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Arquivo de 5 de junho de 2012

05/06/2012

às 19:55 \ Política & Cia

Economia: governo pode abandonar meta de superávit e adotar 11 diferentes passos para que o PIB não fique abaixo de 3% — o “PIBinho”

Reproduzo, por sua relevância, nota da coluna da coluna Política & Economia Na Real, publicada pelo jornalista José Márcio Mendonça e pelo economista Francisco Petros. O título original é o que segue:

MEDIDAS ADICIONAIS DE ESTÍMULO

É questão de dias – muito mais para poucos dias – o governo anunciar que vai reduzir a meta de superávit primário deste ano, estabelecida na lei de Diretrizes Orçamentárias em cerca de 3,1% (o valor real é 139 bilhões de reais) para permitir mais investimentos públicos na luta para elevar o PIB.

Vai se utilizar da facilidade concedida pela própria LDO de abater do superávit parte dos gastos com obras do PAC.

Vale tudo para não deixar o PIB ficar abaixo dos 3% [hipótese apelidada, em Brasília, de "PIBinho"].

Aliás, desde a revelação do PIBinho de 0,2% no primeiro trimestre, passou-se a especular em Brasília, em informações de cocheira ou balões de ensaio, sobre o arsenal que o ministro Mantega tem para elevar o ritmo de crescimento da economia :

1. Mais desonerações da contribuição patronal para a Previdência Social;

2. Unificação na cobrança do PIS e da Cofins;

3. Ampliação dos investimentos das estatais;

4. Liberação da Petrobras da obrigação de compras com um mínimo de 65% de conteúdo nacional;

5. Queda da Selic em agosto para menos de 8%;

6. Redução dos juros do BNDES;

7. Redução dos impostos para diminuir as tarifas de energia e transporte;

8. Aceleração das concessões de serviços públicos;

9. Novos incentivos pontuais, tais quais os recentemente concedidos a setores como o automobilístico, de motos, e de ar condicionado;

10. mais liberação de crédito e novos recursos para os bancos públicos;

11. Eliminação de alguns entraves à entrada de capitais externos aplicados tempos atrás.

É pagar para ver.

LEIA TAMBÉM:

Sinais de nervosismo em Brasília. Gilmar x Lula? Não, o fraco crescimento da economia

05/06/2012

às 18:55 \ Tema Livre

Vídeo: o empregado combina com o patrão — e atira nele com um rifle de assalto AK-47. E aí…

Um funcionário atirar no chefe, com um rifle de assalto AK-47 russo, pode resultar num bárbaro assassinato — ou no que você vai ver neste vídeo.

O AK-47 é uma das armas desse tipo mais disseminadas no mundo, inclusive, infelizmente, entre terroristas e, em alguns países, entre bandidos.

05/06/2012

às 14:07 \ Política & Cia

Marta Suplicy é caso exemplar de vassalagem a Lula paga com ingratidão

BONS TEMPOS -- Lula, presidente, faz campanha para Marta ao Senado em 2010 (Foto: estadao.com.br)

A hoje senadora Marta Suplicy foi, desde os primórdios do PT, uma incondicional de Lula.

Esteve presente nos palanques de Lula e empenhou-se a fundo por ele em todas suas fracassadas campanhas presidenciais – 1989, 1994 e 1998 –, esteve com ele nas vitoriosas campanhas da eleição, em 2002, e da reeleição, em 2006, bem como fez tudo o que pôde pela presidente Dilma Rousseff, candidata sacada do colete de Lula para disputar (e vencer) a corrida pelo Planalto em 2010.

Cansou de elogiar, ao longo de décadas, as qualidades do operário que se tornou político e chegou ao cume: inteligente, genial, político habilíssimo, alguém que dava nó em intelectuais, homem sensível aos desejos do povo, filho da massa pobre e sofrida. Se fôssemos fazer um levantamento das frases elogiosas, em que Marta babava de entusiasmo por seu líder – dizer que foi o melhor presidente da História do Brasil é pouco, quase nada –, seria até constrangedor.

Pois bem, Marta Suplicy era a favorita dentro do PT paulistano para concorrer à Prefeitura da maior cidade do Brasil. Não só isso: nas pesquisas de intenção de voto realizadas desde o ano passado, ocupava invariavelmente o primeiro lugar, sozinha, ou o disputava com o tucano José Serra, que ainda vivia a fase sou-não-sou-candidato.

