Blogs e Colunistas

Arquivo de 26 de maio de 2012

26/05/2012

às 19:01 \ Disseram

Cristiano Ronaldo, nota 0,1 em humildade

“Eu daria nota 10 à minha temporada, no nível individual e nota 9 no coletivo.”

Cristiano Ronaldo, craque do Real Madrid, campeão da Espanha, falando do seu desempenho na temporada

26/05/2012

às 18:30 \ Livros & Filmes

O filme “Sete dias com Marilyn” é sentimental e charmoso. E faz bem em não tentar explicar o que fazia de Marilyn Monroe uma deusa

LOIRA FANTASMA O mito em todo o seu esplendor no auge da carreira, nos anos 50; fascínio irresistível que o público não se cansa de ressuscitar (Foto: Michael Ochs Archives / Getty Images)

LOIRA FANTASMA -- O mito em todo o seu esplendor, no auge da carreira, nos anos 50; fascínio irresistível que o público não se cansa de ressuscitar (Foto: Michael Ochs Archives / Getty Images)

 

O ARTIGO QUE NÃO SE IMITA

(Texto de Mario Mendes publicado na edição impressa de VEJA)

Cinquenta anos depois da morte de Marilyn Monroe, seu “je ne sais quoi” faz jus à expressão: não há como explicar, nem entender, tanto carisma e sedução

 

Ao observar na tela uma tomada do filme que acabara de dirigir, O Príncipe Encantado, o consagrado ator inglês sir Laurence Olivier (Kenneth Branagh) comenta embasbacado a atuação de Marilyn Monroe (Michelle Williams) – então não mais do que um bem acabado e muito bem embalado produto made in Hollywood: “Maravilhosa! Nenhum treino, nenhuma técnica, apenas puro instinto. Extraordinária!”.

A cena – tirada de um livro de memórias do documentarista inglês Colin Clark – está em Sete Dias com Marilyn (My Week with Marilyn, Inglaterra/Estados Unidos, 2011), e é exemplar ao ilustrar uma tentativa de explicar o inexplicável: aquele irresistível fascínio que a atriz exercia sobre as plateias do mundo inteiro.

O filme fugiu do óbvio e Michelle Williams não tentou imitar Marilyn

Chame de je ne sais quoi, como os franceses, ou de it, como os americanos: o fato é que nunca mais se viu nada igual no cinema – ou na cultura pop em geral. Ainda hoje, cinquenta anos depois da morte da estrela (a se completarem em 5 de agosto), esse dado intangível reverbera de maneira desafiadora e intrigante.

Michelle Williams, como Marilyn, e Dougray Scott, como seu terceiro marido, Arthur Miller, em Sete Dias com Marilyn (Foto: Divulgação)

Michelle Williams, como Marilyn, e Dougray Scott, como seu terceiro marido, Arthur Miller, em "Sete Dias com Marilyn"

Sete Dias com Marilyn é não mais que um passatempo sentimental e charmoso. Sua maior qualidade é justamente não ter recorrido ao expediente óbvio da caracterização estilizada de um mito do cinema (como a imitação impecável e gélida de Katharine Hepburn feita por Cate Blanchett em O Aviador).

Para simplesmente travestir-se de Marilyn, afinal, não faltam transformistas competentes que se devotam quase que com exclusividade à estrela em cabarés do mundo todo. Michelle Williams (uma das indicadas ao Oscar deste ano), maquiada e vestida para lembrar Marilyn, faz, ao contrário, uma composição sutil e inteligente da personagem.

Não decepciona ao surgir como a estrela conhecida de todos nas sequências calcadas nos cinejornais da época e nas cenas reproduzidas de O Príncipe Encantado.

Michelle em cena com Eddie Redmayne: fazendo uma Marilyn frágil e errática

E está especialmente cativante como a mulher frágil e errática que se agarra ao jovem assistente de direção Colin Clark (o sempre pálido Eddie Redmayne), transbordando insegurança e simultaneamente encantando e enlouquecendo os companheiros de filmagem (vai em seu socorro a digníssima dame Sybil Thorndike, interpretada pela atriz britânica Judi Dench em sua cadência habitual de monstro sagrado especialmente convidado).

Ninguém conseguiu explicar o que era único na estrela

Quanto ao componente único que a Marilyn verdadeira irradiava, esse nenhum de seus filmes (trinta ao todo, mas apenas onze como protagonista), fotos (foi uma das mulheres mais fotografadas da história) ou inúmeras obras, peças de teatro, biografias e ensaios sobre ela (alguns deles por notáveis como Norman Mailer, Truman Capote e Gay Talese) é capaz de explicar integralmente nem de maneira satisfatória.

