolina. Não somente a mulher linda, chiquésima, elegante… mas a atriz supertalentosa, mãe de Valentina (sua maior paixão, fruto do casamento com Mario Cohen, e que estuda na Suíça), escritora, blogueira, cozinheira, bailarina… A Carolina muito inteligente, sensível, culta, antenada, bem-humorada… Vive na ponte aérea Rio-São Paulo, mas o mundo inteiro é o seu quintal.

O Mundo inteiro é o seu quintal (Foto: Miro / Lola Magazine)

O mundo inteiro é o seu quintal (Foto: Miro / Lola Magazine)

Aquariana, de 25 de janeiro. Dia do aniversário de São Paulo. Brinco, dizendo que as comemorações e os desfiles são em homenagem a ela. Carol solta uma risada sonora e contagiante. Penso em como ela iria à frente da fanfarra. Provavelmente usando um Gucci, que ela adora! » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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