Mais: Lula, com a pretensão de “passar a limpo” a política brasileira e seus métodos, quando fundou o PT, foi o idealizador da realização de prévias dentro do partido para a escolha de seus candidatos. (Prévias, por sinal, que quase nunca o partido realiza). Os candidatos seriam, então, o resultado da vontade dos militantes, e não a consequência do “dedaço” dos caciques.

(Embora a coisa tenha começado mal: o maior líder do PT quase perdeu as estribeiras e precisou conter sua notória, incontrolável loquacidade quando, querendo jogar o que era a regra do jogo, o senador Eduardo Suplicy ousou insistir em disputar as primárias para concorrer ao Planalto, com o próprio Lula, em 2002. Concorreu, e ficou com apenas 20% dos votos.)

Aí, então, o PT iria realizar primárias para escolher seu candidato a prefeito de São Paulo, cargo que perdeu há oito anos, com a própria Marta sendo derrotada por Serra.

Marta, evidentemente, era candidata.

MAGOOU -- Tratorada por Lula na sucessão em SP, a altiva Marta não reagiu -- tudo o que faz agora é beicinho e não trabalhar para Haddad (Fotos: veja.abril.com.br)

Pois eis senão quando entra Lula em cena. Como os velhos, autoritários e carcomidos caciques da velha política, que ele condenava e pretendia “refundar”, o ex-presidente mela as primárias e, não contente com isso, resolve impor um candidato de sua cabeça e de sua escolha – que não é Marta, é o ministro da Educação, Fernando Haddad, que nunca disputou cargo eletivo antes.

Qual a reação da altiva, muitas vezes petulante e não raro agressiva Marta? Reagiu, furiosa? Insistiu na disputa democrática das primárias? Criticou duramente a intromissão de Lula?

Nada disso. Engoliu, é verdade que não sem esforço, a decisão do chefe. Não rebelar-se, de todo modo, não deixou de ser mais um ato de vassalagem. A partir daí, tudo o que esboçou de reação foi fazer beicinho, não levantar um dedo pela eleição de Haddad, faltar a compromissos como o de sábado passado, quando o PT finalmente lançou em caráter oficial a candidatura do companheiro petista.

E ainda sofreu a humilhação de virtualmente ser considerada velha e superada por Lula, na sua tristemente famosa entrevista ao Programa do Ratinho, do SBT. (Leia post de Reinaldo Azevedo).

Anos de idolatria e vassalagem ao chefe enfim sendo pagos com ingratidão.

05/06/2012

às 12:00 \ Política & Cia

Artigo arrasador do publicitário Neil Ferreira: “Gilmar Mendes desinfeta o esgoto”

gilmar

Gilmar Mendes: “O primeiro brasileiro a impor a Lei a Lula” (Foto: Reprodução)

Amigos, reproduzo aqui artigo do grande publicitário Neil Ferreira publicado domingo no Diário do Comércio, o bom jornal da Associação Comercial de São Paulo feito pelo jornalista Moisés Rabinovici e sua equipe)

GILMAR MENDES DESINFETA O ESGOTO

Neil Ferreira

Até a cumpanherada mensaleira abertamente acha que o Cara pisou na maionese; a zelite aposta que desta vez nem o teflon, que é a sua primeira pele, salva o Cara. A oposicinha, ora a oposicinha, caladinha da silva.

Manchete histórica deste Diário do Comércio, referindo-se ao Ministro Gilmar Mendes: “O 1º brasileiro a impor a Lei a Lula”. Declaração histórica de Gilmar Mendes: “Lula ajuda bandidos que querem melar o mensalão”. Atitude histórica de Gilmar Mendes: jogou lula no ventilador. Os pés de barro se desmancharam em lama. Meu pronunciamento histórico: Gilmar Mendes para presidente, primeirão a falar.

Nunca antes nestepaíz se viu tanta lula voando. Nem no mensalão a coisa ficou tão afradescendenta para o Cara e malcheirosa para todos nós. Tapo o nariz e, sôfrego, leio os jornais independentes, que cumprem a obrigação de publicar tudo o que o público tem direito de saber, duela a quem duela.

Sentido-se ameaçado por ação nefasta praticada à sorrelfa pelo Cara, Gilmar Mendes, talvez sem querer querendo, abriu a tampa do esgoto e tratou de desinfetá-lo, ao exercer seu legítimo direito de defesa.