Só o que há são pistas.

Marilyn não era particularmente talentosa, por exemplo, nem foi a mais bonita das estrelas de Hollywood de sua época. Ava Gardner era simplesmente deslumbrante, e Grace Kelly não apenas era belíssima como tinha um Oscar em casa.

Marilyn também não foi a primeira loira voluptuosa do cinema (até porque, na versão original de fábrica, era ruiva). A imagem de loira platinada criada para ela pela Twentieth Century Fox foi claramente calcada em divas já então passadas como Jean Harlow e, sobretudo, Lana Turner.

Quando ela entrava em cena, não tinha para mais ninguém

Audrey Hepburn dançava melhor do que ela. Elizabeth Taylor tinha exóticos olhos cor de violeta, não aquele azul esverdeado de Marilyn, tão comum entre os americanos. E Jane Russell (com quem ela dividiu a cena em Os Homens Preferem as Loiras) é que era o verdadeiro vulcão sexual nos anos 50.

Mas as câmeras, fossem as dos paparazzi ou as dos estúdios, gostavam dela como de nenhuma outra. Quando a garota mignon (confira suas medidas mais abaixo) entrava em cena, não tinha para mais ninguém. Junte-se a isso a cumplicidade do figurinista Travilla, instruído para fazer vestidos que dessem a impressão de ter sido costurados com ela dentro, e adicionem-se então os saltos altos ligeiramente desiguais, para providenciar um inigualável e doce balanço a caminho de qualquer lugar: Marilyn Monroe era mais do que sexy. Era suculenta.

Comparada com as estrelas atuais, ela ganha de goleada

Como Marilyn nunca saiu de cena, nem mesmo depois de morta, pode-se dizer que mesmo hoje ela arrasaria. Comparada com as estrelas atuais, ganha de goleada.

A verdadeira Marilyn, aos 36 anos, pouco antes de morrer, no filme inacabado "Something's Got to Give"

As mulheres podem almejar o corpo de Gisele Bündchen, mas os homens ainda preferem as curvas ao estilo MM. E podem imaginar que seriam mais belas com os traços projetados por designer de Angelina Jolie. Mas, quando Marilyn sorria seu sorriso aliciante, virava a prova incontestável de que a beleza não é matemática – é divina.

Em 1976, quando Marilyn completaria 50 anos, o escritor Larry McMurtry declarou que ela era um dos quatro grandes fantasmas americanos, ao lado de Ernest Hemingway e dos irmãos Kennedy: “Pessoas que deram cabo da vida americana antes que a América desse cabo delas”.

Do grupo, Marilyn é a única que o público ressuscita sem descanso: por mais que se tente, não há como entender o encanto inexplicável dessa deslumbrante assombração.

 

As medidas da beleza

 

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Marilyn Monroe era curvilínea e cheinha, como pediam os voluptuosos anos 50. Angelina Jolie é reflexo da atual predileção pela magreza. Meio século e uma diferença de 2,8 no IMC (índice de massa corporal) as separam

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26/05/2012

às 16:08 \ Disseram

Deus te ouça, Malafaia!

“Não me candidato nem para o cargo de assistente de carimbador de vereador.”

Silas Malafaia, pastor evangélico e pregador televisivo, negando que vá entrar para a política

26/05/2012

às 15:03 \ Tema Livre

Os problemas do mundo, nas charges do polonês Kuczynski

Kuczynski

Pawel Kuczynski

O burrico trota pelo deserto, atrás da inalcançável cenoura à sua frente — que está dependurada num mortífero míssil.

A fábrica emite uma fumaça preta, pavorosa — mas lá estão pintores, no teto do prédio, pintando o negrume de branco.

Nas microondas que alimentam celulares, como riscos no céu, pousam passarinhos.

São as charges do artista plástico Pawel Kuczynski e sua forma muito peculiar de ver o mundo. Formado em artes gráficas na Academia de Belas Artes em Poznan, na sua Polônia natal, desde 2004 Kczynski passeia criticamente, e não raro com um toque de poesia, por problemas comuns a todos os povos: pobreza, fome, guerra, trabalho infantil, corrupção política, poluição, exploração, desigualdade social…

Suas criações lhe renderam 92 prêmios e distinções. 