 

esgoto

Gilmar, talvez sem querer querendo, abriu a tampa do esgoto e tratou de desinfetá-lo

Você sabe de todos os detalhes do havido em Brasília, no escritório de Jobim, o Alter Ego de Deus. Alegadamente, seria uma inocente tricotagem entre comadres: o dono da casa, Nelson Jobim, e os special guest stars, o Cara e Mendes. Não era inocente.

Aonde o Cara vai há tudo menos inocência; há de haver ao menos um pingo d´água para nele dar nó de olho fechado; havia. O pingo d´água da vez sob o risco de levar o nó era Mendes; levou e deu o troco.

Durante a tricotagem, o Cara, melífluo, suavemente, sugeriu-lhe comportar-se assim e assado no processo do mensalão, no STF. Senão… Mendes sentiu-se pressionado e chanteageado.

A coisa vazou e frequentou churrascarias, restaurantes chiques, happy hours, botecos de chope, mesas de bilhar e redações de jornais, acrescida do boato de uma viagem de Mendes a Berlim, paga por Cachoeira, e encontros suspeitos com Demóstenes, aquele que “alcagueta eu não sou” e “carola eu sou”.

Quando até a molecada da Escolinha de Aprendizes de Mensaleiros já palrava sobre o tema, Mendes recebeu de “fontes confiáveis” a informação de que vazamento e boato voaram de sob as asas do Cara e por ele foram espalhados aos ventos. Mendes confirmou à VEJA a pressão e a chantagem, que podem mandar o Cara para a cadeia, se provadas.

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Nelson Jobim: aquilo não foi bem isso

Na minha opinião ─ e esta página [em que escrevo] é de “Opinião” ─ acredito no Mendes: o que ele fala do Cara balança o rabo como cachorro, coça pulga como cachorro e não larga o osso como cachorro: portanto, cachorro é.

Até a cumpanherada mensaleira abertamente acha que o Cara pisou na maionese; a zelite aposta que desta vez nem o teflon, que é a sua primeira pele, salva o Cara. A oposicinha, ora a oposicinha, caladinha da silva. Silêncio é ouro, reza a vox populi vox Dei.

Desta vez não cola o habitual “num vi nada, num iscuitei nada, num sei di nada”, nem bancar a vítima e colocar a culpa no colo da “mídia”, esperteza por demais praticada e que não engana mais nem “o país dos mais de 80%”, esses moços, pobres moços, ah se soubessem o que sei.

A “mídia” é como os lulopetistas chamam a imprensa independente, pensando que a estão injuriando. Não estão. Não sabem o que falam; Pai, não perdoai a ignorância pandêmica no lulopetismo. A imprensa é um segmento da “mídia”, que é plural de “medium”, meio.

O meio supradito não é a metade de um e nem é o meio ambiente. O ambiente inteiro acabou de acabar. O ambiente é meio mesmo, metade, porque já detonaram mais da metade das florestas e dos bichos; não há galho para macaco se pendurar e o chamar de seu, nem macaco há. “Cada macaco no seu galho”, nem pensar. Meio, neste caso, é como se convencionou chamar “meio de comunicação”, na língua falada no Brasil.

Média

Média, acepipe encontradiço nas melhores padarias da esquina

“Mídia”, filhote nascido de conluio matrimonial fora do matrimônio com a palavra latina “media”, está no Aurélio. “Media” sem acento não é nem prima distante da média com acento, delícia feita de café com leite na xícara grande. Escoltada por pão com manteiga na chapa, é acepipe encontradiço nas melhores padarias da esquina, saboreado em pé, umbigo no balcão.

“Medium”, sem acento, deu “meio”, que também está no Aurélio, uma linha acima da palavra “médium”, com acento, que Chico Xavier era. “Medium” sem acento é “meio para a transmissão de uma mensagem”. Se duvidar faça uma coisa antiga, mas eficiente: abra o Aurélio ─ se não for para enriquecer seu vocabulário, pelo menos treina teu muque com o levantamento do peso dele.

Mendes reafirma o que afirmou. Jobim soltou um “dois pra lá dois pra cá”, dizendo que aquilo não foi bem isso. O Cara disse que não disse o que disse; era melhor ter ficado quieto e mandado o Advogado dos Diabos, doutor Thomaz Bastos, produzir uma explicação, do tipo “essa foi uma conversa não contabilizada”. Mas que está voando lula do ventilador, está.

 

lula-brasil Reuters

"Aonde o Cara vai há tudo, menos inocência" (Foto: Reuters)

GIRMÁ MENDE, TU É NÓIS, NÓIS É TU.

 

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