Veja abaixo uma boa amostra de seu trabalho:

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26/05/2012

às 14:08 \ Disseram

Hoje não tem indenização para o Cabo Anselmo

“Abrir um precedente de uma anistia para um agente repressor é distorcer o instituto da reparação e os preceitos dos Estado democrático de direito.”

Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia,  ao negar indenização e pensão ao Cabo Anselmo, agente do governo militar infiltrado nos grupos clandestinos de oposição ao regime

26/05/2012

às 12:02 \ Música no Blog

Primavera Sound, um dos melhores festivais de música da Europa, começa esta semana em Barcelona; Música no Blog estará lá

Wilco

A banda americana Wilco, uma das atrações do Primavera Sound 2012 (Foto: divulgação)

Por Daniel Setti

Vivendo fase de vacas gordas, os produtores brasileiros de grandes festivais levaram recentemente ao público tupiniquim versões nacionais de eventos mundialmente consagrados, como o americano Lollapalooza e o espanhol Sónar. Música no Blog recomenda veementemente que o próximo da lista seja o Primavera Sound, realizado anualmente desde 2001 em Barcelona. Ou que os brasileiros de passagem pela cidade catalã nos próximos dias o incluam em sua rota turística.

Como nas últimas seis edições, esta coluna cobrirá o PS 2012, que após uma série de pré-concertos espalhados pela cidade catalã ocorridos desde o dia 8, começa para valer no Parc del Fòrum na próxima quinta-feira dia 31, e vai até domingo (3 de junho). Uma semana depois, atraca no Porto, em Portugal, onde nunca foi realizado.

Saiba os motivos pelos quais este evento é imperdível:

1-A programação musical é arrasadora, atrás apenas de megaeventos gigantescos do gênero como o inglês Glastonbury e o americano Coachella. Neste ano, mais de 200 artistas se espalham por sete palcos, que distam no máximo 2 quilômetros um do outro.

Como sempre, a curadoria tratou de promover a fusão entre craques consagrados durante as últimas duas décadas (de Beirut a Richard Hawley, passando por Rufus Rainwright e Wilco) bolas da vez com presença garantida em todos os outros festivais de destaque no resto do ano (Beach House, Justice) e nomes históricos para a música pop desde os anos 1960 (de Marianne Faithfull a The Cure).

2-O Parc del Fòrum é o recinto perfeito. Facilmente acessível por transporte público – ao contrário do que acontece com Glastonbury e Coachella, diga-se – o gigantesco complexo à beira do Mediterrâneo erguido para o Fórum Universal das Culturas de 2004 acomoda até 130 mil pessoas, embora a média por noite seja a de cerca de 25 mil espectadores, o que garante o conforto geral.

Oferece ao público – uma eclética, educada e pacífica fauna de adoradores de música de entre 20 e 50 e poucos anos – a possibilidade de desfrutar dos espetáculos esparramado em vistosos gramados verdes ou desde arquibancada voltada para o mar, sempre debaixo do céu azul de primavera. Dá de mil a zero na Fira Gran Via, o local onde é realizada a porção noturna do festival “rival” do Primavera, o Sónar.

3-Os preços dos ingressos são justos. 195 euros (R$ 544) para os três dias ou 85 euros por dia (R$ 237), isso se você for comprar ingressos na porta (nos meses anteriores chegaram a custar até 20% menos). O Sónar São Paulo, por exemplo, valia R$ 400,00 – um valor relativamente baixo para padrões culturais paulistanos -, mas trouxe um quinto do número de atrações do PS e foi realizado em apenas dois dias.

Este, imagino, é o principal obstáculo para certos organizadores brasileiros, que insistem em cobrar 300, 400 ou 500 reais por shows de um único artista e investem no absurdamente desrespeitoso e elitista modelo das “áreas VIP” na frente dos palcos, prejudiciais à imensa maioria do público pagante. Para não falar de problemas como filas, desorganização, atrasos, ingressos falsos…

(Mais sobre música neste link)

26/05/2012

às 11:04 \ Disseram

Uma CPI do escracho

“Que bicho vai dar hoje”

Rubens Bueno, deputado federal (PPS/PE) para bicheiro Carlinhos Cachoeira, durante a reunião da CPI

26/05/2012

às 9:44 \ Disseram

Juliana Paes também se enrosca com cenas de sexo

“O mais difícil não é fazer (cena de sexo), é assistir.”

Juliana Paes, a Gabriela do remake da novela, que faz cenas tórridas com Humberto Martins, o Nacib da nova versão

 

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